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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O polvo


Tradução:

O polvo bêbado quer lutar contigo

Raridades e Recordações ( 40 )

Eu quero ser o Homem-Aranha!

O que forma uma praia?



PARA multidões de pessoas, a idéia de passarem um dia de agradável recreação à beira-mar é muitíssimo convidativa. Pode significar muito divertimento — nadar, tomar sol, empenhar-se em esportes e associar-se com amigos e entes queridos no ar fresco e livre, com o suavizante som da rebentação ao fundo. Em especial, no verão, a praia exerce poderosa atração.

Ao redor do mundo, as praias se alinham por milhares de quilômetros à beira dos oceanos, mares e lagos. Constituem locais de folguedo naturais, imaginados como sendo imutáveis, duradouros, quase permanente. Mas, para as pessoas observadoras que visitam a mesma praia, ano após ano, mudanças definidas se tornam patentes. A quantidade de areia na praia talvez flutue. Em alguns casos, mudanças radicais para melhor ou para pior podem ser notadas.

Ao usufruirmos as atrações da praia e observarmos suas transformações graduais, talvez algumas perguntas entrem em nossa mente. De onde veio toda essa areia? Por que algumas praias se tornaram tão vítimas da erosão, e outras praticamente desapareceram? Por que algumas faixas agradáveis são quase desnudadas de areia no inverno, apenas vindo a recobrar o suprimento nos meses do verão? As respostas a estas perguntas talvez nos surpreendam, em especial se, como a maioria das pessoas, nos inclinarmos a ver as praias em grande parte como coisas corriqueiras.

Nem Todas São Iguais

Se a pessoa não viajou muito nem visitou outras partes do mundo, concluirá facilmente que todas as praias são quase iguais. Deveras, porém, há grandes variações — na cor, na qualidade da areia, na inclinação da praia, e assim por diante. Por exemplo, em áreas vulcânicas, a praia freqüentemente consistirá em areia escura grossa, que se deriva da lava. Em outras regiões, as areias talvez sejam bem coloridas, compostas de corais de alto mar que se tornaram bem finas. Ainda outras praias talvez sejam reluzentemente brancas, pois são formadas de conchas quebradas que foram reduzidas a pó.

A maioria das praias, contudo, tem areia composta de pequenos cristais arredondados de quartzo, junto com diminutas partículas de muitos tipos diferentes de rocha. Esta areia vem principalmente das áreas interiores, sendo levada para o mar pelos rios e correntes. Talvez varie desde a muito grossa até a finíssima.

É tal grossura ou fineza da areia, convém lembrar, que determina em grande parte as características da praia. Se a areia da praia for razoavelmente grossa, então a inclinação da praia será relativamente íngreme. Tais grãos de areia grossa não se tornam densamente compactados por causa de sua própria natureza.

Por outro lado, a areia fina forma uma praia de forma inteiramente diversa. A inclinação da praia será mais gradual, a linha de rebentação continuará rasa por uma distância maior e, por esta razão, as ondas rebentarão muito mais longe. E a areia fina se compacta bem solidamente, de modo que se pode guiar carro sobre ela. Um notável exemplo disso é a Praia de Daytona, Flórida, nos EUA.

Governada por Leis

Mas, de onde provém toda essa areia, de qualquer maneira? Tinha a impressão de que resultava de a maré constantemente rebentar sobre as rochas costeiras? Isto talvez esteja envolvido, mas realmente só é responsável por uma pequena porcentagem da areia total das praias. Para a ampla maioria das praias do mundo, a resposta é bem diversa. Não foi senão nos últimos vinte anos mais ou menos que os homens começaram a entender melhor as forças que atuam sobre as praias e os efeitos resultantes.

À medida que os processos comuns de envelhecimento decompõem as formações rochosas, não raro bem no interior, as correntes e os rios transportam diferentes quantidades de sedimento para serem depositados nas embocaduras dos rios. Os sedimentos e argilas mais finos são logo levados para o mar, deixando atrás grandes quantidades de areia nos deltas dos rios. Mas, daí, como é que areia chega onde as praias são formadas? Para entender esta transferência, temos que examinar algumas das forças que atuam sobre uma praia.

As ondas que são geradas pelo vento no alto mar por fim gastam suas energias no litoral. Não obstante, nem sempre açoitam de frente a praia, isto é, as ondas nem sempre são paralelas ao litoral. Por esta razão, a energia das ondas da enchente se divide em duas partes. A parte principal se dirige perpendicularmente à praia e se dissipa na rebentação. A segunda parte, muito inferior em energia total, se dirige numa corrente paralela à praia e se restringe entre a areia seca e a linha de rebentação. Esta corrente pode ser assemelhada a um rio, tendo como uma das “margens” a beira da praia seca, a outra “margem” sendo a linha mar adentro em que a primeira onda começa a rebentar.

Este rio talvez flua costa acima ou costa abaixo, dependendo da direção das ondas de enchente. Este “rio” costeiro é bem semelhante a seus primos que fluem através da terra firme, no sentido de que é capaz de transportar grande quantidade de sedimento. O sedimento transportado pelo “rio” costeiro, naturalmente, é a areia que constitui a praia pela qual flui.

A areia trazida por estes “rios” costeiros talvez envolva grandes quantidades — em algumas áreas, milhões de toneladas de areia por ano. Isto envolveria muitos vagões ferroviários de areia que chegassem à costa a cada dia do ano. A quantidade, contudo, varia de região a região, mas podemos claramente ver que a areia trazida pelos rios e correntes até o oceano vem a ser distribuída ao longo do litoral.

Ao passo que este processo de transporte de areia prossegue de contínuo, ainda outro processo se acha em operação. Este processo é um que transforma a aparência da própria praia de uma estação para outra. Na maioria das praias do mundo, as ondas de enchente são menores e mais brandas nos meses de verão, e maiores e mais poderosas nos meses de inverno. As ondas mais brandas tendem a puxar a areia praia acima, ao passo que as ondas tempestuosas do inverno arrastam a areia da praia e a depositam em grandes montes paralelos à praia. Chamamos estes montes de bancos de areia. Ao retornarem as ondas mais brandas do verão, os bancos de areia tendem a desaparecer, à medida que a areia é mais uma vez levada para a praia.

Caso todas as areias trazidas pelos rios para os oceanos permanecessem nas praias, por fim teríamos amplas e arenosas praias ao redor de todos os nossos continentes. Mas, conforme se verifica, grandes quantidades de areia são perdidas em alto mar à cada ano, além do ponto em que as ondas possam influir nelas.

O Homem Transtorna o Equilíbrio

A mão do homem em muitos lugares atingiu o equilíbrio natural. A construção de baías e quebra-mares não raro produziu grandes mudanças nos litorais próximos. Entre outros efeitos, pode-se notar o acúmulo de areia de um lado duma baía, custosas operações de dragagem dentro da própria baía, e a erosão da praia do lado oposto. Na verdade, este é apenas um dos custos do progresso, conforme o homem o vê, mas há ainda outro problema que está vindo a ter cada vez maiores complicações.

O controle das enchentes, a conservação da água e as instalações hidrelétricas resultaram na construção cada vez maior de represas em todas as partes do mundo. Tais represas reduzem grandemente a capacidade dos rios e correntes de transportar sedimentos, cortando assim seriamente a reserva de areia destinada à formação de praias. Quando os deltas dos rios não mais suprem quantidades suficientes de areia, as praias imediatamente abaixo da costa começam a sofrer erosão. O excelente equilíbrio entre a perda e o lucro de areia foi transtornado.

Trazer areia de outras áreas e lançada na praia despojada só pode ser uma medida temporária, pois o processo da erosão continuará a levar embora a areia para o mar. O custo da reposição artificial da areia poderia tornar-se proibitivo.

Outro método da manutenção de praias envolve a construção de estruturas litorâneas, mais comumente o tipo longo e estreito, construído em ângulos retos para com a praia e projetando-se na rebentação. Estes “espigões” podem ser chamados de pedras grandes ou obras de madeira. A idéia é reter a areia à medida que é transportada pela praia, de modo a evitar maior erosão.

A erosão das praias é deveras crescente problema, em especial nas áreas densamente populadas do mundo. Propriedades à beira-mar correm graves perigos. Os humanos, de vida curta, com seu conceito limitadíssimo do futuro, adiantaram-se em planos para produzir lucros imediatos, financeiros ou de outra forma, planos estes que se voltam contra eles com inesperados resultados desastrosos. Assim, ao passo que grande parte da população dispõe por fim de tempo extra para recreação, cada vez mais das áreas naturais recreativas ao longo dos litorais da terra estão desaparecendo.

A formação duma praia verdadeiramente bela e natural está além do engenho do homem. Em contraste, as forças criativas e de manutenção da parte de Deus há longos séculos mantiveram as praias do mundo como locais de refrigério e descontraimento.

in Despertai de 22/2/1972 pp. 20-22

Provérbio da semana ( 18:24 )

Há companheiros dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma tentativa romântica...

Sem nada para fazer?



Tradução:

No caso de não ter nada para fazer, parta o vidro e depois varra os vidros partidos.

Raridades e Recordações ( 39 )

Linda...
Adormeçam ao som deste sol...

Vale a pena cuidar de seus sapatos



VALE a pena cuidar de seus sapatos de muitos modos. Por um lado, economiza dinheiro. Sapatos bem cuidados não têm de ser substituídos tão amiúde.

Também, com o devido cuidado, seus sapatos sempre terão boa aparência quando os calçar. Destacarão a sua aparência, ao invés de prejudicá-la.

Mas, talvez o maior benefício seja que sapatos bem cuidados calçam melhor e mais confortavelmente. Isto poderá significar melhor saúde e bem-estar para o leitor.

Comprar Sapatos

O tempo de se começar a cuidar dos sapatos é quando os compra. É sábio comprar os de boa qualidade. Na verdade, seu custo inicial talvez seja mais elevado. Mas, a longo prazo, são mais econômicos. Poderá usá-los por longo tempo, colocando três ou quatro solas novas antes que se gastem. E, ademais, sempre terão melhor aparência e serão mais confortáveis.

Favorece-se usualmente o couro para os sapatos, porque já serviu como pele para um animal vivo. Dispõe de muitos poros microscópicos. Assim, permite que entre ar fresco no sapato e saia o suor. “Respira.” Esta troca de ar e umidade através do couro é saudável e confortável para os seus pés.

Naturalmente, há pessoas que compram sapatos de materiais artificiais. Embora tais sapatos aparentemente não “respirem” tão bem, se é que respiram, e, assim, se inclinem a causar mais transpiração nos pés, alguns acham que têm suas vantagens. Por exemplo, podem ser menos custosos. Também, são consideravelmente à prova d’água. Mas, os sapateiros geralmente afirmam que sapatos feitos de couro são melhores.

Se decidir comprar sapatos de couro, há certas coisas a examinar dentro do sapato. É a base do salto de couro real? É também a palmilha, aquela parte em que repousa o metatarso do pé? O que dizer do revestimento do salto? Tais partes são todas de couro em sapatos de qualidade. Mas, em muitos sapatos, usam-se cartolina e outros materiais inferiores. Estes impedem a evaporação, e estragam mais rápido do que o couro.

Vire o sapato e examine a sola. Há pontos que seguram o solado à vira do calçado, aquela tira estreita de couro em torno do solado? As solas de muitos sapatos mais baratos são simplesmente coladas, e assim se soltam com facilidade.

Será de couro a sola exterior? O couro é mais resistente aos furos do que a borracha. E, tem melhor aparência, visto que suas extremidades aceitam melhor o lustre. No entanto, a borracha é mais resistente à água e, provavelmente dure mais pelo que custa do que a maioria dos couros. Assim, solas de borracha talvez sejam preferidas em alguns casos mais do que o couro. Mas, para o salto, a borracha é definitivamente superior ao couro nos sapatos de homem, durando mais e sendo mais confortável.

Cuidado de Sapatos Novos

Ao obter um novo par de sapatos, é sábio dar-lhes pronta atenção. O cuidado que os sapatos obtêm quando novos influi em quanto duram.

Primeiro, muitos verificam que é bom tratar os sapatos novos com um repelente de água à base de silicone, líquido que penetra no couro. Mantém os sapatos macios e confortáveis, e impede que a água, os sais e o suor ressequem o couro. Depois desta aplicação, deixe que os sapatos se sequem cabalmente.

Em seguida, os sapatos novos devem ser protegidos com graxas. Boas pastas de sapatos possuem uma boa combinação destas graxas. Elas nutrem o couro, bem como impedem a sujeira. Mas, as graxas líquidas ou de aerossol deixam de prover a proteção adequada.

Se os sapatos forem de uma matiz indefinida, talvez seja difícil encontrar uma graxa da cor que combine com eles. Cinzas, cores esbranquiçadas e pastéis são particularmente difíceis de igualar. Para tais cores é aconselhável usar-se graxa incolor.

Quando calça sapatos novos, tenha especial cuidado de que a lingüeta e os cordões estejam lisos e na posição correta. Se começarem a ser usados corretamente, é provável que continuem assim.

Contínuo Cuidado dos Sapatos

Os sapatos exigem contínuo cuidado, não apenas quando são comprados. Isto envolve verificar como anda. Se deseja que tenham boa aparência, não viva chutando coisas ou, de outras formas, abusando descuidadamente dos sapatos.

Também, tenha cuidado quando os calça e quando os tira. Não force os sapatos por colocá-los ou tirá-los sem desamarrar os cordões. Se o fizer, talvez cause dano ao contraforte do sapato, talvez forçando-o a perder a forma. Usar uma calçadeira representa cuidar bem dos sapatos. Protegerá o contraforte dos sapatos.

Recomenda-se não raro que se usem pés de madeira ou fôrmas, especialmente nos sapatos de homem. Tais fôrmas se ajustam ao sapato para manter sua devida forma, impedindo que se curvem ou enruguem. Mas, deve-se exercer cuidado para que as fôrmas não sejam ajustadas com tanta pressão que obriguem o sapato a perder a forma. Com efeito, certo sapateiro, que tem visto muitos sapatos serem danificados por muitas fôrmas indevidamente ajustadas, acha que usualmente causam mais dano do que bem.

Examine regularmente a condição de seus sapatos. Se houver algum talho ou marca de raspão, o que pode fazer? Lápis craiões de “retoque” podem ser comprados em certas lojas ou oficinas de conserto de sapatos. A área raspada deve ser colorida para igualar-se ao sapato, passando-se graxa sobre ela para cobrir o dano.

O que revela o exame de seus solados? Vale a pena não permitir que se gastem nas extremidades, de modo que a vira do calçado precise ser consertada ou substituída. Este conserto é caro. Também, os saltos devem ser substituídos antes que fiquem por demais gastos. De outra forma, podem contribuir para problemas de porte.

O bom cuidado dos sapatos envolve permitir que descansem e sequem. Muito embora o couro “respire”, os pés suam de tal modo que a umidade se acumula nos sapatos. Isto é prejudicial, estragando o couro interno. Assim, quando possível, é sábio ter mais de um par de sapatos, de modo que um par seja usado um dia e o outro no dia seguinte. A longo prazo, tal prática se prova econômica.

Limpeza e Lustre Regulares

A melhor forma de poder cuidar de seus sapatos é por manter o couro em boas condições. Vale a pena engraxá-los amiúde, mais ou menos uma vez por semana. As graxas na pasta para calçados impedem que o couro resseque e rache.

Mas, certifique-se de que os sapatos estejam secos e limpos antes de engraxá-los. Jamais engraxe sapatos sujos. Usualmente, a limpeza envolve a remoção do pó com um pano, embora, às vezes, um pano úmido ou molhado seja necessário.

Quando os sapatos estiverem bastante sujos, um sabão especial para couro é bom agente de limpeza. É melhor aplicá-lo como espuma, usando-se uma esponja não mais molhada do que o necessário para criar grossa espuma. O sabão para couros é bom porque também age como lubrificante do couro. Não obstante, o sabão comum e água tépida também removerão a sujeira absorvida ou incrustada. Daí, certifique-se de esperar até que os sapatos fiquem completamente secos antes de lustrá-los.

Alguns preferem aplicar a graxa com os dedos. Crêem que por passar de leve os dedos na graxa e então no sapato, a fricção aumenta e a graxa penetra melhor no couro. Também, crêem que a graxa pode ser mais igualmente distribuída desta forma; dificilmente se aplicaria graxa demais. Mas, por certo, o uso dum paninho ou esponja de pó podem impedir que seus dedos fiquem sujos. Depois de aplicar a graxa, rápida esfregada com escova ou pano macio produzirá o lustre.

Deixas Para Cuidados Especial

Uma situação crítica para os sapatos é quando ficam ensopados. Talvez pise em lama profunda. O que deveria fazer?

Depois de retirar os sapatos, remova os cordões ou abra as alças completamente para expor o interior. Recheie-os com bolas de jornal amassado, ou insira fôrmas de sapato de madeira. Limpe as superfícies externas com um pano velho. Daí, deixe-os secar num lugar relativamente fresco. Jamais os coloque perto do calor ou fogo para secar, pois isto fará rachar o couro. Depois de estarem quase que secos, talvez precise passar um sabão especial para couros para terminar o trabalho de limpeza.

Quando os sapatos estiverem inteiramente limpos e secos, podem ser tratados com um repelente de água à base de silicone. Deixe que se sequem. Daí, esfregue no couro uma boa pasta de sapatos, e lustre-os de forma regular com graxa. Seus sapatos devem ficar tão bons quanto os novos!

Mas, o que fazer se ficar com sapatos manchados, com manchas que não saem com água e sabão? Talvez fiquem com manchas de alcatrão. Jamais use álcool ou agentes descorantes. Estes estragarão o couro. Antes, use um fluido para lavar a seco destinado a tecidos. Molhe a ponta do pano no agente de limpeza e a esfregue de leve nas manchas.

A forma de limpar sapatos de camurça é esfregar de leve com uma escova de camurça, mas uma lixa bem fina resolve melhor o problema da remoção de manchas.

Aplicar as sugestões acima muito contribuirá para fazer com que seus sapatos sejam apresentáveis e durem mais. Realmente vale a pena cuidar de seus sapatos.

in Despertai de 22/2/1972 pp. 17-19

Provérbio da semana ( 18:23 )

Aquele de poucos meios profere rogos, mas quem é rico responde de modo forte.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Vantagens


Tradução:

As vantagens de ser daltónico

Consegui!

Raridades e Recordações ( 38 )

Um pouco de nonsense... É o gorila, é o gorila, vou-te devorar!!!!

Por que suas orelhas são enrugadas




OS ESTUDIOSOS da audição humana certa vez pensavam que os pavilhões auditivos externos do homem eram simples decorações enrugadas em sua cabeça. Achavam que não tinham nenhuma finalidade útil, exceto a de atuar como ineficazes trombetas auditivas. Mas, o Dr. Dwight Batteau, da “United Research, Inc.”, de Cambridge, Massachusetts, verificou que as orelhas externas são enrugadas para servir um propósito bem útil. Tais curvas, ondulações e reentrâncias das orelhas ajudam todas a determinar de que direção provém o som, e até mesmo a distância aproximada de sua fonte. Eis aqui como se crê que fazem isto:

Os complexos canais ou convoluções, sim, tais rugas de suas orelhas, adicionam pequeno som refletido ou eco a qualquer som que ouça. Este leve eco adicional variará com diferentes ângulos em que os sons se originem. Por exemplo, se ouvir um som vindo de cima, o diminuto eco acrescentado pelas rugas de suas orelhas diferirá do que adicionam ao som proveniente de baixo ou do que vem de trás do leitor.

Então, este diminuto eco entrará em seus ouvidos uma fração de segundo depois do som principal. Daí, aquela parte de seu cérebro que cuida de sua audição analisará este som principal e seu eco acompanhante atrasado. E, por tal análise, fica imediatamente cônscio das direções de onde provém o som. Tão rápido acontece tudo isto que nem sequer se dá consciência disso. Ademais, quando ouve um som procedente de sua direita, então seu ouvido direito ouve-o pouco antes de seu ouvido esquerdo, e vice-versa. Isto também tem sua parte em sua habilidade de saber de que direção o som se origina.

Assim, mesmo com os olhos fechados, pode dizer se o som veio de trás ou de sua direita, ou da sua esquerda, ou de cima. Sim, tais rugas em suas orelhas aumentam o sentido de direção de sua audição, e isto aumenta o prazer da vida. Com isto, sabe para onde olhar ao ouvir o agradável canto dum pássaro empoleirado em certa árvore, ou a batida de um pica-pau à procura de larvas de insetos. Aumenta o prazer de ouvir música estereofônica. Pode deleitar-se de ouvir o som sedoso dos violinos por um alto-falante, e o floreado dos pistons por meio de outro.

Sim, suas orelhas são enrugadas para aumentar seu usufruto da vida.

in Despertai de 22/2/1972 p. 12

Provérbio da semana ( 18:21 )

Morte e vida estão no poder da língua, e quem a ama comerá os seus frutos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Raridades e Recordações ( 37 )

I want...

Epilepsia




ERA meio-dia num ginásio da Califórnia, EUA. Uma atraente jovem do décimo ano descia as escadas, junto com muitas de suas colegas. Subitamente, caiu ao solo. Os músculos de seu corpo se endureceram. Brevemente deixou de respirar, e seus músculos entraram em contrações, agitando violentamente seu corpo. Muitas colegas olhavam ansiosamente, tomadas de completa surpresa com o que viam acontecer à jovem. Tratava-se dum ataque epiléptico.

Como reagiria se a jovem fosse sua colega ou conhecida? Continuaria a tratá-la como amiga? Ou, pensaria agora que era um tanto indesejável? Sentiria medo dela e tentaria evitá-la?

Conceitos Primitivos e Atitudes Atuais

Por milhares de anos cria-se comumente que havia algo de mágico ou demoníaco ligado à epilepsia. Os epilépticos eram acusados de feitiçaria e relegados ao ostracismo. Abriam-se buracos em suas cabeças e eram tratados com ferros quentes para expulsar os maus espíritos. Sua perturbação era tida como “mancha familiar” hereditária, e como causando o retardamento mental.

Tais conceitos persistiram até os tempos modernos, e foram incluídos nas leis dos países. Na década de 1950, cerca de um terço dos estados dos Estados Unidos possuíam leis que restringiam o casamento dos epilépticos. Muitos estados também possuíam leis de esterilização aplicáveis a eles. Proibia-se os epilépticos de guiar automóveis. Poucas firmas os empregavam.

Assim, o antigo diretor do Instituto Nacional das Moléstias Neurológicas e Cegueira, Dr. Pearce Bailey, sentiu-se movido a comentar: “A epilepsia é a única perturbação em que o sofredor fica mais prejudicado pela atitude da sociedade do que pela sua deficiência.”

Felizmente, o conceito melhorou nos últimos anos. Quase todos os estados dos EUA apagaram as leis de esterilização aplicáveis aos epilépticos, bem como as leis que os proibiam de casar-se. Tornou-se possível aos epilépticos obter uma carteira de motorista por todos os Estados Unidos. A Dinamarca, já em 1937, permitia que os epilépticos obtivessem carteiras de motoristas. E os patrões agora estão mais inclinados a empregá-los.

Em harmonia com o conceito melhorado, há a mudança de atitude do público em geral, como refletida nas enquêtes do Instituto Estadunidense de Opinião Pública. Em 1949, 57 por cento das pessoas inquiridas afirmaram que não objetariam a que seu filho brincasse com epilépticos, em comparação com 81 por cento que afirmaram em 1969 que não objetariam. Quando inquiridas se achavam que a epilepsia era uma forma de insanidade, 59 por cento, em 1949, disseram “Não”, mas, em 1969, 81 por cento responderam “Não”. E, em 1949, apenas 45 por cento pensavam que os epilépticos podiam ser empregados, ao passo que, em 1969, 76 por cento achavam que deviam ser empregados.

Qual é sua opinião de tais assuntos? Hesitaria em associar-se com epilépticos ou permitiria que seus filhos o fizessem, pensando talvez que tal perturbação é necessariamente causada por espíritos perversos?

O Que É a Epilepsia

Epilepsia é um termo que abrange uma variedade de condições básicas. Todas estas condições, contudo, têm um sintoma dominante em comum: ataques recorrentes. E se tem verificado que as várias formas de epilepsia também possuem em comum o mal funcionamento de algumas células do cérebro.

Por perscrutar o cérebro, aprendemos que suas células emitem impulsos elétricos. O disparo elétrico das células cerebrais é normalmente rítmico, formando padrões semelhantes a ondas. Inventou-se certa máquina que pode captar estes padrões de ondas e registrá-las numa tira móvel de papel. Mas, em alguns, a atividade elétrica do cérebro se torna interrompida temporariamente, e lançam-se mensagens deficientes aos centros de ação do corpo. Isto resulta num ataque epiléptico. Mas, a perturbação no cérebro, às vezes chamada de “tempestade”, logo passa, e termina o ataque.

Assim, pode-se ver por que o Dr. Louis D. Boshes, explicou: “A epilepsia não é doença. É sintoma de que há algo de errado com o cérebro — assim como a febre não é doença ou enfermidade em si mesma, mas sim um sintoma de que há uma infecção em alguma parte do corpo.”

Longe de ser uma condição rara, a epilepsia é bem comum. Crê-se que uma pessoa em cada cem é atingida, a maioria delas crianças, nos EUA. Isso equivale a mais de dois milhões de epilépticos nos Estados Unidos! Em adição, milhões mais, em uma ocasião ou outra, tiveram ataques isolados, mas isto não é classificado como epilepsia, pois tais ataques não são recorrentes.

Embora os ataques variem grandemente em suas manifestações, há três formas principais alistadas freqüentemente pelas autoridades. Cada uma se associa com característicos padrões de ondas cerebrais, refletindo o tipo de “tempestade” elétrica no cérebro. A forma mais grave é a sentida pela jovem descrita na introdução do artigo. Ela possuía o grand mal, que é o que a maioria das pessoas consideram como verdadeiro ataque epiléptico.

Embora um ataque de grande mal possa ser aterrorizante para o espectador, visto que a vítima fica inconsciente, não é doloroso e raramente causa dano. As contorções e convulsões do corpo duram apenas cerca de um minuto, embora pareçam mais demoradas para alguém que observa. A pessoa então se descontrai, e, depois de alguns minutos, talvez já fique de pé e possa reassumir as atividades normais, como se nada lhe tivesse acontecido.

Uma segunda forma principal é o petit mal, comum na faixa etária de cinco a doze anos. No entanto, esta forma raramente continua na vida adulta. Caracteriza-se por breves interrupções da consciência, que de usual duram apenas de cinco a dez segundos. Podem ocorrer com freqüência cem vezes ou mais por dia. Os olhos talvez virem para trás e talvez haja pequeno movimento de convulsão da cabeça ou dos braços mas a pessoa não cai. Imediatamente depois da crise, a pessoa fica mentalmente alerta e pode continuar em suas atividades.

Os ataques psicomotores constituem a terceira forma principal de epilepsia. Caracterizam-se por movimentos estereotipados automáticos ou comportamento esquisito. A vítima parece ter-se “desligado” de uma só vez, empenhando-se em atividades irrelevantes. Ou, talvez, comece a mexer ou a repuxar suas roupas, a examinar objetos em sua volta ou a andar em redor. Um paciente, numa sala de espera, foi certa vez observado apanhando um cinzeiro e dirigindo-se de pessoa em pessoa, oferecendo pontas de cigarros a cada uma delas.

Um ataque psicomotor usualmente só dura dois ou três minutos. Depois, há geralmente pouca ou nenhuma recordação do ocorrido. Apenas se a pessoa for fisicamente restrita talvez pareça irada ou se torne teimosa.

Embora o mal funcionamento das células cerebrais seja a fonte da dificuldade, a inteligência não é atingida. A maioria dos epilépticos têm inteligência mediana, alguns são brilhantes e, como qualquer grupo da população em geral, alguns estão abaixo da média.

Causas Físicas

O que provoca “tempestades” elétricas recorrentes no cérebro das pessoas, trazendo os ataques? O fato é que, na maioria dos casos de epilepsia, a causa não é conhecida. Contudo, diz-se que tudo que prejudique as células nervosas do cérebro pode ser responsável.

Assim um golpe no cérebro pode ser a causa, ou um tumor cerebral. Infecções também podem ser responsáveis. Os vírus que causam o sarampo, a meningite e outras doenças podem percorrer a coluna espinhal e atingir o cérebro. Ou um desequilíbrio na química do corpo talvez seja a fonte da perturbação. Por exemplo, o corpo da pessoa talvez não tenha certa enzima que pode levar a uma irritação das células cerebrais. Ou a deficiência de piridoxina, a vitamina B6, pode ser responsável.

Embora os transtornos emocionais não sejam reconhecidos como causando a epilepsia, freqüentemente provocam os ataques em pessoas já sujeitas a eles. Preocupações financeiras ou domésticas, o temor dos ataques ou outros fatores transtornadores, podem precipitar os ataques. Nas moças, os ataques às vezes ocorrem apenas em associação com o ciclo menstrual, em geral antes da menstruação.

Parece que alguns têm predisposição à epilepsia. É esta tendência que parece passar de geração em geração, assim como a suscetibilidade a outras perturbações, tais como o câncer e as doenças cardíacas também parecem ocorrer em famílias. A epilepsia em si mesma, porém, não é herdada. Destarte, as leis que proíbem os epilépticos de casar-se têm sido amplamente repelidas. O conceito aceito em geral é que o epiléptico tem a possibilidade de um em cinqüenta de ter um filho epiléptico, e uma pessoa não epiléptica tem uma possibilidade de um em duzentos.

Conceito Encorajador

É encorajador que as crianças epilépticas com freqüência se recuperam da epilepsia ao crescerem. Também, pelo menos a metade de todos os epilépticos agora podem ficar livres de ataques. Em outros 35 por cento, os ataques podem ser drasticamente reduzidos. Até mesmo os restantes 15 por cento dos epilépticos podem ser ajudados. Como isto é feito?

Principalmente por meio de drogas anticonvulsivas. Atualmente, vinte ou mais se acham disponíveis, o fenobarbitol e o sódio difenil-hidantoína sendo as mais amplamente usadas. A terapia envolve encontrar-se a dosagem de uma droga, ou uma combinação de drogas, exigida para se eliminarem os ataques, ao passo que se empenha em evitar os efeitos colaterais, ao máximo possível. As drogas atuam de forma a suplementar os equilíbrios químicos naturais do corpo e assim suprimir a atividade elétrica anormal do cérebro. Mas, as drogas não constituem curas. São tomadas regularmente para evitar ataques, assim como os diabéticos tomam regularmente insulina para manter a saúde.

Mas, a fim de obter o máximo benefício da terapia de drogas, o conceito mental saudável e um estilo de vida saudável é vital. Os temores, as frustrações e as ansiedades que podem provocar ataques precisam ser mitigados. E, a melhor medicina para isto é o AMOR. O epiléptico precisa sentir-se desejado e que os outros realmente se interessam por ele.

É importante, também, a devida nutrição, descanso, exercício e moderação em todo aspecto de sua vida. Os ataques em alguns epilépticos têm sido controlados por se tomarem suplementos dietéticos de vitamina B6 e magnésio.

Controlados os ataques, o epiléptico age de forma tão normal como qualquer outro. Assim, depois de um período livre de ataques, usualmente de um a dois anos, permite-se que os epilépticos obtenham carteiras de motorista nos EUA. É somente correto que se lhes permita usufruir um emprego adequado. Depois de um estudo extenso, o Dr. Melvin M. Udell disse que não encontrou “evidência substancial para provar qualquer verdadeira diferença no trabalho efetuado pelos epilépticos e outros”.

Ser de Ajuda

Se for parente, amigo ou simples conhecido de um epiléptico, certamente deseja ser de ajuda. E, talvez, a melhor maneira de poder fazer isto é por tratar o epiléptico de forma tão normal quanto possível. De todas as formas, não tente evitá-lo ou tratá-lo como sendo algo indesejável. Lembre-se, a epilepsia somente se deve ao mal funcionamento físico, assim como a afecção cardíaca e outras perturbações semelhantes.

No que tange às crianças epilépticas, não seja demasiadamente protetora. Deixe que se empenhem nas atividades das outras crianças. Ataques reais raramente ocorrem em períodos de atividade física, de modo que o perigo enquanto brincam é mínimo. Naturalmente, quanto às crianças sujeitas a ataques freqüentes, atividades tais como andar a cavalo e subir em árvores são sabiamente proibidas.

O que fazer se testemunhar um ataque? Mantenha-se calmo. Não há nada que possa fazer para pará-lo. Limpe a área ao redor da pessoa de modo a que não se fira, e não tente interferir com seus movimentos. Se sua boca estiver aberta, pode colocar um objeto macio, tal como um lenço limpo dobrado, entre os dentes laterais, de modo que não morda a língua. Mas, cuide de fazer isto de forma a não ficar com os dedos mordidos. E, quando terminar o ataque, pode estar ali ao seu lado e falar com a pessoa de modo calmo e encorajador.

in Despertai de 8/2/1972 pp. 20-24

Provérbio da semana ( 18:20 )

Dos frutos da boca do homem fartar-se-á seu ventre; fartar-se-á mesmo com o produto dos seus lábios.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ha... Ha!!


O desespero de muita gente!

Raridades e Recordações ( 36 )

Há por aí tantos a cantar em playback...

Pode a natação trazer-lhe proveito?



DURANTE o tempo quente há um êxodo em massa para as piscinas, praias e lagos. Muitos parecem gostar de nadar. Mas, há valor real em saber nadar? Pode a natação trazer-lhe proveito?

Nadar é obviamente uma forma agradável de distração. Mas, é também atividade muito sadia. Alguns médicos a recomendam como tratamento e prevenção de muitos distúrbios mentais e físicos.

Numerosos Benefícios

Certa enfermidade que a natação às vezes melhora são as varizes. O movimento na água as massageia e repuxa, dando às veias um tono mais firme. De fato, toda parte externa do corpo recebe massagem da água à medida que o nadador se move. A natação com freqüência ajuda os acometidos de insônia, seus nervos sendo suavizados pelos efeitos da água.

Mas, de especial proveito é o excelente exercício. Praticamente todo músculo do corpo é envolvido nos movimentos coordenados do nadador. Pode-se criar excelente tono muscular. Melhora-se com freqüência a circulação, e também a função dos rins, intestinos e outros órgãos internos.

Nadar também pode ser útil em melhorar a aparência. Bater as pernas serve para firmar os quadris e as coxas, e com o tempo pode contribuir para adelgaçar a cintura. As braçadas fortalecem os músculos do ombro e das costas, e auxiliam a postura. Em alguns casos, notou-se que nadar melhora até a tez, fazendo muitas vezes que a acne nos jovens desapareça.

Mas, saber nadar pode revelar-se ainda de maior valor. Pode salvar sua vida. Milhares de pessoas se afogam cada ano. E cerca da metade dos afogamentos ocorrem dentro de apenas seis metros da segurança! Se tão-somente as pessoas soubessem nadar, ou nadassem melhor, muitos poderiam salvar a vida numa emergência.

Não É Perícia Natural

As pessoas não sabem nadar por natureza, como os peixes, as rãs e outros animais. Os humanos precisam aprender a nadar. Mas, trata-se duma perícia que pode ser adquirida sem muita dificuldade.

Nadar é simplesmente mover os braços e as pernas de modo a impelir o corpo através da água. Há vários métodos de assim fazer. Alguns visam a velocidade, ao passo que outros se prestam mais a percorrer longas distâncias sem se cansar. É melhor aprender mais de um método. Isto não só provê mais satisfação e melhor exercício, mas pode salvar-lhe a vida.

Nadar “Cachorrinho” e Nado Livre

Dão-se nomes aos diversos métodos de natação ou nados. O mais fácil de aprender é o que chamam de nadar cachorrinho. É natural para os humanos, lembrando a posição do corpo e o movimento dos braços e das pernas de um bebê engatinhando pelo chão. A respiração não constitui problema, pois pode-se manter a cabeça fora d’água. Criancinhas bem novas amiúde aprendem logo esse nado, às vezes nadando uma boa distância com dois anos de idade.

Mas, nadar cachorrinho é lento e bastante desgracioso. Assim, a maioria dos nadadores o abandonam e procuram aprender o nado livre, o mais rápido de todos os nados. Por volta de 1900, um australiano, Richard Cavill, segundo se relata, o aprendeu do filho de um agricultor das Ilhas Salomão. Investigações posteriores revelaram que os ilhéus o vinham usando há tanto tempo quanto os nativos podiam lembrar.

Mas, o problema é que o nado livre é difícil de dominar. Erguem-se alternadamente ambos os braços fora d’água, dando-se braçadas. Mas, muitas pessoas não fazem isso direito. Quase não dobram os cotovelos quando os erguem fora d’água, e arremetem os braços para a frente formando um amplo arco. Isto tende a desalinhar seus quadris e suas pernas, fazendo-os gingar e interferindo com a correta batida de pernas. As pernas devem ser mantidas quase que retas, e movidas para cima e para baixo desde os quadris, dando-se batidas poderosas, com os calcanhares apenas tocando a tona da água. Devem-se descontrair os tornozelos.

A respiração correta é especialmente difícil de dominar, e contudo é absolutamente essencial se a pessoa há de nadar bem longe. A medida que se gira regularmente o rosto para um lado, aspira-se rapidamente ar pelo canto da boca. Muitas nadadores, porém, levantam toda a cabeça para um lado ou para a frente. Isto tira o corpo da posição horizontal correta na água, criando resistência frontal e retardamento.

O bom nadador mantém a cabeça na água, e quando gira o rosto para o lado, em realidade obtém o ar que precisa abaixo da linha da água normal — da ligeira cava ou bolsa criada quando a cabeça corta a água. Daí, quando o rosto gira para baixo da superfície, expele-se o ar debaixo d’água pelo nariz.

Quando os movimentos dos braços e das pernas e a respiração são corretamente sincronizados e executados, o nado livre passa a ser de uma precisão que dispensa esforço. É muito gracioso. Mas, não é simplesmente assim que a maioria das pessoas nadam. Debatem-se na água. Em resultado, a maioria dos que nadam o nado livre cansam-se muito depressa. A Guarda Costeira dos EUA calcula que a metade de todos os norte-americanos não conseguem nadar quinze metros! Assim, em emergências, muitas vezes se afogam.

Portanto, para a própria segurança é sábio saber outros nados. Nados executados inteiramente abaixo da água são mais fáceis de aprender, cansam menos, e por isso, podem ser mais agradáveis. Mas, são especialmente valiosos porque podem habilitá-lo a salvar sua vida numa emergência.

Nados Valiosos de Se Saber

Um de tais nados é o nado lateral. Quando bem aprendido, torna o nadar uma atividade realmente agradável para a maioria das pessoas. Os braços nunca precisam ser levantados fora d’água. E em virtude de que o rosto nunca fica submerso, não há o problema do controle da respiração. Assim, o nadador que executa esse nado é ajudado a descansar e a ficar calmo.

Na execução do nado lateral, o nadador fica de lado na água, com uma das orelhas na água. Começando com ambos os braços perto do queixo, puxa-se o braço superior direito para trás e o braço inferior é estendido para a frente. No mesmo instante, fecham-se as pernas com um golpe de tesoura Mantém-se a posição momentaneamente para dar uma boa deslizada. Daí, trazem-se novamente de volta as mãos numa posição próxima ao queixo, e abrem-se as pernas para outro golpe de tesoura. Ao aprender a aproveitar o deslize, e assim nadar de modo mais lento e descansado, talvez percorra mais de nove metros com cada dez braçadas.

Ao ficar cansado de nadar com o rosto dentro d’água ou de nadar de lado, e repousante virar de costas e utilizar outro nado. O nado elementar de costas é ideal para isto. Permite uma verdadeira facilidade de movimento na água. E outra vantagem é que se efetua a respiração inteiramente acima da superfície. Esse nado é talvez o menos cansativo de todos. Tem sido usado com êxito para ensinar os não-nadadores menos dotados a percorrer mais de cem metros depois de apenas algumas horas de instrução.

O nadador fica de costas na água. Seus braços perfilam os seus lados, e suas pernas são estendidas retas. Movem-se as pernas alternadamente para baixo e para cima desde os quadris, batendo-as devagar. Descontraem-se os tornozelos. Durante as batidas, os dedos do pé podem apenas tocar a superfície.

As braçadas são especialmente fáceis, exigindo um mínimo de esforço. Trazem-se ambos os braços de vez até mais ou menos a altura dos ombros. São dobrados nos cotovelos. Daí, são trazidos bastante abruptamente para o lado das coxas, as mãos permanecendo todo o tempo debaixo da superfície da água. Exceto para este movimento rápido para os lados, os braços se movem bem vagarosamente. Não se deve dar mais de umas seis braçadas no espaço de dez metros.

Quando as pessoas sabem estes nados mais repousantes, não só gostam mais da natação, mas têm menor probabilidade de se afogarem. Sabem que se chegarem a ficar cansadas e começarem a enfraquecer, podem virar para uma posição diferente na água e usar outro nado.

Permanecer à Tona

A coisa importante se ficar em apuros é NÃO ENTRAR EM PÂNICO. Não se debata na água. Mantenha-se calmo. Mesmo se se cansar e não puder nadar mais, ainda pode permanecer à tona.

A maioria dos nadadores principiantes pensam que precisam bater as pernas e mover vigorosamente os braços para não afundar. Mas, isto não é verdade. Procure descontrair-se. A maioria das pessoas possuem flutuabilidade natural, e permanecerão à tona prontamente se evitarem o pânico.

Faça o seguinte: Fique de costas na água, com o rosto para cima. A água cobrirá suas orelhas, mas o nariz e a boca ficarão acima da superfície. Abra os braços e faça um ligeiro movimento remador com as mãos. Respire normalmente. Para impedir que suas pernas afundem, bata-as de leve de vez em quando.

Ou outro modo de permanecer à tona é assumir uma posição vertical na água, mas encurvar-se para a frente. Deixe os braços soltos molemente na altura dos ombros. Talvez fique surpreso, mas a maioria das pessoas não afundarão. Mesmo sem nenhum movimento das pernas ou dos braços, seu corpo ainda flutuará com sua cabeça um pouco abaixo da superfície. Mas, o que pode fazer quando precisar de ar depois de uns quinze segundos mais ou menos?

Levante a cabeça, exalando debaixo d’água pelo nariz. Ao fazer isso, suspenda as pernas e execute um golpe de tesoura, empurrando a água para baixo com a planta dos pés. Também, cruze os braços em frente da cabeça de maneira descontraída e descansada. Seu rosto será erguido fora d’água, permitindo que inale ar.

Depois de inalar ar, baixe a cabeça dentro d’água novamente, com o rosto virado para baixo, e traga os braços para os lados. Fique descontraído até precisar de ar de novo, e daí repita o processo. Certo homem gravemente queimado, com um braço quebrado, permaneceu à tona por cinco horas usando esse método. Foi finalmente salvo.

Tome Cuidado, Usufrua os Benefícios.

Nadar pode oferecer muitos benefícios na forma de divertimento, descontraimento e melhor saúde. É bom saber os nados repousantes que podem salvar sua vida e aumentar sua satisfação da água. Mas, ao mesmo tempo, nunca fique confiante demais, arriscando-se na água ou desconsiderando regras de segurança.

Nunca nade logo depois de uma refeição. Poderia resultar em dolorosas cãibras estomacais, o que já fez que excelentes nadadores se afogassem. Não nade sozinho. Esteja junto com alguém que possa ajudá-lo numa emergência. Nunca deixe uma criancinha sozinha na água ou perto dela. Podem afogar-se sem sequer darem um grito. Se andar de barco, sempre vista um colete salva-vidas. Pode salvar sua vida numa emergência. Nunca mergulhe ou pule em águas estranhas. Investigue-as primeiro, certificando-se de que sejam suficientemente fundas e estejam livres de pedras ou madeiras escondidas.

Tome cuidado. Reflita neste fato sério: Os afogamentos constituem a segunda maior causa de mortes acidentais em países tais como os Estados Unidos. Usufrua os benefícios da natação, mas não permita que seu prazer seja estragado pela tragédia.

in Despertai de 8/2/1972 pp. 16-20

Provérbio da semana ( 18:19 )

Um irmão contra quem se transgride é mais do que uma vila fortificada; e há contendas que são como a tranca duma torre de habitação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Raridades e Recordações ( 35 )

Regresso ao passado...

A arte fina dos artefatos laqueados



JÁ VIU alguma vez primorosos artefatos laqueados? Trata-se de linda peça de arte. Suas superfícies brilhantemente polidas, se comparam à porcelana altamente vitrificada. Talvez lhe traga à mente os países orientais da China, Japão ou Coréia. Mas, sabia que alguns dos mais excelentes artefatos laqueados são feitos em Okinawa?

Quase sempre a base dos artefatos laqueados é a madeira. A madeira é moldada em vasos, bandejas, pratos e assim por diante. É surpreendente ver-se a notável finura que a madeira pode atingir, quando trabalhada. Às vezes torna-se tão fina quanto o papel! Daí, dezenas de camadas finas de laca especial são aplicadas, por sua vez, dando ao artigo invulgar dureza e durabilidade.

Finos artefatos laqueados não mostram desgaste mesmo depois de centenas de anos. Certa vez, uma coleção mergulhou fundo com um navio que afundou. Depois de dezoito meses, foi recuperada, e em 1878 foi exibida em Viena. A longa exposição ao mar não causara dano a suas peças!

Esta laca durável é produzida da seiva duma variedade de sumagre, a Rhus verniciflua, que cresce na China, no Japão e em outros países orientais. É comumente chamada de árvore da laca. A laca japonesa é tida como superior. E acha-se que a razão é que os japoneses sangram as árvores apenas quando a seiva está nas melhores condições, nos meses de junho e setembro.

Há milhares de anos atrás, os chineses criaram o processo da fabricação de artefatos laqueados. Já foram encontrados artefatos que datam da dinastia Han (206 A. E. C. — 220 E. C.). Os japoneses posteriormente aprenderam a arte com os chineses.

Foi por volta de 714 E. C. que os exploradores japoneses visitaram as Ilhas Riú-Quiú, sendo Okinawa a maior delas. Provavelmente, trouxeram os primeiros objetos laqueados para Okinawa. Gladys Zabika comenta em Customs and Culture of Okinawa (Costumes e Cultura de Okinawa): “Sete okinawenses no ano 1437 viajaram para o Japão a fim de estudarem os métodos de fabricar artefatos laqueados. Voltaram para Okinawa anos depois e treinaram outros.”

Este escritor também diz: “Os brilhantes vasos e bandejas se tornaram tão populares entre as pessoas que começaram a experimentar meios de melhorar a qualidade. Tiveram êxito em criar nôvo processo e aprimorar os materiais ao ponto de os artefatos laqueados de Okinawa se tornarem famosos por todo o oriente, e serem considerados do Japão à Índia como os melhores do Oriente.”

O que torna os artefatos laqueados de Okinawa diferentes dos de outros países? Bem, uma diferença é o método ímpar de preparar a base de argila. Também, a madeira e as matérias-primas são diferentes.

A madeira usualmente utilizada aqui provém de árvores que crescem nas Ilhas Riú-Quiú. É levíssima, não racha com facilidade, e é forte, mesmo em climas úmidos.

As toras devem ser secadas completamente, visto que a madeira verde se contorce e curva depois de ser processada. Os cepos de madeira são escavados por meio de tornos elétricos, transformando-se em tigelas, vasos, bandejas e outros objetos.

Os artigos são em seguida revestidos com uma pasta especial. Até há um ano atrás, esta pasta era composta de sangue de porco, argila e óleo de tungue. Mas, agora, uma pasta sintética de policito é empregada. É mais forte e não lasca tão facilmente.

Os artigos cabalmente secados são então trabalhados com lixas e pedra de amolar. São em seguida revestidos de laca, secados, e esfregados com carvão. Repete-se várias vezes este processo. Daí, os artigos recebem uma camada final de laca.

Em seguida, colocam-se os enfeites nos artigos. Há três desenhos básicos usados aqui. Um é o madrepérola. Outro é chamado “tsuikin”. A laca colorida é enrolada em folhas finas, que são cortadas em forma de bananeiras, hibisco, flores deigo, bambu e assim por diante, e são aplicadas aos artefatos laqueados. O último tipo de enfeite é o de desenhos pintados a mão chamados “makie”.

Os artefatos laqueados variam amplamente de qualidade. Todavia, quando se examina a variedade de artigos laqueados, fica-se impressionado com muitos deles, que são verdadeiras peças lindas de arte.

in Despertai de 22/1/1972 p. 23

Provérbio da semana ( 18:17 )

O primeiro na sua causa jurídica é justo; entra seu próximo e certamente o esquadrinha.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Homem descobre traição da mulher em DVD pornográfico



Um homem de Taiwan - identificado apenas pelo apelido Lee - descobriu depois de comprar o filme pornográfico 'Casos com as esposas dos outros' que a mulher o traía. O homem acabou por responder perante a Justiça após atacar o amigo envolvido na traição.

Um carpinteiro de Taiwan comprou um DVD pornográfico e acabou por descobrir a traição de sua mulher. O filme foi gravado secretamente num motel onde a esposa manteve relações sexuais com um amigo do marido, segundo o jornal de Taiwan "Liberty Times".

O marido - identificado no jornal pelo apelido Lee - apenas descobriu a traição da mulher após comprar o DVD. Algum tempo depois Lee atacou o amante da mulher espetando-lhe uma faca na coxa. O marido traído separou-se da mulher depois de assistir ao filme. E o amante processou Lee por agressão física, que corre o risco de ser condenado a seis meses na prisão, pena que pode ser convertida em multa.

De acordo com o jornal, o filme pornográfico foi realizado com uma câmara de vídeo oculta no motel.

in http://is.gd/hi1WN

O mundo é mesmo pequeno...

Há coincidências que coincidem mesmo!

Grande guarda redes!

Cheira um bocadinho mal, mas deve ser do suor...

Perdida... e gostosa!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Raridades e Recordações ( 34 )

Oh yeah!!!!!!!

Olhando através de lentes



QUÃO freqüentemente vemos alguém que tem dificuldades em ler, talvez segurando um papel com o braço estendido? Outros talvez só consigam ler quando a página está bem perto dos olhos. Por que estas diferenças de visão? Têm muito que ver com a operação da lente do olho ou cristalino.

Lentes Que Desviam a Luz

A luz refletida de objetos por todo o nosso redor passa pela lente do olho ou cristalino e forma imagens na retina, no fundo do globo ocular. Isto ativa os nervos que conduzem ao cérebro, que revela as figuras móveis assim formadas. Mas, acontece que tais imagens estão de cabeça para baixo, ou invertidas! Que bênção é para nós ter o Arquiteto do olho também instruído o cérebro sobre como virar estas imagens para ficarem na posição certa!

A inversão das imagens, ao entrarem no olho, ocorre por causa de ser convexa a nossa lente do olho, similar em tamanho a um comprimido de aspirina. E este tipo de lente tem a característica incomum de “torcer” os raios de luz que passam por ela para formar uma imagem invertida do objeto que origina os raios.

Pode-se ilustrar isto por uma lente de aumento. Um tanto parecida a dois pires colocados borda com borda, a lente de aumento é mais grossa no meio do que nas extremidades. Em certas distâncias, esta lente pode ser usada para fornecer uma visão ampliada de algo, por causa do modo em que desvia os raios de luz que passam por ela. Talvez até mesmo esteja lendo esta página com a ajuda de tal lente. O aumento, contudo, só ocorrerá quando o objeto visto fôr segurado perto da lente, isto é, mais perto do que o dobro da distância do foco da lente. Aumente então a distância entre seu olho e a lente de aumento. Segure-a com os braços estendidos e perscrute um quadro na parede através dela. Notará que tudo parece de cabeça para baixo. Por quê? Por causa do desvio para dentro dos raios de luz, ao passarem pela lente. A imagem é invertida.

Tais raios de luz que passam pelo centro da lente convexa não se desviam ou refratam em qualquer grau observável. Mas, os que atingem a lente a certa distância do centro são refratados de modo a passar por um ponto definido chamado de ponto focal, ou foco. A distância entre este ponto e o centro da lente é chamado de distância do foco.

Já usou alguma vez uma lente de aumento para fazer fogo? Os gregos e romanos antigos, segundo se relata, usavam receptáculos de vidro cheios de água como “vidros ardentes”. Os raios do sol passavam através da água, convergindo para um foco em algum material combustível e fazendo-o incendiar-se. Para demonstrar isto, poderá focalizar os raios do sol numa folha de papel por ajustar a distância da lente ao papel de modo a formar pequena mancha branca. Dentro em pouco, esta se tornará tão quente que o papel se queimará, porque a mancha branca é realmente uma imagem do sol, aparecendo no foco da lente. Torna-se óbvio que é regra sábia nunca olhar fixo para o sol através de lentes, em especial com lunetas e binóculos, pois isto poderia causar dano irreparável ao olho.

O outro tipo de lente, chamado côncava, é moldado como dois pires colocados base com base, sendo mais grossa nas extremidades do que no meio. Esta lente diverge ou espalha os raios de luz que passam por ela. As lentes côncavas são mais freqüentemente usadas em combinação com lentes convexas, e sua habilidade de espalhar os raios de luz foi adaptada como ajuda à visão.

Lentes de Vidro Têm Seus Problemas

Como talvez já notou, as lentes não são pedaços de vidro como as vidraças, mas são usualmente feitos de vidro especial em formas de ângulos e arcos cuidadosamente medidos, segundo fórmulas complexas dos fabricantes de lentes. Em geral, quando usadas em instrumentos óticos, são muito mais finas do que as lentes manuais de leitura.

As lentes simples apresentam vários problemas, o mais comum dos quais são as aberrações esféricas e cromáticas. Se olhar de perto para uma imagem numa tela formada por uma lente simples, não terá o que é chamado de aberração esférica. Trata-se duma distorção da imagem, que ocorre porque os raios de luz do objeto passam pela lente em ângulos ligeiramente diferentes e, como resultado, não se focalizam nitidamente no mesmo lugar. Não temos este problema com nosso olho, nem temos a diminuição gradual da nitidez na extremidade das lentes, o que também ocorre nas lentes feitas pelo homem.

Nem sofremos a aberração cromática. A “luz branca”, quando refratada suficientemente, decompõe-se nas sete cores do espectro (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta), cada uma das quais é refratada em ângulo ligeiramente diferente, focalizando uma em frente da outra, o violeta primeiro e o vermelho por último. Isto fornece aquela orla de arco-íris à imagem, chamada aberração cromática.

Embora seja impossível corrigir todas as aberrações nas lentes feitas pelo homem, podem ser eficazmente ocultadas pela combinação de várias lentes de precisão. Estas podem ser coladas com bálsamo do Canadá, uma resina do bálsamo do abeto da América do Norte. Algumas lentes são revestidas para impedir a formação de “imagem branca” ou reflexos.

Sistemas complexos são também empregados em telescópios, binóculos e microscópios. Testes aplicam o princípio da lente de objetiva convexa para fornecer uma imagem no microscópio ou no tubo do telescópio que não é exibida em nenhuma tela, mas se faz com que ela caia na distância do foco duma ocular. A imagem formada ali é então vista pela ocular, fornecendo vista ampliada do objeto.

A natureza invertida da imagem não tem realmente importância no microscópio. (A lâmina vista pode ser virada primeiro de cabeça para baixo.) Mas, nenhum capitão de navio ficaria feliz com seus binóculos ou luneta se seu seguinte pôrto de atracação parecesse invertido. Por esta razão, um jogo corretor de lentes ou prismas é introduzido entre as lentes objetivas e a ocular, para corrigir esse problema.

A fabricação de lentes pelos homens inteligentes envolve conhecimento cabal de ótica, de fórmulas matemáticas de refração da luz e então paciente perícia, aprendida e acumulada no decurso de muitos anos de treino por outrem já perito nestas artes. Visto que isto se dá, então, para se usar as palavras de Isaac Newton ao discutir a origem da vida, ‘por meio de que tipo de arrazoamento algumas pessoas chegam à conclusão absurda’ de que as maravilhas complexas do mundo natural vieram a existir sem um Criador inteligente?

A Superlativa Lente do Olho

Quando olha para o “buraco preto” em seu olho, está realmente olhando pela lente para o interior escuro do globo ocular. Esta diminuta lente é mantida no lugar, atrás da íris colorida, pelos músculos ciliares e segue os mesmos princípios de refração que o homem aplica às lentes artificiais. O cérebro, por converter os impulsos nervosos transmitidos a ele da retina em quadros móveis, tridimensionais de plenas cores, fornece-nos a visão excitante e correta de algo maior do que a imagem na retina, porém sempre em proporção ótica com nossos corpos. Isto se dá quer seja uma ervilha ou um prato, um vaso de flores de lilás ou magníficas montanhas cobertas de neve.

O podermos olhar um mapa em nossos joelhos por um momento e, no momento seguinte, vermos o cenário e as montanhas a quilômetros de distância indica que a lente dos olhos foi feita com perfeição. Instantaneamente, pode focalizar algo com nitidez, corrigindo automaticamente as aberrações que se encontrariam nas lentes feitas pelo homem. Quão confuso seria obtermos uma imagem distorcida, que mudasse de forma constante a cada movimento da cabeça, com franjas multicoloridas em torno de cada imagem!

Os meios refratores e focalizadores do olho, a própria lente (o cristalino) e a córnea (aquela cobertura curva e transparente que cobre o olho), verdadeiramente proclamam a obra inteligente do Criador. Até mesmo Charles Darwin admitiu a absurdez de sua teoria de seleção natural ao considerar o olho: “Supor que o olho, com todos os seus dispositivos inimitáveis para ajustar o foco a diferentes distâncias, para admitir diferentes quantidades de luz e para corrigir aberrações esféricas e cromáticas, pudesse ter sido formado pela seleção natural, parece-me, devo confessar abertamente, o cúmulo do absurdo.” — The Origin of Species (A Origem das Espécies), p. 190.

A Lente dos Óculos

A lente do olho é extremamente flexível e pode ser curvada, puxada ou alongada e achatada. É esta aptidão, ligada ao poder refrativo da córnea, que permite a focalização rápida e acurada, sem distorção. No entanto, o processo de envelhecimento pode endurecer a lente ou os músculos ciliares ligados, tornando mais difícil o ajuste (chamado de acomodação) e a focalização nítida. Alguns têm dificuldades de focalização devido à forma incomum do globo ocular, este sendo talvez mais longo ou mais curto do que o mediano, de vinte e quarto milímetros de comprimento.

A lente de seu olho descansa quando vê objetos distantes, mas se achata mais por parte dos músculos Biliares para focalizar as coisas perto. Por causa desta atividade muscular, ficamos com “olhos tensos” quando fazemos um trabalho perto dos olhos ou lemos ou escrevemos.

Se o globo ocular é longo demais, a imagem se focaliza antes da retina e parece embaçada, causando miopia. Esta variedade côncava, que diverge a luz que entra no olho e ajuda a lente convexa do olho a focalizar (formar um foco) corretamente na retina.

Por outro lado, a visão distante (hipermetropia) ocorre por que o globo ocular é pequeno demais e a imagem se forma atrás da retina. Uma lente convexa de óculos introduzida na frente do olho convergirá os raios de luz que entram e os guiará devidamente para a retina.

A formação de uma imagem atrás da retina também ocorre quando a lente do olho perde seu poder de acomodação e atinge um ponto em que não pode assumir a forma profundamente curva necessária à focalização dos objetos próximos. Atingindo usualmente os que já passam da meia idade, esta condição é conhecida como presbiopia, ou “vista cansada”, exigindo lentes convexas nos óculos para corrigir a debilidade.

Deve-se ter grande cuidado com nossos olhos. Não fique cutucando os olhos se cair um cisco nêles, nem os esfregue com dedos ou panos sujos. Outrem talvez consiga remover o corpo estranho, de forma cuidadosa, com um lenço limpo — talvez até mesmo um médico, quando necessário. E, se costuma ler à noite, um quarto bem iluminado por igual constituirá menor tensão para seus olhos do que ler debaixo dum foco de luz.

A Lente de Outras Criaturas

Se pudesse olhar através das lentes de alguns insetos, descobriria que são úteis para vôo rápido e para se julgar a velocidade. Seus olhos são feitos de numerosas lentes que produzem imagens individuais. O intervalo de tempo entre o movimento de uma imagem de uma parte do olho para outra é usado como indício de sua velocidade

Os vertebrados têm lentes dispostas em pares para sua visão. Alguns, tais como o cavalo, dispõem de visão panorâmica, podendo ver quase tudo ao redor. Outros, inclusive o homem, as corujas e os macacos, dispõem de olhos mais para a frente da cabeça, tendo uma visão de cada olho que sobrepõe-se a outra. Os olhos das aves dispõem de mui notáveis lentes que produzem efeitos telescópicos e microscópicos. Isto as habilita a ter a visão mais acurada de todas as criaturas. As águias, os abutres e outros de sua família conseguem ver pequeninas coisas de distâncias prodigiosas.

Muitas aplicações naturais dos princípios da refração e da ótica têm deixado o homem maravilhado com seu uso e têm feito que os adaptem à sua própria conveniência, fazendo inteligentemente isso depois de aprenderem sobre a obra-prima do Criador.

in Despertai de 22/1/1972 pp. 16-19

Provérbio da semana ( 18:16 )

A dádiva do homem fará para ele uma grande abertura e o guiará até mesmo perante gente grande.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Raridades e Recordações ( 33 )

Não permitam que cortem as asas dos vossos sonhos...

Tempo de construir no reino das aves



COMO se sentiria se tivesse de construir uma nova casa todo ano, logo que chegasse duma viagem que levasse centenas de quilômetros? Qual seria sua atitude se esta nova casa só lhe pudesse ser útil por cêrca de seis ou sete meses? É exatamente isso que fazem as aves de todos os tipos em cada primavera nas regiões setentrionais da nossa terra!

Entusiasticamente, arremetem-se em juntar vários materiais para uso em construir acolhedores ninhos a fim de alojar seus futuros filhotes. Movidos por seu instinto dado por Deus, e usando apenas seus bicos como instrumento modelador, tais aves empreendem surpreendente programa de construção.

Os Que não Constroem Ninhos

Nem todas as aves, por certo, entram nos negócios de construção de ninhos na primavera. Algumas voltam a antigos ninhos, fazem os consertos necessários e então fixam residência nêles mais uma vez. Outras aves nem se incomodam de construir um ninho. Entre estas se acham certos maçaricos. As fêmeas destas espécies contentam-se simplesmente de pôr os ovos no chão, onde o musgo e as folhas formam exíguo ninho. No entanto, a sabedoria divina compensa o perigo que isto poderia representar. Os filhotes destas aves nascem cobertos de penugem e conseguem correr. Assim, quando rompem suas cascas de ovo, secam sua penugem no sol quente e então disparam para um lugar seguro.

A alca é outra ave que não se preocupa em nidificar. A mamãe alca tem o hábito incomum de pôr ovos em saliências das encostas. Talvez pense que este seria o último lugar da terra em que uma ave poria seus ovos, pois há o perigo sempre presente de rolarem, despedaçando-se lá embaixo. Mas, o Criador da alca cuidou desta possibilidade. Os ovos da alca são moldados como um pião e dispõem de casca dura que não se quebra fácil. Bem, como tudo isto serve de proteção?

A experiência dum admirador das aves ao observar a alca responde a essa pergunta. Deixou um dos ovos dela rolar pela encosta. Relatou que o ovo não rolou direto para baixo mas rodopiou como um pião e veio a parar com sua casca dura intacta. Nem sequer um ovo desta forma de pião rolou pela encosta. Apenas um Criador inteligente podia ter moldado a forma destes ovos como meio de os manter seguros naquelas saliências das encostas em que são postos!

Os curiangos e os talha-mares negros também se poupam ao trabalho de nidificar. Os curiangos simplesmente põem seus ovos, que têm cor protetora, sobre o chão, em cascalhos, em cima duma rocha, ou até mesmo sobre o teto achatado de cascalho de algum edifício citadino. Quanto ao talha-mar negro, a fêmea se acocora em areia solta e se vira para lá e para cá, fazendo leve buraco em que põe seus ovos. Um método que economiza bastante trabalho!

Lar Para as Aves Que Nidificam

Os locais que as aves que nidificam escolhem para estabelecer seu lar são tão variados quanto às próprias aves. Até mesmo entre as mesmas espécies, os locais dos ninhos variam consideravelmente.

A família da carriça fornece notável exemplo disto. O macho começa a construção por erguer um ninho rude. Daí, vão para outro lugar e constrói outro. E como se entusiasma por isto! Construirá um ninho rude em todo lugar adequado de seus domínios. Mais tarde, quando a fêmea chega, ele a leva numa viagem de inspeção a estes ninhos prospectivos, de modo que ela possa escolher o que mais lhe agrada. Daí, ela passa a jogar fora seus galhos sêcos e a construir um ninho segundo seu gosto.

E quais são alguns dos lugares em que o Sr. e a Sra. Carriça construíram seu lar? As investigações revelam que usam buracos de pica-paus, ninhos de aves, e cestas de peixes, cestas de pregadores de roupas, sapatos velhos, latas, chapéus, radiadores de automóveis, sim, até mesmo já se fixaram numa perna de calças, num bolso de roupão de banho, bem como, em calções de banho! Evidentemente, para as carriças, montar casa não constitui problema!

É interessante notar que os ninhos rudes que a Sra. Carriça rejeita não são destruídos. Certa autoridade sugere que tais ninhos servem para desanimar outros prospectivos interessados em ninhos de entrar nos domínios da carriça. Por quê? Porque as carriças criam famílias grandes, cujas exigências alimentares são tremendas. Assim, a vizinhança imediata da creche das carriças, com suas reservas alimentares, deve ser mantida livre de qualquer competição por parte de outras famílias com bocas famintas.

Então, considere outro parente nesta mesma família, a prima carriça do cacto, habitante do deserto. O instinto desta ave a move a localizar seu ninho num lugar que não incentiva o tráfego, a parte mais espinhosa do nada convidativo cacto cholla. Ali, seu ninho globular é bem guardado por espinhos que se parecem a muitas espadas dispostas de forma a lancinar e apegar-se a qualquer coisa que descuidadamente roce nêles. E outra prima a carriça das rochas, faz seu ninho em grêtas rochosas, não raro usando pequenas pedras para formar um passeio que leva à sua entrada. A carriça dos pântanos, ainda outra parenta, constrói seu lar bem-camuflado bem no meio da vegetação dos pântanos.

Aquêle pássaro sempre favorito da primavera, o tordo, faz seu ninho numa variedade de locais. Usa ramos ou forquilhas em árvores; arbustos, trepadeiras, arcos de roseiras, postes de cêrcas, muros de pedra, escaninhos de prédios, pontes, barcos e vagões, bem como viveiros de aves feitos por algum humano bondoso. A altura destes lugares, segundo se observa, varia de alguns metros a uns vinte e um metros do solo.

Talvez o local mais estranho de nidificar seja o do mergulhão, pequena ave aquática que é residente o ano inteiro das longínquas montanhas ocidentais da América do Norte. Esta criatura não raro constrói seu ninho bem no alcance do borrifar duma catarata, ou, às vezes, mesmo atrás da catarata, sendo a única entrada possível através da água que cai! Ou, constrói o ninho entre as raízes das árvores ou numa fenda rochosa próxima da água cascateante. É o lugar certo para a ave que se deleite em andar debaixo d’água!

Materiais de Construção e Formas dos Ninhos

Os ninhos das aves são fascinantes. Há algo nêles que parece ser convidativo, sim, que o move a ir e espiar de perto. Aquêles que já acharam um ninho abandonado não podem deixar de admirar-se com sua arquitetura. Embora tecido com materiais primitivos e aglutinados pela lama, um ninho não é, de forma alguma, algo frágil, pois usualmente suporta chuva e ventos fortes, permanecendo firmemente grudado ao local em que é construído. Ali mantém sua preciosa carga de ovos, seguro contra todas as espécies de tempo. E pensar que uma criaturinha, pelo instinto, pôs tudo aquilo junto, usando apenas o bico como instrumento de construção!

Quais são alguns materiais que tais criaturas aladas usam para construir suas ‘surpreendentes creches? Alguns dos itens são raminhos, grama, folhas, casca, penas, cabelo humano e crina de cavalo, e lama usados como aglutinantes, às vezes fortalecidos pela saliva da ave. O interior do ninho, em que ficam os ovos, é geralmente revestido de materiais macios tais como musgo, teias de aranha, lanugem de plantações de algodão, fios e até fiapos dum secador de roupa!

O ninho do mergulhão, que é feito de grama, folhas e raminhos, se caracteriza pelo musgo verde. Esta ave faz questão da condição do musgo. Deve ser mantido verde para camuflar seu ninho, que tem mais ou menos a forma esférica, medindo de uns quinze a dezoito centímetros de diâmetro. Diz-se que tais aves às vêzes pingam gotículas de água de suas asas molhadas para fazer com que o musgo parecer fresco e verde, se não houver suficiente umidade onde seu ninho se acha.

O joão-de-barro constrói interessantíssimo ninho. Suas características são responsáveis pelo nome da ave. Um teto de tiras de cascas de árvore, folhas, grama e outro material é construído sobre ele como um arco. A entrada se acha num lado, ao invés de no alto. Isto faz com que a estrutura inteira pareça um tanto com um forno arredondado antigo.

Um ninho notável é o do papafigo de Baltimore. Usando apenas seu bico como agulha, a Sra. Papafigo tece uma bolsa em forma de pêra de fibras de plantas, cabelo, musgo, porções de fios macios, fios de lã e assim por diante, na ponta de um ramo que balança alto. Tão durável é este ninho que restos do mesmo ficam apegados às pontas do ramo três ou quatro anos depois de ser abandonado. Na verdade, trata-se de arte avícola de alta qualidade!

Os andorinhões das chaminés constroem ninhos em forma de discos dentro de árvores ocas ou chaminés que se parecem com prateleiras semicirculares de parede. Formam-nos por ajuntarem diminutos raminhos e colarem-nos com sua saliva aglutinante que se endurece quando exposta ao ar.

Falando de adesivos, os tordos usam lama natural como cimento para seus ninhos. Se não houver nenhuma disponível, sabe-se que fabricam-na por encher seus bicos de pó e então mergulhá-los numa banheirinha de ave. Ou, talvez molhem as penas e sacudam as gotas num lugar poeirento.

Deveras, o tempo de construção no reino das aves é uma época deleitosa revigorando a alma dos que tomam o tempo para examinar suas atividades.

in Despertai de 22/1/1972 pp. 13-15

Provérbio da semana ( 18:15 )

O coração do entendido adquire conhecimento e o ouvido dos sábios procura achar conhecimento.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não percebo...

Não será STOP?


Ahhhh! Já percebi: SÓ Trânsito Parado - vai ter ao mesmo...

Raciocínio elementar...

- "Stora", alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez?


- Não.

- Fixe. É que eu não fiz os trabalhos de casa.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Raridades e Recordações ( 32 )

Shake!

A química e o mundo ao redor de nós





QUANDO criança, ao ver sua mãe misturar a massa e fazer um bolo, será que compreendia que ela agia como “química”? Comeu o bolo devido ao seu bom paladar. Mas, sabia que seu corpo era um laboratório químico altamente complexo, digerindo o bolo e transformando-o em tecidos de seu corpo?

Agora que já cresceu, talvez não tenha feito da química a sua carreira, mas sabe que nada poderia viver se não fôssem os processos químicos. Provavelmente avalia também que muitas coisas que usamos hoje em dia fariam falta se alguns homens não tivessem escolhido a química como sua vocação.

Os químicos, por certo, não fazem as leis pelas quais as substâncias químicas reagem. Podem apenas estudar, fazer experiências e usar instrumentos, tais como os microscópios, para descobrir e entender tais leis, e para saber como aplicá-las para obter certos resultados.

Alguns dos produtos da pesquisa dos químicos que tem exercido profundas influências em nosso mundo são os explosivos, combustíveis, plásticos, papel, aço, vidro, detergentes, remédios e outras coisas numerosas demais para serem mencionadas. Estas coisas influenciam nosso trabalho, nossa alimentação, nossas construções, as roupas que trajamos, nossos modos de viajar — quase tudo em nosso modo de vida.

Ciência Antiga

Não sabemos até que ponto os antigos egípcios, babilônios, assírios e hebreus entendiam a química. O registro histórico da Bíblia realmente revela, contudo, que até mesmo antes destas civilizações primitivas, sim, antes do dilúvio global, há cerca de 4.300 anos atrás, os homens dispunham de conhecimento de metalurgia, o que envolve a química. E, mais tarde, Jó, que viveu antes de Israel tornar-se nação, disse: “O ferro mesmo é tirado do próprio pó, e da pedra se funde o cobre.” O Rei Salomão, de Israel, mandou fundir cobre. Também, outras indústrias, que exigiam certo conhecimento de química; existiam, tais como a fabricação de vinho e a manufatura de corantes e tintas. Usavam-se drogas, e praticava-se o embalsamar.

A Teoria Atômica

Na história moderna, contudo, progresso extremamente rápido têm sido feito na química devido ao desenvolvimento da teoria atômica, relativa à estrutura da matéria (realmente postulada pelos antigos gregos). Com efeito, os químicos tiveram amplo quinhão no desenvolvimento da teoria atômica.

Esta teoria ensina que os átomos se compõem basicamente de três partículas: prótons, neutrons e eléctrons. Combinações destas partículas em números variados constituem os elementos. Um elemento é uma substância que não pode ser decomposta em substancial mais simples por meios químicos comuns. Assim, para a química comum, os elementos são blocos de construção. A seguinte unidade em ordem é a molécula, que pode consistir em um ou mais átomos. Daí vêm os compostos, constituídos da união de dois ou mais elementos.

Há noventa e dois elementos que se encontram comumente em estado natural. O hidrogênio, um gás, é o mais leve deles. A platina é um dos mais pesados. Alguns outros foram produzidos’ artificialmente, de modo que o número total de elementos conhecidos hoje é de mais de cem. O elemento mais abundante da crosta terrestre e de suas águas é o oxigênio, essencial tanto à vida animal como vegetal. O oxigênio também constitui cerca de um quinto do ar, pelo volume.

A maioria dos elementos têm afinidade ou atração por outros. Pouquíssimos são considerados inertes, ou praticamente inativos. Há, virtualmente, infindável número de arranjos e combinações, constituindo todo tipo de matéria que existe. As moléculas mais complexas se encontrem nas coisas vivas. Moléculas maciças de várias proteínas, consistindo em muitas centenas de átomos, num arranjo complicadíssimo, têm recebido recentemente muita atenção por parte dos cientistas. Não importa quão maciças sejam, para moléculas, somente podem ser “vistas” por meio de um microscópio eletrônico.

As Leis da Química Operam Para o Bem-Estar do Homem

Muito embora combinações químicas sem número tenham sido descobertas, verifica-se que há grande estabilidade no arranjo. Tabelas de números atômicos e pesos atômicos compilados à base de observação dos elementos, são, portanto, muito fidedignas e úteis ao químico. Algumas das leis que controlam as reações químicas são da mais alta complexidade, todavia, quando compreendidas, vê-se que governam toda matéria na mais maravilhosa ordem.

Os elementos às vezes se juntam para produzir compostos que têm propriedades muito diferentes dos elementos sozinhos. Um exemplo de tal composto é o sal de cozinha, composto de cloro e sódio ambos sendo substancial venenosas. A água, um líquido composto de gases, com dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, revela características que, de diversos modos, atingem nossa vida e conforto. A água tem a característica incomum de ter suas moléculas mais apertadas em sua forma líquida do que quando congelada. Por conseguinte, o gelo flutua. De outra forma, à medida que se depositasse no fundo dos lagos, estes se tornariam permanentemente congelados.

Podemos nos sentir felizes de que a água tenha uma capacidade de aquecimento maior do que qualquer outro líquido. Isto tem muito que ver com a moderação do clima próximo das grandes massas de água. Também, nenhum outro líquido pode igualar-se a água como solvente.

O oxigênio é um elemento muito ativo, combinando-se rapidamente com muitos outros elementos. Isto o torna ideal purificador do ar e da água, rapidamente oxidando e tornando inofensivas certas substancial venenosas.

Tem a Química a Resposta Para os Problemas do Homem?

Por causa da parte importante que a química desempenha no mundo do homem, torna-se um estudo muitíssimo apreciado, bem como fonte de coisas convenientes e úteis à humanidade. Os químicos aprenderam muito, porém, em realidade apenas “arranharam a superfície” deste imenso campo de empreendimento. Os químicos ainda não sabem de modo exato como cresce uma lâmina de grama, nem compreendem plenamente a fotossíntese, por meio da qual as plantas fabricam o alimento para toda a vida animal. Nenhum químico já alcançou as alturas da realização de uma única célula do corpo humano, que, segundo se diz, pode realizar de uma a duas mil diferentes reações químicas simultaneamente.

As coisas que a química tem desenvolvido dispõem de bom potencial, mas a falta de conhecimento de seu efeito final, e o abuso em usá-las, causaram muitos problemas. Os plásticos, os detergentes, as drogas e os progressos nos meios químicos de destruição ajudaram a levar a humanidade a uma época de crise.
in Despertai de 22/1/1972 pp. 11-12

Provérbio da semana ( 18:14 )

O espírito do homem pode agüentar a sua enfermidade; mas, quanto ao espírito abatido, quem o pode suportar?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 31 )

Mas que romântico... Morrer assim deve ser especial...

Suriname, a terra das kottomissies




A VARIADA população do Suriname inclui crioulos, hindus, indonésios, negros de ascendência africana, ameríndios, chineses, holandeses e outros. Na sua capital de Paramaribo podem-se ver senhoras em trajes modernos, mas também mulheres hindus em saris, mulheres indonésias em sarongues, negras de ascendência africana em togas brilhantemente coloridas, e outras usando o “kottojakki”. Gostaria de lhes falar sobre esta última vestimenta.

Acha estranho esse nome? Sua origem se deriva da língua suriname, “kotto” significando casaco, e “jakki” significando jaqueta. Naturalmente, “missie” significa Senhorita ou Senhora. Assim, é por essa razão que a senhora que usa este vestido típico é chamada de “kottomissie”.

A estória deste vestido remonta aos tempos da escravidão, há mais de cem anos. A maioria dos escravos trazidos da África andavam praticamente nus, e muitas das moças eram muito bonitas. Acontecia com freqüência que os donos de escravos se enamoravam de seus encantos corporais e faziam propostas indecorosas a elas. Assim, decidiu-se tentar desencorajar isto.

As esposas dos donos de escravos, segundo se relata, se reuniram para discutir o assunto. Decidiram criar um vestido que cobrisse o corpo inteiro das moças, e as fizesse parecer sem formas. Assim, idealizou-se o “kottojakki”!

As mulheres começaram por idealizar uma grande roupa de baixo ou anágua. Amarraram-na com um “kooi”, isto é, um pedaço de pano cheio de palha, que era usado acima dos quadris. Daí, puxava-se para cima a anágua de modo que pendesse sobre o “kooi” formando um tufo, ocultando assim os quadris. Vestia-se um “kotto” de cores graciosas, ou uma veste exterior, sobre a anágua. E para completá-lo idealizou-se uma “jakki” ou jaqueta dupla. Esta tinha apenas o comprimento suficiente para juntar-se com o “kooi”, e tinha mangas três quartos. A fazenda era bem engomada. Assim, com tal roupa, uma moça esbelta parecia alguém que pesava noventa quilos!

Idealizou-se uma “anjisa”, ou cobertura para a cabeça, para acompanhar o vestido. Com o tempo, as mulheres começaram a amarrar esses coloridos lenços de cabeça de forma a indicar suas várias disposições de ânimo, quer fosse de amor, ciúme, ira, e assim por diante.

O estilo da “anjisa” tinha outros significados além de indicar a disposição de ânimo de quem a usava. Por meio delas, as moças marcavam encontros com seus namorados, e mostravam se ainda os amavam.

Também, o uso da “anjisa” indicava a posição ou ocupação. Por exemplo, havia um tipo que identificava as meretrizes. Uma escrava que tomava conta dos filhos do dono de escravos usava um tipo especial de “kottojakki”, e uma “anjisa” com uma ampla aba redonda. Em cima dela, usava um chapéu. Assim, todos podiam ver pelo seu vestido que era uma escrava especial.

Um “mek sani édé”, ou uma cobertura de cabeça de “fazer coisas”, é muito interessante. É feito por se amarrar três “anjisas” juntas, com todos os doze cantos apontando para fora. E para combinar com isto, usavam-se três “kottojakkies”, um sobre o outro, cada um sendo mais curto do que o outro para que todos fossem visíveis. Segurava-se uma “anjisa” desatada em cada mão. Este vestido era para ocasiões especiais, tais como quando uma pessoa influente do estrangeiro visitava o Suriname.

As “kottomissies” davam boas-vindas a tal pessoa por fazerem mesuras e dizerem algumas palavras de boas-vindas. Daí, enquanto ainda encaravam a pessoa, retrocediam e agitavam as “anjisas” em suas mãos. Estendiam também “anjisas” desatadas no chão para que a pessoa influente pudesse andar sobre elas. Isto significava: “Honro-lhe tanto que até faço com que ande sobre aquilo que uso em minha cabeça.”

Um estilo mais recente de amarrar a “anjisa” chama-se “oto baka”, que significa pára-choque de automóvel. Este estilo é feito por se dobrar juntas as extremidades da “anjisa” atrás da cabeça na forma de um pára-choque.

Agora, só se vêem as mulheres mais idosas usarem às vezes o “kottojakki”, mas sem o enchimento de palha. Usa-se com mais freqüência uma simples “anjisa” amarrada. Para eventos especiais, porém, tais como o Dia da Emancipação, que celebra a abolição da escravatura em 1863, muitas mulheres, jovens e idosas, desfilam pelas ruas neste interessante vestido dos dias de antanho.

in Despertai de 8/1/1972 p. 24

Provérbio da semana ( 18:13 )

Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 30 )

Um pouco de blues...

Colecionar selos como passatempo





ALGUNS o consideram o passatempo mais excelente do mundo. Outros o desprezam. Não obstante, cativa as pessoas de todas as rodas da vida, quer tenham noventa ou apenas nove anos de idade.

Parece que a mais antiga referência à coleção de selos foi na Inglaterra em 1841, um ano depois de terem sido primeiro emitidos. O Times de Londres trazia o seguinte anúncio:

“Uma jovem senhora desejosa de cobrir seu quarto de vestir com selos cancelados, tem sido até agora incentivada em seu desejo pelos seus amigos particulares a ponto de ter tido êxito em colecionar 16.000. Sendo estes, porém, insuficientes, ela ficará muitíssimo grata se alguma pessoa bondosa, que talvez tenha estes pequenos artigos (de outra forma inúteis) à sua disposição, a ajudar em seu projeto excêntrico!”

Desde aquele tempo, muitos colecionadores de selos não só derivaram prazer do passatempo, mas verificaram que aliviava a tensão. Outros apreciam o lado educativo disso. Também, o toque artístico dos selos atrai alguns colecionadores, ao passo que as perspectivas de lucro financeiro motivam ainda outros.

O Que Tornou Possível a Coleção de Selos?

Antes do serviço postal, as pessoas enviavam mensagens e cartas via viajantes de confiança. Por volta do século dezesseis, operava um serviço postal internacional entre diversos países europeus. Mas, era bastante custoso e envolvia muita demora na entrega. Daí, em 1680, um homem chamado Dockwra iniciou um sistema de carteiros em Londres, Inglaterra. Recolhiam-se cartas de hora em hora de centenas de caixas de correio que ele estabeleceu pela cidade de Londres. A entrega era feita dez vezes por dia, e o custo era de apenas doze centavos por carta!

Todavia, visto que a concessão de um serviço postal era um favor prestado a membros da aristocracia, o negócio de Dockwra logo terminou. A diretriz dos nobres era conseguir o máximo de lucro monetário possível por um mínimo de serviço. O resultado foi uma corrupção a tal ponto que deu origem à expressão em inglês “embrulhão como um carteiro”.

Contudo, à medida que se formava a estrutura do comércio e da indústria, o serviço postal tornou-se necessário a outros setores. O povo fez movimentos em prol da reforma postal e isto incitou o Parlamento ‘a designar uma comissão de inquérito. Em resultado, Sir Rowland Hill publicou um panfleto em 1837 sobre “Reforma dos Correios”. Recomendava que se entregassem as cartas a qualquer parte da Inglaterra por um pêni. O Governo Britânico tomou providências e em 1840 restaurou o porte de um pêni, emitindo os primeiros selos postais adesivos para uso nas cartas.

Estes eram os famosos selos de um pêni trazendo um perfil da Rainha Vitória (agora chamado de “o Penny Black”) e os selos azuis de dois pence. Cerca de dois anos depois, o “Despatch Post” da cidade de Nova Iorque pôs em circulação o primeiro selo adesivo nos Estados Unidos. O Canadá seguiu o exemplo em 1851 com um selo de três pence com o desenho de um castor.

Por volta de 1966, certa autoridade calculou que se havia emitido mais de 156.000 tipos diferentes de selos ao redor do globo! Só a Europa é responsável por pelo menos 54.228 destes. Não é de admirar que os colecionadores de selo tendam a se especializar em tipos específicos!

Os Instrumentos do Colecionador de Selos

Há disponíveis inumeráveis livros nas bibliotecas públicas e livrarias como ajudas para se saber os valores dos selos e o que colecionar. Para classificá-los, um álbum é muito útil, bem como uma lente de aumento.

Alguns começam por aproveitar os selos das cartas que chegam a seus lares ou locais de negócio. Outros organizam uma coleção por comprar maços de vários tipos de selos. A maioria dos colecionadores verificam que os maiores maços contêm os melhores selos. Desta forma é possível obter cerca de 70 por cento das emissões de selos do mundo.

Panorama Postal

Pode-se ver uma crônica da história humana através da janela dos selos. Cenas pacíficas, guerras e outras tragédias humanas, realizações científicas, perfis de reis, rainhas, presidentes, bem como de ditadores iníquos foram todos retratados. Durante a Segunda Guerra Mundial, os lados opostos converteram os selos postais num veículo de propaganda. O comércio e a indústria desempenharam um papel em influenciar os seus desenhos.

Alguns colecionadores se especializam em selos de animais e em resultado reúnem um regular “Quem É Quem” zoológico em seus álbuns. O urso coala, o ornitorrinco botador de ovos e aquele notável saltador, o canguru, tiveram todos a sua figura impressa nos selos australianos. Os selos peruanos foram ilustrados com o lhama, enquanto que as cartas liberianas foram decoradas com o crocodilo. A humilde tartaruga apareceu nos selos vietnameses e equatorianos. Leões, leopardos, gazelas, camelos, lobos e o hipopótamo já figuraram nos selos da Dinamarca, Angola, Israel, Egito, Turquia e Somália.

Nosso amoroso Criador também ornamentou a terra com um vasto número de criaturas voadoras. É muitíssimo interessante familiarizar-se com elas. Algumas pessoas gostam de fazer isso por colecionar selos em que várias nações retrataram aves comuns a suas terras. A águia de vista aguda tem o seu lugar na face dos selos poloneses, albaneses e sírios, para se mencionar apenas alguns. A Venezuela retratou o abutre, a Hungria o corvo, o Saara espanhol o avestruz, a Coréia o gavião, enquanto que a Áustria, a China, Mônaco e outros representaram as asas planadores da gaivota. Retrata-se a rara ave-do-paraíso em toda a sua glória nos selos da Nova Guiné. Último na ordem, mas não na importância, o pelicano exibiu seu enorme bico nos selos da Iugoslávia, Moçambique e Antígua. A lista das aves retratadas em selos é longa, em grande parte para o deleite dos muitos colecionadores de selos.

Plantas, árvores e flores, bem como insetos, têm adornado os selos através dos anos. Pontes, represas, edifícios públicos, além de rios e montanhas, têm sido usados como temas de selos. É inegável que, através da coleção de selos, pode-se seguir uma ampla fileira de tópicos que são tanto educativos como recreativos.

Naturalmente, alguns selos tendem a transmitir idéias e ensinos contrários aos princípios cristãos. Por exemplo, muitos selos glorificam os líderes políticos e militares, bem como as guerras e conquistas.
Selos de Interesse Incomum

Selos incomuns, como é natural, interessam em especial a muitos colecionadores. Por exemplo, a Serra Leoa emitiu incomuns selos gigantes “Moeda de Ouro”. Cada um destes selos, declarou o Daily Mail de Freetown, está “individualmente entalhado, gravado em relevo e estampado com tamanha precisão e exatidão que, mesmo postos lado a lado com as moedas, a similaridade é surpreendente até no mais fino detalhe”. Os maiores têm uns oitenta e dois milímetros de diâmetro, retratando uma cabeça de leão em relevo ou um mapa do país.

Os colecionadores prestam detida atenção a singularidades. Um selo de Papua, trazendo os nomes de toda agência de correio do país, não só constitui uma singularidade, mas também foi o primeiro deles. Em 1853, o Cabo da Boa Esperança emitiu os primeiros selos triangulares. Os primeiros selos do Brasil, em 1843, foram apelidados de “Olho-de-boi” por causa de seu formato oval.

O selo mais raro do mundo é o magenta de um centavo da Guiana Britânica, agora Guyana, emitido em 1856.
Inversões nos selos os tornam raros. Devido a um erro, o centro do selo Comemorativo do Canal de São Lourenço de 1959 do Canadá foi virado de cabeça para baixo. Um selo aéreo dos EUA de 1918, o rosa-carmesim e azul de 24 centavos de dólar com sua figura de avião de cabeça para baixo ( é também raro ).

Um selo austríaco representava um mercador de vinho da Baixa Áustria nos trajes nativos com tudo correto exceto as orelhas do homem, que estavam viradas do contrário. Um selo de S. Cristóvão-Nevis mostrava Cristóvão Colombo em seu navio ao aproximar-se das Américas em sua viagem histórica de 1492 E. C. Um colecionador de selos perspicaz notou que Colombo olhava para a terra através de um telescópio. Contudo os telescópios não foram inventados senão mais de cem anos depois! No entanto, tais erros aumentam o interesse de se colecionar selos.

A coleção de selos é passatempo interessante e muito se pode aprender dela. Mas, como se dá com outros assuntos, precisa-se exercer cuidado para que não desvie a pessoa das coisas verdadeiramente importantes na vida.

in Despertai de 8/1/1972 pp. 16-19

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.