K.O.!
Praticante do Brandismo - "Empenha-te pela justiça, pela devoção piedosa, pela fé, pelo amor, pela perseverança, pela BRANDURA de temperamento"
Mensagens populares
-
A POLUIÇÃO atmosférica torna-se um problema cada vez maior à medida que cidades e indústrias aumentam de tamanho. Segundo algumas autorid...
-
O corpo humano possui 100 000 quilômetros de veias, artérias e outros vasos sanguíneos. Isso é suficiente para dar duas voltas e meia em to...
-
O avião mais rápido do mundo é o SR-71 Blackbird, que voa a uma velocidade até 3 vezes superior ao som. A sua fuselagem é feita em titânio...
-
A OPERAÇÃO mais freqüentemente realizada no corpo humano, depois da extração de dentes, é a remoção das amígdalas. A operação, chamada amig...
-
UM PEQUENO pedaço de músculo é tudo o que ela é. Mas, quão surpreendente é seu formato! Pois a língua pode formar todos os sons proferidos ...
-
É UM adolescente importunado com acne? Não leve isso por demais a sério. Sem dúvida, parece-lhe muitíssimo pior do que parece aos outros. T...
-
Barbie A boneca mais famosa do mundo foi inspirada e ganhou o nome de Barbie Handler, filha da americana Ruth Handler, fabricante de brin...
-
O QUE se daria se a escuridão viesse de súbito cada noitinha, como se um interruptor de luz fosse desligado? Sentiria falta do crepúsculo? ...
-
Um casal britânico teve uma experiência que jamais vai esquecer. Durante o acto sexual o homem sentiu uma forte dor no órgão sexual. Ao ol...
-
OS CONSTRUTORES de estruturas tais como as pontes reconhecem a necessidade de tomar providências para uma margem de segurança. Deve-se torn...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Vida comunitária entre as plantas
SE JÁ visitou a Alemanha, talvez tenha notado, nos subúrbios das cidades, grandes lotes de terra subdivididos em muitas pequenas hortas. O inteiro lote talvez tenha de cinqüenta a duzentas hortas. Grande parte desta terra é de propriedade de associações, e somente os que pertencem a uma associação é que podem alugar uma horta. Outras são de propriedade particular. Muito se pode aprender aqui sobre horticultura, de modo que gostaríamos de levá-lo conosco ao visitarmos Hans. É membro da diretoria da associação local “Kleingarten” (pequena horta) e serve como conselheiro para horticultores individuais.
Ultimamente os horticultores vêm passando por certas dificuldades. Parece que ouviram falar de “cultura mista”. Cheios de entusiasmo, foram à horta para experimentar as sugestões. E o resultado? Bem, foi um pouco decepcionante para se dizer o mínimo.
“Alô, Hans!” Ele foi subitamente interrompido em seus pensamentos. “Bom dia, Werner!”, respondeu. “O que aconteceu para estar de pé tão cedo esta manhã?”
“Oh, você sabe o quanto gosto de trabalhar na horta. Mas, você não me escapa hoje. Tenho diversas perguntas a lhe fazer. Sabe do meu fiasco com esta ‘horticultura mista’. O que gostaria de saber é exatamente o que saiu errado e o que deixei de levar em consideração.”
“Ja, Werner, isto não é tão fácil de explicar. Isto se dá porque há muitas coisas a se considerar. Comecemos com a natureza do solo e a influência que as plantas exercem umas sobre as outras.
Que Papel Desempenha a Qualidade do Solo
“Sabia que não é o único a trabalhar em sua horta? Lagartas e minhocas, sim, e um exército de microrganismos em forma de algas, bactérias e fungos lhe são muito úteis. Todos os seus esforços seriam não raro inúteis se estes microrganismos não se ocupassem. Que adiantaria se se desgastasse tentando manter o solo fofo, e daí viesse a próxima chuvarada e os minúsculos grânulos afundassem e se juntassem de modo que o solo ficasse novamente duro e impenetrável?”
“Mas, que papel desempenham estes organismos em manter o solo fofo, e em primeiro lugar como é que foram parar ali?”
“Não procura sempre enriquecer o solo por misturar adubo composto, amadurecido, nele? Resulta numa luxuriante cultura de fungos, consistindo numa extensiva rede de fios fungosos. Estes pequenos fios, com curtíssima duração de vida, seguram as minúsculas partículas de colo para que não possam afundar-se e juntar-se. Mais tarde, as bactérias assumem o serviço, mas não são as últimas de seu tipo a trabalhar o solo.
“Há uma cadeia contínua de vida em muitas formas prevalecentes no solo. Estas cuidam de que o solo seja mantido em boas condições de plantio, o que significa que as partículas de terra são preservadas para que o calor e a água possam penetrar no solo. Ao mesmo tempo estes microrganismos decompõem a matéria na terra de modo que o valor nutritivo no solo possa ser liberado e tornado disponível às plantas.”
“Mas, o que tudo isso tem à ver com a ‘cultura mista de plantas’?”
“Sua pergunta é boa, e espero poder dar-lhe uma resposta satisfatória. Talvez se lembre de que durante a palestra mostrou-se que se empreendeu muita pesquisa. Vez após vez comparou-se a natural vida comunitária das plantas com a cultura de um só tipo de planta. O Professor Sekera fez interessante descoberta. Descobriu que havia uma população muito menor de vários microrganismos no campo cultivado. Uma comunidade mista de plantas, por outro lado, pulula com uma alta população microrgânica no solo.
“Dê uma olhada nas florestas naturais — carvalho, faia, arbustos e aquela congorsa ou pervinca trepadeira que cresce até sobre o luxuriante tapete de musgo. Cada cantinho e frestazinha é utilizado e contudo nenhum estorva os outros. Pelo contrário! Cada um ajuda o outro. E considere que cada árvore, sim, cada planta tem sua própria escolta de microrganismos. O resultado disto é que o solo nunca chega ao ponto em que poderia ficar ‘cansado’ ou improdutivo. Permanece em boa condição de plantio e saudável.
“O ‘teto’ folhoso e as folhas caídas servem de ajuda para o solo. Protegem-no dos raios abrasadores do sol; impedem-no de secar-se com o vento e de ficar lamacento nos temporais. Isto também é uma provisão da floresta para manter o solo em boas condições de plantio.
“Ora, poderá produzir tal condição em miniatura em sua horta. Por exemplo, digamos que plantasse um canteiro de favas européias. Logo veria os pés crescer bastante isolados, lado a lado. A razão é que não podem tolerar o tempo quente e possuem muito poucos ramos. Não haveria folhagem protetora para impedir que o sol abrasador secasse o solo. Aos poucos formaria uma crosta dura no solo. As últimas gotas de umidade escapariam do solo pelas rachaduras. O ácido carbônico, que o solo tem de liberar para as folhas, se acumularia na terra devido à crosta dura. E logo os microrganismos remanescestes, que não se refugiaram nas camadas mais fundas da terra por causa da falta de umidade, seriam envenenados pelo ácido carbônico. Sim, até as raízes ficariam condenadas à sufocação.
“No entanto, se plantasse espinafre entre as fileiras, obteria resultados totalmente diferentes. O espinafre cresce rápido e protege o solo com suas folhas amplas. Sob este teto protetor o solo permanece úmido. O resultado será exatamente o oposto do exemplo anterior. E por quê? Por causa da cultura mista de plantas.
“Isto faz sentido. Mas, veja que pouco consegui com minha cultura mista de plantas.”
A Influência de Uma Planta Sobre Outra
“Ja, Werner, você se esqueceu que as plantas também são coisas vivas. As plantas, como se dá com os humanos e os animais, produzem secreções no processo de metabolismo, e estas podem influir em outras plantas de modo proveitoso ou adverso.
“Nesta questão, o Dr. Madaus-Dresen fala de três diferentes espécies de secreções: cheiro, raiz e folha. As secreções de cheiro e da raiz são na forma de gases. As secreções de folha são de matéria orgânica e inorgânica encontrada especialmente nas folhas molhadas depois do orvalho, chuva ou nevoeiro. Estas matérias retornam ao solo para cumprir sua finalidade mais uma vez.
“Já cheirou repolho do brejo (planta arácea norte-americana)? Algumas plantas não podem suportar outras por causa do cheiro que soltam. Ninguém poderia culpar a erva-doce de não querer o absinto como vizinho próximo. Pode-se entender fácil isto quando consideramos os resultados das experiências feitas pelo Professor D. Koegel. Descobriu que a secreção de cheiro do absinto é tão forte que a erva-doce a 70 centímetros de distância cresceu só à altura de 5,7 centímetros. Mas, à distância de 1,30 metros, a erva-doce atingiu sua altura normal de 39 centímetros. Neste caso a secreção de cheiro teve efeito retardador sobre o crescimento da planta parceira. Seria sábio levar isso em consideração ao plantar a sua horta.
“Quanto às secreções da raiz, descobriram-se outras coisas interessantes. Notou-se que a secreção da raiz de uma planta teve maus efeitos sobre plantas da mesma espécie que estavam em sua vizinhança. Parece como se as secreções de plantas da mesma espécie de planta não são compatíveis com a planta vizinha. Na cultura mista de plantas, porém dá-se exatamente o oposto.
“Olhe, Hans, isto me faz lembrar de um exemplo no reino animal. Um fazendeiro levava seu gado ao mesmo pasto ano após ano. Com o tempo, devido ao estrume do gado, havia alguns trechos especialmente verdes. Os animais recusaram comer este capim. Certo dia, lhe ocorreu a idéia de pastar seu cavalo e suas ovelhas neste prado, e, veja só, comeram com gosto o capim que o gado recusara comer.”
“Quando dou uma olhada em seus feijões, sinto que estão exatamente tão infelizes quanto o gado que sempre pastava no mesmo prado.
“Tente fazer o mesmo que o fazendeiro. Dê a seus feijões um parceiro que ‘consuma’ as secreções metabólicas deles para que possam desenvolver-se em paz. Para eles o mais bem-vindo sócio é a couve lombada. Ela absorve as secreções deles e as torna inócuas, ao passo que as secreções da couve lombada são nutritivas para os feijões. Também, em tirar nutrimentos do solo os dois se complementam maravilhosamente.
“Lembra-se da macieira nova que secou-se pouco tempo depois de plantá-la?”
“Ja, é isso mesmo! Mas não posso entender como isso foi possível. Dê uma olhada naquela cerejeira nova; está exatamente no mesmo local e cresce que é uma beleza!”
“Pense um pouco nisso, Werner. Plantou aquela macieira nova no mesmo lugar em que estivera a velha macieira que fora derrubada pela tempestade. Neste caso não foi só a secreção das raízes, mas também os restos das secreções das folhas que envenenaram a muda. Para a cerejeira nova, porém, é bem-acolhida nutrição.”
“Então como foi possível que a velha macieira crescesse tão bem?”
“O que a árvore nova não pôde fazer, a velha conseguiu. A velha enviou seus finos pêlos absorventes o suficiente longe para sair do alcance de suas secreções. Encontrou nutrição na vizinhança de espécies compatíveis de plantas, e deste modo criou um convívio que a manteve saudável. Naturalmente, não podia ver isso.”
“Como é isto possível”
“Sabemos realmente muito pouco sobre tudo isso. Os cientistas humildes admitem que falta muito para o homem chegar a descobrir todas as relações dentro da vida comunitária das plantas. As coisas já aprendidas, porém, são tão informativas e úteis que compensa considerá-las e aplicá-las.
Como a Vida Comunitária Afeta os Insetos?
“Estava pensando aqui num efeito especial que se pode produzir por cultivar culturas mistas de plantas. Como explica a recente descoberta de que as pestes insetíferas não podem espalhar-se tão fácil nas florestas mistas?”
“Tem isso algo a ver com a cultura mistas de plantas?”
“Certamente que sim! Descobriu-se que as secreções de cheiro de uma planta constituem boa defesa contra insetos para sua planta vizinha. Um exemplo muito bom — confirmado por muitos biólogos e horticultores — é o companheirismo entre a cenoura e os alhos-porros temporãos, de folhas curtas.
“O inimigo da cenoura é a mosca da cenoura, ao passo que o alho-porro sofre com a mosca da cebola e a traça do alho-porro. Se viverem juntos em companheirismo, então o forte e estranhamente diferente cheiro da planta parceira repele tanto os insetos que nem sequer tentam depositar seus ovos na planta vizinha. Levantam vôo o mais depressa que podem para se afastar do cheiro.
“O mesmo acontece com a couve-rábano e os rabanetes em sua vida comunitária com a alface. A couve-rábano e os rabanetes são grandemente afligidos pelas moscas da terra, mas quando as moscas sentem o cheiro da alface no nariz saem voando. Quando as plantas são afetadas por pestes, pode-se em geral aliviar a situação pela cultura mista de plantas.
Vida Comunitária nas Plantações de Frutas
“Agora que já lhe dei alguns conselhos úteis para sua horta, gostaria de lhe falar um pouco sobre um tipo inteiramente diferente de vida comunitária. Sabe quanta satisfação tenho com minhas árvores frutíferas. Algumas pereiras ‘Williams Christ’ (Bartlett) eram meu orgulho e alegria. Mas, apesar de florescerem ano após ano, não davam fruto. Não se devia a qualquer falta de abelhas. Um vizinho meu que plantara a mesma espécie começou a cortá-las todas. Esperei mais um pouco e tentei descobrir a causa.
“Por simples acaso aconteceu de me passar pelas mãos uma tabela de polinização. O pólen, como sabe, é a poeira das flores necessária para tornar a planta frutífera. Fiz uma descoberta interessante. As peras se notabilizam pela auto-esterilidade; isto é, o pólen de certas variedades não polinizam a mesma variedade e assim dependem do pólen de uma variedade diferente da mesma espécie de fruta. As minhas ‘Williams Christ’ (Bartlett) precisavam de pólen da pêra ‘Gellerts Butter’. Visto que nem eu nem meu vizinho tínhamos destas árvores em nosso pomar, as ‘Williams Christ’ não podiam ser polinizadas.
“Por esta razão obtive um rebento da ‘pêra Gellerts Butter’ e o enxertei na copa da ‘Williams Christ’. No ano seguinte este rebento floresceu com os outros. As abelhas assumiram sua parte do trabalho; as peras são um tipo de fruta que só podem ser polinizadas por insetos. Que surpresa! Pouco tempo depois, as árvores estavam carregadas de peras. Fiquei um pouco mais sábio.”
“Descobri vez após vez que há muito a aprender!”
“Ja, Werner, se dá exatamente o mesmo com o universo. Quanto mais nos aprofundamos, maior e mais insondável se torna. Tudo testifica do poder imutável do grande e todo-sábio Criador, a cujas leis temos de nos submeter, porque estão em toda a parte, até mesmo na vida comunitária das plantas.”
in Despertai de 22/11/1971 pp. 17-20
Provérbio da semana ( 18:3 )
Ao entrar alguém iníquo, tem de entrar também o desprezo; e junto com a desonra há vitupério.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Bonsai — as admiráveis árvores anãs
VIAJÁRAMOS uns cinqüenta quilômetros da cidade de São Paulo para ver o que os japoneses chamam de “Bonsai”. Enquanto tomávamos chá trazido pela esposa do cultivador, expressamos surpresa quando nos disse que algumas de suas quatrocentas árvores anãs tinham trinta anos de idade.
Numa longa mesa havia alguns pinheirinhos que tinham a aparência idosa, assolada pelo vento. Em outras prateleiras, sobressaíam árvores isoladas em vasos rasos. A descrição que lhes parecia apropriada era: “Árvore solitária numa campina.” Outras pareciam secas, com galhos vergados, evidentemente se debruçando sobre um penhasco imaginário. Duas outras cresciam de um mesmo toco; “as gêmeas” como eram chamadas. Outra tinha altas raízes expostas, agarrando-se firmemente a um barranco de rio em que a água tinha quase que desgastado o solo, ou algo parecido.
No caso de algumas, o fascínio reside na propagação das raízes, ao passo que em outras é a distribuição dos galhos, a aparência do tronco, das folhas ou flores. Às vezes, um pouco de musgo ou alguns pedregulhos são tudo o que se precisa para adicionar um toque de cenário real.
Um caquizeiro de vinte anos com frutos de tamanho natural atingia apenas 60 centímetros de altura. E uma laranjeira ainda menor e diversas ameixeiras atraíram nossa atenção.
Grupos de árvores similares ou diferentes sugerem uma floresta. E as que crescem numa rocha simulam árvores ananicadas pela tempestade e pelo vento constantes num precipício montanhoso. De fato, há alpinistas que arriscam a vida na tentativa de deslocar árvores anãs reais de posições precárias em penhascos e rochas expostos às intempéries.
Quem teve a idéia de reduzir árvores normalmente grandes a este tamanho minúsculo? — era o que queríamos saber. Soubemos que um dono de um templo japonês chamado Honen Shonin, no século doze de nossa Era Comum, segundo se afirma, produziu árvores miniaturadas para decorar seu pequeno templo da seita Bodô. Não se sabe, porém, se realmente originou ou apenas copiou a técnica de miniaturização.
As árvores anãs vieram a ser conhecidas como “bonsai”, literalmente bone (vaso raso) e saigh (cultivo). Logo se espalharam pelo Japão, China, Ásia Meridional, Pacífico, Europa e América, encontrando admiradores em quase toda parte. No século dezessete, os holandeses trouxeram esta arte ao Ocidente. Hoje em dia, não é mais só uma questão de espaço que inspira os entusiastas e jardineiros amadores. É a beleza graciosa das árvores anãs.
Os imigrantes japoneses trouxeram o bonsai a São Paulo há uns trinta anos. Agora miniaturizam não só árvores importadas, mas também espécies brasileiras comuns, tais como goiabeiras e palmeiras, ipês-amarelos, buganvílias e muitas mais.
Suas idades são notáveis. Por exemplo, algumas trazidas do Japão para o Brasil têm mais de duzentos anos. E no Japão, calcula-se que algumas atingiram seiscentos anos, tais como uma em Osaka.
Como É Efetuada a Miniaturização
O método natural de reduzir o tamanho de uma árvore é ainda muito popular, embora se usem produtos químicos e hormônios para conseguir espécimens ainda menores do que a altura convencional de cerca de cinqüenta centímetros.
A árvore é moldada e podada por muitos anos até adquirir a forma imponente de uma árvore grande. Pode-se cultivar os bonsai de sementes ou de mudas. No caso das sementes, é preferível usar as de árvores menores por natureza, e serem plantadas em terra misturada com meia parte de areia. Depois de quatro a oito meses, germinam e se deixa que cresçam normalmente. As mudas são plantadas como as de quaisquer outras árvores. O processo de miniaturização começa depois de sete a nove ou doze meses, embora ainda no chão ao ar livre.
Cortam-se as raízes secundárias com uma pá, numa distância de 15 a 20 centímetros do tronco. Mesmo nesse estágio, pode-se envergar um galho na forma desejada com um arame de ferro forte, que é enrolado em volta dele. Aos dezoito meses, cortam-se de novo as raízes secundárias. Repete-se esse processo aos vinte e quatro, trinta e dois e trinta e seis meses. Durante os primeiros três anos cruciais, uns 60 a 70 por cento das plantinhas talvez morram.
A seguir, planta-se a árvore num vaso raso. Desta vez corta-se a raiz principal, deixando-se uns cinco centímetros a partir do colo. Assim, coíbe-se todos os meios de crescimento.
O formato do vaso tem de combinar com o tipo de árvore e com aquilo que o ambiente cênico deverá sugerir ao observador. É em geral de cerâmica, e seu formato e sua profundidade têm de estar na proporção certa com a árvore.
Fixa-se uma rede de metal no vaso para impedir que a terra grude em seus lados. O bonsai corretamente plantado pode ser tirado de seu vaso a qualquer tempo, mas permanece nele por dois ou três anos, quando se troca a terra para evitar o apodrecimento das raízes. Daí a planta está pronta para que seus galhinhos sejam podados com uma tesoura, e os galhos podem se vergados com arame segundo o projeto do cultivador.
A rega é em geral feita uma ou duas vezes por dia, exceto no inverno, quando a árvore descansa. Muitos introduzem um palito de fósforo na terra e o puxam. Se sair úmido, não regam, mas se sair seco, o fazem.
Em intervalos regulares durante o período de crescimento suspende-se a árvore para fora do vaso para cortar as raízes. Isto prossegue até que a árvore fique “adulta”, depois de uns dez a quinze anos ou mais!
Exceto no tempo frio do inverno, pode-se deixar o bonsai fora. O ar fresco é necessário, de modo que onde há aquecimento central, não podem permanecer dentro de casa por mais de uma semana de cada vez.
Nosso anfitrião deu alguma ordem em japonês para seu filho, que logo voltou e nos presenteou com dois ciprestes bonsai. Agradecemos esta inesperada generosidade, e regressamos, com as palavras dele ainda soando em nossos ouvidos:
“O valor de um bonsai reside em seu formato, sua altura e idade. Quanto mais velha a árvore, tanto mais valiosa. Embora em tamanho miniatura e antiga na aparência, é uma árvore que agradará seus filhos, netos e as gerações vindouras, bem dentro de sua própria sala de estar.”
in Despertai de 22/11/1971 pp. 11-12
Provérbio da semana ( 18:2 )
Quem é estúpido não se agrada do discernimento, exceto que seu coração se externe.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Não despreze a humilde ameixa!
EMBORA se cultivem ameixas em muitos países, o estado da Califórnia é o principal produtor. De fato, a maioria das ameixas do mundo são produzidas aqui — umas 150.000 toneladas desta fruta seca por ano! O clima quente e seco da Califórnia é ideal para o cultivo delas.
Parece que Alexandre, o Grande, encontrou ameixas da Pérsia e as enviou de volta a Grécia no quarto século A. E. C. Da Grécia foram levadas para outras terras européias, especialmente a França. Em meados do último século, foram importadas da França para a Califórnia. Agora, são também cultivadas em outros estados do oeste, inclusive Oregon, Washington e Idaho.
É em geral depois de cerca de sete anos de plantadas que as ameixeiras começam a produzir uma grande safra. Durante o verão setentrional a fruta se desenvolve, e em agosto ou setembro as ameixas plenamente maduras caem ao chão. No entanto, muitos cultivadores agora não esperam que caiam ao chão, mas as chacoalham brandamente das árvores. Depois de serem colhidas, as ameixas são lavadas.
O processo mais importante é a secagem, que dá às ameixas sua aparência enrugada. As ameixas talvez sejam espalhadas em bandejas de tela de arame e levadas para o campo e exposta ao sol. Leva uns seis a dez dias no sol para que sequem cabalmente.
Atualmente, porém, efetua-se com freqüência a secagem por meio de desidratadores. Uma corrente forçada de ar quente seca a fruta em umas quatorze a vinte e quatro horas. Assim, um quilo a um quilo e quatrocentos de ameixas frescas são reduzidos a cerca de meio quilo de ameixas secas.
As ameixas são então levadas a tulhas. Aqui são deixadas à suar ou curar-se por duas a três semanas, permitindo que obtenham um conteúdo de umidade uniforme. Antes de serem embaladas de modo final, recebem um banho de água quente ou de vapor para pasteurizá-las. Isto também coloca seu conteúdo de umidade no nível desejado.
Não só muitos consideram as ameixas gostosas, mas são boas para o leitor. Alguns acham benéfico seu efeito laxativo brando. Por certo tempo, pensava-se que isto se devia a seu conteúdo de celulose, mas não é o caso.
Verificou-se que as ameixas são laxativas mesmo quando misturadas com outros alimentos — quando seu conteúdo de celulose não faria muita diferença. Também, o suco de ameixa, quase isento de celulose, tem as mesmas propriedade laxativas. Assim, ao invés do conteúdo de celulose, parece que há uma substância solúvel nas ameixas que estimula a ação peristáltica dos intestinos, dando às ameixas seu efeito laxativo.
A prisão de ventre é um mal comum da civilização moderna, em especial entre trabalhadores sedentários. Assim, as ameixas podem ter verdadeiro valor medicinal. Algumas pessoas verificaram que é melhor comer ameixas para regular os intestinos do que esperar até ficarem seriamente afligidas de prisão de ventre e daí tomar laxativos fortes. Para obter o pleno benefício de seu efeito laxativo, alguns limitam seu desjejum a apenas um pequeno prato de ameixas.
Mas, a humilde ameixa também lhe é boa de outras formas. Tem abundância de açúcar, e a espécie de açúcar que o corpo assimila muitíssimo prontamente. Também, a ameixa possui mais de certas vitaminas essenciais e mais de minerais indispensáveis tais como o ferro e o cobre do que qualquer outra fruta. Diz-se também que as ameixas ajudam a restaurar o conteúdo de hemoglobina do sangue.
As cozinheiras descobriram muitos modos saborosos de servir esta fruta a suas famílias. Deixadas de molho durante a noite ou cozinhadas no vapor constituem um excelente complemento de desjejum. Uma xícara de suco de ameixa misturada com duas xícaras de leite frio produz uma bebida deliciosa. Uma compota de várias frutas — ameixas, abricós, maçãs e outras — constituem uma sobremesa tentadora no tempo de inverno. Alguns gostam de biscoito de ameixa para acompanhar sua xícara matinal de café.
Seja como for que a pessoa prefira servir ameixas pode ter certeza de que a família recebe uma fruta benéfica. Suas propriedades valiosas, seu excepcional valor nutritivo e seu sabor tornam as ameixas parte da dieta de muitas famílias.
in Despertai de 8/11/1971 p. 23
Provérbio da semana ( 18:1 )
Quem se isola procurará o [seu próprio] desejo egoísta; estourará contra toda a sabedoria prática.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Gigantes do noroeste
COMO pigmeus numa terra de gigantes é o que parecem os lenhadores que trabalham entre as altaneiras árvores das florestas, quando raia a luz da aurora sobre o Noroeste do Pacífico. Os raios do sol dissipam lentamente o nevoeiro que paira sobre os penhascos maciços e as árvores gigantescas dos Montes das Cascatas. Nesta terra madeireira que se estende do sudeste do Alasca ao norte da Califórnia, empregam-se milhares de homens no corte de madeira.
O som de motores, similar ao das motonetas, quebra o silêncio da grande floresta, à medida que serras de cadeia motorizadas serram as árvores gigantescas, lançando-as de encontro ao chão da floresta, terminando talvez até mil anos de vida vegetal. Os trabalhadores parecem formigas ao lado destas árvores gigantescas ao cortá-las em toras. Cingidas de cabos de aço, estas toras às vezes medem de 2,70 a 3,60 metros de diâmetro ao serem puxadas para o local de armazenagem, numa cena que faz lembrar as Viagens de Gulliver.
As árvores são as maiores plantas existentes. Mas, diferente da maioria das plantas, nunca param de crescer enquanto vivem. Há mais de mil espécies de árvores só nos EUA. Os madeireiros em geral classificam as árvores como madeiras de lei ou madeiras macias.
Madeiras de Lei e Madeiras Macias
As madeiras macias são em geral coníferas, que são sempre-verdes e têm a folha agulheada do pinho. Sua madeira é leve no peso quando seca e é fácil de cortar. Abetos, pinhos e cedros são exemplos do grupo conífero ou de madeira macia.
As árvores de madeira de lei, amiúde com folhas largas, são reconhecidas pela textura compacta de sua madeira, que é em geral dura e pesada. Muitas destas árvores são decíduas; soltam as folhas no outono, e nascem folhas novas na primavera. Incluem muitas variedades, tais como o ácer, a nogueira, a bétula, a macieira e o pessegueiro.
Crescimento Gigantesco a Partir de Uma Semente Minúscula
O que faz uma árvore crescer e dá à madeira suas propriedades singulares? Pouco abaixo da casca de uma árvore se acha uma camada chamada câmbio; este se ajusta à árvore como uma pele apertada. É composto de células vivas e novas. É aqui que a árvore cresce, à medida que se acrescenta um novo anel de madeira ao tronco cada ano.
A nova acrescência se torna parte do alburno, que transporta a seiva das raízes às folhas. Com o tempo, o alburno passa a compor a cerne central, que dá à árvore a sua resistência.
Na cerne, a composição química da célula muda e se torna, na maior parte, celulose. As árvores são compostas principalmente de celulose e lignina, um plástico natural. A lignina mantém coesas as células de celulose com tamanha resistência que pode sustentar uma Douglas fir (árvore conífera Pseudotsuga taxofolia) ou redwood (espécie de sequóia: Sequoia sempervirens) que talvez atinjam 60 a 90 metros de altura, mesmo em confronto com terríveis vendavais.
E pensar que estes gigantes começaram de sementes minúsculas! No caso da sequóia gigante, a semente mede cerca de 63 milímetros. E em cada semente minúscula estão as partes vitais necessárias para uma nova árvore. Por exemplo, há um minúsculo fio branco que algum dia se transformará num tronco de árvore. Além de duas folhas minúsculas, uma semente também tem uma ponta de raiz em uma extremidade e um broto na outra. Admiravelmente, indica a World Book Encyclopedia, “mesmo se virar uma semente que está abrindo de modo que sua extremidade de raiz fique para cima, ela virará para baixo dentro de algumas horas, como que puxada pela gravidade. Ao mesmo tempo, a ponta, com o broto e as folhas, vira para cima, como que puxada pela luz do sol”.
E que admirável variedade de sementes há! As coníferas dão sementes em cones, os cones variando em tamanho desde os da tsuga do tamanho dum pedregulho até quase 30 centímetros de comprimento em algumas espécies de pinho. Quando as sementes estão maduras, os cones se abrem e as sementes são lançadas, espalhando-se pelo vento.
Algumas sementes possuem asas afixadas de modo que voam longas distâncias antes de aterrissar. Outras pulam ou rolam como bolotas, e algumas que possuem um chumaço de felpa são carregadas pelo vento. E, naturalmente, as sementes de muitas árvores estão encerradas em seu fruto.
“Douglas Fir”
A grande árvore Douglas fir, que cresce mais de 60 metros de altura, é a árvore que dá uma configuração serreada às encostas montanhosas. A Douglas fir bem que poderia ser o rei dos gigantes em valor, pois esta árvore de madeira macia produz mais tábuas de alta qualidade do que qualquer outra árvore na América do Norte. Sua peculiar composição de fibras entrelaçadas a torna uma madeira incomumente forte em relação a seu peso. Possui uma excelente capacidade de segurar os pregos. Pode ser pintada com rapidez, é fácil de ser trabalhada e resiste tanto à umidade como à podridão seca.
Os capitães de veleiros prezavam a árvore Douglas fir como mastros devido à sua grande altura e resistência. Atualmente, a Douglas fir está em demanda na construção de casas e é utilizada tanto para tábuas como para madeira compensada. Toras menores e sobras da Douglas fir são convertidas em polpa para papel, álcool para a indústria, produtos químicos industriais, baunilha artificial e combustível.
“Red Cedar” e Espruce
O red cedar ou canoe cedar (thuja plicata) é outro gigante do noroeste, um que pode crescer de 45 a 60 metros de altura com um caule de 4,5 metros de diâmetro. Tendo veias retilíneas e sendo fácil de partir, esta árvore servia até para ferramentas primitivas. Os índios usavam o gigante red cedar para esculpir postes históricos chamados totens. Podiam também escavar as enormes toras desta árvore para fazer suas canoas, esculpindo detalhes artísticos com cinzéis e machadinhas de pedra, dentes de castor e conchas de mexilhões, alisando a madeira com areia e couro de cação.
Atualmente dá-se especial preferência ao red cedar como tábuas para armários embutidos e áreas de armazenagem, visto que desencoraja os insetos devido a seu cheiro pungente. Os arquitetos também estão agora fazendo experiências com o red cedar, utilizando-o como paredes de madeira, de acabamento natural, em lares modernos.
Os espruces são o deleite do fabricante de polpa. Uma firma talvez chegue a possuir milhares de hectares deles. A inteira indústria de comunicações do mundo ficaria em dificuldades sem o papel barato que o espruce provê para livros, jornais e uso diário. Uma edição de jornal pode usar mais de 2,5 hectares de espruces. Usa-se também a polpa para fazer raiom para roupa.
O gigante espruce Sitka, de 30 a 60 metros de altura, é uma das mais belas das coníferas ocidentais. Alguns Sitkas gigantes têm mais de 90 metros de altura. Visto que a madeira desta árvore possui uma composição de fibras internas muito fortes em relação com seu peso, a madeira era usada em aviões durante a Primeira Guerra Mundial. Agora, esta madeira é usada na confecção de instrumentos musicais de alta qualidade com excelente reprodução de som, tais como o violão e o piano.
“Redwoods” e as Sequóias Gigantes
Ao se viajar para o sul, ao longo do oceano no Oregon meridional, começa-se a ver redwoods. Reis entre os gigantes em altura, os redwoods são as mais altas árvores vivas, crescendo até a altura de um edifício de trinta andares. De fato, a mais alta árvore conhecida nos Estados Unidos é um redwood que tem 111,34 metros de altura. Muitos troncos dos redwoods têm mais de três metros de diâmetro. A madeira desta árvore é de um vermelho bem claro. Embora macia e fraca, é excepcionalmente resistente à decomposição e aos insetos. Assim, é usada com freqüência em acabamentos interiores de edifícios e para outros fins quando a durabilidade é a consideração primordial.
Os redwoods crescem entre o nível do mar e uma elevação de 760 metros, embora as sequóias gigantes sejam encontradas nas áreas mais extremas das zonas de crescimento dos gigantes da floresta, podendo agüentar mais frio e seca e sobreviver em elevações mais altas. Embora não tão altas como os redwoods, as sequóias crescem mais em volume. Visto que nenhuma outra árvore combina tamanha compacidade de tronco com tamanha altura, muitas pessoas consideram a sequóia gigante como a árvore mais majestosa do mundo. Crê-se que algumas tenham mais de 3.000 anos de idade, e não se sabe de nenhuma que tenha morrido de velhice.
O “General Sherman”, uma sequóia nas Montanhas da Serra Nevada da Califórnia, é um exemplo excelente do tamanho gigantesco destas árvores. Eis uma árvore que mede 83,02 metros de altura. Sua circunferência da base é de 30,96 metros. A trinta metros acima do chão, este gigante da família das árvores ainda tem 5,69 metros de diâmetro. Calcula-se o peso total da árvore em mais de 6.000 toneladas. Contudo esta tremenda árvore se originou de uma semente tão minúscula que seria preciso cerca de 132.000 delas para pesar um quilo.
Visto que estas árvores têm fibras retilíneas e são frágeis, os lenhadores amiúde verificam que, quando são cortadas, seu simples volume talvez faça com que se despedassem em muitos fragmentos inutilizáveis de madeira. Isto causa a completa perda da árvore que talvez tenha levado mil ou mais anos para crescer.
Muitos Benefícios Para o Homem
Alimento, abrigo, roupa, combustível — todos podem ser providos das árvores. Podemos ser gratos, também, que as árvores purificam o ar, recolhendo o bióxido de carbono através de orifícios diminutos nas folhas. Com a ajuda da luz solar, da água, de minerais, por processos ainda não conhecidos plenamente, a árvore fabrica alimentos nas folhas de uma maneira chamada fotossíntese. Assim, as células da árvore são nutridas.
Caso as árvores fossem subitamente extintas por causa da atmosfera poluída, é de se conceber que o homem e outras criaturas viventes por fim ficariam sufocadas e morreriam por falta de ar respirável.
Assim, as árvores desempenham grande papel nas vidas, não só dos lenhadores da Costa Oeste dos EUA, mas da maioria das pessoas. Todos temos razão para apreciar as escrivaninhas, armários, cadeiras, mesas e muitos outros objetos bonitos de mobília feitos de madeira. Alegramo-nos de ter papel, para que possamos ler a página impressa que contém palavras de esclarecimento, esperança ou conforto. Não deveríamos ter apreço também das outras coisas que uma árvore pode fazer, purificando o ar, provendo sombra e beleza para as paisagens? Podemos ser gratos de que nosso amoroso Criador adornou a terra com tal grande variedade das plantas maiores, inclusive aqueles admiráveis gigantes do noroeste.
in Despertai de 8/11/1971 pp. 20-23
Provérbio da semana ( 17:28 )
Até mesmo o tolo, quando fica calado, é tido por sábio; aquele que fecha os seus próprios lábios, por entendido.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Casar-se no estilo de Hong Kong
OS CASAMENTOS de Hong Kong incluem muitas tradições transmitidas de geração em geração na China. Mas, as famílias observam diferentes tradições, dependendo da província da China de que são originárias. Também, a influência ocidental trouxe mudanças. Assim, os casamentos variam, e ninguém pode dizer dogmaticamente a norma exata para um casamento de Hong Kong. Contudo, há certos costumes de casamentos considerados corriqueiros aqui que as pessoas de outros lugares talvez considerem bastante estranhos.
Já de longa data tem sido o costume chinês os pais de um rapaz entrarem em contato com os pais da moça por meio dum mediador a fim de providenciarem um casamento, fazendo isso antes de o jovem casal sequer se conhecer. Atualmente, porém, a corte em Hong Kong é em geral feita no estilo ocidental. De fato, os encontros começam na adolescência, muito embora os casais contratem a maioria dos casamentos com uns vinte e cinco ou quase trinta anos de idade.
Marcar a Data
Quando um casal que se namora decide casar-se, em geral o rapaz se dirige aos pais da moça para considerar o assunto. Às vezes os pais do rapaz, ou em alguns casos raros, um mediador conhecido de ambas as famílias, intercedem pelo rapaz. Nesse contato entre as duas famílias consideram-se os pormenores do casamento, o dote e outros requisitos. Nestas considerações, os pais da moça têm a última palavra.
No que toca à escolha da data para o casamento, os pais talvez consultem uma ledora da sorte que possa apontar um “dia de sorte”. Ou talvez se decida o “dia de sorte” por se consultar um almanaque chinês. Este é basicamente um livro de astrologia que alista cada dia do ano e o que se deve ou não fazer nesse dia. A “boa sorte” é considerada importantíssima tanto pelos não-cristãos como até mesmo pelos membros das religiões da cristandade em Hong Kong. Explora-se todo meio possível para trazer “boa sorte”.
Considerou-se o ano lunar chinês de 1969-70, o “ano da galinha”, um “ano de sorte” para se casar porque havia duas festas da primavera. Assim, houve enorme lista de espera de casais para registrar seu casamento naquele ano. Mas, o ano lunar de 1970-71, o “ano do cachorro”, é chamado ano cego visto que não há festas de primavera. Assim, é considerado “mau ano” para casamentos.
Dote
Uma vez fixa a data do casamento, começa o regateio do que se poderia chamar de o preço da noiva ou o dote. O preço da noiva era pago pelos servos de Deus nos tempos bíblicos, e assim não é em si mesmo um costume objetáveis aos cristãos. Se for a primeira e a filha mais velha a se casar, o preço dela será provavelmente mais do que seria, digamos, o da quarta filha.
O dote em geral é uma quantia fixa de dinheiro paga diretamente aos pais da moça, ou por uma festa de casamento num restaurante. Os pais da moça costumeiramente estipulam o número de mesas, bem como quais algumas das iguarias de festa que deverão ser incluídas, tais como cogumelos, galinha e haliote.
A uma mesa numa festa de casamento sentam-se doze pessoas. Os pais da moça, por exemplo, talvez exijam o pagamento de vinte ou mais mesas ao custo de ( um certo valor ) por mesa, dependendo do cardápio e do restaurante. Mas, isto é só para os parentes e amigos da família da moça. A família do rapaz talvez tenha um número igual de mesas.
Contudo, isto é apenas parte do pagamento do dote. A família da noiva talvez também exija que certo número de cates (600 gramas) de bolo de casamento sejam entregues num “dia de sorte” antes do casamento para a distribuição a amigos e parentes.
A família também talvez queira que se lhes envie um ou mais leitões assados inteiros no terceiro dia depois do casamento. Na antiga China enviava-se o leitão assado no terceiro dia depois do casamento como evidência de que o rapaz achou virgem a moça. Hoje em dia e neste mundo cada vez mais imoral, nem sempre se adere ao costume do terceiro dia, nem o leitão indica necessariamente virgindade. Agora, o leitão talvez seja enviado no primeiro dia depois do casamento, ou seja até incluído no cardápio da festa.
Nenhum dos dotes exigidos surpreende o rapaz. Já esperava pagar um preço. Mas, não cede com demasiada facilidade. Há regateio quanto ao número de mesas, os cates de bolo e de leitão assado, e assim por diante. Se houver um mediador; então o mediador fará o regateio.
Em geral o regateio termina num acordo amigável, havendo compromissos de ambos os lados. Às vezes, porém, ocorrem brechas na relação, resultando até mesmo no cancelamento do casamento. Ou os parentes de um e do outro talvez realizem festas separadas. Naturalmente, os pais do rapaz se preocupam com o dinheiro envolvido, visto que amiúde ajudam seu filho a pagar o dote, e às vezes arcam com todas as despesas. Alguns pais acham que se pagarem o casamento, os filhos têm a responsabilidade de cuidar deles em sua velhice.
Se o rapaz aderir estritamente a certas tradições, talvez tenha de pagar as roupas novas para todos os membros da família da noiva. Talvez também pague o vestido de noiva, que com freqüência é o tradicional branco ocidental. A noiva talvez troque de trajes diversas vezes no dia do casamento. Incluso entre estes trajes se acha o Kwa Kwan chinês. Esta vestimenta tradicional ( consiste ) em um casaco e uma saia longa.
“Bem, não têm os pais da moça de pagar nada?” — talvez pergunte. Sim, costumeiramente pagam. Depois de terminar o regateio em relação com o casamento, há com freqüência uma consideração com respeito ao que os pais da moça vão dar aos recém-casados. Às vezes é alguma mobília para o novo lar, exceto a cama de casal, que cabe somente ao rapaz comprar. Se os pais da moça forem abastados, talvez forneçam um apartamento com o aluguel pago por um ano, ou, em alguns casos, totalmente pago.
O Dia do Casamento
Finalmente chega o dia do casamento! O noivo vai primeiro encontrar-se com a noiva. Quando chega, os amigos e membros da família talvez não o deixem entrar a menos que primeiro pague o “dinheiro da sorte”. Este dinheiro, colocado em pacotes vermelhos, é dado ao que abre a porta ou a todos na casa. É só depois do pagamento que o noivo recebe sua noiva.
A seguir, os participantes do casamento talvez se dirijam ao cartório para a cerimônia civil. Em Hong Kong, só podem ser registrados legalmente como casados num dos cartórios de registro do governo, ou por irem a uma das poucas igrejas grandes autorizadas para este fim. O casal tem de solicitar com bastante antecedência que a cerimônia seja realizada no cartório na data e no horário que desejam. Assim, não há noivas atrasadas aqui, senão perderão a sua vez!
Algumas pessoas em Hong Kong, porém, talvez desejem casar-se num “dia de sorte”, mas talvez verifiquem que estão atrasados demais para registrar seu casamento naquele dia. Assim, têm um costumeiro casamento chinês, e então, no ínterim, vivem juntos antes de registrar seu casamento.
Depois do casamento, a religião chinesa exige que a noiva volte para casa vestida de Kwa Kwan e se prostre ou se curve diante do altar dos deuses da cozinha, do céu, da terra ou quaisquer outros deuses adorados pela família. Então, tem de prostrar-se diante de quaisquer ancestrais mortos representados por uma placa, altar ou retratos na parede. Por fim, prostra-se diante dos membros da família, e serve-lhes cerimonialmente chá.
A Festa de Casamento
A festa consiste em dez conjuntos de iguarias ou mais e é realizada em geral tarde da noite. Os parentes e amigos preferem que seja bem tarde, pois isso lhes dá a oportunidade de ir ao restaurante cedo na parte da tarde e jogar até à hora de comer, que é por volta das 22 horas.
O casal em geral recebe presentes em dinheiro e de outros tipos também antes, durante e depois do casamento. Isto ajuda a cobrir as despesas. Mas, os casamentos de Hong Kong, como pode ver, são amiúde dispendiosos. Assim, os recém-casados talvez não saiam nem perdendo nem ganhando, ou talvez fiquem sobrecarregados com uma dívida. Para pagar seu casamento, alguns casais tiveram de cancelar sua lua-de-mel no estrangeiro e outros planos.
in Despertai de 22/10/1971 pp. 24-27
Provérbio da semana ( 17:27 )
Quem refreia as suas declarações é possuído de conhecimento e o homem de discernimento é de espírito frio.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Excursionando pelo laboratório químico intestinal
ACOMODE-SE em sua poltrona, acompanhe-nos numa excursão imaginária num dos laboratórios químicos mais interessantes do mundo. A excursão é grátis e altamente educativa. Não tomará muito de seu tempo — apenas uns dez a vinte minutos, dependendo de quão rápido possa assimilar a informação.
O homem projetou muitos tipos de laboratórios químicos automáticos e semi-automáticos para processar e refinar toda gama de matérias-primas. Mas, nenhum se igualou a este laboratório que visitará. A simplicidade de seu traçado, e contudo a complexidade das muitas reações que ocorrem simultaneamente, conjugadas com sua alta eficiência, sua automanutenção, e sua automatização quase perfeita são coisas com as quais os bioquímicos nunca deixam de maravilhar-se.
Este incomum laboratório químico situa-se em seu próprio abdômen. Consiste num tubo que tem quase nove metros de comprimento, e com propriedade tem sido denominado “o tubo da vida”.
Naturalmente, devido à sua natureza, não podemos realmente percorrer este laboratório químico para examiná-lo, mas se observar os diagramas a sua frente, o levaremos numa excursão visual.
Ao iniciarmos nossa excursão, note por obséquio que a primeira parte deste laboratório é conhecida como o intestino delgado. Possui um diâmetro que varia de dois e meio a três e oitenta centímetros, e um comprimento de cerca de sete metros. Isto parece dar-se com todos os adultos, não importa a sua altura ou peso. Mais adiante examinaremos a segunda parte deste laboratório químico — o intestino grosso. É bem denominado porque tem um diâmetro médio duas vezes maior do que o do intestino delgado. Este tubo maior mede entre um metro e meio a um e oitenta de comprimento. E pense só nisso: a construção que abriga este inteiro laboratório químico tem menos de 0,0094 metros cúbicos em tamanho! É interessante, também, que as paredes desta construção podem expandir-se para acomodar as pressões de gases que talvez dilatem as seções dos tubos do laboratório ao dobro de seu tamanho — em diâmetro e não em comprimento.
Seus Componentes
Examinemos agora os ‘encanamentos’ deste laboratório químico. Não são feitos de metal, mas de elementos orgânicos, flexíveis e dilatáveis, de carne e sangue, consistindo em quatro capas ou camadas. A camada externa é uma membrana fina, na verdade uma extensão do peritônio ou revestimento interno do abdômen. A seguir temos a segunda capa; e note quão incomum é. Consiste em duas camadas de fibras, a exterior se estendendo longitudinalmente e a interna sendo circular. As fibras que se estendem longitudinalmente exercem um tipo de pressão sobre o conteúdo do tubo, ao passo que as fibras circulares aplicam outra espécie de pressão. As duas camadas são programadas de modo que a sua atividade seja coordenada. Não há confusão ou desarmonia de funcionamento, e não precisamos dirigir as operações. Que digam o que quiserem da automatização! O Projetista desta máquina, o Criador, certamente já a produzira primeiro!
A terceira capa consiste em tecido conjuntivo areolar ou de constituição frouxa que liga a capa muscular com a capa interna. A mais importante de todas é essa quarta capa, a mais interior, que examinaremos agora. Trata-se duma membrana mucosa que forra a parte interna do tubo. Esse revestimento é especialmente importante no Intestino delgado. Por quê? Porque nele a camada interna está equipada para lançar sucos digestivos no tubo por um lado, e, por outro lado, está equipada com a habilidade de absorver os elementos nutritivos digeridos, enviando-os à corrente sangüínea onde alimentam todas as células do corpo.
Sua Atividade Química
Mas, antes de prosseguirmos nesta excursão, eis algumas palavrinhas sobre o estômago e sua relação com o intestino delgado. Muitas pessoas têm idéias errôneas quanto ao papel que o estômago desempenha na digestão dos elementos alimentares e na absorção das substâncias nutritivas digeridas. O estômago só começa a digerir as proteínas e não faz quase nada quanto aos carboidratos (os amidos e açúcares) ou as gorduras. A absorção no estômago parece limitar-se a quantidades mínimas de açúcar e álcool. De fato, algumas pessoas passaram muito bem mesmo tendo grande parte de seu estômago removida. Em tais casos, este maravilhoso laboratório químico se acomoda automaticamente às novas circunstâncias — o intestino delgado expande a sua parte inicial a proporções de uma bolsa e assim consegue, com efeito, substituir o estômago.
A função do estômago é preparar o alimento que recebe para que se torne próprio para mais processamento nos intestinos. Tanto por ação química como mecânica, decompõe as partículas alimentares até que se tornam algo parecido a uma sopa de ervilhas cinzentas meio grossa chamado “quimo”.
Em intervalos regulares, e automaticamente, o estômago espreme parte deste quimo através de sua válvula inferior (tem também uma válvula superior). Agora dê uma olhada nesta válvula inferior do estômago; impede que o quimo nos intestinos volte para o estômago. Devido a que a quantidade de sucos digestivos adicionados à massa alimentar neste laboratório químico é mais ou menos igual aos elementos nutritivos absorvidos e lançados na corrente sangüínea, o quimo mantém quase a mesma consistência ao se mover através dos sete metros de intestino delgado.
Neste laboratório químico não só se fornecem sucos digestivos através da camada interna do intestino, mas também se recebem sucos digestivos de duas outras fontes. O fígado, por meio de um tubo, supre a bílis para decompor as gorduras. E o pâncreas, por meio de dois tubos, supre basicamente três tipos de enzimas. Estas são para a digestão das proteínas, carboidratos e gorduras. Certas glândulas neste laboratório químico servem para neutralizar a acidez do quimo recebido do estômago. Sim, a tarefa executada pelo estômago requer um meio ácido, ao passo que a executada no intestino delgado exige um alcalino.
Depois de o alimento ser digerido, precisa ser absorvido. De fato, a digestão e a absorção ocorrem ao mesmo tempo sem uma interferir com a outra. A absorção se efetua por meio destas diminutas protuberâncias cônicas que vê no revestimento interior deste tubo. Agem como bombas de sucção. Por meio delas, os elementos proteínicos e os carboidratos vão diretamente para o sangue. As partículas digeridas de gordura, porém, entram primeiro nos linfáticos, e dali vão para a corrente sangüínea.
Por volta do tempo em que o quimo já foi plenamente digerido e quase todos os seus elementos nutritivos já foram absorvidos, a massa alcançou o fim da primeira parte deste laboratório químico, o fim dos sete metros. Mas, nossa excursão não termina aqui, pois uma válvula então se abre, dando passagem à esta massa semelhante a uma sopa de ervilhas para a primeira parte do intestino grosso, conhecida como o ceco, que pode observar agora. À medida que a massa se move através do intestino grosso, a água e vários elementos minerais são absorvidos. Há considerável atividade bacterial aqui. Para a boa saúde, esta ‘flora’, como é conhecida, é absolutamente essencial.
A Ação Mecânica
Para que a massa alimentar seja digerida e absorvida, e para que viaje desde o início até o fim através deste laboratório químico, é preciso mais outra coisa além da gravidade. É preciso ação mecânica. É aqui que entram em cena as duas camadas de músculos anteriormente descritas. Produzem basicamente dois tipos de ação: mistura e propulsão. Assim que um pouco de quimo passa do estômago para o intestino delgado, começam contrações rítmicas — automaticamente. Em distâncias regulares de um para o outro, feixes circulares de fibras musculares começam a contrair-se e assim dividem o quimo em segmentos. Daí, esses músculos relaxam e outros, situados a meio caminho entre os que acabaram de relaxar, se contraem. Desta forma, metade de cada segmento anterior se torna parte de um novo segmento, com o resultado de que novas superfícies do quimo ficam constantemente expostas às ações químicas e às superfícies absorventes dos intestinos. Estes músculos circulares continuam a contrair-se e descontrair-se, em condições normais, de sete a dez vezes por minuto por cerca de meia hora seguida, tudo automaticamente. E daí?
Daí, o outro conjunto de músculos entra automaticamente em ação. Por uma lenta peristalse, o quimo é levado adiante, e nunca para trás. Depois de o quimo ser levado adiante por certa distância, a peristalse cessa automaticamente e a “segmentação rítmica”, conforme a chamam alguns, reinicia. O quimo leva de duas a quatro horas para percorrer os sete metros de comprimento da primeira parte deste laboratório químico. De novo, periodicamente, a válvula que guarda a entrada para o intestino grosso se abre. A seguir, por meio de vigorosa ação peristáltica, toda automática, como é natural, o quimo, então praticamente desprovido de elementos nutritivos, é empurrado para o cólon ou intestino grosso.
Agora observemos o que se passa no cólon. Daqui em diante, ao ser aliviada do excesso de umidade, mais ação peristáltica força a massa através do cólon. Primeiro vai para cima, daí transversalmente, e então para baixo, no abdômen, até o tempo de soar o sinal de que deve ser expelida do corpo. Esse sinal é dado pelo hipotálamo no cérebro. É um sistema surpreendente, não é?
Por fazer essa excursão hoje, está agora em posição de entender melhor como cuidar de seu próprio laboratório químico intestinal.
Quando Algo Vai Mal
Se se pudessem evitar coisas tais como úlceras, infecções de vírus ou amebas parasíticas, e a temível doença do câncer, raramente dá-se algo de errado com este maravilhoso laboratório digestivo durante a maior parte da vida da pessoa. Desde que, naturalmente, essa pessoa coma de modo correto, faça exercício adequado e durma o suficiente, e tenha controle sobre suas emoções.
Um dos problemas mais comuns que muitas pessoas têm é com gases ou flatulência. Pode ser causada por alguma enfermidade séria ou simplesmente ser devida a puro nervosismo. Mas, também poderia ser devida a hábitos impróprios de comer ou à ingestão de certos alimentos que são propensos a causar gases, tais como os da família do repolho e certos legumes.
Outro problema que muitas pessoas têm, especialmente as empenhadas em ocupações sedentárias, é a prisão de ventre. Nesse caso, novamente, a dificuldade talvez se deva a maus hábitos de comer, a não se ter uma dieta equilibrada, ou a não se beber suficiente água para que este laboratório químico funcione corretamente. Comer alimentos integrais e bastantes frutas, em especial ameixas e figos, e vegetais folhosos, talvez resulte útil. Daí, novamente, para casos agudos, alguns talvez prefiram obter remédios da farmácia.
Às vezes, algo sai errado com este laboratório químico e o resultado é exatamente o contrário da prisão de ventre, a saber, a diarréia. Isto talvez se deva à intoxicação alimentar, infecção virosa ou a hábitos insensatos de comer. Um simples remédio comprovado pelo tempo é chá preto sem mais nada. Outro remédio é a polpa de maçã, crua ou cozida, sem mais nada. Alguns acharam útil suco de uva não-adocicado. E há outros remédios.
Visto que o apêndice é parte deste laboratório químico, há também a possibilidade de apendicite, provavelmente a mais freqüente doença grave do trato intestinal. Quanto mais moderados e sadios forem os hábitos de vida da pessoa, mais regulares e normais serão os movimentos do intestino, e menor será a probabilidade de que o apêndice dê problema.
Mostrar Apreço
Os biólogos gastaram muito tempo estudando este laboratório químico intestinal, especialmente sua parte inicial, e há ainda muitas coisas que não entendem. Mas, desta breve excursão aprendemos algumas coisas interessantes. Uma coisa é certa — a automatização e a programação de várias ações químicas e mecânicas, trabalhando juntas em perfeita coordenação, nunca poderiam ter surgido pelo acaso cego.
Mostre, então, apreço pelo seu laboratório químico intestinal. Em primeiro lugar, não coma demais. É melhor levantar da mesa sentindo que poderia ter comido mais do que sentir-se empanturrado. Quando come demais, coloca uma carga extra sobre o coração, fígado, rins e outras partes de seu corpo, bem como sobre este laboratório químico intestinal. Comer mais do que necessita talvez também resulte em excesso de peso, que tem as suas próprias desvantagens.
Há também o fator psicossomático já aludido. Não tenha pressa ao comer, mantenha uma disposição mental alegre. Por que empenhar-se em contendas familiares à mesa do jantar ou recontar todas as provações e desapontamentos do dia?
Emoções prejudiciais tais como preocupação, ira e temor consomem muita energia e talvez causem estragos aos processos automáticos em seu estômago e intestinos. Conforme bem se disse: “Aquilo que ‘consome você’ pode causar-lhe mais dano do que aquilo que você consome.” É um provérbio verdadeiro que a disposição alegre é como bom remédio, mas o espírito abatido mina a força do homem.
Nosso Criador, o Projetista do laboratório intestinal, fez um excelente trabalho ao produzir este ‘tubo da vida’ em que ocorrem admiráveis funções químicas e mecânicas. Mostre apreço por ele e pelo restante de seu corpo por meio de hábitos de vida sábios. Por assim fazer, terá um mínimo de desconforto e problemas e terá mais probabilidade de gozar boa saúde e anos de vida. Quanto a nós, foi um prazer conduzi-lo nesta excursão pelo laboratório químico intestinal.
in Despertai de 22/9/1971 pp. 16-20
Provérbio da semana ( 17:25 )
O filho estúpido é um vexame para seu pai e amargura para aquela que o deu à luz.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Apresentamos-lhe a senhora preguiça
A SENHORA Preguiça é latino-americana. O visitante de Santa Cruz, Bolívia, pode encontrá-la na Praça no centro da cidade. Pode ser vista aproximar-se, parecendo-se muito a um nadador vagaroso em terra seca. Não precisa ficar alarmada, porém, pois a Senhora Preguiça é uma dama e tanto.
A lentidão de movimento é a mais destacada característica da preguiça. Deveras, observá-la é exatamente o mesmo que ver uma cena de cinema em câmara lenta.
A Senhora Preguiça fica realmente fora de seu elemento quando está no chão. Seu lar é nos galhos das árvores. E quão maravilhosamente se acha equipada para a vida ali!
Três fortes unhas ou garras se estendem de cada um de seus quatro membros, habilitando-a a enganchar-se na madeira da árvore. Dependura-se do galho, com as costas viradas para baixo, prendendo-se com suas garras no galho acima. Assim, move-se de cabeça para baixo, balançando-se devagar que nem Tarzã de galho em galho.
A Senhora Preguiça passa quase toda a sua vida de ponta-cabeça. Até mesmo dorme em tal posição, pendurando-se no galho acima com suas garras aduncas. O acasalamento e o parto também ocorrem de cabeça para baixo. Firma-se tão seguramente em tal posição que talvez até mesmo fique dependurada ali por algum tempo depois de morrer!
Visto que é tão lerda, talvez pense que a Senhora Preguiça não tenha proteção. Mas, possui as suas garras, e pode usá-las quando provocada. Pendurada em uma pata traseira, pode girar seu corpo quase 360 graus. Nesta posição, pode golpear os inimigos com ambos os braços. Mas, em geral, é de temperamento brando. Uma de suas maiores proteções contra inimigos potenciais é sua aparência geral.
Primeiro, tem um sorriso largo, tipo mongolóide, que é muitíssimo cativante. Ao trepar nas árvores, vira a cabeça continuamente como um pivô, em seu pescoço giratório, sorrindo benignamente por cima de cada ombro para qualquer espectador embaixo. Este olhar ingênuo de que ‘ninguém-vai-me-querer-fazer-mal’ deveria pelo menos ter algum efeito desconcertante em qualquer inimigo humano.
Mas, sua aparência camuflada constitui também grande proteção. É coberta com felpudo pêlo cinzento, que se parece muito à cerda, exceto que é macio ao tato. O cinza varia, tendo partes mais claras e uma risca preta na parte superior das costas, com pequenas listas pretas na face, perto dos olhos. Estas marcas combinam perfeitamente com os troncos e galhos cinzas das árvores. Sua lentidão, naturalmente, contribui para o efeito.
O resultado é que a Senhora Preguiça torna-se quase invisível. Comentando sua habilidade de aparentemente desaparecer nos galhos de uma árvore, certo observador relatou:
“Postei-me debaixo de uma árvore, absolutamente desprovida de folhas. Olhando para cima, gastei vários minutos tentando localizar uma preguiça. Quando ia desistir pude de súbito avistar uma. Daí outra, e mais outra. Finalmente, contei cinco delas penduradas bem em cima da minha cabeça! Era um dia frio e cada uma se enrolara numa bola compacta, e estava pendurada por um braço num ramo de árvore, profundamente adormecida. Pensei que fossem protuberâncias nodosas, partes da própria árvore.”
É muitíssimo interessante ver a Mamãe Preguiça levar a passeio o seu pequeno bebê através dos altos galhos de uma árvore. É ‘andar de cavalinho’, só que ao contrário, visto que a Preguicinha monta na barriga da Mamãe. Pendura-se firme, à medida que os fortes braços da Mamãe transportam a ambos de galho em galho. A preguicinha não tem medo, mas se deleita a cada instante. Pode-se ver isto pelo modo em que inclina a cabeça para fora, sob os fortes braços da Mamãe, e solta um sorriso largo para os espectadores entretidos lá embaixo.
Muitos pais em Santa Cruz levam seus filhos pequenos para a Praça a fim de verem a Senhora Preguiça. Tanto os jovens como os idosos gostam de observar esta verdadeiramente fascinante criação de Deus.
in Despertai de 22/9/1971 p. 15
Subscrever:
Mensagens (Atom)
AMOR MEU, DOR MINHA
DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.






