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terça-feira, 30 de novembro de 2004

Basta um minuto...

Um minuto serve para você sorrir:
Sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho,
olhar a flor, sentir o cheiro da flor,
sentir a grama molhada,
notar a transparência da água.

Basta um minuto para você avaliar a imensidão
do infinito, mesmo sem poder entendê-lo.
Em um minuto apenas você ouve o som
dos pássaros que não voltam mais.

Um minuto serve para você ouvir o silêncio,
ou começar uma canção.
É num minuto que você dará o sim
que modificará sua vida... e basta.

Basta um minuto para você apertar a mão
de alguém e conquistar um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir
a responsabilidade pesar em seus ombros:
a tristeza da derrota,
a amargura da incerteza,
o gelo da solidão,
a ansiedade da espera,
a marca da decepção
e a alegria da vitória...
Quanta vitória se decide num simples momento,
num simples minuto!

Num minuto você pode amar,
buscar, compartilhar, perdoar,
esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar
alguém ou desanimá-lo!


Basta um minuto para você recomeçar
a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para
você fazer feliz um filho,
um aluno, um professor, um semelhante...

Basta um minuto para você entender
que a eternidade é feita de minutos.

Enviado por Angela Fernandes
"OBRIGADO"

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

FÁCIL E DIFÍCIL

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém e saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 12 de abril de 2004

Quanto vale um sorriso ?

Quanto poder ele possui ?

Um sorriso vale muito, muito mesmo, mas não custa nada.
Um sorriso suaviza, acalma uma feição pesada.
Remove o vazio, enriquecendo quem o ganha.
Alegrando, não empobrecendo quem o dá.

Um sorriso, como uma onda, dura apenas um instante,
Mas, sua lembrança dura ternamente como o mar.
Sorrir é um ato poderoso que opera transformações
Reais e magníficas, nada de ilusões.

Um sorriso consola a tristeza
É prova de profunda amizade
Atenua o cansaço e o desânimo
Céu estrelado de grande beleza
Portador de felicidade.
Um sorriso dá força e coragem
Poderoso remédio para muitos males curar
Tão simples, tão forte, não há quem o possa recusar.

Sorriso, um alento para quem o entende.
Não se compra, não se vende.
Só tem valor quando o damos livremente
Não se rouba, nem se empresta;
Tem que brotar naturalmente
Como refrescante água d’uma nascente.

E, se um dia, um sorriso te for negado,
Não te entristeças, não fiques com o coração magoado.
Pois, ninguém precisa mais do conforto de um sorriso,
Do que aquele que fechado em si mesmo, não aprendeu.
Então, com o amor e carinho em teu viso,
Simpática e generosamente... Dá-lhe o teu.

Sorria !

Sorria para todos, para tudo.
Sorria para você, sorria para a vida.
Sorria de corpo e mente.
Você consegue, você pode !
Um sorriso traz felicidade e bem-estar
Ninguém tem tanta assim que o possa desprezar.
Sorria, seu coração também vai se alegrar !

terça-feira, 9 de março de 2004

Uma boa interpretação


Certa vez um sultão sonhou que tinha perdido todos os dentes. Ele acordou
assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente, gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
E o outro sábio chegou e disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega.
No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS...



E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita...é que faz a diferença.

A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa.

Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.

Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceite com mais facilidade.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004

Mais um poema...bonito!

As palavras

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Obrigado,Nélia!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2004

Obrigado,Nélia Rodrigues!
Um bonito poema para vocês da Nélia...

Renascer


“Olhos negros,

fundos de tristeza

abalam castelos celestiais,

construídos de incessante alegria

castelos, que ninguém diria

que pudessem ser abalados...

Olhos pesados,

presos de sofrimento

transparentes de agonia,

destroem jardins perfumados

construídos de pleno êxtase...

Jardins, que ninguém diria

que deixassem de existir...

Olhos cansados,

soltos nas lágrimas

de palavras feridas,

eliminam a música de movimentos

dançados à luz das estrelas...

Passos, que ninguém diria

que se deixassem de dar...

Mas o coração é senhor

sobre todos os reinos,

conhece todos os jardins,

domina todas as danças

e apaga todos os lagos

em olhos cansados...

Usando o tempo como aliado,

vence todas as batalhas,

construindo castelos e jardins

com a ajuda da música...

Traz luz e côr

a olhos ansiosos por amor,

aconchega o perfume das flores

em seu regaço

e a lua e as estrelas

cantam de novo

aquela canção de embalar

e beija, beija aqueles olhos

num beijo rejuvenescedor de felicidade,

felicidade, que ninguém diria

que àqueles olhos pudesse jamais voltar... “

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Mais uma contribuição do meu amigo Nuno Mendes.

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que
hoje tem idade compreendida entre os 25-30.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando falei a um rapaz no
Tom Sawyer.
"Quem?", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...
Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas
sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos
deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em
mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não
conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói
canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Galáctica, que acalentava os
sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu
Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida,
com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; O Barco do Amor,
que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela
altura era actual...; E para acabar a lista, a mais clássica de todas as
séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a
morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não
sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram,
o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de
uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser
duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com
os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos
nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que
se vá a uma obra. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem,
por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em
que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à
toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio,
nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a
fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai,
está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a
possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a
uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo
"Moleculum infanticus", que não existiam antigamente. No meu tempo, se um
gajo dava um malho (muitas vezes chamado de "terno") nem via se havia
sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por
cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos
pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um
gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se
entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos
tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia
para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos
até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,
sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na
universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o
carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K,
tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos
e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil,
Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de
bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM
tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que
8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o
tóto de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e
que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum
partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.
Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes,
as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da
noite, os outros são proibidos de se dar com ele.
Valha-me Deus. "What's wrong with the world, momma?"

Obrigado,Nuno!

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.