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domingo, 30 de abril de 2017

Dear Mr. Putin

Escrevo-lhe esta carta aberta como consequência da minha preocupação. Ao chegar a casa no dia 20 de Abril, deparei-me com a notícia que apresentava o resultado do julgamento das Testemunhas de Jeová na Rússia, julgamento este que tinha acompanhado durante as duas semanas em que as audiências se foram prolongando. Foi com grande pesar que soube da proibição, por parte da Rússia, de qualquer actividade relacionada com tal comunidade religiosa, justificando esta condenação com a acusação de que as Testemunhas de Jeová são extremistas.

Fazendo parte desta organização, entristece-me que a liberdade religiosa seja hoje nada mais do que uma simples expressão sem qualquer valor visível. A liberdade religiosa envolve, se nada mais, o respeito pelo próximo, desde que as nossas decisões não coloquem em causa a liberdade dos outros, já que “a minha liberdade termina onde começa a dos outros”. Ora, nada do que foi dito acima proíbe, antes pelo contrário, a prática das nossas crenças ou a associação entre irmãos nos salões do reino. Apelidar de extremistas pessoas que agem de acordo com as suas crenças, não colocando em causa a segurança de ninguém, parece-me sim algo extremista.

Tais proibições levam-me a questionar como podemos ser considerados um mundo desenvolvido, quando existem questões que são reprimidas e colocadas de parte. Somos acusados de extremismo, tratados como criminosos. E falo em crime porque nos colocam numa situação em que não sabemos se enfrentaremos anos na prisão mediante a divulgação de uma mensagem de paz e de esperança, por termos a indecência de achar que dispomos também do direito à liberdade de expressão e de religião.

Várias vezes nos apresentam a ideia de que invadimos a liberdade do outro quando consideramos a nossa religião como a única verdadeira, mas a realidade é que ninguém pertence a nenhum grupo, do que quer que seja, se não acreditar nele, se não achar que aquele é o lugar que o preenche e não outro. E esta ideia não envolve que o outro seja o inimigo nem que a noção de respeito deva ser descartada.

Efectivamente, não sabemos qual será o futuro das Testemunhas de Jeová na Rússia. Na realidade, nem sabemos quais serão as consequências para as restantes espalhadas no mundo inteiro. Por agora, podemos apenas esperar e aspirar a um mundo que realmente cumpra com aquilo que diz exigir.

in https://www.publico.pt/2017/04/27/opiniao/noticia/carta-a-vladimir-putin-1770084

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A que se atribuem as variações de raça?



RAÇA — actualmente a própria palavra traz a muitas mentes os preconceitos demonstrados de alguma forma em quase toda parte do mundo. Compreensivelmente, a falta de conhecimento é a fonte aparente de tanto preconceito. As pessoas perguntam: ‘A que se atribuem as variações de raça?’
Responder a esta pergunta exige, primeiro de tudo, que descubramos o que significa o termo “raça”. Numerosas definições têm sido sugeridas, usualmente variando uma da outra apenas em pequenos pontos. Em geral, contudo, “raça” é um grupo de pessoas que descenderam de um ancestral comum, e que têm certas semelhanças físicas, tais como a cor da pele ou a estatura.
Falando-se estritamente, há apenas uma única raça humana! Virtualmente todos os antropólogos concordam neste ponto. Assim, na Terceira Declaração Sobre Raça da Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura, vinte e dois peritos afirmam: “A humanidade é uma só . . . todos os homens pertencem à mesma espécie, Homo sapiens. . . . todos os homens são provavelmente derivados do mesmo tronco comum.”
Mas, se isto é verdade, por que existem todas as variações no tamanho do corpo humano, na cor, na forma e nas habilidades? Por um lado, os homens que se ramificaram deste “tronco comum” estavam constituídos geneticamente de forma a permitir grande variação. Compreender como funcionam os genes humanos é de ajuda para se avaliar isto.
Os genes são diminutas partículas que determinam que características a pessoa herdará. Para cada característica, crê-se, as pessoas comumente herdam dois genes, um da mãe e outro do pai. Destes dois genes, o “dominante” sobrepujará o “recessivo” e determinará a característica que a pessoa terá.
Suponhamos, por exemplo, que certo genitor tenha um gene para os cabelos negros e o outro genitor tenha um gene para cabelos louros. Se o filho tiver cabelos pretos, é evidente que o gene para os cabelos negros era o dominante.
À medida que a família humana cresceu de seu pai e mãe originais, houve grande dose de mistura. As moças com genes para o cabelo negro e crespo, para citar um exemplo, encontraram e se casaram com rapazes com genes para cabelos louros e lisos. Isto, naturalmente, seria também o caso das outras características, tais como a cor da pele, o formato da boca, do nariz e das orelhas.
No entanto, à medida que os grupos de pessoas se isolaram da maior parte da humanidade pelas barreiras geográficas, linguísticas e outras, escolheram-se cônjuges necessariamente de uma esfera menor. A variação se limitava ao “grupo” restrito de genes disponíveis de imediato. Por conseguinte, naquela área restrita, certas características tais como cabelos lisos ou pele escura apareceram regularmente. Com o tempo, estas características diferençaram esse grupo ou “raça” de pessoas dos demais. Por esta razão, as pessoas hoje na Escandinávia têm comumente pele clara, ao passo que os isolados delas, como na Índia, são mais morenos.
Naturalmente, há limites nesta variação. As raças podem variar de tamanho, como um pigmeu de menos de um metro e meio para um watusi de uns dois metros e quinze centímetros, mas os genes humanos jamais permitem um homem de trinta centímetros ou um de uns 3,65 metros. Provando, contudo, que todos os homens são realmente parte de uma raça comum é o fato de que até mesmo as pessoas nos “extremos” da estatura ou da cor podem casar-se com outros membros da família humana e produzir descendência. Por conseguinte, as diferenças nos homens não são de grande magnitude. Bem pelo contrário, conforme observado pelo antropólogo Ashley Montagu:
“Todos os estudiosos de competência que consideraram o assunto crêem que, sem comparação, o maior número de genes são tidos pela humanidade em comum, e que não há provavelmente mais do que 10 por cento do total que sejam tidos em separado. Visto que os cientistas crêem que a humanidade obteve seus genes originalmente de um mesmo grupo de genes, esta grande semelhança não é surpreendente.
“Assim que chegamos abaixo da pele, a semelhança na base física sugeriria que o número de diferenças de genes que existem até mesmo entre as ‘raças’ mais ‘extremas’ do homem é inferior a 10 por cento.”

Evoluíram as Raças Para Ajustar-se ao Seu Ambiente?

Mas, visto que todos os homens provêm dum “tronco comum”, por que é que os homens de diferentes raças parecem tão bem ajustados a seu ambiente? Será que os esquimós, para exemplificar, se adaptaram ao clima frio pelo processo evolutivo? Ou, no extremo oposto, preparou a evolução apenas os povos de pele escura para viverem nos quentes climas tropicais?
Alguns cientistas fazem tal afirmação. Mas, será deveras verdadeira? No passado, alguns especularam que as características adquiridas por um genitor seriam transmitidas à prole. O erro desta teoria já abandonada se torna logo claro. Exemplificando: se dois genitores de pele clara ficassem com corpos profundamente bronzeados, sua prole não nasce com corpos escuros, será que nasce? Não. Ao invés, seus filhos precisam ficar expostos à luz solar para se escurecer da mesma forma. Os genes dos pais não foram alterados de modo a transmitir a pele escura.
Todavia, os cientistas hoje realmente crêem que as mudanças nas características raciais resultaram das mutações de genes, isto é, súbitas mudanças de genes. Tais alterações, crêem, são então transmitidas à prole. Mas, as mutações observadas resultaram principalmente em mudanças prejudiciais, e não em melhoramentos. Ademais, há grande incerteza quanto a como ocorreram tais supostas mutações. L. C. Dunn, da Universidade de Colúmbia, reconhece:
“Não se sabe como [certas mudanças no corpo] ocorreram na história; nem se sabe exactamente como as mutações ocorrem hoje, apesar da extensiva pesquisa biológica sobre esta questão nos últimos 30 anos.”
Bem, se não for pela genética, como explicamos por que as raças parecem tão bem adaptadas a seus ambientes?

Mais do que os Genes São Responsáveis Pelas Raças

Tais ajustes são principalmente culturais. As influências culturais ou ambientais são extremamente persuasivas. Com efeito, até mesmo antes de uma criança nascer, o estado emocional de sua mãe, grandemente determinado pelo próprio ambiente dela, começa a influir na mente e no corpo da criança. Daí, desde o momento em que a criança nasce, vê-se mergulhada num modo de vida constituído das vistas, dos sons, cheiros e clima locais, bem como “maneiras peculiares” de fazer as coisas.
Por exemplo, os esquimós criaram roupas especialmente pesadas, também habitações que os protegem de temperaturas abaixo de zero. Ademais, com o tempo, surgiu incalculável familiaridade com a geografia do árctico e dos modos de agir dos animais que fornecem aos esquimós muitas das necessidades da vida.
Mas, não são os esquimós protegidos do frio por um metabolismo mais alto herdado? Não. Ao passo que o metabolismo dos esquimós é às vezes cerca de um terço mais alto do que o dos estranhos que chegam a seus ambientes frios, não é herdado, mas tem origem dietética. Removendo-se sua usual dieta de elevadas proteínas de carne, a taxa metabólica dos esquimós cai em questão de dias.
A respeito desta e de outras aparentemente “inatas” adaptações, os evolucionistas J. F. Downs e H. K. Bleibtreu declaram em Human Variation (Variação Humana; 1969):
“Podemos ver que os esquimós desenvolveram muitos instrumentos culturais para lidar com o frio . . . Seu nariz estreito, e o de certos povos vizinhos da Sibéria, tem sido chamado de adaptação que o ajuda a evitar aspirar grandes quantidades de ar frio nos seus pulmões. O fato de que alguns povos vivem em climas igualmente frios sem esta característica sugere que sua importância adaptava é apenas uma suposição. Similarmente, o amplo nariz que amiúde encontramos na África, na Austrália e na Nova Guiné, segundo se afirma, é um instrumento que resfria o ar; mas grande parte da Austrália, é muitíssimo fria à noite e os altiplanos da Nova Guiné jamais são excessivamente quentes. Na África, uma vez deixemos de lado os estereótipos, encontramos grande variedade de larguras de narizes . . . Falando-se em geral, as adaptações biológicas ao frio não são então bem entendidas e parecem ser, onde realmente existem, ajustes fisiológicos de curta duração — e não alterações genéticas evoluídas por meio da selecção natural.” — Páginas 201-203.
Mas, o que dizer da cor da pele? Não resultou isto da evolução, de modo que o homem negro, por exemplo, acha-se melhor adaptado para os trópicos? Note a resposta do biólogo de Londres, Alex Comfort:
“Talvez suponhamos que a cor da pele seja ou tenha sido adaptativa, mas permanece o fato que, salvo por aqueles indivíduos brancos que se queimam sem se bronzear, nenhuma raça parece ter nítida vantagem ou desvantagem hoje por motivo da cor em seus encontros com o calor ou a luz solar. A única exceção é na resistência ligeiramente superior ao câncer da pele que se observa nos povos de pele escura nas partes do corpo expostas ao sol. À parte disto e do fato de que não sofrem queimaduras do sol, os negros não dispõem de qualquer outra grande vantagem em suportar o calor, em comparação com os homens brancos adaptados.”
No entanto, as pessoas de pele branca, recém-chegadas nos trópicos, amiúde têm problemas por causa das formas incomuns de vida e de uma variedade de doenças ali. Os nativos, por outro lado, cabalmente adaptados a este modo de vida, podem vicejar.

in Despertai de 22/8/1973 pp. 5-7

sábado, 30 de julho de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

A música conVIDA... à visão

Uma visão única do Mundo, um Mundo unido numa visão...


I had a dream when I was young,
A dream of sweet illusion,
A glimpse of hope and unity,
And visions of one sweet union.


domingo, 31 de janeiro de 2016

Palavra da semana ( 60 )

di·a·cro·ni·a

(francês diachronie)

substantivo feminino

Carácter dos fenómenos ou factos, especialmente linguísticos, estudados do ponto de vista da sua evolução no tempo, por oposição a sincronia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O saber não ocupa lugar ( 382 )

Os últimos soldados nazistas foram capturados 4 meses após o fim da Segunda Guerra Mundial por caçadores de focas.

( os soldados estavam demasiado gordos para fugir... mas bateram palmas! )

sábado, 5 de dezembro de 2015

Raridades e Recordações ( 114 )

I can't remember anything
Can't tell if this is true or dream
Deep down inside I feel to scream
This terrible silence stops me

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Coopere com as defesas de seu corpo




O CARRO ia a uns 185 quilómetros por hora quando colidiu com a traseira de outro carro que ia a uns 90 quilómetros por hora. Uma das vítimas do acidente, não satisfeita com a compensação recebida, accionou o fabricante do carro que estava correndo tão velozmente. Ele acusou o fabricante de ter feito um carro capaz de correr a tal velocidade. No entanto, o Tribunal de Apelações Regional dos EUA que julgou o caso decidiu de forma diferente. Sustentou que, quanto ao fabricante, seu “dever é evitar defeitos ocultos e perigos latentes e escondidos. Não é obrigado a antever e precaver-se do uso obviamente errado de seu produto”.
Há algumas autoridades no campo da medicina que se poderia dizer que consideram o corpo humano como aquela vítima do acidente considerava o carro com o qual foi ferida. Mas, nem todos fazem isso. Alguns avaliam a sabedoria reflectida em sua forma. Assim, o cientista W. B. Cannon escreveu um livro intitulado “A Sabedoria do Corpo”. A sabedoria na forma, contudo, não significa que abusar do corpo não o prejudicará, e é nisso que muitos manifestam falta de bom juízo. Como se expressou o Dr. Linus Pauling: “Constantemente ferimos a nós mesmos por fazer coisas para as quais nossos corpos jamais foram intencionados.” E qual é o resultado? Uma aceleração do processo do envelhecimento, da doença e da morte.
Não há dúvida, ao examinarmos o corpo, verificamos que o Criador fez provisões maravilhosas para seu bem-estar. O homem não é um robô, mas, antes, tem a habilidade e a liberdade de escolher entre um proceder sábio e um proceder tolo e assumir as consequências. Em grande medida, a saúde de nosso corpo está sujeita à lei divina: “O que o homem semear, isso também ceifará.” Se cooperarmos com as defesas de nosso corpo, poderemos reduzir ao mínimo a possibilidade de saúde ruim e de doença.
Entre as defesas pelas quais o corpo preserva sua higidez se acham os sistemas de defesa imunológica (inclusive os glóbulos brancos e os anticorpos), o interferon, os hormônios e até mesmo a pele. Poder-se-ia assemelhar todos a soldados, policiais e a bombeiros que servem para proteger uma família, uma cidade ou uma nação de perigos que a ameaçam. A razão e o bom senso, naturalmente, indicaria que os cidadãos cooperassem com tais defesas, se hão de gozar de protecção e segurança. E assim, também, a pessoa tem de fazer sua parte, precisa cooperar com as defesas de seu corpo, se há de continuar saudável.

As Defesas Imunológicas

Tem-se descrito a “imunidade” como “palavra de uso diário, ordinariamente aplicada a um conjunto elaborado de reacções pelas quais o corpo se defende de microrganismos invasores”. Nestas reacções se acham envolvidas várias espécies diferentes de glóbulos brancos que servem quais defensores da pureza da corrente sanguínea. Estes se multiplicam grandemente quando agentes estranhos, nocivos ou virulentos invadem ou atacam o corpo. Assim, o diagnóstico de apendicite pode, às vezes, ser confirmado pelo que é conhecido como “quadro sanguíneo”.
O que move tais glóbulos brancos a agir, o que os habilita a reconhecer estes vários inimigos invasores estrangeiros, também conhecidos como antígenos? Bem, as gama-globulinas, uma das proteínas do sangue, produzem anticorpos, que se agarram aos antígenos, assim rotulando-os como intrusos e fazendo com que os glóbulos brancos os ataquem e destruam por meio da acção enzimática. Pensava-se certa vez que um antígeno causava as células do plasma produzirem um anticorpo especialmente adaptado para isso. Mas, agora, compreende-se que as células do plasma dispõem de potencialmente milhares de diferentes tipos de anticorpos, e, assim, quando as bactérias atacam o corpo, elas se unem a qualquer certo número de anticorpos que aconteça se adaptarem a elas um tanto livremente.
O processo tem sido ilustrado da seguinte forma: Ao invés de o antígeno ser como o homem que foi ao alfaiate mandar fazer um terno sob medida (como certa vez se pensava), é como o homem que se dirige a uma grande loja de roupas que tem milhares de ternos de vários tamanhos e formas, e apanha dentre vários aquele terno que cai um tanto bem nele, mas não necessariamente de forma perfeita.
Daí, o que acontece? O corpo envia um sinal e as células do plasma começam a produzir esse determinado anticorpo aos milhares. Que os anticorpos não precisam adaptar-se de forma perfeita pode-se depreender do fato que a inoculação com a varíola bovina (que é bem similar, mas não é idêntica ao vírus da varíola) pode produzir a imunidade à varíola.
Leva tempo para que o corpo produza, todos estes anticorpos e, às vezes o corpo sucumbe aos invasores e fica doente. Entretanto, uma vez que se lhe conceda o tempo necessário, o corpo em geral ganha a luta, e, como resultado do aumento de anticorpos, o corpo provavelmente ficará um tanto imune aos ataques futuros. Assim, há um ditado: “Não há imunidade como a imunidade da convalescência.” Exemplificando: a pessoa que teve varicela ou catapora quando criança fica imune a tal doença. Por meio de inoculações, contudo, os homens têm amiúde conseguido prover ao corpo a imunidade artificial, como para as doenças bem-conhecidas — a difteria, a coqueluche, o sarampo e outras.
A corrente sanguínea de alguns parece não ter a gama-globulina e, em resultado, não produz anticorpos, assim tornando tais pessoas susceptíveis a todos os tipos de infecções bacterianas. Estas, contudo, constituem raras excepções. Sem comparação, os corpos humanos deveras possuem este mecanismo defensivo muitíssimo eficaz. Por que, então, alguns ficam doentes quando expostos às bactérias prejudiciais e outros não ficam? Porque se acha envolvido mais de um factor. Para começar, há a questão dos genes. Sabe-se que a predisposição a certos males é herdada e, assim, se a pessoa ficará ou não doente depende ‘da susceptibilidade ou da resistência herdada. É óbvio que, se ambos os pais forem diabéticos, a pessoa provavelmente sucumba às doenças infecciosas que afligem os diabéticos. Tal pessoa, portanto, precisaria ter muito mais cuidado do que outra cujos pais gozavam de saúde abundante.
Um factor relacionado que ajuda a explicar o fato de que alguns sucumbem às infecções, enquanto que outros não, é que as infecções e as moléstias não são apenas uma questão de virulência, isso é, da força das bactérias, como certa vez se pensava. A infecção é também uma questão de ecologia, isso é, da condição do hospedeiro, o seu corpo. Assim, experiências com camundongos demonstraram que quando ficam famintos ou são alimentados demais com certos alimentos, sucumbem mui rápido a certas infecções. Quando, porém, os camundongos são de novo alimentados correctamente, em questão de dias sua resistência se torna normal. Assim se dá também com os humanos: muito depende dos poderes gerais de resistência do corpo.

Coopere com as Defesas Imunológicas

Como pode cooperar, como pode fortalecer o sistema de defesa imunológico do seu corpo? Por apenas usar bom senso. Não se contente apenas em não ficar doente. Pense em manter boa saúde por meio da dieta correta, que significa não só certificar-se de obter suficientes proteínas, gorduras e carboidratos (açúcares e massas), mas também de obter as vitaminas e os minerais necessários. Um hamburguer e uma garrafa de soda não constituem uma dieta equilibrada. Alimentos não-refinados, tais como trigo integral, arroz integral, melado, e frutas e legumes em abundância o ajudarão grandemente neste respeito. Daí, há a questão de obter o descanso e o sono necessários, e o exercício regular, se for um trabalhador sedentário, e evitar os exageros de todos os tipos — estas são as coisas que o ajudarão a fortalecer o sistema de defesa imunológica de seu corpo.
Ser abstémio à mesa, em especial, ajudará às suas defesas imunológicas. Assim, experiências feitas com camundongos demonstraram que se lhes for provido apenas um terço da quantidade normal de comida, mas que seja nutritiva e bem equilibrada, vivem muito mais. Diz-se que isto se deve às mudanças que tal dieta provoca no sistema imunológico dos camundongos. Embora estes resultados fossem obtidos com camundongos, o imunologista Dr. R. L. Walford, da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse que isto indicava que os humanos seriam sábios se comessem menos, e que para tal dieta ser realmente eficaz, deveria ser instituída bem cedo na vida, logo depois de a criança ser desmamada.

Interferon

Outro dos mecanismos de defesa do corpo é o interferon, substância descoberta um tanto recentemente, e que se submete actualmente a intensiva investigação. É produzida pelas células do corpo qual defesa contra as infecções virais e difere dos anticorpos em vários aspectos. Torna-se eficaz de imediato, ao passo que os anticorpos levam tempo para se multiplicar. Assim, diz-se que “o interferon se acha presente no local certo, no tempo certo e em concentração suficientemente alta para desempenhar importante papel na recuperação das infecções virosas”.
Em segundo lugar, o interferon não é específico, ao passo que o anticorpo é, operando apenas contra certo antígeno ou um bem parecido. Um vírus invasor faz com que as células produzam o interferon que age não só contra determinado vírus, mas também contra ampla gama de vírus. Em terceiro lugar, o interferon não actua sobre o vírus invasor da forma que o anticorpo actua sobre o antígeno, mas sobre as próprias células do corpo, habilitando-as a neutralizar o efeito do vírus.
Ademais, embora o interferon seja uma partícula de proteína, não é tratado como substância estranha pelo sistema imunológico do corpo. Por causa disto, pode-se implantar o interferon de outro corpo, ou até mesmo de outra espécie, sem provocar a formação de anticorpos. No entanto, produzir o interferon do sangue para uso médico é um processo tão custoso que se torna proibitivo. Por esta razão, os pesquisadores médicos têm experimentado substâncias que estimulariam a produção de interferon nas células do corpo. Produziram uma substância que denominaram de “poli I:C”.
Ao experimentar tal substância em camundongos, verificaram ser extremamente eficaz. Assim três horas depois que dezassete camundongos receberam a poli I:C e trinta e dois outros obtiveram um placebo, todos foram inoculados com uma dose letal do vírus da pneumonia de camundongos. No fim de quatorze dias, todos os dezassete camundongos que receberam a poli I:C ainda estavam vivos, mas apenas um dos trinta e dois que receberam o placebo vivia ainda. Quanto ao uso da poli I:C em humanos, acha-se ainda em estágio experimental.
Como poderá cooperar com o ‘sistema’ do interferon? Visto que o interferon visa as infecções virosas e as mais comuns delas são as que afligem nossos narizes e nossas gargantas no inverno, qualquer coisa que actue contra o resfriado comum poderá ser considerada como cooperando com o sistema de defesa do interferon da pessoa. Há vários modos de se fazer isto. O uso generoso de frutas cítricas, em especial a toranja, os limões e as limas, antes de a pessoa contrair um resfriado, poderá proteger a pessoa contra isso. Também, evitar alimentos ricos e super-refinados, especialmente as pastelarias, pudins ricos, e assim por diante, tem ajudado a muitos a livrar-se do resfriado comum. E, bem recentemente, o uso da vitamina C na luta contra o resfriado comum tem obtido ampla publicidade.

As Defesas Hormonais

Correctamente, os hormônios têm sido descritos como “outro aspecto das defesas naturais do corpo”. Vem ajudar-nos quando estamos ameaçados de violência, ajudando-nos a lutar ou a fugir. Para a ira ou a luta, o corpo produz a noradrenalina, e, para o medo ou fuga, ou depressão (esta última sendo chamada de “ira dirigida contra si mesmo”), o corpo produz a adrenalina.
Confrontado com a escolha entre a luta ou a fuga, vários hormônios fazem com que seus pulmões respirem mais profundamente, e que seu coração bata mais rápido, que a pressão sanguínea suba, que o sangue seja retirado dos órgãos internos e corra para onde é mais necessário, para os músculos, o coração e o cérebro.
Como, então, pode cooperar com o sistema de defesa hormonal do seu corpo? Primariamente, de dois modos. Tudo que faz para manter a boa saúde (comer alimento nutritivo, descansar e dormir o suficiente, e assim por diante) lhe dará melhor reserva a que os hormônios podem recorrer em caso de perigo. E, especificamente, quanto melhor aprender a controlar as emoções, tanto menos sobrecarregará ou deixará tensos seus órgãos vitais.

A Pele Como Defesa

Não se deve desperceber a pele como uma das defesas do corpo. Deveras protege o corpo da invasão de substâncias ou organismos prejudiciais. Acha-se bem adaptada para esse fim, tendo uma camada morta porém antisséptica que é humedecida e maleável pela perspiração e secreções oleosas. O que pode fazer para cooperar com este defensor de seu corpo?
No caso dum corte ou de outra ferida, uma boa limpeza é de importância primária. Para a pele boa há também necessidade de boa nutrição. Assim, diz-se-nos que várias afecções da pele “aparecem cedo e conspicuamente” em muitos casos de “deficiência nutritiva”. E ao passo que banhos de chuveiro ou de banheira diários talvez tenham seus méritos estéticos, podem causar dano quando se usa um sabonete ruim para a pele. Segundo um dos principais especialistas em alergia, “um paciente pode tomar seus banhos diários sem sabonetes e limpar suficientemente o corpo por esfregar brandamente a pele com uma toalha seca depois do banho”.
O bom senso e a modéstia ditam que atribuamos o crédito ao Criador todo-sábio e agradeçamos a Ele os sistemas de defesa existentes em nossos corpos. Visto que a boa saúde é uma condição muitíssimo desejável, a sabedoria de nossa parte indica que cooperemos com estes mecanismos de defesa.

in Despertai de 8/8/1973 pp. 17-21

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Provérbio da semana ( 23:20,21 )

Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho, entre os que são comilões de carne. Porque o beberrão e o glutão ficarão pobres, e a sonolência vestirá a pessoa de meros trapos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A música conVIDA... à experiência

A experiência de vida é algo que deveria estar presente desde o nosso nascimento, evitava muitos problemas, confusões, erros e aborrecimentos. Alcançar experiência numa idade mais jovem seria o ideal para muitos que quando chegam à sua fase mais avançada admitem que se "soubessem o que sabem hoje",,,


I am a traveler of both time and space, to be where I have been 
To sit with elders of the gentle race, this world has seldom seen 
They talk of days for which they sit and wait and all will be revealed


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Palavra da semana ( 59 )

so·rum·bá·ti·co

(origem controversa, provavelmente relacionado com sombra)
adjectivo e substantivo masculino

Que ou quem demonstra tristeza ou tem tendência para se isolar. = CARRANCUDO, MACAMBÚZIO, SOMBRIO, SORUMBÁTICO, TACITURNO, TRISTONHO

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O saber não ocupa lugar ( 381 )




Petricor é o nome dado ao cheiro da chuva.

O termo foi cunhado em 1964 por dois pesquisadores australianos, Bear e Thomas, para um artigo na revista Nature. No artigo, os autores descrevem como o aroma deriva-se de um óleo exalado por certas plantas durante períodos de seca, que é então absorvido pela terra e pedras argilosas. Durante a chuva, o óleo desprende-se no ar juntamente com outro composto, a geosmina, produzindo um cheiro característico.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As bactérias — algumas prejudiciais, muitas úteis




MUITOS são os médicos que observaram que os regulamentos de higiene encontrados na lei de Moisés pressupõem o conhecimento dos efeitos prejudiciais das bactérias. Mas, não foi senão em 1676 que a prova de sua existência foi estabelecida pelo naturalista holandês Leeuwenhoek. Com o uso dum microscópio primitivo, foi o primeiro a ver estes diminutos “animalículos”, como os chamou. Até os dias dele os homens só podiam especular sobre a existência de tais organismos microscópicos.
Que as bactérias não se tornaram visíveis até a invenção do microscópio pode ser avaliado quando notamos que as bactérias são tão pequeninas que precisam ser ampliadas mil vezes para que se possa vê-las com clareza. Com efeito, são tão pequeninas que num punhado de terra que possa segurar entre o polegar e o indicador, talvez haja até 200.000.000 delas!
As bactérias se encontram em toda a parte, no ar, no solo e na água. Isto, sem dúvida, é uma das razões por que se demorou tanto para provar a lei da biogénese, a saber, que toda a vida procede de vida anterior. Antes das experiências de Pasteur sobre esse assunto, pensava-se que as bactérias tinham geração espontânea.
Na realidade, as bactérias são consideradas plantas. Crescem e dividem-se a várias taxas. À taxa de divisão a cada hora, uma bactéria poderia tornar-se 16.000.000 em questão de vinte e quatro horas! Felizmente as condições amiúde limitam seu crescimento. A maioria delas consegue sobreviver em temperaturas que beiram à da fervura ou do congelamento, mas precisam de temperaturas mais moderadas para continuar crescendo e dividindo-se. É por isso que o alimento conservado num refrigerador dura mais tempo, e se mantém indefinidamente se conservado num congelador.

Diferentes Classificações

As bactérias podem ser divididas em categorias segundo a forma em que são afectadas pelo ar: as aeróbias dependem do ar, as anaeróbias da falta de ar ou oxigénio. De modo geral, as bactérias preferem a escuridão à luz.
As bactérias também são classificadas segundo suas formas básicas. Há a espécie esférica conhecida como “cocos”, que crescem em pares, grupos ou cadeias. Daí, há as bactérias em forma de bastonetes, e portanto chamadas “bacilos”, um exemplo dos quais é o bacilo do tifo. Ainda outra espécie são os “espirilos”, as bactérias de forma espiral, das quais o germe da cólera asiática é um exemplo. E há uma subdivisão destas últimas, conhecida como “espiroquetas”. O germe que espalha a sífilis é um destes.
Menores do que as bactérias são as rickettsias, assim chamadas em honra a seu descobridor, H. T. Ricketts. E muito menores do que até mesmo as rickettsias são os vírus, seu nome provindo de uma raiz que significa “veneno”.

Potencial Para Dano

Desde o tempo de Pasteur, há um debate aceso sobre quanto dano as bactérias podem causar se o corpo for deveras são, se goza de saúde ideal. Ao passo que Pasteur continuou a culpar as bactérias, relata-se que, em seu leito de morte, ele afirmou: “Bernard [um dos seus principais oponentes] estava certo. O micróbio não é nada, o terreno [ambiente, ‘hospedeiro’, o corpo] é tudo.”
Ainda permanece o fato de que as possibilidades de se usar as bactérias na guerra são tão terríveis que mais de setenta nações recentemente renunciaram a seu uso e se comprometeram “‘a destruir ou mudar para propósitos pacíficos logo que possível, mas não em menos de nove meses’ . . . todos os agentes biológicos”. Sim, as armas bacteriológicas são consideradas por alguns como sendo ainda mais perigosas do que as armas nucleares. — Times de Nova Iorque, de 11 de Abril de 1972.
E de vez em quando lê-se na imprensa sobre pessoas que morrem por terem comido alimentos enlatados estragados por bactérias, tais como a botulina e a salmonela. Tal alimento estragado é tão tóxico ou venenoso que não se deve nem provar para ver se está estragado. Usualmente ele se revela por fazer com que a lata se inche, se não também pelo cheiro e pela cor do alimento.
No entanto, a maioria das bactérias são úteis. Com efeito, certo cientista estadunidense fez uma contagem e verificou que, entre milhares de milhões de bactérias, há uma proporção de 30.000 bactérias úteis ou inofensivas para cada uma prejudicial.

A Espécie Útil — no Solo

Entre as grandes formas em que as bactérias beneficiam o homem se acha a sua actividade no solo. Tem-se dito que se não fossem as bactérias, toda a vida na terra em breve pararia. Como assim?
Bem, mais cedo ou mais tarde, todas as coisas vivas na terra morrem — pelo menos tem sido assim até agora. Sem as bactérias para transformar os corpos mortos dos insectos, dos animais e da espécie humana, bem como as plantas mortas, os restos mortos em breve entulhariam a terra de modo a tornar impossível a vida, quer para as plantas quer para os animais.
Certas bactérias também enriquecem o solo por retirarem o nitrogénio do ar e transformá-lo em compostos nitrogenados que as plantas podem usar — as plantas não podendo utilizar o nitrogénio directamente do ar. Estas bactérias valiosas se encontram em pequenos crescimentos, ou nódulos, nas raízes dos legumes, uma grande família de plantas que incluem o trevo, a alfafa e as ervilhas.
Daí, então, há o ferro, indispensável ao homem, ao animal e à vida vegetal. Certas bactérias no solo conseguem pegar este ferro e torná-lo disponível às plantas. As bactérias também desempenham papel vital na utilização do fósforo, outro elemento indispensável a todas as coisas vivas. As bactérias tornam este elemento não-metálico disponível às plantas.
Já se observou muito bem que as bactérias são “responsáveis pela fertilidade de nossos campos”.

As Bactérias Ajudam a Processar Resíduos

As bactérias também desempenham papel vital em tornar inofensivos os resíduos dos esgotos das cidades. No chamado tratamento secundário ou filtração dos esgotos, este é aspergido num leito que consiste em pedras britadas ou pedregulhos. Isto fornece superfícies em que uma película de bactérias oxidantes podem viver e operar sobre os esgotos. No caso de lagoas que talvez fiquem congeladas por mais de seis meses do ano, as bactérias anaeróbias, que não precisam de oxigénio, efectuam tal trabalho.
Os restos pesados dos esgotos são conhecidos como vasa. As bactérias também servem para converter esta vasa pesada numa forma relativamente estável que não tem cheiro e pode ser usada como fertilizante. Em ainda outro método, a vasa biologicamente activa, isto é, vasa que contém muitas bactérias, junto com oxigénio, é adicionada aos esgotos para torná-los inofensivos.

As Bactérias do Corpo

As bactérias abundam no corpo, na boca, e, em especial, nos intestinos. Com efeito, diz-se que, no âmbito total, as bactérias nos intestinos, excedem às dos alimentos e dos resíduos na proporção de dois a um. Ao passo que talvez haja muitas bactérias prejudiciais nos intestinos, enquanto forem sobrepujadas em número pelas bactérias úteis, o corpo permanece são.
Em especial o lactobacilo, ou bactéria acidófila, serve bem ao corpo. É usada actualmente para remediar pequenos males intestinais. Também, há dois tipos de antibióticos obtidos de bactérias que cumprem valiosos propósitos médicos.
Importante, também, é o papel que as bactérias desempenham na digestão da celulose no rúmem ou primeiro estômago da vaca. Os homens não conseguem digerir a celulose, mas as bactérias no rúmem da vaca desintegram a palha e a grama que a vaca come e produzem ácidos gordurosos dessa celulose, bem como proteínas e praticamente todas as vitaminas.

O Papel das Bactérias na Fermentação

Há ainda outra forma em que as bactérias são úteis ao homem e essa é no processo de fermentação. Gosta de iogurte, ou de leite azedo ou de coalhada? Precisa agradecer às bactérias. Ou gosta de queijos ricos, saborosos, tais como o limburger, o azul ou o roquefort? Então saiba que as bactérias não só são responsáveis por estes aromáticos petiscos, mas que, quando os ingere, está devorando bactérias aos milhões!
Ou gosta de chucrute com seus ‘cachorros quentes’ ou cozido junto com mocotó de porco ou de outras formas deliciosas? Bem, novamente nesse caso são as bactérias, além, naturalmente, de um pouco de sal, que são responsáveis por esta transformação do repolho picado em chucrute.
E quem não aprecia que um pouco de vinho é bom para a digestão, bem como para o coração e os nervos? Bem, ao passo que a fermentação do vinho se deve primariamente aos fermentos, as bactérias também desempenham um papel na fabricação de vinho.

Cada Vez Mais Usos

Os pesquisadores agora experimentam treinar as bactérias a digerir o petróleo, para limpar as manchas de petróleo. As bactérias também são usadas para produzir proteínas sintéticas do petróleo. Fala-se, também, de desenvolver uma célula biológica que forneça luz e energia baratas, as bactérias alimentando-se dos esgotos.
Parece deveras bem provável que, com o passar do tempo, as bactérias se provarão cada vez menos prejudiciais e cada vez mais úteis.

in Despertai de 8/8/1973 pp. 9-11

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

sábado, 22 de novembro de 2014

A música conVIDA... ao relacionamento

Por vezes julgamos que estamos sós neste mundo, abandonados ao nosso destino. Por muita gente que nos rodeie, este sentimento pode ser muito comum. A sensação de abandono é muito estranha, especialmente quando temos pessoas à nossa volta.
Mas, muitas vezes, a esperança é renovada. Os relacionamentos humanos tornam-se mais palpáveis, mais consistentes, e, em alguns casos, quase sem darmos por isso, como se alguém nos surpreendesse, alguém inesperado. São assim os humanos, tão distantes quanto tão presentes.

For a while I thought I fell asleep
Lying motionless inside a dream
Then rising suddenly I felt a chilling breath upon me
She softly whispered in my ear

sábado, 8 de novembro de 2014

Pink Floyd



The Endless River. Um álbum histórico, o último da maior banda rock de sempre. O que dizer? Resumindo, é o regresso às origens. Músicas instrumentais, com um ambiente psicadélico e espacial, embora com o toque de modernidade que nos afasta dos anos 70. Faixas curtas, para não cansarem, mas que devem ser ouvidas de seguida, tal como aconteceu com The Wall. Também este álbum conta uma história, a história dos Pink Floyd, basta estarem atentos à letra da música final, "Louder than words". O legado da banda é bem expresso com a frase "It's louder than words, This thing that we do" - "Fala mais alto que palavras, o que nós fazemos". É isso mesmo. A sua obra dispensa palavras para descrever o que significa o trabalho dos Pink Floyd no contexto da música. A coerência deste álbum final está na ligação que se faz entre a 1ª música "It's what we do" e a última "Louder than words".
Para os poucos que não entendem a música dos PF, até aposto que a expressão favorita vai ser: "Ah, isto é música de elevador!".
Mas para os milhões que apreciam a arte musical dos PF, este álbum representa uma "never ending story", ou, por outras palavras, um "endless river". Obrigado, Pink Floyd. Semper fi!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Palavra da semana ( 58 )

re·si·li·ên·ci·a

(inglês resilience)

substantivo feminino

1. [Física]  Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.

2. [Figurado]  Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O saber não ocupa lugar ( 380 )




Os camarões possuem o coração localizado na cabeça.

( é o que se chama pensar com o coração! Literalmente... )

domingo, 7 de setembro de 2014

Raridades e Recordações ( 112 )

O amor é o mais importante...

You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.