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Praticante do Brandismo - "Empenha-te pela justiça, pela devoção piedosa, pela fé, pelo amor, pela perseverança, pela BRANDURA de temperamento"
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Casar-se no estilo de Hong Kong
OS CASAMENTOS de Hong Kong incluem muitas tradições transmitidas de geração em geração na China. Mas, as famílias observam diferentes tradições, dependendo da província da China de que são originárias. Também, a influência ocidental trouxe mudanças. Assim, os casamentos variam, e ninguém pode dizer dogmaticamente a norma exata para um casamento de Hong Kong. Contudo, há certos costumes de casamentos considerados corriqueiros aqui que as pessoas de outros lugares talvez considerem bastante estranhos.
Já de longa data tem sido o costume chinês os pais de um rapaz entrarem em contato com os pais da moça por meio dum mediador a fim de providenciarem um casamento, fazendo isso antes de o jovem casal sequer se conhecer. Atualmente, porém, a corte em Hong Kong é em geral feita no estilo ocidental. De fato, os encontros começam na adolescência, muito embora os casais contratem a maioria dos casamentos com uns vinte e cinco ou quase trinta anos de idade.
Marcar a Data
Quando um casal que se namora decide casar-se, em geral o rapaz se dirige aos pais da moça para considerar o assunto. Às vezes os pais do rapaz, ou em alguns casos raros, um mediador conhecido de ambas as famílias, intercedem pelo rapaz. Nesse contato entre as duas famílias consideram-se os pormenores do casamento, o dote e outros requisitos. Nestas considerações, os pais da moça têm a última palavra.
No que toca à escolha da data para o casamento, os pais talvez consultem uma ledora da sorte que possa apontar um “dia de sorte”. Ou talvez se decida o “dia de sorte” por se consultar um almanaque chinês. Este é basicamente um livro de astrologia que alista cada dia do ano e o que se deve ou não fazer nesse dia. A “boa sorte” é considerada importantíssima tanto pelos não-cristãos como até mesmo pelos membros das religiões da cristandade em Hong Kong. Explora-se todo meio possível para trazer “boa sorte”.
Considerou-se o ano lunar chinês de 1969-70, o “ano da galinha”, um “ano de sorte” para se casar porque havia duas festas da primavera. Assim, houve enorme lista de espera de casais para registrar seu casamento naquele ano. Mas, o ano lunar de 1970-71, o “ano do cachorro”, é chamado ano cego visto que não há festas de primavera. Assim, é considerado “mau ano” para casamentos.
Dote
Uma vez fixa a data do casamento, começa o regateio do que se poderia chamar de o preço da noiva ou o dote. O preço da noiva era pago pelos servos de Deus nos tempos bíblicos, e assim não é em si mesmo um costume objetáveis aos cristãos. Se for a primeira e a filha mais velha a se casar, o preço dela será provavelmente mais do que seria, digamos, o da quarta filha.
O dote em geral é uma quantia fixa de dinheiro paga diretamente aos pais da moça, ou por uma festa de casamento num restaurante. Os pais da moça costumeiramente estipulam o número de mesas, bem como quais algumas das iguarias de festa que deverão ser incluídas, tais como cogumelos, galinha e haliote.
A uma mesa numa festa de casamento sentam-se doze pessoas. Os pais da moça, por exemplo, talvez exijam o pagamento de vinte ou mais mesas ao custo de ( um certo valor ) por mesa, dependendo do cardápio e do restaurante. Mas, isto é só para os parentes e amigos da família da moça. A família do rapaz talvez tenha um número igual de mesas.
Contudo, isto é apenas parte do pagamento do dote. A família da noiva talvez também exija que certo número de cates (600 gramas) de bolo de casamento sejam entregues num “dia de sorte” antes do casamento para a distribuição a amigos e parentes.
A família também talvez queira que se lhes envie um ou mais leitões assados inteiros no terceiro dia depois do casamento. Na antiga China enviava-se o leitão assado no terceiro dia depois do casamento como evidência de que o rapaz achou virgem a moça. Hoje em dia e neste mundo cada vez mais imoral, nem sempre se adere ao costume do terceiro dia, nem o leitão indica necessariamente virgindade. Agora, o leitão talvez seja enviado no primeiro dia depois do casamento, ou seja até incluído no cardápio da festa.
Nenhum dos dotes exigidos surpreende o rapaz. Já esperava pagar um preço. Mas, não cede com demasiada facilidade. Há regateio quanto ao número de mesas, os cates de bolo e de leitão assado, e assim por diante. Se houver um mediador; então o mediador fará o regateio.
Em geral o regateio termina num acordo amigável, havendo compromissos de ambos os lados. Às vezes, porém, ocorrem brechas na relação, resultando até mesmo no cancelamento do casamento. Ou os parentes de um e do outro talvez realizem festas separadas. Naturalmente, os pais do rapaz se preocupam com o dinheiro envolvido, visto que amiúde ajudam seu filho a pagar o dote, e às vezes arcam com todas as despesas. Alguns pais acham que se pagarem o casamento, os filhos têm a responsabilidade de cuidar deles em sua velhice.
Se o rapaz aderir estritamente a certas tradições, talvez tenha de pagar as roupas novas para todos os membros da família da noiva. Talvez também pague o vestido de noiva, que com freqüência é o tradicional branco ocidental. A noiva talvez troque de trajes diversas vezes no dia do casamento. Incluso entre estes trajes se acha o Kwa Kwan chinês. Esta vestimenta tradicional ( consiste ) em um casaco e uma saia longa.
“Bem, não têm os pais da moça de pagar nada?” — talvez pergunte. Sim, costumeiramente pagam. Depois de terminar o regateio em relação com o casamento, há com freqüência uma consideração com respeito ao que os pais da moça vão dar aos recém-casados. Às vezes é alguma mobília para o novo lar, exceto a cama de casal, que cabe somente ao rapaz comprar. Se os pais da moça forem abastados, talvez forneçam um apartamento com o aluguel pago por um ano, ou, em alguns casos, totalmente pago.
O Dia do Casamento
Finalmente chega o dia do casamento! O noivo vai primeiro encontrar-se com a noiva. Quando chega, os amigos e membros da família talvez não o deixem entrar a menos que primeiro pague o “dinheiro da sorte”. Este dinheiro, colocado em pacotes vermelhos, é dado ao que abre a porta ou a todos na casa. É só depois do pagamento que o noivo recebe sua noiva.
A seguir, os participantes do casamento talvez se dirijam ao cartório para a cerimônia civil. Em Hong Kong, só podem ser registrados legalmente como casados num dos cartórios de registro do governo, ou por irem a uma das poucas igrejas grandes autorizadas para este fim. O casal tem de solicitar com bastante antecedência que a cerimônia seja realizada no cartório na data e no horário que desejam. Assim, não há noivas atrasadas aqui, senão perderão a sua vez!
Algumas pessoas em Hong Kong, porém, talvez desejem casar-se num “dia de sorte”, mas talvez verifiquem que estão atrasados demais para registrar seu casamento naquele dia. Assim, têm um costumeiro casamento chinês, e então, no ínterim, vivem juntos antes de registrar seu casamento.
Depois do casamento, a religião chinesa exige que a noiva volte para casa vestida de Kwa Kwan e se prostre ou se curve diante do altar dos deuses da cozinha, do céu, da terra ou quaisquer outros deuses adorados pela família. Então, tem de prostrar-se diante de quaisquer ancestrais mortos representados por uma placa, altar ou retratos na parede. Por fim, prostra-se diante dos membros da família, e serve-lhes cerimonialmente chá.
A Festa de Casamento
A festa consiste em dez conjuntos de iguarias ou mais e é realizada em geral tarde da noite. Os parentes e amigos preferem que seja bem tarde, pois isso lhes dá a oportunidade de ir ao restaurante cedo na parte da tarde e jogar até à hora de comer, que é por volta das 22 horas.
O casal em geral recebe presentes em dinheiro e de outros tipos também antes, durante e depois do casamento. Isto ajuda a cobrir as despesas. Mas, os casamentos de Hong Kong, como pode ver, são amiúde dispendiosos. Assim, os recém-casados talvez não saiam nem perdendo nem ganhando, ou talvez fiquem sobrecarregados com uma dívida. Para pagar seu casamento, alguns casais tiveram de cancelar sua lua-de-mel no estrangeiro e outros planos.
in Despertai de 22/10/1971 pp. 24-27
Provérbio da semana ( 17:27 )
Quem refreia as suas declarações é possuído de conhecimento e o homem de discernimento é de espírito frio.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Excursionando pelo laboratório químico intestinal
ACOMODE-SE em sua poltrona, acompanhe-nos numa excursão imaginária num dos laboratórios químicos mais interessantes do mundo. A excursão é grátis e altamente educativa. Não tomará muito de seu tempo — apenas uns dez a vinte minutos, dependendo de quão rápido possa assimilar a informação.
O homem projetou muitos tipos de laboratórios químicos automáticos e semi-automáticos para processar e refinar toda gama de matérias-primas. Mas, nenhum se igualou a este laboratório que visitará. A simplicidade de seu traçado, e contudo a complexidade das muitas reações que ocorrem simultaneamente, conjugadas com sua alta eficiência, sua automanutenção, e sua automatização quase perfeita são coisas com as quais os bioquímicos nunca deixam de maravilhar-se.
Este incomum laboratório químico situa-se em seu próprio abdômen. Consiste num tubo que tem quase nove metros de comprimento, e com propriedade tem sido denominado “o tubo da vida”.
Naturalmente, devido à sua natureza, não podemos realmente percorrer este laboratório químico para examiná-lo, mas se observar os diagramas a sua frente, o levaremos numa excursão visual.
Ao iniciarmos nossa excursão, note por obséquio que a primeira parte deste laboratório é conhecida como o intestino delgado. Possui um diâmetro que varia de dois e meio a três e oitenta centímetros, e um comprimento de cerca de sete metros. Isto parece dar-se com todos os adultos, não importa a sua altura ou peso. Mais adiante examinaremos a segunda parte deste laboratório químico — o intestino grosso. É bem denominado porque tem um diâmetro médio duas vezes maior do que o do intestino delgado. Este tubo maior mede entre um metro e meio a um e oitenta de comprimento. E pense só nisso: a construção que abriga este inteiro laboratório químico tem menos de 0,0094 metros cúbicos em tamanho! É interessante, também, que as paredes desta construção podem expandir-se para acomodar as pressões de gases que talvez dilatem as seções dos tubos do laboratório ao dobro de seu tamanho — em diâmetro e não em comprimento.
Seus Componentes
Examinemos agora os ‘encanamentos’ deste laboratório químico. Não são feitos de metal, mas de elementos orgânicos, flexíveis e dilatáveis, de carne e sangue, consistindo em quatro capas ou camadas. A camada externa é uma membrana fina, na verdade uma extensão do peritônio ou revestimento interno do abdômen. A seguir temos a segunda capa; e note quão incomum é. Consiste em duas camadas de fibras, a exterior se estendendo longitudinalmente e a interna sendo circular. As fibras que se estendem longitudinalmente exercem um tipo de pressão sobre o conteúdo do tubo, ao passo que as fibras circulares aplicam outra espécie de pressão. As duas camadas são programadas de modo que a sua atividade seja coordenada. Não há confusão ou desarmonia de funcionamento, e não precisamos dirigir as operações. Que digam o que quiserem da automatização! O Projetista desta máquina, o Criador, certamente já a produzira primeiro!
A terceira capa consiste em tecido conjuntivo areolar ou de constituição frouxa que liga a capa muscular com a capa interna. A mais importante de todas é essa quarta capa, a mais interior, que examinaremos agora. Trata-se duma membrana mucosa que forra a parte interna do tubo. Esse revestimento é especialmente importante no Intestino delgado. Por quê? Porque nele a camada interna está equipada para lançar sucos digestivos no tubo por um lado, e, por outro lado, está equipada com a habilidade de absorver os elementos nutritivos digeridos, enviando-os à corrente sangüínea onde alimentam todas as células do corpo.
Sua Atividade Química
Mas, antes de prosseguirmos nesta excursão, eis algumas palavrinhas sobre o estômago e sua relação com o intestino delgado. Muitas pessoas têm idéias errôneas quanto ao papel que o estômago desempenha na digestão dos elementos alimentares e na absorção das substâncias nutritivas digeridas. O estômago só começa a digerir as proteínas e não faz quase nada quanto aos carboidratos (os amidos e açúcares) ou as gorduras. A absorção no estômago parece limitar-se a quantidades mínimas de açúcar e álcool. De fato, algumas pessoas passaram muito bem mesmo tendo grande parte de seu estômago removida. Em tais casos, este maravilhoso laboratório químico se acomoda automaticamente às novas circunstâncias — o intestino delgado expande a sua parte inicial a proporções de uma bolsa e assim consegue, com efeito, substituir o estômago.
A função do estômago é preparar o alimento que recebe para que se torne próprio para mais processamento nos intestinos. Tanto por ação química como mecânica, decompõe as partículas alimentares até que se tornam algo parecido a uma sopa de ervilhas cinzentas meio grossa chamado “quimo”.
Em intervalos regulares, e automaticamente, o estômago espreme parte deste quimo através de sua válvula inferior (tem também uma válvula superior). Agora dê uma olhada nesta válvula inferior do estômago; impede que o quimo nos intestinos volte para o estômago. Devido a que a quantidade de sucos digestivos adicionados à massa alimentar neste laboratório químico é mais ou menos igual aos elementos nutritivos absorvidos e lançados na corrente sangüínea, o quimo mantém quase a mesma consistência ao se mover através dos sete metros de intestino delgado.
Neste laboratório químico não só se fornecem sucos digestivos através da camada interna do intestino, mas também se recebem sucos digestivos de duas outras fontes. O fígado, por meio de um tubo, supre a bílis para decompor as gorduras. E o pâncreas, por meio de dois tubos, supre basicamente três tipos de enzimas. Estas são para a digestão das proteínas, carboidratos e gorduras. Certas glândulas neste laboratório químico servem para neutralizar a acidez do quimo recebido do estômago. Sim, a tarefa executada pelo estômago requer um meio ácido, ao passo que a executada no intestino delgado exige um alcalino.
Depois de o alimento ser digerido, precisa ser absorvido. De fato, a digestão e a absorção ocorrem ao mesmo tempo sem uma interferir com a outra. A absorção se efetua por meio destas diminutas protuberâncias cônicas que vê no revestimento interior deste tubo. Agem como bombas de sucção. Por meio delas, os elementos proteínicos e os carboidratos vão diretamente para o sangue. As partículas digeridas de gordura, porém, entram primeiro nos linfáticos, e dali vão para a corrente sangüínea.
Por volta do tempo em que o quimo já foi plenamente digerido e quase todos os seus elementos nutritivos já foram absorvidos, a massa alcançou o fim da primeira parte deste laboratório químico, o fim dos sete metros. Mas, nossa excursão não termina aqui, pois uma válvula então se abre, dando passagem à esta massa semelhante a uma sopa de ervilhas para a primeira parte do intestino grosso, conhecida como o ceco, que pode observar agora. À medida que a massa se move através do intestino grosso, a água e vários elementos minerais são absorvidos. Há considerável atividade bacterial aqui. Para a boa saúde, esta ‘flora’, como é conhecida, é absolutamente essencial.
A Ação Mecânica
Para que a massa alimentar seja digerida e absorvida, e para que viaje desde o início até o fim através deste laboratório químico, é preciso mais outra coisa além da gravidade. É preciso ação mecânica. É aqui que entram em cena as duas camadas de músculos anteriormente descritas. Produzem basicamente dois tipos de ação: mistura e propulsão. Assim que um pouco de quimo passa do estômago para o intestino delgado, começam contrações rítmicas — automaticamente. Em distâncias regulares de um para o outro, feixes circulares de fibras musculares começam a contrair-se e assim dividem o quimo em segmentos. Daí, esses músculos relaxam e outros, situados a meio caminho entre os que acabaram de relaxar, se contraem. Desta forma, metade de cada segmento anterior se torna parte de um novo segmento, com o resultado de que novas superfícies do quimo ficam constantemente expostas às ações químicas e às superfícies absorventes dos intestinos. Estes músculos circulares continuam a contrair-se e descontrair-se, em condições normais, de sete a dez vezes por minuto por cerca de meia hora seguida, tudo automaticamente. E daí?
Daí, o outro conjunto de músculos entra automaticamente em ação. Por uma lenta peristalse, o quimo é levado adiante, e nunca para trás. Depois de o quimo ser levado adiante por certa distância, a peristalse cessa automaticamente e a “segmentação rítmica”, conforme a chamam alguns, reinicia. O quimo leva de duas a quatro horas para percorrer os sete metros de comprimento da primeira parte deste laboratório químico. De novo, periodicamente, a válvula que guarda a entrada para o intestino grosso se abre. A seguir, por meio de vigorosa ação peristáltica, toda automática, como é natural, o quimo, então praticamente desprovido de elementos nutritivos, é empurrado para o cólon ou intestino grosso.
Agora observemos o que se passa no cólon. Daqui em diante, ao ser aliviada do excesso de umidade, mais ação peristáltica força a massa através do cólon. Primeiro vai para cima, daí transversalmente, e então para baixo, no abdômen, até o tempo de soar o sinal de que deve ser expelida do corpo. Esse sinal é dado pelo hipotálamo no cérebro. É um sistema surpreendente, não é?
Por fazer essa excursão hoje, está agora em posição de entender melhor como cuidar de seu próprio laboratório químico intestinal.
Quando Algo Vai Mal
Se se pudessem evitar coisas tais como úlceras, infecções de vírus ou amebas parasíticas, e a temível doença do câncer, raramente dá-se algo de errado com este maravilhoso laboratório digestivo durante a maior parte da vida da pessoa. Desde que, naturalmente, essa pessoa coma de modo correto, faça exercício adequado e durma o suficiente, e tenha controle sobre suas emoções.
Um dos problemas mais comuns que muitas pessoas têm é com gases ou flatulência. Pode ser causada por alguma enfermidade séria ou simplesmente ser devida a puro nervosismo. Mas, também poderia ser devida a hábitos impróprios de comer ou à ingestão de certos alimentos que são propensos a causar gases, tais como os da família do repolho e certos legumes.
Outro problema que muitas pessoas têm, especialmente as empenhadas em ocupações sedentárias, é a prisão de ventre. Nesse caso, novamente, a dificuldade talvez se deva a maus hábitos de comer, a não se ter uma dieta equilibrada, ou a não se beber suficiente água para que este laboratório químico funcione corretamente. Comer alimentos integrais e bastantes frutas, em especial ameixas e figos, e vegetais folhosos, talvez resulte útil. Daí, novamente, para casos agudos, alguns talvez prefiram obter remédios da farmácia.
Às vezes, algo sai errado com este laboratório químico e o resultado é exatamente o contrário da prisão de ventre, a saber, a diarréia. Isto talvez se deva à intoxicação alimentar, infecção virosa ou a hábitos insensatos de comer. Um simples remédio comprovado pelo tempo é chá preto sem mais nada. Outro remédio é a polpa de maçã, crua ou cozida, sem mais nada. Alguns acharam útil suco de uva não-adocicado. E há outros remédios.
Visto que o apêndice é parte deste laboratório químico, há também a possibilidade de apendicite, provavelmente a mais freqüente doença grave do trato intestinal. Quanto mais moderados e sadios forem os hábitos de vida da pessoa, mais regulares e normais serão os movimentos do intestino, e menor será a probabilidade de que o apêndice dê problema.
Mostrar Apreço
Os biólogos gastaram muito tempo estudando este laboratório químico intestinal, especialmente sua parte inicial, e há ainda muitas coisas que não entendem. Mas, desta breve excursão aprendemos algumas coisas interessantes. Uma coisa é certa — a automatização e a programação de várias ações químicas e mecânicas, trabalhando juntas em perfeita coordenação, nunca poderiam ter surgido pelo acaso cego.
Mostre, então, apreço pelo seu laboratório químico intestinal. Em primeiro lugar, não coma demais. É melhor levantar da mesa sentindo que poderia ter comido mais do que sentir-se empanturrado. Quando come demais, coloca uma carga extra sobre o coração, fígado, rins e outras partes de seu corpo, bem como sobre este laboratório químico intestinal. Comer mais do que necessita talvez também resulte em excesso de peso, que tem as suas próprias desvantagens.
Há também o fator psicossomático já aludido. Não tenha pressa ao comer, mantenha uma disposição mental alegre. Por que empenhar-se em contendas familiares à mesa do jantar ou recontar todas as provações e desapontamentos do dia?
Emoções prejudiciais tais como preocupação, ira e temor consomem muita energia e talvez causem estragos aos processos automáticos em seu estômago e intestinos. Conforme bem se disse: “Aquilo que ‘consome você’ pode causar-lhe mais dano do que aquilo que você consome.” É um provérbio verdadeiro que a disposição alegre é como bom remédio, mas o espírito abatido mina a força do homem.
Nosso Criador, o Projetista do laboratório intestinal, fez um excelente trabalho ao produzir este ‘tubo da vida’ em que ocorrem admiráveis funções químicas e mecânicas. Mostre apreço por ele e pelo restante de seu corpo por meio de hábitos de vida sábios. Por assim fazer, terá um mínimo de desconforto e problemas e terá mais probabilidade de gozar boa saúde e anos de vida. Quanto a nós, foi um prazer conduzi-lo nesta excursão pelo laboratório químico intestinal.
in Despertai de 22/9/1971 pp. 16-20
Provérbio da semana ( 17:25 )
O filho estúpido é um vexame para seu pai e amargura para aquela que o deu à luz.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Apresentamos-lhe a senhora preguiça
A SENHORA Preguiça é latino-americana. O visitante de Santa Cruz, Bolívia, pode encontrá-la na Praça no centro da cidade. Pode ser vista aproximar-se, parecendo-se muito a um nadador vagaroso em terra seca. Não precisa ficar alarmada, porém, pois a Senhora Preguiça é uma dama e tanto.
A lentidão de movimento é a mais destacada característica da preguiça. Deveras, observá-la é exatamente o mesmo que ver uma cena de cinema em câmara lenta.
A Senhora Preguiça fica realmente fora de seu elemento quando está no chão. Seu lar é nos galhos das árvores. E quão maravilhosamente se acha equipada para a vida ali!
Três fortes unhas ou garras se estendem de cada um de seus quatro membros, habilitando-a a enganchar-se na madeira da árvore. Dependura-se do galho, com as costas viradas para baixo, prendendo-se com suas garras no galho acima. Assim, move-se de cabeça para baixo, balançando-se devagar que nem Tarzã de galho em galho.
A Senhora Preguiça passa quase toda a sua vida de ponta-cabeça. Até mesmo dorme em tal posição, pendurando-se no galho acima com suas garras aduncas. O acasalamento e o parto também ocorrem de cabeça para baixo. Firma-se tão seguramente em tal posição que talvez até mesmo fique dependurada ali por algum tempo depois de morrer!
Visto que é tão lerda, talvez pense que a Senhora Preguiça não tenha proteção. Mas, possui as suas garras, e pode usá-las quando provocada. Pendurada em uma pata traseira, pode girar seu corpo quase 360 graus. Nesta posição, pode golpear os inimigos com ambos os braços. Mas, em geral, é de temperamento brando. Uma de suas maiores proteções contra inimigos potenciais é sua aparência geral.
Primeiro, tem um sorriso largo, tipo mongolóide, que é muitíssimo cativante. Ao trepar nas árvores, vira a cabeça continuamente como um pivô, em seu pescoço giratório, sorrindo benignamente por cima de cada ombro para qualquer espectador embaixo. Este olhar ingênuo de que ‘ninguém-vai-me-querer-fazer-mal’ deveria pelo menos ter algum efeito desconcertante em qualquer inimigo humano.
Mas, sua aparência camuflada constitui também grande proteção. É coberta com felpudo pêlo cinzento, que se parece muito à cerda, exceto que é macio ao tato. O cinza varia, tendo partes mais claras e uma risca preta na parte superior das costas, com pequenas listas pretas na face, perto dos olhos. Estas marcas combinam perfeitamente com os troncos e galhos cinzas das árvores. Sua lentidão, naturalmente, contribui para o efeito.
O resultado é que a Senhora Preguiça torna-se quase invisível. Comentando sua habilidade de aparentemente desaparecer nos galhos de uma árvore, certo observador relatou:
“Postei-me debaixo de uma árvore, absolutamente desprovida de folhas. Olhando para cima, gastei vários minutos tentando localizar uma preguiça. Quando ia desistir pude de súbito avistar uma. Daí outra, e mais outra. Finalmente, contei cinco delas penduradas bem em cima da minha cabeça! Era um dia frio e cada uma se enrolara numa bola compacta, e estava pendurada por um braço num ramo de árvore, profundamente adormecida. Pensei que fossem protuberâncias nodosas, partes da própria árvore.”
É muitíssimo interessante ver a Mamãe Preguiça levar a passeio o seu pequeno bebê através dos altos galhos de uma árvore. É ‘andar de cavalinho’, só que ao contrário, visto que a Preguicinha monta na barriga da Mamãe. Pendura-se firme, à medida que os fortes braços da Mamãe transportam a ambos de galho em galho. A preguicinha não tem medo, mas se deleita a cada instante. Pode-se ver isto pelo modo em que inclina a cabeça para fora, sob os fortes braços da Mamãe, e solta um sorriso largo para os espectadores entretidos lá embaixo.
Muitos pais em Santa Cruz levam seus filhos pequenos para a Praça a fim de verem a Senhora Preguiça. Tanto os jovens como os idosos gostam de observar esta verdadeiramente fascinante criação de Deus.
in Despertai de 22/9/1971 p. 15
Provérbio da semana ( 17:24 )
A sabedoria está diante da face do entendido, mas os olhos do estúpido estão na extremidade da terra.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A música de muitos países
TEM-SE dito muitas vezes que a música é uma língua internacional. Prova disso é a música folclórica do mundo. O prazer de ouvi-la não se limita ao país de sua origem. As pessoas podem apreciar e amiúde apreciam ouvir a música de países além da do seu próprio. Familiarizar-se com a música de outros países pode ser deleitoso.
Se chegasse a viajar a todas as partes de nossa terra, verificaria que cada nação ou grupo de pessoas tem suas próprias canções e danças características. Cada uma contribuiu seu próprio “sotaque” à “língua” da música. E este “sotaque” é em geral tão distintivo que a pessoa pode dizer o país em que certa canção ou dança se originou, assim como em grande parte se pode dizer a nacionalidade de um estrangeiro por seu sotaque.
Grande parte da música folclórica não foi composta por compositores profissionais. Algumas delas já existem por milhares de anos. Em priscas eras, as melodias eram compostas por pessoas inclinadas à música e estas eram transmitidas de geração para geração. A letra das canções tratavam do amor, da paz, da guerra, do beber, de personagens fictícios e de incidentes engraçados. E as pessoas dançavam segundo as melodias, cada grupo desenvolvendo seu próprio estilo.
Assim, quando as pessoas se reuniam em ocasiões sociais nos mercados do povoado, nos lares ou em torno das fogueiras dos acampamentos, cantavam e dançavam a música que fora transmitida de seus antepassados. Naturalmente, a topografia e o clima de seu país, bem como sua história, seu idioma, seus costumes e seu temperamento ajudaram a moldar suas canções e danças. E são essas coisas que dão à música folclórica de cada grupo aquele “sotaque” peculiar que a identifica como pertencente a eles.
Música da Europa
Grande parte da música mais grandiosa do mundo ocidental foi produzida na Europa. Desde o século dezessete, vários compositores musicais de renome escreveram grande quantidade de música tanto para instrumentos como para canto. Sua música orquestral exigia muitos instrumentos de corda, bem como os de sopro e percussão. Seus belos concertos apresentavam um instrumento de solo com uma orquestra de acompanhamento. E havia obras comoventes que exigiam um grande coro de vozes junto com uma orquestra.
A Europa é conhecida pelas suas óperas. Ao passo que a peça é encenada no palco, com cenários e trajes, a apresentação se torna mais comovente porque as palavras são em geral cantadas ao invés de faladas. Uma orquestra que acompanha os cantores acrescenta um efeito dramático. As operetas como as óperas, têm enredos, mas são mais leves e a música é alegre.
Os oratórios começaram nesta parte do mundo. Estas composições tratam em geral da história bíblica. Não se usam acessórios de palco nem trajes. Os solistas cantam as várias partes, e se empregam um coro e uma orquestra. G. F. Handel escreveu grandes oratórios bíblicos que tratam de José e seus irmãos, a libertação de Israel do Egito, Josué, Débora, Jefté, Sansão, Saul, Salomão, Atalia, Baltazar e a queda de Babilônia, Ester e o Messias.
Às vezes esses compositores desenterraram o tesouro da música folclórica européia. Usavam por inteiro uma melodia folclórica ou compunham uma melodia que tinha as características distintivas da música folclórica de uma nação. No início de sua composição, não raro indicavam que era no estilo da música de certo país.
No que diz respeito à música folclórica da Europa, a mais distintiva é a da Espanha. A ocupação moura deste país desde o oitavo até o décimo quinto século E. C., bem como os ciganos, deixaram sua impressão na música da Espanha. Talvez nenhum outro povo tenha tantas espécies diferentes de danças como têm os espanhóis, contudo aquele “sotaque” espanhol de vitalidade é evidente em todas elas. Contribuindo para este “sotaque” figuram os instrumentos usados pelos seus músicos folclóricos, a saber, a guitarra, o tamborim e as castanholas com seu som repicador.
Poder-se-ia dizer que a música ocidental da Europa encontra um representante básico entre os alemães. Destaca a escala maior de sons animados e é rica em harmonia. A música italiana é em geral mais melodiosa do que a alemã, e é muito mais leve. A música folclórica dos franceses também é muito melodiosa; porém, o realce em sua música é dado em geral mais sobre o ritmo.
O sabor oriental na música européia é especialmente evidente na da Rússia. Isto bem que se poderia dever aos mongóis que invadiram aquele país no décimo terceiro século. Também, as privações que o povo passou sob os czares despóticos sem dúvida ajudaram a dar à música russa seu tom menor e triste. Ademais, os longos e frios invernos ali contribuíram para este “sotaque” melancólico.
A música escandinava, poder-se-ia dizer, se situa um tanto entre a dos alemães e a dos russos. A música finlandesa parece ter um toque oriental em torno de si. No entanto; muitas melodias folclóricas da Dinamarca e da Holanda são bem similares à música folclórica alemã. A música folclórica polonesa revela tanto a influência russa como francesa.
Atualmente, são em geral os europeus que vivem no interior que não só escutam mas cantam e dançam sua música folclórica. Os que vivem nas cidades são mais inclinados a ir às salas de concerto e a ouvir a música pelo rádio.
Aquele “Sotaque” Latino-Americano
A música latino-americana é uma combinação de música espanhola, Africana e, dependendo do país, de música índia nativa. Nesta música, a influência Africana se notabiliza em especial no maior uso de tambores, o forte realce no ritmo e na variedade de ritmo. Exemplos destas características se encontram em danças tais como a conga, a rumba, o samba e o beguine. Nessas danças, bem como em outras, o ritmo se acha vivamente definido, sendo realçado por tambores e outros instrumentos de percussão. É esta qualidade que torna esta música tão contagiante e move a pessoa a querer dançá-la.
Entre os latino-americanos há muitos que gostam de ter música o tempo todo — e alta. Assim, não é incomum ouvirem música pelo rádio o dia inteiro e freqüentemente até tarde da noite, com o volume aberto no máximo. Os bares com vitrolas automáticas e as lojas com rádios aumentam o som que pode ser ouvido por boa parte da vizinhança. Em assuntos sociais, talvez se contrate uma banda, ou um fonógrafo ligado no volume máximo talvez forneça a música. Naturalmente, as preferências variam. Em algumas regiões, as pessoas pegam um violão ou um acordeão e produzem a sua própria música, cantando ou dançando juntas.
A Música da África
A música africana é usada principalmente para acompanhar o canto e a dança. Há diversos estilos de cantos prevalecentes neste continente. Em algumas regiões é nasal; o canto é agudo, tendo linhas melódicas de grande beleza, cuja música é em geral sem harmonia. Os ritmos acompanhantes não são muito complicados. Daí, há, em certas partes da África, o canto à viva voz de melodias simples. Nestas a harmonia também se acha incluída. Neste caso, os ritmos são muito complexos, de fato, usando-se amiúde diversos ritmos ao mesmo tempo. O ritmo é o elemento mais distintivo de grande parte da música folclórica da África.
Um jornal da Tanzânia, África, trazia uma refutação da acusação de que os tanzanianos nada tinham a ver com a música moderna “soul” ‘porque é ocidental e decadente’. Ao contrário, o escritor argumentou: “Soul é uma dança que se originou na África. . . . Os pretos desenvolveram a soul, no seu estado atual, de seus espirituais negros.” Segundo este escritor, “nenhum artista branco pode cantar soul como um preto”.
Os principais instrumentos musicais Africanos são os tambores. Amiúde estes são apenas instrumentos cilíndricos com uma pele numa das extremidades. Entre outros instrumentos populares entre os nativos da África se acham o xilofone, os arcos musicais, as harpas e instrumentos de sopro tais como as flautas de taquara e as cornetas de chifres de animais.
A Delicada Música do Oriente
Entre os orientais, há tantas espécies diferentes de música quanto há nações. Acima de tudo o mais, a música desta parte do mundo se distingue pela sua delicadeza. Talvez pareça bastante estranha aos ouvidos ocidentais porque usa quartos de tons e diferenças de tom ainda menores. Quanto aos seus ritmos, alguns são bem mais complicados do que qualquer ritmo encontrado na música ocidental. De modo geral, a música oriental desconsidera os acordes e a harmonia. Os concertos são dados na maioria por solistas com seu acompanhador, ou por grupos de três, antes que por grupos de cem músicos, conforme abrange a orquestra sinfônica ocidental. A música oriental é altamente desenvolvida na Índia.
A música folclórica do Oriente é bem diferente de sua música cultural. No entanto, a música cultural é mais representativa e melhor conhecida. Os artistas da música clássica indiana têm de ser compositores, bem como executores. A improvisação (mas só segundo certas regras) é a principal realização do executor.
Crê-se que a música oriental tenha influência nos destinos das pessoas e está intimamente relacionada com sua religião, suas filosofias e até mesmo com a magia. Os instrumentos usados no Oriente incluem instrumentos de corda como a cítara, que são tangidos com um pedaço de marfim ou de metal chamado plectro e várias flautas do tipo de taquara, bem como diferentes espécies de tambores.
O Dialeto Musical dos EUA
O que é a música folclórica norte-americana? É uma amálgama de muitos tipos de música, assim como sua população é uma amálgama de pessoas de diferentes nacionalidades. Não há dúvida sobre a influência básica européia. Os variados “sotaques” da música folclórica da Europa aparecem em muitas canções e danças norte-americanas. Até mesmo podem-se ouvir vestígios de orientalismo ali e acolá.
Proeminente é a influência negra, representada no espiritual negro, nos “blues” e no jazz com sua nitidamente definida síncope ou realce na batida que liga um tempo fraco com um tempo forte ou parte forte de um tempo do compasso seguinte, e uma certa espécie de harmonia que emprega o que é conhecido como acordes de si bemol. A música negra norte-americana derivou sua principal inspiração da África, conforme mencionou o escritor tanzaniano citado antes.
Nas cidades grandes norte-americanas os amantes da música vão aos salões de concerto para ouvir execuções musicais de orquestras sinfônicas como fazem os europeus. E apinham tais salas para ouvir e ver músicos e executores folclóricos da Rússia, África, México, Índia, Filipinas e outros países quando tais viajam para os EUA. Em suas horas de lazer, muitos ouvem gravações de todos os tipos de música em sistemas estereofônicos de reprodução de som ou em transmissões de rádio em FM.
Atualmente, a forma principal de música popular norte-americana é o “rock ‘n’ roll”. Gravações dela são vendidas aos milhões. De fato, a gravação de música séria nos EUA encara uma crise, visto ser feita com perda financeira, ao passo que a música rock ‘n’ roll é imensamente popular.
Basicamente, pode-se dizer que o rock ‘n’ roll é forte no ritmo mas fraco em atrativo melódico. Este ritmo, conjugado com sua letra, agrada aos jovens rebeldes. Muitas de suas canções incentivam o vício de entorpecentes. E tem-se demonstrado que esta música também desempenha papel proeminente na imoralidade sexual. Não só nos EUA, mas em muitos países os jovens ficaram inflamados de paixão com sua batida insistente.
A música norte-americana também inclui a chamada música “Western” ou de vaqueiro, um tipo de música folclórica distintivamente norte-americana. Desenvolveu-se junto com a colonização da parte oeste dos EUA. Os assuntos de suas canções retratam o modo de vida do vaqueiro do oeste, bem como a história desta região. Esta música tanto para cantar como para dançar é imensamente popular.
O gosto de alguém em matéria de música depende em grande parte do ambiente em que foi criado e o tipo de música a que ficou exposto. Mas, se a pessoa parar o suficiente para ouvir algumas das músicas de outros povos, verificará que tem características fascinantes. E notará que reflete as coisas interessantes sobre o modo de vida das próprias pessoas que vivem em outras partes do mundo.
in Despertai de 22/9/1971 pp. 9-12
Provérbio da semana ( 17:23 )
Quem for iníquo tomará do peito até mesmo um suborno para encurvar as veredas do juízo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Deve reprimir o bocejo?
Sabia que quando boceja ajuda sua respiração? Isto se dá porque bocejar ventila seus pulmões mais completamente. Na respiração regular, pelo que parece, nem todos os alvéolos em seus pulmões são ventilados por igual. Alguns deles talvez realmente se fechem, às vezes. O sangue que então passa através deles entra em suas artérias sem ser plenamente oxigenado. Isto diminui o teor médio de oxigênio em seu sangue.
O meio de talvez se abrirem estes alvéolos fechados em seus pulmões é um longo e profundo bocejo. E visto que a maioria dos músculos de seu corpo tomam parte neste ato bocejar também talvez sirva para espremer o sangue estagnado para fora dos vasos em que se acumulou. Ademais, quando boceja, sua garganta se abre plenamente e fica completamente descontraída por uns instantes. Isto é benéfico para sua voz empregada no falar.
O que pode fazer se sentir vontade de bocejar? Talvez possa simplesmente colocar de leve a mão sobre a boca e obter os benefícios de um pleno bocejo.
in Despertai de 8/9/1971 p. 26
Provérbio da semana ( 17:22 )
O coração alegre faz bem como o que cura, mas o espírito abatido resseca os ossos.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O suavizante crepúsculo
O QUE se daria se a escuridão viesse de súbito cada noitinha, como se um interruptor de luz fosse desligado? Sentiria falta do crepúsculo?
Para muitas pessoas o crepúsculo constitui parte valiosa do dia. Ficam encantadas com as cores mutantes e o escurecimento gradual do céu. O crepúsculo vespertino inspirou muitos artistas a se expressarem de modo belo.
O Que Causa o Crepúsculo?
Se não houvesse atmosfera em volta da terra, a escuridão completa sobreviria abruptamente ao por do sol, como o apagar da luz. É isto o que acontece quando o sol mergulha no horizonte da lua sem atmosfera.
Mas, na terra, quando o sol desaparece da vista a noitinha, continua por um tempo a iluminar as camadas superiores da atmosfera. A atmosfera da terra, com suas muitas partículas de poeira, continua a refletir a luz solar, e supre a terra com luz indireta, ou luz crepuscular. Assim, a escuridão sobrevem gradualmente, à medida que o sol mergulha no horizonte e ilumina menos a atmosfera acima. O mesmo fenômeno, mas ao inverso, ocorre de manhã, antes do nascer do sol. Isto, também, é chamado crepúsculo, ou, mais amiúde, a aurora.
Nem todas as pessoas na terra contemplam o crepúsculo na mesma medida. Isto se dá por que sua duração varia em diferentes latitudes. Por exemplo, nas regiões equatoriais, nas latitudes mais baixas, o sol nasce e se põe quase que verticalmente em relação ao horizonte. Por tanto, “desce” rápido no horizonte até que seus raios não tocam nem mesmo as camadas mais elevadas da atmosfera da terra. Assim, o crepúsculo é bastante curto próximo ao equador.
No entanto, nas regiões temperadas, em latitudes mais altas, o percurso do sol é oblíquo em relação ao horizonte. Assim, o sol leva mais tempo para “descer” no horizonte, a um ponto em que seus raios não se refletem na atmosfera abaixo. Assim, o crepúsculo é mais longo ali.
A duração do crepúsculo varia também na mesma localidade durante diferentes estações do ano. Isto se dá por causa da inclinação do eixo da terra, fazendo com que o sol apareça em diferentes posições no céu em diferentes ocasiões do ano à medida que a terra gira em torno do sol.
Intervalos do Crepúsculo Vespertino
O crepúsculo se divide às vezes em três intervalos. Primeiro, há o chamado crepúsculo civil. Começa ao por do sol e dura até que o sol tenha descido seis graus abaixo do horizonte. Isto eqüivale mais ou menos até onde a iluminação natural permite as atividades comuns fora de casa e é quando aparece a primeira estrela.
A seguir vem o crepúsculo náutico, que continua até que o sol desça a doze graus abaixo do horizonte. A essa altura, só os contornos gerais dos objetos são discerníveis, o horizonte se parece indistinto e podem ver as estrelas mais brilhantes.
Finalmente, o crepúsculo astronômico termina quando o sol atinge dezoito abaixo do horizonte. A iluminação do sol então imperceptível e sobrevem a escuridão “completa,”.
Os Fenômenos Crepúsculos
O crepúsculos às vezes apresenta uma bela exibição de cores. Quando o sol se acha a uns dois graus abaixo do horizonte, talvez apareça um deslumbrante violeta. Esta cor é um fenômeno altamente variável, mas em geral se amplia rapidamente e parece intensificar-se, de modo que dá uma matiz arroxeada aos objetos no solo. A luz violeta dura até que o sol esteja a uns seis graus abaixo do horizonte. Diz-se que é produzida pela difusão da luz solar causada por uma camada de névoa a cerca de nove quilômetros e meio acima.
Então uma indescritível cor azul talvez, pareça espalhar-se em toda parte no ar e no solo. Isto se da especialmente onde há uma paisagem hibernal, coberta de neve. Este brilho crepuscular no céu mergulha gradualmente no horizonte e desaparece à medida que o sol se aproxima de dezoito graus abaixo do horizonte.
Efeito Sobre as Plantas e os Animais
A mudança gradual do dia para a noite fornece tanto para as plantas como para os animais um tempo de ajuste. Algumas plantas dobram devagar as suas folhas e flores no crepúsculo, parecendo esconder da noite as suas partes frágeis. Outras plantas parecem abrir-se para captar ou inalar algo que perderam durante o dia. São evidentemente controladas por um relógio embutido, regulado pelas mudanças de luz e escuridão.
Um processo similar ocorre no reino animal. Alguns animais sossegam e se recolhem a seus ninhos ou tocas para dormir. Mas, outros animais acordam e se preparam para suas atividades noturnas.
Efeito Sobre os Humanos
Os humanos, também, podem achar o crepúsculo uma parte saudável e agradável do dia. Dá tempo para adaptação da mente à noite que se aproxima, e um ajuste agradável dos olhos, da luz do dia para a escuridão. Pode suavizar a mente irrequieta e amiúde cria maravilhosa sensação de contentamento. “Somente no crepúsculo é que vem o refrigério e o alívio”, diz um poeta.
O crepúsculo pode ser um tempo ideal para meditação. Convida o homem a elevar seus pensamentos a níveis mais altos do que suas tarefas diárias exigem. Sintoniza a mente do homem com pensamentos mais profundos e o ajuda a perscrutar seu coração.
in Despertai de 8/9/1971 pp. 21-22
Provérbio da semana ( 17:21 )
Aquele que se torna pai dum filho estúpido — para ele é um pesar; e o pai dum filho insensato não se alegra.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Cobras — amigas ou inimigas?
AQUI no Panamá encontramos ampla variedade de cobras. Ela mais de 125 tipos diferentes, mas destes apenas vinte e um são venenosos. E as variedades não-venenosas são muito mais populosas do que as venenosas. Vários missionários (...) tiveram encontros interessantes com elas. Um deles, que vive numa cidade do interior do país, relata:
“Certo dia encontramos a muda de pele de uma jibóia em nossa casa. Ficamos bastante perturbados. Quando mais tarde encontramos a dona da pele, ficamos ainda mais perturbados. Pois compreendemos que evidentemente havia estado na casa já por algum tempo, alimentando-se de insetos que habitam nosso telhado, sem mesmo nos deixar saber que estava por perto.”
Outro missionário conta: “Notei por diversas noites sucessivas que havia algo nas molas de minha cama. Podia sentir e ouvir movimentos brandos durante a noite, mas não podia ver nada. Visto que dormia sob um mosquiteiro, sentia-me bem seguro contra camundongos ou até ratos, mas imagine meu horror quando decidi investigar e descobri uma venenosa cobra-coral vivendo entre as molas!”
Sim, uma reação comum ao se encontrar uma cobra é a de terror. Reage assim? Tem justificativa para isso? São as cobras realmente inimigos perigosos dos humanos? Ou servem para fins úteis?
Estórias de Cobra
É bem óbvio que alguns tipos de cobras podem ser perigosos. A venenosíssima naja, por exemplo, segundo é relatado, é responsável por umas 10.000 mortes por ano só na Índia. Durante o acasalamento, a naja pode ser agressiva, e há estórias de terem perseguido humanos numa caçada de vida ou morte.
O pitão é outra cobra famosa, cuja própria menção já causa medo em certas pessoas. Pode ser tremenda em tamanho. Um pitão asiático chegou a medir dez metros de comprimento! O pitão mata por constringir ou espremer sua presa até sufocá-la. Mas, há poucos relatos autenticados de tais cobras atacaram e devorarem humanos. Em certo caso, porém, um rapazote de quatorze anos nas Índias Orientais foi pego e devorado por um pitão. Alguns dias depois, a grande cobra foi capturada e morta, recuperando-se o corpo do rapaz.
A maior cobra viva é a sucuri sul-americana, que também mata suas vítimas por esmagá-las. Tem havido estórias do Brasil, desde tempos remotos, sobre o grande tamanho e a grande força da sucuri. Há alguns anos, um fotógrafo no Brasil distribuiu um cartão postal de uma sucuri gigantesca, supostamente de 40 metros. E em 1948 uma reportagem jornalística falava de uma cobra de uns 48 metros de comprimento que foi morta por um destacamento do exército brasileiro. Têm as cobras realmente tal comprimento? As afirmações não foram comprovadas. Há relatos fidedignos, porém, de sucuris de onze metros, que são deveras grandes! A jibóia, que se encontra no Panamá, pode atingir um comprimento de quase cinco metros, estando logo abaixo da sucuri e do pitão em tamanho.
Grau de Perigo
Visto que estas grandes cobras geralmente preferem presas menores, o perigo para os humanos é mínimo. Assim, o maior perigo para o homem vem das cobras venenosas. Mas, só uma pequena percentagem das quase 3.000 espécies conhecidas de cobras do mundo é venenosa. Calcula-se que apenas cerca de oito de cada cem representam perigo para o homem.
Certo escritor observou recentemente que ‘a probabilidade de ser mordido por uma cobra no Panamá é quase a mesma de ser atingido por um raio’. Também comenta, porém, que ‘é melhor não brincar com cobras, visto que são os manipuladores de cobras que mais sofrem picadas de cobra’.
As cobras mais perigosas no Panamá são as venenosas caiçaca, sucuri e cobra-coral e, em grau menor, a urutu e outras do gênero Bothrops. Também, a serpente marinha do Pacífico, cujo veneno é considerado cinqüenta vezes mais venenoso do que qualquer cobra terrestre, pode ser perigosa para os banhistas ao longo da costa do Pacífico.
Mas, caso tentasse fazer isso, poderia uma cobra terrestre perseguidora apanhar um homem? Provavelmente não. A maior velocidade que a maioria das cobras podem atingir é apenas uns treze quilômetros por hora, mais vagaroso do que uma pessoa pode correr, e poucas cobras podem correr nessa velocidade. Uma notável exceção é a veloz naja hannah. Todavia, ao se locomover, mantém a cabeça suspensa do chão, mas tem de baixá-la horizontalmente para dar voltas. Assim, um homem, por ziguezaguear, pode fugir dela num local aberto. Há relatos de pessoas que escaparam deste tipo de naja por simplesmente fazer tais manobras!
A verdade é que as cobras em geral são bastante ariscas, e sairão do caminho de um homem, dada a oportunidade. Esta preferência de serem cautelosas se dá até mesmo com as variedades venenosas, inclusive a naja, na maioria dos casos. As cobras não ficam à espreita para atacar humanos. Portanto, se a pessoa for cuidadosa quando estiver no jardim ou perto de árvores ou arbustos, as probabilidades de ser picada são muito pequenas. É também bom em alguns lugares estar alerta em volta da garagem ou da casa, porque as cobras venenosas invadem estas áreas também.
Reputação Imerecida
Parece que, na maior parte, as cobras têm uma reputação imerecida. O herpetólogo (estudioso dos répteis) Sam Telford se acha entre os que crêem nisto. Afirma: “Têm uma reputação que não merecem; só porque algumas são perigosas, todas foram difamadas.”
Realmente, as cobras servem para finalidades úteis, conforme indica Telford. São importantes no controle dos ratos, camundongos e outros roedores que se multiplicam em taxas rápidas e podem causar grandes danos às colheitas. Portanto, muitos agricultores consideram a cobra como sua amiga, como colaboradora em seus esforços agrícolas.
Mas as cobras servem ao homem de maneira bem diferente, também. Willie K. Friar, escrevendo no Panama Canal Review, comenta: “A jibóia, que alguns se referem como um ‘bom naco de carne’, é parte regular do cardápio servido aos estudantes da Escola de Sobrevivência Tropical da Força Aérea na Zona do Canal.”
Embora algumas cobras sejam perigosas e certamente devem ser tratadas com respeito, a maioria é útil ao homem. São amigas, não inimigas.
in Despertai de 8/9/1971 pp.19-20
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AMOR MEU, DOR MINHA
DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.






