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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Milagres e coisas assim...


SEM COMENTÁRIOS...







quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 24 )

Descubram o coelhinho da Playboy!

Ajudas para enfrentar a poluição atmosférica




A POLUIÇÃO atmosférica torna-se um problema cada vez maior à medida que cidades e indústrias aumentam de tamanho. Segundo algumas autoridades, a cidade de Nova Iorque possui a maior poluição atmosférica nos EUA, 88 por cento de seu ar sendo poluído. Afirma-se que Filadélfia vem a seguir com 78 por cento, e Pittsburg e Los Angeles a seguem com 75 por cento de ar poluído. Os dois principais fatores da poluição atmosférica são os veículos a motor e a indústria. Ambos crescem em número no ano passado, pela primeira vez registraram-se mais de 100 milhões de carros nos EUA.

Exatamente o que faz o ar poluído aos humanos? Em primeiro lugar, os estudos revelam que pode diminuir a ação dos cílios — projeções pilosas nas células que revestem nossas vias respiratórias e que ajudam a eliminar germes e sujeira do trato respiratório. A poluição pode até causar a perda dos cílios, constrição das vias aéreas e inchação ou crescimento excessivo das células que formam o revestimento de nossas vias respiratórias. Além disso, a poluição atmosférica dificulta mais a respiração. E os efeitos principais de alguns poluidores parecem ser o enfraquecimento das defesas do corpo contra vários vírus e bactérias.

Os efeitos da poluição atmosférica variam desde a indolência até as doenças mortíferas. Uma equipe de pesquisadores, noticiando no American Journal of Public Health, descobriu uma íntima relação entre a exposição regular à poluição atmosférica e a asma e o eczema em crianças de menos de quinze anos. Alguns testes de laboratório associaram certos poluidores atmosféricos com o câncer pulmonar, a pneumonia e o enfisema. E as moléstias cardíacas podem ser agravadas, visto que o monóxido de carbono, que pode reduzir o conteúdo de oxigênio do sangue, aumenta o fardo do coração.

As estatísticas sublinham o efeito que a poluição atmosférica tem sobre a saúde. Assim, as mortes devidas a câncer pulmonar entre os não-fumantes nas zonas rurais são um décimo das nas áreas citadinas, e mortes similares entre fumantes que vivem nas zonas rurais são a metade das dos fumantes que vivem em cidades. Descobriu-se que graves males pulmonares entre os carteiros de Londres eram 25 a 50 por cento mais prevalecentes do que entre os carteiros que viviam em cidadezinhas. Os pesquisadores de peso declaram que as mortes por bronquite seriam reduzidas de 25 a 50 por cento se se reduzisse a poluição atmosférica em geral a níveis que prevalecem nas áreas citadinas que possuem ar limpo.

O que se pode fazer a respeito? Os pesquisadores crêem que há meios em que pode enfrentar a poluição atmosférica até certo ponto.

As Vitaminas Talvez Ajudem

Diversos relatórios falam da eficácia das vitaminas A e E como ajudas em contrabalançar os efeitos da poluição atmosférica. Por exemplo, o Instituto de Pesquisas Battelle-Northwest patrocinou um simpósio sobre a poluição e a bioquímica pulmonar e 200 cientistas compareceram a ela. Noticiando sobre o simpósio, Chemical and Engineering News, declarou: “As vitaminas parecem desempenhar um papel muitíssimo mais vital em salvaguardar os pulmões das devastações dos poluidores atmosféricos do que se tem dado conta em geral.” Indicou-se que as vitaminas A e E “ajudam a manter a saúde pulmonar — a vitamina E pode proteger a vitamina A de ser destruída pelos poluidores atmosféricos, ao passo que a A dirige a formação de células sadias no revestimento do pulmão”.

Os pesquisadores científicos já de longa data sabem que a vitamina A é importante para membranas mucosas, paredes celulares e cílios saudáveis. De fato, certa notícia no Times de Nova Iorque, falava a respeito do cientista Dr. Umberto Saffiotti, que descobriu que a vitamina A inibiu o desenvolvimento de câncer pulmonar em testes de animais de laboratório. Nos testes, submeteu mais de cem cricetos à benzopirene, um produto difundido da combustão encontrado na fumaça e na descarga dos automóveis. Dos 53 animais que receberam apenas poluidores atmosféricos, 16 contraíram câncer pulmonar. Dos 60 animais protegidos com vitamina A, apenas cinco contraíram tumores, e quatro destes eram benignos.

Alguns pesquisadores crêem que a vitamina E pode evitar doenças respiratórias causadas pela poluição atmosférica. O Dr. D. B. Menzel, diretor da tecnologia nutricional e alimentar, declarou numa conferência científica em Miami: “Os testes de laboratório em ratos mostram que os fortificados com vitamina E vivem duas vezes mais tempo do que os ratos não fortificados numa atmosfera que simula as concentrações de nevoeiros enfumaçados semelhantes às encontradas sobre Los Angeles ou Tóquio num dia ruim.”

Menzel prosseguiu: “Esta pesquisa sugere um efeito protetor definitivo de antioxidantes de gordura, tais como a vitamina E, contra o dano biológico dos poluidores atmosféricos fotoquímicos tais como o ozônio e o bióxido nitroso.”

Os pesquisadores crêem assim que a vitamina E ajuda os tecidos do corpo a enfrentar a falta de oxigênio. Produz evidentemente melhor circulação do oxigênio através dos vasos sanguíneos.

Muitos nutricionistas e pesquisadores também crêem que a vitamina C seja de valor em combater os efeitos da poluição atmosférica. Uma experiência realizada na Universidade da Califórnia revelou que as células vegetais fortificadas com vitamina C foram ajudadas a vencer os danos do nevoeiro enfumaçado. Crê-se que a vitamina C neutralize os efeitos dos venenos.

Em adição, “a vitamina B pode contrabalançar alguns venenos do nevoeiro enfumaçado”, relata o volume Our Poisoned Earth and Sky (Nossa Terra e Céu Envenenados). “Relata-se que fígado desidratado [rico em vitamina B] restaurou completamente em uma semana, a vitalidade de um homem que ficara gravemente debilitado por um ano depois de intoxicação por fumos de um processo de fabricação de plásticos.”

Naturalmente, nem todas as autoridades concordam que estas vitaminas sejam úteis no combate da poluição atmosférica, mas muitos crêem que a evidência apóia cada vez mais o conceito de que são proveitosas.

Cuide de Seu Fígado

De todos os seus órgãos do corpo, seu fígado desempenha um papel essencial na desintoxicação de muitos venenos a que o homem é geralmente sujeito, quer penetrem pelo aparelho digestivo quer pelo aparelho respiratório. Assim, compensa cuidar de seu fígado. Os médicos que se especializam em métodos naturais de cura crêem que certos alimentos são especialmente benéficos para o fígado. Por exemplo, mencionam a alcachofra, o arroz integral, cenouras raladas finas, pêras secas, mangas e rabanetes. “O rabanete é o melhor remédio possível para o fígado que provavelmente temos em casa”, diz um destes médicos, que crê que ele ajude o fígado se ingerido freqüentemente e em pequenas quantidades.

Menciona-se também a vitamina C como valiosa para a saúde do fígado. Por exemplo, uma experiência levada a efeito na Universidade do Cairo envolvia injetar tetracloreto de carbono em camundongos. Os pesquisadores verificaram que nenhum dos camundongos que receberam grandes doses de vitamina C morreu. Todavia, cinco dos ratos que receberam tetracloreto de carbono sem vitamina C morreram depois de setenta e duas horas. Segundo tais pesquisadores, um modo em que a vitamina C protegeu os camundongos foi por impedir a morte das células do fígado.

A nutricionista Adelle Davis menciona a proteína e a vitamina C como sendo valiosas em proteger o fígado. Afirma ela: “Os danos ao fígado causados por vários venenos industriais — benzeno, nitrobenzeno, gasolina com base de chumbo, e numerosos hidrocarbonetos — foram corrigidos por dietas ricas em proteína e vitamina C.”

O Dr. Klaus Schwarz do Instituto Nacional de Saúde dos EUA crê que a vitamina E é importante para a boa saúde do fígado. Testes revelaram que ratos privados de vitamina E sofreram degeneração do fígado.

Outras Ajudas

Várias autoridades mencionam outras ajudas em enfrentar a poluição atmosférica. Por exemplo, uma ajuda para melhorar a respiração, e para melhorar a saúde em geral, é cuidar de que bela suficiente água. A respiração adequada exige uma boa quantidade de umidade, e assim sendo, especialmente se tiver qualquer deficiência respiratória, certifique-se de que seu corpo obtenha suficiente água.

Outra coisa que pode fazer para proteger seus pulmões é procurar manter uma umidade relativa saudável: Cerca de 40 ou 50 por cento. Quando a umidade é baixa demais, as membranas mucosas se secam e daí há a probabilidade de ficarem irritadas devido aos poluidores atmosféricos.

Um alimento específico indicado por alguns nutricionistas como sendo valioso antídoto à poluição é o alho. Segundo pesquisas na Alemanha, afirma-se que dilata os vasos sanguíneos e ajuda a desintoxicar todo o corpo.

Importante também para aumentar sua resistência à poluição é descansar e dormir o suficiente, e aprender a descontrair-se se tende a ficar tenso a maior parte do tempo.

Algumas pessoas com deficiências respiratórias acham que um filtro de ar seja útil, embora exija dispêndio de dinheiro. Muitos filtros de ar são pequenos aparelhos que circulam o ar ambiente através de uma fina camada de carvão ativado, seguindo o mesmo princípio das máscaras de gás. No entanto, alguns aparelhos anunciados como úteis para controlar a poluição do ar nos lares geram como subproduto o ozônio, que é um poluidor atmosférico em si mesmo. Assim, o Times de Nova Iorque trazia o cabeçalho de um item noticioso “APARELHO ‘PURIFICADOR DO AR’ EMITE POLUIDOR. Vendido Para Residências, Precipitador Também Produz Ozônio”. Assim, quem desejar comprar um aparelho purificador de ar deveria investigar antes de comprar.

Ademais, algumas pessoas que vivem em cidades grandes em que a poluição atmosférica é muito elevada fazem viagens de fins-de-semana para o campo de vez em quando. Gastar um dia e meio ou dois num pequeno povoado, numa fazenda ou no mato, pode-lhe fazer um montão de bem, mesmo que não tenha nenhuma deficiência cardíaca ou pulmonar.

As proporções sempre-crescentes do problema da poluição tornam claro que nunca será resolvido sob o atual sistema de coisas. Mas, algumas das sugestões precedentes podem resultar úteis em sua batalha pessoal contra os efeitos da poluição atmosférica sobre a sua saúde.

in Despertai de 8/12/1971 pp. 9-12

Provérbio da semana ( 18:5 )

Mostrar parcialidade para com o iníquo não é bom, nem apartar o justo no julgamento.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 23 )

Lulas? Não gosto...

O que dizer dos cálculos biliares?




ENTRE as operações cirúrgicas mais comuns realizadas nos EUA se acham a remoção da vesícula biliar por causa de cálculos. De fato, os cálculos biliares se classificam em quinto lugar entre as razões de pessoas serem hospitalizadas nos EUA. Os cálculos biliares são também bastante comuns em certos países da Europa Ocidental. No entanto, são praticamente desconhecidos em certos outros países, tais como a Indonésia.

A vesícula biliar, em que se formam os cálculos, é uma bolsa na forma de pêra situada abaixo do fígado. Quando moderadamente distendida no adulto masculino, tem cêrca de 12,70 cm de comprimento e 7,60 cm de largura. Diversos canalículos partem do fígado para formar o “canal comum”, que entra na parte superior do intestino delgado conhecida como duodeno. Partindo do canal comum há o canal cístico, que se liga com a vesícula biliar. Por meio de tais canais, a bile produzida pelo fígado chega ao intestino delgado, onde ajuda na digestão das gorduras. Visto que o fígado produz a bile todo o tempo, ao passo que só é necessária quando o alimento é digerido, a vesícula biliar serve de receptáculo de armazenagem para a bile entre as refeições; em média pode conter cerca de meio litro. Quando o alimento atinge o intestino delgado, uma válvula no canal cístico se abre, deixando a bile entrar no intestino delgado.

O mal funcionamento da vesícula biliar amiúde resulta na formação de cálculos. Estes talvez se localizem na própria vesícula ou em quaisquer dos tubos ligados a ela. Talvez sejam tão pequenos como grãos de areia e estejam presentes às centenas, ou talvez sejam tão grandes que apenas um cálculo encha a vesícula inteira. Uma análise química dos cálculos revela que contêm primariamente colesterol, pigmento de bile e sais de cálcio. Uma das principais complicações que exigem atenção urgente é a causada pela obstrução das vias biliares por cálculos.

Como se pode saber se tem cálculos biliares? Um meio seguro é tirar uma chapa de raio-X. Não raro os cirurgiões os descobrem ao operarem algum outro órgão no abdômen de um paciente. Em geral, porém, os cálculos se fazem sentir por uma dor aguda na parte superior direita do abdômen. É bem provável que ocorra cólica depois dum jantar pesado, talvez acompanhada de inchaço, arrotos e outros desconfortos. Pode haver náusea, vômito e até icterícia. Mas, amiúde os cálculos são “quietos”, estando presentes sem se fazerem sentir.

O Que Causa os Cálculos Biliares?

Exatamente o que causa os cálculos é um assunto bastante controversial, embora a pesquisa moderna tenha lançado alguma luz sobre o assunto. Descobriu-se que comer muita carne leva à formação de cálculos. Os europeus que comem carne só uma ou duas vêzes por semana raramente têm cálculos; mas quando emigram para a Austrália e ali comem carne uma ou duas vêzes por dia, logo ficam com cálculos com a mesma freqüência que os australianos nativos que comem carne tanto assim.

Também experiências com cricetos (criaturas parecidas a camundongos) revelaram que uma dieta elevada em sacarina, uma forma de açúcar, leva à formação de cálculos. Há também evidência de que comer muita gordura animal tende a causar o mesmo, pois uma cólica devida a cálculos biliares amiúde segue à ingestão de muito alimento gorduroso. Não é de surpreender, portanto, que quando indonésios, entre os quais os cálculos biliares são praticamente desconhecidos, se mudam para países ocidentais e adotam os hábitos alimentares ocidentais, apareçam cálculos entre eles com a mesma freqüência que aparecem entre os naturais dos países ocidentais.

Mas, há também outros fatores. Até à meia-idade constitui uma aflição primariamente do “belo sexo”, sendo pelo menos duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens. Deveras, em tempos passados os médicos costumavam dizer que a paciente mais típica que sofre de cálculos é “Feminina, Gorda, Quarentona, Flatulenta e Fecunda”. É verdade que abaixo dos cinqüenta anos de idade, as mulheres operadas de cálculos tinham em média uns onze quilos de peso mais do que as mulheres que não sofreram operações de cálculos. É também verdade que as mulheres na idade de ter filhos têm maior probabilidade de ter cálculos do que as abaixo ou acima dessa idade, e as que realmente têm filhos têm ainda maior probabilidade de ter cálculos. E um dos sintomas de cálculos é deveras o do inchaço ou o da flatulência. Mas, com a idade avançada os homens tendem a ter cálculos quase com a mesma freqüência que as mulheres.

Outro fator que as estatísticas mostram ter relação com os cálculos é a atividade física ou o exercício. Pessoas empenhadas em ocupações sedentárias, tais como trabalhadores de escritório, professores, e advogados têm muito mais probabilidade de ter cálculos do que os empenhados em trabalho braçal, tais como fazendeiros, pedreiros e carpinteiros.

E ainda outra condição que se descobriu que tem relação direta com a produção de cálculos é o que chamam de estase. Com isso se quer dizer uma falha da vesícula em se esvaziar no intestino delgado. A bile possui todos os ingredientes para formar cálculos e assim, quando permanece por longos períodos de tempo na vesícula, talvez se formem cálculos.

Operar ou não Operar?

Haver certas coisas que se podem fazer para minimizar a probabilidade da formação de cálculos sugere que nem sempre é necessário operar para remover a vesícula quando primeiro se detecta a existência de cálculos. No entanto, se a pessoa já passou dos sessenta e cinco e precisar duma operação de emergência dos cálculos, talvez tenha esperado demais, pois as estatísticas mostram que a morte é dez a vinte vezes mais provável em tais operações do que as realizadas mais cedo.

Em tempos passados, alguns cirurgiões renomados recomendavam a remoção apenas dos cálculos em certos casos ao invés da remoção da vesícula. No entanto, amiúde era preciso uma segunda operação, e assim, atualmente, os cirurgiões em geral removem a vesícula quando os cálculos dão trabalho, para evitar complicações posteriores, inclusive a perfuração pelos cálculos.

Obviamente, a prevenção é melhor do que a operação. Em vista do que se sabe sobre os cálculos, parece que se poderia minimizar a probabilidade de contrair cálculos por se vigiar a dieta. Deve-se ser cuidadoso de não comer alimento muito rico, em especial doces, carnes e gorduras animais. Recomenda-se a ingestão de bastante vitamina A e vegetais frescos. Há também evidência de que a lecitina coíbe a formação de cálculos. Entre os alimentos ricos em lecitina se acham as gemas de ovo (muito embora tenham alto teor de colesterol), feijão soja, óleos vegetais e azeite, miúdos de vaca ricos em purina (fígado, coração, rins), trigo e outros germens de cereais e nozes. Também o que merece atenção, se a pessoa tiver ocupação sedentária, é algum exercício regular.

Por dar certa consideração agora a tais fatores, poderá poupar-se de sérios problemas mais tarde.

in Despertai de 22/11/1971 pp. 25-26

Provérbio da semana ( 18:4 )

As palavras da boca do homem são águas profundas. A fonte da sabedoria é uma torrente borbulhante.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Raridades e Recordações ( 22 )

K.O.!

Vida comunitária entre as plantas



SE JÁ visitou a Alemanha, talvez tenha notado, nos subúrbios das cidades, grandes lotes de terra subdivididos em muitas pequenas hortas. O inteiro lote talvez tenha de cinqüenta a duzentas hortas. Grande parte desta terra é de propriedade de associações, e somente os que pertencem a uma associação é que podem alugar uma horta. Outras são de propriedade particular. Muito se pode aprender aqui sobre horticultura, de modo que gostaríamos de levá-lo conosco ao visitarmos Hans. É membro da diretoria da associação local “Kleingarten” (pequena horta) e serve como conselheiro para horticultores individuais.

Ultimamente os horticultores vêm passando por certas dificuldades. Parece que ouviram falar de “cultura mista”. Cheios de entusiasmo, foram à horta para experimentar as sugestões. E o resultado? Bem, foi um pouco decepcionante para se dizer o mínimo.

“Alô, Hans!” Ele foi subitamente interrompido em seus pensamentos. “Bom dia, Werner!”, respondeu. “O que aconteceu para estar de pé tão cedo esta manhã?”

“Oh, você sabe o quanto gosto de trabalhar na horta. Mas, você não me escapa hoje. Tenho diversas perguntas a lhe fazer. Sabe do meu fiasco com esta ‘horticultura mista’. O que gostaria de saber é exatamente o que saiu errado e o que deixei de levar em consideração.”

“Ja, Werner, isto não é tão fácil de explicar. Isto se dá porque há muitas coisas a se considerar. Comecemos com a natureza do solo e a influência que as plantas exercem umas sobre as outras.

Que Papel Desempenha a Qualidade do Solo

“Sabia que não é o único a trabalhar em sua horta? Lagartas e minhocas, sim, e um exército de microrganismos em forma de algas, bactérias e fungos lhe são muito úteis. Todos os seus esforços seriam não raro inúteis se estes microrganismos não se ocupassem. Que adiantaria se se desgastasse tentando manter o solo fofo, e daí viesse a próxima chuvarada e os minúsculos grânulos afundassem e se juntassem de modo que o solo ficasse novamente duro e impenetrável?”

“Mas, que papel desempenham estes organismos em manter o solo fofo, e em primeiro lugar como é que foram parar ali?”

“Não procura sempre enriquecer o solo por misturar adubo composto, amadurecido, nele? Resulta numa luxuriante cultura de fungos, consistindo numa extensiva rede de fios fungosos. Estes pequenos fios, com curtíssima duração de vida, seguram as minúsculas partículas de colo para que não possam afundar-se e juntar-se. Mais tarde, as bactérias assumem o serviço, mas não são as últimas de seu tipo a trabalhar o solo.

“Há uma cadeia contínua de vida em muitas formas prevalecentes no solo. Estas cuidam de que o solo seja mantido em boas condições de plantio, o que significa que as partículas de terra são preservadas para que o calor e a água possam penetrar no solo. Ao mesmo tempo estes microrganismos decompõem a matéria na terra de modo que o valor nutritivo no solo possa ser liberado e tornado disponível às plantas.”

“Mas, o que tudo isso tem à ver com a ‘cultura mista de plantas’?”

“Sua pergunta é boa, e espero poder dar-lhe uma resposta satisfatória. Talvez se lembre de que durante a palestra mostrou-se que se empreendeu muita pesquisa. Vez após vez comparou-se a natural vida comunitária das plantas com a cultura de um só tipo de planta. O Professor Sekera fez interessante descoberta. Descobriu que havia uma população muito menor de vários microrganismos no campo cultivado. Uma comunidade mista de plantas, por outro lado, pulula com uma alta população microrgânica no solo.

“Dê uma olhada nas florestas naturais — carvalho, faia, arbustos e aquela congorsa ou pervinca trepadeira que cresce até sobre o luxuriante tapete de musgo. Cada cantinho e frestazinha é utilizado e contudo nenhum estorva os outros. Pelo contrário! Cada um ajuda o outro. E considere que cada árvore, sim, cada planta tem sua própria escolta de microrganismos. O resultado disto é que o solo nunca chega ao ponto em que poderia ficar ‘cansado’ ou improdutivo. Permanece em boa condição de plantio e saudável.

“O ‘teto’ folhoso e as folhas caídas servem de ajuda para o solo. Protegem-no dos raios abrasadores do sol; impedem-no de secar-se com o vento e de ficar lamacento nos temporais. Isto também é uma provisão da floresta para manter o solo em boas condições de plantio.

“Ora, poderá produzir tal condição em miniatura em sua horta. Por exemplo, digamos que plantasse um canteiro de favas européias. Logo veria os pés crescer bastante isolados, lado a lado. A razão é que não podem tolerar o tempo quente e possuem muito poucos ramos. Não haveria folhagem protetora para impedir que o sol abrasador secasse o solo. Aos poucos formaria uma crosta dura no solo. As últimas gotas de umidade escapariam do solo pelas rachaduras. O ácido carbônico, que o solo tem de liberar para as folhas, se acumularia na terra devido à crosta dura. E logo os microrganismos remanescestes, que não se refugiaram nas camadas mais fundas da terra por causa da falta de umidade, seriam envenenados pelo ácido carbônico. Sim, até as raízes ficariam condenadas à sufocação.

“No entanto, se plantasse espinafre entre as fileiras, obteria resultados totalmente diferentes. O espinafre cresce rápido e protege o solo com suas folhas amplas. Sob este teto protetor o solo permanece úmido. O resultado será exatamente o oposto do exemplo anterior. E por quê? Por causa da cultura mista de plantas.

“Isto faz sentido. Mas, veja que pouco consegui com minha cultura mista de plantas.”

A Influência de Uma Planta Sobre Outra

“Ja, Werner, você se esqueceu que as plantas também são coisas vivas. As plantas, como se dá com os humanos e os animais, produzem secreções no processo de metabolismo, e estas podem influir em outras plantas de modo proveitoso ou adverso.

“Nesta questão, o Dr. Madaus-Dresen fala de três diferentes espécies de secreções: cheiro, raiz e folha. As secreções de cheiro e da raiz são na forma de gases. As secreções de folha são de matéria orgânica e inorgânica encontrada especialmente nas folhas molhadas depois do orvalho, chuva ou nevoeiro. Estas matérias retornam ao solo para cumprir sua finalidade mais uma vez.

“Já cheirou repolho do brejo (planta arácea norte-americana)? Algumas plantas não podem suportar outras por causa do cheiro que soltam. Ninguém poderia culpar a erva-doce de não querer o absinto como vizinho próximo. Pode-se entender fácil isto quando consideramos os resultados das experiências feitas pelo Professor D. Koegel. Descobriu que a secreção de cheiro do absinto é tão forte que a erva-doce a 70 centímetros de distância cresceu só à altura de 5,7 centímetros. Mas, à distância de 1,30 metros, a erva-doce atingiu sua altura normal de 39 centímetros. Neste caso a secreção de cheiro teve efeito retardador sobre o crescimento da planta parceira. Seria sábio levar isso em consideração ao plantar a sua horta.

“Quanto às secreções da raiz, descobriram-se outras coisas interessantes. Notou-se que a secreção da raiz de uma planta teve maus efeitos sobre plantas da mesma espécie que estavam em sua vizinhança. Parece como se as secreções de plantas da mesma espécie de planta não são compatíveis com a planta vizinha. Na cultura mista de plantas, porém dá-se exatamente o oposto.

“Olhe, Hans, isto me faz lembrar de um exemplo no reino animal. Um fazendeiro levava seu gado ao mesmo pasto ano após ano. Com o tempo, devido ao estrume do gado, havia alguns trechos especialmente verdes. Os animais recusaram comer este capim. Certo dia, lhe ocorreu a idéia de pastar seu cavalo e suas ovelhas neste prado, e, veja só, comeram com gosto o capim que o gado recusara comer.”

“Quando dou uma olhada em seus feijões, sinto que estão exatamente tão infelizes quanto o gado que sempre pastava no mesmo prado.

“Tente fazer o mesmo que o fazendeiro. Dê a seus feijões um parceiro que ‘consuma’ as secreções metabólicas deles para que possam desenvolver-se em paz. Para eles o mais bem-vindo sócio é a couve lombada. Ela absorve as secreções deles e as torna inócuas, ao passo que as secreções da couve lombada são nutritivas para os feijões. Também, em tirar nutrimentos do solo os dois se complementam maravilhosamente.

“Lembra-se da macieira nova que secou-se pouco tempo depois de plantá-la?”

“Ja, é isso mesmo! Mas não posso entender como isso foi possível. Dê uma olhada naquela cerejeira nova; está exatamente no mesmo local e cresce que é uma beleza!”

“Pense um pouco nisso, Werner. Plantou aquela macieira nova no mesmo lugar em que estivera a velha macieira que fora derrubada pela tempestade. Neste caso não foi só a secreção das raízes, mas também os restos das secreções das folhas que envenenaram a muda. Para a cerejeira nova, porém, é bem-acolhida nutrição.”

“Então como foi possível que a velha macieira crescesse tão bem?”

“O que a árvore nova não pôde fazer, a velha conseguiu. A velha enviou seus finos pêlos absorventes o suficiente longe para sair do alcance de suas secreções. Encontrou nutrição na vizinhança de espécies compatíveis de plantas, e deste modo criou um convívio que a manteve saudável. Naturalmente, não podia ver isso.”

“Como é isto possível”

“Sabemos realmente muito pouco sobre tudo isso. Os cientistas humildes admitem que falta muito para o homem chegar a descobrir todas as relações dentro da vida comunitária das plantas. As coisas já aprendidas, porém, são tão informativas e úteis que compensa considerá-las e aplicá-las.

Como a Vida Comunitária Afeta os Insetos?

“Estava pensando aqui num efeito especial que se pode produzir por cultivar culturas mistas de plantas. Como explica a recente descoberta de que as pestes insetíferas não podem espalhar-se tão fácil nas florestas mistas?”

“Tem isso algo a ver com a cultura mistas de plantas?”

“Certamente que sim! Descobriu-se que as secreções de cheiro de uma planta constituem boa defesa contra insetos para sua planta vizinha. Um exemplo muito bom — confirmado por muitos biólogos e horticultores — é o companheirismo entre a cenoura e os alhos-porros temporãos, de folhas curtas.

“O inimigo da cenoura é a mosca da cenoura, ao passo que o alho-porro sofre com a mosca da cebola e a traça do alho-porro. Se viverem juntos em companheirismo, então o forte e estranhamente diferente cheiro da planta parceira repele tanto os insetos que nem sequer tentam depositar seus ovos na planta vizinha. Levantam vôo o mais depressa que podem para se afastar do cheiro.

“O mesmo acontece com a couve-rábano e os rabanetes em sua vida comunitária com a alface. A couve-rábano e os rabanetes são grandemente afligidos pelas moscas da terra, mas quando as moscas sentem o cheiro da alface no nariz saem voando. Quando as plantas são afetadas por pestes, pode-se em geral aliviar a situação pela cultura mista de plantas.

Vida Comunitária nas Plantações de Frutas

“Agora que já lhe dei alguns conselhos úteis para sua horta, gostaria de lhe falar um pouco sobre um tipo inteiramente diferente de vida comunitária. Sabe quanta satisfação tenho com minhas árvores frutíferas. Algumas pereiras ‘Williams Christ’ (Bartlett) eram meu orgulho e alegria. Mas, apesar de florescerem ano após ano, não davam fruto. Não se devia a qualquer falta de abelhas. Um vizinho meu que plantara a mesma espécie começou a cortá-las todas. Esperei mais um pouco e tentei descobrir a causa.

“Por simples acaso aconteceu de me passar pelas mãos uma tabela de polinização. O pólen, como sabe, é a poeira das flores necessária para tornar a planta frutífera. Fiz uma descoberta interessante. As peras se notabilizam pela auto-esterilidade; isto é, o pólen de certas variedades não polinizam a mesma variedade e assim dependem do pólen de uma variedade diferente da mesma espécie de fruta. As minhas ‘Williams Christ’ (Bartlett) precisavam de pólen da pêra ‘Gellerts Butter’. Visto que nem eu nem meu vizinho tínhamos destas árvores em nosso pomar, as ‘Williams Christ’ não podiam ser polinizadas.

“Por esta razão obtive um rebento da ‘pêra Gellerts Butter’ e o enxertei na copa da ‘Williams Christ’. No ano seguinte este rebento floresceu com os outros. As abelhas assumiram sua parte do trabalho; as peras são um tipo de fruta que só podem ser polinizadas por insetos. Que surpresa! Pouco tempo depois, as árvores estavam carregadas de peras. Fiquei um pouco mais sábio.”

“Descobri vez após vez que há muito a aprender!”

“Ja, Werner, se dá exatamente o mesmo com o universo. Quanto mais nos aprofundamos, maior e mais insondável se torna. Tudo testifica do poder imutável do grande e todo-sábio Criador, a cujas leis temos de nos submeter, porque estão em toda a parte, até mesmo na vida comunitária das plantas.”

in Despertai de 22/11/1971 pp. 17-20

Provérbio da semana ( 18:3 )

Ao entrar alguém iníquo, tem de entrar também o desprezo; e junto com a desonra há vitupério.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Raridades e Recordações ( 21 )

Mais fantasmas... Ou uma grande banda...

Bonsai — as admiráveis árvores anãs




VIAJÁRAMOS uns cinqüenta quilômetros da cidade de São Paulo para ver o que os japoneses chamam de “Bonsai”. Enquanto tomávamos chá trazido pela esposa do cultivador, expressamos surpresa quando nos disse que algumas de suas quatrocentas árvores anãs tinham trinta anos de idade.

Numa longa mesa havia alguns pinheirinhos que tinham a aparência idosa, assolada pelo vento. Em outras prateleiras, sobressaíam árvores isoladas em vasos rasos. A descrição que lhes parecia apropriada era: “Árvore solitária numa campina.” Outras pareciam secas, com galhos vergados, evidentemente se debruçando sobre um penhasco imaginário. Duas outras cresciam de um mesmo toco; “as gêmeas” como eram chamadas. Outra tinha altas raízes expostas, agarrando-se firmemente a um barranco de rio em que a água tinha quase que desgastado o solo, ou algo parecido.

No caso de algumas, o fascínio reside na propagação das raízes, ao passo que em outras é a distribuição dos galhos, a aparência do tronco, das folhas ou flores. Às vezes, um pouco de musgo ou alguns pedregulhos são tudo o que se precisa para adicionar um toque de cenário real.

Um caquizeiro de vinte anos com frutos de tamanho natural atingia apenas 60 centímetros de altura. E uma laranjeira ainda menor e diversas ameixeiras atraíram nossa atenção.

Grupos de árvores similares ou diferentes sugerem uma floresta. E as que crescem numa rocha simulam árvores ananicadas pela tempestade e pelo vento constantes num precipício montanhoso. De fato, há alpinistas que arriscam a vida na tentativa de deslocar árvores anãs reais de posições precárias em penhascos e rochas expostos às intempéries.

Quem teve a idéia de reduzir árvores normalmente grandes a este tamanho minúsculo? — era o que queríamos saber. Soubemos que um dono de um templo japonês chamado Honen Shonin, no século doze de nossa Era Comum, segundo se afirma, produziu árvores miniaturadas para decorar seu pequeno templo da seita Bodô. Não se sabe, porém, se realmente originou ou apenas copiou a técnica de miniaturização.

As árvores anãs vieram a ser conhecidas como “bonsai”, literalmente bone (vaso raso) e saigh (cultivo). Logo se espalharam pelo Japão, China, Ásia Meridional, Pacífico, Europa e América, encontrando admiradores em quase toda parte. No século dezessete, os holandeses trouxeram esta arte ao Ocidente. Hoje em dia, não é mais só uma questão de espaço que inspira os entusiastas e jardineiros amadores. É a beleza graciosa das árvores anãs.

Os imigrantes japoneses trouxeram o bonsai a São Paulo há uns trinta anos. Agora miniaturizam não só árvores importadas, mas também espécies brasileiras comuns, tais como goiabeiras e palmeiras, ipês-amarelos, buganvílias e muitas mais.

Suas idades são notáveis. Por exemplo, algumas trazidas do Japão para o Brasil têm mais de duzentos anos. E no Japão, calcula-se que algumas atingiram seiscentos anos, tais como uma em Osaka.

Como É Efetuada a Miniaturização

O método natural de reduzir o tamanho de uma árvore é ainda muito popular, embora se usem produtos químicos e hormônios para conseguir espécimens ainda menores do que a altura convencional de cerca de cinqüenta centímetros.

A árvore é moldada e podada por muitos anos até adquirir a forma imponente de uma árvore grande. Pode-se cultivar os bonsai de sementes ou de mudas. No caso das sementes, é preferível usar as de árvores menores por natureza, e serem plantadas em terra misturada com meia parte de areia. Depois de quatro a oito meses, germinam e se deixa que cresçam normalmente. As mudas são plantadas como as de quaisquer outras árvores. O processo de miniaturização começa depois de sete a nove ou doze meses, embora ainda no chão ao ar livre.

Cortam-se as raízes secundárias com uma pá, numa distância de 15 a 20 centímetros do tronco. Mesmo nesse estágio, pode-se envergar um galho na forma desejada com um arame de ferro forte, que é enrolado em volta dele. Aos dezoito meses, cortam-se de novo as raízes secundárias. Repete-se esse processo aos vinte e quatro, trinta e dois e trinta e seis meses. Durante os primeiros três anos cruciais, uns 60 a 70 por cento das plantinhas talvez morram.

A seguir, planta-se a árvore num vaso raso. Desta vez corta-se a raiz principal, deixando-se uns cinco centímetros a partir do colo. Assim, coíbe-se todos os meios de crescimento.

O formato do vaso tem de combinar com o tipo de árvore e com aquilo que o ambiente cênico deverá sugerir ao observador. É em geral de cerâmica, e seu formato e sua profundidade têm de estar na proporção certa com a árvore.

Fixa-se uma rede de metal no vaso para impedir que a terra grude em seus lados. O bonsai corretamente plantado pode ser tirado de seu vaso a qualquer tempo, mas permanece nele por dois ou três anos, quando se troca a terra para evitar o apodrecimento das raízes. Daí a planta está pronta para que seus galhinhos sejam podados com uma tesoura, e os galhos podem se vergados com arame segundo o projeto do cultivador.

A rega é em geral feita uma ou duas vezes por dia, exceto no inverno, quando a árvore descansa. Muitos introduzem um palito de fósforo na terra e o puxam. Se sair úmido, não regam, mas se sair seco, o fazem.

Em intervalos regulares durante o período de crescimento suspende-se a árvore para fora do vaso para cortar as raízes. Isto prossegue até que a árvore fique “adulta”, depois de uns dez a quinze anos ou mais!

Exceto no tempo frio do inverno, pode-se deixar o bonsai fora. O ar fresco é necessário, de modo que onde há aquecimento central, não podem permanecer dentro de casa por mais de uma semana de cada vez.

Nosso anfitrião deu alguma ordem em japonês para seu filho, que logo voltou e nos presenteou com dois ciprestes bonsai. Agradecemos esta inesperada generosidade, e regressamos, com as palavras dele ainda soando em nossos ouvidos:

“O valor de um bonsai reside em seu formato, sua altura e idade. Quanto mais velha a árvore, tanto mais valiosa. Embora em tamanho miniatura e antiga na aparência, é uma árvore que agradará seus filhos, netos e as gerações vindouras, bem dentro de sua própria sala de estar.”

in Despertai de 22/11/1971 pp. 11-12

Provérbio da semana ( 18:2 )

Quem é estúpido não se agrada do discernimento, exceto que seu coração se externe.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Raridades e Recordações ( 20 )

Vamos lá espantar alguns fantasmas!

Não despreze a humilde ameixa!



EMBORA se cultivem ameixas em muitos países, o estado da Califórnia é o principal produtor. De fato, a maioria das ameixas do mundo são produzidas aqui — umas 150.000 toneladas desta fruta seca por ano! O clima quente e seco da Califórnia é ideal para o cultivo delas.

Parece que Alexandre, o Grande, encontrou ameixas da Pérsia e as enviou de volta a Grécia no quarto século A. E. C. Da Grécia foram levadas para outras terras européias, especialmente a França. Em meados do último século, foram importadas da França para a Califórnia. Agora, são também cultivadas em outros estados do oeste, inclusive Oregon, Washington e Idaho.

É em geral depois de cerca de sete anos de plantadas que as ameixeiras começam a produzir uma grande safra. Durante o verão setentrional a fruta se desenvolve, e em agosto ou setembro as ameixas plenamente maduras caem ao chão. No entanto, muitos cultivadores agora não esperam que caiam ao chão, mas as chacoalham brandamente das árvores. Depois de serem colhidas, as ameixas são lavadas.

O processo mais importante é a secagem, que dá às ameixas sua aparência enrugada. As ameixas talvez sejam espalhadas em bandejas de tela de arame e levadas para o campo e exposta ao sol. Leva uns seis a dez dias no sol para que sequem cabalmente.

Atualmente, porém, efetua-se com freqüência a secagem por meio de desidratadores. Uma corrente forçada de ar quente seca a fruta em umas quatorze a vinte e quatro horas. Assim, um quilo a um quilo e quatrocentos de ameixas frescas são reduzidos a cerca de meio quilo de ameixas secas.

As ameixas são então levadas a tulhas. Aqui são deixadas à suar ou curar-se por duas a três semanas, permitindo que obtenham um conteúdo de umidade uniforme. Antes de serem embaladas de modo final, recebem um banho de água quente ou de vapor para pasteurizá-las. Isto também coloca seu conteúdo de umidade no nível desejado.

Não só muitos consideram as ameixas gostosas, mas são boas para o leitor. Alguns acham benéfico seu efeito laxativo brando. Por certo tempo, pensava-se que isto se devia a seu conteúdo de celulose, mas não é o caso.

Verificou-se que as ameixas são laxativas mesmo quando misturadas com outros alimentos — quando seu conteúdo de celulose não faria muita diferença. Também, o suco de ameixa, quase isento de celulose, tem as mesmas propriedade laxativas. Assim, ao invés do conteúdo de celulose, parece que há uma substância solúvel nas ameixas que estimula a ação peristáltica dos intestinos, dando às ameixas seu efeito laxativo.

A prisão de ventre é um mal comum da civilização moderna, em especial entre trabalhadores sedentários. Assim, as ameixas podem ter verdadeiro valor medicinal. Algumas pessoas verificaram que é melhor comer ameixas para regular os intestinos do que esperar até ficarem seriamente afligidas de prisão de ventre e daí tomar laxativos fortes. Para obter o pleno benefício de seu efeito laxativo, alguns limitam seu desjejum a apenas um pequeno prato de ameixas.

Mas, a humilde ameixa também lhe é boa de outras formas. Tem abundância de açúcar, e a espécie de açúcar que o corpo assimila muitíssimo prontamente. Também, a ameixa possui mais de certas vitaminas essenciais e mais de minerais indispensáveis tais como o ferro e o cobre do que qualquer outra fruta. Diz-se também que as ameixas ajudam a restaurar o conteúdo de hemoglobina do sangue.

As cozinheiras descobriram muitos modos saborosos de servir esta fruta a suas famílias. Deixadas de molho durante a noite ou cozinhadas no vapor constituem um excelente complemento de desjejum. Uma xícara de suco de ameixa misturada com duas xícaras de leite frio produz uma bebida deliciosa. Uma compota de várias frutas — ameixas, abricós, maçãs e outras — constituem uma sobremesa tentadora no tempo de inverno. Alguns gostam de biscoito de ameixa para acompanhar sua xícara matinal de café.

Seja como for que a pessoa prefira servir ameixas pode ter certeza de que a família recebe uma fruta benéfica. Suas propriedades valiosas, seu excepcional valor nutritivo e seu sabor tornam as ameixas parte da dieta de muitas famílias.

in Despertai de 8/11/1971 p. 23

Provérbio da semana ( 18:1 )

Quem se isola procurará o [seu próprio] desejo egoísta; estourará contra toda a sabedoria prática.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Raridades e Recordações ( 19 )

Sou mau, muito mau!!!

Gigantes do noroeste



COMO pigmeus numa terra de gigantes é o que parecem os lenhadores que trabalham entre as altaneiras árvores das florestas, quando raia a luz da aurora sobre o Noroeste do Pacífico. Os raios do sol dissipam lentamente o nevoeiro que paira sobre os penhascos maciços e as árvores gigantescas dos Montes das Cascatas. Nesta terra madeireira que se estende do sudeste do Alasca ao norte da Califórnia, empregam-se milhares de homens no corte de madeira.

O som de motores, similar ao das motonetas, quebra o silêncio da grande floresta, à medida que serras de cadeia motorizadas serram as árvores gigantescas, lançando-as de encontro ao chão da floresta, terminando talvez até mil anos de vida vegetal. Os trabalhadores parecem formigas ao lado destas árvores gigantescas ao cortá-las em toras. Cingidas de cabos de aço, estas toras às vezes medem de 2,70 a 3,60 metros de diâmetro ao serem puxadas para o local de armazenagem, numa cena que faz lembrar as Viagens de Gulliver.

As árvores são as maiores plantas existentes. Mas, diferente da maioria das plantas, nunca param de crescer enquanto vivem. Há mais de mil espécies de árvores só nos EUA. Os madeireiros em geral classificam as árvores como madeiras de lei ou madeiras macias.

Madeiras de Lei e Madeiras Macias

As madeiras macias são em geral coníferas, que são sempre-verdes e têm a folha agulheada do pinho. Sua madeira é leve no peso quando seca e é fácil de cortar. Abetos, pinhos e cedros são exemplos do grupo conífero ou de madeira macia.

As árvores de madeira de lei, amiúde com folhas largas, são reconhecidas pela textura compacta de sua madeira, que é em geral dura e pesada. Muitas destas árvores são decíduas; soltam as folhas no outono, e nascem folhas novas na primavera. Incluem muitas variedades, tais como o ácer, a nogueira, a bétula, a macieira e o pessegueiro.

Crescimento Gigantesco a Partir de Uma Semente Minúscula

O que faz uma árvore crescer e dá à madeira suas propriedades singulares? Pouco abaixo da casca de uma árvore se acha uma camada chamada câmbio; este se ajusta à árvore como uma pele apertada. É composto de células vivas e novas. É aqui que a árvore cresce, à medida que se acrescenta um novo anel de madeira ao tronco cada ano.

A nova acrescência se torna parte do alburno, que transporta a seiva das raízes às folhas. Com o tempo, o alburno passa a compor a cerne central, que dá à árvore a sua resistência.

Na cerne, a composição química da célula muda e se torna, na maior parte, celulose. As árvores são compostas principalmente de celulose e lignina, um plástico natural. A lignina mantém coesas as células de celulose com tamanha resistência que pode sustentar uma Douglas fir (árvore conífera Pseudotsuga taxofolia) ou redwood (espécie de sequóia: Sequoia sempervirens) que talvez atinjam 60 a 90 metros de altura, mesmo em confronto com terríveis vendavais.

E pensar que estes gigantes começaram de sementes minúsculas! No caso da sequóia gigante, a semente mede cerca de 63 milímetros. E em cada semente minúscula estão as partes vitais necessárias para uma nova árvore. Por exemplo, há um minúsculo fio branco que algum dia se transformará num tronco de árvore. Além de duas folhas minúsculas, uma semente também tem uma ponta de raiz em uma extremidade e um broto na outra. Admiravelmente, indica a World Book Encyclopedia, “mesmo se virar uma semente que está abrindo de modo que sua extremidade de raiz fique para cima, ela virará para baixo dentro de algumas horas, como que puxada pela gravidade. Ao mesmo tempo, a ponta, com o broto e as folhas, vira para cima, como que puxada pela luz do sol”.

E que admirável variedade de sementes há! As coníferas dão sementes em cones, os cones variando em tamanho desde os da tsuga do tamanho dum pedregulho até quase 30 centímetros de comprimento em algumas espécies de pinho. Quando as sementes estão maduras, os cones se abrem e as sementes são lançadas, espalhando-se pelo vento.

Algumas sementes possuem asas afixadas de modo que voam longas distâncias antes de aterrissar. Outras pulam ou rolam como bolotas, e algumas que possuem um chumaço de felpa são carregadas pelo vento. E, naturalmente, as sementes de muitas árvores estão encerradas em seu fruto.

“Douglas Fir”

A grande árvore Douglas fir, que cresce mais de 60 metros de altura, é a árvore que dá uma configuração serreada às encostas montanhosas. A Douglas fir bem que poderia ser o rei dos gigantes em valor, pois esta árvore de madeira macia produz mais tábuas de alta qualidade do que qualquer outra árvore na América do Norte. Sua peculiar composição de fibras entrelaçadas a torna uma madeira incomumente forte em relação a seu peso. Possui uma excelente capacidade de segurar os pregos. Pode ser pintada com rapidez, é fácil de ser trabalhada e resiste tanto à umidade como à podridão seca.

Os capitães de veleiros prezavam a árvore Douglas fir como mastros devido à sua grande altura e resistência. Atualmente, a Douglas fir está em demanda na construção de casas e é utilizada tanto para tábuas como para madeira compensada. Toras menores e sobras da Douglas fir são convertidas em polpa para papel, álcool para a indústria, produtos químicos industriais, baunilha artificial e combustível.

“Red Cedar” e Espruce

O red cedar ou canoe cedar (thuja plicata) é outro gigante do noroeste, um que pode crescer de 45 a 60 metros de altura com um caule de 4,5 metros de diâmetro. Tendo veias retilíneas e sendo fácil de partir, esta árvore servia até para ferramentas primitivas. Os índios usavam o gigante red cedar para esculpir postes históricos chamados totens. Podiam também escavar as enormes toras desta árvore para fazer suas canoas, esculpindo detalhes artísticos com cinzéis e machadinhas de pedra, dentes de castor e conchas de mexilhões, alisando a madeira com areia e couro de cação.

Atualmente dá-se especial preferência ao red cedar como tábuas para armários embutidos e áreas de armazenagem, visto que desencoraja os insetos devido a seu cheiro pungente. Os arquitetos também estão agora fazendo experiências com o red cedar, utilizando-o como paredes de madeira, de acabamento natural, em lares modernos.

Os espruces são o deleite do fabricante de polpa. Uma firma talvez chegue a possuir milhares de hectares deles. A inteira indústria de comunicações do mundo ficaria em dificuldades sem o papel barato que o espruce provê para livros, jornais e uso diário. Uma edição de jornal pode usar mais de 2,5 hectares de espruces. Usa-se também a polpa para fazer raiom para roupa.

O gigante espruce Sitka, de 30 a 60 metros de altura, é uma das mais belas das coníferas ocidentais. Alguns Sitkas gigantes têm mais de 90 metros de altura. Visto que a madeira desta árvore possui uma composição de fibras internas muito fortes em relação com seu peso, a madeira era usada em aviões durante a Primeira Guerra Mundial. Agora, esta madeira é usada na confecção de instrumentos musicais de alta qualidade com excelente reprodução de som, tais como o violão e o piano.

“Redwoods” e as Sequóias Gigantes

Ao se viajar para o sul, ao longo do oceano no Oregon meridional, começa-se a ver redwoods. Reis entre os gigantes em altura, os redwoods são as mais altas árvores vivas, crescendo até a altura de um edifício de trinta andares. De fato, a mais alta árvore conhecida nos Estados Unidos é um redwood que tem 111,34 metros de altura. Muitos troncos dos redwoods têm mais de três metros de diâmetro. A madeira desta árvore é de um vermelho bem claro. Embora macia e fraca, é excepcionalmente resistente à decomposição e aos insetos. Assim, é usada com freqüência em acabamentos interiores de edifícios e para outros fins quando a durabilidade é a consideração primordial.

Os redwoods crescem entre o nível do mar e uma elevação de 760 metros, embora as sequóias gigantes sejam encontradas nas áreas mais extremas das zonas de crescimento dos gigantes da floresta, podendo agüentar mais frio e seca e sobreviver em elevações mais altas. Embora não tão altas como os redwoods, as sequóias crescem mais em volume. Visto que nenhuma outra árvore combina tamanha compacidade de tronco com tamanha altura, muitas pessoas consideram a sequóia gigante como a árvore mais majestosa do mundo. Crê-se que algumas tenham mais de 3.000 anos de idade, e não se sabe de nenhuma que tenha morrido de velhice.

O “General Sherman”, uma sequóia nas Montanhas da Serra Nevada da Califórnia, é um exemplo excelente do tamanho gigantesco destas árvores. Eis uma árvore que mede 83,02 metros de altura. Sua circunferência da base é de 30,96 metros. A trinta metros acima do chão, este gigante da família das árvores ainda tem 5,69 metros de diâmetro. Calcula-se o peso total da árvore em mais de 6.000 toneladas. Contudo esta tremenda árvore se originou de uma semente tão minúscula que seria preciso cerca de 132.000 delas para pesar um quilo.

Visto que estas árvores têm fibras retilíneas e são frágeis, os lenhadores amiúde verificam que, quando são cortadas, seu simples volume talvez faça com que se despedassem em muitos fragmentos inutilizáveis de madeira. Isto causa a completa perda da árvore que talvez tenha levado mil ou mais anos para crescer.

Muitos Benefícios Para o Homem

Alimento, abrigo, roupa, combustível — todos podem ser providos das árvores. Podemos ser gratos, também, que as árvores purificam o ar, recolhendo o bióxido de carbono através de orifícios diminutos nas folhas. Com a ajuda da luz solar, da água, de minerais, por processos ainda não conhecidos plenamente, a árvore fabrica alimentos nas folhas de uma maneira chamada fotossíntese. Assim, as células da árvore são nutridas.

Caso as árvores fossem subitamente extintas por causa da atmosfera poluída, é de se conceber que o homem e outras criaturas viventes por fim ficariam sufocadas e morreriam por falta de ar respirável.

Assim, as árvores desempenham grande papel nas vidas, não só dos lenhadores da Costa Oeste dos EUA, mas da maioria das pessoas. Todos temos razão para apreciar as escrivaninhas, armários, cadeiras, mesas e muitos outros objetos bonitos de mobília feitos de madeira. Alegramo-nos de ter papel, para que possamos ler a página impressa que contém palavras de esclarecimento, esperança ou conforto. Não deveríamos ter apreço também das outras coisas que uma árvore pode fazer, purificando o ar, provendo sombra e beleza para as paisagens? Podemos ser gratos de que nosso amoroso Criador adornou a terra com tal grande variedade das plantas maiores, inclusive aqueles admiráveis gigantes do noroeste.

in Despertai de 8/11/1971 pp. 20-23

Provérbio da semana ( 17:28 )

Até mesmo o tolo, quando fica calado, é tido por sábio; aquele que fecha os seus próprios lábios, por entendido.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.