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quarta-feira, 31 de março de 2010

Raridades e Recordações ( 2 )

O puro e duro rock´n roll!!!!

Vista-se de forma correta para o tempo frio


ENGUIAS, águias e elefantes — representantes dos animais marinhos, aéreos e terrestres — não precisam de roupa. Seus corpos estão adequadamente providos de uma cobertura protetora contra os elementos de seus respectivos ambientes. E ainda bem que não precisam de roupa; certamente seriam incapazes de provê-la para si mesmos.

Nós humanos, porém, somos diferentes. Nosso Grandioso Criador nos fez com a capacidade de projetar e confeccionar roupas para muitos fins, e para a grande variedade de condições em que vivemos. Sim, precisamos de roupa por vários bons motivos.

Mesmo no tempo mais quente, precisamos de roupa a bem da modéstia — para apaziguar nosso senso de vergonha. Isto tem-se dado desde que nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram a ordem de Deus e comeram do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal. Outra finalidade da roupa — dá-nos confiança por realçar nossa aparência.

Mas, a principal razão por que as pessoas em muitas partes da terra precisam de roupa neste mesmo instante é proteger seu corpo do frio. A grande questão para elas é: Como vestir-se de forma correta para o tempo frio.

Que Tipo de Roupa de Baixo?

Comecemos com a roupa mais próxima do corpo. É razoável vestir roupas de baixo mais quentes no inverno do que no verão, mesmo que não sinta a necessidade disso. Por quê? Porque o coração tem de trabalhar mais para manter o corpo aquecido no inverno, e as roupas mais quentes o poupam de trabalho adicional. Naturalmente, se trabalha num quarto ou escritório aquecido a vapor o dia todo não precisará vestir a mesma espécie de roupa de baixo que o carteiro que passa o seu dia inteiro fora. Mas, que tipo deveria ser se tiver de sair no frio? Simplesmente vestir roupas de baixo mais pesadas talvez não seja a melhor solução.

Por exemplo, é melhor vestir duas peças leves de roupa de algodão e lã do que uma só peça bem pesada toda de lã. Por quê? Por causa do ar entre as peças. O ar parado é mau condutor de calor. Essa é a vantagem da chamada “roupa de baixo termal”. Tem pontos hexagonais que capturam o ar dentro de suas camadas.

Ainda outro tipo de roupa que emprega esse princípio é o caso da “malha Brynje”. No entanto, ao invés de capturar o ar parado dentro de suas camadas, captura o ar próximo à pele. Como faz isto? Pelo seu padrão em forma de rede de pesca; é algo parecido a meias de malha.

Para o tempo muito frio há também a roupa de baixo acolchoada, mas é um tanto volumosa.

O Que Dizer da Roupa Externa

Entre as coisas a se lembrar quanto à roupa externa, ao se vestir para o tempo frio, é que a roupa de cor escura é mais quente do que a roupa de cor clara. As cores escuras absorvem o calor do sol; as cores branca ou claras o repelem. Use cores claras no verão para sentir-se refrescado; mas use cores escuras no inverno para manter-se aquecido.

Roupas de acabamento macio, tais como flanelas, cheviotes e “tweeds”, são muito recomendáveis se encarar um frio seco e calmo. Mas, quando se trata de proteger-se de granizo e neve e vento impetuoso, então a roupa de acabamento mais duro, tais como de lã penteada ou de “sharkskin” (tecido lustroso de algodão ou raiom) lhe servirá melhor. Não só impedirá que o vento penetre, mas também tornará menos provável que a neve úmida grude em suas roupas.

No caso das roupas externas também se aplica o princípio de que duas peças finas são melhores que uma só pesada. Não necessariamente duas peças separadas, mas talvez peças forradas. Alguns sobretudos têm forro removível — ideais para o conforto, a comodidade e para aquecer, e também para a economia. O forro pode ser simples ou acolchoado, dependendo do grau de frio que tiver de enfrentar. Ou talvez verifique que, como peça adicional, um sueter fino ou um colete tricotado o manterão aquecido. Um suéter de caxemira para este fim — se puder comprar um — é ótimo para aquecê-lo e tem um mínimo de volume. Do contrário, um suéter de lã fino ou de grossura média servirá bem.

Vestir-se de forma correta para o tempo frio também inclui pensar nas golas e nos punhos dos casacos e jaquetas. Devem ajustar-se muito bem para impedir que o ar quente escape. Usar um xale ou cachecol no pescoço também é uma ação prudente. Mas, lembre-se, frustrará o seu propósito se sua roupa for muito justa.

A Cabeça, as Mãos e os Pés

Muitos deixam de usar uma cobertura para a cabeça no tempo frio, mas isso é um erro. O sangue não se retira do cérebro pôr causa do frio, assim, muito sangue é esfriado quando a cabeça fica expostas gorro de tricô é muito recomendável, e também o boné com protetor de orelhas. Vistosos, populares e muito práticos são os bonés russos do tipo de pele ou de imitação de pele. Quando o frio é muito severo, é também sábio proteger a boca e o nariz com um xale, ou uma máscara facial que tenha aberturas para os olhos e nariz.

E o que dizer das mãos? Embora algumas luvas sem forro pareçam estar na moda, no tempo frio talvez façam com que as mãos fiquem mais frias do que se a pessoa não usasse luva nenhuma; isto se daria em especial se as luvas fossem apertadas. Para manter quentes as mãos, as luvas forradas são as melhores — forradas quer com lã, quer com pele ou imitação de pele. Mas, novamente nesse caso, obtenha luvas que sejam suficientemente folgadas. Se suas luvas forem justas demais interferirão com a circulação em suas mãos e assim terá mãos frias apesar de usar luvas forradas. As mitenes, naturalmente, são as mais quentes de todas. Se desejar, talvez possa obter algumas que possuem não só o polegar, mas também o dedo indicador em bainhas separadas. O grande problema com as luvas ou as mitenes é que sejam quentes quanto precisam e contudo permitam que se façam coisas com as mãos.

Há também a questão importantíssima de manter quentes os pés. Os pés, sendo a parte mais afastada do coração, têm a maior probabilidade de ficar frios. Neste caso, também, deve-se notar que dois pares de meias finas serão mais quentes do que um par grosso. E ao usar mais de um par, seria bom que o próximo à pele fosse de algodão e o seguinte ou o externo fosse de lã. Mas, tenha presente que se o uso de meias grossas ou adicionais apertar indevidamente seus pés, não estará em melhor situação. Se não tiver outro jeito, obtenha um par de sapatos um pouquinho maior, para usá-lo com as meias adicionais no inverno. Não constituirá necessariamente uma despesa extra. Seus sapatos simplesmente durarão mais.

Se houver muita neve no chão, certifique-se de manter os pés secos. Em alguns lugares, usam-se galochas. Em outras partes, fabricam-se sapatos especialmente para tal tempo. Para ajudar a proteger seus sapatos, engraxe-os bem. De fato, seria bom colocar várias camadas de graxa de sapato como impermeabilizante. E se molhar os sapatos, encha-os de papel amassado e deixe-os secar gradualmente. Não os mantenha perto do calor.

Não exagere na questão de manter-se aquecido. Este é um ponto que as mães precisam estar atentas em relação com os filhos pequenos. As autoridades concordam que é melhor manter-se um pouquinho do lado frio. Manter-se aquecido demais pode causar tanto dano quanto sentir frio demais. Quando começar a sentir-se muito quente, afrouxe suas roupas externas ou tire algumas delas. Neste respeito é bom hábito ouvir a previsão meteorológica no rádio ou na TV para saber a temperatura exterior; daí vista-se de acordo.

Do precedente é óbvio que vestir-se de forma correta para o tempo frio em grande parte uma questão de usar bom critério baseado em sua própria experiência e nas dos outros.

Outros Fatores

O próprio corpo faz o que pode para enfrentar o desafio do tempo frio, tanto por sentir calafrios como por acelerar os processos metabólicos. Isto o corpo faz por lançar mais adrenalina no sangue. É interessante que as mulheres revelam maior aumento na atividade metabólica e perdem 10 por cento menos de calor quando expostas ao frio do que os homens.

Obviamente, um corpo bem nutrido pode suportar o frio melhor do que um mal nutrido. Portanto, escolha alimentos saldáveis e nutritivos, certificando-se de obter suficientes vitaminas e minerais.

Outro fator a se considerar é que a atividade pode ajudá-lo a manter-se aquecido. Quanto mais ativo se mantiver, menos urgente será sua necessidade de roupa muito quente. Para manter-se aquecido no tempo frio caminhe com rapidez, mas não exagere.

Também, se quiser manter-se aquecido em tempo frio não fume. Fumar apenas dois cigarros Reduzirá sua temperatura da pele em cerca de 2,5 a 3,6 graus Centígrados. E depois de fumá-los levará quinze minutos para voltar à sua temperatura normal.

Ademais, não beba bebidas alcoólicas quando confrontado com tempo rigoroso. Diz The Pharmacological Basis of Therapeutics: “Tomar bebidas alcoólicas para ‘esquentar’ no tempo frio é obviamente irracional e pode ser perigoso se a conservação do calor do corpo for essencial. Os tarimbados em explorações polares estão bem a par dos perigos desta tentação.” Isto se dá porque o álcool faz que o sangue aflua à flor da pele, mas o resultado final é uma diminuição da temperatura do corpo.

Sim, a maneira de vestir-se, o que ingere em seu corpo e sua atividade física têm todos uma relação com o êxito de seus esforços em manter-se aquecido quando faz tempo frio.

in Despertai de 22/7/1971 pp. 12-14

Provérbio da semana ( 17:9 )

Quem encobre uma transgressão está procurando amor, e aquele que continua falando sobre um assunto separa os que estão familiarizados uns com os outros.

sábado, 20 de março de 2010

Raridades e Recordações ( 1 )




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O valor dos brinquedos



UM BALDINHO e uma pazinha, um pouco de água e terra ou areia — essa combinação faz coisas extraordinárias nas mãos de uma criancinha! Com esses instrumentos, cria um castelo, uma ponte, uma nave espacial, uma caverna — inúmeras coisas que sua mente pode conceber e com as quais se deleita. Deveras, brinquedo é tudo aquilo que a criança lança mão para brincar.
Os brinquedos existem em todos os tamanhos e formas, cores e estilos. A maioria é fabricada para divertir as crianças, estimulá-las à ação e, quiçás, educá-las também.

Embora sejam tão variados quanto numerosos, os mais simples resultaram mais duráveis. Bolas, cordas, bonecas, palhaços, blocos de construção, bolinhas de gude, carros e caminhões em miniatura têm sido usados por décadas e ainda são populares entre cada nova geração.

Outros foram aperfeiçoados com o passar dos anos. Há agora bonecas que fazem quase todas as coisas que um bebê vivo faz. Alguns brinquedos até mesmo se igualam a complicados computadores, sendo especialmente equipados para criar problemas para a criança resolver e para ajudá-la a raciocinar e fazer decisões.

Daí, há também um vasto suprimento de brinquedos não convencionais. Pois quando a criança quer brincar, pode converter quase tudo ao seu redor num brinquedo, como os pais bem sabem. Pode ser um pedaço de barbante, uma pedra, um vaso, uma frigideira, um chaveiro, um sapato velho, uma caixa comum ou um saco de papel. Enquanto prender seu interesse, pode servir de luz elétrica para sua imaginação, de ponte para o mundo adulto e de trem para aquele mundo maravilhoso do faz-de-conta.

Por Que Alguns Ficam sem Uso

Em geral, a maioria dos brinquedos práticos é comprada pelos pais ou por parentes próximos, visto que são logicamente as pessoas que sabem o que melhor serve para a criança. No entanto, apesar da ampla variedade de brinquedos interessantes agora disponíveis, alguns acabam sem uso. Por que se dá isso?

Em primeiro lugar, alguns pais não pensam tanto nos brinquedos de seus filhos quanto poderiam. Por exemplo, a mãe talvez esteja fazendo compras quando um brinquedo capta sua atenção. Se a cor e o preço forem bons, talvez o compre às pressas sem pensar o suficiente no seu valor.

Contudo, sua escolha poderia não raro ser mais sábia se tivesse feito algumas perguntas a si própria: É seguro? Têm as crianças bastante desse tipo de brinquedo? Servirá para estimulá-las a pensar?

Alguns adultos compram erroneamente brinquedos que fascinam a eles ao invés de à criança. Já fez isso?

Para ilustrar, considere o pai que compra um dispendioso trem e acessórios supostamente para seu filho de dois anos. Gasta horas e horas armando-o. Daí, quando está montado, fica empolgado com ele. Mas, o garotinho talvez o observe um pouco e daí deixe seu pai surpreso por ir brincar com um saco de papel, em lugar disso. Ou talvez até mesmo pegue seu martelo de brinquedo e comece a martelar os acessórios. É natural que uma criança de dois anos faça isso, visto que não sabe quão intrincado é o mecanismo do trem e dos acessórios nem quanto custam. Só sabe que dá voltas, isto o atrai e quer fazer algo com aquilo em vez de ficar sentado quieto a observá-lo. Ora, esse tipo de brinquedo seria ideal para um menino de mais idade, que poderia avaliar seu valor e até ajudar a armá-lo. Mas, é total e demasiadamente complexo para alguém assim tão jovem.

Portanto, a idade e a capacidade mental da criança são fatores essenciais a se considerar quando escolher brinquedos de que ela gostará.

Os Mais Simples em Geral São os Melhores

Os pais descobrem em geral por experiência própria que a regra geral na compra de brinquedos é levar o que há de simples. Muitos jovens largam um brinquedo caro em preferência a um simples no formato e na função. Já não constatou que isso se dá com seus filhos?

Certamente não é difícil de entender isso, não é mesmo? Um brinquedo não complicado dá a liberdade de movimento e de expressão tão necessária para que a imaginação da criancinha funcione. Basta só observar um menino na praia com seu baldinho e sua pazinha para avaliar esse fato.

Observação e Personalidade Individual

Como, porém, pode-se saber de que espécie de brinquedos os filhos gostam mais? Bem, um dos meios mais eficazes de determinar isso seria observá-los quando brincam. Por exemplo, aquele caminhão basculante que seu filho preza tanto — por que o prefere mais do que todos os outros brinquedos? Já fez a si essa pergunta? Já olhou realmente para aquele caminhão? Oh, é claro que o notou. Talvez já tropeçou nele várias vezes. Mas, será que realmente o viu através dos olhos de seu filho? Sabe quantas coisas diferentes ele se torna quando seu filho brinca?

E o que dizer da boneca favorita de sua filha? Talvez esteja abrindo nas costuras, mas ela recusa desfazer-se dela. Por quê? Já a observou quando brinca com ela? O modo em que ela segura aquela boneca poderia ser revelador. As crianças não só imitam os adultos em volta delas ao brincarem, mas, às vezes, usam os brinquedos para se expressarem de muitos modos pequenos. Sim, a observação pode ser muito útil.

Talvez, também, já verificou que cada criança precisa ser tratada individualmente no que diz respeito aos brinquedos. Um brinquedo predileto de uma criança talvez seja desconsiderado por outra porque os brinquedos significam coisas diferentes para crianças diferentes. Para algumas, são um meio de expressão: A criança talvez os use para fazer barulho, imitar ocupações dos adultos, e para muitos outros fins. Para outras, os brinquedos são uma fonte de diversão e entretenimento. Estas crianças talvez sejam mais dóceis e prefiram brinquedos que as permitam serem espectadores quietos antes que vigorosos participantes. A pessoa teria de observar cada criança para determinar que espécie de brinquedo se adaptará melhor à sua personalidade.

Estimular a Curiosidade e a Imaginação

Tem-se mencionado o brincar como o trabalho da criança, e, se isso é verdade, então os brinquedos são certamente suas ferramentas. Ensinam-na a investigar, observar, raciocinar, lembrar, edificar, e coordenar sua mente e seu corpo. Para certificar-se de que os brinquedos de seus filhos façam o mesmo, por que não fazer um inventário de seus brinquedos? Com cada brinquedo na mão, examine-o e pergunte a si se ele faz alguma das seguintes coisas:

Uma das primeiras coisas que um brinquedo deveria fazer a uma criança é despertar sua curiosidade. Se não despertar, raramente prenderá seu interesse por muito tempo. Esta é uma das razões por que um brinquedo para bebê tem propositadamente tamanho exagerado e cores vivas. Atrai primeiro a sua atenção. Uma vez o note, então deseja saber mais sobre ele. Irá agarrá-lo, sacudi-lo, espremê-lo, batê-lo contra algo, e naturalmente, acabará em geral na sua boca para sentir o gostinho. Com freqüência, talvez o quebre ao fazer isso. Mas, mesmo assim serviu para sua finalidade. Proveu-lhe maior satisfação e algumas informações novas para acrescentar ao seu crescente cabedal de conhecimento.

Também, estimula um brinquedo a imaginação de seu filho? Uma vez que um brinquedo desencadeie a imaginação de uma criança, não há limites quanto a aquilo que o item pode tornar-se para ele. Não é preciso ser um brinquedo formal. Seu filho de três anos pode pegar um de seus sapatos, e, em questão de segundos, se torna para ele um barco à vela no alto mar; uma caverna em que os refugiados se escondem; uma área em que os animais e insetos empalhados, bem como vivos, são abrigados, inclusive talvez uma rã morta ou uma lagarta viva. Qualquer número de brinquedos poderia servir. Não são os materiais usados que são importantes para ele, mas o que esses se tornam através do olho de sua mente. Um brinquedo mecânico complicado, que faz tudo sozinho, privá-lo-ia de grande parte do prazer que tem de brincar de faz-de-conta.

O mesmo princípio se aplica às meninas. Quanto as menininhas gostam de vestir as roupas da mamãe e brincar de dona de casa com suas bonecas! Ora, uma garotinha talvez alinhe todas as suas bonecas em cima de sua cama, e elas se tornam alunos que ouvem a um ‘sermão’ de sua professora; a seguir, se tornam uma fileira de pacientes doentes cuidados por uma enfermeira compassiva; ainda em outra ocasião, tornam-se uma platéia silenciosa, sentada na primeira fileira, que observa sua grande atuação no palco.

Nesse respeito, caberia bem uma palavra de cautela. Existe agora demasiadas coisas que tendem a reprimir as crianças de usar sua imaginação. A televisão e muitas outras bugigangas privaram as crianças de grande parte do prazer simples de antanho. Em resultado, ler tornou-se uma arte quase perdida. E isso é uma pena, pois ler pode constituir um meio de abrir novos horizontes de aprendizagem para uma criança. Nos dias em que ouvir o rádio era passatempo popular, um quarto cheio de crianças podia ouvir a um programa e então relatar dúzias de conceitos diferentes sobre a mesma transmissão.

Embora a televisão seja certamente um meio maravilhoso de educar os jovens, pode tolher suas faculdades de imaginação. Muitas crianças sentam-se imóveis na frente da tela de televisão por horas a fio tendo pouco estímulo mental. Com efeito, um estudo feito pela Corporação Carnegie, pela Educação Ford e pelo Departamento da Educação dos EUA descobriu que “os jovens em idade pré-escolar gastam 54 horas por semana assistindo à televisão”. Lançaram em parte a culpa aos pais que usam a televisão como babá eletrônica. Por certo, os pais interessados tentarão frear essa tendência por prover entretenimento que não só divirta seus filhos, mas, o que é mais importante, estimule-os a pensar.

Ajudas Para o Crescimento Físico

Quando a criança passa os estágios exploratório e imaginário de seu desenvolvimento, seu brinquedo se torna muito mais físico. Brinquedos que a ajudem a se desenvolver fisicamente serão então mais práticos. Quando completa uns três anos, seus brinquedos em geral incluem os que melhoram a sua coordenação e fortalecem seus reflexos.

Velocípedes e patinetes são excelentes para desenvolver os músculos da perna. Daí, à medida que anda nos seus brinquedos móveis, pode aprender a coordenar seus movimentos das pernas com os braços para ir na direção certa. A seguir, pode progredir para a corda de pular, o uso de patins e balanços e então para a bicicleta. E embora grande parte desta atividade física seja trabalho árduo para ela, ela gosta da sensação de movimento e especialmente de velocidade. Dá-lhe satisfação, provoca-lhe risadas e a ajuda a crescer ao mesmo tempo.

Ao passo que o brinquedo de uma criança se torna mais físico, talvez tenda a concentrar-se nos brinquedos que exercitam só o corpo. Cabe a seus pais cuidar de que seus brinquedos permaneçam equilibrados. Podem incentivá-la a usar livros, quebra-cabeças e vários jogos de mesa para contrabalançar a atividade puramente física.

Desenvolver Várias Perícias

Algumas crianças dão evidência de possuir perícias incomuns desde a mais tenra idade. De fato, um brinquedo favorito de uma criança amiúde se relaciona com sua habilidade. O menino que prefere invariavelmente seus aviões e brinquedos com motores talvez mostre aptidão para os ramos de mecânica quando crescer. E a criança de quatro anos que com freqüência dirige-se ao piano com grande interesse talvez possua o talento musical. Naturalmente, talvez não tenha um Mozart ou Einstein em perspectiva debaixo de seu teto. Mas, se seu filho mostra deveras algum talento, pode ser estimulado com certos brinquedos.

Há vários instrumentos de brinquedo que são baratos, e os pais podem usar estes para determinar se futuras lições para desenvolver essas perícias são recomendáveis. Pianos em miniatura, vários instrumentos de corda, xilofones, harmônicas, acordeões e o violão presentemente popular se acham entre eles, para se mencionar apenas alguns. Há também jogos para trabalho em argila, jogos de química e jogos para pintura a guache.

Mesmo que seus filhos não tenham especial talento para quaisquer dessas artes, ainda assim podem gostar de expressar-se de formas antes desconhecidas a eles. Os brinquedos podem fazer com que seus pequenos mundos cresçam e se expandam.

Escolhas Futuras

Ao passar, então, a analisar os brinquedos de seus filhos, talvez descubra que alguns não são tão eficazes quanto gostaria que fossem por esta ou aquela razão. Não é preciso, porém, jogá-los fora a menos que, naturalmente, sejam inseguros ou não aconselháveis. Mas, pode decidir ser mais seletivo no futuro. A segurança deveria certamente constituir um fator. Brinquedos mal construídos podem quebrar-se facilmente e causar danos. Devem ser todos examinados para ver se têm beiradas cortantes, ferrugem, tinta descascada e muitas outras características que poderiam ser perigosas, especialmente para os bem jovens.

Em adição, alguns brinquedos talvez sejam bastante seguros mas ainda assim não seria aconselhável que as crianças os possuíssem. Só porque certos brinquedos são vendidos numa loja ou talvez sejam populares no presente entre a maioria, isto não deverá influenciar indevidamente os que seguem os princípios piedosos. Os brinquedos que treinam metodicamente uma criança a ser violenta e simulam o “matar” não se harmonizam com a ordem cristã de ‘ter intenso amor uns pelos outros’ e de buscar a paz e empenhar-se por ela’. Assim, os princípios, além da segurança e da popularidade, governam a escolha de brinquedos da parte dos pais cristãos.

Portanto, ao decidir escolher brinquedos mais sabiamente no futuro, talvez deseje pensar mais sobre aquilo que cada brinquedo ajudará seu filho a realizar: Despertará sua curiosidade e imaginação? Melhorará sua coordenação? Estimulará sua habilidade criativa? E, o mais importante de tudo, fará que pense? Deveras, os brinquedos constituem ajuda valiosa no crescimento mental e físico da criança, e o leitor, como pai ou mãe, pode usá-los como instrumentos para orientar esse crescimento.

in Despertai de 8/7/1971 pp. 21-25

Provérbio da semana ( 17:7 )

Para quem é insensato não é apropriado o lábio de retidão. Quanto menos para o nobre o lábio de falsidade!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova vida profissional

Começou esta quarta uma nova fase na minha vida profissional. Depois de quase 20 anos na Turivisa, uma agência de viagens pequena mas com várias hipóteses de voar alto ao longo destes anos, e que acabou por se transformar num flop, devido em parte ao desinteresse de quem tinha poder para mudar as coisas e em grande parte por incompetência pura e dura em termos de gestão. Tenho muita pena, vesti a camisola com muito gosto ao longo destes anos, tentei colaborar de forma a ajudar, mas quando quem manda não tem capacidades para tal, por muita irritação que sinta e mesmo tendo percebido que muita coisa poderia ter corrido melhor, nada há a fazer. Há que seguir em frente. Felizmente tive a possibilidade de arrancar de imediato noutra agência de viagens, chamada Barceló Escalatur. Rapidamente percebi que o nível de profissionalismo não tem nada a ver com o praticado na Turivisa, e também com imensa rapidez cheguei à conclusão que as minhas tarefas foram enormemente ampliadas, com a agravante de só ter uma instrutora por um período de 3 dias, que fez o melhor para me passar as ideias, mas que naturalmente, em tão pouco tempo e com tanta coisa para fazer, me deixou algo baralhado. Percebo que esta fase é natural, tenho algum receio de não conseguir cumprir prazos, pelo menos neste primeiro mês, mas vou esforçar-me ao máximo para ultrapassar este sentimento de insegurança. O tempo é curto, a informação é demasiada, este é o problema. Segunda estou entregue a mim próprio, nada melhor do que seguir em frente com coragem!

terça-feira, 9 de março de 2010

Por que brilha a lua



Sem dúvida já viu à noite letreiros que refletem luz. Isto é possível porque as letras se acham recobertas duma camada de diminutas contas de vidro de uma fração de milímetro de diâmetro. Daí, são recobertas de plástico. Quando os faróis dum carro brilham sobre elas, elas refletem a luz.
A pesquisa científica revelou que o homem não foi o primeiro a usar este tipo de refletor de luz. A evidência na superfície da lua mostra que quem primeiro utilizou este princípio refletor foi o Criador do universo.

Os cientistas, examinando o material da lua trazido de volta à terra pelos astronautas, verificaram que até 50 por cento do “solo” da lua se compõe de vidro. Este vidro assume diferentes formas. Parte é perfeitamente redonda, elíptica, em forma de lágrimas, ou em forma dum haltere. Também, o vidro varia em tamanho de diminutas partículas de pó a contas de um milímetro de tamanho.

A superfície destas contas de vidro é muito suave. Quando a luz brilha sobre elas, são extremamente lustrosas. O Dr. Wernher von Braun, destacado nos programas espaciais dos Estados Unidos, escreveu sobre elas como “reluzindo a luz do sol como contas de vidro que refletem a luz dum letreiro de rodovia”. Ao passo que a maioria deste vidro não tem cor, alguns são marrons, amarelos, vermelhos ou verdes.

Até mesmo as rochas lunares mostram que foram feitas para refletir a luz, pois contêm pequenas cavidades revestidas de vidro. Algumas se acham cobertas de salpicadas gotas de vidro e parecem que foram vitrificadas.

Ademais, no seu passeio lunar, os astronautas encontraram, no fundo de pequenas crateras, lentejoulas cintilantes em forma de manchas vitrificadas que se assemelhavam a salpicadas de solda derretida. Estas se achavam nas rochas e no solo.

in Despertai de 8/7/1971 p. 18

segunda-feira, 8 de março de 2010

Provérbio da semana (17:6)

A coroa dos anciãos são os netos, e a beleza dos filhos são os seus pais.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Venceu uma raspadinha... mas comeu o bilhete!


O vencedor de uma raspadinha promovida por uma companhia aérea ficou sem os 10 mil euros, porque comeu o cartão premiado. O concurso é da responsabilidade da companhia aérea Ryanair. O vencedor do prémio era um passageiro do voo FR1724, entre Cracóvia e East Midlands.
O homem terá ficado irritado quando a tripulação confirmou que ele tinha ganho e o felicitou, mas lhe disse que um prémio daquele valor não poderia ser pago na hora, durante o voo, e teria de ser reclamado mais tarde.
O valor não pode agora ser reclamado e, em comunicado, a Ryanair anunciou que o vai doar a uma instituição. A escolha do beneficiário é colocada nas mãos dos passageiros que são convidados, até à próxima sexta-feira, a votar no tipo de instituição que vai receber a maquia. A escolha é entre uma instituição para a gestão de fúria, uma instituição de combate a perturbações digestivas, uma de combate ao vício do jogo, uma instituição para crianças problemáticas e uma promotora da sanidade mental. A votação decorre no site da companhia.

PD / estranhomasverdade.com
 
Mas por que razão precisava o homem do dinheiro no avião?! Será que queria comprar um perfume?

quarta-feira, 3 de março de 2010

O mundo virado do avesso


Haiti, Madeira, Chile. O que têm em comum? Vocês sabem, não preciso de dizer muito para se perceber que falo de desgraças.
Mas, nesta altura, em que mais uma nação sofre com os impropérios da natureza, tenho necessidade de constatar alguns factos.
Não esqueço o que aconteceu mais recentemente no Chile, espero que o país se recomponha rapidamente, que os vivos consigam ultrapassar as dificuldades e estou pesaroso pelos mortos.
Mas decidi que não ia falar do que se passou naquele país da América do Sul ( embora já tenha falado ), embora não queira desta forma camuflar a desgraça, antes tentar que os meus tópicos neste blog não sejam muito piegas...

Bom, vamos a factos. Os acontecimentos mais recentes no nosso planeta levaram-me a pensar que algo está errado. Tempestades, furacões, mini-tornados, chuvas torrenciais, terramotos e outras situações próprias da natureza têm assolado com frequência diversos pontos da nossa Terra. A quantidade e a incidência desses fenómenos começa a ser preocupante, até chegamos ao ponto em que o eixo do planeta foi afectado!
É verdade que estamos a viver tempos críticos, difíceis de manejar, e estas situações alertam-me para a necessidade de nos mantermos atentos ao que se vai passando, pois a qualquer momento podemos ser nós a sofrer as consequências do mau humor da natureza, pelo que temos de estar preparados.
Não me parece contudo que devemos entrar em histerias ou exageros, o que tem acontecido pode ser uma fase má do planeta, mas seja como for, antes prevenir do que remediar ( se houver remédio... ).

Com estas breves linhas espero não ter assustado ninguém, admito que o mundo não está propriamente virado do avesso, mas por vezes parece. Se não é a natureza, muitas vezes são as pessoas que o viram do avesso. Mas isso é outra conversa...

Não fui muito piegas, pois não?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Como se forma o ovo

JÁ PENSOU alguma vez em como se forma o ovo? É um processo complicado, bem como ordeiro e fascinante.

O desenvolvimento de um ovo ocorre no ovário e no oviduto. As galinhas possuem apenas um ovário do lado esquerdo. Certas aves selvagens, porém, possuem dois ovários e ovidutos. O ovário da galinha pode ser assemelhado a um cacho de uvas, com os muitos óvulos em vários estágios de desenvolvimento. A maior quantidade de óvulos já encontrados numa galinha foi de 3.065, e o maior número de ovos que uma galinha já botou em sua vida, que o homem tenha observado, segundo se afirmou, foi 1.515 em oito anos.

O processo de produção de ovos da galinha leva cerca de vinte e quatro horas. Em menos de uma hora depois que uma galinha botou um ovo outro vitelo já atingiu seu pleno tamanho, ocasião em que consiste em seis camadas. Nas aves selvagens a sexta camada depende da presença de um macho. Se não houver um macho à disposição, a fêmea não pode produzir seu ovo. As aves domésticas, porém, podem continuar a botar ovos sem mesmo terem visto um galo.

Pode haver algum propósito nisso? Realmente há. A finalidade de as aves selvagens botarem ovos é a reprodução de suas espécies, e, portanto, a presença do macho é necessária para o acasalamento. Mas as galinhas domésticas também botam ovos para consumo humano, e para esse fim não é preciso um macho.

Uma vez a gema esteja plenamente formada ou madura, ela se desprende da haste ovariana e penetra no oviduto, que consiste em diversas seções. Na primeira seção, conhecida como infundíbulo, o ovo é fertilizado se a galinha se acasalou. Sua permanência nesta seção é só de alguns minutos; daí passa para a próxima seção, o magnum. À medida que o ovo atravessa essa seção adiciona-se a albumina, camada em cima de camada, quatro ao todo, processo que leva cerca de quatro horas. A essa altura já chegou também à próxima seção, o istmo, onde se acrescentam duas membranas, uma interna e outra externa, para cobrir as camadas de albumina.

Estas duas últimas membranas são completadas em cerca de uma hora e dez minutos, então o ovo atinge o útero ou a glândula que forma a casca, onde permanece cerca de dezenove horas. Quando as membranas externas e internas são primeiro adicionadas, elas se ajustam direitinho sobre o ovo, mas logo se alargam e assim, no útero, as primeiras cinco horas são consumidas em se encher as membranas com água e minerais, processo denominado “dilatamento” do ovo. Daí, durante as próximas quatorze horas acrescentam-se várias camadas de casca. Depois disso, supre-se a cutícula ou pele, dando ao ovo sua cor característica. O ovo move-se então para a vagina e é expelido pela galinha.

A essa altura é bem provável que pergunte: Quem instruiu a galinha na formação de um ovo? Como sabe por quanto tempo o ovo tem de ficar em cada seção?

Ademais, a produção da casca apresenta um grande desafio à galinha. O sangue de uma galinha poedeira em qualquer tempo contém apenas 25 miligramas de cálcio (as não-poedeiras e os galos possuem apenas cerca de um terço disso), contudo, ao produzir uma casca de ovo, a galinha usa 125 miligramas por hora. Onde, então, obtém este cálcio extra? A fonte original, naturalmente é o alimento que come, sendo que a galinha extrai o cálcio de seus intestinos. Mas, ainda assim não pode absorver cálcio desta fonte tão rápido quanto precisa.

Assim, o que faz? Retira-o das reservas de cálcio encontradas nos ‘ossos medulares’ localizados dentro das cavidades da maioria de seus ossos regulares. Esses ossos secundários não se encontram nos galos ou em galinhas jovens demais ou velhas demais para por ovos. Este sistema é tão eficiente que uma galinha pode mobilizar até 10 por cento do cálcio total em seus ossos em um dia se sua dieta for muito baixa em cálcio. No entanto, se sua dieta continuar baixa, ela não pode manter esse passo e assim primeiro compensa a situação por botar ovos com cascas mais finas. Se persistir uma séria falta de cálcio, a galinha deixa completamente de botar ovos ao invés de botar ovos sem cascas. Quem a ensinou a produzir ossos extras de modo a ter suficiente cálcio para as cascas?

É deveras interessante notar os fatos sobre como se forma o ovo de galinha.

in Despertai de 8/7/1971 p. 15

Provérbio da semana (17:5)

Quem caçoa daquele que tem poucos meios realmente vitupera Aquele que o fez. Quem se alegra com o desastre [de outrem] não ficará impune.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Madeira


Depois do desastre que se verificou no Haiti, mais uma catástrofe natural deixa de rastos uma ilha bem perto de nós, a Madeira, conhecida como Pérola do Atlântico. Sem contudo a amplitude que verificamos no Haiti, e evidentemente com uma postura mais tranquila e organizada por parte dos madeirenses e das autoridades.

É contudo mais um trauma para muitas pessoas, ou pelas imagens aterradoras que ficam gravadas nas suas mentes, ou por perderem muitos ou todos os seus bens, ou, ainda pior, por perderem entes queridos e amigos.

É com sentimento de impotência que vemos a força da natureza, contra a qual pouco se pode fazer, mas quero mesmo assim realçar a forma muitas vezes descontrolada e imprudente como se constrói casas ou até mesmo se edificam localidades em zonas em que a água ou a terra irá obrigatoriamente reclamar o seu espaço quando acontecem estas chuvadas diluvianas. Este é mais um caso evidente em que isso sucedeu, e as autoridades continuam a permitir estas construções, muitas vezes movidos pelo facilitismo e pelo lucro fácil. Espero que esta situação sirva de alerta para que se tenha mais cuidado com os sítios onde se constrói.

Agora é tempo de reconstruir, e neste aspecto temos visto uma boa organização e também muita dedicação e rapidez por parte dos madeirenses, que não se coíbem de trabalhar e ajudar quem precisa. Espero que possam contar com o labor de todos os portugueses, para que em breve a bela ilha da Madeira possa brilhar de novo no Atlântico.

Não podia terminar sem antes referir um pormenor que, apesar dos elogios já feitos, nos faz recordar que estamos em Portugal, pelo que teria de surgir um apontamento negativo. Português ou madeirense que se preze tem sempre um contra em qualquer situação...
Refiro-me à aparente ( quando digo aparente quero dizer evidente ) confusão que existe em relação ao número de mortes oficiais. Isto porque vão aparecendo cadáveres e o número de mortos continua o mesmo...
Já para não falar da preocupação prioritária do líder do governo madeirense, avesso a alarmismos e mais preocupado com o turismo e a festa da Flor, que parece querer manter mesmo que não existam condições para isso. O lucro a falar mais alto que a desgraça das pessoas!
Tipicamente português!


Força MADEIRA!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Acne — o terror dos adolescentes


É UM adolescente importunado com acne? Não leve isso por demais a sério. Sem dúvida, parece-lhe muitíssimo pior do que parece aos outros. Talvez seja especialmente sensível a isso porque tornou-se muito cônscio de sua aparência, bem provavelmente por causa de seu interesse desabrochante pelo sexo oposto.
De fato, se for rapaz, poder-se-ia até dizer que ter acne é algo pelo qual deveria ser grato. Como assim? — talvez pergunte. No sentido de que, em primeiro lugar, é evidência de que não é eunuco. Os eunucos não são afligidos de acne, pois a acne é provocada pelos hormônios masculinos ou androgênicos. Vê-se uma prova disso quando os eunucos recebem hormônios masculinos, eles ficam com acne. (Os hormônios femininos produzem o efeito contrário. É por isso que alguns médicos administram tais hormônios femininos a moças incomodadas com acne.) E, em segundo lugar, visto que a acne tanto no sexo masculino como no feminino é o resultado de incrementada atividade do que é chamado de “hormônios masculinos”, poder-se-ia dizer que constitui uma indicação de que está progredindo fisicamente, e oxalá também mental e emocionalmente, em direção à maturidade adulta.

Mas, de que maneira atua este hormônio para causar acne?

Sua pele consiste em diversas camadas principais. A camada superior, conhecida como epiderme, pode ser subdividida em várias camadas, podendo-se assemelhar a que fica mais em cima a telhas de madeira de um telhado. Abaixo da epiderme fica a derme, em que se encontram os vasos sangüíneos, os nervos, as glândulas sudoríparas e sebáceas e as raízes dos pelos. As glândulas sudoríparas possuem suas próprias aberturas ou poros que vão da derme até a parte de cima da pele. Os pelos se situam em diminutas aberturas ao longo das quais há de duas a cinco glândulas sebáceas que lubrificam a pele, bem como a mantêm macia e suave e servem para protegê-la.

Na puberdade, o “hormônio masculino”, tanto nos rapazes como nas moças, parece aumentar a produção de óleo dessas glândulas. Também parece que as células da camada superior da pele crescem mais rápido do que se perdem. Em resultado, uns 80 por cento, tanto das moças como dos rapazes, sofrem um ataque de acne, os rapazes mais severamente do que as moças, mas as moças mais cedo do que os rapazes. Um caso grave de acne está invariavelmente associado com uma pele muito oleosa, condição esta que amiúde continua mesmo depois que a acne desaparece. Outra explicação pode ser a de que a aproximação da puberdade exige demais dos rins, com o resultado de que a pele fica sobrecarregada com o problema de remover as impurezas do sangue. É fato conhecido de que o suar tem efeito benéfico nos pacientes que sofrem dos rins.

Fatores Agravantes

Visto que a incrementada atividade hormonal acompanha a puberdade, significa isto que nada se pode fazer quanto à acne? Não necessariamente, muito embora seja bem provável que, em casos graves, a suscetibilidade à acne seja herdada. Depreende-se isso de que os jovens com casos graves de acne amiúde têm pais que também foram afligidos com isso em sua juventude.

Entre as coisas que podem agravar a acne se acham a falta de limpeza da pele, ou o uso de sabões irritantes ou o hábito de espremer cravos e espinhas.

Em vista de que a oleosidade da pele está associada com a acne, a exposição a óleos poderia piorá-la. Assim, se a ocupação da pessoa exigir que esteja perto de óleos ou de produtos oleosos ou mexa com eles, isto poderia piorar a acne. Publicou-se uma reportagem interessante em Archives of Dermatology (Arquivos de Dermatologia) sobre o assunto “acne causada pela brilhantina”. Descobriu-se que isto afligia certos africanos que usavam brilhantinas para assentar o cabelo. É interessante que mostrava que a vaselina comum ou produtos de óleo mineral tinham muito menos probabilidade de causar acne do que os ostentosos produtos de preço elevado e grandemente anunciados.

Também se reconhece em geral que os problemas emocionais podem agravar ou causar a acne. De modo que o Dr. Morris Fishbein, destacado autor e editor médico, observou que “até mesmo o antagonismo entre os que sofrem de acne e seus pais ou associados íntimos” pode causar um caso persistente de acne. E assim não é de surpreender que os principais dermatólogos, tais como o Dr. Gordon Sauer, sustentem que a tensão nervosa, como quando os jovens se preocupam indevidamente com seus exames ou esportes escolares, bem como a falta de suficiente descanso e sono, podem ser responsáveis pela acne.

Há muitos anos, cria-se que o sexo tinha algo que ver com a acne, visto que acompanhava a puberdade, quando os jovens começam a pensar no sexo. Entretanto, embora as autoridades médicas modernas, na grande maioria, frisem fortemente que não há ligação nenhuma entre a masturbação e a acne, ainda assim poderia haver uma relação, indiretamente. Em que sentido? No sentido de que se a prática criar um problema emocional, fazendo com que a pessoa se preocupe com isso, poderia ter influência em a pessoa ter acne. Mas, os jovens podem ser afligidos de acne sem se empenhar nesta prática, e, por outro lado, bem que se poderiam estar entregando a ela e contudo não ter acne.

E finalmente há a questão da dieta. Embora por tantos anos os dermatologistas tendessem a sustentar que a dieta desempenhava um papel decisivo na acne, a classe médica, de modo geral, se descartou do conceito de que a dieta tenha algo que ver com isso.

O Que Se Pode Fazer Quanto a Ela?

Há dois meios de tratamento disponíveis ao afligido com acne, e podem-se utilizar a ambos. Há o remédio tópico. Isto é, o remédio é aplicado localmente, à pele. Concorda-se em geral que, visto que a acne piora no inverno mais do que no verão, a luz do sol tem efeito benéfico sobre a acne. No entanto, já não se concorda de modo tão geral no que toca ao uso dos banhos de luz para se tratar a acne. Se se usarem estes, deve-se exercer cuidado para que não se queime a pele. É melhor começar com períodos bem curtos de exposição aos banhos de luz e então aumentar gradualmente a quantidade.

Os dermatólogos recomendam em geral precauções extras em manter limpa a pele. Os últimos escritores sobre o assunto recomendam que se limpe a pele freqüente e cabalmente com um sabonete que tenha uma boa medida de efeito secante. Este poderia ser um tipo antigo de sabão de lavar roupa ou algum sabonete medicinal moderno. Visto que usualmente não é conveniente que se lave o rosto com muita freqüência cada dia, estes especialistas em pele recomendam loções adstringentes. Diz-se também que nadar ajuda. De fato, segundo tais autoridades modernas como o Dr. Milton Ross, o problema da acne é basicamente questão de “algumas gramas de sabão, medicação e trabalho árduo consciente”. Este talvez, com freqüência, embora nem sempre, seja o caso.

O Tratamento Orgânico

O tratamento orgânico considera a acne mais ou menos um sintoma e procura atingir os fatores contribuintes. Este tratamento reconhece que a tensão tem boa probabilidade de desempenhar papel proeminente na acne. De modo que se pode melhorar a situação se se aprender a não se preocupar indevidamente com os exames escolares, eventos esportivos ou problemas pessoais. Tente em especial cooperar com seus pais, apreciar seus pontos bons e não exagerar em sua mente as faltas deles. Isto muito pode contribuir para aliviar a tensão em casa.

Recomenda-se também o exercício, pois aquilo que melhore a sua saúde geral atuará também contra a acne. Segue-se portanto que deve certificar-se de descansar e dormir o suficiente. Aprenda a exercer domínio próprio por desligar a TV quando for hora de dormir.

Alguns recomendam as vitaminas. Embora, em certos casos, não tenham resultado eficazes, em outros resultaram. E embora se receite em geral a vitamina A para os que sofrem de acne, afirma-se também que as vitaminas B, C e D sejam de ajuda.

E o que dizer da dieta? Visto que a tendência moderna é desconsiderar quase que por completo a dieta ao se tratar do problema, o que deve fazer o adolescente com sério problema de acne?

Não seja como a jovem senhora que escreveu a proeminente autoridade médica, queixando-se de persistente acne apesar dos médicos e medicamentos e que disse que continuava a comer doces e massas porque os médicos disseram que a dieta nada tinha a ver com a acne. Antes, seja sábio e prove as coisas. Descubra por si mesmo. Uma dieta bem equilibrada é essencial para a saúde de todos. O Professor de Dermatologia, o Dr. Sauer, recomenda: NÃO COMA chocolate, pasta de amendoim, sorvete e coisas semelhantes. Evite excessos de doces e frituras, especialmente batatinha frita e comidas condimentadas. Modere-se nas ostras e nos alimentos marinhos semelhantes. Tente passar sem remédios para os nervos e para dor de cabeça. Se tal abstenção trouxer alívio, não vale a pena? Por outro lado, certifique-se de comer bastante frutas e vegetais.

Que tal seguir tais sugestões por duas ou três semanas e, se não notar nenhuma melhora, talvez seja porque seu remédio se acha numa direção diferente. Talvez precise de mais vitaminas, exercício, mais descanso e sono para livrar-se das tensões. Ou talvez queira consultar um dermatólogo quanto ao tratamento médico.

Mas, depois de se dizer e fazer tudo isso, é bom lembrarem-se de alguns princípios básicos, vocês, adolescentes, que têm o problema de acne. Concentrem-se em cultivar uma boa e alegre disposição e as excelentes qualidades que farão com que as pessoas apreciem a sua companhia. Façam sempre questão de manter-se asseados e limpos. Não fiquem impacientes com o problema, pois mui provavelmente verificarão que é apenas uma aflição temporária. Lembrem-se que pode até mesmo ser uma bênção disfarçada se os tornar menos fúteis e mais condolentes com o sofrimento que outras pessoas têm de suportar. Visto que tantas pessoas tiveram o mesmo problema em sua juventude, a maioria delas compreenderá.

in Despertai de 8/7/1971 pp. 12-14

Provérbio da semana ( 17:4 )

O malfeitor presta atenção ao lábio prejudicial. O falsificador dá ouvidos à língua que causa adversidades.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Surpreendentes médicos animais


MÉDICOS animais? Ora, isso talvez pareça algo tirado dum livrinho de estórias para crianças. Todavia, é uma realidade que muitos animais são muito bons quando se trata de sarar suas feridas. E fazem isto de modos que, com frequência, resultam ser mais eficazes do que os usados pelo homem. Sim, os animais foram dotados pelo Criador com a habilidade instintiva de se tratarem quando padecem de certas aflições.
Archibald Rutledge, escritor naturalista, lembra-se de que, quando era um menino da roça, costumava ter muitos animais selvagens como animaizinhos de estimação, um deles sendo um veadinho de cauda branca. Certo dia, descobriu que seu animal de estimação tinha-se cortado horrivelmente em um dos lados em uma cerca de arame farpado. Para curar a ferida, limpou-a e envolveu-a cuidadosamente com ataduras.
No entanto, o veado parecia saber melhor o que fazer a respeito disso do que seu amigo humano. O veadinho arrancou as ataduras, lambeu cuidadosamente a ferida para afastar da área machucada todos os pêlos e daí expôs a mesma plenamente ao ar puro e à luz solar. O que sucedeu? Não demorou até que a ferida sarasse.
Como foi que este veadinho conseguiu obter tais resultados bons? Descobriu-se que os animais possuem na língua um antisséptico de primeira classe. As enzimas de sua saliva agem como germicida natural, brando. As experiências demonstram que, ao ser adicionada às culturas de bactérias, as bactérias não proliferaram. Mas, os gérmens floresceram em culturas que não foram tratadas com a saliva. Assim, bem na boca de muitos animais, parece haver um inato armário de medicamentos.


Seus Métodos Médicos e Remédios


Quando algum dano ou doença ameaça a saúde dum animal, é seu instinto dado por Deus, que diagnostica o problema e dita o que deve ser feito. Isto o habilita a dar a receita correta e a aplicar o melhor remédio para curar o que talvez lhe faça mal. Como Frank W. Lane comenta em seu livro Nature Parade: “Os animais agem como se soubessem que diferentes doenças exigem diferentes tratamentos.”
Por exemplo, se um animal se ferir, procurará a solidão, onde poderá obter completo repouso. Se estiver com febre, procura um lugar arejado, sombreado, próximo da água. Ali permanece quieto, comendo muito pouco e bebendo bastante água. Se o animal estiver reumático, expõe-se à luz solar de modo a que o calor penetre nele para aliviar a sua dor. Às vezes comem grama para provocar o vômito. Quando um adstringente é necessário, certos animais comem a casca e os raminhos dos carvalhos, que contêm ácido tânico, remédio adstringente.
A eficácia da medicina animal foi demonstrada a Joseph Delmont, colecionador de animais selvagens, de forma um tanto pitoresca. Certo dia, descobriu que seu orangotango de estimação estava tomando sol e mantendo ambas as patas dianteiras junto da bochecha esquerda. Notou que o orangotango havia lambuzado o lado esquerdo da cara com barro molhado e que estava segurando outra grande massa de barro contra seu maxilar esquerdo inferior. Também viu que o orangotango enchera a boca de barro. Será que isso era alguma mania de orangotango! Não, pois Delmont logo notou que o maxilar de seu bicho de estimação estava inchado e que apresentava grave abcesso da gengiva.
Tornou-se bem óbvio de que o orangotango tentava fazer. Estava tratando sua doença por aplicar uma compressa fria de barro. Será que conseguiu curar-se com tal método? Três dias depois, o orangotango arrancou o dente ruim e, a fim de anunciar o êxito de sua consecução médica, trouxe o dente ao seu amo com evidente orgulho. Sim, o Dr. Orangotango não ficou perplexo quanto ao modo de cuidar de seu problema dental doloroso!
O Sr. Búfalo africano não fica nada atrás quando se trata de enfrentar seus problemas de saúde. Delmont relata que, certa vez, deu com uma manada destes búfalos gravemente afligidos com sarna. Seguiu-os para ver o que seria deles, e, depois de dez dias de viagem, eles atingiram as margens de um lago lamacento. Ali, os búfalos fizeram um jejum parcial e passaram a maior parte do dia charfurdando na lama, ficando apenas com o pescoço fora d’água.
Depois de um mês, Delmont conseguiu examinar um, e viu que começavam a crescer pelos de novo nas áreas afligidas e que os ácaros aflitivos quase que haviam sumido. Visto que a manada não mostrava sinais de que iria sair dali, continuou a observá-los. Depois de alguns dias, começaram a tratar seus pescoços, esfregando-os amiúde na lama e formando crostas duras e grossas de lama sobre as últimas destas áreas infetadas. Os búfalos não retornaram à sua dieta regular nem acabaram seus tratamentos médicos com lama, até que ficaram completamente sarados.


Medicina Preventiva


Naturalmente, uma coisa é curar uma ferida, mas outra coisa bem diferente é tomar precauções para evitá-la. E, sobre este último aspecto, verificamos que Deus dotou os animais da habilidade instintiva de exercer a medicina preventiva. Sim, muitas criaturas, grandes e pequenas, dão passos para ajudar-se a permanecer com boa saúde.
“Tanto as aves como os animais”, diz Rutledge, “banham-se regularmente para livrar seus corpos não só de parasitos, mas também de possíveis fontes de infecção. Tais banhos são de muitas variedades — de água, de sol, de lama, de pó. . . . É quase que um hábito diário de aves de caça como a codorniz, o galo silvestre e o peru selvagem tomarem banhos de pó para desencorajar os insetos.”
Considere o que o peru selvagem faz para manter suas crias em boa saúde. Quando chove, reduz-se a resistência dos peruzinhos às moléstias. Assim, a perua mãe os obriga a comer as folhas amargas de um arbusto de condimento. Embora tais folhas não constituam o alimento regular dos perus, fornecem o tônico necessário de que os filhotes necessitam nesta ocasião crítica.
Até os urubus que comem carcaças de outros animais seguem um programa sanitário de higiene prática que é, realmente, medicina preventiva. Mantêm seus utensílios de comer, seus grandes bicos, escrupulosamente limpos. Também, escolhem um lugar elevado diretamente sob a luz solar e sentam-se ali com suas asas estendidas a fim de limpar suas penas. Rutledge observa que o modo em que o urubu vive “exige precaução especial sanitária, e ele a toma”. Isto ajuda a explicar porque tais aves de rapina não são infetadas por aquilo que comem.
Os ursos negros que saem da hibernação, na primavera, tornam-se suscetíveis à doença por não estarem em boas condições. Qual é sua medicina preventiva?, Comem frutinhas silvestres e engolem abundantes bulbos de certas flores, cuja ação laxativa os ajuda a retornar à boa forma.
Sabia que, quando certos animais peludos, tais como os cães e os gatos, lambem-se, trata-se realmente de medicina preventiva? A maioria destas criaturas não obtém a vitamina D em sua dieta. No entanto, a ação do sol sobre seus casacos de pele a produz. Assim, lambem-se para obter esta vitamina em seus estômagos. Ao assim fazerem, evitam ficar raquíticos.
Tendemos a pensar que as criaturas que vivem no mar usufruem o banho contínuo, todavia, os habitantes das profundezas limpam-se de contínuo da sujeira que se apega a seus corpos. Muitos crustáceos usam suas patas para fazer isto. Alguns peixes dispõem de pequenos crustáceos que aderem a eles, e estes agem como devoradores de lixo. Sim, as criaturas marinhas também usam a medicina preventiva.
Sir Ray Lankester, certa vez diretor do Museu Britânico de História Natural, disse: “É notável que o ajuste dos organismos a seus ambientes seja tão exatamente completo na Natureza, à parte do homem, que as doenças são desconhecidas como fenômeno constante e normal, sob tais condições. Toda doença a que os animais estão sujeitos, exceto como ocorrência transiente e mui excepcional, se deve à interferência do homem.”


in Despertai de 22/6/1971 pp. 25-27

Provérbio da semana (17:2)

O servo que mostra perspicácia governará o filho que age vergonhosamente, e participará da herança entre os irmãos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Supermercado nega entrada a clientes de pijama


No Reino Unido, um supermercado na cidade de Cardiff, no País de Gales, colou cartazes na entrada a pedir aos clientes que não entrem na loja vestidos com pijamas. A loja faz parte de uma das maiores cadeias do país e proibiu os clientes de fazerem as compras em pijama. O objectivo é evitar constrangimentos dos outros clientes. Os cartazes informam que «para evitar ofensas ou constrangimentos das outras pessoas pedimos que os clientes se vistam de forma apropriada quando visitarem a nossa loja». «O supermercado não tem regras rigorosas para o vestuário dos clientes, mas não quer pessoas de pijama a andar nos corredores porque pode ofender os outros clientes» afirmou o porta-voz do estabelecimento. O responsável afirmou que os clientes são bem-vindos com calças de ganga e ténis. Elaine Carmody, cliente de 24 anos disse à BBC ter ficado surpreendida com a medida considera-a «ridícula» e «patética». A jovem afirma mesmo que a medida pode fazer com que a loja perca clientes «que vão a outras lojas onde podem fazer compras de pijama». Esta cliente afirmou que ia várias vezes fazer compras ao supermercado de pijama até que há uma semana foi proibida de entrar quando queria comprar cigarros.


in SOL / estranhomasverdade.com


Bom... Será assim tão normal ir às compras de pijama?!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poderá melhorar sua voz


QUANDO fala, será que os outros lhe dão ouvidos? Obtém de sua pessoa a impressão correta? Se não, talvez isso seja devido à sua voz. Uma boa voz é sonora e forte, sugerindo energia. É uma voz que instila confiança e crédito. Detém a atenção. Uma voz ruim detrai que é dito. Pode dar uma impressão errada.
Sua voz é influenciada por sua personalidade. Quando as pessoas o ouvem falar, tiram conclusões quanto à espécie de pessoa que é. Em certos casos, as conclusões talvez signifiquem a diferença entre conseguir um emprego e não o conseguir. Há agências de emprego que preferem que o peticionário lhes telefone, ao invés de escrever, de modo que possam julgar a personalidade do peticionário pelo som de sua voz. Mas, o que a voz duma pessoa talvez pareça revelar sobre sua personalidade talvez não seja verdadeiro.
Em certa ocasião, talvez tenha tido características ruins que influíram na qualidade de sua voz. Visto que a produção da voz é um hábito mecânico, essa determinada qualidade de voz talvez tenha continuado, muito embora a pessoa aprimorasse sua personalidade. Talvez sua voz seja ríspida e dura, mas a pessoa não tencione que isto aconteça. Seja qual for a impressão desagradável, pode ser mudada pelo melhoramento da voz.
Se profere discursos públicos, sua voz pode fazer com que a assistência reaja de forma favorável ou desfavorável para com sua pessoa. Pense nos vários oradores a quem ouviu. Será que o orador com voz fraca e fina conseguiu mantê-lo atento? Será que o orador com voz trêmula e sem fôlego instilou-lhe confiança? Será que o orador com inflexão constantemente recorrente de sua voz, aumentando e diminuindo de volume, fez sentir que ele era sincero? Ou não ficou muito mais favoravelmente impressionado com o orador dotado de voz forte, clara e cheia, que possuía variedade de inflexão?
Assim, se costuma fazer discursos públicos, tem motivo adicional para melhorar sua voz. Mas, primeiro, tem de reconhecer a necessidade de fazê-lo.


Ouça a si Mesmo Quando Fala


Embora ouça a si mesmo quando fala todo dia, não ouve a si mesmo como os outros o fazem. As vibrações de sua voz em seu corpo fazem com que tenha som diferente para o leitor da que para os outros que ouvem apenas o som que lhes chega pelo ar. Se nunca ouviu alguma vez a sua voz num gravador de alta-fidelidade, provavelmente ficaria muitíssimo surpreso se a escutasse. Usualmente a pessoa, ao ouvir uma gravação de sua voz pela primeira vez, dirá em descrença: “É essa a minha voz? Não se parece com ela!”
Assim, para ouvir a si mesmo como os outros realmente o ouvem, grave uma fita de sua própria voz em situações que incluam palestra, leitura em voz alta e um discurso público, se tiver oportunidade de proferir um. Veja se a voz que ouve reflete a personalidade que acha ter. Note se é agradável e fácil de ouvir. É suficientemente alta, ou alta demais? São claros os tons e as palavras? É suficientemente amplo o diapasão? Parece artificial? É uma voz que gostaria de ouvir? Depois de ouvi-la, poderá determinar melhor em que deve empenhar-se em melhorar.


O Que Influi na Qualidade da Voz?


A coluna de ar que envia para cima, proveniente dos pulmões, quando fala, constitui o alicerce dos sons que produz. Ela entra em sua caixa de voz, chamada laringe, onde há duas dobras de tecido muscular, chamadas de cordas vocais. Estas se põem em vibração pelo ar que passa por elas. Seu tom muda, à medida que os músculos as apertam ou soltam, assim como o tom duma corda de violino muda quando é apertada ou afrouxada. Quando se acham amplamente separadas, permitem o respirar tranqüilo comum. Mas, quando são ajuntadas, consegue produzir os sons que usa ao falar.
O som de suas cordas vocais atravessa o ar em sua garganta até a boca e fossas nasais. Estas ajudam a ampliar o som que provém de suas cordas vocais, assim como os tubos progressivamente ampliados de muitos instrumentos de sopro o fazem. As fossas nasais são também ressonadores e constituem importantes fatores na qualidade da voz. Diferente de um instrumento musical de cobre, podem ser modificadas pela contração e descontração muscular, tornando-as grandes ou pequenas e de várias formas, segundo o que faz com seus maxilares e lábios. O resultado é a mudança na qualidade do tom.
Estas fossas ressonantes de sua cabeça e garganta talvez possam ser comparadas à caixa de um violino. Os sons produzidos pelas cordas vibrantes são reforçadas pela caixa oca ou corpo sob as cordas e se tornam facilmente ouvidas até mesmo à distância. A forma e o tamanho daquela caixa influem no tom. Assim, o violino tem diferente tom que a viola e o violoncelo. Suas fossas ressonantes são tão importantes para os sons provenientes de suas cordas vocais como as caixas destes instrumentos o são para os sons que provêm de suas cordas.
A forma em que usa seus lábios, sua boca, garganta e fôlego influi na qualidade de sua voz. É por isso que o cantor bem treinado, que sabe usar o fôlego e as fossas ressonantes com o máximo proveito, pode produzir sons que são muito mais apreciáveis de se ouvir do que os sons produzidos pelo cantor destreinado. Isto se dá também com os oradores bem treinados e destreinados.
Se não abrir a boca, mas falar através de dentes cerrados e lábios apertados, não poderá obter boa ressonância e uma voz agradável. Este hábito também torna difícil que seja entendido. Por abrir a boca, poderá tornar-se mais audível, com menos esforço, e poderá produzir tons claros e cheios.


Controle da Respiração


Melhorar a qualidade da voz começa com a respiração. Para se obter tons firmes e suaves de volume adequado, é necessário um suprimento bom e constante de ar, com bom controle. Consegue-se isto mediante a respiração diafragmática, sendo o diafragma um músculo sob os pulmões, ao invés de pela parte superior estreita dos pulmões, como tantas pessoas fazem. Com freqüência se lembra aos cantores que façam isso por lhes dizer que ‘sustentem seus tons contra seu cinto’. Por meio da respiração diafragmática, enche os pulmões até em suas partes inferiores. Quando se faz isto, pode sentir a pressão de seu cinto ou de outra roupa sobre o abdômen.
Dispondo de boa reserva de ar e controlando seu uso com seu diafragma, ao invés de com os músculos da garganta, pode dar à sua voz o apoio adequado, sem esforço. As pessoas que não aprenderam a descontrair os músculos da garganta e a desenvolver o hábito da respiração diafragmática, forçam tanto seus músculos da voz que não raro se tornam roucas depois de falar por algum tempo. Isto se dá em especial se tentam fazer com que sua voz predomine sobre um ruído exterior.
O orador ou cantor treinado pode usar sua voz durante horas sem tensão, porque mantém descontraídos os músculos de sua garganta. Obtém a força que deseja por depender da coluna forte de ar resultante de usar seu poderoso diafragma. Por fazer isto, um cantor de ópera pode cantar intermitentemente durante duas ou três horas com volume suficiente para encher um auditório e sem ficar rouco.


Como Melhorar Sua Voz


Aprender a controlar a respiração é a primeira coisa a fazer. Faça um esforço consciente de evitar expandir a parte superior de seu tórax quando inala para falar ou cantar. Faça com que a parte inferior dos pulmões se expanda. Encolha o abdômen para apoiar o diafragma. Então, controle a saída de ar por gradualmente permitir que seus pulmões expirem com bom apoio diafragmático, mantido pelos músculos abdominais. Ao mesmo tempo, mantenha descontraídos seus músculos da garganta. Isto pode ser praticado por se contar tanto quanto possível, sem esforço, num único fôlego. Ler em voz alta também é boa prática.
A ressonância pode ser melhorada por senti-la em sua cabeça. Isto pode ser feito por se exagerar os tons vibrantes e os prolongar. Sussurrar e ecoar as letras “m” e “n” ajudarão a melhorar sua ressonância. Misture tais letras com vogais em palavras tais como mão, não, sem, tem, e assim por diante. Sustente o som de “n” e “m” por duas vezes mais tempo do que o comum, ao praticar.
Para que as palavras que profere possam sair cheias e distintas, precisa de boa articulação. Isto exige o livre movimento dos lábios, língua e maxilares, pois moldam os sons. Se tiver o hábito de falar com os lábios e maxilares apertados, precisará fazer exercícios que os tornem mais flexíveis. Pela prática, também poderá melhorar sua articulação, de modo que suas palavras saiam distintas. Os sons não devem sobrepor-se e tornar-se indistintos. Talvez precise empenhar-se nisso pacientemente por muitos meses. Um bom exercício é ler em voz alta. Ao fazê-lo, pronuncie cada palavra corretamente e destaque com cuidado cada som. Mas, tenha cuidado de não exagerar e ficar com uma maneira afetada de falar.
Suponhamos que tenha o problema de habitualmente falar com sua voz num diapasão muito alto. O que pode fazer para evitar isto? Um diapasão alto é devido à tensão dos músculos que controlam as dobras ou cordas vocais. Apertam as dobras e assim elevam o diapasão da voz. Por descontrair os músculos dos maxilares e da garganta, e por usar a respiração diafragmática, poderá desenvolver um tom mais agradável e levar o diapasão de sua voz a um âmbito mediano, que é o nível mais natural e que soa menos tenso. Daí, terá maior amplitude de inflexão.
Uma voz suave e tenra, com tons claros, é agradável de se ouvir, mas a voz não deve ser suave demais. Quando é, as pessoas talvez tenham dificuldades de ouvir o que lhes diz. Com o correto controle respiratório, a pessoa de voz suave pode controlar seu volume, mantendo-o adequado em todos os tipos de situações.
Por outro lado, algumas pessoas têm vozes que sempre são bombásticas. Tais vozes são inapropriadas para ambientes tranqüilos e podem irritar outras pessoas. Isto se dá em especial quando se ouve a tais pessoas no telefone. Às vezes é necessário manter o fone a diversos centímetros de distância do ouvido da pessoa, porque a voz do outro lado é inconsideravelmente alta. Aprender a variar o volume de sua voz para ajustar-se às circunstâncias é um dos fatores que contribuem para a boa voz.
Se uma pessoa com voz perpetuamente alta ouvir a si mesma num gravador e ouvir como soa perante os outros, isso a ajudará a ver a necessidade de reduzir seu volume. Tudo que é necessário para melhorar tal voz, no que diz respeito ao volume, é um pouco de esforço consciente para falar mais suavemente.


Temperamento e Atitudes


O que se reflete em particular em sua voz, que leva as pessoas a tirar conclusões sobre sua pessoa, são o seu temperamento emocional e suas atitudes. Pode avaliar isso quando pensa nas várias pessoas de sua vizinhança. Suas emoções colorem suas vozes.
A mulher de temperamento estourado, por exemplo, talvez tenha voz áspera e irada quando está emocionalmente perturbada. Outra pessoa talvez revele sua opinião sobre alguém por falar com voz cheia de sarcasmo. Outra pessoa talvez transpareça sua mesquinhez pela sua voz, como o veneno duma cobra. Por outro lado, a pessoa feliz talvez mostre isso pelo brilho de sua voz, e alguém enamorado talvez mostre isso por um tom sonhador.
Uma atitude crônica de queixa talvez seja refletida na voz por uma lamúria. A pessoa com indiferença egoísta para com os outros talvez tenha na voz um toque de dureza. A pessoa condolente talvez revele esta atitude por uma voz calorosa e compreensiva. Assim, há muitas emoções e atitudes que uma voz pode refletir. Estas não podem ser melhoradas por exercícios vocais, mas exigem a mudança de personalidade. Feito isto, a pessoa está em condições de empenhar-se para que sua voz não mais reflita sua velha personalidade. Até mesmo se nada mais for conseguido, esta mudança apenas na impressão causada faria com que valesse o esforço todo de melhorar a voz.


in Despertai de 22/6/1971 pp. 17-20

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.