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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A estrela do dia





NOSSA terra não é muito grande quando comparada com aquela estrela do dia — nosso sol. Ora, um milhão de terras poderiam ser colocadas em nosso sol. E, ainda assim, nosso sol, como estrela, não é realmente grande. É semelhante a um anão. Algumas estrelas são centenas de vezes maiores do que nosso sol! A brilhante estrela vermelha, Betelgeuse, tem um diâmetro de cerca de 400 vezes tão grande quanto a nossa estrela do dia.
Nem é o sol, de forma alguma, a estrela mais brilhante. A estrela S. Doradus é cerca de 500.000 vezes mais brilhante que o sol! Mas, para a nossa terra, o sol é exatamente certo.
Nosso sol parece muito mais brilhante e maior do que as outras estrelas simplesmente porque é a mais próxima da terra. A distância média entre o sol e a terra é de cerca de 149.637.000 quilômetros. A luz do sol atinge a terra em cerca de 8 1/3 minutos. Visto que o sol é o centro do sistema solar, a terra e todos os seus planetas irmãos se movem em grandes círculos em torno dele.
Movendo-se a tremenda velocidade, o sol viaja pelo espaço a cerca de 19 quilômetros por segundo. Todavia, não há perigo de que nosso sol se mova para muito perto de outra estrela. A estrela mais próxima, chamada Proxima Centauri, acha-se a mais de 40.225.000.000.000 de quilômetros de distância. Acha-se tão distante que a luz leva quatro anos para chegar à nossa terra daquela estrela, embora viajando a mais de 300.000 quilômetros por segundo. Se a nossa terra se movesse na direção da Proxima Centauri, levaria cerca de 65.000 anos para atingi-la.

Gigantesco Reator Nuclear

Nosso sol é uma bola grande e brilhante, composta de gases quentes. Os elementos mais comuns de que nosso sol é composto são o hidrogênio, o hélio, o cálcio, o sódio, o magnésio e o ferro. Mas, de onde obtém o sol o seu calor? Na realidade, nossa estrela do dia é uma espécie de fornalha atômica. O processo é deveras complicado, mas, basicamente, o hidrogênio no sol é transformado em hélio. Quatro átomos de hidrogênio se unem para formar um átomo de hélio, e, no processo, libera-se muita energia.
A temperatura da superfície do sol é, segundo se diz, de cerca de 6.000°C. Mas, por causa de sua grande distância da terra, apenas cerca de um dois milionésimos de sua energia radiante atinge a terra. Todavia, esta quantidade é plenamente suficiente para fornecer as condições climáticas ideais que tornam possível a vida vegetal e animal na terra.
Se apenas uma fração da quantidade fantástica de energia do sol pudesse ser aproveitada, o homem resolveria seus problemas principais de aquecimento e transporte. Se o homem soubesse usá-la eficazmente, tem-se dito que o sol poderia fornecer um e meio cavalo-vapor de energia para cada 0,83 metros quadrados da terra em que brilha o sol.

Protuberâncias Solares e Tempestades Solares

De tempos a tempos, grandes chamas elevam-se do sol; são chamadas de protuberâncias solares. Estes grandes gêiseres ou fontes de fogo ardem e abatem-se de novo, espalhando o fogo em seu caminho. Talvez se elevem a mais de 320.000 quilômetros do próprio sol.
Daí, há aqueles pontos ou borrões escuros na superfície do sol chamados manchas solares. São realmente tempestades de massas rodopiantes de gases eletrificados. Aparentemente, por terem temperatura inferior à do restante da atmosfera solar, as manchas velares se parecem a pontos mortos numa fogueira de carvão.
As manchas velares nos atingem no sentido de que parecem estar associadas a tempestades magnéticas a que nossa terra se acha sujeita de tempos a tempos. Como resultado, há falhas nas transmissões de rádio. Por exemplo, em março de 1970, as Filipinas relataram uma tempestade solar tão intensa que os peritos informaram que abrangia de 60 a 70 por cento duma região próxima ao equador do sol. Causou interrupção das transmissões de rádio nas freqüências mais baixas por mais de uma hora. Outros instrumentos elétricos na terra são também afetados pelas tempestades solares, e a agulha da bússola talvez deixe de apontar para o norte e gire sem direção.

As Plantas Captam a Luz Solar

Mas, de que forma esta grande estrela, girando pelo espaço e a milhões de quilômetros de distância, nos afeta mais pessoalmente? Bem, fornece-nos o alimento que ingerimos e o ar que respiramos. Como assim?
É pelo processo conhecido como fotossíntese. Esta palavra vem de “photos”, significando “luz”, e “synthessis”, ou “colocar junto”. Ocorre quando as plantas verdes usam a energia da luz solar para colocar juntas substâncias de valor nutritivo do bióxido de carbono e da água. Este alimento produzido se acha na forma de carboidratos. Ao mesmo tempo, o oxigênio na água é liberado como gás oxigênio livre. Assim, não só nosso alimento, mas também o oxigênio no ar que respiramos se torna disponível graças à fotossíntese.
Outro fator muitíssimo necessário à vida é o calor, e, como temos visto, nosso sol é bastante quente para nos manter a todos aquecidos. Seus poderes vitalizadores são evidentíssimos na primavera, quando o calor dos raios do sol penetra na terra congelada e desperta as diminutas sementes, trazendo seus pequenos narizes verdes para fora do solo. A quantidade de calor que atinge a massa terrestre tem efeito todo-importante sobre o que pode crescer ali. Nenhuma vegetação importante é possível, por exemplo, em lugares tais como o Ártico, onde a temperatura média do mês mais quente permanece abaixo de 5,6°C.
O sol não só fornece alimento e ar para nos manter vivos, mas também água potável. O calor oriundo desta fornalha solar retira a água do solo, dos lagos e dos rios em forma de vapor d’água. Este vapor então se condensa na atmosfera superior e forma nuvens. Por fim, esta umidade nas nuvens retorna em forma de chuva, alimentando os rios, regando as plantas e nos dando a água potável de que precisamos. Em alguns lugares, chove mais abundantemente do que em outros, mas a constância deste ciclo ajuda a preservar nossas vidas.

Outros Efeitos e Benefícios

O sol também nos fornece as cores, pois a cor é produzida pelo reflexo do objeto das diferentes cores de luzes no espectro do sol. E não se deve subestimar tampouco seu efeito psicológico. As pessoas que sentem frio ou cansaço, ou que se sentem solitárias, passam a sentir-se melhor num dia quente e ensolarado, não é verdade?
O sol serve de grande relógio para nós, junto com a lua e as estrelas. O dia solar de vinte e quatro horas é determinado pela rotação da terra em seu eixo. O ano é o tempo que a terra leva para girar em torno do sol. E a altura variável do sol no céu e a duração do tempo em que aparece são, por fim, as causas das mudanças sazonais de clima e da vida natural.
Sim, nosso sol tem um efeito sobrepujante em nossa vida. O Criador forneceu esta grande fonte de energia para nos assegurar que disponhamos de luz e de calor, bem como de ar para respirar. Isto suscita chuvaradas e flores primaveris. E, por meio dele controlamos o tempo e regulamos nossa vida.
Quão vital é o nosso sol para a terra! Sem ele, a terra se perderia no espaço. Sem ele, nossa lua pareceria desaparecer, não mais refletindo a luz do sol. A terra seria virtualmente escura. Tornar-se-ia muito fria, e não haveria humanos vivos na terra para sentir falta dos resplandecentes ocasos.

in Despertai de 8/8/1972 pp. 9-11

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em tempo de crise não se pode desperdiçar nada!


Pediu uma cerveja, foi assaltar um banco, e voltou para terminar a bebida






Chama-se John Robin Whittle, tem 52 anos, e está nas bocas do mundo esta semana pela forma insólita que procedeu quando decidiu fazer um assalto na passada quinta-feira. Mas comecemos pelo início.

Tudo aconteceu na região de Tampa Bay, no estado norte-americano da Flórida. John entrou no ‘Hayloft Bar’ e pediu uma cerveja ao funcionário. Passados poucos minutos saiu, e não voltou durante meia hora.

Passado esse tempo, o homem entrou novamente no bar e pediu para acabar a cerveja que deixara. Isto depois de ter ido assaltar o ‘Wells-Fargo’, um banco situado nas redondezas do estabelecimento.

De facto, só faltava mesmo John ter dito algo como “guarde-me esta cerveja, eu vou ali assaltar um banco e já volto”.

Foram precisos apenas cerca de 10 minutos para a polícia encontrar o assaltante, descontraído e sentado ao balcão, com a sua cerveja e mais uns milhares de dólares roubados.

Insólita é também a justificação que o homem ladrão deu à polícia. Ao que parece, John não gosta de desperdiçar nada.


in PTJORNAL.COM

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Odori-Don

Isto é um prato chamado Odori-Don. Tem uma lula morta no topo do prato que "dança" quando leva Molho de Soja em cima, activando os neurónios. 



:-s

sábado, 17 de dezembro de 2011

Palavra da semana ( 13 )

locupletar
(latim locupleto, -are, enriquecer) 

v. tr. e pron.
1. Tornar ou tornar-se rico. = ENRIQUECER ≠ EMPOBRECER

2. Tornar ou ficar completamente cheio. = ENCHER ≠ ESVAZIAR

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O saber não ocupa lugar ( 335 )





Uma situação de corrupção política desenfreada é conhecida como cleptocracia, o que significa, literalmente, "governado por ladrões".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A velhice pode ser agradável





JÁ PASSOU dos cinqüenta anos! Ou talvez até dos sessenta e cinco anos? Acha que a velhice o priva da alegria de viver? Será que a vida lhe parece uma carga? Não precisa ser assim.
Hoje, cada vez mais pessoas estão envelhecendo. Mas, não estão vivendo por mais tempo. O período de setenta a oitenta anos de vida mencionado pelo profeta Moisés ainda é válido.
O que confrontam tais pessoas? Pode ser agradável a velhice, ao invés de simplesmente suportada. Um dos factores mais importantes para se apreciar a velhice é a adaptabilidade. Esta adaptabilidade tem primariamente que ver com três esferas de atividade: a saúde física, a suficiência econômica, e o bem-estar mental e emocional.

Boa Saúde Pelo Exercício

Embora não seja exatamente indispensável para se gozar a velhice, a boa saúde pode contribuir grandemente para isso. Usufruir boa saúde na velhice simplesmente significa ajustar-se por pensar mais nisso do que a pessoa costumava fazer. Mas, isso não significa tornar-se hipocondríaco (sofrer de males imaginários)!
A questão de fazer suficiente exercício é importante. Um estudo durante dez anos de 8.500 pessoas de meia-idade indicou que os trabalhadores sedentários sofreram três vezes mais ataques cardíacos do que os trabalhadores braçais. Sim, não raro o exercício físico constitui a diferença entre usufruir a vida com setenta anos e ser atribulado por dores, aflições e enfado na mesma idade. Não importa qual seja sua idade, pode aprimorar sua saúde por meio do exercício. Há muitos tipos, tais como andar e na dar, que podem ser mais ou menos apreciados. Mas, quer lhe sejam agradáveis quer não, ajuste-se a exercitar-se mais — fazendo-o, naturalmente, de forma gradual.

Obter a Nutrição Correta

Se há de achar agradável a velhice’ precisa pensar também na nutrição, tanto sobre a qualidade como sobre a quantidade. As doenças cardíacas mais comuns são atribuídas principalmente a uma dieta deficiente, sendo usualmente uma questão de se comer demais, em especial gorduras e açúcares, acompanhados por exercício insuficiente. Duas de cada três pessoas com mais de cinqüenta anos nos EUA têm peso excessivo. E, não há dúvida quanto a isso, o peso excessivo realmente encurta a vida!
Os estudos mostram que as pessoas idosas tendem a comer mais massas e açúcares do que precisam, mas não suficientes proteínas, vitaminas e minerais. Há várias razões para isto. Os alimentos que contêm estes importantes elementos custam mais do que os outros. Tais alimentos também, provavelmente, exigem mais preparação, e as pessoas idosas não raro não gostam de se incomodar em preparar refeições só para elas mesmas. Daí, então, talvez não tenham bons dentes, o que interfere com o mastigarem certos alimentos.
As pessoas idosas precisam ajustar sua dieta, pois, visto que são menos ativas, precisam de menos carbohidratos e de mais vitaminas e minerais do que antes. Altamente recomendável, por conseguinte, são coisas tais como arroz integral e trigo integral em virtude de seu alto teor de vitaminas e minerais; iogurte, em parte porque o corpo precisa de leite e em parte porque é facilmente digerível; germes de trigo por causa de seu teor de vitamina E, levedo de cerveja por causa de sua vitamina B, e melado, por causa de seu cobre e ferro. Tomar vitaminas adicionais é recomendado por alguns, mas não por outros. Então, por que não experimenta? Se verificar que lhe ajudam, continue a toma-las.
Um bom conselho também é evitar comer e beber alimentos que são quer quentes demais quer gelados demais. Deixe que os alimentos adquiram a temperatura do ambiente antes de ingeri-los, se os guardou na geladeira. Talvez também verifique que um pouco de vinho ajude a sua digestão.

Descanso e Sono

Para se gozar de boa saúde na velhice, também é necessário pensar no descanso e no sono suficientes. Ao passo que talvez esteja descansando o suficiente, talvez não esteja dormindo o bastante. Com efeito, as pessoas idosas não raro têm sono leve. Por muito tempo se pensava que as pessoas idosas precisavam de menos sono do que as jovens, mas parece haver alguma evidência de que talvez seja o contrário.
É natural que nem todos precisem da mesma quantidade de sono. Fatores tais como os hormônios, o temperamento nervoso e a natureza das atividades da pessoa têm que ver com quanto sono ela necessita. Se estiver tendo dificuldades em dormir o bastante, talvez se possa propor as seguintes perguntas:
‘Fico tenso o dia inteiro?’ Se assim for, provavelmente terá dificuldades em dormir. Aprenda a descontrair-se durante o dia. ‘Mantenho-me ativo até a hora de ir deitar-me? Se assim for, terá dificuldades em livrar-se disso e adormecer profundamente. Diminua o passo depois do jantar. ‘Bebo chá forte, café ou bebidas com cola?’ Tais bebidas interferem no sono de muitas pessoas. ‘Como lautas refeições bem tarde da noite ou coisas difíceis de digerir, tais como batatas fritas ou pão que acabou de ser cozido?’ Tais coisas podem constituir uma carga para seu estômago e talvez o mantenham desperto. ‘Preocupo-me em não poder dormir?’ Não há meio mais seguro de ficar acordado do que esse. Não se agaste com os problemas do dia, mas conte suas bênçãos. ‘Fico facilmente irritado?’ A atitude mental perturbada bem que poderá deixá-lo desperto. Tente ser menos sensível. Por fazer tais ajustes, provável é que goze de melhor sono, de melhor saúde.
Dentre as coisas positivas que poderá fazer para ter sono se acham tomar um banho tépido antes de deitar-se, ou beber leite quente ou chá de erva; alguns verificam que um copo de cerveja ou de vinho é de ajuda para induzir o sono. Outros verificam que uma massagem dada a eles por outro membro da família os ajuda a dormir. Segundo o cardiologista White, dar uma caminhada longa e rápida à noite ajuda mais do que pílulas soporíferas. O sono profundo o ajuda a apreciar mais tanto as noites como os dias.

Problemas Económicos

Para achar agradável a velhice, é preciso que também aprenda a fazer ajustes em questões financeiras. Usualmente, há menos dinheiro que entra. Hoje, muitas firmas aposentam seus empregados com sessenta e cinco anos. Achar novo emprego não é fácil, em especial nos dias atuais. Até mesmo quando a pessoa não se aposenta, há em geral uma redução da renda, devido a se ser menos produtivo. As vezes não se tem pensão alguma, por se ter mudado de emprego em emprego ou porque a firma faliu.
Assim, numa situação como essa, precisa-se aprender a fazer ajustes a hábitos de vida mais modestos, quanto à moradia, roupa, alimento e diversões. Em especial, isto constitui um problema quando se trata de comida — ser económico e, ao mesmo tempo, obter suficientes proteínas, vitaminas e minerais. Salada de repolho cru contém muita vitamina C e talvez seja mais econômica do que laranjas. Amendoins, soja, queijos e ovos são fontes económicas de proteína, e não desperceba o mingau de aveia.

Factores Mentais e Emocionais

Entre os mais sérios obstáculos a se achar agradável a velhice se acham as tolas atitudes mentais e os padrões emocionais negativos. O introvertido talvez atravesse tempos mais difíceis — assim como passou a vida inteira — do que o extrovertido.
Aqueles que exerceram o domínio de si e a disciplina e aprenderam a sabedoria verificarão ser comparativamente fácil fazer os ajustes exigidos pela velhice. No entanto, aqueles que foram mimados e se entregaram ao que queriam, mui provavelmente, estarão física, mental e emocionalmente desequipados para ajustar-se às restrições que a velhice traz consigo, e para achá-la agradável. Agora, em sua velhice, terão de começar a aprender a ter coragem, sabedoria e humildade.
As restrições da velhice deveras apresentam problemas, em especial para os que não desejam encarar os fatos. Alguns rejeitam a idéia de que estão envelhecendo e tentam continuar a fazer as coisas plenamente, como faziam quando jovens. Outros se permitem ficar desanimados, deprimidos, cheios de pena de si ou até mesmo de amargura. Ainda outros talvez se coloquem num pedestal e façam exigências, por serem idosos. Todas essas atitudes são muito insensatas. A apreciação das bênçãos diárias o ajudará a permanecer livre de tais armadilhas. Aguarde as bênçãos de cada dia e aprenda a obter alegria nas coisas pequenas. Deleite-se num dia ensolarado, ou na bela neve limpa, ou na chova refrescante.
Cada período da vida tem suas próprias bênçãos. O simples fato de que na velhice não poderá usufruir muitas das coisas que usufruía na juventude não é motivo para sentir pena de si ou descontentamento. Assim, um poeta certa vez disse (em tradução livre, sem rima):

“Pois a idade não oferece menos oportunidade
Que a própria juventude, embora em trajes diferentes.
E, à medida que o crepúsculo vespertino desaparece,
O céu se enche de estrelas, invisível durante o dia.”

A velhice deveras apresenta suas próprias bênçãos. A velhice tem uma beleza peculiar. A pessoa teve oportunidade de aprender, de ganhar muita experiência e de alcançar um ponto vantajoso por motivo do que tanto sofreu como gozou. A juventude é impetuosa, impaciente, ansiosa demais, romântica, tem ilusões, com freqüência não é prática. Mas, com a idade se aprende a ser mais paciente, mais realístico, a ver as coisas como elas realmente são, a ser prático. A velhice tem um efeito amolecedor, habilitando a pessoa a ter mais empatia.
Aprecie as bênçãos que usufrui. Sinta-se grato pela própria vida, para certa medida de saúde e de vigor que possui. A simples ausência de dor é motivo de gratidão. E fique contente de ter as necessárias coisas materiais para manter a vida.
Também é de ajuda possuir um senso de humor. A prontidão em rir é boa para o corpo mesmo, bem como para a mente e o coração. Com efeito, certo famoso médico disse que o riso “é o melhor exercício de todos” por causa do que faz aos órgãos internos.
Em especial, ter algo útil a fazer o ajudará a achar agradável a velhice. Lembre-se: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” Poderá obter felicidade em ser prestimoso para com seus conhecidos, amigos ou parentes.
A velhice pode ser agradável. Pode ser um tempo de paz mental, de contentamento e de felicidade. A velhice deve vir acompanhada de sabedoria e ciência para ajustar-se nas questões de saúde física e nas questões financeiras; as atitudes mentais e emocionais também ajudarão nesse sentido.

in Despertai de 22/7/1972 pp. 20-23

sábado, 10 de dezembro de 2011

Provérbio da semana ( 20:11 )


Mesmo pelas suas práticas se dá a conhecer o rapaz quanto a se a sua atuação é pura e reta.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Palavra da semana ( 12 )

carpideira
 
(carpir + -deira) 

s. f.
1. Mulher a quem se paga para prantear nos enterros.
2. Mulher que tem por hábito lastimar-se.
3. Lamúria, choradeira.
4. [Brasil]  Máquina agrícola para capina de plantações, também chamada capinadeira.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O saber não ocupa lugar ( 334 )







O retrato de Che Guevara feito por Alberto Korda, intitulado "Guerrilheiro Heroico", é uma das imagens mais reproduzidas da história da fotografia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O homem Alexandre Magno





OS FEITOS de Alexandre Magno tiveram tremendo impacto sobre o mundo antigo. Em questão de alguns anos, obteve controle de uma área terrestre maior do que a de qualquer regente antes de seu tempo. Mas, que espécie de pessoa era Alexandre Magno?
Uma fonte básica de informação é o biógrafo grego Plutarco, que viveu mais de três centúrias depois do tempo de Alexandre. Seus relatos, por conseguinte, não são de primeira mão, mas se baseiam nos escritos de historiadores primitivos. Semelhantemente, o historiador grego, Arriano, do segundo século E. C., teve de basear sua obra na de outros. Usando tais fontes pelo que elas realmente valem, esta é a estória que se desdobra:

Características Manifestas Bem Cedo na Juventude

Bem cedo na vida, Alexandre manifestou a ambição, o amor à glória e interesse em assuntos que, de usual, pouco interessavam aos jovens.
Quando bem jovem, Alexandre certa vez, na ausência de seu pai, Filipe, acolheu embaixadores do rei da Pérsia. Suas perguntas revelaram as atividades de uma mente prática desde então. Inquiriu a respeito de coisas tais como a “natureza da estrada que levava ao interior da Ásia, o caráter de seu rei, como ele se portava diante de seus inimigos, e que fôrças conseguia levar para o campo”.
A alegria de Alexandre com as vitórias de seu pai era limitada. Achava que as consecuções de seu pai poderiam privá-lo da oportunidade de realizar grandes e ilustres feitos. Não se interessava em herdar riquezas e luxos, mas queria demonstrar sua coragem e granjear glória por meio de seus próprios feitos.
A espécie de glória que Alexandre buscava era a que ele reputava digna dos reis. Por conseguinte, não se impressionava com atletas profissionais. Quando lhe perguntaram se participaria duma corrida nos Jogos Olímpicos, Alexandre indicou que o faria se corresse com outros reis.
Alexandre tinha plena confiança em si e em suas habilidades. Um exemplo destacado disto envolve seu cavalo Bucéfalo. Quando tal cavalo estava sendo levado embora como completamente inútil e intratável, Alexandre disse, segundo se relata: “Que excelente cavalo perdem por falta de destreza e de intrepidez para manejá-lo!” Ouvindo diversas vezes esta observação, Filipe retorquiu: “Lanças vitupério sobre aqueles que são mais velhos do que tu, como se soubesses mais do que eles, e conseguisses manejá-lo melhor do que eles?” Alexandre galhardamente asseverou que poderia cuidar do cavalo melhor do que outros. Se falhasse, concordava em pagar o preço inteiro do cavalo. Mas, Alexandre não falhou, movendo o pai dele a exclamar: “Ó meu filho, busca para ti um reino igual e digno de ti, pois a Macedônia é pequena demais para ti.”
Mais tarde, Filipe mandou buscar Aristóteles, de modo que Alexandre pudesse obter instrução deste famoso filósofo. Além de transmitir-lhe seus conceitos sobre a moral e a política, pensa-se que Aristóteles também ensinou medicina a Alexandre.
Parece que Aristóteles foi primariamente responsável pelo interesse de Alexandre pela erudição e pela leitura. Este interesse continuou pela vida inteira de Alexandre. Colocava sob o travesseiro sua adaga e a cópia da Ilíada de Homero que havia sido corrigida por Aristóteles. Alexandre continuou a ler história, peças e odes. Até em questões de conhecimento, buscou a proeminência e, por conseguinte, expressou sua desaprovação ao saber que Aristóteles publicara coisas que lhe transmitira oralmente. Escreveu Alexandre: “Não fizestes bem em publicar vossos livros de doutrina oral; pois em que sobrepujamos os outros, se tais coisas em que temos sido particularmente instruídos são lançadas abertas a todos?”
Já como adolescente, Alexandre se distinguiu em feitos militares. Com dezesseis anos, na ausência de seu pai, regia a Macedônia. Sufocou aos rebeldes maedi, tomou de investida a cidade deles, expulsou os habitantes, trouxe outros povos para a cidade e então chamou a cidade pelo seu próprio nome, Alexandrópolis.

Como Rei e Líder Militar

Após o assassinato de seu pai, Filipe, Alexandre, aos vinte anos de idade, tornou-se rei da Macedônia. Durante seu reinado de menos de treze anos, Alexandre continuou a ser impulsionado por irrestrito desejo de glória. Embora aparentemente fosse sonhador, tinha a determinação de transformar seus sonhos em realidade. Apesar de grandes desvantagens, galhardamente foi adiante com seus planos.
Segundo seu próprio testemunho (conforme citado pelo historiador Arriano), Alexandre herdou de seu pai apenas alguns cálices de ouro e de prata. Embora Filipe fosse dono de quinhentos talentos, havia menos de sessenta talentos no tesouro. No entanto, Alexandre tomou emprestado oitocentos talentos adicionais e, então, com um exército comparativamente pequeno, iniciou uma campanha de conquista. E teve êxito, estendendo suas conquistas até bem à Índia.
Naturalmente não se deve desperceber que Alexandre tinha a vantagem de já começar com um exército experiente. Mas, exigiu-se considerável perícia de sua parte. Surgiram novas situações. Meios inteiramente diversos de combate tiveram de ser enfrentados. Por isso, as forças oponentes tiveram de ser combatidas com táticas diferentes, mas apropriadas.
Daí, então, foi principalmente a personalidade de Alexandre que manteve o exército por considerável período, com comparativamente poucas dificuldades nas suas fileiras. Ele era capaz de obter e de manter as afeições de seus homens.
Seu exército podia ver que jamais se poupava. Um exemplo disto diz respeito ao tempo em que Alexandre e seus homens marchavam por um deserto arenoso. Embora sofresse intensa sede, ele, em plena vista de seus homens, derramou a água que alguns soldados haviam conseguido para ele, com grande dificuldade, de um raso leito de rio. Antes de derramar a água, agradeceu devidamente aos soldados.
Perto do fim de sua curta vida Alexandre podia dizer: “Não tenho nenhuma parte do meu corpo, pelo menos na frente, que não deixe de ter cicatrizes; não há arma, usada em combate de perto, ou lançada de longe, da qual não tenha marca. Não, já fui ferido à espada, mão à mão; já fui atingido por flechas, já fui ferido por uma catapulta, golpeado muitas vêzes por pedras e porretes.”
Outras ações, também, granjearam-lhe a afeição pela admiração de suas forças. Em certa ocasião, fez arranjos de uma licença para os homens recém-casados, permitindo que eles passassem o inverno junto com suas esposas na Macedônia. Na parte inicial de seu reinado, confiava completamente em seus amigos. Certa vez, quando Alexandre estava gravemente enfermo, um médico de nome Filipe fez uma forte poção para ele. Quando estava prestes a dá-la a Alexandre, foi-lhe entregue uma nota, avisando a Alexandre que o Rei Dario havia pago a Filipe para envenená-lo. Alexandre todavia aceitou o remédio, entregou a nota a Filipe e, enquanto Filipe a lia, bebeu a dose. Não havia deveras nada de errado; antes, a receita levou à recuperação de Alexandre.
Depois das batalhas, Alexandre visitava os feridos, examinava suas feridas, louvava os soldados por seus atos valorosos e os honrava com um donativo, em harmonia com seus feitos. Sempre que havia despojos depois de um cerco, ele cancelava as dívidas de seus homens, não fazendo perguntas quanto a como foram contraídas as dívidas. Quanto aos que caíram na batalha, Alexandre fazia arranjos para esplêndido enterro. Os pais e filhos dos que caíram ficavam isentos de todos os impostos e serviços. Para divertimento após as batalhas, Alexandre realizava jogos e disputas.

De Início Era Comparativamente Temperado nos Hábitos

Diferente de outros regentes, Alexandre considerava “mais régio governar a si mesmo do que conquistar seus inimigos”. Segundo relatado, a única mulher de quem se tornou íntimo antes de seu casamento foi Barsine, a viúva de Menom, general das tropas persas. A respeito do casamento de Alexandre com Roxana, escreve o biógrafo grego Plutarco:
“Tratou-se deveras, dum caso de amor, todavia, parecia, ao mesmo tempo, levar ao objetivo que ele tinha em mãos. Pois satisfez ao povo conquistado vê-lo escolher uma esposa dentre eles mesmos, e isso fez com que sentissem a mais vívida afeição por ele, descobrir que, na única paixão pela qual ele, o mais temperado dos homens, foi vencido, ele se dominou até poder obtê-la de modo legítimo e honroso.”
Alexandre também respeitava os casamentos dos outros. Embora a esposa do Rei Dario fosse sua cativa, certificou-se de que fosse tratada com honra. Pessoalmente, Alexandre não a viu e não permitiu que outros falassem da beleza dela na presença dele. Similarmente, ao saber que dois soldados macedônios haviam abusado das esposas de alguns estrangeiros, ordenou que fossem executados, caso julgados culpados.
Alexandre considerava a homossexualidade como algo bem degradado. Quando foi-lhe feita uma oferta de comprar dois rapazes para obter prazer sexual, ficou grandemente irado e escreveu que o ‘vendedor e sua mercadoria poderiam ir para a destruição’.
Alexandre era moderado em seus hábitos alimentares. Ao beber, contudo, parece que por fim deu vazão a excessos. Falava extensivamente após cada cálice de vinho e se jactava de suas consecuções. Em tais ocasiões, também se deleitava em ser bajulado.

Muito Religioso

Semelhante à sua mãe, Olímpia, Alexandre era muito religioso. Paira certa dúvida se realmente cria que ele mesmo era um deus. Plutarco indica que Alexandre simplesmente usava as pretensões à divindade como veículo para manter certo senso de superioridade entre outras pessoas. No entanto, Alexandre era mui cauteloso de observar os rituais religiosos. Costumava sacrificar antes e depois das batalhas, e consultava seus adivinhos quanto ao significado de certos presságios. Também consultava o oráculo de Amom, na Líbia. E, em Babilônia, excetuou as instruções dos caldeus no que tangia aos sacrifícios especialmente a Bel.
Em vista de suas inclinações e interesses religiosos, talvez haja alguma base para aquilo que o historiador judeu, Josefo, relata sobre a ida de Alexandre a Jerusalém (embora muitos pensem de outra forma). Segundo relatado, o sumo sacerdote judeu mostrou a Alexandre o livro de Daniel, em que se indicava que um grego destruiria o império da Pérsia. Alexandre supôs que ele mesmo era a pessoa tencionada e, mais tarde, concedeu aos judeus tudo o que estes desejavam.
Ao passar o tempo, a religiosidade de Alexandre parece ter-se tornado praticamente uma obsessão. Escreve Plutarco:
“Uma vez que Alexandre cedia aos temores de influência sobrenatural, sua mente ficava tão perturbada e tão facilmente alarmada que, se acontecesse a menos usual e extraordinária ocorrência, ele achava que era um prodígio ou um presságio, e sua corte ficava cheia de adivinhos e de sacerdotes, cuja tarefa era oferecer sacrifícios e purificar e predizer o futuro.”
Isto se parece um tanto com a situação dos ditadores modernos, como Hilter, que consultava os astrólogos antes de agir.

Deteriora Mais na Personalidade

Em outras questões, também, Alexandre mudou para pior. De início, suportava comentários desfavoráveis a respeito dele e esforçava-se a efetuar julgamentos despreconcebidos. Mais tarde, contudo, prontamente começou a crer em acusações falsas. A preservação de sua glória e reputação se tornaram a coisa mais importante de sua vida, e administrava o castigo com a maior severidade. Tendo sido levado a crer que Filotas estava implicado numa tentativa contra a sua vida, Alexandre mandou executá-lo. Posteriormente, expediu ordens para a Média e mandou matar também a Parmênio, o pai de Filotas. Isto apesar de que não havia evidência de que Parmênio estivesse envolvido em procurar a morte de Alexandre.
Um dos feitos mais obscuros de Alexandre foi a morte de seu amigo Clito num acesso de ira causada pela bebedeira. Comentando o incidente, observa Arriano:
“[Alexandre] mostrou-se assim escravo de dois vícios, em nenhum dos quais qualquer homem com respeito próprio se deveria enredar, a saber, a paixão e a bebedice.”
No entanto, Alexandre veio a reconhecer a degradação de seu ato. A maioria dos historiadores antigos (segundo Arriano) declaram que Alexandre se condenou por ter sido o homicida de seus amigos. Por três dias, ficou acamado, não comendo nem bebendo. Por fim, seus amigos conseguiram persuadi-lo a comer.
Segundo relatado, Anaxarco, o sofista, confortou Alexandre por lhe dizer que “aquilo que é feito por um grande Rei deve ser considerado justo”. A respeito disto, Arriano declara:
“Digo que [Anaxarco] causou um grande mal a Alexandre, mais penoso do que a dificuldade que o afligia: . . . Pois a lenda prossegue dizendo que Alexandre até mesmo desejava que as pessoas se curvassem em terra perante ele, da idéia de que Amom era seu pai, ao invés de Filipe, e, visto que agora imitava os modos dos persas e dos medos, tanto pela mudança de suas vestes como pelos arranjos alterados de sua forma geral de vida. Diz-se que não lhe faltavam os zelosos bajuladores que cediam a ele nisto.”
Assim, parece que a ânsia de glória de Alexandre por fim resultou nas características mais indesejáveis.

A Morte de Alexandre

Em Babilônia, depois de ter travado ardentes batalhas na Índia, Alexandre foi afligido de febre. Os diários reais relatam que, quando já estava acometido de febre, bebia duas vezes até altas horas da noite junto com Médio. A condição de Alexandre se agravou progressivamente, embora continuasse a oferecer os sacrifícios costumeiros. Por fim, perdeu a fala.
Os soldados insistiram em ver Alexandre. Com base nos comentários dos diários reais, escreve Arriano:
“Já não conseguia falar quando o exército desfilou diante dele; todavia, saudou à cada um e a todos, erguendo a cabeça, embora com dificuldade, e fazendo sinal para eles com os olhos.”
Cerca de dois dias depois, Alexandre morreu, tendo vivido apenas trinta e dois anos e oito meses. Foi exatamente como certos sábios indianos observaram:
“Ó Rei Alexandre, cada homem só possui tanto da terra quanto este pedaço em que nos erguemos; e, sendo vós um homem igual aos outros homens, exceto que estais cheios de atividade e de desassossego, estais perambulando por toda esta terra, longe do vosso lar, afligindo a vós mesmos e afligindo a outros. Mas, não demorará muito até que ireis morrer, e possuireis só o bastante da terra que dê para vosso túmulo.”
Embora Alexandre tivesse aplaudido as palavras destes homens sábios, jamais deu ouvidos a elas. Sua ambição o impelia a continuar fazendo conquistas até que sua vitalidade se exauriu por completo. Ao morrer, não possuía nada mais do que outros homens.

in Despertai de 22/7/1972 pp. 13-17

sábado, 26 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O saber não ocupa lugar ( 333 )







A prevalência de intolerância à lactose é de 1% entre os suecos e de 98% entre os tailandeses.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.