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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Saibam como é viver com hemofilia

O testemunho eficaz e importante de uma amiga minha.

Raridades e Recordações ( 6 )

Beethoven às voltas no caixão!

Como os camelos vencem o calor




O professor de fisiologia Knut Schmidt-Nielsen realizou um estudo dos camelos no Deserto do Saara. Suas descobertas revelam como o camelo, projetado maravilhosamente pelo Criador, pode suportar o extremo calor de seu ambiente.
“No calor ardente do deserto um objeto inanimado tal como uma rocha pode atingir uma temperatura de mais de 65 graus C. Um camelo em tal ambiente, como o homem, mantém uma temperatura tolerável do corpo por suar. Mas, enquanto a temperatura do homem permanece praticamente constante à medida que o dia esquenta, a temperatura do camelo aumenta devagar para cerca de 40,6 graus. Ao aumentar a temperatura do camelo, o animal sua muito pouco; só quando sua temperatura atinge 40,6 graus é que sua profusamente. A elevada temperatura do camelo também diminui sua absorção de calor, o que naturalmente depende da diferença entre a temperatura de seu corpo e a do ambiente.

“O camelo abaixa a carga de calor em seu corpo ainda mais por deixar que sua temperatura caia abaixo do normal durante a noite fria do deserto. Ao amanhecer, sua temperatura talvez tenha baixado até a 33,9 graus. Assim, passará uma boa parte do dia até que o corpo do animal se aqueça a 40,6 graus e tenha de começar a suar. Um resultado de sua flexível temperatura corporal, o camelo sua pouco, exceto durante as horas mais quentes do dia, sendo que um homem no mesmo ambiente perspira quase que do nascer do sol ao pôr-do-sol. . . .

“O camelo emprega isolação de pelo de camelo para baixar sua carga de calor ainda mais. Mesmo durante o verão, quando o camelo perde grande parte de sua lã, ele retém uma camada de vários centímetros de grossura em suas costas onde o sol incide. Quando tosquiamos a lã de um de nossos camelos, verificamos que o animal tosquiado produzia 60 por cento mais suor do que um não-tosquiado. . . .

“A corcova do camelo também ajuda indiretamente a diminuir a carga de calor no animal. Quase todos os mamíferos possuem uma reserva de alimento em forma de gordura, mas na maioria deles a gordura se acha distribuída de modo eqüitativamente uniforme pelo corpo, pouco abaixo da pele. Por ter sua gordura concentrada em um só lugar, falta ao camelo a isolação entre seu corpo e sua pele, onde ocorre o esfriamento evaporativo. A ausência de isolação facilita o fluxo de calor para fora, assim como a lã isoladora diminui o fluxo de calor para dentro.”

in Despertai de 22/8/1971 p. 6

Provérbio da semana ( 17:13 )

Quanto a alguém que paga de volta o mal pelo bem, não se afastará da sua casa o mal.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O ataque dos zombies

Não sei é o local onde se estão a concentrar, mas é bom que tenham medo, muitoooooo medooooooo!!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Raridades e Recordações ( 5 )

Música nacional e divertida. Um clássico!

O vale da Morte — corresponde mesmo ao seu nome?



O NOME Vale da Morte é conhecido em todo o mundo. Mas, muitos sabem bem pouco sobre o lugar em si. É realmente um vale da morte? Onde se acha localizado? Por que é tão famoso?
O Vale da Morte se acha nos Estados Unidos, na parte oriental da Califórnia, perto da divisa com Nevada, aproximadamente a uns 400 quilômetros ao nordeste de Los Angeles. É um vale que tem de quase dez a vinte e dois quilômetros de largura, e mais de 200 quilômetros de extensão. Em 1933, o vale e as montanhas nas cercanias, uma área de quase 7.700 quilômetros quadrados, foi estabelecida como monumento nacional, sendo chamado de Monumento Nacional do Vale da Morte.

O próprio vale é uma ampla área funda, sendo que 1.420 quilômetros quadrados da mesma se acham abaixo do nível do mar. Aqui, próximo de Badwater, acha-se o ponto mais baixo do hemisfério ocidental, a uns 85 metros abaixo do nível do mar. Mas, ironicamente, dista apenas uns 130 quilômetros do Monte Whitney, que, com 4.420 metros, é o ponto mais alto dos EUA, fora do Alasca.

No extremo ocidental do vale se acha o Pico do Telescópio, que ascende a 3.368 metros. De Badwater, há uma ascensão contínua até o pico. Este pico é deveras notável pela forma com que encima as cercanias. Que vista maravilhosa se obtém nele!

No passado distante, um grande lago ocupava o Vale da Morte. Daí, ao aumentar a aridez, o lago decresceu de tamanho e finalmente evaporou-se, com grandes concentrações de sal na água que ficaram depositadas. Isto deixou cerca de 500 quilômetros quadrados de depressões salgadas, que é a área mais baixa, mais quente e mais seca do vale.

O Clima e Seu Efeito Sobre a Vida

O sol abrasador produz temperaturas no vale que atingem novos recordes, tornando-o perigoso para os humanos. Em 10 de julho de 1913, registrou-se uma temperatura à sombra de 57.° centígrados, que era então a mais alta temperatura registrada no mundo. Mas, nove anos depois, um povoado da Líbia registrou 58.° C., obtendo o recorde de calor mundial.

As temperaturas do solo do Vale da Morte com freqüência atingem 85.° C. Certa mãe, como esposa do principal naturalista do parque do Vale da Morte, relatou que ela cozia ovos por enterrá-los dentro da caixa de areia de seu filho. E fazia chá por colocar os saquinhos de chá num jarro de água exposto ao sol.

O Vale da Morte também é um dos lugares mais secos da terra. A umidade cai a menos de um quarto de um por cento! Mas, o tempo é moderado no inverno, e, de novembro até maio, o clima se pode aproximar do ideal.

A precipitação pluviométrica atinge em média apenas 50 milímetros por ano. Breves chuviscos usualmente ocorrem na primavera e outono. São incomuns as chuvaradas constantes. Mas, quando ocorrem, a umidade traz à vida sementes que talvez estiveram latentes por muitos anos. As áreas do deserto se tornam então recobertas de ampla variedade de lindas flores — prímulas, papoulas, girassóis, e assim por diante. Vinte e duas plantas na região do vale, segundo se afirma, não podem ser encontradas em nenhuma outra parte da terra.

Apesar do calor e da aridez extremos, notável número de animais também vivem aqui. Cerca de vinte e seis espécies de mamíferos já foram registrados no solo do vale, inclusive o coiote, a raposa de pequeno porte e o rato-canguru. Há também muitas variedades de lagartos, cobras, aranhas e insetos. Mas, talvez, o mais notável é o fato de que a terra supostamente mantém 230 espécies de aves.

Creria que também os peixes vivem no Vale da Morte? Vivem mesmo! O diminuto ciprinodonte, que raramente ultrapassa cinco centímetros de comprimento, vive no raso “Salt Creek”, o único riacho que dura o ano todo no vale. Observou James E. Deacon, Professor de Biologia da Universidade de Nevada:

“Registramos temperaturas da água que variam de 44.°C. a 4.°, e o ciprinodonte não mostra nenhum efeito ruim. Pelo nosso trabalho de laboratório, sabemos que podem sobreviver a temperaturas até de pouco menos de 1.° C., e suspeitamos que este peixe possa tolerar água até cinco vezes mais salgada do que o mar.”

Com suas raridades vegetais e ictiológicas, suas altas montanhas, suas colinas nuas, seus amplos depósitos de sal, suas dunas de areia douradas, suas quentes temperaturas hibernais e outras características, o Monumento Nacional do Vale da Morte se tornou verdadeira atração turística. Mas, qual é o significado de seu nome — Vale da Morte?

Origem do Nome

Isto nos leva a 120 anos atrás. Em 1848, descobriu-se ouro em “Sutter’s Mill” perto de Sacramento, no nordeste da Califórnia. Dentro em pouco, caravanas de carroças, pessoas e suprimentos se dirigiam para lá, para ‘tirar a sorte grande’.

Uma localidade perto da Cidade do Lago Salgado, Utah, se tornou o ponto de onde se iniciava a longa e perigosa Jornada. Tinha-se de atravessar um amplo e seco deserto, que é agora o estado de Nevada, e, daí, havia as Montanhas da Serra Nevada a atravessar. Nevascas profundas tornavam tais montanhas intransitáveis durante grande parte do ano.

Por conseguinte, em fins de 1849, uma caravana de cerca de cem carroças partiu de Lago Salgado, procurando uma rota que contornasse a Serra Nevada para o sul. Devido a cálculos errados e a um mapa falho, as carroças foram parar no Vale da Morte. Era óbvio que os buscadores de ouro estavam perdidos. Houve dissensão entre eles, e separaram-se em pequenos grupos amedrontados, cada um procurando saídas através das muralhas montanhosas.

Um grupo de bom tamanho, cansado e desanimado depois de oitenta dias de viagem, acampou perto de um riacho sob o Pico do Telescópio. Dali, dois rapazes, Lewis Manly e John Rogers, partiram para conseguir ajuda e suprimentos. Não tinham idéia alguma da tortuosa prova de perseverança adiante deles. Depois de saírem do vale, foram arrastando-se a pé, cruzando o grande Deserto Mojave até a região costeira, uma jornada de 400 quilômetros!

Obtendo suprimentos, iniciaram a viagem de volta. Quão felizes ficaram todos com sua chegada, depois de terem sumido por vinte e seis dias! Abandonando as carroças, o grupo inteiro de magros homens, mulheres e crianças começaram a longa jornada para a segurança. Alegadamente, ao cruzarem a cadeia de montanhas Panamint, olharam para trás, para o grande vale branco pela última vez, e alguém disse: “Adeus, Vale da Morte.” O nome pegou.

Embora, graças a Manly e Rogers, este grupo sobreviveu, outros não foram tão felizes. De três a oito pessoas da caravana, segundo relatado, pereceram no vale. E, se a pessoa não tratar com respeito o extremo calor e aridez do Vale da Morte, poderá corresponder mesmo ao seu nome atualmente.

in Despertai de 8/8/1971 pp. 23-25

Provérbio da semana ( 17:12 )

Haja um encontro de um homem com uma ursa privada dos seus filhotes, em vez de com alguém estúpido na sua tolice.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Raridades e Recordações ( 4 )

Men at work: bolas que trabalhar cansa!

Pode Lima esquecer-se jamais?


NOVE de janeiro de 1570! Essa foi a data que trouxe terror à vida do Peru colonial, cuja lembrança ainda produz um calafrio de medo. Foi de modo bastante estranho que, sob os céus quentes e ensolarados, um barco agitando as cores de Filipe II, Rei da Espanha, entrou no porto de Calão e lançou âncora entre os barcos e bergantins de muitas terras longínquas. A tripulação se pôs a amarrar os cordames, enquanto os passageiros desembarcavam em terra num pequeno bote.
Um desses passageiros, um espanhol, Serván de Cerezuela, carregava sob o braço uma pasta oficial, cujo conteúdo logo depois causaria certa sensação entre os colonos. Tratava-se de documento real, assinado e selado há quase um ano antes, um que desencadearia sobre os habitantes uma campanha de trezentos anos de intimidação e de contínua apreensão. A autoridade do temido “Santo Ofício”, melhor conhecida como a Inquisição Espanhola, estendera-se então ao Peru.

Não foi sem razão que os habitantes europeus do Peru encararam este acontecimento com grande inquietação. Não haviam testemunhado as operações do “Santo Ofício” em suas terras natais? Todas as recordações e todos os rumores de torturas horríveis e mutiladoras, e de mortes dolorosas sem dúvida encheram-lhes a mente.

A Inquisição

Essa terrível arma de temor, a Inquisição, foi primeiro forjada em princípios do século treze. Sua finalidade: buscar e punir os hereges e descrentes. Começou a tomar forma definida quando, em 1232, o Papa Gregório IX designou juízes permanentes, que vieram a ser conhecidos mais tarde como “inquisidores”. Todos que viviam nas chamadas terras “cristãs” deviam ser coagidos à lealdade à única Igreja. Não se devia permitir nenhuma discordância, nenhum exercício de seu próprio critério, nenhuma interrogação das doutrinas da Igreja.

Os representantes da Igreja insistiam que as suas investigações, incluindo a tortura, eram feitas por amor às vítimas. E quanto à responsabilidade de queimar incontáveis pessoas na estaca, declaravam que tais execuções eram realizadas, não pela Igreja, mas pela autoridade secular.

Mas, quanto à responsabilidade real por uma multidão de mortes horríveis, podemos melhor determinar o assunto por recorrermos à Catholic Encyclopedia, em que aparece a seguinte admissão: “Dificilmente se pode duvidar da predominante natureza eclesiástica do [“Santo Ofício”]. . . . As autoridades civis eram, portanto, ordenadas pelos papas, sob pena de excomunhão, a executar as sentenças legais que condenavam os hereges impenitentes à estaca.” (Vol. 8, págs. 34, 37) Mais tarde, a própria tortura, autorizada em 1252 pelo Papa Inocêncio IV, foi, por razões secretas, confiada aos próprios inquisidores.

É de gelar o sangue saber até que ponto esses inquisidores supostamente cristãos chegaram a fim de extrair confissões ou evidência incriminatória de suas vítimas. Com freqüência eram monges escolhidos das fileiras da Ordem Dominicana, homens cuja vida desnatural e sem família e cujo fanatismo os endureceram ao ponto de não se condoerem do sofrimento e não hesitarem em infligir as mais excruciantes torturas.

Lima sob o Flagelo

Não é de admirar, então, que os habitantes de Lima ficassem consternados. Nenhum segredo seria agora sagrado. Toda declaração da pessoa poderia ser base de acusação. A pessoa poderia ser denunciada pela própria esposa, pelo próprio marido, filhos ou pais. Deveras, esse era o objetivo do “Edito de Acusação”, documento lido cada terceiro domingo da Quaresma depois da “missa e sermão solenes”. Os seguintes extratos, traduzidos de Annals of the Lima Inquisition falam por si mesmos:

“Nós, os Inquisidores contra as iniqüidades e a apostasia heréticas nos reinos do Peru, a todos os vizinhos e habitantes da cidade dos Reis, de qualquer estado, condição, preeminência e dignidade que sejam, cumprimentos em Cristo.

“Em virtude de vos informar que, para o maior progresso da fé, é apropriado separar a má semente da boa, e evitar todo desserviço ao Nosso Senhor, ordenamos que cada um de vós e todos vós que, se vierdes a saber, ou ver ou ouvir falar, de qualquer pessoa viva, presente, ausente ou falecida, que tenha dito ou crido em quaisquer palavras ou opiniões heréticas, suspeitosas, errôneas, imprudentes, que soem mal, escandalosas ou blasfemas, deveis contar ou manifestar isso a nós.

“Ordenamo-vos que denuncieis diante de nós, se souberdes, ou ouvirdes falar, de quaisquer pessoas que tenham guardado os sábados em observância da lei de Moisés. . . . ou tenham afirmado que Jesus Cristo não é Deus, ou que não nasceu de Nossa Senhora, virgem antes do nascimento, no nascimento, e depois do nascimento. . . . ou que o Papa ou os ministros do altar não tenham o poder de absolver pecados . . . ou que não existe purgatório e que nas igrejas não deve haver imagens de santos, ou que não há necessidade de orar pelos mortos. . . .

“Ordenamo-vos que nos notifiqueis se ouvirdes falar, ou souberdes de qualquer pessoa que tenha Bíblias em [espanhol]. . . .

“Portanto, pelo teor desta admoestação, exortamos e exigimos, sob pena de máxima excomunhão, . . . ordenamos que cada um e todo aquele dentre os que souberem ou que tenha feito qualquer das coisas declaradas acima, que venha comparecer perante nós, pessoalmente, para contar e manifestar isto dentro de seis dias desde a publicação deste edito, ou desde que este venha a ser de vosso conhecimento.”

Não é evidente como esse Edito foi calculado para lançar a mão de cada homem contra seu irmão, para incentivar as pessoas a espionarem umas às outras?

A “Calesa Verde” (“Carruagem Verde”) podia aparecer a qualquer hora do dia ou da noite nas ruas de Lima. Enviada pelos inquisidores para trazer o acusado, era uma vista que infundia medo mortal nos expectadores. Ao descer lentamente a rua, até mesmo o cidadão comum ficava em pânico. O que havia feito desta vez? Que indiscrição cometera? Quem o delatara? E quando, no meio da noite, ouvia-se uma batida na porta, isto bastava para petrificar seus ocupantes, enchendo-os de puro terror. Poderia ser a Carruagem Verde?

Vítimas de Toda Espécie

Só durante o período colonial relata-se que cinqüenta e nove pessoas foram queimadas na estaca no Peru. As acusações incluíam blasfêmia, bruxaria, bigamia, a posse de uma Bíblia na língua comum do povo, apostasia, professar uma fé não católica. Até mesmo membros de posição elevada dentre o clero não foram isentos. Em 13 de abril de 1578, o Frei Francisco de la Cruz foi queimado na estaca por ensinar que a Igreja era culpada da prática de comprar e vender posições oficiais na Igreja; que se devia abolir a confissão auricular; que os monges e os clérigos se deviam casar, e que as Escrituras Sagradas deviam estar disponíveis na língua comum.

Em 29 de outubro de 1581, o pirata inglês, Capitão John Oxnem e dois membros de sua tripulação foram queimados vivos, não, não por pirataria nos altos mares, mas por serem luteranos. Em 17 de novembro de 1595, o português Juan Fernando de las Heras e três de seus compatriotas foram queimados vivos, tendo sido acusados de “judeus judaizantes”. Observavam o sábado do sétimo dia.

A punição dos condenados era transformada em evento público, realizado com solenidade e pompa. Começando às primeiras horas da manhã, o auto-da-fé durava até tarde da noite. O clero e os cidadãos proeminentes procuravam os lugares da “primeira fileira”, os melhores para contemplar os condenados em seus últimos momentos de agonia no fogo. Os brados e aplausos da turba fanática com freqüência abafavam os gritos das vítimas.

A Sede do “Santo Ofício” em Lima

Poucos visitantes de Lima estão a par da história daquele edifício provido de empena, com seis colunas em estilo greco-romano que dá para a Plaza Bolívar, pouco distante de uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Pode-se entrar dentro de suas quietas dependências e ver a Biblioteca da Câmara dos Deputados; examinar os documentos amarelados assinados por homens proeminentes do início da República, Simón Bolar, José de la Mar e outros; pode-se ficar maravilhado com o teto de mogno intrincadamente esculpido; e contudo não ter a menor suspeita quanto ao uso original do edifício.

Mas, lá em setembro de 1813, os cidadãos de Lima sabiam tudo sobre aquela sede da Inquisição no Peru. Isto se deu quando o Vice-rei Abascal publicou o decreto oficial da corte assinado em Cádis, em 22 de fevereiro do mesmo ano, abolindo o “Santo Ofício”. Dando vazão ao seu ódio e às suas frustrações contidas, invadiram e saquearam o edifício. Desse modo, também, obtiveram sólida evidência dos boatos sobre os horrores que ocorriam ali dentro. Alguns dos itens descobertos foram:

Um crucifixo do tamanho natural com uma cabeça móvel que podia ser manipulada por cordões de detrás de uma cortina de veludo verde. Muitas vítimas crédulas devem ter imaginado que o próprio Cristo interviera contra elas.

Uma mesa, de dois e meio por dois metros, com um grande guincho movido a roda. As vítimas eram colocadas nela e literalmente esticadas até que as juntas e os ligamentos não mais podiam resistir.

Junto a uma parede havia troncos em que se prendiam a cabeça e as mãos enquanto se chibateava a vítima por detrás sem que chegasse a ver seu atormentador. Na parede, chicotes de corda com nós e de fio metálico.

Uma túnica de tortura feita de fio metálico trançado com centenas de pinçasinhas para atormentar a carne ao mais leve movimento muscular de quem a usava.

Outros instrumentos mortíferos incluíam tenazes para usar na língua, roscas para triturar os dedos, e assim por diante.

Pode-se ainda ver o lugar em que os acusados desorientados e aterrorizados se punham diante dos inquisidores; a grossa porta de madeira com seu buraquinho que revelava apenas o olho do acusador anônimo; a parede original da cela de detenção, em que a escrita nítida do homem instruído e os rabiscos quase ilegíveis do homem pobre registram seus clamores de inocência, seus gritos silenciosos por justiça.

in Despertai de 22/7/1971 pp. 20-23

Provérbio da semana ( 17:11 )

O que o mau está procurando é somente a rebelião, e cruel é o mensageiro enviado contra ele.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Raridades e Recordações ( 3 )

Bolas, este ano não vou ter férias!!! Ai, ai...

Apreciando as amígdalas


A OPERAÇÃO mais freqüentemente realizada no corpo humano, depois da extração de dentes, é a remoção das amígdalas. A operação, chamada amigdalectomia, é realizada principalmente em crianças pequenas. É sempre sábia essa operação? Qual é a função das amígdalas?

Na realidade, temos diversos conjuntos diferentes de amígdalas. As duas geralmente referidas pelo termo “amígdalas” ficam na parte de trás da boca pouco acima da garganta, abaixo do céu da boca e uma de cada lado. São denominadas amígdalas “palatinas” por causa de sua estreita proximidade com o palato.

As amígdalas às vezes se inflamam e incham. Especialmente quando estas ficam gravemente infeccionadas é que quase bloqueiam por completo a garganta, de modo que se pratica há muito a remoção das amígdalas infeccionadas.

Embora a classe médica hoje desencoraje a remoção das amígdalas, exceto em casos em que estejam seriamente infeccionadas, os fatos revelam ampla diferença na atitude para com essa prática. Assim o Journal da Associação Médica Canadense comentou que em certas regiões do Canadá, os hospitais removem proporcionalmente nove vezes mais amígdalas no decurso de um ano do que os outros. Obviamente, isto representa grande diferença de opinião quanto às indicações para se removerem as amígdalas.

Reconhece-se agora que as amígdalas defendem o corpo contra infecções que de outra forma o invadiriam. Compõem-se de tecido linfático, que forma os glóbulos brancos do sangue, chamados linfócitos as células que atacam os germes no corpo. Torna-se cada vez mais evidente que pode resultar dano de sua remoção desnecessária. Assim, descobriu-se que há uma proporção muito mais elevada de esclerose múltipla em pessoas de quem se removeram as amígdalas do que entre seus parentes de quem não se removeram suas amígdalas.

Também observou-se que, entre as crianças de quem se removeram as amígdalas, há maior proporção de pólio do que entre crianças que não foram privadas de suas amígdalas. Relatando esse assunto nos Annals of the New York Academy of Sciences, o Dr. R. S. Paffenbarger Jr. declarou que sua pesquisa “nos leva a crer que a susceptibilidade à pólio é realçada pela amigdalectomia de per si”. E ao escrever no American Journal of Higiene, fornece motivos adicionais por que extirpar as amígdalas predispõe as crianças às invasões do vírus da pólio. Apoiando sua posição, The Merck Manual declara que “evidências recentes indicam que os pacientes que sofreram uma amigdalectomia são mais inclinados a contrair poliomielite bulbar do que os pacientes não submetidos a tal cirurgia.”

Tanto nos EUA como no Reino Unido, a mortandade por complicações resultantes de amigdalectomias é de uma em cada 10.000. Para algumas pessoas, isto talvez não pareça muito, embora nos EUA se eleve a mais de 100 por ano. Mas, digna de nota é a declaração de certa autoridade que afirma que “muitíssimo mais pessoas morrem das complicações das amigdalectomias do que os que já morreram devido a amígdalas infeccionadas”.

O que se pode fazer quando as amígdalas estiverem inflamadas? Entre outras coisas recomendadas acham-se o descanso, compressas quentes ou frias em volta do pescoço, dieta leve, possivelmente aspirina e ou antibióticos. Enemas ou purgantes são benéficos, e gargarejos, pulverizadores e pastilhas para a garganta podem ser suavizadores. O Australian Medical Journal falou de uma dieta isenta de leite. Certo médico tem usado esta com grande êxito em curar amigdalites persistentes. Mas, acima de tudo, não se apresse em mandar remover as amígdalas de seus filhos.

in Despertai de 22/7/1971 p. 15

Provérbio da semana ( 17:10 )

Uma censura penetra mais em quem tem entendimento do que golpear cem vezes um estúpido.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Raridades e Recordações ( 2 )

O puro e duro rock´n roll!!!!

Vista-se de forma correta para o tempo frio


ENGUIAS, águias e elefantes — representantes dos animais marinhos, aéreos e terrestres — não precisam de roupa. Seus corpos estão adequadamente providos de uma cobertura protetora contra os elementos de seus respectivos ambientes. E ainda bem que não precisam de roupa; certamente seriam incapazes de provê-la para si mesmos.

Nós humanos, porém, somos diferentes. Nosso Grandioso Criador nos fez com a capacidade de projetar e confeccionar roupas para muitos fins, e para a grande variedade de condições em que vivemos. Sim, precisamos de roupa por vários bons motivos.

Mesmo no tempo mais quente, precisamos de roupa a bem da modéstia — para apaziguar nosso senso de vergonha. Isto tem-se dado desde que nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram a ordem de Deus e comeram do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal. Outra finalidade da roupa — dá-nos confiança por realçar nossa aparência.

Mas, a principal razão por que as pessoas em muitas partes da terra precisam de roupa neste mesmo instante é proteger seu corpo do frio. A grande questão para elas é: Como vestir-se de forma correta para o tempo frio.

Que Tipo de Roupa de Baixo?

Comecemos com a roupa mais próxima do corpo. É razoável vestir roupas de baixo mais quentes no inverno do que no verão, mesmo que não sinta a necessidade disso. Por quê? Porque o coração tem de trabalhar mais para manter o corpo aquecido no inverno, e as roupas mais quentes o poupam de trabalho adicional. Naturalmente, se trabalha num quarto ou escritório aquecido a vapor o dia todo não precisará vestir a mesma espécie de roupa de baixo que o carteiro que passa o seu dia inteiro fora. Mas, que tipo deveria ser se tiver de sair no frio? Simplesmente vestir roupas de baixo mais pesadas talvez não seja a melhor solução.

Por exemplo, é melhor vestir duas peças leves de roupa de algodão e lã do que uma só peça bem pesada toda de lã. Por quê? Por causa do ar entre as peças. O ar parado é mau condutor de calor. Essa é a vantagem da chamada “roupa de baixo termal”. Tem pontos hexagonais que capturam o ar dentro de suas camadas.

Ainda outro tipo de roupa que emprega esse princípio é o caso da “malha Brynje”. No entanto, ao invés de capturar o ar parado dentro de suas camadas, captura o ar próximo à pele. Como faz isto? Pelo seu padrão em forma de rede de pesca; é algo parecido a meias de malha.

Para o tempo muito frio há também a roupa de baixo acolchoada, mas é um tanto volumosa.

O Que Dizer da Roupa Externa

Entre as coisas a se lembrar quanto à roupa externa, ao se vestir para o tempo frio, é que a roupa de cor escura é mais quente do que a roupa de cor clara. As cores escuras absorvem o calor do sol; as cores branca ou claras o repelem. Use cores claras no verão para sentir-se refrescado; mas use cores escuras no inverno para manter-se aquecido.

Roupas de acabamento macio, tais como flanelas, cheviotes e “tweeds”, são muito recomendáveis se encarar um frio seco e calmo. Mas, quando se trata de proteger-se de granizo e neve e vento impetuoso, então a roupa de acabamento mais duro, tais como de lã penteada ou de “sharkskin” (tecido lustroso de algodão ou raiom) lhe servirá melhor. Não só impedirá que o vento penetre, mas também tornará menos provável que a neve úmida grude em suas roupas.

No caso das roupas externas também se aplica o princípio de que duas peças finas são melhores que uma só pesada. Não necessariamente duas peças separadas, mas talvez peças forradas. Alguns sobretudos têm forro removível — ideais para o conforto, a comodidade e para aquecer, e também para a economia. O forro pode ser simples ou acolchoado, dependendo do grau de frio que tiver de enfrentar. Ou talvez verifique que, como peça adicional, um sueter fino ou um colete tricotado o manterão aquecido. Um suéter de caxemira para este fim — se puder comprar um — é ótimo para aquecê-lo e tem um mínimo de volume. Do contrário, um suéter de lã fino ou de grossura média servirá bem.

Vestir-se de forma correta para o tempo frio também inclui pensar nas golas e nos punhos dos casacos e jaquetas. Devem ajustar-se muito bem para impedir que o ar quente escape. Usar um xale ou cachecol no pescoço também é uma ação prudente. Mas, lembre-se, frustrará o seu propósito se sua roupa for muito justa.

A Cabeça, as Mãos e os Pés

Muitos deixam de usar uma cobertura para a cabeça no tempo frio, mas isso é um erro. O sangue não se retira do cérebro pôr causa do frio, assim, muito sangue é esfriado quando a cabeça fica expostas gorro de tricô é muito recomendável, e também o boné com protetor de orelhas. Vistosos, populares e muito práticos são os bonés russos do tipo de pele ou de imitação de pele. Quando o frio é muito severo, é também sábio proteger a boca e o nariz com um xale, ou uma máscara facial que tenha aberturas para os olhos e nariz.

E o que dizer das mãos? Embora algumas luvas sem forro pareçam estar na moda, no tempo frio talvez façam com que as mãos fiquem mais frias do que se a pessoa não usasse luva nenhuma; isto se daria em especial se as luvas fossem apertadas. Para manter quentes as mãos, as luvas forradas são as melhores — forradas quer com lã, quer com pele ou imitação de pele. Mas, novamente nesse caso, obtenha luvas que sejam suficientemente folgadas. Se suas luvas forem justas demais interferirão com a circulação em suas mãos e assim terá mãos frias apesar de usar luvas forradas. As mitenes, naturalmente, são as mais quentes de todas. Se desejar, talvez possa obter algumas que possuem não só o polegar, mas também o dedo indicador em bainhas separadas. O grande problema com as luvas ou as mitenes é que sejam quentes quanto precisam e contudo permitam que se façam coisas com as mãos.

Há também a questão importantíssima de manter quentes os pés. Os pés, sendo a parte mais afastada do coração, têm a maior probabilidade de ficar frios. Neste caso, também, deve-se notar que dois pares de meias finas serão mais quentes do que um par grosso. E ao usar mais de um par, seria bom que o próximo à pele fosse de algodão e o seguinte ou o externo fosse de lã. Mas, tenha presente que se o uso de meias grossas ou adicionais apertar indevidamente seus pés, não estará em melhor situação. Se não tiver outro jeito, obtenha um par de sapatos um pouquinho maior, para usá-lo com as meias adicionais no inverno. Não constituirá necessariamente uma despesa extra. Seus sapatos simplesmente durarão mais.

Se houver muita neve no chão, certifique-se de manter os pés secos. Em alguns lugares, usam-se galochas. Em outras partes, fabricam-se sapatos especialmente para tal tempo. Para ajudar a proteger seus sapatos, engraxe-os bem. De fato, seria bom colocar várias camadas de graxa de sapato como impermeabilizante. E se molhar os sapatos, encha-os de papel amassado e deixe-os secar gradualmente. Não os mantenha perto do calor.

Não exagere na questão de manter-se aquecido. Este é um ponto que as mães precisam estar atentas em relação com os filhos pequenos. As autoridades concordam que é melhor manter-se um pouquinho do lado frio. Manter-se aquecido demais pode causar tanto dano quanto sentir frio demais. Quando começar a sentir-se muito quente, afrouxe suas roupas externas ou tire algumas delas. Neste respeito é bom hábito ouvir a previsão meteorológica no rádio ou na TV para saber a temperatura exterior; daí vista-se de acordo.

Do precedente é óbvio que vestir-se de forma correta para o tempo frio em grande parte uma questão de usar bom critério baseado em sua própria experiência e nas dos outros.

Outros Fatores

O próprio corpo faz o que pode para enfrentar o desafio do tempo frio, tanto por sentir calafrios como por acelerar os processos metabólicos. Isto o corpo faz por lançar mais adrenalina no sangue. É interessante que as mulheres revelam maior aumento na atividade metabólica e perdem 10 por cento menos de calor quando expostas ao frio do que os homens.

Obviamente, um corpo bem nutrido pode suportar o frio melhor do que um mal nutrido. Portanto, escolha alimentos saldáveis e nutritivos, certificando-se de obter suficientes vitaminas e minerais.

Outro fator a se considerar é que a atividade pode ajudá-lo a manter-se aquecido. Quanto mais ativo se mantiver, menos urgente será sua necessidade de roupa muito quente. Para manter-se aquecido no tempo frio caminhe com rapidez, mas não exagere.

Também, se quiser manter-se aquecido em tempo frio não fume. Fumar apenas dois cigarros Reduzirá sua temperatura da pele em cerca de 2,5 a 3,6 graus Centígrados. E depois de fumá-los levará quinze minutos para voltar à sua temperatura normal.

Ademais, não beba bebidas alcoólicas quando confrontado com tempo rigoroso. Diz The Pharmacological Basis of Therapeutics: “Tomar bebidas alcoólicas para ‘esquentar’ no tempo frio é obviamente irracional e pode ser perigoso se a conservação do calor do corpo for essencial. Os tarimbados em explorações polares estão bem a par dos perigos desta tentação.” Isto se dá porque o álcool faz que o sangue aflua à flor da pele, mas o resultado final é uma diminuição da temperatura do corpo.

Sim, a maneira de vestir-se, o que ingere em seu corpo e sua atividade física têm todos uma relação com o êxito de seus esforços em manter-se aquecido quando faz tempo frio.

in Despertai de 22/7/1971 pp. 12-14

Provérbio da semana ( 17:9 )

Quem encobre uma transgressão está procurando amor, e aquele que continua falando sobre um assunto separa os que estão familiarizados uns com os outros.

sábado, 20 de março de 2010

Raridades e Recordações ( 1 )




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O valor dos brinquedos



UM BALDINHO e uma pazinha, um pouco de água e terra ou areia — essa combinação faz coisas extraordinárias nas mãos de uma criancinha! Com esses instrumentos, cria um castelo, uma ponte, uma nave espacial, uma caverna — inúmeras coisas que sua mente pode conceber e com as quais se deleita. Deveras, brinquedo é tudo aquilo que a criança lança mão para brincar.
Os brinquedos existem em todos os tamanhos e formas, cores e estilos. A maioria é fabricada para divertir as crianças, estimulá-las à ação e, quiçás, educá-las também.

Embora sejam tão variados quanto numerosos, os mais simples resultaram mais duráveis. Bolas, cordas, bonecas, palhaços, blocos de construção, bolinhas de gude, carros e caminhões em miniatura têm sido usados por décadas e ainda são populares entre cada nova geração.

Outros foram aperfeiçoados com o passar dos anos. Há agora bonecas que fazem quase todas as coisas que um bebê vivo faz. Alguns brinquedos até mesmo se igualam a complicados computadores, sendo especialmente equipados para criar problemas para a criança resolver e para ajudá-la a raciocinar e fazer decisões.

Daí, há também um vasto suprimento de brinquedos não convencionais. Pois quando a criança quer brincar, pode converter quase tudo ao seu redor num brinquedo, como os pais bem sabem. Pode ser um pedaço de barbante, uma pedra, um vaso, uma frigideira, um chaveiro, um sapato velho, uma caixa comum ou um saco de papel. Enquanto prender seu interesse, pode servir de luz elétrica para sua imaginação, de ponte para o mundo adulto e de trem para aquele mundo maravilhoso do faz-de-conta.

Por Que Alguns Ficam sem Uso

Em geral, a maioria dos brinquedos práticos é comprada pelos pais ou por parentes próximos, visto que são logicamente as pessoas que sabem o que melhor serve para a criança. No entanto, apesar da ampla variedade de brinquedos interessantes agora disponíveis, alguns acabam sem uso. Por que se dá isso?

Em primeiro lugar, alguns pais não pensam tanto nos brinquedos de seus filhos quanto poderiam. Por exemplo, a mãe talvez esteja fazendo compras quando um brinquedo capta sua atenção. Se a cor e o preço forem bons, talvez o compre às pressas sem pensar o suficiente no seu valor.

Contudo, sua escolha poderia não raro ser mais sábia se tivesse feito algumas perguntas a si própria: É seguro? Têm as crianças bastante desse tipo de brinquedo? Servirá para estimulá-las a pensar?

Alguns adultos compram erroneamente brinquedos que fascinam a eles ao invés de à criança. Já fez isso?

Para ilustrar, considere o pai que compra um dispendioso trem e acessórios supostamente para seu filho de dois anos. Gasta horas e horas armando-o. Daí, quando está montado, fica empolgado com ele. Mas, o garotinho talvez o observe um pouco e daí deixe seu pai surpreso por ir brincar com um saco de papel, em lugar disso. Ou talvez até mesmo pegue seu martelo de brinquedo e comece a martelar os acessórios. É natural que uma criança de dois anos faça isso, visto que não sabe quão intrincado é o mecanismo do trem e dos acessórios nem quanto custam. Só sabe que dá voltas, isto o atrai e quer fazer algo com aquilo em vez de ficar sentado quieto a observá-lo. Ora, esse tipo de brinquedo seria ideal para um menino de mais idade, que poderia avaliar seu valor e até ajudar a armá-lo. Mas, é total e demasiadamente complexo para alguém assim tão jovem.

Portanto, a idade e a capacidade mental da criança são fatores essenciais a se considerar quando escolher brinquedos de que ela gostará.

Os Mais Simples em Geral São os Melhores

Os pais descobrem em geral por experiência própria que a regra geral na compra de brinquedos é levar o que há de simples. Muitos jovens largam um brinquedo caro em preferência a um simples no formato e na função. Já não constatou que isso se dá com seus filhos?

Certamente não é difícil de entender isso, não é mesmo? Um brinquedo não complicado dá a liberdade de movimento e de expressão tão necessária para que a imaginação da criancinha funcione. Basta só observar um menino na praia com seu baldinho e sua pazinha para avaliar esse fato.

Observação e Personalidade Individual

Como, porém, pode-se saber de que espécie de brinquedos os filhos gostam mais? Bem, um dos meios mais eficazes de determinar isso seria observá-los quando brincam. Por exemplo, aquele caminhão basculante que seu filho preza tanto — por que o prefere mais do que todos os outros brinquedos? Já fez a si essa pergunta? Já olhou realmente para aquele caminhão? Oh, é claro que o notou. Talvez já tropeçou nele várias vezes. Mas, será que realmente o viu através dos olhos de seu filho? Sabe quantas coisas diferentes ele se torna quando seu filho brinca?

E o que dizer da boneca favorita de sua filha? Talvez esteja abrindo nas costuras, mas ela recusa desfazer-se dela. Por quê? Já a observou quando brinca com ela? O modo em que ela segura aquela boneca poderia ser revelador. As crianças não só imitam os adultos em volta delas ao brincarem, mas, às vezes, usam os brinquedos para se expressarem de muitos modos pequenos. Sim, a observação pode ser muito útil.

Talvez, também, já verificou que cada criança precisa ser tratada individualmente no que diz respeito aos brinquedos. Um brinquedo predileto de uma criança talvez seja desconsiderado por outra porque os brinquedos significam coisas diferentes para crianças diferentes. Para algumas, são um meio de expressão: A criança talvez os use para fazer barulho, imitar ocupações dos adultos, e para muitos outros fins. Para outras, os brinquedos são uma fonte de diversão e entretenimento. Estas crianças talvez sejam mais dóceis e prefiram brinquedos que as permitam serem espectadores quietos antes que vigorosos participantes. A pessoa teria de observar cada criança para determinar que espécie de brinquedo se adaptará melhor à sua personalidade.

Estimular a Curiosidade e a Imaginação

Tem-se mencionado o brincar como o trabalho da criança, e, se isso é verdade, então os brinquedos são certamente suas ferramentas. Ensinam-na a investigar, observar, raciocinar, lembrar, edificar, e coordenar sua mente e seu corpo. Para certificar-se de que os brinquedos de seus filhos façam o mesmo, por que não fazer um inventário de seus brinquedos? Com cada brinquedo na mão, examine-o e pergunte a si se ele faz alguma das seguintes coisas:

Uma das primeiras coisas que um brinquedo deveria fazer a uma criança é despertar sua curiosidade. Se não despertar, raramente prenderá seu interesse por muito tempo. Esta é uma das razões por que um brinquedo para bebê tem propositadamente tamanho exagerado e cores vivas. Atrai primeiro a sua atenção. Uma vez o note, então deseja saber mais sobre ele. Irá agarrá-lo, sacudi-lo, espremê-lo, batê-lo contra algo, e naturalmente, acabará em geral na sua boca para sentir o gostinho. Com freqüência, talvez o quebre ao fazer isso. Mas, mesmo assim serviu para sua finalidade. Proveu-lhe maior satisfação e algumas informações novas para acrescentar ao seu crescente cabedal de conhecimento.

Também, estimula um brinquedo a imaginação de seu filho? Uma vez que um brinquedo desencadeie a imaginação de uma criança, não há limites quanto a aquilo que o item pode tornar-se para ele. Não é preciso ser um brinquedo formal. Seu filho de três anos pode pegar um de seus sapatos, e, em questão de segundos, se torna para ele um barco à vela no alto mar; uma caverna em que os refugiados se escondem; uma área em que os animais e insetos empalhados, bem como vivos, são abrigados, inclusive talvez uma rã morta ou uma lagarta viva. Qualquer número de brinquedos poderia servir. Não são os materiais usados que são importantes para ele, mas o que esses se tornam através do olho de sua mente. Um brinquedo mecânico complicado, que faz tudo sozinho, privá-lo-ia de grande parte do prazer que tem de brincar de faz-de-conta.

O mesmo princípio se aplica às meninas. Quanto as menininhas gostam de vestir as roupas da mamãe e brincar de dona de casa com suas bonecas! Ora, uma garotinha talvez alinhe todas as suas bonecas em cima de sua cama, e elas se tornam alunos que ouvem a um ‘sermão’ de sua professora; a seguir, se tornam uma fileira de pacientes doentes cuidados por uma enfermeira compassiva; ainda em outra ocasião, tornam-se uma platéia silenciosa, sentada na primeira fileira, que observa sua grande atuação no palco.

Nesse respeito, caberia bem uma palavra de cautela. Existe agora demasiadas coisas que tendem a reprimir as crianças de usar sua imaginação. A televisão e muitas outras bugigangas privaram as crianças de grande parte do prazer simples de antanho. Em resultado, ler tornou-se uma arte quase perdida. E isso é uma pena, pois ler pode constituir um meio de abrir novos horizontes de aprendizagem para uma criança. Nos dias em que ouvir o rádio era passatempo popular, um quarto cheio de crianças podia ouvir a um programa e então relatar dúzias de conceitos diferentes sobre a mesma transmissão.

Embora a televisão seja certamente um meio maravilhoso de educar os jovens, pode tolher suas faculdades de imaginação. Muitas crianças sentam-se imóveis na frente da tela de televisão por horas a fio tendo pouco estímulo mental. Com efeito, um estudo feito pela Corporação Carnegie, pela Educação Ford e pelo Departamento da Educação dos EUA descobriu que “os jovens em idade pré-escolar gastam 54 horas por semana assistindo à televisão”. Lançaram em parte a culpa aos pais que usam a televisão como babá eletrônica. Por certo, os pais interessados tentarão frear essa tendência por prover entretenimento que não só divirta seus filhos, mas, o que é mais importante, estimule-os a pensar.

Ajudas Para o Crescimento Físico

Quando a criança passa os estágios exploratório e imaginário de seu desenvolvimento, seu brinquedo se torna muito mais físico. Brinquedos que a ajudem a se desenvolver fisicamente serão então mais práticos. Quando completa uns três anos, seus brinquedos em geral incluem os que melhoram a sua coordenação e fortalecem seus reflexos.

Velocípedes e patinetes são excelentes para desenvolver os músculos da perna. Daí, à medida que anda nos seus brinquedos móveis, pode aprender a coordenar seus movimentos das pernas com os braços para ir na direção certa. A seguir, pode progredir para a corda de pular, o uso de patins e balanços e então para a bicicleta. E embora grande parte desta atividade física seja trabalho árduo para ela, ela gosta da sensação de movimento e especialmente de velocidade. Dá-lhe satisfação, provoca-lhe risadas e a ajuda a crescer ao mesmo tempo.

Ao passo que o brinquedo de uma criança se torna mais físico, talvez tenda a concentrar-se nos brinquedos que exercitam só o corpo. Cabe a seus pais cuidar de que seus brinquedos permaneçam equilibrados. Podem incentivá-la a usar livros, quebra-cabeças e vários jogos de mesa para contrabalançar a atividade puramente física.

Desenvolver Várias Perícias

Algumas crianças dão evidência de possuir perícias incomuns desde a mais tenra idade. De fato, um brinquedo favorito de uma criança amiúde se relaciona com sua habilidade. O menino que prefere invariavelmente seus aviões e brinquedos com motores talvez mostre aptidão para os ramos de mecânica quando crescer. E a criança de quatro anos que com freqüência dirige-se ao piano com grande interesse talvez possua o talento musical. Naturalmente, talvez não tenha um Mozart ou Einstein em perspectiva debaixo de seu teto. Mas, se seu filho mostra deveras algum talento, pode ser estimulado com certos brinquedos.

Há vários instrumentos de brinquedo que são baratos, e os pais podem usar estes para determinar se futuras lições para desenvolver essas perícias são recomendáveis. Pianos em miniatura, vários instrumentos de corda, xilofones, harmônicas, acordeões e o violão presentemente popular se acham entre eles, para se mencionar apenas alguns. Há também jogos para trabalho em argila, jogos de química e jogos para pintura a guache.

Mesmo que seus filhos não tenham especial talento para quaisquer dessas artes, ainda assim podem gostar de expressar-se de formas antes desconhecidas a eles. Os brinquedos podem fazer com que seus pequenos mundos cresçam e se expandam.

Escolhas Futuras

Ao passar, então, a analisar os brinquedos de seus filhos, talvez descubra que alguns não são tão eficazes quanto gostaria que fossem por esta ou aquela razão. Não é preciso, porém, jogá-los fora a menos que, naturalmente, sejam inseguros ou não aconselháveis. Mas, pode decidir ser mais seletivo no futuro. A segurança deveria certamente constituir um fator. Brinquedos mal construídos podem quebrar-se facilmente e causar danos. Devem ser todos examinados para ver se têm beiradas cortantes, ferrugem, tinta descascada e muitas outras características que poderiam ser perigosas, especialmente para os bem jovens.

Em adição, alguns brinquedos talvez sejam bastante seguros mas ainda assim não seria aconselhável que as crianças os possuíssem. Só porque certos brinquedos são vendidos numa loja ou talvez sejam populares no presente entre a maioria, isto não deverá influenciar indevidamente os que seguem os princípios piedosos. Os brinquedos que treinam metodicamente uma criança a ser violenta e simulam o “matar” não se harmonizam com a ordem cristã de ‘ter intenso amor uns pelos outros’ e de buscar a paz e empenhar-se por ela’. Assim, os princípios, além da segurança e da popularidade, governam a escolha de brinquedos da parte dos pais cristãos.

Portanto, ao decidir escolher brinquedos mais sabiamente no futuro, talvez deseje pensar mais sobre aquilo que cada brinquedo ajudará seu filho a realizar: Despertará sua curiosidade e imaginação? Melhorará sua coordenação? Estimulará sua habilidade criativa? E, o mais importante de tudo, fará que pense? Deveras, os brinquedos constituem ajuda valiosa no crescimento mental e físico da criança, e o leitor, como pai ou mãe, pode usá-los como instrumentos para orientar esse crescimento.

in Despertai de 8/7/1971 pp. 21-25

Provérbio da semana ( 17:7 )

Para quem é insensato não é apropriado o lábio de retidão. Quanto menos para o nobre o lábio de falsidade!

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.