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sábado, 9 de março de 2013

Raridades e Recordações ( 95 )

Um clássico espacial!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cortar cabelo em casa — será que o faria?





UM BARBEIRO em Brooklyn, Nova Iorque, visitou recentemente alguns amigos e, como o faz frequentemente como gesto de bondade, ofereceu-se a cortar o cabelo do garoto.
Os preços de tudo têm subido, mas o custo de um corte de cabelo subiu mais do que a maioria das coisas. Se houver três, quatro ou mais garotos na família, a despesa pode ser realmente alta.
Não é surpresa, então, que em muitas famílias um dos genitores corte o cabelo dos filhos. Esta prática é mais ampla do que imagina. Calcula-se que vários milhões de aparelhos domésticos de cortar cabelo tenham sido vendidos nos EUA.
No entanto, economizar dinheiro não é a única razão de muitos pais preferirem cortar o cabelo dos filhos. Isto se evidencia da experiência dum barbeiro profissional que ofereceu cortar regularmente o cabelo dos filhos dum amigo. O pai agradeceu a gentil oferta do barbeiro, mas disse que preferia cortá-lo ele mesmo. Explicou: “Como vê, isso me oferece a oportunidade, a cada duas semanas, mais ou menos, de ficar conversando a sós com meus filhos.”
Alguns pais acham ser mais conveniente cortar o cabelo em casa do que levar os filhos a uma barbearia, esperar por eles, e então trazê-los de novo para casa. E a primeira ida duma criança a uma barbearia pode ser uma experiência aterrorizante. Assim, o lar, acham alguns, é um ambiente mais reconfortante para se apresentar aos filhos pequenos a máquina de cortar cabelo que zumbe e as tesouras que estalam.
É digno de nota que o corte comercial de cabelos tem declinado ultimamente. No entanto, o motivo principal disto não é o aumento nos cortes de cabelo em casa, mas é a mudança para estilos de cabelos mais compridos.

Métodos Primitivos de Cortar Cabelo

O cabelo humano cresce pouco mais de um centímetro a dois centímetros e meio por mês. Para controlar este crescimento, o corte sem dúvida era feito em casa por um membro da família. Mas, aparentemente logo se tornaram comuns os especialistas. Há mais de 2.500 anos atrás, a Bíblia já falava da “navalha de barbeiro”. (Eze. 5:1) E por volta desse tempo, os gregos, segundo se relata, possuíam sunptuosos salões de barbeiro.
Naqueles dias, cortar cabelo usufruía considerável prestígio, em especial quando os barbeiros também começaram a praticar a cirurgia por volta de 110 E.C. Estes chamados barbeiros-cirurgiões, além de cortar o cabelo, arrancavam dentes, pensavam feridas e, em especial, praticavam a sangria, terapia comuníssima na Idade Média. Em 1292, havia 200 barbeiros em Paris.
Em muitos lugares hoje, o poste vermelho, com listras azuis e brancas, e com uma bola no alto, é a identificação familiar da barbearia. Originalmente, no alto do poste havia uma bacia que se dizia que representava o vaso em que eram guardadas as sanguessugas. E as listras vermelhas e brancas no poste do barbeiro tiveram sua origem nas ataduras manchadas de sangue que se pendurava para secar, que certa vez eram o emblema reconhecido da profissão de barbeiro. A listra azul do poste é uma adição posterior.
Em 1745, foram separados na Inglaterra o corte de cabelo e a cirurgia, e houve um declínio lento e contínuo da arte de cortar cabelo. Por volta do fim do século dezanove, as barbearias em geral se tornaram desarranjadas e insalubres.
No século presente, contudo, foram feitas melhoras. Muitas escolas de barbeiros foram estabelecidas. Estas não só ensinam a cortar cabelo, mas também medidas sanitárias, tratamentos do couro cabeludo e assuntos relacionados. A escolarização consiste em umas 1.000 a 1.800 horas de treinamento.
A arte de cortar cabelo cresceu assim de novo em estatura, e, ao mesmo tempo, também aumentou o preço do corte. De uns sessenta e cinco a noventa e sete centavos no início do século, nos EUA, o preço atingiu trinta vezes ou mais essa importância actualmente. É particularmente tal aumento de preço que moveu muitas famílias a se voltarem para o corte de cabelo em casa.
Cortaria o cabelo em casa? Pode aprender a cortar o cabelo dos membros de sua família? Talvez não seja tão difícil quanto pensa, em especial visto que não precisa enfrentar uma variedade de estilos de cabelo. Também, o cabelo das crianças é o menos complicado de se cortar.

Equipamento de Barbeiro e Seu Uso

O equipamento correto é importante para se fazer um serviço apresentável. Estojos de barbeiros domésticos, que incluem uma máquina de cortar cabelo eléctrica semelhante à das barbearias, com pentes de várias graduações, podem ser comprados. Estes estojos talvez tenham acessórios, como um pente, tesouras de barbeiro, escova de pescoço, e assim por diante. Numa família de vários filhos, o estojo fica pago em dois ou três meses.
Os pentes da máquina podem ser especialmente úteis. Estes instrumentos semelhantes a pentes são simplesmente colocados no cabeçote de corte da máquina. Mantêm a superfície de corte da máquina a uma certa distância da cabeça da pessoa, tornando fácil obter um comprimento uniforme de cabelo.
Acertar o cabelo em torno da linha de trás da cabeça e nas partes laterais pode ser um desafio, em parte.
No entanto, os estojos de barbeiro amiúde têm pentes que diminuem gradualmente. Por exemplo, há um para o lado direito da cabeça e outro para o lado esquerdo. Quando estes são colocados, pode-se passar a máquina sobre cada lado da cabeça (ao redor das orelhas), e o cabelo será cortado mais curto perto da linha de contorno do cabelo e progressivamente menos quanto mais alto na cabeça. Por aprender a usar eficazmente os vários pentes da máquina, poderá cortar bem as partes laterais e a parte de trás da cabeça.
Deve lembrar-se de que o cabelo deve ser menos cortado no sentido do alto, tornando-se progressivamente mais comprido quanto mais se afastar da linha de contorno do cabelo. Um pente que permite que o cabelo seja cortado bem curto, talvez uns três milímetros, poderá ser usado desde a linha de contorno em direcção ao alto da cabeça por cerca de dois centímetros e meio, mais ou menos. Imagine que os pentes sejam um pequeno aviso, e que o fim da área a ser cortada, usando-se este pente, seja o fim da pista. Isto significa que ao se aproximar do fim desta área, deve-se levantar um pouco, devagar, o pente e deixá-lo no ar.
Para cortar a próxima parte, dois centímetros e meio a cinco centímetros mais alto na parte de trás da cabeça, outro pente deve ser usado, um que não permita que a máquina apare o cabelo tão curto. Depois de completar tais passos, o trabalho com a máquina acabou.
Para terminar o corte depois de se usar a máquina, a tesoura e o pente comum são os melhores instrumentos a usar. A tesoura e o pente devem ser usados para continuar a desbastar o cabelo desde seu comprimento mais curto, tornando-o progressivamente mais comprido à medida que se sobe na cabeça. Por fim, para cortar a parte de cima da cabeça, alguns preferem passar o pente entre os cabelos e segurar as pontas entre o dedo médio e o polegar de uma das mãos, e usar a tesoura na outra mão para cortar as pontas na medida desejada.
O pente-navalha é outro instrumento do barbeiro doméstico. Trata-se dum pente de plástico em que se pode inserir uma lâmina de barbear. Deve-se ter cuidado ao usá-lo, contudo, pois a pressão demais do pente pode resultar em falhas. Mas, com prática, alguns pais se tornaram peritos em cortar cabelo com este instrumento simples.

Sugestões Úteis Sobre Cortar Cabelo em Casa

Caso decida tentar cortar cabelo em casa, eis aqui algumas sugestões úteis em geral: No caso de criancinhas, é de ajuda que alguém segure a cabeça delas enquanto se lhes corta o cabelo. Também é sábio não tentar cortar o cabelo de seu filho quando ele estiver cansado, ou o leitor. Coloque a criança sentada bem no alto, de modo que não tenha de curvar-se para cortar o cabelo. Escolha um quarto bem iluminado.
Também, fique alerta quanto a altos e baixos na cabeça. Quando a máquina bate neles, pode deixar falhas de péssima aparência. Por questão de segurança, recomenda-se que, enquanto a máquina de cortar cabelo estiver ligada, tanto o barbeiro como o ‘freguês’ fiquem longe do alcance de outros aparelhos eléctricos, radiadores, ou outros encanamentos.
É bom trabalhar devagar. Não cave buracos nem desbaste demais um lugar. Mantenha descontraídos seus dedos e sua mão, e não duros ou tensos. Segure o pente e outros instrumentos de forma leve. O cabelo é uma fibra delicada e é cortado com facilidade, de modo que o corte com uma acção leve.
Não espere excelentes resultados logo de início. É necessária a prática. Mas, com a vantagem de trabalhar nas mesmas pessoas vez após vez, muitos pais aprendem a fazer excelentes cortes, com grande economia. O leitor, também, poderá decidir que cortará cabelo em casa.

in Despertai de 22/5/1973 pp. 12-15

segunda-feira, 4 de março de 2013

Provérbio da semana ( 21:29 )


O homem iníquo fez a sua face atrevida, mas o recto é aquele que será firmemente estabelecido nos seus caminhos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

No aproveitar é que está o ganho!


Morre a mulher a um comerciante da velha guarda, daqueles que vendiam até a mãe e sovinas quanto baste. O homem, transtornado tanto pelo falecimento como pelo dinheiro a gastar no funeral e afins, lá ligou para o jornal:
«Gostava de colocar um anúncio na secção de necrologia, mas quero o mais barato que tiver, "Morreu Maria" basta.
O empregado do outro lado, um tanto embaraçado responde:
«Mas, meu senhor, não deseja dizer algo mais? Neste jornal os anúncios têm todos o mesmo preço até 5 palavras.»
O homem pensou um pouco...
«Então, escreva aí, "Maria Morreu Vende-se Opel Corsa"»

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Questão de cabelos



Pode ser uma questão parva. Tem a ver com um gosto pessoal, mas ao mesmo tempo a observação detalhada que tenho feito leva-me a colocar esta questão.
Gosto de ver as mulheres com cabelo comprido e de preferência liso ou ligeiramente ondulado, mas isso não interessa para o caso. O cabelo comprido versus o cabelo curto é o que me faz questionar se existe alguma regra que invoque a necessidade ou a obrigação de que as mulheres vão diminuindo o comprimento do seu cabelo ao passo que envelhecem. É de facto isso que reparo na maioria das senhoras. Na sua juventude e até chegarem perto dos 40 anos, o cabelo comprido impera, o que para mim é sem dúvida a forma mais feminina de se apresentarem. Depois dessa idade, geralmente o cabelo começa a ficar mais pequeno e raríssimas são as senhoras de 3ª idade que usem cabelo comprido. Porquê? Haverá alguma razão que desconheço?
Verifiquem por vós mesmos e vejam se não tenho razão. E tentem perceber ( independentemente das opiniões e gostos pessoais ) porque isso acontece. Elucidem-me.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Palavra da semana ( 40 )

É o que vai acontecer mais dia menos dia em Portugal...


abiótico

adj.
Diz-se da zona ou dos lugares onde a vida animal ou vegetal não é possível, ou fica, pelo menos, atrofiada.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O saber não ocupa lugar ( 362 )




A cintilação se deve a perturbações atmosféricas e não a fenómenos internos às estrelas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Material de construção do mar





ENTÃO, não é esta uma forma maravilhosa de descontrair-se? Sentar-se aqui, na areia branca, com enorme pára-sol protegendo-nos do sol, vendo as ondas tentarem escalar a praia.
Por falar nisso, sabia que há enorme projecto de construção em andamento lá, onde as ondas acumulam aquela espuma branca? Não, não existe pesado equipamento de construção ali, nada de barras de aço, blocos de cimento nem tijolos. Mas, ali está sendo produzido o maravilhoso material de construção — o coral.
O mundo submarino do coral é um mundo estranho e belo — estranho na forma e contorno, belo na cor e na variedade. Há corais em forma de miolos, ou maeandras, de todos os tamanhos, assim chamados porque é justamente com os miolos do cérebro que se parecem. Há corais estrelas em forma de flor, e os que se parecem com madrepérolas ou com a armação dum veado. Há, também, o coral alface, o coral picante e muitas outras formas estranhas. Fascinantes, também, são as suas cores — marrom, amarelo, laranja, rosa, púrpura e vermelho.

Onde Se Encontra o Material

Onde poderia ir a fim de investigar este maravilhoso material de construção, o coral? A muitos lugares. Poderia visitar as suaves águas turquesas da Baía de Montego, na costa norte da Jamaica, ou viajar para outra parte no Atlântico oeste, das Bermudas ao Brasil. Outra área de observarão é a região indo-pacífica, desde a costa leste da África, através das ilhas do Pacífico oeste até o Havaí. Nesta área, pode-se ver a Grande Barreira da Austrália, uma massa de coral que se estende por uns 2.000 quilómetros ao longo da costa nordeste da Austrália.
Em certos lugares, pode-se ver o surpreendente material de construção do mar através do fundo transparente de um barco. Ou a pessoa talvez prefira colocar nadadeiras, uma máscara de mergulho e um tanque de ar e descer para olhar mais de perto. Ao entrar na água, porém, a pessoa desejará acostumar-se com o movimento ao redor dela, pois parece que o panorama marítimo sobe e desce em consonância com o movimento do próprio mar. Deve-se ter cuidado, porém, pois os cortes feitos nos corais são muito lentos de sarar.

Como É Produzido o Coral

Os animais que fabricam o coral são chamados de pólipos coralinos. São aparentados à medusa e à anémona do mar semelhante à flor. Depois de muito breve estágio de nado livre, no estado de larva, estas criaturinhas se estabelecem numa vida sedentária, prendendo-se firmemente aos esqueletos de outros corais.
Uma vez rigidamente estabelecidos, os pólipos produzem um pequeno tubo carnoso, que varia de tamanho de uns dois e meio centímetros a mais de trinta centímetros de diâmetro. Na sua extremidade superior se acha a boca, cercada de pequenos tentáculos. À noite, estes se estendem e capturam plânctons microscópicos como alimentos.
Ao mesmo tempo, estas criaturinhas estão muito ocupadas em construir. Retiram o cálcio da água e segregam um carbonato de cálcio (calcário). Usando tal secreção, constroem ao redor de si uma formação dura, caliciforme. Esta constitui uma colónia ou esqueleto coralino, ao qual se retraem para proteger-se.
À medida que muitos pólipos constroem suas casas coralinas, estas se fundem para formar uma massa colorida e dura. Os pólipos morrem, mas outros se prendem a seus esqueletos e continuam a construir. Em resultado, são erguidos edifícios incrivelmente estupendos, maiores do que qualquer coisa que o homem já tenha construído.

O Que É Construído

Os recifes coralinos são produzidos por diminutos pólipos. Alguns recifes se estendem da praia até o mar. São chamados de recifes em franja. Um recife de barreira, por outro lado, separa-se da praia pela água, mas segue ao longo da costa.
O segundo maior recife de coral do mundo, depois do Recife da Grande Barreira da Austrália, estende-se por mais de 200 quilómetros ao longo da costa das Honduras Britânicas. Entre o recife e a praia, a água tem de cerca de um a quatro metros e meio de profundidade. Os fabricantes coralinos também formam atóis. Estes são ilhas coralinas circulares no mar aberto que circundam uma massa de água chamada lagoa. Um atol pode ser formado à medida que o coral se acumule na orla da cratera de um vulcão submerso. Alguns destes atóis são habitados. Um deles, no Oceano Índico, possui um campo de pouso de emergência para jactos.
Assim, a construção de ilhas não é projecto por demais ambicioso para tais diminutos pólipos. A ilha de Barbados, nas Antilhas, por exemplo, compõe-se mormente de corais. A desintegração gradual causada pela água e o tempo cobriu o coral da ilha com solo de barro vermelho.
As formações coralinas podem surgir em qualquer oceano, mas os pólipos coralinos que constroem recifes se limitam a águas em que as temperaturas mais frias não descem abaixo de 18,3°C. Assim, restos de antigos recifes coralinos nas águas do Árctico indicam que prevalecia um clima tropical nestes mares do norte em algum tempo do passado.
Ao passo que os construtores coralinos continuam sua prodigiosa tarefa de construir no mar, outros organismos, tais como o bodião e o peixe-anjo, perfuram a estrutura ou a picam, para debilitá-la e desmoroná-la. As esponjas, as algas e plantas marinhas vêm em seu socorro, cimentando pedaços para impedir a desintegração total. O resultado é uma rocha calcária porosa, com túneis, cavernas e esconderijos.

História e Uso do Coral

O porto fenício de Tiro, certa vez, era famoso por seu comércio coralino. Do Mar Mediterrâneo se colhia, e ainda se colhe, um coral vermelho altamente prezado. Cresce em pequenas formações ramalhudas, e tem um centro que pode ser polido para revelar tonalidades vermelha e rosa. É usada em colares, braceletes e em outros adornos.
Em Barbados e nas Bermudas, o coral é usado na construção de casas. É fácil de cortar, e endurece e se torna durável quando exposto ao ar.
Possivelmente, a função mais importante do coral, contudo, seja a protecção que dá às orlas marítimas diante da marulhada, das ondas sísmicas e dos furacões. Muitos marujos, durante uma tempestade, encontraram seguro ancoradouro por trás dum recife de coral.

in Despertai de 8/5/1973 pp. 28-29

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Palavra da semana ( 39 )


xilófago

(xilo- + -fago)
adj.
1. Que rói madeira.
s. m.
2. [Entomologia]  Insecto que rói madeira.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O saber não ocupa lugar ( 361 )




A água, diferentemente da crença popular, possui uma cor inerente, que se apresenta como um leve matiz de azul.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pode o sol suprir as necessidades energéticas do homem?





A FIM DE operar os instrumentos modernos — carros, condicionadores de ar, fogões eléctricos e coisas semelhantes — precisa-se de tremendas quantidades de energia. No entanto, o carvão, o petróleo e o gás natural usados para gerar tal energia começam a escassear. A energia nuclear, que está sendo vista como substituto, é considerada por muitos como perigosa demais para a saúde e a segurança públicas. Bem, então, será que há qualquer outra fonte de energia?
Felizmente há. “Suficiente energia solar cai sobre os Estados Unidos a cada 20 minutos de modo a preencher as necessidades energéticas do país por um ano inteiro.” (The World Book Encyclopedia, 1970) Outro cálculo é que, a cada dia, o sol fornece à nossa terra a energia equivalente a “cerca da metade que se acha guardada em todas as reservas terrestres de carvão, petróleo, gás natural e urânio”. — Science Digest, junho de 1965.
Na verdade, a quantidade de energia disponível do sol é fantástica. E pense só: Tal energia do sol é renovável, dia após dia. E está livre de poluição! Poderia ser que era o propósito do Criador que o sol preenchesse todas as necessidades energéticas do homem?

Uso Comum da Energia Solar

O sol sempre foi a fonte da energia física do homem, fornecendo-lhe a energia física para fazer as coisas. Isto acontece segundo o esquema maravilhoso do Criador. ‘Como assim?’, talvez pergunte.
Bem, a luz solar fornece a energia necessária para que as plantas vivas transformem o bióxido de carbono e a água na base de todo alimento, um açúcar simples. Deste açúcar são produzidos todos os demais carbohidratos, numerosas gorduras e proteínas. Assim, quer os humanos comam a vegetação ou os animais que vivem dela, estão realmente sendo movidos indirectamente pela energia solar! É deveras surpreendente como as plantas foram feitas para captar a energia radiante do sol e estocá-la para uso do homem — algo que os humanos não podem fazer.
De ainda outra forma, o homem tem usado a luz solar para algumas de suas necessidades energéticas. Há mais de cem anos, o engenheiro George Stephenson mostrou apreço de como a energia solar é assim utilizada pelo homem. Enquanto via um trem desaparecer na distância, voltou-se para seu amigo e perguntou: “O que movimenta a locomotiva?”
“Ora, um de seus maquinistas de Newcastle, naturalmente”, foi a resposta.
“Não”, replicou Stephenson, “a luz solar!’
A seu amigo perplexo, Stephenson explicou: “É a luz que jaz estocada na terra por muitos milhares de anos; a luz absorvida pelas plantas durante seu crescimento é essencial para a condensação do carbono, e tal luz, que se acha encerrada no carvão por tantos anos, é então desenterrada e, sendo liberta de novo, como o é nesta locomotiva, serve a grandes finalidades humanas.”
Assim, surpreendente como isso pareça, as máquinas modernas, inclusive as tremendas turbinas nas usinas geradoras de energia, são, efectivamente, movidas de forma indirecta pela energia solar!
No entanto, não só o carvão, mas o petróleo e o gás natural, também, representam a energia solar preservada, visto que se crê que tais depósitos foram, provavelmente formados pelo calor e pela pressão exercidos sobre as plantas e os animais em longas eras do passado. Até mesmo a água que faz girar as turbinas nas usinas hidroeléctricas foram inicialmente “bombeadas” dos oceanos pelo sol, caindo depois como chuva ou neve, antes de correrem de volta para os mares. Assim, é essa energia solar que indirectamente impulsiona nossos carros, ônibus e aviões, bem como nossas utilidades domésticas!

Uso Sábio da Energia Solar?

Mas, considere por um momento: Está o homem utilizando de forma sábia a energia solar? Será sábio arrancar e bombear da terra de modo desenfreado, em velocidade acelerada, este maravilhoso depósito de energia? Será o proceder sábio desperdiçar este reservatório de energia solar, poluindo os rios e os lagos com grande parte de sua energia calorífica, e lançando os resíduos venenosos no ar?
Como alternativa, não seria muito mais sábio usar directamente a tremenda quantidade de energia solar livre de poluição que diariamente chove sobre a terra? O homem tem demonstrado a habilidade de dominar a energia irradiada do espaço sideral. Para exemplificar: até mesmo a distante luz das estrelas tem sido usada para disparar um relé para acender velas eléctricas. Por que, então, o homem não aproveita directamente a energia solar?

Uso Directo da Energia Solar

O fato é que o homem já faz isso, mas apenas em sentido limitado. Por exemplo, várias casas já foram construídas que são aquecidas pelo sol. Uma área de captação, consistindo basicamente em uma chapa preta que absorve os raios solares, é instalada no telhado. O calor do sol é utilizado para fazer subir a temperatura do ar, ou da água, que é então circulado através da casa, ou é estocado num tanque bem isolado e usado quando necessário.
Provavelmente, o uso mais amplo da energia solar hoje seja para aquecer água. No Japão, mais de um milhão de aquecedores solares de água já foram fabricados, e pode-se vê-los em muitos telhados japoneses.
Um uso ainda mais directo e especular da energia solar é em gigantescas fornalhas industriais. A maior de tais fornalhas, situada em Odeillo, no sul de França, é capaz de abrir buracos em grossas chapas de aço quase que instantaneamente! Sessenta e três grandes espelhos planos são colocados numa colina. Cada um destes segue o sol através do céu e reflecte seus raios sobre um ponto fixo num enorme espelho parabólico, que, por sua vez, focaliza os muitos raios numa área de apenas 30 centímetros de largura. Nesta área superaquecida, o coração da fornalha, as temperaturas atingem mais de 3.870°C, o que demonstra o tremendo poder da luz solar!

Usinas Geradoras Movidas Pelo Sol?

Com o passar dos anos, vários motores movidos pelo sol foram construídos. A luz solar, por exemplo, pode ser usada para aquecer um líquido que produz vapor, que, por sua vez, move uma turbina. No entanto, a geração de electricidade por tal método tem sido rejeitada como sendo impráctica. Mas, há alguns que começam a examinar mais de perto tais possibilidades. Isto se dá porque, pelo menos no papel, foram desenvolvidos métodos de conversão mais eficaz da energia solar em energia eléctrica.
No ano de 1971, a Fundação Nacional de Ciência dos EUA, segundo se afirmou, ficou tão intrigada com um certo método proposto que procurava fundos para construir uma usina experimental de 100.000 quilowatts no deserto perto de Yuma, Arizona. Diz-se que poderia converter até 30 por cento da energia recebida do sol em electricidade.
Naturalmente, seriam necessárias vastas áreas de captação do sol para reter a energia necessária a fim de gerar grandes quantidades de electricidade. Que área? Teoricamente, apenas cerca de 259 quilómetros quadrados do deserto do Arizona, menos de um por cento da área daquele estado, poderia produzir toda a energia e o calor necessários ao Canadá e aos Estados Unidos. No entanto, devido às perdas energéticas na conversão da luz solar em electricidade, e a necessidade de manter colectores solares espacejados, a fim de evitar sombras, na realidade seriam necessárias áreas de captação muito, muito maiores. Há naturalmente, outros problemas associados com tal sistema energético.

Uso de Células Solares

Em 1954, notável avanço científico foi conseguido, tornando possível, numa escala comercial, o uso ainda mais directo da energia solar. Naquele ano, os cientistas inventaram uma bateria solar, consistindo de várias células de silicone individuais. Este instrumento converte directamente em electricidade até 12 a 14 por cento da energia da luz solar que cai sobre ele, e se têm apresentado esperanças de melhorar tal eficácia.
A transformação da luz solar em electricidade ocorre de forma instantânea e silenciosa. A luz que bate nas células solares provoca um fluxo de eléctrons que podem ser captados para fazer tocar um rádio, girar um motor, carregar uma bateria, e assim por diante. O aperfeiçoamento da bateria solar abriu assim horizontes inteiramente novos para o uso da energia solar.
Outrossim, ao passo que comentava as grandiosas possibilidades da bateria solar, D. S. Halacy Jr. também indicou um problema em seu livro The Coming Age of Solar Energy (A Era Vindoura da Energia Solar):
“Lá nos primeiros dias da bateria solar, o telhado feito de telhas para captação solar era uma ideia atraente. Um telhado de 6 metros por 12 metros, que convertesse a energia solar em electricidade com uma eficiência de 10 por cento, forneceria suficientes quilowatts-hora para suprir uma casa, com apenas 5 dias de sol por mês! O pequeno desmancha-prazeres então, como agora, era o preço das telhas solares. Aos preços correntes [de 1963] tal telhado custaria centenas de milhares de dólares.”
O preço ainda é elevado. É verdade que o silicone, a matéria-prima usada, é abundante. Mas, trata-se duma tarefa onerosa e meticulosa, exigindo mão-de-obra qualificada, a preparação destas células solares. Assim, o uso primário de tais baterias solares tem sido para prover energia para os satélites espaciais, que permitem os altos custos.
Todavia, as células solares já têm sido usadas em escala comercial para mover coisas tais como rádios, relógios, televisores e câmaras de cinema; e alguns de tais aparelhos já foram colocados no mercado. Para comunicações pelo rádio, de longa distância, estações a 4.800 quilómetros uma da outra têm usado cada uma um painel de um metro e oitenta quadrados de baterias solares, contendo mais de 7.800 células solares, como a única fonte energética. Até mesmo um automóvel experimental foi movido por diversos quilómetros pela energia solar!

Futuro da Energia Solar

Por certo, concluiria uma pessoa, fazem-se todos os esforços para desenvolver este maravilhoso potencial de energia livre de poluentes, visto que, como certo engenheiro observou: “A tecnologia necessária à utilização da energia solar está a nosso alcance.”
Todavia, o que está sendo feito? No ano de 1971, S. David Freeman, consultor do governo dos EUA para a política energética, disse: “A energia solar é uma de nossas oportunidades negligenciadas.”
Admitidamente, há muitos problemas ainda a serem vencidos, se é que a energia solar há de trazer alívio à escassez de energia. Exemplificando: o custo do material fotovoltaico para as baterias solares é elevado, e os meios actuais de estocar electricidade são custosos. Mas, com esforço concentrado, poderiam ser resolvidos tais problemas?
Alguns cientistas acham que poderiam. Crêem que o material fotovoltaico poderia ser fabricado ao custo de apenas alguns cruzeiros por metro quadrado, tornando possível cobrir nossas casas de telhas solares! Mas, não suscite esperanças muito elevadas, visto que a negligência de se fazerem esforços para desenvolver a energia solar para uso do homem tem diminuído tal perspectiva. E por que há tal negligência?

Problemas de Desenvolver a Tecnologia

A tecnologia necessária para resolver alguns dos muitos problemas de combustíveis amiúde está ao alcance, todavia, não é aproveitada. Exemplificando: Declarou uma autoridade da Comissão de Energia Atómica dos EUA: “Se tivéssemos feito a pesquisa há 15 anos atrás, teríamos tido usinas limpas de combustíveis fósseis (carvão, petróleo ou gás convencionais) nos últimos 10 anos.”
Por que, então, as usinas geradoras de energia não pesquisam para aperfeiçoar usinas livres de poluição? Porque isso custa dinheiro.
O mesmo se dá com a indústria automotriz. S. Smith Griswold, como chefe do Distrito de Controle da Poluição de Los Angeles, EUA, disse: “Para as pessoas interessadas em lucros, os gastos com o aperfeiçoamento e a produção de controles das fumaças de escapamentos são despesas inúteis.”
Assim, fica-se pensando se uma das razões principais de não se terem feito novos aperfeiçoamentos radicais no domínio da energia solar seja o temor de prejudicar as actuais firmas lucrativas. Como assim?
Bem, considere o seguinte: Digamos que, com esforços concentrados, a luz do sol possa ser convertida de forma barata em electricidade, como alguns cientistas sugerem. E digamos que cada casa pudesse ter um pequeno painel de células solares ligado a seu telhado, que forneça toda a energia de que precise. Ora, em curto prazo, as companhias de serviços públicos ficariam praticamente sem negócios! O petróleo, o carvão, o gás e a energia nuclear seriam adversamente atingidos em seus interesses. Será de esperar que estes interesses adquiridos sejam os principais promotores de tais desenvolvimentos revolucionários? Dificilmente.
É óbvio que se precisa duma grande mudança. O presente modo de vida industrializado, em considerável medida, precisa ser desmantelado, e se precisa pôr um fim na tendência para maior industrialização. Mas, é evidente que os governos de hoje não cooperarão voluntariamente nisto.

in Despertai de 22/4/1973 pp. 25-29

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Provérbio da semana ( 21: 25 )


O próprio anelo do preguiçoso o entregará à morte, pois as suas mãos se negaram a trabalhar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A crise ( evidentemente! )

Já era tempo de dar a minha opinião sobre a crise que assola Portugal ( e o Mundo ) e que parece ter pernas para ainda durar um tempinho.
Acho que chegamos à situação actual devido a vários anos de descontrolo económico, não só por parte do Estado, mas também das empresas privadas, que principalmente durante a última década do século passado esbanjaram de forma irresponsável dinheiro e recursos económicos, não só através de gestões baseadas quase exclusivamente em gastos excessivos, mas também devido a um escalar impressionante de salários. Esta forma de viver "à grande e à francesa" evidentemente teria as suas consequências, mas a maioria do país seguia na sua vidinha, com pouca preocupação, talvez por todos os meses terem os bolsos cheios, independentemente das despesas que fizessem.
Claro que o incentivo ao crédito, que foi de tal forma banalizado ao ponto de nem haver um controlo rigoroso sobre as condições financeiras a quem pedia crédito, também ajudou à festa.
E hoje todos se queixam da enorme carga tributária, mas esquecem um pormenor importante: se TODAS as empresas e pessoas pagassem os impostos devidos, provavelmente não estaríamos na situação actual...
Outro factor importante foi a introdução do €, que acabou com o ( agora ) saudoso Escudo. Foi evidente na altura da mudança que, talvez aproveitando a confusão cambial, muitas empresas aproveitaram para subir os preços, o que foi agravando a perda de poder de compra que se sente hoje.
E claro, não posso esquecer que a dita crise, embora real, sem dúvida, também tem sido usada sem escrúpulos por muitos gestores para simplesmente despedirem funcionários sem mais justificação, ou encerrarem as suas empresas, tentando dessa forma garantir mais lucro para si ou manter o que tinham ganho até à altura do fecho.
E assim chegamos até aqui, com milhares de empresas a desaparecer e milhares de desempregados sem conseguir encontrar trabalho. Agora corta-se nas despesas ( leia-se pessoas... ), crescem os impostos e poucas soluções viáveis se acrescentam. Até quando? Não sei, nem os entendidos sabem. O que é certo é que vai demorar tempo, e acho que também será evidente que o país não deve voltar a cometer os erros do passado.
Entretanto, não devemos desistir, exigir o que é nosso e lutar por melhores condições. E esperar melhores dias...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Palavra da semana ( 38 )


teratologia

(grego teratología, -as, narração ou estudo de monstruosidades)
s. f.
1. Parte da História Natural ou da Medicina que trata dos monstros, das formas excepcionais dos seres.
2. [Medicina]  Estudo das malformações.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O saber não ocupa lugar ( 360 )




Os ursos d'água são os únicos animais nativos do planeta Terra capazes de sobreviver no espaço extraterrestre sem o auxílio de equipamentos.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.