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sexta-feira, 8 de maio de 2015

O saber não ocupa lugar ( 381 )




Petricor é o nome dado ao cheiro da chuva.

O termo foi cunhado em 1964 por dois pesquisadores australianos, Bear e Thomas, para um artigo na revista Nature. No artigo, os autores descrevem como o aroma deriva-se de um óleo exalado por certas plantas durante períodos de seca, que é então absorvido pela terra e pedras argilosas. Durante a chuva, o óleo desprende-se no ar juntamente com outro composto, a geosmina, produzindo um cheiro característico.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Raridades e Recordações ( 113 )

All you do is call me
I'll be anything you need...

I want to be your sledgehammer
why don't you call my name


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As bactérias — algumas prejudiciais, muitas úteis




MUITOS são os médicos que observaram que os regulamentos de higiene encontrados na lei de Moisés pressupõem o conhecimento dos efeitos prejudiciais das bactérias. Mas, não foi senão em 1676 que a prova de sua existência foi estabelecida pelo naturalista holandês Leeuwenhoek. Com o uso dum microscópio primitivo, foi o primeiro a ver estes diminutos “animalículos”, como os chamou. Até os dias dele os homens só podiam especular sobre a existência de tais organismos microscópicos.
Que as bactérias não se tornaram visíveis até a invenção do microscópio pode ser avaliado quando notamos que as bactérias são tão pequeninas que precisam ser ampliadas mil vezes para que se possa vê-las com clareza. Com efeito, são tão pequeninas que num punhado de terra que possa segurar entre o polegar e o indicador, talvez haja até 200.000.000 delas!
As bactérias se encontram em toda a parte, no ar, no solo e na água. Isto, sem dúvida, é uma das razões por que se demorou tanto para provar a lei da biogénese, a saber, que toda a vida procede de vida anterior. Antes das experiências de Pasteur sobre esse assunto, pensava-se que as bactérias tinham geração espontânea.
Na realidade, as bactérias são consideradas plantas. Crescem e dividem-se a várias taxas. À taxa de divisão a cada hora, uma bactéria poderia tornar-se 16.000.000 em questão de vinte e quatro horas! Felizmente as condições amiúde limitam seu crescimento. A maioria delas consegue sobreviver em temperaturas que beiram à da fervura ou do congelamento, mas precisam de temperaturas mais moderadas para continuar crescendo e dividindo-se. É por isso que o alimento conservado num refrigerador dura mais tempo, e se mantém indefinidamente se conservado num congelador.

Diferentes Classificações

As bactérias podem ser divididas em categorias segundo a forma em que são afectadas pelo ar: as aeróbias dependem do ar, as anaeróbias da falta de ar ou oxigénio. De modo geral, as bactérias preferem a escuridão à luz.
As bactérias também são classificadas segundo suas formas básicas. Há a espécie esférica conhecida como “cocos”, que crescem em pares, grupos ou cadeias. Daí, há as bactérias em forma de bastonetes, e portanto chamadas “bacilos”, um exemplo dos quais é o bacilo do tifo. Ainda outra espécie são os “espirilos”, as bactérias de forma espiral, das quais o germe da cólera asiática é um exemplo. E há uma subdivisão destas últimas, conhecida como “espiroquetas”. O germe que espalha a sífilis é um destes.
Menores do que as bactérias são as rickettsias, assim chamadas em honra a seu descobridor, H. T. Ricketts. E muito menores do que até mesmo as rickettsias são os vírus, seu nome provindo de uma raiz que significa “veneno”.

Potencial Para Dano

Desde o tempo de Pasteur, há um debate aceso sobre quanto dano as bactérias podem causar se o corpo for deveras são, se goza de saúde ideal. Ao passo que Pasteur continuou a culpar as bactérias, relata-se que, em seu leito de morte, ele afirmou: “Bernard [um dos seus principais oponentes] estava certo. O micróbio não é nada, o terreno [ambiente, ‘hospedeiro’, o corpo] é tudo.”
Ainda permanece o fato de que as possibilidades de se usar as bactérias na guerra são tão terríveis que mais de setenta nações recentemente renunciaram a seu uso e se comprometeram “‘a destruir ou mudar para propósitos pacíficos logo que possível, mas não em menos de nove meses’ . . . todos os agentes biológicos”. Sim, as armas bacteriológicas são consideradas por alguns como sendo ainda mais perigosas do que as armas nucleares. — Times de Nova Iorque, de 11 de Abril de 1972.
E de vez em quando lê-se na imprensa sobre pessoas que morrem por terem comido alimentos enlatados estragados por bactérias, tais como a botulina e a salmonela. Tal alimento estragado é tão tóxico ou venenoso que não se deve nem provar para ver se está estragado. Usualmente ele se revela por fazer com que a lata se inche, se não também pelo cheiro e pela cor do alimento.
No entanto, a maioria das bactérias são úteis. Com efeito, certo cientista estadunidense fez uma contagem e verificou que, entre milhares de milhões de bactérias, há uma proporção de 30.000 bactérias úteis ou inofensivas para cada uma prejudicial.

A Espécie Útil — no Solo

Entre as grandes formas em que as bactérias beneficiam o homem se acha a sua actividade no solo. Tem-se dito que se não fossem as bactérias, toda a vida na terra em breve pararia. Como assim?
Bem, mais cedo ou mais tarde, todas as coisas vivas na terra morrem — pelo menos tem sido assim até agora. Sem as bactérias para transformar os corpos mortos dos insectos, dos animais e da espécie humana, bem como as plantas mortas, os restos mortos em breve entulhariam a terra de modo a tornar impossível a vida, quer para as plantas quer para os animais.
Certas bactérias também enriquecem o solo por retirarem o nitrogénio do ar e transformá-lo em compostos nitrogenados que as plantas podem usar — as plantas não podendo utilizar o nitrogénio directamente do ar. Estas bactérias valiosas se encontram em pequenos crescimentos, ou nódulos, nas raízes dos legumes, uma grande família de plantas que incluem o trevo, a alfafa e as ervilhas.
Daí, então, há o ferro, indispensável ao homem, ao animal e à vida vegetal. Certas bactérias no solo conseguem pegar este ferro e torná-lo disponível às plantas. As bactérias também desempenham papel vital na utilização do fósforo, outro elemento indispensável a todas as coisas vivas. As bactérias tornam este elemento não-metálico disponível às plantas.
Já se observou muito bem que as bactérias são “responsáveis pela fertilidade de nossos campos”.

As Bactérias Ajudam a Processar Resíduos

As bactérias também desempenham papel vital em tornar inofensivos os resíduos dos esgotos das cidades. No chamado tratamento secundário ou filtração dos esgotos, este é aspergido num leito que consiste em pedras britadas ou pedregulhos. Isto fornece superfícies em que uma película de bactérias oxidantes podem viver e operar sobre os esgotos. No caso de lagoas que talvez fiquem congeladas por mais de seis meses do ano, as bactérias anaeróbias, que não precisam de oxigénio, efectuam tal trabalho.
Os restos pesados dos esgotos são conhecidos como vasa. As bactérias também servem para converter esta vasa pesada numa forma relativamente estável que não tem cheiro e pode ser usada como fertilizante. Em ainda outro método, a vasa biologicamente activa, isto é, vasa que contém muitas bactérias, junto com oxigénio, é adicionada aos esgotos para torná-los inofensivos.

As Bactérias do Corpo

As bactérias abundam no corpo, na boca, e, em especial, nos intestinos. Com efeito, diz-se que, no âmbito total, as bactérias nos intestinos, excedem às dos alimentos e dos resíduos na proporção de dois a um. Ao passo que talvez haja muitas bactérias prejudiciais nos intestinos, enquanto forem sobrepujadas em número pelas bactérias úteis, o corpo permanece são.
Em especial o lactobacilo, ou bactéria acidófila, serve bem ao corpo. É usada actualmente para remediar pequenos males intestinais. Também, há dois tipos de antibióticos obtidos de bactérias que cumprem valiosos propósitos médicos.
Importante, também, é o papel que as bactérias desempenham na digestão da celulose no rúmem ou primeiro estômago da vaca. Os homens não conseguem digerir a celulose, mas as bactérias no rúmem da vaca desintegram a palha e a grama que a vaca come e produzem ácidos gordurosos dessa celulose, bem como proteínas e praticamente todas as vitaminas.

O Papel das Bactérias na Fermentação

Há ainda outra forma em que as bactérias são úteis ao homem e essa é no processo de fermentação. Gosta de iogurte, ou de leite azedo ou de coalhada? Precisa agradecer às bactérias. Ou gosta de queijos ricos, saborosos, tais como o limburger, o azul ou o roquefort? Então saiba que as bactérias não só são responsáveis por estes aromáticos petiscos, mas que, quando os ingere, está devorando bactérias aos milhões!
Ou gosta de chucrute com seus ‘cachorros quentes’ ou cozido junto com mocotó de porco ou de outras formas deliciosas? Bem, novamente nesse caso são as bactérias, além, naturalmente, de um pouco de sal, que são responsáveis por esta transformação do repolho picado em chucrute.
E quem não aprecia que um pouco de vinho é bom para a digestão, bem como para o coração e os nervos? Bem, ao passo que a fermentação do vinho se deve primariamente aos fermentos, as bactérias também desempenham um papel na fabricação de vinho.

Cada Vez Mais Usos

Os pesquisadores agora experimentam treinar as bactérias a digerir o petróleo, para limpar as manchas de petróleo. As bactérias também são usadas para produzir proteínas sintéticas do petróleo. Fala-se, também, de desenvolver uma célula biológica que forneça luz e energia baratas, as bactérias alimentando-se dos esgotos.
Parece deveras bem provável que, com o passar do tempo, as bactérias se provarão cada vez menos prejudiciais e cada vez mais úteis.

in Despertai de 8/8/1973 pp. 9-11

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

sábado, 22 de novembro de 2014

A música conVIDA... ao relacionamento

Por vezes julgamos que estamos sós neste mundo, abandonados ao nosso destino. Por muita gente que nos rodeie, este sentimento pode ser muito comum. A sensação de abandono é muito estranha, especialmente quando temos pessoas à nossa volta.
Mas, muitas vezes, a esperança é renovada. Os relacionamentos humanos tornam-se mais palpáveis, mais consistentes, e, em alguns casos, quase sem darmos por isso, como se alguém nos surpreendesse, alguém inesperado. São assim os humanos, tão distantes quanto tão presentes.

For a while I thought I fell asleep
Lying motionless inside a dream
Then rising suddenly I felt a chilling breath upon me
She softly whispered in my ear

sábado, 8 de novembro de 2014

Pink Floyd



The Endless River. Um álbum histórico, o último da maior banda rock de sempre. O que dizer? Resumindo, é o regresso às origens. Músicas instrumentais, com um ambiente psicadélico e espacial, embora com o toque de modernidade que nos afasta dos anos 70. Faixas curtas, para não cansarem, mas que devem ser ouvidas de seguida, tal como aconteceu com The Wall. Também este álbum conta uma história, a história dos Pink Floyd, basta estarem atentos à letra da música final, "Louder than words". O legado da banda é bem expresso com a frase "It's louder than words, This thing that we do" - "Fala mais alto que palavras, o que nós fazemos". É isso mesmo. A sua obra dispensa palavras para descrever o que significa o trabalho dos Pink Floyd no contexto da música. A coerência deste álbum final está na ligação que se faz entre a 1ª música "It's what we do" e a última "Louder than words".
Para os poucos que não entendem a música dos PF, até aposto que a expressão favorita vai ser: "Ah, isto é música de elevador!".
Mas para os milhões que apreciam a arte musical dos PF, este álbum representa uma "never ending story", ou, por outras palavras, um "endless river". Obrigado, Pink Floyd. Semper fi!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Palavra da semana ( 58 )

re·si·li·ên·ci·a

(inglês resilience)

substantivo feminino

1. [Física]  Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.

2. [Figurado]  Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O saber não ocupa lugar ( 380 )




Os camarões possuem o coração localizado na cabeça.

( é o que se chama pensar com o coração! Literalmente... )

domingo, 7 de setembro de 2014

Raridades e Recordações ( 112 )

O amor é o mais importante...

You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Examinando mais de perto a língua




‘ESTIQUE a língua e diga Aahh!’ Nem é possível imaginar o número de vezes que os médicos repetiram isso com o passar dos anos. Os médicos há muito avaliam a importância da aparência da língua ao examinarem um doente. Em especial, no passado, os médicos tinham de confiar mais em suas próprias faculdades de observação do que nos testes de laboratório.
Ao passo que a língua deveras reflecte certas mudanças ou doenças em outras partes do corpo, verificou-se que raramente pode ser usada para diagnosticar uma doença específica. No entanto, a escarlatina é uma das doenças em que a condição da língua é de importância no diagnóstico, a pessoa que tem esta doença ficando com o que se chama de “língua amorangada”.

A Língua e Sua Superfície

Um órgão ímpar, a língua é um maço bem móvel de músculos recobertos de uma superfície extremamente sensível.
Os músculos na língua podem achatá-la, enrolar sua ponta e até as extremidades quando assobia. Tais movimentos tornam-se possíveis graças a os músculos da língua serem entretecidos e correrem em várias direcções. Há músculos que começam na ponta da língua e se estendem para trás. Há músculos que vão em geral de um lado para o outro. E há os que sobem e descem. Todos eles permitem à língua seus variados movimentos.
A superfície da língua é constituída de numerosas projecções pequenas que dão a ela a sensação um tanto aveludada. (Na família dos gatos, as saliências da língua são bastante grandes e bastante duras para dar à língua a sensação duma grosa.) Estas pequenas saliências (chamadas “papilas”) podem ser facilmente vistas por colocar a língua para fora e secá-la numa pequena área com um pano macio e limpo. Se fizer isso, notará que há tipos diferentes de saliências.
As mais numerosas são as papilas rosas, delgadas, filiformes, uniformemente distribuídas por toda a superfície da língua. São usualmente as primeiras a desaparecer em algumas doenças, inclusive certas desordens nutritivas.
Outro tipo de pequena saliência é parecida a pequenos galos arredondados na superfície da língua. Há menos destas papilas fungiformes, e são em geral um pouco mais vermelhas do que as outras. Também desaparecem às vezes.
Se esticar a língua o bastante, poderá ver um tipo maior de pequenas papilas bem na parte de trás de sua língua, perto da garganta. São como torres baixinhas e achatadas cercadas de um fosso. Há de sete a onze destas papilas caliciformes que formam um “V” na parte de trás de sua língua.
Ainda outras saliências têm a aparência de dobras nos lados da língua, perto da parte de trás.

Revestimento da Língua

A superfície da língua às vezes se torna “ensaburrada” ou recoberta. Na realidade, a formação duma camada sobre a língua é um processo natural e contínuo. No entanto, esta camada é usualmente removida pelo fluxo de saliva, pela mastigação dos alimentos, pela fala e pelo engolir. A camada geralmente se compõe de pequenas partículas de comida, pelas bactérias e células que descamam da superfície da língua duma forma similar em que a pele elimina as células mortas. A quantidade de revestimento que se desenvolve, naturalmente, varia com cada pessoa e também com as ocasiões diferentes do dia.
Qualquer condição que interfira na limpeza normal da língua poderá produzir uma língua com revestimento anormal. Entre os factores que podem contribuir para isso se acham a dieta macia, a respiração pela boca de alguns, a falta de atenção à higiene bucal, fumar a desidratação durante as febres, e a falta dum fluxo normal de saliva. Falando-se de modo geral, a língua ensaburrada ou recoberta indica uma condição um tanto reduzida de saúde. Quando a pessoa tem uma perturbação digestiva, prejudica-se o processo de renovação da camada superficial de células da língua, e elas se acumulam, resultando na língua “ensaburrada”. Em muitos casos, um revestimento pode ser removido da língua por meio duma escova de dentes na ocasião em que se escovam os dentes.

Outras Mudanças e Condições

As mudanças da textura da superfície e na cor da língua são provavelmente de muito mais significado do que o seu revestimento. Mesmo nesse caso, contudo, o médico precisa saber mais sobre a pessoa antes de diagnosticar uma doença específica. A língua deveras reflecte mudanças em outras partes do corpo, mas não é decisiva. A condição da língua poderá indicar a necessidade de o médico fazer outros exames para localizar a causa.
Há doenças que podem afectar especificamente a língua, tais como o câncer e a sífilis. No entanto, a língua, mais frequentemente, apresentar mudanças e condições que não são realmente prejudiciais. Os nomes às vezes são mais atemorizantes do que as próprias doenças — nomes tais como língua pilosa, ou língua negra, ou língua geográfica descrevem condições que são geralmente inofensivas.
Assim, não tire conclusões injustificadas se a sua língua parece ter aparência estranha. A causa poderia ser tão pequena quanto a ponta aguçada dum dente ou duma obturação, que pode causar uma irritação de sua língua. Naturalmente, isto deveria ser removido, de modo a não causar mais dano.
Uma das causas mais comuns de uma condição indesejável da língua, segundo se afirma, se deve à deficiência de Vitamina B. Sulcos e arestas na língua têm sido atribuídos a uma falta prolongada da Vitamina B. Tem-se verificado que uma língua colorida e purpurina poderá ser o resultado da carência de Vitamina B2. Na anemia perniciosa, a língua tem uma aparência vermelha carnuda, sendo suave e brilhante, indicando a carência da Vitamina B12. Uma língua vermelha brilhante poderá ser causada por uma deficiência de niacinamida (nicotinamida). E, alguns crêem que uma grande língua carnosa poderá ser o resultado da carência de ácido pantotênico.

Vital Para a Fala Eficaz

Tão importante é a língua para a fala que a frase “língua estrangeira” também significa “idioma estrangeiro”. A fala é extremamente defeituosa nas pessoas cuja língua foi removida.
Ao falar, os movimentos da língua talvez sejam os mais precisos que tal órgão possa fazer. Por tocar e não tocar os dentes e o céu da boca, a língua ajuda na formação e na articulação de vários sons. Se pronunciar bem vagarosamente o alfabeto em sua língua, notará os muitos movimentos que sua língua tem de fazer. Observar outra pessoa falando é outro modo de avaliar seus movimentos rápidos. Alguns tentaram tornar-se destros no manejo da língua por dizerem rapidamente o que é conhecido como torcedores da língua, tais como ‘o rato roeu a roupa do rei de Roma’ e ‘sabia que o sabiá sabe assobiar?
Até mesmo algumas palavras bem simples mantém a língua bem ocupada. Tome-se a palavra “tema”, por exemplo. Por comprimir ligeiramente a língua contra a parte de trás dos dentes superiores, interfere-se na corrente respiratória e produz-se o impacto necessário. Daí, a língua se abaixa e recua para pronunciar o “ma”. Apenas para uma palavra pode haver bastante movimentação deste feixe de músculos. Multiplique isto por 150 a 200 palavras por minuto, e pode-se ver quão rápido a língua precisa movimentar-se para acompanhar o passo da mente.

Deleite do Paladar

Uma função muitíssimo deleitosa da língua é a de captar e transmitir a sensação do paladar. Esta sensação é captada por cerca de 3.000 papilas gustativas que se localizam entre as diminutas saliências que constituem a superfície da língua. Cada uma destas papilas só percebe a espécie de paladar para a qual foi destinada.
Há quatro paladares fundamentais que a língua percebe: o doce, o salgado, o ácido e o amargo. Cada um destes sabores básicos é percebido mais ou menos numa área específica da superfície da língua. As coisas doces podem ser percebidas na ponta da língua. Aquelas papilas gustativas nos lados, perto da ponta, percebem a sensação de salgado. Também, nos lados, em direcção à parte de trás, há papilas gustativas que transmitem as sensações do ácido. O amargo é percebido próximo da parte de trás da língua, junto à garganta. Uma área no centro da língua não tem papilas gustativas.
Que alegria estes diminutos receptores químicos podem trazer quando se ingere uma refeição bem temperada! E o Criador proveu tamanha variedade de alimentos deliciosos para o prazer e o deleite do homem. Contraste isto com a forma em que o alimento parece não ter sabor algum quando tem um grande resfriado na cabeça, e poderá sentir o valor duma língua saudável. Sua língua poderá dizer ao médico algumas coisas sobre sua saúde, mas, nos campos da fala e do paladar, ela lhe é de muito maior valor.

in Despertai de 22/7/1973 pp. 17-19

terça-feira, 15 de julho de 2014

Provérbio da semana ( 23:12 )

Faze deveras teu coração chegar-se à disciplina e teu ouvido às declarações de conhecimento.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A música conVIDA... à simplicidade

Quando somos jovens, tudo parece tão simples. Ao crescer entendemos que a vida é feita de dificuldades, muitas criadas por nós, muitas outras criadas por alheios, que também gostam de complicar o que é simples. A própria vida está carregada de atritos, é verdade, acho que faz parte, mas os problemas começam quando nos querem fazer crer que temos de complicar, quando nos ensinam que a simplicidade não resolve. Eu cá acho que a vida é mais simples do que parece...

When I was young, it seemed that life was so wonderful,
A miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
Joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
Logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
Clinical, intellectual, cynical.

sábado, 31 de maio de 2014

Mar de paixão

Ondas revoltas percorrem o corpo
De quem procura vencer a tempestade
Complicado chegar a bom porto
Quando a paixão se torna ansiedade

Ventos percorrem o mar de paixão
Vagas altivas, muralhas de água
Que impedem a lei da razão
Transformam o amor em grande mágoa

Velas que orientam um destino incerto
Âncoras que suportam um suposto amor
Marinheiros orquestram um notável concerto
Entre vagas de paixão e ardor

A bússola aponta o caminho
Mas a penumbra não permite ver terra
Triste sina daquele a quem falta o carinho
Em vez de paixão, encontra guerra!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Palavra da semana ( 57 )

es·co·po |ô|

(latim scopus, -i, do grego skopós, -oú, observador, espião, vigilante)
substantivo masculino

1. Local bem determinado a que se aponta para atingir. = ALVO, MIRA
2. Objectivo que se pretende atingir. = DESÍGNIO, FIM, INTUITO, PROPÓSITO
3. Limite ou abrangência de uma operação (ex.: ainda não definiram o escopo da campanha).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Raridades e Recordações ( 111 )

Por vezes basta estar dois passos atrás...

(Whatever you do)
I'll be two steps behind you
(Wherever you go)
And I'll be there to remind you
That it only takes a minute of your precious time
To turn around and I'll be two steps behind


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Solidão

Percorrendo vielas obscuras
A solidão invade e destrói
Vidas confusas, cheias de loucuras
Não é quem procuras, não é o teu herói

Tristezas que impedem a emoção
Desgosto por ser o que não sou
Vivendo uma vida sem paixão
Solidão de quem nunca amou

Estranho viver de quem não está só
Rodeado de humanidade vazia
Procurando quem transmita conforto, oh!
Tarefa impossível, sem consequência!

Quando procuras a tua solidão
Buscas quem te faça companhia
Encontras o caos, anarquia e confusão
Sozinho ficas na falta de simpatia

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Frutas incomuns dos trópicos




QUANDO nós, recém-chegados, pisamos pela primeira vez no solo da América do Sul, no país tropical do Equador, era um dia quente do verão meridional de Dezembro. A súbita mudança do tempo congelante que acabáramos de deixar no hemisfério norte foi bastante sentida, mas nos deu tremenda sede. Como apreciamos quando Carlos, nosso, anfitrião, nos serviu um geladinho refresco de frutas.
U-m-m! Que delícia! Mas, de que era? Jamais tínhamos provado nada semelhante. Nosso anfitrião explicou que era suco de naranjillas. Naranjilla, nome espanhol, significa laranjinha. Tinha um sabor delicado que nos fazia lembrar uma mistura de abacaxi, laranja e maçã, talvez com uma pitada de suco de tomate. A fim de fazer este refresco, Carlos explicou como primeiro descascou a fruta, colocou-a num liquidificador, adicionou água e adoçou com um pouco de açúcar.
Alguns dias depois, vimos algumas naranjillas numa banca do mercado. Tinham sido trazidas de seu lar nas selvas, sob as altaneiras montanhas dos Andes. A distância, pareciam deveras pequenas laranjas, tendo cerca do tamanho de tangerinas. Mas, ao chegarmos perto, a aparência mudou de laranjas para tomates de casca brilhante. No entanto, quando apanhamos uma, ficamos surpresos de descobrir que tinha diminuta penugem, um tanto como o pêssego, mas penugem dura e quebradiça. Que fruta estranha é esta laranja penugenta, parecida a um tomate!
Bem alto nos Andes, os habitantes da serra têm àquilo que chamam de tomate de árbol, que cresce em seus quintais junto com uma variedade de flores tropicais. As plantas têm uns dois metros e setenta e dão frutos multicoloridos, que variam do laranja’ brilhante ao púrpura forte. O fruto não é redondo como um tomate, mas é oblongo e nos extremos tem a forma de uma pequena bola ,de futebol americano. E o gosto? Bem, é um tanto parecido com o suco de tomate, apenas que é mais doce. Não só constitui uma deliciosa bebida, mas também serve para conservas deliciosas.

Apresentando Outras Frutas Estranhas

Pouco tempo depois, tivemos outra experiência agradável quando nos serviram pela primeira vez a badea. A badea cresce numa trepadeira e assemelha-se a pequena melancia, com casca tão brilhante que parece que acabou de ser encerada. Constitui também deliciosa bebida que sabe ao suco de abacaxi, mas sem a acidez do abacaxi. Nossa grande surpresa, contudo, surgiu quando verificamos que tal bebida estava cheia de sementes e nos mandaram engoli-las, assegurando-nos de que era a melhor parte. Mastigar tais sementes (cerca do tamanho das da melancia) dava à bebida um sabor completamente diferente, fazendo-nos lembrar certas uvas produzidas no hemisfério setentrional.
Em contraste com a naranjilla e a badea, a aparência exterior da chirimoya certamente não é atractiva. Tem cerca do tamanho e a forma duma bola de softball, dum verde embotado, e tem pele escamosa como a dum réptil. Assim, pode imaginar a surpresa que tivemos quando enfiamos pela primeira vez os dentes numa chirimoya e verificamos que tinha o sabor como de pêras maduras misturadas com creme e açúcar, apenas que eram mais macias! Muitos gostam de comer esta fruta fresca, mas outros preferem transformá-la em sorvete. De qualquer jeito, é preciso admitir que não se pode julgar a chirimoya despretensiosa por sua casca, assim como não se pode julgar um livro pela sua capa
Certo dia, quando passávamos pelo carrinho dum vendedor, um amigo nosso parou e comprou o que se chama de guabas. São compridas, verdes e achatadas, e são tão curvas como a bainha dum sabre. Tomando a guaba em sua mão, nosso amigo deu com ela contra a parede do prédio a fim de romper sua casca dura. E, eis que lá dentro havia uns doze ou vinte glóbulos de algodão branco como a neve, cada glóbulo contendo uma grande e brilhante semente preta. O agradável sabor doce da guaba é bastante convincente: esta deve ser a original bala de algodão dos trópicos!
Provavelmente, o tratamento mais popular para pequenos males do fígado aqui no Equador seja uma bebida feita da fruta chamada tamarindo. E, caso procure o tamarindo no mercado, procure o que se parece a grandes feijões em vagens marrons com de 15 a 20 centímetros. Daí, lá dentro, ao invés de feijões, conforme esperava, a vagem está cheia duma substância pegajosa que se parece muito com a polpa das ameixas, e, naturalmente, há caroços. A bebida feita desta fruta é bastante agradável, um tanto parecida com a cidra de maçã. Mas, lembre-se, é um laxativo brando. No entanto, se for isso que desejar, concordará que certamente é um remédio de óptimo sabor!

A Mais Popular de Todas

O mamão, que também é encontrado nos subtrópicos, é provavelmente a fruta mais comum da mesa equatoriana. Embora alguns, por engano, talvez pensem que é um melão, não cresce em trepadeiras. Antes, cresce em grupos, no alto de árvores semelhantes às palmeiras. Os mamões variam de tamanho, os grandes chegando a pesar quase sete quilos ou mais.
Do lado de fora, a fruta tem cor verde-escura que gradualmente se transforma em amarela, em certas manchas, ao amadurecer. Lá dentro, a polpa é dum amarelo forte, ou às vezes, de cor laranja brilhante ou avermelhada. Diferente de muitas outras frutas, o mamão tem fruto oco, em que uma porção de sementes pretas estão presas à polpa, mas são facilmente retiradas. A polpa é doce e suculenta e mui deliciosa, a menos que aconteça pegar um ruim, com gosto forte e um tanto desagradável. Usualmente os menores tendem a ter sabor bem forte; os maiores têm melhor sabor.
As pessoas neste país comem bastante mamão, não apenas pelo simples prazer de comer a fruta, mas também por questões de saúde. Nos trópicos, o corpo da pessoa precisa de bastante líquido necessário duma forma mui pura e deleitosa. Daí, também, é excelente ajuda para o sistema digestivo. Pode-se facilmente provar isto pela simples ingestão de uma fatia ou duas de mamão depois de uma refeição pesada, e assim evitar os; desconfortos comuns sentidos depois da ingestão de muito alimento rico. Há razoável explicação médica para isto, também. As autoridades em nutrição verificaram que o mamão e rico numa enzima chamada “papaína”, que ajuda na digestão das proteínas.
Neste respeito, uma amiga nossa descreveu como ela faz bom uso desta propriedade do mamão de outra forma. Ela mergulha a carne no suco de mamão por algumas horas, preferivelmente a noite toda, e verifica que é excelente amaciador da carne. Isto também se deve à enzima presente nesta fruta tropical.
Bem, não somos mais recém-chegados a este lindo país tropical, que possui uma variedade de aves, de flores e de frutas. O que parecia no início serem frutas um tanto esquisitas e incomuns são agora grandes conhecidos nossos — velhos amigos cuja companhia apreciamos em sentido muito especial. Se quiser familiarizar-se mais com elas, por que não vem visitar-nos?

in Despertai de 22/7/1973 pp. 13-15

terça-feira, 15 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

A música conVIDA... a ter objectivos

Uma vida sem objectivos? Há quem pense que o nosso objectivo é morrer um dia. Objectivo pouco audaz, confesso. E depois há quem pense que o objectivo da sua vida é quebrar todas as regras, liberdades e vontades. E também chatear os outros.
Sejam quais forem, acredito que uma vida sem objectivos não faz sentido. Há quem não queira perceber quais os seus objectivos, há quem não queira saber.
Mas a nossa vida tem sentido, tem objectivo. De outra forma, que sentido faria continuar a respirar?

We get some rules to follow
That and this
These and those
No one knows

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.