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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Infalível!


sábado, 17 de setembro de 2011

Pode o riso trazer-lhe benefícios à saúde?





VERIFICA que as pressões diárias da vida fazem com que se torne tenso e sinta dificuldades em descontrair-se? Será que às vezes isso contribui para uma sensação de cansaço e de depressão? Se assim for, o riso talvez lhe seja excelente remédio. Tende a descontrair a pessoa, destarte diminuindo a tensão e melhorando sua disposição.
Sabe-se que as emoções têm efeito pronunciado sobre o corpo. A ira e a raiva, por exemplo, podem concorrer para, ou até mesmo causar, doenças tais como a asma, moléstias da pele, úlceras e problemas digestivos.
Por outro lado, a disposição mental descontraída e jovial, associada ao riso, pode proteger a pessoa dos maus efeitos das emoções prejudiciais. Na verdade, até mesmo as pessoas dadas à raiva e aos temores mórbidos podem rir às vezes, mas seu riso não lhes traz alívio duradouro. Os verdadeiros benefícios advêm às pessoas que mantêm uma disposição alegre, apesar da adversidade.
Há os que crêem que o próprio riso seja proveitoso para o corpo. Não tendo o abdômen quaisquer espaços vazios, o movimento para cima e para baixo do diafragma ao se rir, influi, segundo se diz, nos órgãos internos, da mesma forma que o exercício saudável. Em resultado, funcionam melhor, melhora a circulação e os restos orgânicos são eliminados mais facilmente do corpo. Por isso, o riso pode contribuir para ajudar o corpo a evitar a doença.
O coração é um dos órgãos vitais que se pensa beneficiar-se da massagem obtida do riso. Isto significaria que o riso pode ajudar o coração a realizar sua surpreendente tarefa de bombear sangue através de 160.000 quilômetros de vasos sangüíneos, destarte levando nutrição e oxigênio às células. É significativo que se tem observado que o riso influi na pressão sangüínea. Segundo certo estudo, o riso exuberante, conforme verificado, reduz a alta pressão sangüínea ou aumenta a baixa pressão sangüínea até dez ou mais pontos.
A maior e a mais importante glândula no corpo, o fígado, segundo se crê: é semelhantemente beneficiada pelo riso exuberante. Nos jovens, o fígado se mantém em boa forma pelo exercício em forma de correr, falar e fazer arremessos. À medida que a pessoa fica mais velha, o riso exuberante pode ser uma ajuda neste respeito.
Considerando as muitas funções vitais desempenhadas pelo fígado, podemos avaliar quão valioso o riso pode ser para nós. O fígado remove do sangue certos resíduos e venenos. Transforma certo açúcar do sangue em glicogênio. O glicogênio é então acumulado no fígado e é então liberado como açúcar na ocasião em que é necessário no sangue. O fígado também acumula vitaminas e minerais, e ambos fabricam e estocam proteínas sangüíneas, tais como albumina, globulina e o fibrinogênio. Outra substância fabricada pelo fígado é a bílis. Este fluido ajuda o processo digestivo.
Ter-se verificado que o riso melhora a digestão evidentemente indica que aumenta o fluxo de bílis. Daí, então, a maioria do processo digestivo ocorre no intestino delgado. Assim, o intestino delgado aparentemente também se beneficia da massagem que obtém por meio do riso.
Ainda outro benefício: Diz-se que a massagem do intestino grosso, através do riso, ajuda o intestino grosso a livrar o corpo da matéria fecal.

Conceito Equilibrado

Embora proveitoso, o riso, como declarou o sábio Rei Salomão, tem seu “tempo”. (Ecl. 3:1, 4) Até as boas coisas, quando gozadas em excesso, podem ser prejudiciais. O riso não constitui exceção. Observa a Illustrated Medical and Health Encyclopedia (Enciclopédia Ilustrada de Medicina e Saúde, página 1345): “O riso, então, é semelhante a toda outra função do corpo, um mecanismo que deve ser bastante usado, mas nunca em demasia. O exercício demais ou o uso demasiado de qualquer função do corpo humano não leva ao seu melhor desenvolvimento.”
O riso excessivo pode, às vezes, levar ao vômito. Em especial, no caso de crianças, rir demais pode fazer com que os músculos esfíncter da bexiga e do reto se descontraiam subitamente, com resultados embaraçosos. Alguns médicos até mesmo crêem que rir é perigoso para os que sofrem de doenças cardíacas ou respiratórias superiores.
Naturalmente, tais efeitos físicos adversos do riso são relativamente raros. Há uma razão mais vital para se controlar o riso. Por um lado, o riso deve ser controlado quando é inteiramente inapropriado para a ocasião. O riso impensado pode irritar os ouvidos de outros. Ao invés de revelar ser uma fonte de encorajamento, tal riso tende a desanimar outros.
Há ocasiões em que precisamos formar um conceito sóbrio de nossa vida. Se notarmos que estamos desperdiçando tempo demais com risadas frívolas e não fazemos um bom nome por praticarmos obras excelentes, temos razão de ficar aborrecidos com nós próprios, de ficar tristes com nosso proceder e mudar. Isto tornará melhor o nosso coração.
Para sermos fonte de encorajamento, devemos esforçar-nos de ter intenso afeto pelos outros, regozijando-nos ou entristecendo-nos no tempo e na ocasião apropriados. Altruistamente, devemos regozijar-nos quando o bem sobrevém aos outros e eles ficam borbulhando de alegria. Ao mesmo tempo, devemos estar alertas às oportunidades de confortar aqueles que experimentam a adversidade. Quão inapropriado seria esquecê-los e continuar comportando-nos de forma despreocupada!
Ria quando for apropriado fazê-lo. Mas, o que é ainda mais importante, cultive uma disposição agradável e alegre. Esta, ao invés de rir só por rir, fará com que seja uma fonte de encorajamento para outros e lhe trará benefícios mentais, físicos e emocionais.

in Despertai de 8/7/1972 pp. 3-4

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Provérbio da semana ( 20:5 )


O conselho no coração dum homem é como águas profundas, mas o homem de discernimento é quem o puxará para fora.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

O saber não ocupa lugar - 329








A bandeira da Romênia é quase idêntica à bandeira do Chade, diferindo apenas no tom de azul.

Descubram as diferenças...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lâmpadas vivas sem calor





QUEM jamais imaginaria que o humilde besouro forneceria o modelo do sonho dourado do engenheiro especialista em iluminação? Sim, certos besouros chamados vaga-lumes são lâmpadas vivas, a sua luz não gerando calor. A luz do vaga-lume não é sequer ligeiramente quente ao toque. As lâmpadas elétricas do homem desprendem muito de sua energia em forma de calor, mas as lâmpadas vivas do Criador transformam 100 por cento de sua energia em luz.
Mas, por que estas lâmpadas vivas, tais como o vaga-lume, ligam suas lâmpadas reluzentes? Para que fim servem? Na verdade, os insetos reluzentes intrigam o homem, mas, o verdadeiro fim é encontrar o sexo oposto de sua própria espécie no escuro, habilitando-os a acasalar-se.
O vaga-lume macho da espécie comum na América do Norte voa durante a parte mais quente da noite, acendendo sua luz, usualmente quando está prestes a fazer um percurso de alto e baixo. A cor da luz do vaga-lume é quase que totalmente amarelada; mas, em algumas espécies, é um tanto esverdeada, azulada ou de uma tonalidade alaranjada.
A lâmpada do vaga-lume é alimentada por um composto chamado de luciferin. Quando entra em contato com o oxigênio, um catalizador conhecido como luciferase inicia o processo que produz luz sem calor.
Cada espécie de vaga-lume — há cerca de 2.000 delas — tem seu próprio padrão distintivo de lampejar. Este é tão característico quanto o canto das várias aves. Quando a fêmea vaga-lume vê o reluzir que ela procura, ela envia de volta o piscar de resposta. A fêmea raramente responde à luz de uma espécie diferente da dela. Às vezes, contudo, a fêmea talvez responda uma vez ao lampejo de um macho que é similar ao dela, mas, se a duração do lampejo seguinte não for exatamente certa, ela não está “ligada” e não acende mais.
Quando a fêmea vê o lampejo que procura, mantém sua lâmpada acesa a intervalos corretos, até que o macho a alcance e ocorra o acasalamento.
Nem sempre, contudo, o radio de luz do vaga-lume resulta na propagação da espécie. Há uma fêmea da espécie que é carnívora sedutora. Consegue imitar os lampejos de resposta de muitas fêmeas de outras espécies e atrair os machos até ela, quando então se apodera deles e os come.
Diferente do vaga-lume de lampejo individualizado da América do Norte há os insetos reluzentes do Sudoeste da Ásia e do Sul do Pacífico. Tais vaga-lumes podem alterar o padrão de seus lampejos de forma que lampejem em uníssono. Isto os habilita a iluminar árvores inteiras com a regularidade das luzes de néon.
Foi assim que certo visitante de Mindanao, nas Filipinas, descreveu o que viu: “Havia três árvores quase do tamanho de macieiras e talvez distassem trinta metros, e, toda noite, elas ficavam cheias de vaga-lumes que lampejavam em sincronia, primeiro uma árvore acendia, e daí a outra. Devia haver vários milhares de insetos em cada árvore, todavia, o sincronismo era tão perfeito que raramente ou jamais um único vaga-lume sequer lampejou no tempo errado. . . . Parecia algo tão estranho e produzia um efeito tão belo que achei ser uma das coisas mais notáveis nas Filipinas.
Crê-se que os machos agrupem sua luminosidade a fim de dar às fêmeas um aviso espetacular de suas andanças. Não se sabe como cada vaga-lume consegue harmonizar seu lampejo com o dos machos vizinhos, porém, a maioria deles lampejam juntos, como se ligados por um único interruptor.
Outro mistério apresentado por estas lâmpadas vivas diz respeito ao chamado “bicho de estrada de ferro” da América do Sul. Esta lagarta dum besouro tem cerca de sete e meio centímetros de comprimento e dispõe de equipamento de iluminação incomum. Em sua cabeça há uma grande luz vermelha, um dos raros insetos que produz luz vermelha. Junto a seu corpo há onze pares de luzes branco-esverdeadas. Quando todas as luzes estão acesas, o verme se parece a um trem plenamente iluminado. A luz frontal vermelha do verme é independente, e, assim, poderá acender quando as outras estão reluzindo, ou poderá reluzir de forma vermelha quando as outras luzes estão apagadas.
Qual é o segredo do bicho de estrada de ferro? Tem a mesma espécie de segredo que o vaga-lume. A luz vermelha, porém, é diferente. Como assim? Será que há algum filtro sobre a luz que a faz parecer vermelha? Não, a própria luz é de rico colorido vermelho. Como ela é produzido é uma das coisas que a ciência não entende plenamente.

in Despertai de 22/6/1972 p. 29

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Provérbio da semana ( 20:4 )


Por causa do inverno, o preguiçoso não lavra; vai estar mendigando no tempo da colheita, mas não haverá nada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fériassssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!

Finalmente! Duas semanas que espero que sejam proveitosas e recompensadoras de todo um ano de trabalho estafante! Até breve!


Palavra da semana 6

nundinário


(latim nundinarius, -a, -um, onde se realiza o mercado, de mercado, de novem, nove + dies, -ei, dia)

1. Que se faz de nove em nove dias.

letras nundinárias: as oito primeiras letras do alfabeto.

SinónimoSinônimo Geral: NUNDINAL

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pulula a vida selvagem numa cratera vulcânica




CONTEMPLAMOS o panorama de nossa casa de campo, na beira da cratera vulcânica Ngorongoro, de Tanzânia, a 2.300 metros acima do nível do mar. Nossa visão findou abruptamente numa muralha de neblina. Nosso desapontamento diante da idéia de ter feito uma viagem a esta extraordinária cratera para nos ver confrontados com uma neblina foi logo desanuviada por nosso guia, José. Assegurou-nos que a cena seria bem diferente quando ‘descêssemos’.

‘Descer’ era o modo de José descrever a descida de 600 metros até o fundo da cratera vulcânica. Ao descermos num utilitário, com tração nas quatro rodas, o lençol de névoa desapareceu. A cratera banhada pelo sol jazia como enorme tigela com diâmetro que ia de dezesseis a dezenove quilômetros. Agora nos achávamos no meio de manadas de zebras brincalhonas e cabriolantes gnus. “Um pequeno rebanho de cerca de 400 gnus”, explicou José. Embora isto fosse uma maravilha para nossos olhos, tratava-se realmente de apenas uma pequena representação das 10.000 cabeças de gnus que se calcula que pululem na base da cratera.

Pastando junto com as zebras e gnus em quase idênticos vastos números se achavam as gazelas Thomson e Grant. ‘Tommies’, como são afetuosamente chamadas, são de cerca do tamanho de um cabrito. Têm listras laterais negras, fortemente marcadas, com caudas que jamais parecem ficar paradas. Ambos os tipos de gazelas fornecem grande parte da dieta de carne dos predadores tais como o leão, o leopardo e o chita, bem como da hiena, do jacal e do cão selvagem. Mas, observando-os em tal profusão, não se tem idéia de que vivam em temor constante dos predadores. Com efeito, logo observamos uma leoa escolhendo atentamente sua próxima refeição dentre um rebanho próximo de gazelas. As ‘tommies’ estavam cônscias da presença dela, segundo José nos contou, como se podia ver de seu estado incomum de prontidão ao pastarem. Todavia, não existia nenhum sinal de pânico em seu meio.

Nossa visita a esta cratera de vida selvagem permitiu que nosso filho de quatorze anos tivesse nova visão daquele animal esquivo, a hiena. Percorremos a base da cratera, dando com diversas famílias de hienas, e tinham os mais acariciantes filhotes. Não arrastavam ossos e pedaços de carcaças de um lado para o outro, mas apenas tomavam sol em pequenos grupos familiares.

Hipopótamos, Búfalos, Leões e Elefantes

Viramos em direção ao Lago Makat, lago este que foi adotado como novo lar dum rebanho de quinze hipopótamos. Quando se aproximam estranhos, os hipopótamos parecem sentir-se mais confortáveis dentro d’água. Pudemos observar os trejeitos dum novo membro do rebanho com apenas alguns meses de idade.

Ainda posso sentir o olhar inflexível do búfalo quando penso em nossa última visita a esta cratera. Grandes manadas perambulam pelo fundo da cratera e o visitante talvez se possa aproximar delas. A aproximação de nosso utilitário atraiu a atenção deles e ficamos cônscios de seus olhares gélidos ao permanecerem aparentemente imóveis até nos aproximarmos. Pesando até 680 quilos, cada um com chifres maciços, pareciam deveras formidáveis, nada tendo a temer, é a impressão que davam. No entanto, quatro búfalos, segundo se relatou, foram recentemente mortos por leões. Usualmente quando os leões são bastante intrépidos para se aproximar duma manada, os machos formam um círculo, tendo as fêmeas e os filhotes no centro, e afastam o rei dos animais.

Nossa visita à cratera não teria sido completa caso não tivéssemos visto o rei dos animais em seu habitat natural. Não ficamos desapontados. Vimos bastantes leões, mas pareciam a epítome da preguiça. Raramente até chegam a afastar-se ao aproximar-se um veículo. Os leões na cratera são da variedade de juba negra. São delgados e belamente condicionados. Visto que caçam, na maioria das vezes, à noite, e só matam a cada três dias, mais ou menos, o visitante casual da cratera raramente observa um leão em ação.

Logo nos aproximamos da floresta Lerai, o retiro de mais de duzentos elefantes. De muitas formas, o elefante africano parece mais merecedor do título de rei dos animais do que o leão, desde que o elefante saudável tem muito pouco a temer. No entanto, ao observarmos os pequeninos filhotes correndo junto do corpo pesadão da fêmea, podia-se avaliar que os filhotes não sobreviveriam por muito tempo não fosse a guardiã adulta agressiva.

Aves e Povos

A vida avícola desta cratera não é menos espetacular do que a vida de seus mamíferos. Com efeito, poucos lugares na África Ocidental apresentam tal diversidade e abundância de aves. Em torno do lago e dos pântanos, o visitante se sente gratificado pelo sinal dos pelicanos, íbis, garças reais, garças comuns, cegonhas, colhereiros, abertardos, serpentários, garças cristadas e flamengos. Estávamos interessadíssimos em observar os flamengos que prazeirosamente alçam vôo numa demonstração rutilante de brilhantes penas rosas e brancas, em resposta ao bater das mãos.

As criaturas selvagens não dispõem da área inteiramente para si, visto haver muitas famílias da tribo massai que vivem na cratera e em torno dela. Os massais são pastoralistas, tendo feito da criação e do cuidado do seu gado a sua inteira forma de vida. Raramente, se é que alguma vez, caçam os animais da cratera, exceto, talvez, para proteger seus rebanhos de predadores.

Mas, sabe-se de jovens guerreiros massais que desejam casar-se que, para impressionar suas namoradas, caçam leões apenas com lanças. Em resposta aos comentários de minha esposa quanto aos perigos de se viver e criar gado numa área tão densamente povoada de leões, José disse: “Os massais não temem os leões; os leões é que temem os massais e correm ao avistarem os guerreiros massais armados apenas de lanças.”

Um dia na Cratera Ngorongoro é deveras uma experiência recompensadora, nem que seja apenas para se usufruir o prazer passageiro da intimidade de ambientes pacíficos.

in Despertai de 22/6/1972 pp.25-26

segunda-feira, 25 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Palavra da semana 5

lumaquela
(italiano lumachella)

s. f.

[Geologia] Rocha calcária formada por conchas aglomeradas.

O saber não ocupa lugar - 327



A técnica de cocção conhecida como banho maria originou-se por invenção de Maria, a Judia, uma alquimista.

Raridades e Recordações ( 59 )

Hora da magia!

Uma língua internacional em elaboração


TEM-SE calculado que cerca de 326 milhões de pessoas falam inglês, tornando-a uma das línguas mais amplamente usadas na terra hoje. Todavia, quando Júlio César sentou pé pela primeira vez na Bretanha, em 55 A. E. C., ninguém ali falava inglês de forma alguma. Não havia povo inglês; as Ilhas Britânicas eram habitadas pelos celtas e antigos bretões.

Em 43 E. C. as legiões romanas subjugaram os celtas, e estes foram expulsos para Gales, a Escócia e Irlanda. Um pouco de seu vocabulário sobreviveu no inglês moderno, a maior parte sendo incorporada em nomes de lugares tais como London (Londres) e o condado de Kent, que deve seu nome à palavra celta canti.

Os romanos ocuparam as ilhas por cerca de 400 anos, mas, quando o Império finalmente declinou, as legiões romanas foram chamadas de volta para defender os últimos baluartes do Império contra os invasores. Idas as legiões romanas, as tribos germânicas chamadas anglos, saxões e jutos conquistaram a Bretanha, fixando residência ali. Estes anglos e saxões falavam línguas quase idênticas, uma forma de alemão, um dos membros do ramo teutônico da família indo-européia de línguas.

O Inglês Falado Inicialmente

Visto que os anglos conquistaram a maior parte da terra, o país (Inglaterra) e a língua (inglês) foram assim chamados em honra dos anglos. Esta língua anglo-saxônica era chamada anglisc ou englisc pelos escritores daquele tempo. Embora se devesse tornar a base do inglês moderno, é totalmente incompreensível para as pessoas hoje sem um estudo especial. Por exemplo, eis aqui as primeiras linhas dum famoso poema chamado “Beowulf”, escrito por volta do ano 900 E. C.:

“Hwaet, we gardena in geardagum theodcyninga thrym gefrunon.” (Eis que ouvimos falar de quão poderosos eram, nos dias passados, os reis dos dinamarqueses portadores de lanças.)

Agora, isto é classificado como inglês antigo pelos filólogos, embora nem sequer uma pessoa dentre mil de língua inglesa consiga entendê-lo. Isto se dá porque cerca de 85 por cento do vocabulário do inglês antigo não se acham mais em uso. Aquelas que sobreviveram, contudo, eram elementos básicos, expressando conceitos fundamentais tais como mann (man, homem), wif (wife, esposa), hus (house, casa) e mete (meat ou food, carne ou alimento).

A gramática do inglês antigo também era muito diferente do inglês moderno. Era uma língua flexional, isto é, uma que indicava a função duma palavra na sentença por meio de terminações acrescentadas ao substantivo ou adjetivo, e assim por diante. Atualmente, quase todas estas terminações flexionais foram perdidas, e se usa uma ordem fixa de palavras para indicar as várias funções e relações delas.

Durante os anos 800, os vikings da Dinamarca fizeram incursões às praias da Bretanha. Por causa de os incursores vikings parecerem deleitar-se em lutar e em destruir as propriedades de suas vítimas, tendo a aparência de loucura, o nome viking para guerreiro, berserker, entrou na língua inglesa na palavra berserk (energúmeno). As atividades dos dinamarqueses terminaram na conquista da Bretanha. Ao se estabelecerem na Inglaterra, também introduziram muitas palavras no vocabulário inglês, tais como egg (ovo), e a maioria das palavras que começam com sk-, tais como sky (céu), skin (pele), skirt (saia) e skill (perícia).

Mais significativamente, os pronomes, que geralmente permanecem constantes numa língua, foram afetados. O resultado foi que alguns pronomes escandinavos substituíram os ingleses. Por exemplo, os pronomes they (eles), their e them (seu ou deles), são de origem escandinava.

Daí, algo aconteceu que deveria exercer profundo efeito na língua inglesa. Em 1066 E. C., Guilherme, o Conquistador, um francês da Normandia, invadiu a Inglaterra. Conforme ilustrado na famosa tapeçaria Bayeux, derrotou o rei saxão Haroldo, na Batalha de Hastings. Daí, distribuiu as terras inglesas entre os nobres franceses que tinham vindo com ele. De início estes senhores franceses falavam o seu próprio francês-normando, ao passo que o povo a quem escravizaram falava o anglo-saxão ou inglês. No entanto, à medida que os normandos se estabeleceram e casaram-se com o povo local, as duas línguas se fundiram. Esta mistura do inglês antigo com francês-normando produziu nova forma de inglês, agora chamada de inglês médio.

Tempo de Grandes Mudanças

O inglês médio foi marcado por mudanças momentosas na língua, mudanças estas mais fundamentais e extensivas do que quaisquer outras antes ou desde então. Desde o início, a pronúncia se alterou vagarosamente sob a influência dos normandos, e as terminações flexionais gradualmente desapareceram. Mas, a mudança notável se deu no vocabulário.

Milhares e milhares de novas palavras foram acrescentadas, à medida que os normandos começaram a falar o inglês antigo, bem misturado com o seu próprio vocabulário francês. Entre as muitas palavras inglesas resultantes da Conquista Normanda se acham air (ar), chair (cadeira), dinner (jantar), government (governo), judge (juiz), paper (jornal), prison (prisão) e towel (toalha).

Às vezes, tanto as palavras inglesas como as francesas foram retidas. Por exemplo, o camponês saxão morava numa hus (casa) inglesa, ao passo que o senhor francês morava numa maison francesa. Ambas as palavras permaneceram, house (casa) sendo a palavra moderna para moradia simples e mansion (mansão), a casa dum nobre ou homem rico.

Às vezes ambas as palavras foram retidas, mas assumiram significado ligeiramente diverso. Os ingleses criavam sheep (ovelhas), cows (vacas) e pigs (porcos). Os equivalentes franceses eram mouton, bouef, veau e porc. É fácil ver que as palavras francesas foram mantidas para designar a carne do animal. Assim, cria-se calves (vitelos) mas come-se veal (vitela), cria-se pigs (porcos) mas come-se pork (carne de porco).

Naturalmente, muitas palavras inglesas foram inteiramente perdidas. Por exemplo, o inglês inwit se tornou o francês conscience. No entanto, apesar deste tempo de grandes mudanças, o inglês continuou a comer e a dormir, a andar e a cantar em seu inglês original.

Pelo tempo de Geoffrey Chaucer (1340?-1400), às vezes chamado de o pai da literatura inglesa, esta língua mestiça tinha-se tornado uma língua bem fluente e flexível. Ademais, começou a ter a aparência de inglês moderno, o período do inglês moderno começando por volta de 1450 e durando até os tempos modernos. Chaucer escreveu muita coisa que é razoavelmente compreendida hoje. E, quando afirma, por exemplo que certo homem era “a verray parfit gentil knyght”, não se precisa de nenhum bacharelado honroso em inglês para se ver que queria dizer que ele era “um cavaleiro perfeitamente gentil”. Naturalmente, a grafia parece verray esquisita para nós!

Qualquer pessoa que leia Chaucer, contudo, notará que sua gramática e vocabulário ainda são simplicíssimos. Com efeito, a maioria das pessoas daquele tempo achava que o inglês era cru e inflexível, sendo incapaz de expressar os sentimentos mais nobres. Achavam que, se a pessoa tinha algo de importante a dizer, deveria escrever em latim ou grego, que as pessoas educadas daqueles dias entendiam. Chamavam o inglês de “a língua vulgar”, e certo escritor inglês lamentou: “Poets that lasting marble seek, must carve in Latin or in Greek; we write in sand.” (Os poetas que buscam a fama duradoura precisam esculpir em latim ou em grego; nós escrevemos na areia.)

De início esta atitude foi realçada pela chegada do Renascimento, a descoberta de casas de tesouro da erudição latina e grega. Gradualmente, porém, com a chegada da imprensa e da possibilidade de pessoas comuns adquirirem livros baratos, surgiu a demanda de livros no vernáculo.

Havia então duas escolas de pensamento: os que desejavam preservar a tradição clássica do latim e do grego, e os que desejavam aprimorar a “língua vulgar” com palavras tiradas dos clássicos. Sabemos agora que escola venceu. O inglês, “a língua vulgar”, triunfou, mas com uma riqueza dum vocabulário adicionado.

Os homens ansiosos de disseminar a Palavra de Deus contribuíram amplamente para a aceitação do vernáculo, pois desejavam ter a Bíblia numa linguagem que todos pudessem entender. Tyndale, um dos mais destacados tradutores da Bíblia, disse que a traduzira para o inglês porque desejava que até o rapaz comum do campo pudesse ler a Bíblia. Os tradutores, também, estavam ansiosos de que sua linguagem fosse um veículo digno para a Palavra de Deus, de modo que fizeram grandes esforços para que se adaptasse a tal propósito.

Contínua Absorção de Outras Línguas

Grande parte do novo vocabulário que foi adicionado veio do latim, com palavra tais como capsule (cápsula) e disrespect (desrespeito). Outras, tais como chaos (caos) e climax (clímax) provêm do grego. Alguns se opuseram a tais absorções de palavras estrangeiras, afirmando que eram termos “estranhos e pedantes”. Por outro lado, quem estava a favor de se enriquecer o vocabulário afirmava um pouco amargamente que “certas pessoas, se espiarem apenas uma palavra difícil, ficam tão atônitas como se tivessem encontrado um duende”! Mas, ainda assim as palavras penetraram.

Os estudiosos não foram os únicos que enriqueceram o vocabulário. Os séculos dezesseis e dezessete foram tempos de viagens e descobertas, e os viajantes abriram novos campos para o comércio. Alguns começaram a transacionar com países que visitaram e, em alguns lugares, a colonizá-los. Os viajantes ingleses na Itália, por exemplo, retornaram falando uma língua cheia de expressões italianas, língua esta que as pessoas simples da terra natal acharam ser muito engraçada e afetada. No entanto, será que consideramos palavras tais como álgebra, violino e vulcão engraçadas de algum modo hoje em dia? São italianas, como o são piano e pizza.

Os navios ingleses velejaram para a América do Sul, colonizada principalmente pelos espanhóis e portugueses, combateram os espanhóis na Costa Setentrional da América do Sul e trouxeram de volta palavras tais como alligator (aligátor) e apricot (abricó), cannibal (canibal) e canoe (canoa), hammock (rede de dormir) e hurricane (furacão), todas elas palavras espanholas e portuguesas.

Os mercadores em pequenos veleiros, assolados por ventos e ondas ao enfrentarem tremendas tempestades no Cabo de Boa Esperança, empenharam-se em chegar à Índia e à China. Voltaram para casa com seus porões cheios de seda e especiarias, e falando de junks (juncos) e coolies (cules), china (louça fina) e tea (chá).

Os pioneiros em carroças cobertas rodaram através das Planícies Norte-Americanas e escreveram para casa cartas que continham palavras como hominy (canjica), chipmunk (tâmias) e raccoon (mão-pelada), todas tiradas da linguagem do índio norte-americano. Sequoia era realmente um chefe cheroquês, e daí surgiu a palavra.

Assim, o espírito de exploração e de aventura abriu novos e excitantes horizontes. Novas experiências e novos produtos tornaram-se refletidos na língua. Alguns minutos gastos no exame de um dicionário etimológico mostrará que o inglês observou palavras do russo, hebraico, árabe, húngaro e hindustani, bengali, malaio, chinês e das línguas de Java, da Austrália e do Taiti, bem como de muitas outras.

Se usar um destes dicionários, poderá verificar de onde vieram as palavras jaguar, ricksha (jinriquixá) e mongoose (mangusto). Até mesmo o que talvez imagine ser uma boa palavra inglesa, tal como measles (sarampo) prova ser de origem holandesa, junto com golf. E sabia que a palavra candy (doce) provém duma palavra árabe qandah?

O aumento no vocabulário tem continuado nos séculos dezenove e vinte. Algumas palavras, tais como zipper, vieram de marcas registradas. Nos campos da medicina, eletricidade, física e química, uma inteira nova gama de palavras tem surgido. Shakespeare jamais ouvira falar de penicilina ou de glândulas endócrinas; ele nada sabia sobre dínamos, a teoria dos quanta ou o rádio. E, quanto a coisas tais como carburadores, calotas e velas de ignição . . .!

Às vezes, novas palavras foram formadas pela combinação de duas antigas, como em steamroller (rolo compressor). Algumas são tiradas de nomes próprios; limousine, por exemplo, é tirada de uma província de França. O inglês tem assimilado todas estas palavras e para as pessoas de língua inglesa elas não parecem de jeito nenhum estrangeiras. Mas, suas raízes estrangeiras se refletem na sua forma ortográfica. Diferente do espanhol e do italiano, por exemplo, muitos sons similares em inglês são soletrados de forma diferente, tais como shoe (sapato), blue (azul), crew (tripulação), too (também) e through (através). O empréstimo de palavras das línguas estrangeiras tem levado a um estado bastante caótico da grafia inglesa, e, embora numerosos esforços tenham sido feitos para se reformá-la, parece improvável que jamais tenham êxito.

Assim, de uma pequena língua amalgamada e engraçada do século quinze, grandemente desprezada como “língua vulgar”, temos uma grande língua internacional, com um dos mais ricos vocabulários do mundo, um vocabulário de cerca de 600.000 palavras.

O inglês combina a força da língua alemã à beleza do francês, e é capaz de expressar excelentes tons de sentido. É, certamente, uma língua que vale a pena aprender, habilitando a pessoa assim a comunicar-se com milhões de pessoas que já o falam. No comércio, na ciência, na religião e na vida social, o conhecimento de inglês é, sem dúvida, muito útil, e muitas obras da grande literatura foram escritas em inglês. Assim, muitos que ainda não conhecem o inglês talvez pudessem aprendê-lo com proveito, e aqueles que conhecem poderiam aprender a falá-lo melhor.

in Despertai de 22/6/1972 pp. 20-24

Provérbio da semana ( 20:2 )

A terribilidade do rei é como o rugido do leão novo jubado. Quem atrair a sua fúria sobre si está pecando contra a sua própria alma.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.