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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cobras — amigas ou inimigas?


AQUI no Panamá encontramos ampla variedade de cobras. Ela mais de 125 tipos diferentes, mas destes apenas vinte e um são venenosos. E as variedades não-venenosas são muito mais populosas do que as venenosas. Vários missionários (...) tiveram encontros interessantes com elas. Um deles, que vive numa cidade do interior do país, relata:

“Certo dia encontramos a muda de pele de uma jibóia em nossa casa. Ficamos bastante perturbados. Quando mais tarde encontramos a dona da pele, ficamos ainda mais perturbados. Pois compreendemos que evidentemente havia estado na casa já por algum tempo, alimentando-se de insetos que habitam nosso telhado, sem mesmo nos deixar saber que estava por perto.”

Outro missionário conta: “Notei por diversas noites sucessivas que havia algo nas molas de minha cama. Podia sentir e ouvir movimentos brandos durante a noite, mas não podia ver nada. Visto que dormia sob um mosquiteiro, sentia-me bem seguro contra camundongos ou até ratos, mas imagine meu horror quando decidi investigar e descobri uma venenosa cobra-coral vivendo entre as molas!”

Sim, uma reação comum ao se encontrar uma cobra é a de terror. Reage assim? Tem justificativa para isso? São as cobras realmente inimigos perigosos dos humanos? Ou servem para fins úteis?

Estórias de Cobra

É bem óbvio que alguns tipos de cobras podem ser perigosos. A venenosíssima naja, por exemplo, segundo é relatado, é responsável por umas 10.000 mortes por ano só na Índia. Durante o acasalamento, a naja pode ser agressiva, e há estórias de terem perseguido humanos numa caçada de vida ou morte.

O pitão é outra cobra famosa, cuja própria menção já causa medo em certas pessoas. Pode ser tremenda em tamanho. Um pitão asiático chegou a medir dez metros de comprimento! O pitão mata por constringir ou espremer sua presa até sufocá-la. Mas, há poucos relatos autenticados de tais cobras atacaram e devorarem humanos. Em certo caso, porém, um rapazote de quatorze anos nas Índias Orientais foi pego e devorado por um pitão. Alguns dias depois, a grande cobra foi capturada e morta, recuperando-se o corpo do rapaz.

A maior cobra viva é a sucuri sul-americana, que também mata suas vítimas por esmagá-las. Tem havido estórias do Brasil, desde tempos remotos, sobre o grande tamanho e a grande força da sucuri. Há alguns anos, um fotógrafo no Brasil distribuiu um cartão postal de uma sucuri gigantesca, supostamente de 40 metros. E em 1948 uma reportagem jornalística falava de uma cobra de uns 48 metros de comprimento que foi morta por um destacamento do exército brasileiro. Têm as cobras realmente tal comprimento? As afirmações não foram comprovadas. Há relatos fidedignos, porém, de sucuris de onze metros, que são deveras grandes! A jibóia, que se encontra no Panamá, pode atingir um comprimento de quase cinco metros, estando logo abaixo da sucuri e do pitão em tamanho.

Grau de Perigo

Visto que estas grandes cobras geralmente preferem presas menores, o perigo para os humanos é mínimo. Assim, o maior perigo para o homem vem das cobras venenosas. Mas, só uma pequena percentagem das quase 3.000 espécies conhecidas de cobras do mundo é venenosa. Calcula-se que apenas cerca de oito de cada cem representam perigo para o homem.

Certo escritor observou recentemente que ‘a probabilidade de ser mordido por uma cobra no Panamá é quase a mesma de ser atingido por um raio’. Também comenta, porém, que ‘é melhor não brincar com cobras, visto que são os manipuladores de cobras que mais sofrem picadas de cobra’.

As cobras mais perigosas no Panamá são as venenosas caiçaca, sucuri e cobra-coral e, em grau menor, a urutu e outras do gênero Bothrops. Também, a serpente marinha do Pacífico, cujo veneno é considerado cinqüenta vezes mais venenoso do que qualquer cobra terrestre, pode ser perigosa para os banhistas ao longo da costa do Pacífico.

Mas, caso tentasse fazer isso, poderia uma cobra terrestre perseguidora apanhar um homem? Provavelmente não. A maior velocidade que a maioria das cobras podem atingir é apenas uns treze quilômetros por hora, mais vagaroso do que uma pessoa pode correr, e poucas cobras podem correr nessa velocidade. Uma notável exceção é a veloz naja hannah. Todavia, ao se locomover, mantém a cabeça suspensa do chão, mas tem de baixá-la horizontalmente para dar voltas. Assim, um homem, por ziguezaguear, pode fugir dela num local aberto. Há relatos de pessoas que escaparam deste tipo de naja por simplesmente fazer tais manobras!

A verdade é que as cobras em geral são bastante ariscas, e sairão do caminho de um homem, dada a oportunidade. Esta preferência de serem cautelosas se dá até mesmo com as variedades venenosas, inclusive a naja, na maioria dos casos. As cobras não ficam à espreita para atacar humanos. Portanto, se a pessoa for cuidadosa quando estiver no jardim ou perto de árvores ou arbustos, as probabilidades de ser picada são muito pequenas. É também bom em alguns lugares estar alerta em volta da garagem ou da casa, porque as cobras venenosas invadem estas áreas também.

Reputação Imerecida

Parece que, na maior parte, as cobras têm uma reputação imerecida. O herpetólogo (estudioso dos répteis) Sam Telford se acha entre os que crêem nisto. Afirma: “Têm uma reputação que não merecem; só porque algumas são perigosas, todas foram difamadas.”

Realmente, as cobras servem para finalidades úteis, conforme indica Telford. São importantes no controle dos ratos, camundongos e outros roedores que se multiplicam em taxas rápidas e podem causar grandes danos às colheitas. Portanto, muitos agricultores consideram a cobra como sua amiga, como colaboradora em seus esforços agrícolas.

Mas as cobras servem ao homem de maneira bem diferente, também. Willie K. Friar, escrevendo no Panama Canal Review, comenta: “A jibóia, que alguns se referem como um ‘bom naco de carne’, é parte regular do cardápio servido aos estudantes da Escola de Sobrevivência Tropical da Força Aérea na Zona do Canal.”

Embora algumas cobras sejam perigosas e certamente devem ser tratadas com respeito, a maioria é útil ao homem. São amigas, não inimigas.

in Despertai de 8/9/1971 pp.19-20

Provérbio da semana ( 17:20 )

Aquele que é pervertido no coração não achará o bem, e quem é revirado na sua língua cairá em calamidade.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Infalível! ( também serve para outras espécies... )

Receita para matar uma formiga


Coloca em cima da mesa, por esta ordem:

- um pouco de sal;

- uma garrafa de gin;

- um palito

- uma pedra.
A formiga vê o sal, vai pensar que é açúcar e vai comer. Depois fica com sede. Vê a garrafa de gin, pensa que é água e bebe. Fica bêbada, tropeça no palito, bate com a cabeça na pedra e morre de traumatismo craniano.

Rebuscada...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Raridades e Recordações ( 11 )

Bora lá! ( não interessa onde... )

O baço — órgão admirável


OS CONSTRUTORES de estruturas tais como as pontes reconhecem a necessidade de tomar providências para uma margem de segurança. Deve-se tornar a estrutura o suficiente forte não só para suportar as cargas máximas esperadas, mas para se ter uma margem extra de segurança para tensões inesperadas que talvez tenha de agüentar. Contudo, os construtores de pontes não foram os primeiros a pensar numa margem de segurança. Deus, o Criador, dotou nosso corpo com fatores de margem de segurança.
Em muitos respeitos pode-se dizer que o baço é um órgão de margem de segurança. Até à idade de dois anos, a criança bem que poderia sucumbir a uma infeção se se removesse o baço. Mas, depois disso, se se remover o baço por cirurgia, outras partes do corpo, pelo que parece, assumem suas funções.
Há uns 1800 anos, Galeno, médico de destaque daqueles tempos, disse que “o baço é um órgão cheio de mistério”. Conta-se a estória de que Rudolf Virchow, renomado patologista do século dezenove, certa vez perguntou a um estudante de medicina em sua aula sobre qual é a função do baço. O estudante gaguejou e disse que sabia sua função mas que a esquecera. “Que pena!”, exclamou Virchow. “Finalmente temos aqui alguém que sabia porque temos um baço e justo agora ele se esqueceu disso!” E ainda há muita coisa sobre o baço que não está claro, conforme se pode ver, por exemplo, pela diferença da opinião médica quanto a exatamente como o sangue no baço passa das artérias para as veias.

Suas Características

Bem que se poderia dizer que não existe nenhum outro órgão no corpo exatamente igual ao baço. O órgão em si mesmo é insensível à dor, sendo como o cérebro nesse respeito. Parece ser uma glândula, contudo não pertence nem às glândulas exócrinas, pois não tem nenhum conduto, nem às endócrinas, pois não produz nenhum hormônio. Realiza contrações rítmicas de duas a cinco vezes por minuto.
Onde se localiza o nosso baço? Na parte superior do abdômen, pouco abaixo do diafragma que faz separação entre os órgãos do tórax e os do abdômen. Pode-se dizer que se assemelha a uma pequena mão curva. Nos adultos, tem cerca de treze centímetros de comprimento, cerca de sete centímetros de largura e de dois e meio a quase quatro centímetros de grossura; em média pesa cerca de duzentos gramas. Tem cor purpúrea ou vermelho-escura e possui um revestimento exterior elástico e resistente ou ‘cápsula’. O baço é muito adaptável, podendo alterar seu tamanho para se ajustar à sua carga de trabalho, às circunstâncias e até mesmo à temperatura.
Pode-se ver, até certo ponto, exatamente quanta coisa o baço realiza por meio desta descrição bem apta dele: “É uma combinação de oficina de fabricação, filtro, eliminador de resíduos e usina de recuperação, e reservatório.”

Oficina de Fabricação

Para começar, o baço é uma oficina de fabricação. Mesmo antes do terceiro mês de desenvolvimento de um feto, o baço começa a trabalhar, produzindo glóbulos brancos e vermelhos do sangue. No entanto, depois do nascimento, o baço de um bebê se limita à produção de glóbulos brancos chamados linfócitos. Mas, que produtor maravilhoso é! Diz-se que o sangue é sessenta vezes mais rico em glóbulos brancos quando deixa o baço do que quando entra nele.
Como oficina de fabricação, o baço também produz anticorpos, partículas minúsculas no sangue que servem para criar a imunidade do corpo. E o baço produz uma substância que ajuda o corpo a combater os efeitos da radiação. Valiosos deveras são os produtos ‘fabricados’ nesta ‘oficina’.

Filtro

O baço é também um filtro. Participa com o fígado em filtrar os produtos residuais, no sangue, tais como organismos nocivos, glóbulos vermelhos e plaquetas gastos. Possui uma grande artéria que aparenta estar completamente fora de proporção ao seu tamanho. Mas, que isto é muito necessário é evidente de que o inteiro suprimento de sangue do corpo, uns cinco a seis litros, passa através do baço a cada noventa minutos.
Esta filtragem é realizada em grande parte pelas células que forram seus canais sangüíneos. A habilidade delas em realizar isto deixa perplexos os cientistas. Dizem-nos eles: “Ainda não sabemos qual é a habilidade inerente nestas células que as torna tão sensíveis — é quase como um observador humano, um inspetor de fábrica que examina o produto em busca de defeitos.”

Eliminador de Resíduos e Usina de Recuperação

Uma vez tenha filtrado do sangue todos estes elementos inúteis, nocivos ou pelo menos imperfeitos, há o problema de se livrar deles, bem como recuperar o que pode ser recuperado. O baço também realiza tais tarefas por meio de certas células suas. Os glóbulos vermelhos do sangue têm uma vida média de 127 dias. Para manter o corpo devidamente suprido, a medula óssea vermelha precisa produzir 2,5 milhões destas células à cada segundo de cada hora, tanto do dia como da noite. Segue-se que para evitar que a corrente sangüínea fique obstruída, um número igual, uns 2,5 milhões de células gastas, precisam ser eliminadas a cada segundo. Bem que se tem notado que o baço (junto com o fígado) nos fornece “excelente exemplo de equilíbrio dinâmico”. Por esta razão, tem-se chamado também o baço de “cemitério dos glóbulos vermelhos”. As células que destroem os glóbulos vermelhos velhos e gestos do sangue, e que no baço são estacionárias, chamam-se macrófagos, significando “grandes devoradoras”. As células que atacam os organismos nocivos chamam-se fagócitos, significando “devoradores de células”. Perto do fim de um ataque de doença infecciosa, observa-se que estas células estão cheias de organismos que causaram a doença.
Ao se eliminarem os glóbulos vermelhos gastos, recupera-se o ferro. Quando as células que destroem os glóbulos gastos ficam cheias de ferro, viajam para a medula óssea vermelha e depositam seu ferro recuperado ali para que seja usado vez após vez. Verdade é que o baço não desperdiça nem uma única coisa. Afirma-se que suas células são mais eficientes do que as do fígado, mas o fígado realiza mais deste trabalho porque possui muitas mais destas células.

Reservatório

O baço é também um reservatório. Por pequeno que seja quando saudável, o baço pode expandir-se para reter até um litro de sangue. Quando nos empenhamos em exercício estrênuo, nosso baço se contrai para suprir os músculos com sangue extra. Semelhantemente, quando há súbita perda de sangue, como quando há uma hemorragia ou um ferimento, o baço de imediato compensa a perda até onde pode por espremer de si praticamente todo o seu próprio sangue, lançando-o na circulação. Similarmente, quando alguém acostumado a viver em baixa altitude viaja para uma altitude elevada, o baço de imediato enviará suprimentos extras de corpúsculos vermelhos para a corrente sangüínea; sendo que mais se torna necessário devido à escassez de oxigênio no ar. Mas, depois de um tempo a medula vermelha e o coração se ajustam para cuidar desta carga incrementada.
Em tempos passados, amiúde se associava o baço com as emoções, como quando se fala de uma pessoa irada dar vazão ao seu mau humor sobre alguém. Parece que esse ponto é bem apropriado, pois quando um homem ou animal fica tomado de medo ou de forte ira, o baço se contrai imediatamente, enviando sangue adicional à circulação de medo a fortalecer o corpo para a emergência. Assim, certas experiências mostraram que o baço de um cachorro acostumado a caçar gatos se contrai e esvazia seu conteúdo na corrente sangüínea do cachorro ao cheirar ele um espanador que esteve em contato com gatos ou ao ouvir o miado de um gato.

Quando as Coisas Vão Mal

Um cirurgião removeu o baço de um paciente que sofria de anemia hemolítica, com resultados aparentemente benéficos. Esta operação resultou num grande aumento na investigação do baço. Também parecia tornar-se temporariamente moda a remoção de baços. Hoje, porém, há muito menos remoções de baços. Mesmo porque se descobriu que em tais casos a culpa cabe à produção de glóbulos vermelhos deficientes por parte do corpo.
No entanto, em certas enfermidades, os médicos talvez recomendem a remoção do baço, em especial quando cresce grandemente. Há um caso registrado em que o baço aumentou de cento e setenta gramas para nove quilos, um aumento de cinqüenta vezes mais! Era como se a mulher estivesse carregando um grande bebe em seu abdômen ! Mas, isto é raro. De fato, os tumores afetam tão raramente o baço que tem sido descrito como anticanceroso.
Atualmente, a maioria das operações para a remoção do baço se devem a graves acidentes, tais como os causados por colisões de automóveis ou infortúnios no esquiar. Se a cápsula do baço se romper, o sangue se derramará no abdômen, e talvez seja necessária uma operação para evitar que o paciente sangre até morrer. Ou talvez sofra lesões dentro da cápsula, fazendo com que se encha de sangue até que a cápsula se rompa, com a possibilidade de similares resultados fatais. Por outro lado, num traumatismo, quando o sangue parece desaparecer da circulação sem que haja aparentemente nenhum motivo e o paciente se torna pálido como um cadáver e perde os sentidos, descobriu-se que o baço fica distendido devido a tanto sangue.
Deveras o baço serve para fins valiosos. Embora o corpo se possa ajustar à sua remoção, presta serviços inestimáveis. É realmente ‘uma oficina de fabricação, um filtro, um eliminador de resíduos e uma usina de recuperação, e um reservatório’.

in Despertai de 8/9/1971 pp. 16-18

Provérbio da semana ( 17:19 )

Quem ama a transgressão ama a rixa. Quem faz alta a sua entrada está procurando a derrocada.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 10 )

Não sejam cruéis, sejam amigos!

Poderá viver com menos


“COMO poderemos viver assim?” Essa é a preocupação de muitos ao verem minguar o poder aquisitivo de seu ( dinheiro ). É também a preocupação de muitos que encaram problemas de emprego devidos às depressões econômicas que ocorrem em várias partes do mundo. Alguns tiveram de se contentar com empregos de menores vencimentos. Outros sofrem períodos temporários de desemprego. No caso de outros, sua semana de trabalho foi reduzida. Muitos outros estão completamente desempregados.

Em resultado, cada vez mais pessoas têm de viver com menos. A maior ajuda nesse respeito bem que poderia ser a obtenção da atitude mental correta para com suas circunstâncias mudadas. O conselho bíblico é muitíssimo apropriado: ‘É meio de grande ganho, esta devoção piedosa junto com contentamento. Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim tendo alimento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.’ — 1 Tim. 6:6-8.

Útil também em viver com menos é não ficar indevidamente preocupado com o que seus vizinhos pensam. É verdade que os vizinhos talvez notem que está adotando um modo de vida mais modesto, mas o quanto mais cedo se livrar desta forma de escravidão (preocupar-se com o que os vizinhos pensam) tanto melhor para o leitor. Os vizinhos terão opiniões, mas não o ajudarão a pagar as suas contas. Livrar-se desse temor também o ajudará a conformar-se mais prontamente com o passar com menos.

Outra grande ajuda é aprender a ser cada vez mais prático. A vaidade e o sentimentalismo não raro influenciam as pessoas a agir contrário ao seu melhor critério. Mas, quando precisa passar com menos não pode dar-se ao luxo de permitir que superfluidades tais como o sentimentalismo ou a vaidade o tornem imprudente. Nem pode deixar que o impulso ou os caprichos ditem as suas compras. Aprenda a negociar de modo prático ao gastar o seu dinheiro.

Há a Questão do Alimento

Visto que, no caso da maioria das pessoas de rendas modestas, o item de per si mais custoso é o alimento, bem que poderia valer a pena aprenderem a viver com menos neste respeito. Tenha presente que comemos para viver; não devemos viver para comer.

Os nutricionistas em geral concordam que a maioria das pessoas nas terras ocidentais comem demais. A moderação no comer certamente influenciaria a economia da família. É também boa economia comer todas as sobras ao invés de jogá-las fora. Outra ajuda é acostumar-se a alimentos simples. Estes o ajudarão a não comer em excesso, custarão menos e lhe são melhores. Por exemplo, batatas assadas se acham entre os melhores alimentos que pode comer e superam as batatinhas fritas em todos estes três pontos — terá menos probabilidade de comer demais, são mais saudáveis e são também mais econômicas.

Há também a sabedoria de contentar-se com alimentos quando estão na época ou quando seus preços estão especialmente baixos. Assim, as bananas as vezes são vendidas a uma fração de seu custo regular. No início da época, os aspargos custam duas ou três vezes mais do que mais tarde. Por que não esperar até que os preços baixem?

Dois itens custosos são a manteiga e a carne. Segundo certas autoridades, a margarina feita inteiramente de gorduras não-saturadas, tais como óleo de milho, lhe é muito melhor do que a manteiga, e custa bem menos. E a carne? Poderá beneficiar tanto a sua saúde como sua carteira por deixar que os lacticínios, ovos, legumes e peixe substituam, pelo menos em parte, a carne em sua mesa. O leite nas grandes cidades continua a subir de preço. Por que não aprende a usar leite em pó? Isto pode resultar numa economia considerável.

Quanto aos amidos e açúcares — eis aí também outro caso em que pode beneficiar sua condição financeira e física. Faça uso freqüente de arroz integral, cevada (em sopas) e a antiquada aveia em flocos. E precisa realmente ter sobremesas todo dia? Reduzi-las pode ser bom para seu bolso e muitas vezes também para sua saúde e sua aparência!

Economia em Roupas

Há também a questão de economizar nas roupas. Não é econômico tentar manter-se estritamente em dia com a moda. O propósito dos ditadores da moda é fazer com que as pessoas estejam sempre comprando roupas. Uma regra consagrada pelo tempo é: “Não seja o primeiro a adotar algo novo nem o último a deixar algo velho.”

Nesse caso novamente a atitude mental da pessoa terá muito que ver com quão bem a pessoa viverá com menos.
Pode-se reduzir o custo da roupa se a dona de casa souber, ou aprender a, fazer suas próprias roupas bem como as de seus filhos, e se treinar suas filhas a adquirir as mesmas perícias. Algumas esposas até mesmo confeccionam os ternos de seus maridos!

Outros Modos de Reduzir as Despesas

Uma das grandes ajudas em viver com menos é manter um registro de suas despesas. Amiúde é o gasto descuidado de muitas pequenas somas que prejudicam seus esforços de viver dentro de suas rendas reduzidas. Talvez se mostre um verdadeiro desafio, mas se o leitor ou sua família realmente tentar registrar todas as compras durante um mês, bem que poderá resultar tanto revelador como muito útil em reduzir as desposas desnecessárias.

Como assim? No sentido de que isto lhe dará uma idéia de exatamente para onde vai seu dinheiro e exatamente onde se poderia fazer melhores economias. Talvez gostaria de comparar seu orçamento com o relatado pela agência governamental dos EUA com respeito às pessoas de rendas baixas, a saber, 35 por cento para alimento, 25 por cento para moradia, 15 por cento para roupa e os 25 por cento remanescentes para transporte, saúde, recreação, caridade e religião.

A mobília é ainda outro campo em que pode viver com menos. Tome cuidado de manter o que tem em bom estado e em boa aparência. Por exemplo, pode cobrir os arranhões de vários modos, tais como esfregá-los com massa de noz. E quando precisar de mobília, a mobília usada amiúde servirá exatamente tão bem ou até melhor do que algo novo. Podem-se achar às vezes pechinchas em colunas classificadas do jornal.

Outro modo de economizar é estar atento às suas contas telefônicas. Especialmente os adolescentes gostam de fazer muitas ligações por telefone. Tudo isso se avoluma depressa!
Passar sem certas coisas até que possa pagá-las a dinheiro é ainda outro modo importante de economizar. Isto não só economiza os juros mas pode conseguir-lhe uma redução de preço por que paga a dinheiro ao invés de pedir crédito.

Os cartões de crédito e as contas a debitar podem ser uma verdadeira ameaça para sua economia. É fato bem conhecido que as pessoas gastam mais por meio de tais facilidades do que quando pagam a dinheiro. Quando quer o marido quer a esposa tenha a tendência de fazer compras impulsivas ou sentimentais, é bom, antes de sair para comprar, elaborar uma lista bem pensada, e não levar mais dinheiro do que realmente precisa. Em alguns lares, o marido e a esposa talvez até decidam fazer compras juntos, visto que duas cabeças são melhores do que uma ao fazer compras.

Há também a questão de usar de bom senso ao começar a se sentir mal. Muitas vezes, apenas descansar mais e reduzir a comida resolverá a situação. Mas, a pessoa que corre para o médico a cada pequeno mal-estar enfraquece tanto seu corpo como sua carteira.

Há ainda outros modos de viver com menos? Sim, no que tange ao divertimento e às férias. Há muitos tipos de divertimento, distração ou recreação que custam comparativamente pouco, se custar alguma coisa, tais como uma visita ao parque, ao zoológico ou ao museu. Em tempos passados, as famílias costumavam usufruir as noitinhas juntas, jogando jogos, cantando canções, tocando instrumentos musicais. Quão muito melhor é ser participantes em recreação sadia do que meros espectadores!

O equacionamento deste problema da economia não precisa ser considerado com tristeza ou austeridade. Antes, encare-o com senso de humor. Considere-o como um jogo, um desafio que é recompensador em mais de um sentido. A redução dos gastos frívolos, banais e não essenciais que depauperam sua carteira de dinheiro o deixará com mais para gastar em coisas essenciais, as que trarão verdadeiros benefícios à sua família.

in Despertai de 8/9/1971 pp. 8-10

Provérbio da semana ( 17:18 )

O homem falto de coração dá apertos de mão, prestando plena fiança diante do seu companheiro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 9 )

Ahhhh, e o relógio que não pára!!!!
Ou então não anda, depende da perspectiva... ou da ocasião...

Violinos de alta classe


AMATI, Stradivarius, Guarneri — estes são nomes de magistrais fabricantes de violinos do passado. Seus trabalhos ainda nos falam em tons tão excelentes que permanecem por muitas décadas como o critério para os violinos de alta classe.

Tentativas têm sido feitas de copiar seus instrumentos. Alguns tiveram êxito no que tange à aparência, mas, quando tocados, ora, suas “vozes” os expõem.

Contudo, há atualmente alguns fabricantes de violino de talento excepcional que perseguem sua arte com fervor e orgulho de um Amati, Stradivarius ou Guarneri. Venha comigo visitar um deles na Colúmbia Britânica, Canadá, e encontrará um artista que deveras faz violinos de alta classe.

Antes de irmos, compreendamos que este é um fabricante de violinos que cria seu próprio instrumento distintivo, e não um que simplesmente copia outros padrões ou modelos.

Uma coisa talvez o assombre ao olhar a modesta cabana que usa como oficina: Há apenas dois violinos em diferentes estágios de produção. Ao descrevê-los para nós, pode ver que cada um que faz fica imbuído da personalidade dum artista para quem a exatidão, a perfeição e a beleza são supremas.

Que Tipo de Violino?

“Terminei recentemente um para um professor universitário”, conta-nos ele. “Como vêem, faço violinos a pedido, para uso especial dos fregueses, visto que o violino é feito tendo-se presente seu uso tencionado. Farei um especialmente para música de câmara, ou talvez para solos ou concertos, ou, então, para orquestra — seja lá para o que for que o músico o use.”

Os violinos feitos para música de câmara são construídos de modo que possuam sonoridade branda e suave. Os violinos de orquestra, por outro lado, são construídos de modo a ter sonoridade cristalina e forte, uma sonoridade mais alta que o som suave da música de câmara. Os violinos para concerto ou solos precisam de som robusto, que nosso fabricante de violinos descreve como sendo ‘mais opaco’ do que os violinos de orquestra, e não tão estridentes.

E como se obtém a qualidade do som desejada? Ele traz à nossa atenção a curvatura do tampo do violino que fabrica. Explica que uma curvatura maior permite maior volume de ar na caixa do violino e isto produz sons mais suaves e românticos, ao passo que a curvatura mais rasa produz vibrações que dão sons mais limpos e mais fortes, tais como os produzidos por um violino de orquestra.

Os Materiais

Notou o suprimento de madeira usada para a fabricação de violinos? Acha-se empilhada em ordem naquele canto. Observe que está disposta de tal modo que o ar atinja cada pedaço, e que se acha num lugar seco, protegido da umidade. Leva cerca de seis anos para que a madeira se seque naturalmente. Assim, parte dela já está ali há bom tempo.

Ao examinarmos o tipo de madeira usada, aprendemos que as costilhas, o fundo, o cavalete, o braço e a voluta do violino são feitos de ácer. Mas, o tampo, a alma e a barra harmônica são feitos de espruce.

Seu suprimento de ácer provém da Europa, onde cresceu em florestas nas montanhas, a cerca de 450 metros acima do nível do mar, em solo de pedra calcária. Isto significa que a madeira possui veios mais finos por causa do crescimento mais lento. Foi cortada no inverno, quando o movimento da seiva estava reduzido ao mínimo. O melhor ácer que ele já viu provinha dos Balcãs. O espruce vem da costa ocidental do Canadá e é de excelente qualidade.

Até mesmo o verniz é importante para se criar um violino de alta classe. Nosso anfitrião nos diz que ele ainda fabrica seu próprio verniz, fabricando o verniz para adaptar-se ao tipo determinado de violino desejado. Usa mastique, resina de junípero, goma-laca, massa fabricada pelas abelhas, outras resinas, álcool e corantes. Crê que o verniz deve ser aplicado em camadas finas e deve secar-se rápido. Pode sentir o cheiro?

Naturalmente, não podemos esperar ver um violino ser fabricado diante dos nossos olhos nesta única visita. Com efeito, nosso anfitrião nos diz que usualmente faz apenas três violinos por ano. Não é muito em quantidade, mas a qualidade é bem alta.

Escrupulosa Construção

Examine o fundo do violino que ele nos mostra. Este fundo talvez pareça áspero agora mesmo, mas, então, ele só começou a moldá-lo. Note que se divide em quadrículos, todos claramente marcados a lápis. Se os contar, notará que são quase duzentos. Isto o ajuda a graduar com exatidão a grossura da madeira, ao moldar o fundo do violino.

Primeiro, usando uma goiva, e daí diminuta plaina, e por fim uma raspadeira (não usa lixa para madeira), e começando pelas extremidades, o fundo é modelado à grossura desejada. Depois de trabalhar no lado de fora do fundo, ele então trabalhará no lado de dentro da peça. O produto acabado terá dois milímetros de grossura nas pontas, até seis milímetros num ponto do meio da caixa acústica, que dista 195 milímetros do alto do fundo do violino. Este ponto é conhecido como centro de vibrações. Um micrômetro é usado para medir a grossura de cada quadrículo, à medida que o serviço gradualmente se move em direção ao centro de vibrações. Não o fascina tal atenção aos pormenores e à precisão?

Quando ele explica como é ajustado o tampo, esperávamos algo similar no sentido da fabricação do fundo do violino. Mas, note o cuidado especial que tem de ser dado à curvatura do tampo. Gradua-se em grossura, das extremidades para o centro, um terço do tampo, sendo mais grosso no lugar em que se monta o cavalete.

Harmonia Acústica

Logo chegamos a compreender ainda mais que, além da questão de fidelidade em construir e em ajustar as partes componentes, cada passo na construção dum violino está repleto de significado acústico. O tampo certamente ilustra isto. Quando terminado por dentro e por fora, e se bate de leve no tampo, este deve fornecer uma vibração de Fa#. Mas, depois de feita as aberturas ss, sua vibração é mudada para Do#. A adição da barra harmônica altera de novo o som. A barra harmônica é uma peça de espruce colada dentro do tampo do violino, na extremidade superior da abertura s esquerda, e se estende sob a corda de sol. Serve para produzir uma sonoridade mais forte na corda de sol, bem coma para apoiar o pé esquerdo do cavalete. Uma vez instalada no tampo, a sonoridade é de novo alterada, e desta vez para Mi.

As aberturas ss do tampo, que permitem que o som escape, têm de ser cortadas com o máximo cuidado e exatamente do tamanho certo. Se forem pequenas demais, os sons ficam abafados dentro da caixa. Se cortadas grandes demais, produz-se um som fino demais e estridente.

Até mesmo o desenho do cavalete pode quebrar o som distintivo e harmonioso da violino. Nosso anfitrião nos conta uma experiência com um músico para quem fez um violino e que decidiu que queria um desenho diferente do cavalete do instrumento. Ao invés de devolvê-lo ao fabricante, o músico o levou a uma loja de consertos numa grande cidade. Imediatamente, o violino perdeu a sonoridade especial que o tornara um violino de alta classe. Esta sonoridade foi restaurada apenas quando o cavalete estranho foi substituído por um que permitia a sua completa harmonia acústica com cada um dos outros componentes do instrumento. “Como vêem’, sublinha ele, “toda parte é acusticamente importante”.

Verificando as Vibrações

Quando se termina por fim o violino e as cordas são colocadas, as vibrações precisam ser verificadas. Nosso anfitrião demonstra como isto é feito. Inicialmente explica que há doze diferentes vibrações tonais no tampo do violino e doze no fundo. Todas estas têm de trabalhar juntas em harmonia. Por exemplo, dentro da extremidade da abertura s esquerda, junto à barra harmônica, a vibração deve corresponder a nota La. Logo dentro da curvatura na ponta da abertura s esquerda, o som deve corresponder à nota Sol, um tom abaixo de La. O violino é construído a cada passo do caminho com tal harmonia acústica em mente. Deveras, o violino tem sido aptamente descrito como sinfonia de harmonias.

Depois de explicar isto, nosso anfitrião busca uma caixa de pequeninos tubos de vidro. Esfrega seu polegar e indicador em um pouco de alúmen em pó e, depois de colocar a ponta de um dos tubos num ponto de prova de violino, bate de leve no tubo de cima para baixo. À medida que seu indicador e polegar o acariciam, produz-se um som como se o violino estivesse sendo tocado. Pequenino brilho de satisfação aparece em seu rosto, à medida que o ouvido sensível dum artista reconhece o som de pura fidelidade. Com este método, pode verificar a vibração que ele visa atingir em qualquer lugar apropriado na construção do violino. Sim, deveras, trata-se duma sinfonia de harmonias.

‘Harmonia das Quintas’

Está curioso de saber qual é a falha mais comum ocorrida com os violinos de fabricação incorreta? Vamos perguntar a ele.

“Tenho verificado que a falta de ‘harmonia das quintas’ ou de ‘quintas justas ou perfeitas’ é a mais comum”, responde.

“Que é isso?”

“‘Harmonia das quintas’ significa que a primeira e a quinta notas de qualquer acorde se harmonizam. Se não houver harmonia das quintas, ou quintas perfeitas, o violinista terá dificuldades de tocar, e tem de ajustar os dedos em cada corda separada para compensar isto. Tenha presente, também, que as quatro cordas dum violino são afinadas em quintas.

“Para evitar tal falha, tem-se de exercer grande cuidado ao se ligar o braço do violino à caixa acústica ou corpo do violino, e o diapasão (espelho) de ébano ao braço. O braço tem de estar perfeitamente assentado com a linha central tanto do tampo como do fundo do violino. Deve ser colocado em tal inclinação que a pestana do espelho, em sua parte mais elevada, seja vinte e cinco milímetros mais baixa do que a parte mais alta do tampo do violino. De outra forma, não haverá ‘harmonia das quintas’.”

Terei de pensar mais sobre isso. E o que dizer do leitor? Mas, já é hora de ir embora. Ao partirmos, agradecemos ao fabricante de violinos o tempo e a hospitalidade que nos dispensou. Talvez ainda não saibamos como fabricar um violino, mas nosso conhecimento aumentou grandemente. Estamos convictos de que é preciso mesmo ser um artista para produzir um violino de alta classe; ele precisa ser muito entendido e conhecer bem como é que cada golpe de goiva, cada carinho da plaina, cada toque da raspadeira, cada componente do violino influirá no som final do instrumento.

Não se pode deixar de ficar impressionado com as leis acústicas originadas pelo Grande Criador, leis descobertas pelo homem, e encerradas numa caixa pelo homem de perícia e arte. O resultado é um violino de alta classe.

in Despertai de 22/8/1971 pp. 20-23

Provérbio da semana ( 17:17 )

O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 8 )

Tanto saltinho, tanta alegria!

Delinquentes do mundo das aves



O ESTORNINHO europeu, com sua plumagem lustrosa e furta-cor, escura, é uma ave irrefreável. Sempre fica fazendo barulho, de muitas espécies. Na verdade, alça vôo ao menor alarme, mas logo volta afobada de novo, empertigada e lampeira para mostrar que não está preocupada!
Muitas pessoas não gostam destas aves pugnazes, e não deixam de ter suas razões. Têm por hábito descer em revoadas quando as aves domésticas estão sendo alimentadas, roubando grande parte da comida. Alguns afirmam que não conseguem dormir com seus trinados estridentes à noite. Os estorninhos também podem causar bastantes danos às culturas.

Cerca de dois milhões deles voavam à noite para pousar uma plantação de larício de quatro hectares em Kinver, Inglaterra. Antes de serem dispersados, mataram 30.000 larícios de quinze anos.

Frutinhas silvestres, frutas, milho e outras culturas sofrem as matanças causadas pelos estorninhos. Lamentou certo fazendeiro: “Manter um milhão de aves afastadas dum campo é como tentar impedir que chova. Gastei ( muito dinheiro ) em fuzis e munição este ano e tudo que consegui fazer foi expulsar as aves para os campos dos meus vizinhos.”

Os estorninhos apreciam a vida citadina, aparentemente usufruindo o calor dos grandes edifícios. Assim, em alguns locais, mudam de manhã cedo de enormes poleiros comunitários no coração da cidade para as vizinhas áreas campestres. Ali se alimentam, mas, à noite, retornam para dormir em seus dormitórios citadinos.

Em Washington, D. C., mais de 10.000 aves costumam recolher-se num único quarteirão, segundo se sabe, sujando tanto os edifícios como as pessoas. Lá por volta de 1929, as autoridades no dia da posse do Presidente Hoover estavam preocupadas com os estorninhos ao longo da via do desfile. Para a posse do Presidente Kennedy, em 1961, a comissão da posse mandou aspergir nas árvores ao longo do desfile uma substância supostamente muito desagradável para os estorninhos.

É interessante que, em 1890, não havia nem sequer um estorninho nos EUA. Naquele ano, um rico nova-iorquino resolveu apresentar aos estadunidenses todo pássaro mencionado nas peças de Shakespeare, e, assim, soltou sessenta estorninhos vindos da Inglaterra no Parque Central. Agora há centenas de milhões, os estorninhos havendo emigrado de uma costa para a outra. O primeiro em Vancouver foi visto em 1946. Por volta dos fins da década de 1950, invadiam os parques de azevinho do Oregon aos milhares.

Para proteger as culturas e os edifícios citadinos destas invasões, têm sido feito esforços de todos os tipos para dispersar os estorninhos, quase todos sem êxito. As autoridades já tentaram os fogos de artifício, cobras de borracha, balões cheios de gás, fios eletrificados, sacos cheios de substâncias químicas mal-cheirosas, matracas, castanholas de madeira, címbalos que se chocam, sons supersônicos, raios ultravioletas, holofotes, tranqüilizantes, e muitos outros.

Em Melbourne, Austrália, o Conselho Municipal instalou formidável coruja de espantalho com olhos reluzentes, na fachada ornamental da Prefeitura, um poleiro favorito. Com que efeito? Os estorninhos simplesmente se empoleiraram nela!

Embora os estorninhos sejam delinqüentes, as autoridades hesitam em recomendar que se tente exterminá-los. Pois os estorninhos comem grande número de insetos, tais como o besouro japonês. Calcula-se que seu valor em controlar pragas ultrapassa de muito o transtorno que causam.

Ademais, milhões de pessoas gostam dos estorninhos. Os citadinos, em especial, derivam prazer em ver seus vôos rápidos e espetaculares, ao fazerem revoluções e manobras como se fossem só uma ave. Também, muitos ouvem com admiração seus numerosos e variados barulhos e trinados.

Os estorninhos dispõem verdadeiramente, de surpreendente talento para a mímica. Diz-se que podem imitar quarenta e quatro aves! Mas, além disso, podem imitar o latido dum cachorro e o miado dum gato. Ensinou-se-lhes a falar e a trinar melodias. Alguns apanham estorninhos e os mantém como aves de estimação, assim como outros têm papagaios ou periquitos. Podem fornecer fascinante diversão!

Embora, em certos lugares, os estorninhos possam ser considerados delinqüentes, possuem realmente suas características compensadoras. Os estorninhos são deveras aves surpreendentes.

in Despertai de 22/8/1971 p. 19

Provérbio da semana ( 17:16 )

Por que é que na mão do estúpido há o preço para adquirir sabedoria, sendo que ele não tem coração?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Raridades e Recordações ( 7 )

Dedicado a todas as Lucilias deste Mundo... LOL

Esquemas para a vida eterna


NO VIGOR da mocidade, seu corpo contém mais de um trilhão de diminutas células vivas. Alguns cientistas crêem que tais células detêm as instruções que poderiam ser desvendadas para a vida eterna. A razão de tal crença é o surpreendente esquema que as células têm para a reprodução e a recuperação.

Todos os muitos tipos de células em seu corpo surgiram de uma única célula que o representou por ocasião de sua concepção. O núcleo de tal célula continha o esquema para dirigir seu desenvolvimento. À medida que cada célula em seu corpo foi produzida, recebeu uma cópia exata do esquema. Este esquema é chamado de ácido desoxiribonucleico, geralmente mencionado como DNA.

O Surpreendente DNA

O gene é o portador da hereditariedade. Há dezenas de milhares de genes em cada célula. A parte chave de cada gene é o composto chamado DNA. Sendo uma molécula espiralada, semelhante a um fio, o DNA pode ser assemelhado a uma escada de corda torcida.

Os dois lados da escada são feitos de fosfato e um tipo de açúcar chamado desoxiribose. Estes dois lados são unidos pelos “degraus” que se compõem de milhões de pares de bases químicas.

O número dos degraus, ou bases, atinge os milhões. Todavia, há apenas dois tipos. Os dois tipos são (1) adenina, emparelhada com tiamina, e (2) citosina, emparelhada com guanina. A seqüência em que tais pares estão dispostos, unindo os dois lados da escada espiral, constitui o código genético ou esquema para a vida.

Construindo a Partir do Esquema

Da concepção em diante, o esquema lança instruções para a duplicação e a construção. Adicionam-se células até que o bebê seja formado. Depois de o bebê nascer, a multiplicação celular continua até que fique completo o crescimento para o ser adulto. Daí, continua a uma taxa mais lenta, para substituir as células que morreram.

O DNA se duplica num modo extraordinário. Isto começa quando os dois lados interligados da escada começam a separar-se, ou “desgrudar-se” um do outro. Cada lado tem a metade de cada um dos milhões de pares de bases ligada a ele.

Como “partes sobressalentes”, adicional adenina, tiamina, guanina a citosina, que são fabricadas no núcleo da célula, são atraídas a ambos os lados separados da escada. A metade de cada par de toda base química deixada de cada lado apanha uma base apropriada de acasalamento (e nenhuma outra) até que dois novos conjuntos de lados interligados tenham sido construídos, fazendo com que haja duas escadas torcidas. Estes dois novos conjuntos são reproduções exatas do seu genitor. Tornam-se elementos-chaves em cada núcleo das duas células que substituem a célula original genitora.

O entendimento deste processo, por parte do homem, está muito aquém de completo. Por exemplo, sabe-se que cada célula em seu corpo contém o mesmo esquema. Todavia, nem todas as células são idênticas. Antes, há surpreendente variedade de células. Há células de tecido ósseo, nervoso, pulmonar, muscular e sangüíneo, para mencionar apenas algumas. Como pode um esquema ser lido de modos tão diferentes? Por que nem todas as células são idênticas à célula original? Tais perguntas continuam a deixar perplexos os cientistas.

Ademais, as células não ocorrem em grupos sem formas. São organizadas em estruturas que têm funções distintas. Algumas constituem seu esqueleto, outras o sistema nervoso, ainda outras os olhos, os ouvidos, o coração, os pulmões, o estômago e a pele.

É claro que o DNA é um surpreendente esquema para o construção do corpo. Torna possível o nascimento de novas células, tanto para o crescimento como para a substituição das que morrem. Suas qualidades são tais que certo repórter foi movido a escrever: “A idéia da [vida eterna] não é de jeito nenhum ridícula”.

O Processo de Envelhecimento

A reprodução celular deveria, teoricamente, manter o corpo vivo para sempre. Até as células do cérebro, que se diz incapazes de se substituírem depois da infância, renovam-se segundo alguns agora pensam, quase que diariamente por um processo descrito como “crescimento rápido perpétuo?”. Certa autoridade na questão de células cerebrais, Paul A. Weiss, sugere que ao passo que elas talvez não se dividam no adulto, estão constantemente fabricando “partes sobressalentes” e assim continuam a renovar-se.

Assim, o corpo pode fabricar as células e outras substâncias necessárias para o contínuo rejuvenescimento de si mesmo. Todavia, a carne firme, a carne macia, as juntas flexíveis e os órgãos saudáveis dos jovens inevitavelmente cedem seu lugar à carne flácida, à pele rija, a juntas duras e a órgãos em decadência da idade avançada. Por quê?

A perda de peso e a capacidade declinante do corpo à medida que envelhece são atribuídas à morte progressiva das células. À medida que o tempo passa, o corpo não consegue substituir todas as células que morrem, como o faz na idade mais jovem. Mas, por que não? Os biólogos celulares simplesmente não sabem.

Alguns sugerem que o esquema do DNA nas células é como um computador que tem um “programa” para a vida, mas que, por fim, tal programa se esgota. Outros cientistas especulam que a repetida duplicação das células entope o DNA com “erros de cópia”. Assemelham isto à regravação contínua de uma linda melodia, que por fim a torna um barulho irreconhecível. Alguns acham que a célula envenena-se com a idade. Outros afirmam que o corpo se esquece do que deve fazer e comete suicídio por rejeitar suas próprias células, como o faria com um órgão transplantado.

Experiências não Fornecem Resposta

Esta atordoadora série de teorias não raro resulta de muitas experiências feitas com respeito ao envelhecimento. Algumas das mais famosas foram executadas por Alexis Carrel. Carrel supostamente conseguiu manter vivas as células de um embrião de pinto, em culturas, por mais de trinta anos.

Não obstante, Leonard Hayflick, escrevendo em Scientific American, mostra que tais experiências foram feitas de modo incorreto. Os nutrientes de Carrel evidentemente continham células vivas de pintos que substituíram sua colônia original de células ao invés de mantê-la. Tais culturas invariavelmente morrem quando se exerce cuidado de manter as células vivas afastadas do alimento fornecido a elas. Em qualquer caso, tais experiências não forneceram nenhuma resposta à pergunta quanto a por que o homem envelhece e morre.

Em algumas experiências, descobriu-se que as substâncias nas células dos animais idosos impedia a fabricação de proteína. Mas, as células dos animais jovens não contêm tais substâncias. Visto que a fabricação de proteína é essencial à vida, achou-se que esta descoberta poderia ser a chave para a causa do envelhecimento. Mas, é mesmo? Por que acontece isso? O que pode ser feito a respeito disso? Tais perguntas não encontram respostas seguras.

Em outras experiências, a pele de camundongo foi mantida viva por duas vezes mais tempo que o camundongo normalmente vive. Como? Pelo transplante da pele de um camundongo vivo para outro. Isto parecia mostrar que as células individuais na pele do camundongo possuíam a habilidade de viver por mais tempo do que o camundongo do qual vieram. Mas, resolve isto o problema de envelhecimento? Não; tudo que isso mostra é que as células talvez possuam um vida potencialmente mais longa. Todavia, para fim morrem. E tais experiências foram conseguidas artificialmente, não representando a vida como ela realmente é.

Deve-se ter presente que as células não vivem num recipiente de vidro. Elas vivem EM SUA PESSOA. Seu corpo, com todos os seus sistemas complexos, interativos e auto-reguladores está longe de ser um recipiente estéril. Por esta razão, as experiências em recipientes de cultura que parecem demonstrar esta ou aquela possibilidade não são tão significativas quanto talvez pareçam. Nem o são as experiências com animais. Deus criou o homem distinto e separado do reino animal. Assim, os resultados das experiências com animais não se aplicam necessariamente aos homens.

Permanece o fato de que nenhuma de tais teorias ou experiências chegou a constatar a verdadeira resposta para o problema. Quer seja “erro de cópia” no DNA, quer envenenamento celular quer alguma outra causa, ainda envelhecemos e morremos. Não importa a teoria ou a experiência, as pessoas ainda vivem apenas a média bíblica de setenta ou oitenta anos. Nada que a ciência ou a medicina tenha feito altera esta verdade básica.

Seja qual for a razão, o surpreendente esquema DNA não está agora programado para suster as células em perfeito e equilíbrio. Na velhice, as que se desgastam e morrem não estão sendo sempre substituídas por novas, por meio da divisão celular. Assim, seguem-se a degeneração e a morte.

in Despertai de 22/8/1971 pp. 12-14

Provérbio da semana ( 17:14 )

O princípio da contenda é como alguém deixando sair águas; portanto, retira-te antes de estourar a altercação.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.