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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Raridades e Recordações ( 109 )

Us and Them
And after all we're only ordinary men
Me, and you
God only knows it's not what we would choose to do

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aceite um aperto de mão




PARA o observador, parece que algumas pessoas simplesmente se deleitam em dar apertos de mão. Fazem-no na primeira vez em que se encontram no dia, mesmo com velhos conhecidos, e, daí, novamente quando se despedem. Este processo talvez até mesmo se repita várias vezes no dia se tais conhecidos se cruzarem com frequência. Em países em que isto é costumeiro, poderia ser tido como insulto se tal saudação manual fosse despercebida, quer ao chegar quer ao partir.
Mas nem todos se entusiasmam com isso. Alguns afirmam: “É uma rígida formalidade!” “Por que a pessoa simplesmente não é natural?” “Como isso é imprático!” “Ademais, acho que não deve ser saudável andar por aí espalhando todos esses germes através de tal íntimo contacto!”
As atitudes e os costumes diferem, não é mesmo? Há outras pessoas que preferem beijar-se, abraçar-se ou esfregar os narizes, ou simples mesura basta. Enquanto tais costumes de nos saudar não pisotearem em seus princípios de consciência, por que não ser adaptável quando se está no país dos outros, não ignorando seu modo de vida e esperando que eles mudem o deles? Seja qual for a forma de saudação, acalenta-nos por dentro quando sentimos que é de coração e sincera!

Apertos de Mão nos Tempos Primitivos

Há algumas facetas interessantes do assunto dos apertos de mão. É mencionado até mesmo na Bíblia como sendo conhecido dos israelitas, embora não como forma de saudação. Os povos consideravelmente menos inibidos do Oriente Médio têm meios muito mais emocionais de expressar suas alegrias de encontrarem outras pessoas e suas dores da partida do que por meio do aperto de mão um tanto conservador. Nos tempos bíblicos, o aperto de mão ou bater as palmas das mãos eram gestos empregados para expressar acordo, ratificação ou confirmação dum contrato ou barganha. Este gesto não é desconhecido nem mesmo no presente, ainda tendo valor legal nos dias de nossos trisavós. Os antigos povos germânicos também o empregavam ao fazer acordos.
Ao passo que alguns afirmam que os romanos foram os primeiros a usar o aperto de mão como saudação, evidentemente foi durante a Idade Média que o aperto de mão se tornou costume comum na Europa. Apresentar a mão de certa maneira predeterminada também servia como sinal de identificação para indicar que se pertencia a certo grupo ou guilda. Tal sinal distintivo de ser membro dum grupo ou de partilhar de determinada forma de pensar permanece em uso até mesmo hoje em dia.

Apertos de Mão Típicos

E agora, gostaria de conhecer alguns que têm apertos de mão típicos de nossos dias? Cada um tem um jeito diferente de segurar. O primeiro que encontramos segurará ansiosamente sua mão brandamente estendida, como que triturando-a. Ficamos com medo depois de mover a mão, receando que todos os ossos tenham sido quebrados e, se costuma usar um anel, ficará com ferimentos por diversos dias.
Mas, nem todos são tão cheios de vitalidade. Por exemplo, nosso próximo amigo aqui. A frieza e desânimo que sente quando a mão dele molemente e sem desejo algum pende na sua faz com que boceje, tentando ver se não foi um peixe que apanhou. Nosso terceiro amigo é mais afectuoso, e seu aperto de mão, ou “sacudida”, destina-se a demorar um pouco.
Naturalmente, há outros que empregam o sistema de acertar ao acaso. Parece que nunca conseguimos segurar sua mão devidamente, pois verifica que a mão deles escorrega pelo seu polegar e corre pelo seu braço. E, talvez já encontrou o tipo “não tenho nenhum interesse” que, ao passo que lhe oferece a mão, vira logo a cabeça para olhar para outra coisa, de modo que, quando as mãos se encontram, não há um encontro de olhos.
Por último há o grande sustentáculo da tradição do aperto de mão. Se verifica que suas mãos estão ocupadas demais ou cheias demais para dar um correto aperto de mão, então lhe oferecerá um dedinho ou um cotovelo a bem da tradição.
Qual foi sua impressão daqueles que acabamos de lhe apresentar? Alguns mostram definida consciência da impressão que causam pela forma precisa e deliberada com que apertam a mão deles na sua. Tentam mostrar firmeza, com graciosidade, e dão uma torcidinha extra como prova de uma calorosa personalidade forte. Sim, o aperto de mão realmente revela muita coisa sobre as características duma pessoa. Mas, a pessoa natural que não se leva demasiado a sério sempre é apreciada.

Ser Equilibrado Quanto a Apertos de Mão

Embora não sendo regras, eis aqui algumas situações em que a razão deve ditar. Talvez a pessoa desacostumada a apertos de mão sinta-se justificada em achar que o hábito é imprático quando, depois de entrar numa sala, numa reunião, tem de realizar mais uma vez o ritual de apertar as mãos cada vez que entre alguém novo. E, se chegar atrasado numa reunião, ou a palestra já tiver começado, seria mostrar consideração usualmente sentar-se quietamente sem achar necessário interrompê-la para apertar a mão de todo o mundo. Alguém poderia pensar que é rude desperceber alguém com esta saudação formal do aperto de mão, mas seria mais respeitoso e considerado aguardar o momento natural e conveniente para expressar nossa alegria por vermos nossos amigos. E já pensou em quão inapetitoso poderia ser para alguém se se visse obrigado a apertar a mão de uma pessoa ou de várias que não lavaram as mãos, durante uma refeição?
Se gosta de poupar tempo, talvez tenha ficado amolado apenas com a frequência deste acto social, ao invés de com o acto em si. Tome, por exemplo, os alemães, cujo costume de apertar as mãos é tido em máxima estima, mas que agora começam a pensar se saudar a mesma pessoa uma dúzia de vezes num dia com um aperto de mão talvez não esteja indo longe demais.
A revista Time teceu a seguinte observação: “Alguns encarregados do pessoal alemães calculam que seus empregados gastam no emprego um mínimo de 20 minutos por dia dando apertos de mão.” O Comité de Peritos em Boas Maneiras da Alemanha se expressou assim: “Apertos de mão em exagero não são apreciados, e, com efeito, às vezes tornam mais difícil de se estabelecer o contacto pessoal. Basta dar um aperto de mão na primeira vez que se encontram.”
Assim, então, tentando-se ser razoável sobre o uso do aperto de mão normal, a sugestão mais simples a lembrar seria: Mostre calor humano sincero junto com discernimento. Daí, não teremos dificuldades em ser naturais, ao invés de seguirmos cegamente a tradição.
Chegou a hora de dizer até logo. Mas, diz que não deseja despedir-se com pancadinhas nas costas, nem com um beijo ou um abraço? Muito bem, então, aceite um aperto de mão!

in Despertai de 8/7/1973 pp. 26-28

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A música conVIDA... a ter segredos

Segredos. Quem não os tem? Uma vida sem segredos será possível? Seria uma vida sem suspense, sem emoção. É claro que há segredos bons e segredos maus. E há quem consiga guardar segredos mas também as "coscuvilheiras" da vida que, qual incontinência urinária, não conseguem reter nada que lhes chegue aos ouvidos. Por outro lado, há quem goste de partilhar segredos, mas também há quem os queira partilhar e não tenha com quem o fazer. Finalmente, os que nem às paredes confessam os seus segredos. Podemos pensar que esses terão os segredos mais macabros, mais obscuros, mais ofensivos que podem existir. Por não os quererem partilhar. Por os renegarem da sua própria vida ou recordação. Mas nem sempre é assim. Afinal de contas, os eventos da vida das pessoas pertencem às mesmas. São eventos privados. Não são para os outros conhecerem. Salvo as devidas excepções, claro. Por isso devemos encarar tudo como segredos? Ou pior, devemos procurar saber tudo sobre os outros? Metermo-nos na vida de cada um? Afinal de contas, um segredo é isso mesmo. Algo íntimo, do âmago.

Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
por quem eu espero
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo,
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Palavra da semana ( 54 )

Opróbrio

n.m. desonra pública, vergonha, afronta, vexame, humilhação, baixeza, indignidade, ausência de consideração.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Raridades e Recordações ( 108 )

Vaguear pela vida, é o destino...

I'm free to speak my mind
anywhere
and I'll take my time anywhere
Anywhere I roam
Where I lay my head is home

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bambu — gigantescas gramíneas da Ásia




POR trás da minha casa, o gramado é amplo e atinge uns quatro centímetros de altura. Do lado dela, as gramíneas atingem seis metros ou mais! Todavia, essas gramíneas de seis metros são apenas uma fracção da altura que atingem algumas gramíneas desse tipo. Algumas variedades podem atingir até 36 metros e seus caules podem chegar a ter 30 centímetros de diâmetro. E há uma variedade trepadeira que cresce até a 60 metros!
Minha casa abraça o extremo de um bambuzal, e o bambu é o membro mais alto da família das gramíneas. Do andar de cima de minha casa, olho sobre esta floresta plumífera de gramíneas. As borboletas dançam por cima das árvores. As aves raramente deixam a luz sombreada e a sombra ali embaixo. Apenas seu canto e seus pios revelam que se acham ali.
O bambu é abundantíssimo na Ásia. Apenas a China cultiva mais de 160 variedades. Mas, o bambu também cresce no hemisfério ocidental, desde os Estados Unidos até o norte do Chile e da Argentina.
Na cadeia costeira da Carolina do Norte, o gado vacum pasta em bambuzais. Seu processo digestivo destrói o veneno que precisa ser eliminado pelo cozimento, se é que os humanos hão de comer com segurança esta gramínea. Ainda assim, na Índia, as vacas às vezes morrem por comerem mui avaramente os brotos das variedades locais.

Muitos Usos

O bambu se presta para muito mais do que para simples alimento do homem e dos animais. Seus usos são tantos que se tem dito que a vida dos povos do Extremo Oriente ficariam inteiramente alteradas se não existisse o bambu.
Talvez tenha visto fotos de centenas de juncos chineses rebocados pelas turvas corredeiras do poderoso Rio Iangtzé, da China. A corda que usam é de bambu.
A tensão que suporta ultrapassa 10.000 libras por polegada quadrada. É quase tão forte quanto o aço! Com efeito, o bambu constitui excelente reforço para o concreto.
O oriental talvez vá pescar num barco de bambu. Apanha o peixe com uma vara de bambu, coloca o peixe num cesto de bambu e talvez se proteja do sol com um guarda-sol de tiras de bambu.
Em casa, seu peixe talvez seja preparado em panelas de bambu e comido com fachis de bambu. Parte de sua refeição talvez sejam os tenros brotos de bambu. Para beber água, talvez enfie na água uma caneca de bambu; a água talvez seja levada até sua casa por um cano de bambu. Depois de comer, talvez palite os dentes com um palito de bambu, e se refresque por meio dum leque de bambu.
A própria casa desse homem talvez seja feita de bambu, inclusive o assoalho, as paredes e o tecto. Sua mobília talvez seja feita de bambu, e não apenas a cadeira em que ele se senta, mas também os vasos que contêm flores de seu jardim. Talvez a vassoura usada para varrer a casa e o jardim também seja de bambu, ao passo que uma cerca de bambu rodeie sua propriedade.
As donas de casa chinesas usam comumente folhas de bambu para envolver o arroz, as castanhas de caju e carne de porco, ou outros pratos, assim como a dona de casa do Chile usa palha de milho, a mulher grega usa folha de parreira e outras donas de casa recheiam várias comidas em folhas de repolho. Também, as folhas secas e maduras de bambu são usadas para desodorizar os óleos de peixes.
Aparentemente não há fim dos usos do bambu. Pela destilação, pode-se preparar óleo diesel líquido do bambu. As firmas farmacêuticas usam substâncias do bambu para fabricar hormônios e remédios. E, a cultura mediana usada para nutrir os germes retirados dum paciente talvez tenha sua origem numa floresta oriental de bambu!

A “Voz” do Bambu

Reputa-se que o bambu tem “voz”, tendo a habilidade de dizer seu nome em algumas línguas. Se a palavra para bambu em sua língua tiver a mesma derivação que a palavra tem em inglês, então talvez possa ouvir essa gramínea falar. Como assim?
Bem, a palavra inglesa “bamboo” imita o som que faz quando queimado. Arde com alto “BAM! BOO!” Marco Polo, viajante do século treze, há muito relatou sobre o uso da “voz” do bambu. Os viajantes de seus dias atavam bambus verdes em feixes e os suspendiam sobre uma fogueira à noite, e o alto “BAM! BOO!” visava afastar os saqueadores.
O bambu também fala com a voz que os homens lhe deram. O bambu é amplamente usado para fazer instrumentos musicais orientais, tais como a flauta. Tanto em Tóquio como em Manila, há órgãos feitos de tubos de bambu. Numa igreja num subúrbio de Manila, Las Piñas Rizal, há um órgão de 150 anos que tem tubos de bambu.

Crescimento

O bambu tem uma vida média de até 120 anos. Isso é quase que 44.000 dias. Todavia, a maioria dos bambus completam seu crescimento em seus primeiros sessenta dias!
Assim como a baleia azul é o maior animal vivo que já habitou a terra, assim também o bambu é famoso como a planta actual que mais rápido cresce. Pode-se ouvi-lo crescer e pode-se vê-lo crescer. Existem relatórios de um crescimento de um metro e vinte num único dia! O bambuzal literalmente ressoa de vitalidade.
O caule ou colmo jamais cresce depois daquele impulso inicial em direcção ao céu. Talvez permaneça ali, jamais mudando de tamanho por quase todo o século e um quarto seguintes.
Quando o broto atinge menos de um pé acima do solo, contém visivelmente todas as juntas que o colmo adulto possuirá. Pode-se seccionar o broto de bambu, e ali ver, comprimidos lá dentro, todos os seguintes do que seria um gigante de 36 metros! É similar a um bulbo de tulipa. Corte-o pela metade e encontrará a completa flor embrionária da tulipa que teria florescido na primavera caso tal cirurgia não tivesse sido feita.
Embora este notável impulso em direcção ao céu termine em poucas semanas, o bambu ainda cresce debaixo da terra. Mesmo que o alto caule de bambu cheio de juntas seja cortado, como amiúde ocorre, continua tal crescimento subterrâneo. Ali, não visto pelos olhos, prossegue maravilhoso processo de substituição. A cada ano, de 200 a 1.500 novos renovos por acre serão produzidos, quer em blocos quer em fileiras subterrâneas. Estes formam um jardim de infância sempre crescente de progênie.
Quando os novos renovos abrem seu caminho através do solo na primavera, toda a energia do bambu que cresce se dirige a erguer no ar a nova safra. Cessa temporariamente o crescimento subterrâneo durante este crescimento para o alto.

Morte

É interessante que a cada ano sucessivo, os brotos de bambu têm um ano a menos de vida potencial do que seus predecessores. Assim, quer tenham cem anos, quer cinquenta, vinte e cinco, cinco, ou sejam da safra do ano passado, todos os bambus morrem por volta do mesmo tempo.
Ao florescer seu colmo, o bambuzal morre por um período de um ano ou dois. Assim, o bambuzal floresce uma vez em cerca de um século e então morre. Até mesmo as plantas transportadas para outros países florescem e morrem no mesmo ano ou dentro de dois anos da época em que morre o bambuzal “mãe”. O bambuzal e toda a sua prole transportada, embora espalhada por todo o mundo, agem bem parecido aos salmões espalhados por todos os mares, segundo um relógio interior.
Recentemente, para exemplificar, o bambu madake floresceu no Japão. Visto que três quartos do bambu japonês é desse tipo, o Japão entrou numa década de grande perda, visto que levam cerca de dez anos para que um bambuzal retorne em pleno vigor.
Quando morre um bambuzal, como é que volta?

Renascimento

Em certas variedades, é através da semente produzida pelo fruto das flores. Mas, há ainda outro modo, que é ímpar.
Conforme adrede observado, quando o bambuzal floresce, as plantas morrem dentro de uns dois anos. Não se trata apenas de morte superficial; os rizomas subterrâneos também morrem. Trata-se de caules ou raízes subterrâneos carnosos e que retêm a nutrição. Bem, então, qual é a fonte duma nova floresta?
É resultado do crescimento subterrâneo de novos rizomas. De forma notável, a vida é transferida, por um período de três anos, da velha floresta de bambu para estes diminutos rizomas novos. Levam então outros sete anos para que a rede de rizomas prolifere, e para que esta clareira se torne uma floresta.
E, assim, em meu quintal dos fundos, às vezes me deleito de correr descalço pelo gramado cheio de orvalho que naturalmente não é de bambu, ao mesmo tempo contemplando com admiração as gigantescas gramíneas de bambu.

in Despertai de 8/7/1973 pp. 23-25

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Provérbio da semana ( 22:29 )

Observaste o homem que é destro na sua obra? É perante reis que ele se postará; não se postará diante de homens comuns.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A música conVIDA... a viver

Live is Life

Dou hoje início a esta nova rubrica no meu blog, que pretende relacionar a música com a vivência do ser humano, com aspectos do dia-a-dia de todos nós, mas que também comportará ideias e opiniões pessoais.
Muitas vezes damos connosco a ouvir uma certa música e a relacionar mentalmente com alguma situação da nossa vida ou da sociedade em que vivemos. E quantas vezes ouvimos "a" música da nossa vida, aquela que nos marcou de tal forma que nos arrepiamos sempre que toca? Sem dúvida que a música faz parte do ser humano, e é a origem de muitos e variados sentimentos. Daí a ideia que tive de juntar uma música a algum aspecto que considero relevante da vida.

E para começar, nada melhor do que falar da própria vida. O ideal de qualquer ser humano seria viver uma vida feliz, com saúde, desafogada em termos financeiros, com bons amigos e uma família dedicada. Poucas pessoas têm o privilégio de juntar todos estes factores na sua vida. Mas mesmo com algumas lacunas, o ser humano adapta-se a viver com o que tem. Pode não ser feliz, pode não ter saúde ou dinheiro, mas não é por isso que desiste de viver. Bom, há quem desista, mas são extremos que não ensombram o quão bom é viver. Todos nós temos receio ou mesmo pavor da morte e ficamos muito perturbados quando alguém chegado morre. Só por isso, é facilmente perceptível que não fomos feitos para morrer, de outra maneira encaravamos a morte como algo natural. Por outro lado, temos grande vontade de viver, de interagir, de mover, de ouvir, de falar, de rir, até de chorar. Não há nada melhor que a vida, a nossa vida.

A música que escolhi pode ser traduzida à letra como "Viver é Vida". Isto é, uma coisa é viver, outra é saber viver. Levar uma vida do nosso agrado e sem grandes sobressaltos é evidentemente "a" vida que qualquer um de nós deseja. Viver bem é de facto "a" vida.

E vocês, vivem ou vão existindo? O que vos motiva a viver? O que é a vida?

When we all give the power
We all give the best
Every minute of an hour
Don't think about the rest
Then you all get the power
You all get the best
When everyone gives everything

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Palavra da semana ( 53 )

megaletoscópio

s. m.
(mega- + aletoscópio)
substantivo masculino
[Óptica]  Aparelho provido de lentes de aumento e de espelhos laterais que permite a visualização aumentada de fotografias, dando a ilusão de profundidade, relevo e perspectiva.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O saber não ocupa lugar ( 375 )




Na Caverna dos Cristais estão contidos alguns dos maiores cristais naturais já encontrados no mundo, sendo que o maior deles tem mais de 10 metros de comprimento.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aquedutos — grandes feitos de engenharia!




DISPÕE de água utilizável na quantidade desejada? Muitas donas de casa ainda usam parcamente seu suprimento diário, visto que precisam retirá-lo das correntes e fontes próximas, ou dum poço distante. Outras, talvez, nem pensem no assunto, graças ao progresso moderno que tornou a água tão acessível. Mas, nem sempre foi assim. Sabe como é que muitos citadinos obtinham a água há séculos atrás?
A resposta são os aquedutos. Os aquedutos antigos eram usualmente túneis compridos, estreitos, completamente fechados que forneciam um canal acima do solo para que a água fluísse de uma fonte natural até uma cidade. O fluxo da água era gravitacional, o aqueduto dispondo de uma inclinação gradual de trinta a sessenta centímetros a cada quilómetro e meio, mais ou menos. Onde existiam vales, era necessário construir uma estrutura, em forma de ponte, que levasse a água na mesma inclinação colina abaixo. Quando o curso d’água encontrava colinas ou montanhas, isto exigia cavar-se um buraco através da montanha.
É claro que eram necessários bons projectos de engenharia. A Bíblia relata que Ezequias, rei de Judá (745-716 A. E. C.) dirigiu a construção de notável aqueduto que atravessava rocha maciça. Fez isto por usar duas equipes de homens que trabalhavam uma em direcção à outra, partindo de extremos opostos até se encontrarem no meio. E não se tratava dum túnel pequeno, sua altura média sendo de mais de 1,80 metros e seu comprimento sendo de 533 metros!

Aquedutos Romanos

Os romanos mais tarde aperfeiçoaram o traçado dos aquedutos e construíram dezenas deles em todas as partes de seu vasto império. Longas filas de arcos ainda subsistem como monumentos à habilidade de engenharia dos romanos. Qualquer pessoa que visite a Europa pode vê-los. Um aqueduto antigo se acha em Ponte de Gard, Nîmes, França. Em Segóvia, Espanha, magnífico aqueduto de mais de 800 metros, construído pelo Imperador Trajano (98-117 E. C.), ainda se acha operacional.
A quantidade de água transportada por tais aquedutos era tremenda. Em 97 E.C., os nove aquedutos que alimentavam Roma, segundo se afirma, forneciam à cidade uma reserva diária de quase uns 144.000.000 de litros dentro de suas muralhas e outros 75.000.000 de litros fora de suas muralhas! Naqueles dias, a água era uma dádiva gratuita para a Comunidade, ninguém tendo de pagar por ela. Quanto às despesas de construção, estas geralmente eram pagas pelos despojos da guerra, pelo tesouro imperial ou por alguns benfeitores ricos. Assim, aconteceu que a Roma antiga se tornou famosa por suas fontes públicas, seus reservatórios e seus banhos.

Aquedutos de Portugal

Alguns dos muitos aquedutos de Portugal foram construídos pelos romanos, tais como os de Beja e Conímbriga. A maioria, contudo, foi construída desde o século quinze. Uma estrutura verdadeiramente notável é o aqueduto de Vila do Conde, construído em 1350 E. C. e que tinha um total de 999 arcos elegantemente traçados. Outra imponente vista é o aqueduto de Elvas, que consiste em nada menos de quatro fileiras de arcos que atravessam profunda ravina.
A cidade de Lisboa é dotada do mais famoso aqueduto do país, ainda operacional, e tanto os turistas como os cidadãos locais apreciam a vista notável que apresenta. Em 1731 E. C., o Rei D. João V expediu um decreto para se construir este aqueduto. Era realmente necessário, pois conseguir água naquele tempo era deveras um desafio diário.
Imagine-se em Lisboa há uns 250 anos atrás. Quase todo o mundo tem de ir à bica central da cidade para obter seu suprimento diário. Os consumidores privados, que dispõem de seus próprios poços, são relativamente poucos e altamente privilegiados. Assim, com duas bilhas de barro na mão, andamos até a bica pública da cidade. Que enorme multidão já se acha ali reunida!
Embora a maioria das pessoas aguarde pacientemente sua vez, alguns são arruaceiros e tentam empurrar os outros e passar na frente deles. Brigas e discussões são quase que uma ocorrência diária, e já foram mortas algumas pessoas! Por fim, chegando à bica, ansiosamente enchemos nossas bilhas e rapidamente nos afastamos da multidão. Reflectindo por um instante sobre o homem encarregado da bica, prontamente admitimos que ele tem um trabalho e tanto. Dirigimo-nos alegremente para casa, gratos de ter conseguido nossa porção diária — apenas uns oito litros para todas as nossas necessidades.
Não é de admirar que a construção do aqueduto foi saudada como maravilhosas novas para os lisboetas. Os custos de construção foram cobertos por se aplicar uma taxa especial na compra de itens básicos locais tais como o sal, o azeite de oliveira, o vinho, a carne e a palha. Quando por fim foi completado, uns vinte anos depois, a água potável jorrou na cidade em quantidade, provindo das fontes em Caneças, a uma distância de uns dezoito quilómetros.
A água presentemente percorre colinas por meio de túneis subterrâneos, atravessando muitas ravinas e vales. O aqueduto foi ampliado para trazer água de uns 58 quilómetros de tributários, usando ao todo um total de 127 arcos. Quão majestosos são os trinta e cinco arcos elevados que cruzam a ribeira de Alcântara em Lisboa, o maior vão central sendo um arco de uns 33 metros de largura e de 68 metros de altura, ou igualando, em altura, a um prédio de vinte e dois pavimentos! Que contraste é ver hoje este antigo aqueduto de Lisboa bem iluminado à noite, estendendo-se pelos limites da cidade, e modernas rodovias passando sob seus arcos. Apropriadamente, é chamado de “Aqueduto das Águas Livres”, representando o fluxo desimpedido de água para os cidadãos.
Venha e vamos dar uma espiada lá dentro deste aqueduto. Somos conduzidos ao alto dos elevados arcos que cobrem a ribeira de Alcântara e ficamos surpresos de saber que o aqueduto também servia como passarela para o trânsito de pedestres através da ribeira. Ambos os lados do canal de água têm um parapeito que protege os pedestres de cair das beiradas.
Por enquanto ainda não vimos nenhuma água, visto que o curso d’água é completamente coberto. Em intervalos regulares, observamos pequenas torres quadradas no aqueduto, cada uma tendo uma porta que dá acesso à própria água. Espreitando para dentro de uma destas portas, vemos a água potável correndo canal abaixo — e quão rápido flui! Para nossa surpresa, podemos entrar dentro da área coberta e verificar que estamos dentro do próprio aqueduto.
Imagine só, o túnel tem quase 4 metros de altura! Paralelo à água, construiu-se pequena calçada. Esta é usada para os operários consertarem quaisquer danos. Pequeno entalhe na parede contém pequena caneca de barro, e oferecem-nos se queremos provar a água. Oh, quão fresquinha e gostosa é! A água que flui não é profunda demais, tendo apenas cerca de 18 centímetros de fundo, e o curso d’água em si não tem mais de uns 90 centímetros de largura. O aqueduto por fim termina num reservatório no coração da cidade. Naturalmente, este aqueduto não é mais a única fonte de água de Lisboa, visto que sistemas modernos há muito substituíram os métodos gravitacionais.
Outro indício da distribuição d’água nos dias de antanho são as muitas bicas d’água públicas que ainda funcionam em Lisboa. À medida que a água se tornou mais abundante e cresceu a população, foram construídas muitas excelentes bicas d’água. É interessante que documentos existentes na câmara municipal de Lisboa revelam muita coisa sobre os métodos usados para se distribuir a água no século dezoito.
Cada bica pública tinha um determinado número de homens licenciados que distribuíam a água potável aos moradores por carregarem um barril de madeira de 30 litros nas costas. Água não potável também era vendida de casa em casa, mas os vendedores que tentavam vender tal água como sendo potável estavam sujeitos a pesadas multas. Assim começou a prática de se pagar a água entregue em casa. Em Lisboa, até o dia de hoje funcionam alguns tanques públicos de lavagem de roupa em que aqueles não privilegiados de ter água corrente em casa podem ir para lavar a roupa da família. Muitos ainda usam os banhos públicos.

Aquedutos Modernos

Em comparação com os aquedutos antigos, construídos quase que de pedra, de canos de madeira ou até de bambu, os aquedutos modernos são colossais empreendimentos de engenharia, e podem incluir canais, adutoras e túneis. Com o crescimento e o desenvolvimento urbano resultando em cidades que se espalham, atingindo milhões de pessoas, a capacidade do homem de fornecer adequado suprimento de água foi desafiada. Notáveis consecuções podem ser observadas nos estados de Nova Iorque e da Califórnia.
A cidade de Nova Iorque produziu o gigantesco aqueduto de Catskill, a fim de trazer uns 2.000.000.000 de litros por dia para aquela cidade. Organizou-se uma comissão para garantir o suprimento de água a umas quatorze cidades do sul da Califórnia. O resultado foi o notável aqueduto do Rio Colorado, que traz água sob pressão de uns quase 400 quilómetros, atravessando várias cadeias de montanhas. Este projecto envolvia a construção de três represas de concreto, e de cinco grandes estações de bombas para erguer a água a um total de 490 metros.
Sem dúvida, todo o mundo avalia que a água é essencial.

in Despertai de 8/7/1973 pp. 13-16

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Provérbio da semana ( 22:26,27 )

Não venhas a ficar entre os que batem as mãos, entre os que são fiadores de empréstimos. Se não tiveres nada com que pagar, por que tirarias a tua cama de debaixo de ti?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Palavra da semana ( 52 )

umbrático

(latim umbraticus, -a, -um)
adj.
1. Sem luz. = ESCURO, SOMBRIO
adj.
2. Que procura a sombra.
3. Relativo a sombra.
4. Que só existe na imaginação. = FANTÁSTICO, IRREAL, QUIMÉRICO

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ajudas mentais para o cérebro emperrado

( Continuação do artigo "Aprende a pensar com lucidez?" )




SERÁ que seu cérebro parece ficar emperrado quando se trata de pensar e de fazer decisões no dia a dia? Talvez imagine que “pensadores” são sempre pessoas peritas ou os génios. Bem, isso não é verdade. A maioria dos pensadores reais são pessoas comuns que sabem enfrentar a incontável multidão de desafios diários que os confrontam. O que pode ajudá-lo a desenvolver a mesma habilidade?

Mantêm em Vista Todos os Seus Alvos?

Conforme explicado no artigo anterior, a ajuda básica para melhorar o seu modo de pensar é ter sempre presente seu propósito global na vida. Quando perde de vista seu alvo principal, o pensamento se torna inseguro.
Mas, também importantes, para estimular seus processos de raciocínio, são o que se poderia chamar de alvos secundários. Alguns problemas do dia a dia jamais são solucionados porque as pessoas só pensam nos alvos principais, de longo alcance, ignorando os alvos menores, porém importantes.
Como os alvos secundários ajudam o raciocínio pode, novamente, ser ilustrado por uma viagem. A pessoa que viaja de Madrid, Espanha, para Berlim, Alemanha, sabe qual é seu alvo principal. No entanto, talvez queira dividir a viagem em secções menores, talvez fazendo paradas em Toulouse e em Paris, França. A viagem geral então parece mais curta e ela dispõe dum alvo imediato para o qual orientar seu modo de pensar.
Similarmente, se dá com nossa vida. A pessoa talvez saiba qual é seu alvo principal na vida. Mantendo isso destacado, a pessoa deveria, depois de pesar cuidadosamente suas circunstâncias, decidir sobre certos subalvos. Empenhar-se em atingi-los faz com que o alvo principal pareça vir com mais facilidade e rapidez.
Depois disso, quando qualquer um destes homens considerar uma decisão, não deve pensar apenas: ‘Como isso influirá em meu alvo principal na vida?’, mas também deve perguntar: ‘Como isso influirá em quaisquer alvos secundários que eu tenha?’ Isto ajuda a manter correto, em foco, o raciocínio diário.
Com efeito, as pessoas podem ser muito ajudadas a raciocinar por fixar um alvo para cada dia. Saber que gostaria de realizar certas tarefas naquele dia amiúde o estimula a considerar como fazer todas as coisas da forma mais eficiente. Isto, por certo, significa que cada dia precisa ser planeado.
Alguns acham tempo para planear o trabalho do dia por se levantar um pouco mais cedo de manhã ou por dormirem um pouco mais tarde na noite anterior. Outros aproveitam o tempo que de outra forma seria perdido em ver televisão. Alguns tomam apenas alguns minutos antes de saírem do trabalho, cada dia, para esboçar as actividades do dia seguinte.
Certo director atarefado, com nove filhos, faz grande parte de seu planeamento ao viajar de trem. Afirma: ‘Se eu não gozasse destes momentos a sós, cada dia, jamais conseguiria pensar sobre coisas importantes e fazer minha programação diária.’

Pensa de Forma Sistemática?

Outra ajuda para fazer mover um cérebro emperrado é aprender a pensar de forma sistemática. Isto exige que se tente ver todo ângulo dum assunto. Para aprender a fazer isso, alguns sugerem que se encare os problemas como se estivéssemos participando do jogo de “Vinte Perguntas”. Neste jogo, um grupo ou painel tem vinte oportunidades de descobrir um assunto que está na mente dum mediador. A ideia é eliminar tantas possibilidades quantas seja possível com cada pergunta, estreitando progressivamente o campo até à resposta lógica.
O jogo engloba um modelo de pensamento produtivo, na realidade, os princípios da pesquisa científica, a saber, percorrer uma lista de perguntas, eliminando as possibilidades, até que se possa seleccionar uma resposta. O engenheiro recapitula mentalmente se determinado problema pode ser solvido por meios eléctricos, hidráulicos, químicos, mecânicos ou por outros meios. O médico que faz o diagnóstico mental examina uma lista de doenças com sintomas similares, empenhando-se, através dum processo de eliminação, em chegar à conclusão correta.
Este processo de raciocínio ordeiro pode ser ilustrado por uma família que, tendo decidido mudar-se para outra localidade, fixa uma lista de exigências relativas a uma nova casa que querem encontrar: Exemplificando: (1) Queremos uma casa ou um apartamento? (2) Uma nova ou velha? (3) De um ou dois andares? (4) O preço não deve ultrapassar que quantia? (5) Na cidade ou nos subúrbios? (6) Distância máxima até o trabalho? (7) Da escola? (8) De supermercados e outras conveniências, e assim por diante?
Até que o hábito de encarar todos os problemas de forma sistemática se torne arraigado no leitor, não fique embaraçado em usar uma lista de verificação escrita similar a esta. Naturalmente, tal raciocínio pode ser aprendido por usá-lo em relação com todas as suas tarefas diárias, e não nas mudanças principais da vida, apenas.
Por exemplo: é uma dona de casa que raciocina? Ao invés de invejar secretamente as chamadas mulheres “talentosas”, por que não usa os mesmos processos de raciocínio que elas empregam a fim de efectuar seu trabalho? Samm S. Baker, em seu livro Your Key to Creative Thinking (Sua Chave do Raciocínio Criativo; 1962) mostra os meios de fazer isso:
“Declarou destacado professor de psicologia: ‘A capacidade de criar . . . não se limita à pessoa altamente dotada, mas é o direito inato de toda pessoa de talento mediano.’ . . . Se for uma dona de casa, há muitos desafios criativos em sua volta, que esperam ser solucionados para a conveniência e usufruto de sua família. Considere algo tão simples quanto um armário embutido de roupas. Poderá permitir que se crie uma confusão, como se dá em muitas casas . . . Ou, poderá planear criativamente de modo que tudo tenha um lugar asseado e ordeiro no armário, economizando tempo e mantendo a serenidade de todos na família, e granjeando louvor para si mesma.” — Páginas 1, 17.
Pode-se dizer o mesmo de seu modo de cozinhar. Disse famoso psicólogo: “Produzir uma sopa de primeira qualidade é mais criativo do que lambuzar um quadro de segunda categoria.”
Ou, como pai que contempla férias para sua família, pára realmente um pouco para planear toda a viagem? Considera todos os problemas possíveis que possam surgir quanto a seu carro? As roupas para um clima diferente? A diversão para os filhos enquanto dirige, e assim por diante?
Ou, tem dificuldades em dar-se bem com determinadas pessoas? Já pensou em que passos definidos possa dar que possivelmente solucionem tal situação?
Em toda área da vida, o raciocínio sistemático sobre tudo que o confronte, em coerência com seus alvos na vida, é de imensurável valor para sacudir o cérebro complacente.

Emperra ao Ter de Fazer Decisões?

Outra ajuda para estimular o raciocínio hesitante é lembrar-se de que os problemas simplesmente não “desaparecem” em resultado de se deixá-los para depois, ou de se recusar fazer uma decisão. Não fazer nenhuma decisão, com efeito, é em si mesmo uma decisão. Muitos que emperram quando confrontados com decisões verificam que, mais tarde, tornam-se mais difíceis de fazer. Por que muitos têm tal tendência?
Alguns temem consequências imaginárias. Outros se lembram de decisões passadas e, lamentando como resultaram as coisas, hesitam em fazer novas decisões. Mas, suponhamos que tivessem decidido de outro modo quanto a tais decisões passadas — quem pode realmente afirmar que as coisas teriam dado resultados muito melhores?
Por outro lado, é possível que tenha feito decisões erradas no passado. Deveria o orgulho agora impedi-lo de fazer decisões futuras? Não foi outro pensador senão Albert Einstein que disse, no tocante a suas próprias conclusões do estudo: “Penso e repenso, durante meses, durante anos, por noventa e nove vezes, que a conclusão é falsa. Na centésima, estou certo.” Felizmente, nas decisões pessoais, a média é amiúde bem superior a essa.
No entanto, como ajuda para fazer decisões corretas e prontas, pergunte a si mesmo: ‘Estou disposto a considerar os pontos de vista dos outros, em especial se estiverem, de qualquer modo, envolvidos na decisão? O supervisor ou o chefe de família sábio avalia que não é o único que sabe pensar. Sim, até no nível familiar, cada membro talvez tenha algo a contribuir. Rudolph Flesch observa:
“Se desejar colher rapidamente os pontos de vista de várias idades e sexos, fique aí em casa mesmo. A base para o raciocínio claro . . . é a compreensão de que pensamos com nossa experiência. A família . . . é o lugar para se aprender isto, de uma vez para sempre. . . . O trabalho em equipe familiar em raciocinar é comum quando se trata de grandes decisões, como comprar uma casa nova. É nisso que os maridos, as esposas e os filhos mais velhos se juntam para discutir o problema, pesando os prós e os contras das possíveis soluções, planeando com lápis e papel, e examinando as informações concretas disponíveis.” — The Art of Clear Thinking (A Arte do Raciocínio Claro; 1951), páginas 160, 163.
Naturalmente, não só nos projectos principais, mas até mesmo nos menores, é boa ideia consultar outras pessoas. Considerar os conselhos de outros também impede que a pessoa faça decisões precipitadas ou “apressadas”.
Outra fonte de informações baseada na experiência é o material de leitura. Nesse caso, podemos beneficiar-nos da experiência do autor, talvez uma pessoa que tenha gasto muitos anos no campo abrangido por seu livro ou artigo. Todavia, se ler algo para obter informações antes de fazer uma decisão, seja selectivo. Amiúde, apenas pequena parte de tudo que é publicado sobre determinado assunto lhe é de real valor. Tenha bem claro na mente o tipo de informações que deseja. Evite tangentes. Em outras palavras, ao invés de “leitura rápida”, aprenda a “raciocinar rápido”, tendo presente o seu propósito.
Uma vez disponha de razoável quantidade de fatos, ajuntados pela leitura e por palestras, e tenha gasto tempo meditando, então faça sua decisão. Por fim, a menos que evidência sobrepujante ao contrário se apresente depois, apegue-se ao que já decidiu.
Resumindo, aprender a pensar de forma clara exige concentrar a mente em seu alvo principal na vida, bem como estabelecer outros alvos secundários na vida. Daí, ao manejar seus problemas diários, ao planear seu trabalho, pense de forma sistemática e faça decisões dum modo coerente com seus alvos.

in Despertai de 8/7/1973 pp. 6-9

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Provérbio da semana ( 22:24,25 )

Não tenhas companheirismo com alguém dado à ira; e não deves entrar com o homem que tem acessos de furor, para não te familiarizares com as suas veredas e certamente tomares um laço para a tua alma.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Palavra da semana ( 51 )

ginecocracia

(grego gunaikokratía, -as)

substantivo feminino
Preponderância das mulheres no governo do Estado.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aprende a pensar com lucidez?




PENSAR com lucidez é um dos principais factores na vida bem sucedida.
É de imenso valor na vida quotidiana e em fazer decisões, poupando muito tempo e despesa para a pessoa.
No entanto, ainda mais importante, a pessoa que pensa com lucidez é ajudada a evitar decepções e perigos que, de outra forma, facilmente desencaminham o incauto. O conceito lúcido a ajuda a enfrentar os problemas e as situações da vida, que de outra forma são espinhosos.

Por Que a Maioria não Pensa com Lucidez

Muitos simplesmente preferem, de modo passivo, deixar que os outros pensem por eles. Para a maioria, portanto, o padrão básico de pensamento é estabelecido principalmente pela comunidade e pelo mundo em que vivem. Pensam e agem de forma similar àqueles que os cercam. Discerne-se isso até mesmo nas questões relativamente pequenas da vida, sendo que a propaganda e os veículos de notícias ditam seu ponto de vista. E, nas principais áreas da vida, o modo em que outros pensam muito por eles poderá ser ilustrado pelo que ocorre no tempo de guerra.
Quando seu país natal faz propaganda para atiçar a população para a guerra, será que a maioria analisa criteriosamente todas as questões envolvidas no conflito? Ou simplesmente aceita aquilo que se lhe manda pensar? Ao escrever sobre a Primeira Guerra Mundial, o falecido Winston Churchill observou: “Precisa-se apenas dum sinal para transformar estas multidões de camponeses e trabalhadores pacíficos nas poderosas hostes que despedaçarão uns aos outros.” Observou, ademais, que, quando se lhes disse o que deviam fazer, a maioria das pessoas acatou isso sem pensar. (The World Crisis [A Crise Mundial], Volume VI, página 93) Vinte e cinco anos depois, outra geração permitiu que o mesmo modo de pensar a conduzisse a um conflito muito maior, a Segunda Guerra Mundial.
Que resultado obtiveram muitos por terem permitido que outros pensassem por eles? Milhões morreram ou ficaram aleijados, não raro travando guerras em solo estrangeiro por questões que não compreendiam. E, agora, vemos que a norma de pensar do mundo, e os esforços que ela produziu, não trouxeram paz duradoura. Com efeito, o mundo de hoje se acha armado com armas muito mais devastadoras do que nunca antes.
Mas, não se voltam alguns contra o modo de pensar por trás de tais guerras? Sim, muitos da geração mais jovem se rebelam contra o “modo de pensar” dos mais velhos. Todavia, será que a perspectiva dos jovens rebeldes é realmente mais lúcida ou mais satisfatória do que aquela da qual procuraram fugir? Será que sua rebelião os conduziu a qualquer coisa realmente melhor?
O “modo de pensar” dos líderes mundiais em um extremo, e o dos jovens rebeldes, no outro, se combinam para mostrar que a forma de pensar do homem não produz resultados desejáveis duradouros. Talvez se sinta compelido a perguntar: ‘Se isto é assim, então, como é possível pensar com lucidez?’

Necessário o Alvo Definido Para Se Pensar com Lucidez

Pensar com lucidez exige, primeiro de tudo, que se tenha um propósito ou alvo na vida. Por que isso se dá?
Bem, viajar pela vida pode ser assemelhado a se fazer uma viagem; quanto mais certo for seu destino, tanto mais positiva será sua rota. Suponhamos que more em Madrid (Espanha) e diga que irá à Alemanha. Trata-se dum alvo muito amplo e se apresentam várias rotas alternadas. No entanto, ir de Madrid a Berlim, Alemanha, reduz grandemente o número de diferentes estradas em que poderia viajar; trata-se dum alvo mais preciso. Assim, também, quanto mais definido for o alvo da pessoa na vida, tanto mais estável é provável que seja o modo de pensar da pessoa.
Todavia, sabia que bem poucas pessoas podem declarar de forma simples e lúcida exactamente qual é o seu alvo na vida? Um comentário do Professor Aaron Levenstein, da Faculdade Municipal de Nova Iorque, sublinha quão sem propósito são realmente as vidas da maioria das pessoas:
“As pessoas talvez tenham vago entendimento de sua posição actual, mas não podem resolver onde é que desejam ir. Vivem sua vida sem uma filosofia. Não têm êxito em alcançar nenhum alvo, porque jamais fixaram um.”
Ao passo que é verdade, como afirma o Professor Levenstein, que a maioria não tem um alvo na vida, não é isso algo um tanto compreensível? Que alvo duradouro e satisfatório qualquer parte do mundo realmente oferece a uma pessoa, em direcção do qual possa orientar seu modo de pensar?
Entretanto, alguns poderiam perguntar: Será que ter um único alvo na vida não resulta em a pessoa ter mente “fechada”, ao invés de mente “aberta”? Vejamos.
Usualmente, quando as pessoas falam de mente “aberta” simplesmente estão dizendo que são tolerantes para com os conceitos de outrem. Mas, simplesmente tolerar os conceitos de outrem não exige realmente o pensar, exige? Com efeito, a mente completamente “aberta” poderia ser assemelhada a um cano que simplesmente deixa tudo fluir por ele, mesmo o esgoto. Nenhuma pessoa que respeite a si mesma deseja uma mente contaminada com lixo. Assim, precisa ser selectiva, precisa seleccionar o que aceita na sua mente. Em suma, precisa pensar. No entanto, não deseja ser tão estreito ou preconcebido que se recusa a considerar fatos que podem aprimorar seu modo de pensar.
Por conseguinte, é necessário o equilíbrio em seu modo de pensar. Como o Professor Levenstein se expressou: “É necessário pensar tanto de forma estreita como ampla.” Como é que fazemos isto?

O Benefício das Normas Correctas

Por dispor de uma norma com a qual medir novas informações apresentadas, pode-se alcançar o modo de pensar equilibrado. O indivíduo, destarte, controla o que lhe vem à mente e não se desvia de perseguir seu alvo, todavia, não despreza novas informações de valor.
Cada dia, a pessoa de pensamento lúcido precisa filtrar ou peneirar aquilo que é errado e para o qual sua mente está devidamente “fechada”. O constante bombardeio da propaganda através da imprensa pública, dos jornais e das revistas, bem como de livros, da televisão e de programas de rádio, torna isto mais essencial agora do que nunca antes.
Naturalmente, muito do que é publicado hoje se mostra, de imediato, como indigno da atenção da pessoa. Novelas, peças teatrais ou programas de televisão, por exemplo, que glorificam a perversão sexual, a imoralidade ou a violência se acham entre tais. Estimulando os desejos mais degradados, sua intenção é usualmente desencorajar o modo de pensar que valha a pena, em realidade entorpecendo a mente em favor da paixão irreflectida.
Mas, até mesmo aqueles livros e programas dos quais se pode obter algumas informações úteis exigem o exercício da cautela. Não raro, com subtileza, revelam a tendência errada de pensar, sendo talvez influenciados por teorias não provadas. Nisto, em especial, a pessoa de “mente aberta” precisa ter cautela ao ler, se há de evitar ser adversamente influenciada.
Aprende a pensar com lucidez? Terá tido um bom começo se tiver um alvo definido na vida e se tiver um padrão pelo qual julgar as novas informações que são trazidas à sua atenção. Mas, poderá dizer: ‘Eu realmente tenho um alvo na vida e um padrão. Não são estas grandes coisas que atrapalham meu modo de pensar. Antes, é a multidão de pequenas decisões diárias — isto é que me confunde. Como posso estimular minhas faculdades de raciocínio para enfrentar estas pequenas preocupações diárias da maneira mais eficaz?

( continua )

in Despertai de 8/7/1973 pp. 3-6

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Provérbio da semana ( 22:16 )

Quem defrauda ao de condição humilde para suprir-se de muitas coisas, bem como aquele que dá ao rico, seguramente se destina à carência.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Palavra da semana ( 50 )

sarcómero

(sarco- + -mero)
s. m.
[Citologia]  Cada um dos segmentos dos músculos estriados voluntários que permitem a contracção muscular.

domingo, 8 de setembro de 2013

O saber não ocupa lugar ( 372 )

Hoje com 3 em 1!



O Letreiro de Hollywood foi originalmente construído para fazer propaganda de um empreendimento imobiliário.



A banana é um alimento naturalmente radioactivo.



O peso estimado de todas as formigas existentes no planeta supera o peso de toda a humanidade.

É caso para dizer... WOW!!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

As línguas do homem




QUÃO dividida se acha a humanidade por falar diferentes línguas! Os peritos já chegaram a contar cerca de 3.000 línguas faladas. Se fossem acrescentados ao número acima todos os dialectos (formas locais de uma língua), ele provavelmente seria bem maior. Mas, o caso é que até os peritos discordam em alguns casos sobre o que é uma língua separada e o que é simplesmente um dialecto. Por quê? Porque, mesmo quando as pessoas falam o que se chama de dialectos da mesma língua, talvez não consigam compreender uns aos outros.
A maioria das línguas podem ser agrupadas em umas dez famílias de línguas, mais ou menos, (novamente neste caso diferentes autoridades fornecem diferentes números). Todas as línguas na mesma família são ramos de uma antiga língua “mãe”, e, em muitos casos, essa língua “mãe” já é morta.
Muitos sabem que o francês, o italiano, o espanhol, o português e várias outras línguas são todas modernas variedades do latim, grandemente mudadas. Não são muitos que estão a par que até mesmo o latim é classificado como sendo membro de uma família de línguas. Junto com muitas outras línguas da Europa e da Índia, diz-se que surgiu dum ancestral perdido, chamado indo-europeu.
É possível que as línguas “mães” tenham sido relativamente poucas. Com o tempo, as pessoas que falavam a mesma língua se separaram e não tiveram contacto umas com as outras por séculos, de modo que seus hábitos de linguagem divergiram e duas ou mais línguas vieram a ser usadas onde antes só havia uma.
Qualquer língua viva muda constantemente, apesar da influência estabilizadora da imprensa e de boas comunicações. Assim, gradualmente, os grupos separados deixavam de entender uns aos outros. Mesmo assim, as línguas resultantes retêm suficientes características em comum que tornam óbvio que se relacionam umas com as outras.

A Família Indo-Europeia

Examinemos em mais pormenores uma família de línguas. Quase cerca da metade da população do mundo fala uma língua classificada como pertencendo à família indo-europeia. Não foi por acidente que a palavra três, por exemplo, é tão similar em russo (tri), alemão (drei), francês (trois), dinamarquês (tre), holandês (drie), irlandês (trí), grego (treîs), lituano (trys), sânscrito (trí), albanês (tre), e assim por diante. Diz-se que todas estas línguas se derivam da desaparecida indo-europeia.
Muitas delas são menos filhas daquela língua antiga do que netas, porque diz-se que muitas se derivam de línguas desaparecidas que eram, elas mesmas, ramos da indo-europeia. Exemplificando: o galês, o bretão, o gaélico, e assim por diante, são alistados como descendentes de uma antiga língua céltica que surgiu da indo-europeia. O russo, o polonês, o sérvio, o checo, e assim por diante, têm seus ancestrais numa antiga mãe eslavônica. O inglês, o holandês, o alemão, e assim por diante, tem mãe germânica comum.

Classificar as Línguas

Apenas em data comparativamente recente, desde cerca do fim do século dezoito, é que os linguistas começaram a analisar a história e a relação das línguas vivas. Antes disso, tendiam a comparar apenas as formas escritas das palavras nas línguas diferentes, mas há muito mais nas relações familiares do que isso. Mesmo quando duas línguas têm poucas palavras similares, talvez a colocação de suas sentenças seja tal que mostre uma afinidade entre elas.
Tome o exemplo do laociano e do chinês. Seria difícil encontrar muitas palavras similares nestas duas línguas, todavia, têm três importantes características em comum. Primeira, uma palavra em ambas as línguas talvez tenha diferentes significados, segundo o tom da voz usado ao dizê-la. Por exemplo, a palavra laociana mu, proferida em tom baixo de voz, significa amigo, ao passo que em tom crescente significa porco.
Segunda, a maioria das palavras só tem uma sílaba ou se compõem de diversas palavras de uma só sílaba ligadas juntas.
Terceira, quando se fala duma série de objectos, é preciso usar uma palavra chamada classificadora toda vez para identificar a classe de objectos a que pertencem. Assim, o laociano não pode simplesmente dizer ‘Três moças’, mas tem de dizer ‘Moça três pessoas’, mostrando que as moças pertencem à classe de ‘pessoas’. Estas três características sugerem que o chinês e o laociano são parentes dentro da mesma família de línguas.
Por outro lado, não se atribui grande importância aos caracteres em que a língua é escrita. O inglês e o vietnamita usam ambos o alfabeto romano, que os vietnamitas deliberadamente adoptaram no século dezassete, mas as línguas são muito diferentes. O japonês e o chinês usam escrita similar, o que faz com que alguns os associem. Todavia, são classificados em famílias de línguas completamente diferentes. Por outro lado, o inglês e o russo, alistados como parentes distantes dentro da mesma família, usam caracteres diferentes.

Dificuldades de Aprendizagem

Talvez possa entender agora porque algumas línguas são mais fáceis de se aprender do que outras. Uma língua estrangeira que pertença à mesma família de línguas que a nossa usualmente terá muitos sons, palavras ou padrões de sentenças que verificamos serem familiares. A língua menos aparentada é, comparada à nossa, a mais estranha possível. De início, talvez nem sequer possamos diferençar os sons, e a ordem de colocação das palavras na frase talvez nos pareça esquisita.
Compare os números um a dez em alemão com os em português: eins, zwei, drei, vier, fünf, sechs, sieben, acht, neun, zehn. Especialmente se se lembrar que o alemão “z” é pronunciado “ts” e o alemão “v” é pronunciado “f”, poderá ver de imediato que há alguma semelhança. Agora, veja os números em laociano: neung, sohng, sahm, si, ha, hok, chet, bpaat, gow, sip. Não existe nenhum som em comum com o português. Quão muito mais diferentes pareceriam ser se se pudesse mostrar por escrito que cada número laociano tem de ser proferido em certo tom de voz que a pessoa decora junto com a palavra!
Observe a ordem das palavras. Em português, talvez se pergunte: “Quantas filhas tem?” Em alemão, isso seria “Wieviele Töchter haben Sie?” Aqui, palavra por palavra, a estrutura é a mesma quase. Mas, o laociano diz: “Chow mi luk sow chag kon?” Literalmente, isso significa: “Você tem filho fêmea quantas pessoas?” Estruturalmente é bem diferente do português.
Amiúde, as palavras encontradas em uma língua não têm equivalente em línguas de outras famílias. Por conseguinte, é muito mais difícil traduzir para uma língua que pertence a uma diferente família. Por exemplo, a revista A Sentinela no idioma tai ou siamês usa a mesma palavra para transmitir o que se quer dizer pelas palavras simpatia, empatia e consideração em inglês. Palavras separadas não existem em tai (ou laociano, seu parente próximo) para transmitir estas subtis diferenças. Por outro lado, o inglês consegue passar com uma única palavra para carregar, ao passo que o laociano e o tai tem palavras separadas que significam “carregar na mão”, “carregar no ombro”, “carregar numa vara de carga”, “carregar nos braços”, ou “carregar nas costas”.
A fim de ajudar os alunos a enfrentar esta situação não familiar a algumas línguas, novos métodos de ensino foram criados. Um deles é às vezes chamado de método directo. O aprendiz começa a dominar as sentenças básicas e os padrões de formação de sentenças desde o início. Aprende gramática à medida que se relacione às sentenças que ele já conhece, ao invés de penetrar nela desde o início e aprender longa lista de vocabulário sem poder falar ou entender a sentença mais simples.

in Despertai de 22/6/1973 pp. 12-15

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Palavra da semana ( 49 )

zímase

(grego zúme, -es, levedura + -ase)
s. f.
[Bioquímica]  Enzima da levedura da cerveja que provoca a decomposição da glicose em álcool e gás carbónico na fermentação alcoólica.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Escassez de proteínas — como remediá-la?




CALCULA-SE que um terço da população da terra, mais de um bilião de pessoas, não obtenha suficientes proteínas em sua dieta. Em resultado, incontáveis milhões de criancinhas nos países em desenvolvimento morrem antes da idade escolar. As que sobrevivem amiúde sofrem danos permanentes — mental e fisicamente.
Os peritos que estudam o problema alimentar mundial concordam: “A menos que a situação mude perceptivelmente, a escassez de víveres e a fome real ocorrerão, e, junto com elas, a contenda civil e a insurreição política de proporções sem precedentes varrerão as nações em desenvolvimento.”

Importância das Proteínas

As proteínas são essenciais a todos os humanos. São blocos de construção primários do tecido muscular, dos ossos, das cartilagens e da pele de nosso corpo. Os processos químicos vitais do corpo dependem das enzimas, algumas das mais importantes substâncias proteínicas. O crescimento e a substituição dos tecidos do corpo, portanto, exigem proteínas.
O corpo fabrica suas próprias proteínas por combinar os aminoácidos — pequenas unidades que contêm carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio — em compridas cadeias tridimensionais. A maioria dos mais de vinte aminoácidos são fabricados pelo corpo, mas oito deles precisam ser supridos por proteínas encontradas nos alimentos que ingerimos. O corpo transforma a proteína alimentar em unidades de aminoácidos; estes então são recombinados em novas proteínas, feitas sob medida para necessidades específicas.
Quando é baixa a quantidade de proteína alimentar, ou quaisquer dos oito aminoácidos essenciais forem escassos, o corpo sofre de deficiência de proteínas. Esta doença induz a apatia nos adultos e impede a recuperação de ferimentos e doenças. Nas crianças, os resultados são similares, porém mais graves. A deficiência branda ou moderada as torna especialmente susceptíveis a infecções respiratórias e a afecções gastrintestinais. Os casos mais adiantados de deficiência proteínica produzem o retardamento mental e físico irreversível ou até mesmo a morte.
A carência de proteínas, segundo se diz, põe em perigo o futuro de muitos milhões de pessoas do mundo. Isto já é bastante ruim, mas, visto que a falta de proteínas está aumentando, devido à demanda ser superior à oferta, teme-se impendente e ainda pior crise de proteínas.

A Terra Pode Fornecer

Será que a terra não consegue produzir suficiente alimento nutritivo para seus habitantes actuais? As autoridades, tais como a Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e a Agricultura, sustentam que o potencial agrícola do mundo é bastante grande para alimentar outros biliões de pessoas. Assim, a terra seguramente pode prover bastante alimento para todas as pessoas que vivem hoje. Então, o que está errado?
Um relatório do Conselho Económico e Social das Nações Unidas observou que o problema das reservas de proteínas é complicado por padrões sociais e económicos. Reconhece-se que a actual produção de proteínas é suficiente para satisfazer as necessidades da população da terra. Mas, os suprimentos não chegam às pessoas que precisam deles. Conforme declarou a bem-conhecida antropóloga. Dra. Margaret Mead: “O problema básico é um problema ético.”
Os resultados da má ética incluem excessos em uma parte do mundo, quando as pessoas têm fome em outra parte; alimento demais em uma parte do mundo, enquanto as crianças passam fome em outra. A agricultura se tornou grande negócio. Faz-se distinção entre o alimento que nutre as pessoas e o alimento do qual algumas pessoas, alguns países, derivam sua renda. O alimento não serve mais apenas para alimentar as pessoas. É um item comercializável.
É claro que o principal problema é o actual sistema de coisas mundial injusto. A terra pode produzir alimento saudável em grande abundância, mas, sob um sistema de coisas egoísta, dilacerado por divisões políticas, o alimento não chega às pessoas que precisam dele.

Tenta-se Remediar Uma Situação Ruim

Incapaz de solucionar o problema básico, isto é, a substituição do sistema egoísta, o homem tenta fazer ‘o melhor logo a seguir’ — isto é, tenta compensar esta situação ruim de vários modos. Por exemplo, frotas pesqueiras se expandem. A pesca mundial média aumentou em cerca de 6 por cento a cada ano.
Outro esforço de remediar a situação ruim diz respeito a aprimorar os métodos de processar o peixe. O alvo é a utilização mais completa desta valiosa fonte de proteínas. Partes dos peixes não consumidas, usualmente, podem ser transformadas em farinha estável rica em proteínas, com ou sem sabor ou cheiro de peixe.
Advogam-se vários produtos comerciais para tentar ajudar a amainar o problema da escassez proteínica. Os processadores tentam aprimorar métodos de obter concentrados de carne e de proteínas do amendoim, da soja, da semente de algodão e de outras oleaginosas após a extracção do óleo. O êxito já alcançado com a soja é exemplo da proteína vegetal de baixo custo.
O concentrado de proteínas de soja é um pó branco e leve que pode ser usado para enriquecer confeitos, sopas, bebidas e pudins. Uma mistura de fubá de milho, leite em pó, vitaminas, minerais e soja em pó fornece uma mistura rica em proteínas que pode ser usada para tais fins.
Os concentrados de proteína vegetal são usados em bebidas saudáveis, quentes ou geladas. Em Hong Kong, tal bebida é vendida em concorrência com os refrigerantes. Visto que a proteína de soja pode ser combinada com cerca de cem diferentes sabores para fabricar tal bebida, pode ser modificada para agradar aos gostos locais ao redor do mundo.
Também, a proteína vegetal é tecida em fibras, tornando-se similar à carne. As fibras de proteínas são misturadas com gordura, sabores vegetais e estabilizantes. Estes produtos semelhantes à carne podem ser cortados em fatias, moídos ou cortados em tabletes. Podem ser usados para suplementar carnes verdadeiras.
Em adição a desenvolver novos produtos da proteína já existente, também estão sendo exploradas novas fontes incomuns de proteínas. Obtém-se a proteína do petróleo, do gás natural, do óleo cru, de pó de serra, da cana de açúcar, do capim e da polpa do coco. Não, não se sugere que tais produtos sejam usados para consumo humano de forma directa. Antes, microrganismos tais como fermentos, bactérias e fungos utilizam tais produtos para fabricar a proteína. Ela é chamada Proteína de Célula Única, abreviada SCP segundo seu nome em inglês. Espera-se que tal proteína produzida por microrganismos seja dada como ração aos animais primeiro, tendo-se em vista o consumo humano de tais animais. Compreensivelmente, poderia surgir um problema da aceitabilidade de se introduzir células secas de microrganismos directamente nas dietas humanas.

A “Revolução Verde”

Outro esforço de remediar a situação resultou da “revolução verde” ou dos cereais. As safras de cereais são responsáveis pelo grosso das reservas de proteínas e calorias do mundo, cerca de 70 por cento do total. A quantidade de cereais aumentou impressionantemente graças a combinações de enxertos, fertilizantes, pesticidas e melhor estocagem.
A “revolução verde” foi considerada tão importante que um dos principais autores dos cruzamentos de plantas que contribuiu para as grandes safras, recebeu o prémio Nobel da paz em 1970.
As novas variedades de trigo e arroz aumentaram grandemente as reservas de proteína de cereais em muitos países. Em apenas dois anos, a safra de arroz do Ceilão aumentou em 34 por cento e, em seis anos, as safras de trigo da Índia mais do que duplicaram. O Japão, que possui uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, conseguiu um excedente de arroz. Há seis anos atrás, as Filipinas importavam um milhão de toneladas de arroz por ano; em 1970, esse país já era auto-suficiente e esperava começar a exportar arroz, todavia, isso resultou ser optimismo prematuro.
Soa-se, contudo, o alarme de que a dependência ampla de algumas variedades básicas de alta produtividade talvez estejam, efectivamente, lançando a base para colossal desastre. Se tais culturas de base tão estreita viessem a sucumbir ao desastre, os resultados poderiam ser catastróficos, não se tendo nada para substituí-las rapidamente.
“As causas da escassez, segundo Domingo Panganiban, perito do Conselho Nacional de Alimentação e Agricultura, são os tufões, a falta de financiamento, problemas da paz e da ordem, e mortífero vírus vegetal chamado tungro.”
Assim, a “revolução verde” não é digna de confiança para se solucionar a situação ruim. Antes, talvez apenas leve a uma fome mais devastadora. Até mesmo a actual produção incrementada não significa que as reservas de proteínas e de energia alimentar estejam alcançando as pessoas famintas. Ora, em alguns países, até 20 por cento dos cereais são perdidos por causa de deficiente estocagem!
A real necessidade, então, é de algo além da “revolução verde” — de um novo sistema de coisas que não seja controlado pelo nacionalismo e por egoístas interesses comerciais.

Uso Melhor das Reservas Disponíveis

No ínterim, o que pode a pessoa mediana fazer para si mesma e sua família a fim de remediar a escassez proteínica em sua dieta? Há muito que as pessoas podem fazer neste respeito, em sentido prático. A carne ou o bife talvez sejam saborosos, mas não se precisa dum bife para obter as proteínas necessárias. Acha-se disponível o peixe? Muitos obtêm grande parte de suas proteínas desta fonte.
Ovos, leite e queijo fornecem proteínas de alta qualidade. Poderá valer-se destes produtos alimentares? Se não, abundantes quantidades de proteínas se acham disponíveis de fontes vegetais. Legumes tais como lentilhas, feijões e ervilhas ainda são boas fontes de proteínas que podem ser usadas mais eficazmente por muitos. A maioria dos produtos vegetais, contudo, carecem de um ou mais dos aminoácidos essenciais. Tal deficiência pode ser corrigida por se combinar os mesmos com outros legumes ou alimentos proteínicos que supram a falta. Para exemplificar: adicionar apenas pequena quantidade de alimento proteínico de alta qualidade, tais como ovos ou queijo, a uma dieta de feijão ou mandioca ou tanchagem, criará um equilíbrio de aminoácidos, tornando possível usar-se eficazmente toda a proteína contida no alimento. Para conseguir tal vantagem, contudo, os alimentos proteínicos precisam ser comidos juntos.
Maior uso da soja como alimento é um modo prático de adicionar mais proteína à dieta. A farinha de soja pode ser adicionada a muitos alimentos, ou poderá, o próprio leitor, cozinhar a soja. Para obter melhores resultados, o feijão-soja deve ser razoavelmente fresco, e precisa ficar de molho na água antes de ser cozinhado. O feijão-soja cozido é um tanto parecido com a castanha e precisa ser bem mastigado, assim, alguns de início pensam que estão mal cozidos, mas deve-se esperar ter de mastigá-los bem. O feijão-soja pode ser usado em saladas ou servido como legume.
Os pais podem fazer muita coisa para utilizar melhor as reservas disponíveis a fim de melhorar a dieta de seus filhos, em países em que é reduzida a ingestão de proteínas. É usualmente depois que as criancinhas são desmamadas que elas desenvolvem séria carência de proteínas nestes países. O leite da mãe usualmente, contém adequada proteína, mas a dieta subsequente não contém. A mandioca é um componente principal da dieta das crianças desmamadas em muitos países, mas tem muitos carbohidratos e pouca proteína. Se, contudo, um cozido das folhas tenras fosse servido junto com a raiz da mandioca, o problema das proteínas seria remediado — as folhas usualmente não utilizadas contêm bastante proteína para equilibrar a dieta!
Portanto, pense um pouco nestes assuntos, caso as proteínas em sua dieta sejam deficientes. Descubra que alimentos podem suprir mais proteína à sua dieta. Ter boa saúde, junto com sua família, depende em grau nada pequeno de conhecer quais são as fontes disponíveis de proteínas.

in Despertai de 22/6/1973 pp. 8-11

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Palavra da semana ( 48 )

sinecura

(latim tardio [beneficium] sine cura, benefício sem cuidado)
s. f.
Emprego remunerado, de pouco ou nenhum trabalho. = CONEZIA, MAMA, MAMATA, NICHO, PREBENDA, TACHO, TETA, TRIBUNECA, VENIAGA

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O saber não ocupa lugar ( 370 )




O anfíbio da espécie Paedophryne amauensis, descrita em 2012, é actualmente considerado o menor vertebrado terrestre do mundo, com apenas 7,7 mm de comprimento,

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cuide de seu cabelo




COMO linda coroa, o cabelo da mulher realça sua beleza. É compreensível, portanto, que ela talvez gaste horas, toda semana, para lavar, enrolar, escovar, pentear e ajeitar o cabelo. Em alguns países, ela se dispõe a ficar sentada sob um quente secador de cabelo e a dormir com desconfortáveis rolos de cabelo, a fim de mantê-lo com boa aparência. O cuidado do cabelo lhe é de especial interesse.
Os homens, também, preocupam-se com o cabelo. Às vezes um rapaz se demora diante dum espelho, penteando o cabelo de um jeito e penteando-o de outro jeito até ficar satisfeito. Quando o homem percebe que o contorno de seu couro cabeludo está recuando ou que o cabelo diminui no alto da cabeça, talvez fique preocupado. Se a perda se tornar substancial, talvez até compre uma peruca.

Diferenças de Cabelo

O cabelo pode diferir amplamente de uma pessoa para outra. Isto se dá, não só entre as raças, mas também na mesma raça. Algumas mulheres, exemplificando, têm cabelo forte e elástico; outras têm cabelos fracos e flácidos, com muito pouca elasticidade.
Naturalmente, a elasticidade do cabelo pode mudar. A mulher talvez tenha dificuldades com seu cabelo quando adolescente, mas não a tenha mais quando se torna adulta. Por quê? Por causa das mudanças físicas quando fica mais velha.
No tempo húmido, o cabelo macio e flácido ficará liso mais prontamente. Trata-se duma condição herdada, e a mulher que a possui tem de enfrentá-la. Por outro lado, a mulher que tem cabelo forte e elástico sabe que, em tempo húmido, seu cabelo tende a encrespar-se com facilidade.
As diferenças de cabelo são também evidentes na coloração. Com efeito, é comum que o cabelo tenha diversas tonalidades. Mas, o que faz com que o cabelo se torne grisalho? O cabelo grisalho não é cabelo morto nem perdeu a cor. Antes, trata-se de cabelo novo que substituiu o cabelo antigo, mas sem a mesma pigmentação. Ao passo que o cabelo grisalho usualmente é ligado à velhice, às vezes o homem com vinte e poucos anos tem uma quantidade substancial dele. Por algum motivo desconhecido, seu corpo parou de produzir suficiente pigmento para o cabelo.

Indicador da Saúde

Seu cabelo, na realidade, pode indicar a condição de sua saúde. Isto se deve a que o cabelo é um dos tecidos de mais rápido crescimento do corpo, e quaisquer anormalidades na química de seu corpo se evidenciam na estrutura de crescimento de seu cabelo. Certos médicos começam até a pensar que é possível diagnosticar as moléstias duma pessoa por examinar uma mecha de seu cabelo.
Visto que o cabelo reflecte directamente a condição do corpo duma pessoa, a mulher deve reconhecer que a prontidão com que seu cabelo pode ser ajeitado poderá mudar temporariamente devido à gravidez, à menstruação, à anemia, e à variação da pressão sanguínea. As vezes a mulher perde muito cabelo na gravidez, e o recupera em questão de meses.
A tensão emocional também pode influir nos cabelos. O extremo nervosismo parece interromper o fluxo normal de nutrientes para o couro cabeludo. Muitos dos problemas com os cabelos que as pessoas têm podem ser atribuídos a seus nervos. A dieta também pode influir em seu cabelo. A dieta equilibrada que inclua legumes, frutas e não muitas massas e açúcares contribui para um corpo saudável e, por sua vez, em cabelos saudáveis. Mas, a boa condição dos cabelos exige muito mais do que um corpo saudável; também é necessária a atenção pessoal.

Escovar e Lavar os Cabelos

Escovar regularmente os cabelos realça sua aparência e melhora sua condição. Por se remover a poeira e a sujeira encrostada, o escovar contribui para uma aparência limpa e acetinada. Se a pessoa tiver couro cabeludo oleoso, o escovar também fortalecerá os músculos do couro e melhorará seu controle dos fluidos. Ao escovar, a melhor posição é com a cabeça inclinada para o solo e o cabelo pendurado. Isto traz mais sangue às raízes dos cabelos.
Ao limpar os cabelos, uma escova de cerdas naturais tem vantagens sobre a escova de cerdas sintéticas. As cerdas naturais são feitas de camadas sobrepostas similares às do seu cabelo, de modo que seguram mais prontamente e removem grande parte dos resíduos. Pode-se avaliar a necessidade de escovar diariamente os cabelos quando se compreende que seus cabelos juntam mais de dez vezes mais pó do que sua pele.
É importante manter limpos seus cabelos, mas não exagere. Se lavar com demasiada frequência os cabelos, eles poderão perder sua textura e parte de sua elasticidade. Os especialistas em cabelos recomendam que se lave o cabelo a cada duas semanas, se tende a ser seco. Outros tipos de cabelo em boas condições poderão ser lavados com um champô toda semana ou a cada dez dias.
A água mole é preferível, porque o sabonete amiúde se combina com as substâncias químicas contidas na água dura, produzindo um resíduo que deixa o cabelo com revestimento duro. Brando sabonete detergente poderá reduzir tal problema quanto à água dura, mas alguns verificam que um sabonete detergente é inadequado para seu couro cabeludo e seus cabelos. É melhor usar um champô que actue brandamente sobre ambos.
Um creme para enxaguar (“rinse”) depois dum champô amiúde é recomendado pelos cabeleireiros de senhoras, visto que pode fazê-lo recobrar o brilho e parece ser bom para recondicioná-lo.

Alisar o Cabelo

Entre algumas mulheres que naturalmente possuem cabelo bastante crespo se tem tornado popular alisar o cabelo. Um dos métodos de fazer isso envolve uma solução alcalina. Mas, precisa ser usada com grande cuidado, porque pode influir adversamente sobre o couro cabeludo, bem como sobre a pele do rosto e do pescoço. A exposição excessiva do cabelo à solução poderá até dissolver as hastes do cabelo.
Outro método de alisar os cabelos depende de altas temperaturas. Um pente metálico é aquecido entre 150 e 260 graus centígrados e é passado nos cabelos. A alta temperatura acompanhada da tensão sobre os cabelos pelo pente faz com que os anéis apertados de cabelo fiquem lisos. Também isto pode ser perigoso. Se não for feito com cuidado, poderá haver um rompimento do cabelo e possíveis queimaduras do couro cabeludo. Natural é que, depois de algum tempo, os cabelos voltem a suas ondas normais.
Ao escolher um penteado, a mulher usualmente terá melhor aparência e será ajudada a impedir que seus cabelos caiam se actuar segundo as suas qualidades naturais, ao invés de tentar mudá-los drasticamente. Ademais, sua escolha do penteado reflecte seu conceito mental. Será que deveras reflecte aquilo que tencionava?
Quer seja mulher, quer homem, tem bons motivos de dar aos seus cabelos o cuidado que eles merecem. Uma dieta razoável, junto com o escovar regularmente o cabelo muito contribuirá para mantê-lo em boa condição.

in Despertai de 8/6/1973 pp. 22-24

terça-feira, 16 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ocupações dos insectos




MUITOS insectos exercem ocupações similares às dos humanos. Sabia disso? Muitos de seus métodos de trabalho são inteiramente fascinantes.
Isto não significa que tais criaturas tenham qualidades humanas. Suas actividades não foram do tipo que um de seus primitivos ancestrais aprenderam e lhes transmitiram. O que os move a agir e a fazer as coisas segundo seu padrão de vida peculiar é o instinto que lhes foi dado por Deus.

Besouros Fazem Enterros

Considere a ocupação do besouro coveiro. Esta criaturinha é um coveiro mesmo! Atraído pelo cheiro pútrido, ele e sua fêmea correm para enterrar camundongos, rãs, cobras, lagartixas, esquilos, coelhos mortos e outras carcaças de tamanho similar.
Como fazem isso? Obviamente, cada carcaça apresenta novos problemas funerários, o tamanho e a posição do corpo diferem em cada caso. Também, o solo sobre o qual se acham varia de lugar em lugar.
Primeiro, estes besouros inspecionam a carcaça por andarem sobre toda ela e em volta dela. Tendo feito isto para sua inteira satisfação, então se metem debaixo dela. Usando suas diminutas cabeças e pés como escavadeiras, começam a operação de rebaixamento por tirarem o solo de debaixo do corpo. O macho usualmente é que cava mais. A fêmea abre um túnel para dentro da carcaça, para ali colocar seus ovos. O trabalho é árduo e vagaroso, mas são constantes em fazê-lo. De vez em quando tiram curtos “intervalos” para descanso. Pouco a pouco, o corpo penetra no solo, seu próprio peso o impulsionando.
Cerca de duas semanas depois do enterro, os ovos do besouro, postos dentro da carcaça, são chocados. E ali, naquela creche fedorenta, os filhotes do besouro coveiro se nutrem da carne morta, rica em proteína, ao redor deles.
Certo cientista verificou que dois destes besouros enterraram uma toupeira a uns sete centímetros e meio debaixo da terra. Ele ficou surpreso, pois tal feito era comparável a dois homens acharem um elefante morto e o enterraram a seis metros abaixo do solo em questão de doze horas! Fez experiências com tais insectos. Em cinquenta dias, enterraram doze corpos de rãs, peixes, aves e quadrúpedes.
Outro insecto que tem uma ocupação incomum é o escaravelho conhecido como vira-bosta. Ele e sua fêmea rolam bolotas de excremento de um lugar para outro, não raro muitas vezes maiores e mais pesadas do que eles. Observá-los rolar uma bolota de excremento é engraçado. Amiúde tropeçam ou caem, ficam de novo de pé e começam tudo de novo. Daí seu nome de vira-bostas.
Ao passo que tais insectos necrófagos ajudam a manter limpo o solo, sua ocupação mal-cheirosa satisfaz os seus próprios interesses. Dentro daquelas pelotas de excremento se acham os ovos que eles põem. Assim, quando nascem os filhotes, alimentam-se desta matéria em decomposição.

Magistral Alfaiate

É assim que chamaríamos a lagarta da borboleta estadunidense tortoiseshell (casco de tartaruga). Sua ocupação envolve fabricar um casaco com forro de seda. O produto final é notável modelo de calor e de asseio. O que surpreende é que não usa nenhum padrão, nem tesouras, como fazemos nós, humanos. Tem sua própria espécie particular de aparelho de costura. E fabrica sua própria agulha e linha. Na verdade, trata-se dum arranjo económico e prático.
Seus instrumentos de corte são suas fortes mandíbulas e alguns diminutos dentes afiados. Com eles, corta directo uma folha como se estivesse seguindo certa linha previamente traçada. Daí, divide a folha cortada de modo que ambos os pedaços sejam exactamente do mesmo tamanho e forma. Tudo isto sem uma régua. Em seguida, costura os dois pedaços de folha juntos nos extremos, de modo que o casaco feito se parece a pequeno cilindro. Estas peças perfeitamente ajustadas são costuradas de forma tão diminuta que se precisaria dum microscópio para ver a costura.
Onde é que obtém a linha? Da boca. Sim, um tubo na parte de trás da mandíbula lhe fornece a seda. Visto que esta lagarta deseja que seu casaco seja quente, reveste-o grossamente com a mais macia seda que se possa imaginar. Assim, quando entra nele à noite, sente-se tão aquecida como uma torrada.

Lavradores Que Transportam Folhas

Abundantes nos trópicos americanos são as formigas que transportam folhas. Sua ocupação é incomum. Marcham rápido em duas colunas, uma coluna indo e outra vindo dum arbusto ou duma árvore que talvez esteja um quilómetro e meio ou mais de distância do formigueiro. Aquelas que estão na coluna de volta carregam pedaços de folhas nas costas.
Observá-las no trabalho é algo intrigante. Sobem numa árvore ou arbusto, escolhem uma folha, e, então, usando suas mandíbulas qual tesoura, cortam rápido duas tiras convergentes que quase se encontram. Um rápido golpe e a peça triangular de verde é arrancada. Cada formiga usualmente efectua seu próprio corte. Mas, por vezes, uma talvez faça o corte ao passo que outras no chão apanham os pedaços caídos e os transportam. Quando a cortadeira se cansa, é substituída por outra formiga lá de baixo e ela desse para se juntar à equipe de transporte.
Tais formigas portam cargas que pesam até quatro vezes mais que elas, e isso por um quilómetro e meio ou mais! Proporcionalmente, afirma o naturalista A. Hyatt Verrill, seus percursos em apenas um dia foram calculados como se igualando ao que para nós seriam quase cinco mil quilómetros! Para avaliar isto, imagine um homem marchando rápido do Oiapoque, ao norte, até o Chuí, no sul do Brasil, em um só dia e voltando no dia seguinte, dia após dia, semana após semana. E, em cada viagem de volta ele transporta um peso de noventa ou de quase cento e quarenta quilos!
Por que estas formigas se empenham nesta obra estrênua? Fazem isso como parte de sua ocupação principal. E qual é ela? A lavoura! As folhas que obtêm constituem alimento para um leito de cogumelos ou fungos que cultivam em seu formigueiro. Primeiro, picam as folhas, mastigando-as e transformando-as em pequenas bolinhas ou pelotas. Daí, comprimem-nas na superfície de seu jardim. Num curto tempo, as pelotas se tornam cobertas duma cultura de fungos de pequeninos fios brancos. E o líquido que tais fios produzem serve de alimento para estes lavradores que transportam folhas.
Há muitos outros insectos que se empenham em ocupações. Entre os insectos há carpinteiros, pedreiros, construtores de túneis, de estradas, de cestas, de tendas, mineiros e outros. Seus métodos estranhos de trabalho deixam atônitos os que os estudam.

in Despertai de 8/6/1973 pp. 20-22

terça-feira, 25 de junho de 2013

Provérbio da semana ( 22:8 )

Quem semeia a injustiça ceifará o que é prejudicial, mas a própria vara da sua fúria chegará ao seu fim.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Palavra da semana ( 46 )

verdugo

(espanhol verdugo)
s. m.
1. Pessoa que inflige castigos físicos ou pena de morte. = ALGOZ, CARRASCO
2. [Figurado]  Pessoa cruel, que inflige maus tratos a alguém. = ALGOZ, CARRASCO
3. Pequena navalha, delgada e pontiaguda.
4. Parte saliente da chapa do trilho, nas rodas dos vagões, do lado interior da via, para evitar descarrilamentos.
5. [Náutica]  Friso saliente ao longo da borda do navio.
6. [Regionalismo]  Qualquer objecto de grandes dimensões.
7. [Antigo]  Espada comprida e delgada, sem gume.
8. [Brasil]  Cobra muito grande.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.