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terça-feira, 25 de novembro de 2003

A SAGA DO CHICO BRILHANTE

VIVENTIA II

Estou de volta, depois de um merecido descanso, merecido pois, porque os grandes escritores também se cansam! Claro que não é esse o meu caso…
Mas voltemos ao que interessa. E o que interessa nesta altura é descansar mais um pouco, pois já estou cansado…
Ah, apanhei-vos!
Conforme já perceberam, chegámos ao dia glorioso em que nasceu o rapaz que mudou muitas coisas. Ainda não percebi foi o que é que ele mudou, mas gosto desta frase. Tem impacto!
Dona Juventina, cada vez com mais dores, suplicava ao seu marido que a levasse à parteira ( não havia hospital, claro…).O Senhor Namérico, sempre amável, só dizia que ela teria de aguentar, pois o telefone estava avariado e ainda não tinham inventado o telemóvel. Provavelmente, a criança teria de nascer em casa, dizia ele. Mas não havia problema nenhum, pois ele tinha tirado um curso de parturiente por correspondência.
- Parturiente, homem????!!!!! Estás parvo, ou quê???!!!! Eu é sou a parturiente!!!!!!! (Nota do escritor ( sim, sou eu… ) : Parturiente: fêmea que está para parir ou que pariu há pouco.)
- Mas eu é que tirei o curso…
- Mas qual curso????!!!!! Quando é que foi isso???!!!!!!
- Foi há muitos anos, na Marinha! In the Navy! Aprendemos a ajudar uma coelha a dar à luz!
- Ahahahahah…ai,ai,ai,ai,ai…ui,ui,ui,ui…O que é que uma coelha tem de parecido comigo???!!!!!
- Bem, hum, então, isto é, pois, acho que são mesmo as orelhas…
Foi precisamente neste ponto que a criança achou que seria boa ideia sair da barriga da mãe (vocês sabem que não é bem da barriga…), de forma a acabar com uma provável discussão. Eram 23.54. Portanto, parecia que o miúdo ainda iria nascer naquele dia glorioso…
O pai teve mesmo de dar assistência à esposa, pois ninguém estava ali presente que pudesse ajudar…bem…talvez o cão…não?...está bem! Não vou contar os pormenores do nascimento, pois alguém poderia ficar impressionado e até mesmo desmaiar, o que não é bom para mim, pois se já são poucos os que lêem isto…
Infelizmente, a criança não nasceu no dia glorioso. Nasceu às 00.03 do dia seguinte, o que só me complica as contas, pois além de não nascer no dia glorioso, também não nasceu no ano glorioso… Pois é, nasceu no dia 1 de Janeiro…
Mas o que interessa é que nasceu perfeitinho, como disse a Dona Juventina (como se fosse possível alguém nascer perfeito…).Ela e o Senhor Namérico estavam felicíssimos! O seu tão ansiado rapaz tinha finalmente nascido! Afinal, o esforço que tiveram para fazer aquele filho não tinha sido em vão! Sim, muito esforço… Nem queiram saber…Querem?! Depravados!
Então visualizem nas vossas mentes brilhantes o cruzamento entre duas girafas a tentarem fazer girafinhas e o esforço que precisaríamos para abrir uma lata de Coca-Cola com os dentes! ( já estou a facturar… )
Conseguem?
Pois, o esforço foi tanto que até ficaram exaustos, aliás, até tiveram de tirar um mês inteirinho de férias! Para continuarem a tentar… Nem fazem ideia! A propósito, sabiam que alguns leões chegam a copular cerca de cinquenta vezes por dia? Não tem nada a ver, lembrei-me agora. Um pouco de cultura faz sempre bem.
Mas o que realmente interessa é que o rapaz nasceu cheio de saúde e de vigor, aliás, a primeira palavra que ele disse foi Viagra. Não, não, ele não disse isso quando nasceu, quer dizer, o rapaz era muito inteligente mas não tanto!
Os vizinhos acorreram para saudar aquele nascimento, coisa rara na aldeia, pois há precisamente oito anos, vinte e dois dias e quarenta e três minutos que não nascia ninguém! Aliás, o último nascimento era bem recordado pela população porque trazia com ele alguma tragédia, emoção e desencanto. Essa criança foi gerada por um casal que ficou famoso naquela aldeia, embora não por boas razões.
O Aniceto Curioso, jovem casadoiro, tinha uma grande pancada amorosa pela Felisberta Coentros, mas a moça aparentemente não estava com muita tendência para o namorico com o Aniceto. Mas o rapaz estava perdidamente apaixonado e tentava de tudo para estar perto da sua amada. Nos bailes da aldeia, aquilo era uma desgraça! O “Romeo” não descolava, e a rapariga começava a ficar farta. Mas um dia ele resolveu adoptar outra táctica. Vendo que a Felisberta não achava piada às suas colagens, resolveu distanciar-se dela, começando a manter contacto simplesmente por carta. Na tentativa de ganhar o amor da moça, as suas cartas eram autênticos hinos de amor, sinfonias de paixão, melodias de afecto. A verdade é que o rapaz se tornou um poeta de emoções, um prosador de sentimentos.
Após longos meses, as cartas teriam de ter algum efeito. Sem dúvida que as cerca de setecentas cartas que o Aniceto escreveu teriam algum resultado. E é óbvio que o resultado foi desastroso.
A Felisberta fugiu com o carteiro.
Já estão emocionados, não estão? Eu ainda hoje choro quando conto esta história, até porque foi hoje que a contei.
O Aniceto Curioso, desfeito, partiu sem destino. Recentemente, na aldeia surgiu a notícia de que o Aniceto se tinha tornado carteiro... Curioso!
Voltando aos vizinhos, aquele acontecimento teria de ser comemorado devidamente. Toda a vizinhança concordou em fazer uma festa para celebrar aquele nascimento. E assim ficou decidido. Mas como as festas são sempre muito cansativas, eu vou descansar mais um pouco. Até porque a festa não era para ser feita naquele dia, mas sim no fim de semana seguinte, portanto tenho tempo…

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

Com o devido mérito,coloco aqui um artigo que me foi enviado pelo meu amigo Nuno Mendes,e que acho muito real nos dias que correm.Infelizmente...
Apesar de estar em português brasileiro,façam um esforço por ler.

Matéria da revista Exame

Há 30 anos, talvez um pouquinho mais, o Santos Futebol Clube tinha aquele timaço acima de qualquer suspeita. Seu currículo de conquistas já era tão extenso que nem caberia nesta página. Apesar disso, o apetite da equipe por vitórias continuava o mesmo, e lá estava o Santos na reta final para vencer mais um campeonato.
Então, numa daquelas partidas contra um time sem expressão, em que o Santos sempre se empanturrava de fazer gols, a máquina emperra. O tempo vai passando, passando, e o placar teima em não sair do zero. Aquele pontinho perdido poderia ser desastroso, e Lula, o técnico do Santos, ia ficando cada vez mais aflito. Até que, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele cansa de esperar que seus craques resolvam a situação por conta própria e decide tomar uma providência gerencial. Olha para o banco de reservas e chama o atacante Pitico.

- Pitico, vem cá. É o seguinte. O Pelé ficou muito isolado ali na frente. Vai lá e encosta nele, para a gente ter mais opção de ataque.
- Falou, seu Lula.
- Além disso, nosso meio-de-campo está no maior bagaço. Você volta um pouquinho quando a gente estiver com a bola, para ajudar na armação.
- Certinho, seu Lula.
- Só mais uma coisa. O ponta-esquerda deles já matou o Carlos Alberto de tanto correr. Quando eles saírem jogando, você cai ali pela direita e fecha o espaço. Alguma dúvida?
- Só uma, seu Lula. Se o senhor acha que eu sou mesmo capaz de fazer tudo isso, por que é que eu ganho só três salários mínimos por mês?

Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem -- sem contar a formação superior -- liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um Pitico.
Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.

- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
- In a hurry!
- Saúde.
- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
- Não, não. Cópias normais mesmo.
- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
- Fabiana, desse jeito não vai dar!
- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
- Como assim?
- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
- Futuro? Que futuro?
- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
- Sei. Mas o senhor é hands on?
- Hã?
- Hands on. Mão na massa.
- Claro que sou!
- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará - com justa razão, que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.
Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.

Nuno Mendes - in "Exame"

terça-feira, 18 de novembro de 2003

Com o devido mérito,coloco aqui uma história verdadeira que me foi enviada pelo meu amigo forista José Ferreira.

Letra de médico

Sempre desconfiei da elevada capacidade de os farmacêuticos conseguirem ler os gatafunhos que são tidos como marca de intelectualidade superior: a letra de médico. O que vou contra a seguir é apenas um exemplo, mas o facto é que aconteceu. Fui muito recentemente a uma farmácia de Cascais munido da receita médica para comprar o medicamento prescrito. O funcionário da farmácia, muito profissionalmente lá foi buscar uma embalagem de “Panasorbe”. Como o médico me tinha dito oralmente para tomar “Ben-Uron”, estranhei que o farmacêutico me estivesse a dar “Panasorbe”. Olhei para a receita médica e perguntei, apontando:
- Estes gatafunhos aqui não lhe parecem dizer “Ben-Uron” ?
O funcionário retorquiu:
- Realmente parece, mas aqui já me parece estar escrito “Panasorbe” !
- Se calhar onde você lê “Panasorbe” deve ler “Paracetamol”, não acha ?- perguntei eu
- Realmente você é capaz de ter razão, mas como os medicamentos até parecidos, você até fica a ganhar porque o “Panasorbe” é mais barato !- concluiu o farmacêutico.
Por acaso os medicamentos são parecidos no que respeita aos componentes químicos e serve qualquer deles para me tirarem a valente dor de cabeça que de vez em quando tenho. Porém, maior dor de cabeça seria se a leitura da letra do médico tivesse como base, não dois analgésicos mas dois medicamentos totalmente diferentes, quer na composição química, quer nos fins a que se destinassem. Assim, se vale o conselho, quando o médico lhe prescrever algum medicamento, pergunte-lhe como se chama e escreva com o seu proprio punho o nome do dito cujo para ajudar o farmacêutico a vender-lhe o medicamento efectivamente prescrito pelo médico.
Haja saúde !

José Ferreira
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Aproveito para contar algo que me aconteceu recentemente e que de alguma maneira está relacionado.
Foi-me receitado pela minha médica da asma o medicamento Provax,que serve para prevenir as gripes.Acontece que na farmácia,a rapariga que me atendeu,certamente ainda novata,confundiu o que a médica escreveu,porventura devido à letra mas também devido à inexperiência,e vendeu-me um medicamento com um nome parecido,que não me lembro,mas definitivamente não aquele que eu precisava.Ao chegar a casa,e tendo algumas dúvidas acerca daquele medicamento,pois me parecia que o nome que a médica me tinha dado não era aquele,decidi ler o folheto.Qual não foi o meu espanto quando leio que aquele medicamento se destinava a pessoas que tinham a doença de Parkinson!!!!!
Retornei à farmácia para trocar o medicamento,claro,e não encontrando lá a rapariga que me atendeu,não pude concluir o que se tinha passado,mas apresentei uma reclamação informal à directora da farmácia,pois se eu tivesse tomado aquele remédio,provavelmente teria tido problemas.
Portanto,meus amigos,abram bem os olhos nestas situações!

terça-feira, 11 de novembro de 2003

Estou preocupado com algo que se está a passar com a juventude deste país.Não só com os jovens,mas principalmente com estes.A minha preocupação tem a ver com os telemóveis,mais concretamente com o fenómeno das mensagens escritas.
Todos sabemos que as mensagens escritas são muito populares entre os utilizadores de telemóveis.Aliás,eu também as considero muito úteis.Porém,o que me aflige é a forma encontrada por uma grande parte desses utilizadores para escreverem essas mensagens.
É óbvio que me estou a referir às abreviações usadas e abusadas por essas pessoas,e como já referi,que são principalmente jovens em idade escolar e que ao abreviarem o que escrevem,ainda que o façam de forma inconsciente,passam a usar essa forma de escrita no seu dia a dia.Ora,sabemos que o português falado e escrito por todos nós já não é grande coisa,mas parece-me que se as pessoas começam a falar e a escrever de forma abreviada,qualquer dia temos de aprender outra linguagem.
Não estou contra o uso total de abreviaturas nas mensagens escritas,mas não seria muito melhor se nessas mensagens se utilizasse o português normal?
É claro que a questão tempo e dinheiro são as "desculpas" mais usuais para se justificar o emprego dessas abreviações.Mas e então será isso preferível ao desejo que todos nós certamente temos de que os nossos jovens falem e escrevam correctamente a sua língua materna?
Para mim,isto é uma situação grave,embora incontrolável e incontornável.Tenho essa percepção...
O que seria possível fazer para evitar esta situação?
Talvez se os pais,os professores e a sociedade em geral lançassem um grito de alerta contra o que eu considero ser o esfumar da língua portuguesa.Não podemos talvez impedir que o uso de abreviações continuem nas mensagens escritas,mas podemos alertar que essa não é a forma correcta de escrever em português.
Sim,porque é cada vez mais notório que os jovens tendem a passar essa forma de escrita para tudo o que escrevem,perdendo dessa forma a identidade da língua portuguesa.
Isto preocupa-me porque não gosto e nunca gostei de escrever mal.Graças a Deus,até escrevo razoavelmente bem,e tento não dar erros nem calinadas ortográficas ou gramaticais(às vezes falho,claro...).E quando vejo que todas estas qualidades se estão a perder,fico triste.
Mas isto é simplesmente a minha opinião.

sexta-feira, 7 de novembro de 2003

A SAGA# DO CHICO BRILHANTE



VIVENTIA* I§


Corria o ano de mil novecentos e tal. Sim, já foi há muitos anos que esta história se passou. Mas também posso dizer que esta história se passa actualmente. Deixo ao critério do leitor.
Esse foi um ano memorável. Tão memorável que eu não me lembro qual foi o ano. As memórias são como os travões dos automóveis. Gastam-se.
Mas há quem diga que este foi um ano memorável.
E com isto já estou a pagar direitos de autor por usar a palavra “memorável” três vezes. Quatro.
Pelo menos para uma pessoa esse foi um ano…inesquecível. Foi o ano do seu nascimento. O ano em que o mundo conheceu alguém inesquecível.
Bem, com os direitos de autor que tenho para pagar nesta altura, vou ter de abreviar esta história.
Conforme já está muito bem explicado, nesse ano nasceu uma pessoa muito importante, pelo menos ele pensa que sim.
Estávamos num dia muito frio. Em Janeiro. Numa aldeia algures entre Bragança e Faro. Ou seja, num país entre Portugal e Rússia. Deixo ao critério do leitor.
Aliás, aproveito para dizer que o leitor terá sempre o critério nesta história. Inclusivamente o critério de não ler.
Como já mencionado, estava um dia muito frio. Um dia ideal para ter um bebé, claro.
Nesse dia, Dona Juventina, após quase 10 meses de gestação, estava preocupada. Já tinha dito ao marido, o Senhor Namérico que algo de errado se passava com o seu filho. Mas o marido, sempre amável, só dizia que o atraso se devia ao frio. O filho certamente não estava com vontade de sair, sabendo que estava um frio de rachar. Esta explicação, embora não descansasse a Dona Juventina, serve para percebermos logo no início da história que o rapaz seria muito inteligente, pois antes de nascer já se apercebia da temperatura exterior. Já perceberam que é um rapaz, não? Se ainda não perceberam, recuem na história até ao sétimo parágrafo…
Depois desta demonstração da minha capacidade, seja ela qual for, vamos avançar.
E está na altura de recuarmos um pouco no tempo. Já que o rapaz esperou quase 10 meses, não se importará de esperar mais uns minutos. E vamos recuar até ao dia em que a Dona Juventina recebeu o seu nome. Ah, pois, já tinha reparado que estavam curiosos em saber isso! Em relação ao nome do Senhor Namérico, já lá chegaremos.
Dona Juventina nasceu num dia de muito calor. Os seus pais ficaram perturbados com tanto calor que não sabiam que nome dar à sua amada filha. Após grande discussão, ficou combinado que iriam escrever o nome preferido num papel e tirar à sorte. Isso incluía a família, composta por avó e tia da bebé. E assim foi. O nome que saiu foi Juventude. Ora, a avó da moçoila, já meia gagá, estava muito confusa, e então, ouvindo na televisão que a juventude seria o futuro do país, resolveu escrever esse nome no papelinho, achando que a sua neta seria o garante do país. E assim foi.Com uma natural adaptação, surgiu o nome Juventina. E todos ficaram contentes com a perspicácia evidenciada pela avó. Coitados…
Já o Senhor Namérico foi um caso diferente. Igualmente idiota, mas diferente. O seu nome estava escolhido – Américo. Mas infelizmente no registo civil aconteceu algo que fez mudar essa escolha, embora de forma involuntária. Acontece que a pessoa que fez o registo era surda, ligeiramente, mas o suficiente para confundir tudo. Foi isto o que se passou:
- Então diga por favor, mas fale um pouco mais alto que eu não oiço bem…
- Vinha registar o meu filho, por favor.
- Milho??! Se temos milho??!! Isso não é aqui, enganou-se…
- Não, não… Vinha REGISTAR O MEU FILHO!!!
- Ah, muito bem…Mas não precisa gritar, basta falar um pouco mais alto… Então e qual será o nome do rapazote?
- Américo.
- América??!! Mas é um rapaz ou uma rapariga??!! E esse nome não é válido, pois é o nome de uma…
- Perdão, eu disse AMÉRICO!
- Numérico??!! Desculpe, mas também não pode…
- Desculpe, mas importa-se de CHAMAR OUTRO COLEGA?
- Com certeza! Ó Vidal, chega aqui…
- Diz…
- Este senhor quer registar o filho mas eu não entendo bem o que ele quer.
- Ora então diga qual será o nome…Temos nomes muito bonitos, Rafael, Luís, André, Miguel…
- Muito obrigado, mas já escolhemos o nome…
- Será Joaquim?
- Nnnnããããã…Américo. Esse é o nome…
Escusado será dizer o que o senhor Teimoso escreveu…
E assim está desfeito o mistério dos nomes. Podemos voltar então à narrativa da nossa história. Deixem-me só ver se…ah…não…o rapaz ainda não nasceu…
Como já disse, Dona Juventina estava muito preocupada. Mas de repente, eis que as dores de parto se apoderam dela! O dia glorioso do nascimento do herói estava escolhido! Apesar de serem onze horas da noite e ainda não se ter bem a certeza em que dia ele nasceria! Mas isso não importa! O que interessa é que estamos a chegar ao clímax da Viventia I! Está quase…
Chegou o momento! Chegou o momento de parar de escrever. Estou cansado, muito cansado…

Explicações absolutamente necessárias:
# Palavra de origem germânica saega - o que se diz
Nome genérico das lendas escandinavas; canção baseada nessas lendas.
Do Latim saga - bruxa; feiticeira.
Do Árabe saka - retaguarda.
Agora escolham…

* Latim.O facto de ter vida;existência;experiência de vida;o que se viveu;modo de viver;hábito de vida;exuberância de vida.

§ Numeração romana; significa um.

quarta-feira, 5 de novembro de 2003

Em breve darei início à saga do Chico Brilhante.
Uma história que será contada conforme a minha disponibilidade de tempo e de inspiração.
Será a história de alguém que nós conhecemos,ou até mesmo a nossa própria história.Ou então será simplesmente uma história,mas espero que divertida.
Estou disponível para me enviarem ideias.

terça-feira, 4 de novembro de 2003

Um episódio de vida real de um infeliz que foi à discoteca em avançado estado etílico

Ia eu no meu caminho
No meu mini fenomenal
Ia andando rapidinho
ai a uns 40 e tal.

Quando o meu carro derrapou
e fugiu para a valeta
até o vidro estalou
quando lhe bati com a fucinheta.

Ai Pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha batido,
Com o focinho assim.

Lá continuei eu à procura
À procura de me desenrascar
Encontrei uns amigos
Que me quiseram ajudar.

Chegando ao pé da maquineta
Viram a jante especial
Agarraram numa caceta
Até vi estrelas e tal.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha levado,
Uma cacetada assim.

Quando acordei já era tarde
Levantei-me devagarinho
Agarrei no sobretudo
Lá fui andando no caminho

Cheguei a uma placa
Que dizia Anonimato
Eu com o meu sobretudo
Misturava-me como um pato

Subi uma rampa toda
e toquei a campaínha
Abriram a porta para fora
E rolei a rampa todinha.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha rebolado,
Numa rampa assim.

Cheguei outra vez lá a cima
E entrei para a discoteca
Deram-me um totoloto
Quando pedi uma caneca

Ia a subir as escadas
Pisei o sobretudo
Vim cá ter abaixo
Batendo com o nariz em tudo.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca me tinha esparramado,
Numas escadas assim.

Apareceram uns amigos
Que me foram ajudar
E o meu totoloto prencheram
Para que eu podesse jogar.

Quando me quis ir embora
O porteiro não deixava
Mandou-me registar o totoloto
E eu disse que não jogava

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha sentido,
Um murro assim.

Lá tive eu de jogar
No totoloto e fui levado
Paguei 75 euros
E não ganhei um trocado

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha tido,
Um azar assim.

Lá fui eu a seguir
Até casa do meu primo
Deitei-me na cama
E dormi que nem um menino

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha tido,
Um dia assim.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.