Salto Ángel, na Venezuela, é a catarata mais alta do mundo, com 979 m de altura.
Praticante do Brandismo - "Empenha-te pela justiça, pela devoção piedosa, pela fé, pelo amor, pela perseverança, pela BRANDURA de temperamento"
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
O saber não ocupa lugar - 210
O versátil sagüeiro
ESTAVA quente e úmido, e havia a costumeira atmosfera despreocupada no mercado nativo. As pessoas chegavam cedo dos povoados ao longo da costa e no interior. Os vendedores estavam sentados na grama, ao lado de sua mercadoria, mascando noz de areca e usando a oportunidade para conversar sobre os eventos locais.
Notei que muitos vendiam grandes blocos de uma substância de cor castanha, que os compradores procuravam avidamente. Voltando-me para Laea, meu companheiro nativo, perguntei o que era aquilo.
"Ora, é nosso principal alimento", replicou. "Em nossa língua o chamamos de ‘poi’, mas em português é em geral chamado de ‘sagu’."
Ao examinar mais de perto, verifiquei que era castanho por fora só porque secara-se ao sol; por dentro era de cor creme.
"Nós o extraímos da medula do tronco dos sagüeiros, que crescem em abundância nos charcos aqui no Distrito do Golfo de Papua", continuou Laea, partindo um pedacinho e o apertando entre os dedos.
"Como são esses sagüeiros?", perguntei.
"A árvore atinge uma altura de mais de nove metros em cerca de quinze anos", explicou ele. "O tronco é bem grosso, e pouco antes de atingir a maturidade fica cheio de amido. É nessa época que derrubamos o sagüeiro e arrancamos a casca, da contextura da madeira, que tem uns dois centímetros e meio de espessura, expondo a macia medula de amido. Esta medula é ralada na forma de farinha grossa. A farinha, então, tem de ser lavada várias vezes, e coada. O amido passa através do coador, ao passo que se jogam fora as fibras filamentosas."
"Quanta farinha pode-se obter de um sagüeiro?", perguntei com crescente interesse.
"Alguns sagüeiros produzem de 115 a 135 quilos", respondeu ele. "No entanto, se esperarmos demais antes de cortar a árvore, toda a sua polpa de amido passa a produzir frutos e deixa o tronco oco, que então morre."
Fiquei muito interessado em saber como cozinham o sagu, de modo que pedi que Laea me explicasse isso. "Venha à minha casa", convidou-me; "minha esposa o deve estar cozinhando para o nosso almoço".
Notei que muitos vendiam grandes blocos de uma substância de cor castanha, que os compradores procuravam avidamente. Voltando-me para Laea, meu companheiro nativo, perguntei o que era aquilo.
"Ora, é nosso principal alimento", replicou. "Em nossa língua o chamamos de ‘poi’, mas em português é em geral chamado de ‘sagu’."
Ao examinar mais de perto, verifiquei que era castanho por fora só porque secara-se ao sol; por dentro era de cor creme.
"Nós o extraímos da medula do tronco dos sagüeiros, que crescem em abundância nos charcos aqui no Distrito do Golfo de Papua", continuou Laea, partindo um pedacinho e o apertando entre os dedos.
"Como são esses sagüeiros?", perguntei.
"A árvore atinge uma altura de mais de nove metros em cerca de quinze anos", explicou ele. "O tronco é bem grosso, e pouco antes de atingir a maturidade fica cheio de amido. É nessa época que derrubamos o sagüeiro e arrancamos a casca, da contextura da madeira, que tem uns dois centímetros e meio de espessura, expondo a macia medula de amido. Esta medula é ralada na forma de farinha grossa. A farinha, então, tem de ser lavada várias vezes, e coada. O amido passa através do coador, ao passo que se jogam fora as fibras filamentosas."
"Quanta farinha pode-se obter de um sagüeiro?", perguntei com crescente interesse.
"Alguns sagüeiros produzem de 115 a 135 quilos", respondeu ele. "No entanto, se esperarmos demais antes de cortar a árvore, toda a sua polpa de amido passa a produzir frutos e deixa o tronco oco, que então morre."
Fiquei muito interessado em saber como cozinham o sagu, de modo que pedi que Laea me explicasse isso. "Venha à minha casa", convidou-me; "minha esposa o deve estar cozinhando para o nosso almoço".
Métodos de Cozinhá-lo
A casa de Laea era esmeradamente construída de materiais do mato, erguida do chão em postes de cerca de um metro e oitenta. Ao longo de um dos lados da casa construíra-se pequena varanda, para onde se abriam dois quartos de dormir. O nome de sua esposa era Meta. Estava sentada de pernas cruzadas na cozinha, diante de uma pequena lareira onde ardia o fogo. A cozinha era uma estrutura separada ligada à casa principal por meio de uma galeria. Ela tinha um grande bloco de sagu, tal como eu vira no mercado, e com a mão direita colocava a farinha numa comprida folha de palmeira que tinha na mão esquerda.
"Meta, o João está interessado em saber como você cozinha o sagu para nós. Gostaria de lhe explicar isso?", perguntou Laea com largo sorriso.
"Como não?", replicou ela. "Embrulhá-lo numa folha e assá-lo no fogo, como estou fazendo agora, é o modo mais rápido e conveniente, porque é fácil de carregar conosco quando vamos ao jardim ou saímos para pescar. Às vezes, misturo coco nele; então, o chamamos ‘La’a Poi’."
"Gosto mais de ‘A’i Poi’, interrompeu Laea. "É como o chamamos quando assamos marisco junto com o sagu. Às vezes, o cozinhamos junto com batatas-doces, inhame ou bananas, e toda a família o aprecia muito."
"Tome, experimente um pouco disso. Está pronto para ser comido agora"; disse Meta, partindo um pedaço e me oferecendo.
Era macio, esponjoso e muito agradável ao paladar.
"Agora é realmente um papuano", disseram rindo.
Outros Usos
"O sagüeiro nos é muito útil de outras formas", observou Laea. "Por exemplo, este material trançado que usei nas paredes de minha casa é feito do ramo do sagüeiro."
Olhando-o de perto, notei que se tecera um interessante padrão em cada chapa.
"Arrancamos a camada dura da haste do ramo do sagüeiro e então tecemos as tiras como vê aqui."
"Quanto tempo leva para se fazer uma destas chapas?"
"Uma grande, de talvez um metro e oitenta de largura por dois e quarenta de comprimento, requereria um dia para cortar os ramos, arrancar as tiras e daí tecê-las à mão. No entanto, fabricam-se agora teares que habilitam um homem a tecer cinco vezes mais do que podia fazer à mão. Alguns dos aldeães usam este material, ‘sero’, como o chamamos, para forrar o interior de suas casas."
Laea a seguir trouxe minha atenção ao telhado colmeado da casa de seu vizinho. "Eis ali outro uso que fazemos do sagüeiro", disse. "Dobramos as folhas sobre uma tira de bambu e as colocamos no telhado. Isto forma um telhado de colmo impermeável à chuva, que também mantém frescas as nossas casas por dentro, mesmo quando o sol está quentíssimo. Às vezes, um homem constrói as paredes e o teto de sua casa inteiramente das folhas de sagüeiro."
"Até o assoalho de nossas casas pode ser feito da dura casca, da contextura da madeira, do tronco do sagüeiro", continuou Laea. "Assim, pode ver que nos é útil de muitas formas."
Meta interrompeu, e olhamos em volta e a vimos em pé no vão da porta usando um vestido de fibras brilhantemente colorido.
"Gostam do meu vestido?", perguntou.
"Gosto, sim", respondi.
"A maioria das pessoas chama isto de vestido de fibras", explicou ela. "No entanto, fiz isto também das folhas do sagüeiro. Pegamos folhas novas, as secamos e, daí, as rasgamos em tiras e as tingimos de diferentes cores. Finalmente, as amarramos juntas para formar um vestido."
Quando perguntei a Laea sobre os blocos de cor castanha vendidos no mercado naquela manhã, não me dava conta de que tinham uma estória tão fascinante, nem que a vida dessas pessoas amigáveis estava tão intimamente envolvida com seu versátil sagüeiro.
in Despertai de 22/9/1970 pp. 25-27
Provérbio da semana (14:23)
Por todo tipo de labor vem a haver alguma vantagem, porém, a mera palavra da boca [tende a produzir] carência.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O saber não ocupa lugar - 209
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O saber não ocupa lugar - 208
Fêz — onde o passado e o presente se encontram
POR todo o Marrocos podem-se ver contrastes no modo de vida de seu povo. Mas, tal contraste é mais observado na cidade de Fêz, antigo centro de cultura islâmica. Situada na África do Norte, a quase cento e sessenta quilômetros do Oceano Atlântico, e cerca de cento e trinta e sete quilômetros ao sul do Mediterrâneo, Fêz já por séculos tem sido a encruzilhada de numerosas civilizações.
Chegando a Fêz pela rodovia, entramos primeiro no que é chamado de ‘cidade nova’. Foi construída principalmente pelos franceses, durante a época em que o Marrocos era um protetorado da França, entre 1912 e 1956. Assemelha-se a uma cidade européia, com seus cafés nas calçadas, lojas e pessoas vestidas segundo os últimos modelos de Paris. Os árabes que moram aqui também são muitíssimo ocidentalizados. Seria fácil esquecer que, a um quilômetro ou pouco mais existe a antiga Fêz, que é notável contraste com o que vemos aqui.
Chegando a Fêz pela rodovia, entramos primeiro no que é chamado de ‘cidade nova’. Foi construída principalmente pelos franceses, durante a época em que o Marrocos era um protetorado da França, entre 1912 e 1956. Assemelha-se a uma cidade européia, com seus cafés nas calçadas, lojas e pessoas vestidas segundo os últimos modelos de Paris. Os árabes que moram aqui também são muitíssimo ocidentalizados. Seria fácil esquecer que, a um quilômetro ou pouco mais existe a antiga Fêz, que é notável contraste com o que vemos aqui.
A Cidade Antiga
A antiga cidade de Fêz foi fundada pouco depois de 800 E. C. por Moulay Idris I, que era descendente de Ali, o genro de Maomé. Fez continuou sendo capital dum reino independente por muitos séculos, e há muito é considerada por muitas pessoas como o centro da vida intelectual e religiosa na África do Norte.
Este local antigo jaz num vale em frente da ‘cidade nova’ e sua aparência é bem atraente. Vê-se uma massa de casas de teto achatado branco e cinza, e aqui e acolá um minarete que encima as numerosas mesquitas. Estes se destacam como alfinetes de uma almofada.
Como fundo de tudo isto, há elevada montanha, cujos contrafortes se acham cobertos de oliveiras. Estas árvores são reputadas como tão velhas quanto a cidade. Dali, torna-se evidente que a cidade antiga é construída numa série de colinas. Isto significa que temos de estar dispostos a subir, pois o único jeito de se visitar a cidade antiga é a pé. As vias não raro não são nada mais do que trilhas ampliadas, e há demasiadas pessoas e animais para se permitir a passagem de veículos.
Jornada ao Passado
Aqui, na cidade antiga, um guia é grande ajuda. Não só ele verificará que visitemos os lugares mais interessantes, mas também nos impedirá de ficarmos perdidos. Fêz se jacta de possuir a maior medina do mundo; este é o nome dado à velha parte da cidade. (Medina é a cidade na Arábia que era importante na vida de Maomé, o fundador da religião islâmica.) Ao ver o emaranhado de vielas e mas escuras, alegramo-nos de ter alguém conosco que saiba por onde anda.
Ficamos impressionados com a ausência de carros ou veículos motorizados de qualquer tipo e a estreiteza das ruas. Embora Fêz goze praticamente de constante luz solar, as ruas são tão estreitas que os andares superiores das casas cortam quase que por completo a luz.
Notamos que a maioria das pessoas aqui mantêm sua forma tradicional de vestimenta — grande contraste com o que acontece na ‘cidade nova’. Os homens usam ‘dejellabahs’, longa veste que vai até os pés, não raro com um capuz ligado a ela. Alguns dos homens também usam o tradicional fêz, um barrete alto e vermelho’ sem abas, que foi criado inicialmente aqui em Fêz, Marrocos, mas é bem conhecido praticamente em todo o mundo.
As mulheres também usam vestes compridas. Também, suas faces são veladas, apenas com os olhos à mostra, segundo sua religião muçulmana. Quase todas usam ‘babouches’ nos pés. São sandálias de couro sem nada atrás.
Noticia-se que Fez dispõe de cem mesquitas, inclusive certas que têm mais de mil anos de idade. Nosso guia nos leva à mesquita Karouian (Karueein), a maior da África. Pode acomodar 22.000 adoradores de uma só vez. Visto que não se permite que os não muçulmanos entrem, podemos apenas ter uma visão do interior através de uma de suas amplas portas.
O chão desta famosa mesquita é recoberto de esteiras de bambu para que os adoradores se ajoelhem quando oram a Alá, voltados para a cidade de Meca. Há lindos mosaicos nas paredes, e do teto esculpido delicadamente se dependuram lanternas de ferro. Todos os sapatos e sandálias são deixadas do lado de fora, nos degraus da mesquita. É surpreendente que os adoradores possam identificar quais são os seus ao saírem.
Área de Compras
Em seguida chegamos a uma das diversas ‘suqs’ ou áreas de compras. Aqui há realmente pitorescas lojinhas e bancas de mercadorias. Algumas delas não são nada mais do que um nicho nas paredes. Parece que todas as bancas que vendem certo item são agrupadas, assim os cheiros acompanham a vista. E que vista maravilhosa é ver banca após banca repleta de tâmaras, figos, azeitonas, passas e vários temperos!
Virando a esquina, vemos infindável série de tecidos e vestes de toda cor. Em ainda outra fileira de lojas, vemos sedas, e, ainda em outra, jóias de toda espécie. Em uma fila de bancas há velas de todo tamanho e cor imagináveis. São usadas nos aniversários das mortes de personagens famosos da história de Fêz. Em tais ocasiões, as pessoas religiosas acendem velas para o que acreditam ser as almas dos que partiram.
Aqui e acolá, uma discussão acalorada em árabe dá-nos a certeza de que alguém pechincha com um vendedor, no esforço de conseguir reduzir o preço. Também ouvimos um sino a tocar a todo o tempo. Pertence ao aguadeiro, que pitorescamente se veste de vermelho, com inúmeros copos de cobre altamente polidos pendurados no peito. Serve água fresca de uma bolsa de pele de cabra pendurada em seu ombro.
Devido às ruas estreitas, há muitos empurrões, e precisamos cuidar de onde pisamos. Temos de ser cautelosos, também, com as mulas grandemente carregadas de sacos de cereais e farinha. Não raro a rua estreita se torna bloqueada quando duas delas se encontram. É sempre o homem que monta na mula, ao passo que sua esposa, amiúde com grandes fardos na cabeça, vai andando atrás.
As mulheres muçulmanas aqui acham-se restritas em suas atividades. Não comem junto com o homem da casa. E não se verá jamais as mulheres tomarem parte nos negócios da cidade. Por outro lado, ao passarmos por portas abertas das casas, com freqüência vemos as mulheres moerem a farinha, preparando a massa de pão ou joeirando o trigo.
Escolas, Passado e Presente
Nosso guia em seguida nos leva a um prédio bem antigo, chamado ‘Medersa’. E uma antiga forma de escola interna usada há centenas de anos pelos estudantes de todas as partes do mundo árabe. Com efeito, os estudantes já estudavam em numerosas universidades aqui em Fêz muito antes de se ouvir falar em Oxford ou Cambridge. Os tetos deste prédio são belamente esculpidos em madeira.
De tempos a tempos, podemos ouvir o cântico de vozes de crianças que vêm do que se parece a lojas ou casas. São as escolas alcorânicas para os muito jovens. Sob a supervisão de alguém versado no Alcorão, as crianças passam seu tempo recitando partes dos ensinos de Maomé. Para muitas crianças, esta é a única escolarização que recebem. Espreitando lá dentro, notamos que é escura e apinhada, e que as crianças seguram uma lousa na mão.
Pausa Para Comer, e Vamos Adiante
Sentimos fome depois da longa caminhada. Assim, paramos e provamos alguns ‘brochettes’, que são pequenos pedaços de carne num espeto. São cozidos em poucos minutos sobre brasas. Certas partes da medina estão repletas de cheiro forte destas brasas ardentes e da carne que é cozida, usualmente coração ou fígado. Os ‘brochettes’ são bem baratos e a pessoa pode por neles cuminho ou outros temperos antes de comê-los. Se a pessoa sentir sede, pode tomar uma chávena de chá de hortelã, a bebida tradicional aqui.
Uma vez descansados, o guia nos leva adiante, a observar artífices atarefados em gravar artefatos de prata, pelos quais Fêz é muito conhecida. Muitas de suas lojas de artefatos não são mais do que um buraco cavado na parede, mas mostram-nos orgulhosamente sua obra-prima. Admiramos sua perícia em gravar aptamente padrões de todos os tipos em bandejas e pratos.
Outro lugar que nos interessa é o cortume. Veja apenas as centenas de peles de ovelha penduradas nas paredes! As ovelhas são mortas para importantes eventos na família, tais como a circuncisão, e para o dia anual de festa I’ Aid Al Adha’. Esta festa comemora o que muitos muçulmanos crêem ter sido o sacrifício que seria oferecido por Abraão, não de Isaque, mas de Ismael. Visto que cada família mata pelo menos uma ovelha para a ocasião, as peles de ovelha são abundantes.
Nosso guia visa levar-nos a um dos bazares que vendem tapetes, passadeiras e cobertores. Alguns destes bazares são mansões convertidas em tais, com lindas paredes e tetos esculpidos. Em amostra se acham tapetes de todas as cores e tamanhos, feitos à mão por artífices marroquinos. O dono do bazar desenrola incansavelmente um tapete após outro no esforço de nos tentar a comprar algo, enquanto ao mesmo tempo exalta as virtudes de cada artigo. Alguns bazares fornecem ao comprador chá de hortelã para beber, enquanto examina o mostruário.
O que nos impressionou em especial em nossa visita a Fêz? O contraste entre a vida na cidade antiga, em que as pessoas continuam vivendo como o faziam há séculos atrás, e a vida a uma curta distância, na ‘cidade nova’, em que o estilo de vida é similar ao de outras partes do mundo ocidental.
in Despertai de 22/9/1970 pp. 21-23
Provérbio da semana (14:22)
Não andarão vagueando os que projetam maldade? Mas há benevolência e veracidade com respeito aos que projetam o bem.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Actor quase morre em palco ao cortar-se com faca verdadeira
A plateia presente no Burgtheater de Viena estava à espera de um suicídio, e quase o teve. Durante uma peça, o actor Daniel Hoevels levou a faca ao pescoço e cortou-se mesmo.O acidente aconteceu no último fim-de-semana e o público até aplaudiu o 'realismo' da cena.A faca, que deveria ser uma imitação, estava afinal bem afiada e provocou uma ferida funda que felizmente não atingiu a artéria. Daniel foi levado de imediato para o hospital, perdeu muito sangue, mas sobreviveu. No dia seguinte estava de volta ao palco, mas com uma grande ligadura em volta do pescoço.«Se tivesse pressionado um pouco mais a faca, ou cortado um pouco a artéria, ter-se-ia esvaído em sangue no palco», explicou o médico que assistiu Daniel Hoevels.A polícia austríaca está a investigar as causas do incidente, que tanto pode ter sido um mero lapso, como um ataque deliberado ao actor, de 30 anos.Segundo as autoridades, a faca tinha sido comprada numa loja perto e mantinha ainda a etiqueta com o preço, o que aumenta as suspeitas.
SOL com agências / EstranhomasVerdade.com
Teatro, a quanto obrigas!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Ficou surda com beijo
Uma jovem chinesa ficou quase surda após um beijo apaixonado do namorado, avança o site Globo.com. O caso aconteceu na cidade de Zhuhai, no Sul da China.De acordo com o médico que a atendeu, a mulher teve uma ruptura de tímpano no ouvido direito durante o beijo. «O beijo demorado reduziu a pressão na boca, forçando fortemente o tímpano, até que ele se rompeu», adiantou o clínico, que explicou que a situação, «embora não seja frequente, é normal».O médico que atendeu a mulher afirmou que a paciente vai recuperar totalmente a audição no prazo de três meses mas vai precisar de ter cuidado com os beijos.
PD / EstranhomasVerdade.com
Cuidado com esses beijos barulhentos!
O saber não ocupa lugar - 207
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
E se a sua televisão também tirasse cervejas?
É uma televisão e máquina de cerveja de pressão. E não é a brincar: o aparelho criado pela empresa dinamarquesa MicroMatic promete o melhor de dois mundos enquanto descansa calmamente no sofá.O v-Pod Beer Dispenser é feito em aço inoxidável, vem com uma tela LCD de dez polegadas e com torneirinhas para tirar uma cerveja sem perder um segundo daquele jogo memorável.O televisor pode ainda reproduzir arquivos MP3, MPEG-1, MPEG-2 e MPEG-4 a partir de cartões de memória e há ainda vários modelos com mais ou menos torneiras, cores diferentes e outras valências técnicas.O equipamento ainda não está à venda em Portugal, mas como online tudo é possível basta um saltinho ao site da empresa para comprar o modelo aqui.
PD / EstranhomasVerdade.com
Um verdadeiro sonho para os apreciadores!
O saber não ocupa lugar - 206
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Festa em casa VS. Facebok Republican Army
Cortinados queimados com cigarros, carpetes cheias de terra e plantas arrancadas aos vasos. Foi assim que ficou a casa de uma adolescente inglesa, depois da festa de anos ter sido invadida por membros do 'facebook' que ela não conhecia.Georgina Hobday quis celebrar os seus 16 anos em grande. Mas a festa, que decorreu no sábado passado, não correu bem. A luxuosa casa da jovem, uma mansão de quatro andares, em Brighton, Inglaterra, estimada num milhão de libras (cerca de 1,178,106 mil euros) acabou quase destruída.Às 100 pessoas esperadas para a celebração, todas convidadas online pelo Facebook, numa ideia inspirada no reality show da MTV "My Super Sweet 16" (um programa que acompanha a preparação de aniversários dos jovens ricos) juntaram-se mais 200, que descobriram a festa através da rede social.Depois dos 100 "amigos" terem recebido o convite, a notícia dos 16 anos de Georgina espalhou-se pela net e chegou ao 'Facebok Republican Army', uma 'organização' conhecida por andar à procura de festas para as invadir."Foi um completo horror", afirmou Sylvia Hobday, a mãe da jovem à imprensa britânica. É que a casa não era a mesma depois de terem sido precisos doze carros da polícia para dispersar os invasores.O jardim ficou destruído, os cortinados foram queimados com cigarros, plantas foram arrancadas dos vasos, as carpetes ficaram cheias de terra e até houve pessoas a escalar os quatro andares da habitação. Garrafas vazias de vodka e cerveja completavam o cenário de caos e destruição.Os pais culpam as redes sociais. "Acho que o Facebook e as mensagens de texto foram as principais ferramentas. Ouvi dizer que havia um alerta transmitido por Bluetooth a informar as pessoas sobre uma 'festa quente'", acusou Sylvia Hobday. A mãe, que se recusou a alugar uma discoteca para celebrar a ocasião por considerar que seria muito caro, já prometeu que festas em casa "nunca mais".
In Expresso / EstranhomasVerdade.com
Façam festas privadas!
O saber não ocupa lugar - 205
Nosso maravilhoso teto — o céu
UMA das vistas mais lindas e sempre em transformação na terra é o céu. Seu escopo e sua grandeza simplesmente deixam perplexa nossa imaginação. A terra inteira se acha envolvida pelo panorama infindavelmente majestoso e colorido do céu. No oriente, um brilho dourado anuncia a aurora, ao passo que o céu ocidental carmesim dá adeus ao dia. Há momentos em que o céu talvez esteja adornado de real abóbada azul, ou cinza pálido ou branco resplandecente. Nuvens encapeladas, brancas como algodão, chamadas "cúmulos", proclamam lindo dia primaveril; alegres nuvens semelhantes a plumas, chamadas "cirros", nos dizem que o verão chegou, e o esportivo manto de nuvens outonais, que se parecem à lã de ovelha, revelam a proximidade do inverno.
À noite, a beleza do céu é ainda mais magnífica quando adornada de esplendor estrelar. A glória ofegante da noite é destacada quando a aurora tece bem adiante delicado tapete de cores. Cada veste assume infinita variedade de formas, todas constituindo surpreendentes obras-primas de beleza, todas sendo criações de perfeita arte. Quase que diariamente, pela ampla avenida do céu, desfilam nuvens de todo tamanho e descrição. Nuvens fofas, nuvens encapeladas, nuvens lanosas — são como gloriosos objetos flutuantes que planam silenciosamente. Há nuvens brancas de colunas cercadas de pequenas nuvens que se apartam, como filhos em torno dos pais. Há nuvens onduladas e nuvens que rolam, cujas formas e contornos são dignos do mais excelente escultor. Há nuvens enormes que se parecem um tanto a gigantesca couve-flor ou a enorme bigorna branca.
Os cúmulos-nimbos, também chamados de prenunciadores de tempestades, são maciços. Compõem-se de bilhões de cristais de gelo. Tais formações sobem até a 15.000 metros ou mais de altitude Uma única formação pode conter até 300.000 toneladas de água! calculadamente, 44.000 tempestades com trovoadas açoitam cada dia a superfície da terra, cerca de 1.800 delas estando em ação a qualquer momento! São majestosas pelo respeito reverente que causam, e delas pode irromper o espetáculo régio da criação — o arco-íris.
À noite, a beleza do céu é ainda mais magnífica quando adornada de esplendor estrelar. A glória ofegante da noite é destacada quando a aurora tece bem adiante delicado tapete de cores. Cada veste assume infinita variedade de formas, todas constituindo surpreendentes obras-primas de beleza, todas sendo criações de perfeita arte. Quase que diariamente, pela ampla avenida do céu, desfilam nuvens de todo tamanho e descrição. Nuvens fofas, nuvens encapeladas, nuvens lanosas — são como gloriosos objetos flutuantes que planam silenciosamente. Há nuvens brancas de colunas cercadas de pequenas nuvens que se apartam, como filhos em torno dos pais. Há nuvens onduladas e nuvens que rolam, cujas formas e contornos são dignos do mais excelente escultor. Há nuvens enormes que se parecem um tanto a gigantesca couve-flor ou a enorme bigorna branca.
Os cúmulos-nimbos, também chamados de prenunciadores de tempestades, são maciços. Compõem-se de bilhões de cristais de gelo. Tais formações sobem até a 15.000 metros ou mais de altitude Uma única formação pode conter até 300.000 toneladas de água! calculadamente, 44.000 tempestades com trovoadas açoitam cada dia a superfície da terra, cerca de 1.800 delas estando em ação a qualquer momento! São majestosas pelo respeito reverente que causam, e delas pode irromper o espetáculo régio da criação — o arco-íris.
Amiúde, o céu prediz o tempo. No hemisfério ocidental, quando cúmulos espalhados pontilham o céu, quando o barômetro permanece constante ou sobe, e quando o vento sopra suavemente, o tempo bom provavelmente continuará. As longas nuvens onduladas, conhecidas como "cauda de éguas", são em geral um sinal de que o tempo ruim, em forma de neve ou chuvarada, provavelmente virá no período de vinte e quatro horas. Quando as sérias nuvens cinzentas alto-estratos escurecem todo o céu e o barômetro cai, a chuva ou a neve provavelmente continuarão a cair. Um alvorecer vermelho pressagia o oposto de um ocaso vermelho.
Por Que o Céu É Azul
O que é esta maravilhosa obra de Deus que chamamos de "céu azul"? O azul não é a cor do ar, como se cria no século dezenove. Nem ele é azul devido à luz emitida pela própria atmosfera, pois então pareceria azul à noite. No caso de o ar ser completamente transparente ou não existente, o céu seria necessariamente tão preto como o espaço, fato confirmado pelos astronautas que viajaram acima da atmosfera. "Lá em cima há um mundo preto e branco. Não há nenhuma cor", afirmou o astronauta estadunidense Jim Lovell. Mais recentemente, porém, os astronautas que voltavam da superfície lunar descreveram a superfície lunar como sendo de um cinza indescritível.
Visto que o céu não é preto para nós na terra, a causa, então, deve residir no comportamento da luz solar quando entra em contato com a substância da atmosfera.
A cor do céu resulta do ar no limite de cento e sessenta quilômetros de distância da terra. Este cinturão de atmosfera se compõe primariamente de cinco gases, a saber, de nitrogênio, oxigênio, argônio, vapor d’água (composto de hidrogênio e oxigênio) e bióxido de carbono. Além destes gases, há outros gases raros, mas em quantidades menores, tais como o hélio, o xenônio, o neônio; e alguns gases venenosos, tais como o metano, a amônia, o monóxido de carbono, o óxido nitroso. No domínio das mais altas nuvens conhecidas, o céu também contém certa quantidade de matéria estranha, tais como pólen, pó, bactérias, fuligem, esporos, cinza vulcânica, partículas de sal dos oceanos e pó do espaço sideral.
Quando a radiação solar, que consiste em ondas eletromagnéticas de muitos diferentes comprimentos de onda, passa pela atmosfera, as ondas de maior comprimento atravessam a atmosfera bem facilmente e atingem nossa terra. Talvez as sintamos como calor. Mas, as de menor comprimento se espalham em todas as direções devido às moléculas de ar e outras partículas na atmosfera. A luz azul ricocheteia vez após vez ao vir em direção do sol para a terra. Em outras palavras, o céu azul é um tecido fino e diáfano como gaze, e reluzente, resultante da luz azul e do ar. Tem, ademais, apenas cerca de uns dezenove quilômetros de altitude; acima disto o céu escurece para a cor violeta. Acima de trinta e dois quilômetros, o céu se torna preto e as estrelas emergem.
Por Que Outras Cores?
Embora seja geralmente azul, o céu talvez se torne vermelho, laranja, verde, com efeito, quase de toda cor. Tudo depende de como as ondas luminosas entrem na atmosfera e o que encontrem em seu caminho para baixo.
Na atmosfera inferior se acham nuvens, pó e todos os tipos de partículas concentradas. Sendo estas maiores do que as moléculas de ar, espalham as ondas de comprimento maior de luz. Quando o sol se aproxima do horizonte, seus raios entram na atmosfera com certa inclinação, passando por maior parte do ar carregado de partículas. Todos os comprimentos de ondas se espalham, e apenas os raios vermelhos mais compridos conseguem penetrar por ele. Daí, as matizes rosadas do alvorecer e do ocaso. Quanto mais pó ou partículas de nuvens houver no ar, tanto mais intensa a cor. Quanto menos pó, tanto mais azul será o céu, porque as compridas ondas luminosas atingirão bem a terra, sem se desviarem, ao passo que as ondas curtas de luz azul que vemos são as que ricochetearam nas moléculas de ar no céu. Por conseguinte, num dia claro, relativamente livre de pó, nosso maravilhoso "teto" é azul.
Outras Vistas do Céu
Quando, após dias de brilhante tempo hibernal, as nuvens altas, plumosas e frágeis, dão ao céu uma opalescência branco-leitosa, anéis brilhantes, chamados halos, aparecem circundando o sol ou a lua. Os halos da lua são, necessariamente, muito mais tênues, e suas cores quase que são imperceptíveis. Em muitas partes do mundo, os halos se acham visíveis, em média, até uma vez a cada quatro dias. Até mesmo algumas das estrelas mais brilhantes mostram coroas, à medida que nuvens tênues e lanosas planam vagarosamente por elas. Tais halos talvez apresentem vários círculos concêntricos de cor, distintos, cada um sendo azulado do lado de dentro, daí, passando para um branco amarelado e para um castanho-avermelhado do lado externo. Às vezes se assemelham a arco-íris circulares no céu. Tal fenômeno é causado pelas ondas de luz serem refletidas pelos cristais de gelo de formato regular que flutuam bem alto no ar.
O arco-íris regular que vemos no céu, que suscita reverência e excitação, é formado pela luz brincar com as gotículas de vapor d’água que caem. Cada gota de chuva atua como diminuto prisma, decompondo os raios brancos do sol de luz mista em suas cores que compõem o espectro. Ocasionalmente, gotículas de neblina podem causar um arco-íris, mas em geral são as maiores gotas de chuva.
Não há duas pessoas que vejam o mesmo arco-íris. Cada pessoa vê o arco-íris de seu ponto de vista particular, porque o arco-íris é apenas luz que vem de uma certa direção. Visto que as gotas que refletem a luz estão caindo, isto significa que vemos um novo arco-íris ser formado por cada conjunto novo de gotas de chuva.
Às vezes surge um segundo arco-íris no céu, do lado de fora do primeiro e brilhando um tanto menos intensamente. Já notou que as cores deste arco-íris se acham na ordem inversa, ficando o azul do lado exterior e o vermelho do lado de dentro? Isto se dá porque os raios de luz sofreram mais do que uma reflexão nas superfícies internas das gotas de chuva e são invertidos mais ou menos da mesma forma que a esquerda se torna a direita e a direita se torna a esquerda num espelho. Mas, este reflexo extra provoca a redução da intensidade da luz, sendo por isso que o segundo arco-íris é sempre mais indistinto.
A Aurora
Nem o arco-íris nem uma formação de nuvens, exceto talvez um glorioso por do sol ou alvorecer, pode comparar-se com a aurora celeste, isto é, com a aurora boreal ou austral. Não há descrição por escrito ou fotografias que possam transmitir a verdadeira magnificência destes espetáculos luminosos, sempre em transformação, não raro de cores vívidas. As vezes são tão brilhantes que sua luz permite que se leia.
Geralmente, a aurora bruxuleia, sugerindo uma fogueira logo além da colina. Não raro, o fulgor se torna brilhante, assumindo a forma de enorme arco, ou talvez assuma a forma de feixes de raios como os de luz solar que brilham por aberturas duma nuvem. Tais raios de luz podem ser branco pálido, verde esmeraldino, violeta ou vermelho rosado. Às vezes, a aurora talvez pareça pregueada como enorme cortina doméstica ou de um palco. Talvez estremeça como as pregas de grande tela pendurada no céu, agitada por silencioso vento. Ou talvez irrompa em febril atividade. O amarelo se torna tingido de vermelho e verde, à medida que os raios saltam à frente, desaparecem, daí, partem impetuosamente à frente de novo.
Não há nada a que se possa comparar a beleza delicada e o colorido da aurora, provocados pelas nuvens de partículas com cargas elétricas provenientes do sol e que entram no campo magnético da terra. Tais partículas colidem com as moléculas de ar, fazendo com que vibrem e deixem escapar luzes vermelhas, brancas, azuis e verdes de seus espetáculos que causam reverência.
O milagre do Relâmpago
Calculadamente 9.000.000 de relâmpagos atingem diariamente o solo. Cerca da metade do tempo, o que as pessoas vêem no céu como um único relâmpago é, em realidade, composto de dez golpes sucessivos que percorrem a mesma trajetória do primeiro. Talvez haja até quarenta ondas luminosas por segundo, que é mais ou menos o tempo em que a trajetória do relâmpago permanece aberta. O calor da trajetória aumenta tão abruptamente que o ar na vizinhança rompe a barreira do som ao se afastar. O resultado é o trovão. O céu, em tal ocasião, está cheio de fogo e de som.
Há vários tipos de relâmpagos. O relâmpago de calor ocorre no horizonte e é considerado reflexo dos golpes muito distantes para serem vistos ou ouvidos diretamente. O relâmpago de onda ocorre dentro das nuvens, recobrindo-as de ampla luz bruxuleante. O relâmpago de faixa ocorre quando forte vento sopra o canal conduzente de golpes múltiplos para um lado. Os golpes sucessivos irrompem para cima com alguns centímetros de distância, parecendo como faixas de luz.
Mas, o que de bom se realiza com todo este encher de fogo o céu? Sabe-se agora que o relâmpago ajuda grandemente a fertilizar o solo. Oitenta por cento da atmosfera ou do céu se compõe de nitrogênio, essencial alimento para as plantas. Cerca de 22.000.000 de toneladas deste nutriente fluem sobre cada milha quadrada da terra. Mas, conforme se acha na atmosfera, o nitrogênio não pode ser usado pelas plantas. Antes de as plantas poderem obter vida do mesmo, têm de sofrer uma série de transformações químicas, como o alimento em nosso sistema digestivo tem de sofrer mudanças. O relâmpago no céu inicia a série de mudanças. As partículas de ar se tornam brancas e quentes por parte do relâmpago, pois pode aquecer um canal de ar de cinco a vinte e cinco centímetros para ficar mais quente que a superfície do sol. Sob este calor intenso, o nitrogênio se combina com o oxigênio no ar para formar os óxidos de nitrogênio que são solúveis em água. A chuva dissolve os óxidos e os leva para a terra, como ácido nítrico diluído. Atingindo a terra, o ácido nítrico reage sobre os minerais da terra, tornando-se ali os nitratos de que se podem nutrir as plantas. Visto que as plantas podem alimentar-se e viver, o homem e os animais podem alimentar-se das plantas e viver!
in Despertai de 22/9/70 pp. 17-20
Provérbio da semana (14:21)
Quem despreza ao seu próprio próximo está pecando, mas feliz é aquele que mostra favor aos atribulados.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Inclina-se a sofrer acidentes?
DECIDINDO-SE de súbito a ir com um vizinho, um senhor em Brooklyn, Nova Iorque, correu para sua porta da frente quando o carro do vizinho começava a afastar-se. Deixando de ver um cano que alguns trabalhadores colocaram na calçada, tropeçou nele e quebrou a rótula. Anos depois, feriu as costas quando pesada bobina de papel que empilhava numa fábrica caiu sobre ele. Pouco depois, ficou com hérnia por levantar caixas pesadas. E, não muito depois de ficar curado, adquiriu outra hérnia exatamente da mesma maneira. Pelas aparências, pareceria que tal homem se inclina a sofrer acidentes.
Inclinar-se a sofrer acidentes significa sofrer maior número de acidentes do que outras pessoas nas mesmas circunstâncias. É esse o seu caso? Sofre repetidos acidentes, tropeçando em coisas que estão no chão de sua casa, rolando escadas abaixo, caindo de escadas, ferindo-se quando trabalha com instrumentos cortantes, e assim por diante? Por que algumas pessoas parecem ter um quinhão bem maior de acidentes? O que podem fazer para vencer tal problema?
Pode ser-lhes algo de grande preocupação, porque pode influir em seu emprego, além de ser motivo de grande desconforto pelos ferimentos. Os patrões talvez se inclinem a despedi-lo no esforço de reduzir os ferimentos de trabalho.
Inclinar-se a sofrer acidentes significa sofrer maior número de acidentes do que outras pessoas nas mesmas circunstâncias. É esse o seu caso? Sofre repetidos acidentes, tropeçando em coisas que estão no chão de sua casa, rolando escadas abaixo, caindo de escadas, ferindo-se quando trabalha com instrumentos cortantes, e assim por diante? Por que algumas pessoas parecem ter um quinhão bem maior de acidentes? O que podem fazer para vencer tal problema?
Pode ser-lhes algo de grande preocupação, porque pode influir em seu emprego, além de ser motivo de grande desconforto pelos ferimentos. Os patrões talvez se inclinem a despedi-lo no esforço de reduzir os ferimentos de trabalho.
Por Que Alguns Sofrem Mais Acidentes?
É difícil dizer precisamente porque alguns parecem sofrer mais acidentes do que outros. Que os sofrem, contudo, parece ser confirmado pelas descobertas do Professor Hans Hahn, que calcula que 25 por cento da população tenha este problema. Outros pesquisadores acham que o número na força de trabalho vai de 10 a 30 por cento, com este grupo sofrendo de 40 a 60 por cento dos ferimentos resultantes de acidentes.
Vários fatores se acham sem dúvida envolvidos. Um, por exemplo, poderia ser a falta do devido treino para se executar determinada tarefa. O homem ferido pela bobina de papel que caiu sobre ele não recebera o treino correto para cuidar de tais coisas. Ajudava num serviço com que não estava familiarizado.
Uma situação similar pode existir numa fábrica em que um homem é colocado numa máquina sem suficiente treino e supervisão. É mais provável que sofra um acidente do que a pessoa que recebeu treino na maneira correta de trabalhar.
Outro fator talvez seja a capacidade mental da pessoa para certo tipo de trabalho. Talvez não seja apropriada para o trabalho, por ser um tanto vagarosa mentalmente, ao passo que ser alerta e fazer decisões prontas talvez seja algo necessário para a tarefa. Assim, estaria mais propensa a acidentes. Se lhe for dada outra coisa a fazer que seja mais apropriada à sua capacidade mental, talvez sofresse menos acidentes.
O mesmo é verdadeiro sobre a pessoa que não tenha aptidão física para uma tarefa de mover objetos pesados. Talvez se adapte melhor fisicamente a uma tarefa de escriturário e talvez não tenha condições de trabalhar em algo que exija considerável vigor físico. Deixar de reconhecer isso talvez leve a acidentes.
O temperamento nervoso de uma pessoa é ainda outro fator. Talvez seja emotivo ou se perturbe facilmente quando sujeito à tensão nervosa. Se algo simplesmente não vai cem por cento certo, poderia perder sua precaução costumeira e agir de um modo que o fizesse sofrer um acidente.
Como Vencer o Problema
Não é possível delinear uma solução simples, porque há muitos fatores diferentes envolvidos. Entretanto, há coisas que podem ser feitas que ajudem a vencer o problema.
O patrão, por exemplo, pode reconhecer as limitações da pessoa que parece inclinada a sofrer acidentes. Se forem necessários melhor treino e instruções sobre segurança, isso valeria a pena. Poderia aprimorar o registro de segurança de seu estabelecimento, bem como a produção. Ou talvez seja melhor mudar a pessoa para outra tarefa, uma que esteja dentro de suas aptidões.
Quanto à própria pessoa, também precisa admitir suas próprias limitações. Se não gozar de condições físicas para fazer um trabalho que exija levantar pesos, seria sábia se procurasse outro emprego, e assim evitasse possíveis acidentes. Se o tipo de trabalho a colocar sob tensão nervosa e sabe que tem temperamento nervoso ou é muito emotiva, poderia procurar um trabalho diferente. Assim, por reconhecer suas limitações, poderá tentar evitar situações que sabe serem perigosas para ela.
Com freqüência ocorrem acidentes quando a pessoa perde o domínio de si em momentos de tensão emocional. Não é incomum que ocorra um acidente automobilístico quando o motorista está sob tensão, talvez irado com algo. Assim, a pessoa que tende a sofrer repetidos acidentes por ficar facilmente irada ou agitada emocionalmente, faria bem em empenhar-se em desenvolver o domínio de si. Precisa aprender a desperceber coisas que podem fazê-la irar-se.
Observe Situações Perigosas
A fim de evitar acidentes, a pessoa precisa treinar-se a seguir o aviso dado aos automobilistas em alguns cruzamentos ferroviários — "Pare! Olhe! Escute !" Neste caso, poderia Parar! Olhar! e Pensar!
Por se treinar a examinar uma situação antes de agir, haverá mais possibilidades de evitar acidentes. Se o homem mencionado antes tivesse olhado em redor ao sair de casa, sem dúvida teria notado o cano na calçada e não teria tropeçado nele.
Para a pessoa que cultivou o hábito de andar sempre correndo nervosamente, não será fácil treinar-se a olhar e pensar primeiro. Mas, se fizer determinado esforço neste sentido, terá mais possibilidade de não se ferir. Na dor e nos gastos dos acidentes passados, dispõe de amplo incentivo para mudar sua maneira de agir.
Não raro, poderá antecipar o que aconteceria em dada situação. Por exemplo, suponhamos que talvez tivesse assoalhos bem encerados em sua casa. Para usufruir sua beleza, talvez decidisse colocar passadeiras neles. Bem, não pare aí, mas olhe adiante para o que poderia acontecer quando pisa em uma de tais passadeiras quando corre para atender o telefone ou à campainha da porta. O tapete poderia escorregar debaixo de seus pés e provocar grave queda. Considerando tal possibilidade, poderá evitar um possível acidente por colocar certo material em baixo dos tapetes, para evitar que escorreguem.
Em outra situação, a pessoa talvez esteja prestes a acender o forno dum fogão a gás. Se não pensar adiante no que poderia acontecer se o forno estiver cheio de gás, poderia sofrer sério acidente. Poderia explodir no seu rosto. Ao invés de ligar o gás antes de acender o fósforo, deveria ligá-lo depois, de modo que o gás não tenha tempo de acumular-se. Isso mostraria bom raciocínio.
Quando se senta numa banheira de água, a pessoa talvez decida ligar o rádio ou uma tomada de luz. De novo neste caso, precisa parar e perguntar a si mesma: Haverá perigo nisso? O que poderia acontecer se eu tocasse num aparelho elétrico, quando sentado na água? Visto que a água é bom condutor de eletricidade, poderia receber um choque fatal.
Suponhamos que se levante à noite para apanhar algum remédio no armário. Sabendo onde está o frasco, talvez o apanhe sem ligar a luz. Eis aí outra situação perigosa. Precisa pausar por um momento e pensar. Deveria perguntar a si mesmo: "Suponhamos que alguém tenha mudado o frasco e eu apanhe um errado; o que acontecerá então?" Poderia haver sério acidente. O mesmo perigo existe em se tomar remédio de um vidro sem rótulo. Um erro poderia ser facilmente cometido. São armadilhas que provocam acidentes, que a pessoa precisa treinar-se a reconhecer.
Ainda outra situação perigosa é sentar-se num carro parado com o motor em funcionamento e com as janelas fechadas. Algumas pessoas fizeram isso no inverno, de modo a manter-se quente com o calor do carro enquanto esperam alguém. Sem nenhum ar entrando no carro, o que poderia acontecer? O monóxido de carbono pode penetrar no carro e matar os passageiros. Isto já aconteceu muitas vezes.
Situações como estas causam acidentes entre pessoas que não se treinaram para ver as armadilhas que provocam acidentes. Assim como o ato de olhar em ambas as direções antes de cruzar a rua se estabelece na pessoa desde que é criança, de modo que se torna automático, assim a pessoa propensa a acidentes precisa recordar constantemente de parar, olhar e pensar. Precisa ficar continuamente cônscia de sua inclinação a sofrer acidentes, de modo que a precaução se torne hábito.
Ao receber instruções de segurança no trabalho, deve prestar mais do que a atenção usual a elas, lembrando que precisa delas muito mais do que os outros. Quando encontra artigos publicados sobre segurança, faria bem em lê-los cuidadosamente, de modo a ser ajudado a reconhecer situações perigosas, armadilhas que provocam acidentes. Ao ler sobre pessoas que sofrem acidentes, pode observar em especial o que fizeram de errado, de modo a evitá-lo.
Por estabelecer o hábito de parar, olhar e pensar antes de agir, pode automaticamente se tornar cauteloso sob circunstâncias de todos os tipos. Pode poupar-lhe muitos acidentes desnecessários e livrá-lo da desagradável reputação de ser inclinado a sofrer acidentes.
in Despertai de 22/9/70 pp. 12-14
Provérbio da semana (14:20)
Aquele que é de poucos meios é objeto de ódio mesmo para o seu próximo, porém, muitos são os amigos do rico.
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OBRIGADO RUI COSTA!
AMOR MEU, DOR MINHA
DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;
PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;
NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;
FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;
FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;
POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.