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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pink Floyd - Wish You Were Here - Live (Pulse)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 10 )

Não sejam cruéis, sejam amigos!

Poderá viver com menos


“COMO poderemos viver assim?” Essa é a preocupação de muitos ao verem minguar o poder aquisitivo de seu ( dinheiro ). É também a preocupação de muitos que encaram problemas de emprego devidos às depressões econômicas que ocorrem em várias partes do mundo. Alguns tiveram de se contentar com empregos de menores vencimentos. Outros sofrem períodos temporários de desemprego. No caso de outros, sua semana de trabalho foi reduzida. Muitos outros estão completamente desempregados.

Em resultado, cada vez mais pessoas têm de viver com menos. A maior ajuda nesse respeito bem que poderia ser a obtenção da atitude mental correta para com suas circunstâncias mudadas. O conselho bíblico é muitíssimo apropriado: ‘É meio de grande ganho, esta devoção piedosa junto com contentamento. Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim tendo alimento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.’ — 1 Tim. 6:6-8.

Útil também em viver com menos é não ficar indevidamente preocupado com o que seus vizinhos pensam. É verdade que os vizinhos talvez notem que está adotando um modo de vida mais modesto, mas o quanto mais cedo se livrar desta forma de escravidão (preocupar-se com o que os vizinhos pensam) tanto melhor para o leitor. Os vizinhos terão opiniões, mas não o ajudarão a pagar as suas contas. Livrar-se desse temor também o ajudará a conformar-se mais prontamente com o passar com menos.

Outra grande ajuda é aprender a ser cada vez mais prático. A vaidade e o sentimentalismo não raro influenciam as pessoas a agir contrário ao seu melhor critério. Mas, quando precisa passar com menos não pode dar-se ao luxo de permitir que superfluidades tais como o sentimentalismo ou a vaidade o tornem imprudente. Nem pode deixar que o impulso ou os caprichos ditem as suas compras. Aprenda a negociar de modo prático ao gastar o seu dinheiro.

Há a Questão do Alimento

Visto que, no caso da maioria das pessoas de rendas modestas, o item de per si mais custoso é o alimento, bem que poderia valer a pena aprenderem a viver com menos neste respeito. Tenha presente que comemos para viver; não devemos viver para comer.

Os nutricionistas em geral concordam que a maioria das pessoas nas terras ocidentais comem demais. A moderação no comer certamente influenciaria a economia da família. É também boa economia comer todas as sobras ao invés de jogá-las fora. Outra ajuda é acostumar-se a alimentos simples. Estes o ajudarão a não comer em excesso, custarão menos e lhe são melhores. Por exemplo, batatas assadas se acham entre os melhores alimentos que pode comer e superam as batatinhas fritas em todos estes três pontos — terá menos probabilidade de comer demais, são mais saudáveis e são também mais econômicas.

Há também a sabedoria de contentar-se com alimentos quando estão na época ou quando seus preços estão especialmente baixos. Assim, as bananas as vezes são vendidas a uma fração de seu custo regular. No início da época, os aspargos custam duas ou três vezes mais do que mais tarde. Por que não esperar até que os preços baixem?

Dois itens custosos são a manteiga e a carne. Segundo certas autoridades, a margarina feita inteiramente de gorduras não-saturadas, tais como óleo de milho, lhe é muito melhor do que a manteiga, e custa bem menos. E a carne? Poderá beneficiar tanto a sua saúde como sua carteira por deixar que os lacticínios, ovos, legumes e peixe substituam, pelo menos em parte, a carne em sua mesa. O leite nas grandes cidades continua a subir de preço. Por que não aprende a usar leite em pó? Isto pode resultar numa economia considerável.

Quanto aos amidos e açúcares — eis aí também outro caso em que pode beneficiar sua condição financeira e física. Faça uso freqüente de arroz integral, cevada (em sopas) e a antiquada aveia em flocos. E precisa realmente ter sobremesas todo dia? Reduzi-las pode ser bom para seu bolso e muitas vezes também para sua saúde e sua aparência!

Economia em Roupas

Há também a questão de economizar nas roupas. Não é econômico tentar manter-se estritamente em dia com a moda. O propósito dos ditadores da moda é fazer com que as pessoas estejam sempre comprando roupas. Uma regra consagrada pelo tempo é: “Não seja o primeiro a adotar algo novo nem o último a deixar algo velho.”

Nesse caso novamente a atitude mental da pessoa terá muito que ver com quão bem a pessoa viverá com menos.
Pode-se reduzir o custo da roupa se a dona de casa souber, ou aprender a, fazer suas próprias roupas bem como as de seus filhos, e se treinar suas filhas a adquirir as mesmas perícias. Algumas esposas até mesmo confeccionam os ternos de seus maridos!

Outros Modos de Reduzir as Despesas

Uma das grandes ajudas em viver com menos é manter um registro de suas despesas. Amiúde é o gasto descuidado de muitas pequenas somas que prejudicam seus esforços de viver dentro de suas rendas reduzidas. Talvez se mostre um verdadeiro desafio, mas se o leitor ou sua família realmente tentar registrar todas as compras durante um mês, bem que poderá resultar tanto revelador como muito útil em reduzir as desposas desnecessárias.

Como assim? No sentido de que isto lhe dará uma idéia de exatamente para onde vai seu dinheiro e exatamente onde se poderia fazer melhores economias. Talvez gostaria de comparar seu orçamento com o relatado pela agência governamental dos EUA com respeito às pessoas de rendas baixas, a saber, 35 por cento para alimento, 25 por cento para moradia, 15 por cento para roupa e os 25 por cento remanescentes para transporte, saúde, recreação, caridade e religião.

A mobília é ainda outro campo em que pode viver com menos. Tome cuidado de manter o que tem em bom estado e em boa aparência. Por exemplo, pode cobrir os arranhões de vários modos, tais como esfregá-los com massa de noz. E quando precisar de mobília, a mobília usada amiúde servirá exatamente tão bem ou até melhor do que algo novo. Podem-se achar às vezes pechinchas em colunas classificadas do jornal.

Outro modo de economizar é estar atento às suas contas telefônicas. Especialmente os adolescentes gostam de fazer muitas ligações por telefone. Tudo isso se avoluma depressa!
Passar sem certas coisas até que possa pagá-las a dinheiro é ainda outro modo importante de economizar. Isto não só economiza os juros mas pode conseguir-lhe uma redução de preço por que paga a dinheiro ao invés de pedir crédito.

Os cartões de crédito e as contas a debitar podem ser uma verdadeira ameaça para sua economia. É fato bem conhecido que as pessoas gastam mais por meio de tais facilidades do que quando pagam a dinheiro. Quando quer o marido quer a esposa tenha a tendência de fazer compras impulsivas ou sentimentais, é bom, antes de sair para comprar, elaborar uma lista bem pensada, e não levar mais dinheiro do que realmente precisa. Em alguns lares, o marido e a esposa talvez até decidam fazer compras juntos, visto que duas cabeças são melhores do que uma ao fazer compras.

Há também a questão de usar de bom senso ao começar a se sentir mal. Muitas vezes, apenas descansar mais e reduzir a comida resolverá a situação. Mas, a pessoa que corre para o médico a cada pequeno mal-estar enfraquece tanto seu corpo como sua carteira.

Há ainda outros modos de viver com menos? Sim, no que tange ao divertimento e às férias. Há muitos tipos de divertimento, distração ou recreação que custam comparativamente pouco, se custar alguma coisa, tais como uma visita ao parque, ao zoológico ou ao museu. Em tempos passados, as famílias costumavam usufruir as noitinhas juntas, jogando jogos, cantando canções, tocando instrumentos musicais. Quão muito melhor é ser participantes em recreação sadia do que meros espectadores!

O equacionamento deste problema da economia não precisa ser considerado com tristeza ou austeridade. Antes, encare-o com senso de humor. Considere-o como um jogo, um desafio que é recompensador em mais de um sentido. A redução dos gastos frívolos, banais e não essenciais que depauperam sua carteira de dinheiro o deixará com mais para gastar em coisas essenciais, as que trarão verdadeiros benefícios à sua família.

in Despertai de 8/9/1971 pp. 8-10

Provérbio da semana ( 17:18 )

O homem falto de coração dá apertos de mão, prestando plena fiança diante do seu companheiro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 9 )

Ahhhh, e o relógio que não pára!!!!
Ou então não anda, depende da perspectiva... ou da ocasião...

Violinos de alta classe


AMATI, Stradivarius, Guarneri — estes são nomes de magistrais fabricantes de violinos do passado. Seus trabalhos ainda nos falam em tons tão excelentes que permanecem por muitas décadas como o critério para os violinos de alta classe.

Tentativas têm sido feitas de copiar seus instrumentos. Alguns tiveram êxito no que tange à aparência, mas, quando tocados, ora, suas “vozes” os expõem.

Contudo, há atualmente alguns fabricantes de violino de talento excepcional que perseguem sua arte com fervor e orgulho de um Amati, Stradivarius ou Guarneri. Venha comigo visitar um deles na Colúmbia Britânica, Canadá, e encontrará um artista que deveras faz violinos de alta classe.

Antes de irmos, compreendamos que este é um fabricante de violinos que cria seu próprio instrumento distintivo, e não um que simplesmente copia outros padrões ou modelos.

Uma coisa talvez o assombre ao olhar a modesta cabana que usa como oficina: Há apenas dois violinos em diferentes estágios de produção. Ao descrevê-los para nós, pode ver que cada um que faz fica imbuído da personalidade dum artista para quem a exatidão, a perfeição e a beleza são supremas.

Que Tipo de Violino?

“Terminei recentemente um para um professor universitário”, conta-nos ele. “Como vêem, faço violinos a pedido, para uso especial dos fregueses, visto que o violino é feito tendo-se presente seu uso tencionado. Farei um especialmente para música de câmara, ou talvez para solos ou concertos, ou, então, para orquestra — seja lá para o que for que o músico o use.”

Os violinos feitos para música de câmara são construídos de modo que possuam sonoridade branda e suave. Os violinos de orquestra, por outro lado, são construídos de modo a ter sonoridade cristalina e forte, uma sonoridade mais alta que o som suave da música de câmara. Os violinos para concerto ou solos precisam de som robusto, que nosso fabricante de violinos descreve como sendo ‘mais opaco’ do que os violinos de orquestra, e não tão estridentes.

E como se obtém a qualidade do som desejada? Ele traz à nossa atenção a curvatura do tampo do violino que fabrica. Explica que uma curvatura maior permite maior volume de ar na caixa do violino e isto produz sons mais suaves e românticos, ao passo que a curvatura mais rasa produz vibrações que dão sons mais limpos e mais fortes, tais como os produzidos por um violino de orquestra.

Os Materiais

Notou o suprimento de madeira usada para a fabricação de violinos? Acha-se empilhada em ordem naquele canto. Observe que está disposta de tal modo que o ar atinja cada pedaço, e que se acha num lugar seco, protegido da umidade. Leva cerca de seis anos para que a madeira se seque naturalmente. Assim, parte dela já está ali há bom tempo.

Ao examinarmos o tipo de madeira usada, aprendemos que as costilhas, o fundo, o cavalete, o braço e a voluta do violino são feitos de ácer. Mas, o tampo, a alma e a barra harmônica são feitos de espruce.

Seu suprimento de ácer provém da Europa, onde cresceu em florestas nas montanhas, a cerca de 450 metros acima do nível do mar, em solo de pedra calcária. Isto significa que a madeira possui veios mais finos por causa do crescimento mais lento. Foi cortada no inverno, quando o movimento da seiva estava reduzido ao mínimo. O melhor ácer que ele já viu provinha dos Balcãs. O espruce vem da costa ocidental do Canadá e é de excelente qualidade.

Até mesmo o verniz é importante para se criar um violino de alta classe. Nosso anfitrião nos diz que ele ainda fabrica seu próprio verniz, fabricando o verniz para adaptar-se ao tipo determinado de violino desejado. Usa mastique, resina de junípero, goma-laca, massa fabricada pelas abelhas, outras resinas, álcool e corantes. Crê que o verniz deve ser aplicado em camadas finas e deve secar-se rápido. Pode sentir o cheiro?

Naturalmente, não podemos esperar ver um violino ser fabricado diante dos nossos olhos nesta única visita. Com efeito, nosso anfitrião nos diz que usualmente faz apenas três violinos por ano. Não é muito em quantidade, mas a qualidade é bem alta.

Escrupulosa Construção

Examine o fundo do violino que ele nos mostra. Este fundo talvez pareça áspero agora mesmo, mas, então, ele só começou a moldá-lo. Note que se divide em quadrículos, todos claramente marcados a lápis. Se os contar, notará que são quase duzentos. Isto o ajuda a graduar com exatidão a grossura da madeira, ao moldar o fundo do violino.

Primeiro, usando uma goiva, e daí diminuta plaina, e por fim uma raspadeira (não usa lixa para madeira), e começando pelas extremidades, o fundo é modelado à grossura desejada. Depois de trabalhar no lado de fora do fundo, ele então trabalhará no lado de dentro da peça. O produto acabado terá dois milímetros de grossura nas pontas, até seis milímetros num ponto do meio da caixa acústica, que dista 195 milímetros do alto do fundo do violino. Este ponto é conhecido como centro de vibrações. Um micrômetro é usado para medir a grossura de cada quadrículo, à medida que o serviço gradualmente se move em direção ao centro de vibrações. Não o fascina tal atenção aos pormenores e à precisão?

Quando ele explica como é ajustado o tampo, esperávamos algo similar no sentido da fabricação do fundo do violino. Mas, note o cuidado especial que tem de ser dado à curvatura do tampo. Gradua-se em grossura, das extremidades para o centro, um terço do tampo, sendo mais grosso no lugar em que se monta o cavalete.

Harmonia Acústica

Logo chegamos a compreender ainda mais que, além da questão de fidelidade em construir e em ajustar as partes componentes, cada passo na construção dum violino está repleto de significado acústico. O tampo certamente ilustra isto. Quando terminado por dentro e por fora, e se bate de leve no tampo, este deve fornecer uma vibração de Fa#. Mas, depois de feita as aberturas ss, sua vibração é mudada para Do#. A adição da barra harmônica altera de novo o som. A barra harmônica é uma peça de espruce colada dentro do tampo do violino, na extremidade superior da abertura s esquerda, e se estende sob a corda de sol. Serve para produzir uma sonoridade mais forte na corda de sol, bem coma para apoiar o pé esquerdo do cavalete. Uma vez instalada no tampo, a sonoridade é de novo alterada, e desta vez para Mi.

As aberturas ss do tampo, que permitem que o som escape, têm de ser cortadas com o máximo cuidado e exatamente do tamanho certo. Se forem pequenas demais, os sons ficam abafados dentro da caixa. Se cortadas grandes demais, produz-se um som fino demais e estridente.

Até mesmo o desenho do cavalete pode quebrar o som distintivo e harmonioso da violino. Nosso anfitrião nos conta uma experiência com um músico para quem fez um violino e que decidiu que queria um desenho diferente do cavalete do instrumento. Ao invés de devolvê-lo ao fabricante, o músico o levou a uma loja de consertos numa grande cidade. Imediatamente, o violino perdeu a sonoridade especial que o tornara um violino de alta classe. Esta sonoridade foi restaurada apenas quando o cavalete estranho foi substituído por um que permitia a sua completa harmonia acústica com cada um dos outros componentes do instrumento. “Como vêem’, sublinha ele, “toda parte é acusticamente importante”.

Verificando as Vibrações

Quando se termina por fim o violino e as cordas são colocadas, as vibrações precisam ser verificadas. Nosso anfitrião demonstra como isto é feito. Inicialmente explica que há doze diferentes vibrações tonais no tampo do violino e doze no fundo. Todas estas têm de trabalhar juntas em harmonia. Por exemplo, dentro da extremidade da abertura s esquerda, junto à barra harmônica, a vibração deve corresponder a nota La. Logo dentro da curvatura na ponta da abertura s esquerda, o som deve corresponder à nota Sol, um tom abaixo de La. O violino é construído a cada passo do caminho com tal harmonia acústica em mente. Deveras, o violino tem sido aptamente descrito como sinfonia de harmonias.

Depois de explicar isto, nosso anfitrião busca uma caixa de pequeninos tubos de vidro. Esfrega seu polegar e indicador em um pouco de alúmen em pó e, depois de colocar a ponta de um dos tubos num ponto de prova de violino, bate de leve no tubo de cima para baixo. À medida que seu indicador e polegar o acariciam, produz-se um som como se o violino estivesse sendo tocado. Pequenino brilho de satisfação aparece em seu rosto, à medida que o ouvido sensível dum artista reconhece o som de pura fidelidade. Com este método, pode verificar a vibração que ele visa atingir em qualquer lugar apropriado na construção do violino. Sim, deveras, trata-se duma sinfonia de harmonias.

‘Harmonia das Quintas’

Está curioso de saber qual é a falha mais comum ocorrida com os violinos de fabricação incorreta? Vamos perguntar a ele.

“Tenho verificado que a falta de ‘harmonia das quintas’ ou de ‘quintas justas ou perfeitas’ é a mais comum”, responde.

“Que é isso?”

“‘Harmonia das quintas’ significa que a primeira e a quinta notas de qualquer acorde se harmonizam. Se não houver harmonia das quintas, ou quintas perfeitas, o violinista terá dificuldades de tocar, e tem de ajustar os dedos em cada corda separada para compensar isto. Tenha presente, também, que as quatro cordas dum violino são afinadas em quintas.

“Para evitar tal falha, tem-se de exercer grande cuidado ao se ligar o braço do violino à caixa acústica ou corpo do violino, e o diapasão (espelho) de ébano ao braço. O braço tem de estar perfeitamente assentado com a linha central tanto do tampo como do fundo do violino. Deve ser colocado em tal inclinação que a pestana do espelho, em sua parte mais elevada, seja vinte e cinco milímetros mais baixa do que a parte mais alta do tampo do violino. De outra forma, não haverá ‘harmonia das quintas’.”

Terei de pensar mais sobre isso. E o que dizer do leitor? Mas, já é hora de ir embora. Ao partirmos, agradecemos ao fabricante de violinos o tempo e a hospitalidade que nos dispensou. Talvez ainda não saibamos como fabricar um violino, mas nosso conhecimento aumentou grandemente. Estamos convictos de que é preciso mesmo ser um artista para produzir um violino de alta classe; ele precisa ser muito entendido e conhecer bem como é que cada golpe de goiva, cada carinho da plaina, cada toque da raspadeira, cada componente do violino influirá no som final do instrumento.

Não se pode deixar de ficar impressionado com as leis acústicas originadas pelo Grande Criador, leis descobertas pelo homem, e encerradas numa caixa pelo homem de perícia e arte. O resultado é um violino de alta classe.

in Despertai de 22/8/1971 pp. 20-23

Provérbio da semana ( 17:17 )

O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 8 )

Tanto saltinho, tanta alegria!

Delinquentes do mundo das aves



O ESTORNINHO europeu, com sua plumagem lustrosa e furta-cor, escura, é uma ave irrefreável. Sempre fica fazendo barulho, de muitas espécies. Na verdade, alça vôo ao menor alarme, mas logo volta afobada de novo, empertigada e lampeira para mostrar que não está preocupada!
Muitas pessoas não gostam destas aves pugnazes, e não deixam de ter suas razões. Têm por hábito descer em revoadas quando as aves domésticas estão sendo alimentadas, roubando grande parte da comida. Alguns afirmam que não conseguem dormir com seus trinados estridentes à noite. Os estorninhos também podem causar bastantes danos às culturas.

Cerca de dois milhões deles voavam à noite para pousar uma plantação de larício de quatro hectares em Kinver, Inglaterra. Antes de serem dispersados, mataram 30.000 larícios de quinze anos.

Frutinhas silvestres, frutas, milho e outras culturas sofrem as matanças causadas pelos estorninhos. Lamentou certo fazendeiro: “Manter um milhão de aves afastadas dum campo é como tentar impedir que chova. Gastei ( muito dinheiro ) em fuzis e munição este ano e tudo que consegui fazer foi expulsar as aves para os campos dos meus vizinhos.”

Os estorninhos apreciam a vida citadina, aparentemente usufruindo o calor dos grandes edifícios. Assim, em alguns locais, mudam de manhã cedo de enormes poleiros comunitários no coração da cidade para as vizinhas áreas campestres. Ali se alimentam, mas, à noite, retornam para dormir em seus dormitórios citadinos.

Em Washington, D. C., mais de 10.000 aves costumam recolher-se num único quarteirão, segundo se sabe, sujando tanto os edifícios como as pessoas. Lá por volta de 1929, as autoridades no dia da posse do Presidente Hoover estavam preocupadas com os estorninhos ao longo da via do desfile. Para a posse do Presidente Kennedy, em 1961, a comissão da posse mandou aspergir nas árvores ao longo do desfile uma substância supostamente muito desagradável para os estorninhos.

É interessante que, em 1890, não havia nem sequer um estorninho nos EUA. Naquele ano, um rico nova-iorquino resolveu apresentar aos estadunidenses todo pássaro mencionado nas peças de Shakespeare, e, assim, soltou sessenta estorninhos vindos da Inglaterra no Parque Central. Agora há centenas de milhões, os estorninhos havendo emigrado de uma costa para a outra. O primeiro em Vancouver foi visto em 1946. Por volta dos fins da década de 1950, invadiam os parques de azevinho do Oregon aos milhares.

Para proteger as culturas e os edifícios citadinos destas invasões, têm sido feito esforços de todos os tipos para dispersar os estorninhos, quase todos sem êxito. As autoridades já tentaram os fogos de artifício, cobras de borracha, balões cheios de gás, fios eletrificados, sacos cheios de substâncias químicas mal-cheirosas, matracas, castanholas de madeira, címbalos que se chocam, sons supersônicos, raios ultravioletas, holofotes, tranqüilizantes, e muitos outros.

Em Melbourne, Austrália, o Conselho Municipal instalou formidável coruja de espantalho com olhos reluzentes, na fachada ornamental da Prefeitura, um poleiro favorito. Com que efeito? Os estorninhos simplesmente se empoleiraram nela!

Embora os estorninhos sejam delinqüentes, as autoridades hesitam em recomendar que se tente exterminá-los. Pois os estorninhos comem grande número de insetos, tais como o besouro japonês. Calcula-se que seu valor em controlar pragas ultrapassa de muito o transtorno que causam.

Ademais, milhões de pessoas gostam dos estorninhos. Os citadinos, em especial, derivam prazer em ver seus vôos rápidos e espetaculares, ao fazerem revoluções e manobras como se fossem só uma ave. Também, muitos ouvem com admiração seus numerosos e variados barulhos e trinados.

Os estorninhos dispõem verdadeiramente, de surpreendente talento para a mímica. Diz-se que podem imitar quarenta e quatro aves! Mas, além disso, podem imitar o latido dum cachorro e o miado dum gato. Ensinou-se-lhes a falar e a trinar melodias. Alguns apanham estorninhos e os mantém como aves de estimação, assim como outros têm papagaios ou periquitos. Podem fornecer fascinante diversão!

Embora, em certos lugares, os estorninhos possam ser considerados delinqüentes, possuem realmente suas características compensadoras. Os estorninhos são deveras aves surpreendentes.

in Despertai de 22/8/1971 p. 19

Provérbio da semana ( 17:16 )

Por que é que na mão do estúpido há o preço para adquirir sabedoria, sendo que ele não tem coração?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 7 )

Dedicado a todas as Lucilias deste Mundo... LOL

Esquemas para a vida eterna


NO VIGOR da mocidade, seu corpo contém mais de um trilhão de diminutas células vivas. Alguns cientistas crêem que tais células detêm as instruções que poderiam ser desvendadas para a vida eterna. A razão de tal crença é o surpreendente esquema que as células têm para a reprodução e a recuperação.

Todos os muitos tipos de células em seu corpo surgiram de uma única célula que o representou por ocasião de sua concepção. O núcleo de tal célula continha o esquema para dirigir seu desenvolvimento. À medida que cada célula em seu corpo foi produzida, recebeu uma cópia exata do esquema. Este esquema é chamado de ácido desoxiribonucleico, geralmente mencionado como DNA.

O Surpreendente DNA

O gene é o portador da hereditariedade. Há dezenas de milhares de genes em cada célula. A parte chave de cada gene é o composto chamado DNA. Sendo uma molécula espiralada, semelhante a um fio, o DNA pode ser assemelhado a uma escada de corda torcida.

Os dois lados da escada são feitos de fosfato e um tipo de açúcar chamado desoxiribose. Estes dois lados são unidos pelos “degraus” que se compõem de milhões de pares de bases químicas.

O número dos degraus, ou bases, atinge os milhões. Todavia, há apenas dois tipos. Os dois tipos são (1) adenina, emparelhada com tiamina, e (2) citosina, emparelhada com guanina. A seqüência em que tais pares estão dispostos, unindo os dois lados da escada espiral, constitui o código genético ou esquema para a vida.

Construindo a Partir do Esquema

Da concepção em diante, o esquema lança instruções para a duplicação e a construção. Adicionam-se células até que o bebê seja formado. Depois de o bebê nascer, a multiplicação celular continua até que fique completo o crescimento para o ser adulto. Daí, continua a uma taxa mais lenta, para substituir as células que morreram.

O DNA se duplica num modo extraordinário. Isto começa quando os dois lados interligados da escada começam a separar-se, ou “desgrudar-se” um do outro. Cada lado tem a metade de cada um dos milhões de pares de bases ligada a ele.

Como “partes sobressalentes”, adicional adenina, tiamina, guanina a citosina, que são fabricadas no núcleo da célula, são atraídas a ambos os lados separados da escada. A metade de cada par de toda base química deixada de cada lado apanha uma base apropriada de acasalamento (e nenhuma outra) até que dois novos conjuntos de lados interligados tenham sido construídos, fazendo com que haja duas escadas torcidas. Estes dois novos conjuntos são reproduções exatas do seu genitor. Tornam-se elementos-chaves em cada núcleo das duas células que substituem a célula original genitora.

O entendimento deste processo, por parte do homem, está muito aquém de completo. Por exemplo, sabe-se que cada célula em seu corpo contém o mesmo esquema. Todavia, nem todas as células são idênticas. Antes, há surpreendente variedade de células. Há células de tecido ósseo, nervoso, pulmonar, muscular e sangüíneo, para mencionar apenas algumas. Como pode um esquema ser lido de modos tão diferentes? Por que nem todas as células são idênticas à célula original? Tais perguntas continuam a deixar perplexos os cientistas.

Ademais, as células não ocorrem em grupos sem formas. São organizadas em estruturas que têm funções distintas. Algumas constituem seu esqueleto, outras o sistema nervoso, ainda outras os olhos, os ouvidos, o coração, os pulmões, o estômago e a pele.

É claro que o DNA é um surpreendente esquema para o construção do corpo. Torna possível o nascimento de novas células, tanto para o crescimento como para a substituição das que morrem. Suas qualidades são tais que certo repórter foi movido a escrever: “A idéia da [vida eterna] não é de jeito nenhum ridícula”.

O Processo de Envelhecimento

A reprodução celular deveria, teoricamente, manter o corpo vivo para sempre. Até as células do cérebro, que se diz incapazes de se substituírem depois da infância, renovam-se segundo alguns agora pensam, quase que diariamente por um processo descrito como “crescimento rápido perpétuo?”. Certa autoridade na questão de células cerebrais, Paul A. Weiss, sugere que ao passo que elas talvez não se dividam no adulto, estão constantemente fabricando “partes sobressalentes” e assim continuam a renovar-se.

Assim, o corpo pode fabricar as células e outras substâncias necessárias para o contínuo rejuvenescimento de si mesmo. Todavia, a carne firme, a carne macia, as juntas flexíveis e os órgãos saudáveis dos jovens inevitavelmente cedem seu lugar à carne flácida, à pele rija, a juntas duras e a órgãos em decadência da idade avançada. Por quê?

A perda de peso e a capacidade declinante do corpo à medida que envelhece são atribuídas à morte progressiva das células. À medida que o tempo passa, o corpo não consegue substituir todas as células que morrem, como o faz na idade mais jovem. Mas, por que não? Os biólogos celulares simplesmente não sabem.

Alguns sugerem que o esquema do DNA nas células é como um computador que tem um “programa” para a vida, mas que, por fim, tal programa se esgota. Outros cientistas especulam que a repetida duplicação das células entope o DNA com “erros de cópia”. Assemelham isto à regravação contínua de uma linda melodia, que por fim a torna um barulho irreconhecível. Alguns acham que a célula envenena-se com a idade. Outros afirmam que o corpo se esquece do que deve fazer e comete suicídio por rejeitar suas próprias células, como o faria com um órgão transplantado.

Experiências não Fornecem Resposta

Esta atordoadora série de teorias não raro resulta de muitas experiências feitas com respeito ao envelhecimento. Algumas das mais famosas foram executadas por Alexis Carrel. Carrel supostamente conseguiu manter vivas as células de um embrião de pinto, em culturas, por mais de trinta anos.

Não obstante, Leonard Hayflick, escrevendo em Scientific American, mostra que tais experiências foram feitas de modo incorreto. Os nutrientes de Carrel evidentemente continham células vivas de pintos que substituíram sua colônia original de células ao invés de mantê-la. Tais culturas invariavelmente morrem quando se exerce cuidado de manter as células vivas afastadas do alimento fornecido a elas. Em qualquer caso, tais experiências não forneceram nenhuma resposta à pergunta quanto a por que o homem envelhece e morre.

Em algumas experiências, descobriu-se que as substâncias nas células dos animais idosos impedia a fabricação de proteína. Mas, as células dos animais jovens não contêm tais substâncias. Visto que a fabricação de proteína é essencial à vida, achou-se que esta descoberta poderia ser a chave para a causa do envelhecimento. Mas, é mesmo? Por que acontece isso? O que pode ser feito a respeito disso? Tais perguntas não encontram respostas seguras.

Em outras experiências, a pele de camundongo foi mantida viva por duas vezes mais tempo que o camundongo normalmente vive. Como? Pelo transplante da pele de um camundongo vivo para outro. Isto parecia mostrar que as células individuais na pele do camundongo possuíam a habilidade de viver por mais tempo do que o camundongo do qual vieram. Mas, resolve isto o problema de envelhecimento? Não; tudo que isso mostra é que as células talvez possuam um vida potencialmente mais longa. Todavia, para fim morrem. E tais experiências foram conseguidas artificialmente, não representando a vida como ela realmente é.

Deve-se ter presente que as células não vivem num recipiente de vidro. Elas vivem EM SUA PESSOA. Seu corpo, com todos os seus sistemas complexos, interativos e auto-reguladores está longe de ser um recipiente estéril. Por esta razão, as experiências em recipientes de cultura que parecem demonstrar esta ou aquela possibilidade não são tão significativas quanto talvez pareçam. Nem o são as experiências com animais. Deus criou o homem distinto e separado do reino animal. Assim, os resultados das experiências com animais não se aplicam necessariamente aos homens.

Permanece o fato de que nenhuma de tais teorias ou experiências chegou a constatar a verdadeira resposta para o problema. Quer seja “erro de cópia” no DNA, quer envenenamento celular quer alguma outra causa, ainda envelhecemos e morremos. Não importa a teoria ou a experiência, as pessoas ainda vivem apenas a média bíblica de setenta ou oitenta anos. Nada que a ciência ou a medicina tenha feito altera esta verdade básica.

Seja qual for a razão, o surpreendente esquema DNA não está agora programado para suster as células em perfeito e equilíbrio. Na velhice, as que se desgastam e morrem não estão sendo sempre substituídas por novas, por meio da divisão celular. Assim, seguem-se a degeneração e a morte.

in Despertai de 22/8/1971 pp. 12-14

Provérbio da semana ( 17:14 )

O princípio da contenda é como alguém deixando sair águas; portanto, retira-te antes de estourar a altercação.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Saibam como é viver com hemofilia

O testemunho eficaz e importante de uma amiga minha.

Raridades e Recordações ( 6 )

Beethoven às voltas no caixão!

Como os camelos vencem o calor




O professor de fisiologia Knut Schmidt-Nielsen realizou um estudo dos camelos no Deserto do Saara. Suas descobertas revelam como o camelo, projetado maravilhosamente pelo Criador, pode suportar o extremo calor de seu ambiente.
“No calor ardente do deserto um objeto inanimado tal como uma rocha pode atingir uma temperatura de mais de 65 graus C. Um camelo em tal ambiente, como o homem, mantém uma temperatura tolerável do corpo por suar. Mas, enquanto a temperatura do homem permanece praticamente constante à medida que o dia esquenta, a temperatura do camelo aumenta devagar para cerca de 40,6 graus. Ao aumentar a temperatura do camelo, o animal sua muito pouco; só quando sua temperatura atinge 40,6 graus é que sua profusamente. A elevada temperatura do camelo também diminui sua absorção de calor, o que naturalmente depende da diferença entre a temperatura de seu corpo e a do ambiente.

“O camelo abaixa a carga de calor em seu corpo ainda mais por deixar que sua temperatura caia abaixo do normal durante a noite fria do deserto. Ao amanhecer, sua temperatura talvez tenha baixado até a 33,9 graus. Assim, passará uma boa parte do dia até que o corpo do animal se aqueça a 40,6 graus e tenha de começar a suar. Um resultado de sua flexível temperatura corporal, o camelo sua pouco, exceto durante as horas mais quentes do dia, sendo que um homem no mesmo ambiente perspira quase que do nascer do sol ao pôr-do-sol. . . .

“O camelo emprega isolação de pelo de camelo para baixar sua carga de calor ainda mais. Mesmo durante o verão, quando o camelo perde grande parte de sua lã, ele retém uma camada de vários centímetros de grossura em suas costas onde o sol incide. Quando tosquiamos a lã de um de nossos camelos, verificamos que o animal tosquiado produzia 60 por cento mais suor do que um não-tosquiado. . . .

“A corcova do camelo também ajuda indiretamente a diminuir a carga de calor no animal. Quase todos os mamíferos possuem uma reserva de alimento em forma de gordura, mas na maioria deles a gordura se acha distribuída de modo eqüitativamente uniforme pelo corpo, pouco abaixo da pele. Por ter sua gordura concentrada em um só lugar, falta ao camelo a isolação entre seu corpo e sua pele, onde ocorre o esfriamento evaporativo. A ausência de isolação facilita o fluxo de calor para fora, assim como a lã isoladora diminui o fluxo de calor para dentro.”

in Despertai de 22/8/1971 p. 6

Provérbio da semana ( 17:13 )

Quanto a alguém que paga de volta o mal pelo bem, não se afastará da sua casa o mal.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O ataque dos zombies

Não sei é o local onde se estão a concentrar, mas é bom que tenham medo, muitoooooo medooooooo!!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Raridades e Recordações ( 5 )

Música nacional e divertida. Um clássico!

O vale da Morte — corresponde mesmo ao seu nome?



O NOME Vale da Morte é conhecido em todo o mundo. Mas, muitos sabem bem pouco sobre o lugar em si. É realmente um vale da morte? Onde se acha localizado? Por que é tão famoso?
O Vale da Morte se acha nos Estados Unidos, na parte oriental da Califórnia, perto da divisa com Nevada, aproximadamente a uns 400 quilômetros ao nordeste de Los Angeles. É um vale que tem de quase dez a vinte e dois quilômetros de largura, e mais de 200 quilômetros de extensão. Em 1933, o vale e as montanhas nas cercanias, uma área de quase 7.700 quilômetros quadrados, foi estabelecida como monumento nacional, sendo chamado de Monumento Nacional do Vale da Morte.

O próprio vale é uma ampla área funda, sendo que 1.420 quilômetros quadrados da mesma se acham abaixo do nível do mar. Aqui, próximo de Badwater, acha-se o ponto mais baixo do hemisfério ocidental, a uns 85 metros abaixo do nível do mar. Mas, ironicamente, dista apenas uns 130 quilômetros do Monte Whitney, que, com 4.420 metros, é o ponto mais alto dos EUA, fora do Alasca.

No extremo ocidental do vale se acha o Pico do Telescópio, que ascende a 3.368 metros. De Badwater, há uma ascensão contínua até o pico. Este pico é deveras notável pela forma com que encima as cercanias. Que vista maravilhosa se obtém nele!

No passado distante, um grande lago ocupava o Vale da Morte. Daí, ao aumentar a aridez, o lago decresceu de tamanho e finalmente evaporou-se, com grandes concentrações de sal na água que ficaram depositadas. Isto deixou cerca de 500 quilômetros quadrados de depressões salgadas, que é a área mais baixa, mais quente e mais seca do vale.

O Clima e Seu Efeito Sobre a Vida

O sol abrasador produz temperaturas no vale que atingem novos recordes, tornando-o perigoso para os humanos. Em 10 de julho de 1913, registrou-se uma temperatura à sombra de 57.° centígrados, que era então a mais alta temperatura registrada no mundo. Mas, nove anos depois, um povoado da Líbia registrou 58.° C., obtendo o recorde de calor mundial.

As temperaturas do solo do Vale da Morte com freqüência atingem 85.° C. Certa mãe, como esposa do principal naturalista do parque do Vale da Morte, relatou que ela cozia ovos por enterrá-los dentro da caixa de areia de seu filho. E fazia chá por colocar os saquinhos de chá num jarro de água exposto ao sol.

O Vale da Morte também é um dos lugares mais secos da terra. A umidade cai a menos de um quarto de um por cento! Mas, o tempo é moderado no inverno, e, de novembro até maio, o clima se pode aproximar do ideal.

A precipitação pluviométrica atinge em média apenas 50 milímetros por ano. Breves chuviscos usualmente ocorrem na primavera e outono. São incomuns as chuvaradas constantes. Mas, quando ocorrem, a umidade traz à vida sementes que talvez estiveram latentes por muitos anos. As áreas do deserto se tornam então recobertas de ampla variedade de lindas flores — prímulas, papoulas, girassóis, e assim por diante. Vinte e duas plantas na região do vale, segundo se afirma, não podem ser encontradas em nenhuma outra parte da terra.

Apesar do calor e da aridez extremos, notável número de animais também vivem aqui. Cerca de vinte e seis espécies de mamíferos já foram registrados no solo do vale, inclusive o coiote, a raposa de pequeno porte e o rato-canguru. Há também muitas variedades de lagartos, cobras, aranhas e insetos. Mas, talvez, o mais notável é o fato de que a terra supostamente mantém 230 espécies de aves.

Creria que também os peixes vivem no Vale da Morte? Vivem mesmo! O diminuto ciprinodonte, que raramente ultrapassa cinco centímetros de comprimento, vive no raso “Salt Creek”, o único riacho que dura o ano todo no vale. Observou James E. Deacon, Professor de Biologia da Universidade de Nevada:

“Registramos temperaturas da água que variam de 44.°C. a 4.°, e o ciprinodonte não mostra nenhum efeito ruim. Pelo nosso trabalho de laboratório, sabemos que podem sobreviver a temperaturas até de pouco menos de 1.° C., e suspeitamos que este peixe possa tolerar água até cinco vezes mais salgada do que o mar.”

Com suas raridades vegetais e ictiológicas, suas altas montanhas, suas colinas nuas, seus amplos depósitos de sal, suas dunas de areia douradas, suas quentes temperaturas hibernais e outras características, o Monumento Nacional do Vale da Morte se tornou verdadeira atração turística. Mas, qual é o significado de seu nome — Vale da Morte?

Origem do Nome

Isto nos leva a 120 anos atrás. Em 1848, descobriu-se ouro em “Sutter’s Mill” perto de Sacramento, no nordeste da Califórnia. Dentro em pouco, caravanas de carroças, pessoas e suprimentos se dirigiam para lá, para ‘tirar a sorte grande’.

Uma localidade perto da Cidade do Lago Salgado, Utah, se tornou o ponto de onde se iniciava a longa e perigosa Jornada. Tinha-se de atravessar um amplo e seco deserto, que é agora o estado de Nevada, e, daí, havia as Montanhas da Serra Nevada a atravessar. Nevascas profundas tornavam tais montanhas intransitáveis durante grande parte do ano.

Por conseguinte, em fins de 1849, uma caravana de cerca de cem carroças partiu de Lago Salgado, procurando uma rota que contornasse a Serra Nevada para o sul. Devido a cálculos errados e a um mapa falho, as carroças foram parar no Vale da Morte. Era óbvio que os buscadores de ouro estavam perdidos. Houve dissensão entre eles, e separaram-se em pequenos grupos amedrontados, cada um procurando saídas através das muralhas montanhosas.

Um grupo de bom tamanho, cansado e desanimado depois de oitenta dias de viagem, acampou perto de um riacho sob o Pico do Telescópio. Dali, dois rapazes, Lewis Manly e John Rogers, partiram para conseguir ajuda e suprimentos. Não tinham idéia alguma da tortuosa prova de perseverança adiante deles. Depois de saírem do vale, foram arrastando-se a pé, cruzando o grande Deserto Mojave até a região costeira, uma jornada de 400 quilômetros!

Obtendo suprimentos, iniciaram a viagem de volta. Quão felizes ficaram todos com sua chegada, depois de terem sumido por vinte e seis dias! Abandonando as carroças, o grupo inteiro de magros homens, mulheres e crianças começaram a longa jornada para a segurança. Alegadamente, ao cruzarem a cadeia de montanhas Panamint, olharam para trás, para o grande vale branco pela última vez, e alguém disse: “Adeus, Vale da Morte.” O nome pegou.

Embora, graças a Manly e Rogers, este grupo sobreviveu, outros não foram tão felizes. De três a oito pessoas da caravana, segundo relatado, pereceram no vale. E, se a pessoa não tratar com respeito o extremo calor e aridez do Vale da Morte, poderá corresponder mesmo ao seu nome atualmente.

in Despertai de 8/8/1971 pp. 23-25

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.