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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O polvo


Tradução:

O polvo bêbado quer lutar contigo

Raridades e Recordações ( 40 )

Eu quero ser o Homem-Aranha!

O que forma uma praia?



PARA multidões de pessoas, a idéia de passarem um dia de agradável recreação à beira-mar é muitíssimo convidativa. Pode significar muito divertimento — nadar, tomar sol, empenhar-se em esportes e associar-se com amigos e entes queridos no ar fresco e livre, com o suavizante som da rebentação ao fundo. Em especial, no verão, a praia exerce poderosa atração.

Ao redor do mundo, as praias se alinham por milhares de quilômetros à beira dos oceanos, mares e lagos. Constituem locais de folguedo naturais, imaginados como sendo imutáveis, duradouros, quase permanente. Mas, para as pessoas observadoras que visitam a mesma praia, ano após ano, mudanças definidas se tornam patentes. A quantidade de areia na praia talvez flutue. Em alguns casos, mudanças radicais para melhor ou para pior podem ser notadas.

Ao usufruirmos as atrações da praia e observarmos suas transformações graduais, talvez algumas perguntas entrem em nossa mente. De onde veio toda essa areia? Por que algumas praias se tornaram tão vítimas da erosão, e outras praticamente desapareceram? Por que algumas faixas agradáveis são quase desnudadas de areia no inverno, apenas vindo a recobrar o suprimento nos meses do verão? As respostas a estas perguntas talvez nos surpreendam, em especial se, como a maioria das pessoas, nos inclinarmos a ver as praias em grande parte como coisas corriqueiras.

Nem Todas São Iguais

Se a pessoa não viajou muito nem visitou outras partes do mundo, concluirá facilmente que todas as praias são quase iguais. Deveras, porém, há grandes variações — na cor, na qualidade da areia, na inclinação da praia, e assim por diante. Por exemplo, em áreas vulcânicas, a praia freqüentemente consistirá em areia escura grossa, que se deriva da lava. Em outras regiões, as areias talvez sejam bem coloridas, compostas de corais de alto mar que se tornaram bem finas. Ainda outras praias talvez sejam reluzentemente brancas, pois são formadas de conchas quebradas que foram reduzidas a pó.

A maioria das praias, contudo, tem areia composta de pequenos cristais arredondados de quartzo, junto com diminutas partículas de muitos tipos diferentes de rocha. Esta areia vem principalmente das áreas interiores, sendo levada para o mar pelos rios e correntes. Talvez varie desde a muito grossa até a finíssima.

É tal grossura ou fineza da areia, convém lembrar, que determina em grande parte as características da praia. Se a areia da praia for razoavelmente grossa, então a inclinação da praia será relativamente íngreme. Tais grãos de areia grossa não se tornam densamente compactados por causa de sua própria natureza.

Por outro lado, a areia fina forma uma praia de forma inteiramente diversa. A inclinação da praia será mais gradual, a linha de rebentação continuará rasa por uma distância maior e, por esta razão, as ondas rebentarão muito mais longe. E a areia fina se compacta bem solidamente, de modo que se pode guiar carro sobre ela. Um notável exemplo disso é a Praia de Daytona, Flórida, nos EUA.

Governada por Leis

Mas, de onde provém toda essa areia, de qualquer maneira? Tinha a impressão de que resultava de a maré constantemente rebentar sobre as rochas costeiras? Isto talvez esteja envolvido, mas realmente só é responsável por uma pequena porcentagem da areia total das praias. Para a ampla maioria das praias do mundo, a resposta é bem diversa. Não foi senão nos últimos vinte anos mais ou menos que os homens começaram a entender melhor as forças que atuam sobre as praias e os efeitos resultantes.

À medida que os processos comuns de envelhecimento decompõem as formações rochosas, não raro bem no interior, as correntes e os rios transportam diferentes quantidades de sedimento para serem depositados nas embocaduras dos rios. Os sedimentos e argilas mais finos são logo levados para o mar, deixando atrás grandes quantidades de areia nos deltas dos rios. Mas, daí, como é que areia chega onde as praias são formadas? Para entender esta transferência, temos que examinar algumas das forças que atuam sobre uma praia.

As ondas que são geradas pelo vento no alto mar por fim gastam suas energias no litoral. Não obstante, nem sempre açoitam de frente a praia, isto é, as ondas nem sempre são paralelas ao litoral. Por esta razão, a energia das ondas da enchente se divide em duas partes. A parte principal se dirige perpendicularmente à praia e se dissipa na rebentação. A segunda parte, muito inferior em energia total, se dirige numa corrente paralela à praia e se restringe entre a areia seca e a linha de rebentação. Esta corrente pode ser assemelhada a um rio, tendo como uma das “margens” a beira da praia seca, a outra “margem” sendo a linha mar adentro em que a primeira onda começa a rebentar.

Este rio talvez flua costa acima ou costa abaixo, dependendo da direção das ondas de enchente. Este “rio” costeiro é bem semelhante a seus primos que fluem através da terra firme, no sentido de que é capaz de transportar grande quantidade de sedimento. O sedimento transportado pelo “rio” costeiro, naturalmente, é a areia que constitui a praia pela qual flui.

A areia trazida por estes “rios” costeiros talvez envolva grandes quantidades — em algumas áreas, milhões de toneladas de areia por ano. Isto envolveria muitos vagões ferroviários de areia que chegassem à costa a cada dia do ano. A quantidade, contudo, varia de região a região, mas podemos claramente ver que a areia trazida pelos rios e correntes até o oceano vem a ser distribuída ao longo do litoral.

Ao passo que este processo de transporte de areia prossegue de contínuo, ainda outro processo se acha em operação. Este processo é um que transforma a aparência da própria praia de uma estação para outra. Na maioria das praias do mundo, as ondas de enchente são menores e mais brandas nos meses de verão, e maiores e mais poderosas nos meses de inverno. As ondas mais brandas tendem a puxar a areia praia acima, ao passo que as ondas tempestuosas do inverno arrastam a areia da praia e a depositam em grandes montes paralelos à praia. Chamamos estes montes de bancos de areia. Ao retornarem as ondas mais brandas do verão, os bancos de areia tendem a desaparecer, à medida que a areia é mais uma vez levada para a praia.

Caso todas as areias trazidas pelos rios para os oceanos permanecessem nas praias, por fim teríamos amplas e arenosas praias ao redor de todos os nossos continentes. Mas, conforme se verifica, grandes quantidades de areia são perdidas em alto mar à cada ano, além do ponto em que as ondas possam influir nelas.

O Homem Transtorna o Equilíbrio

A mão do homem em muitos lugares atingiu o equilíbrio natural. A construção de baías e quebra-mares não raro produziu grandes mudanças nos litorais próximos. Entre outros efeitos, pode-se notar o acúmulo de areia de um lado duma baía, custosas operações de dragagem dentro da própria baía, e a erosão da praia do lado oposto. Na verdade, este é apenas um dos custos do progresso, conforme o homem o vê, mas há ainda outro problema que está vindo a ter cada vez maiores complicações.

O controle das enchentes, a conservação da água e as instalações hidrelétricas resultaram na construção cada vez maior de represas em todas as partes do mundo. Tais represas reduzem grandemente a capacidade dos rios e correntes de transportar sedimentos, cortando assim seriamente a reserva de areia destinada à formação de praias. Quando os deltas dos rios não mais suprem quantidades suficientes de areia, as praias imediatamente abaixo da costa começam a sofrer erosão. O excelente equilíbrio entre a perda e o lucro de areia foi transtornado.

Trazer areia de outras áreas e lançada na praia despojada só pode ser uma medida temporária, pois o processo da erosão continuará a levar embora a areia para o mar. O custo da reposição artificial da areia poderia tornar-se proibitivo.

Outro método da manutenção de praias envolve a construção de estruturas litorâneas, mais comumente o tipo longo e estreito, construído em ângulos retos para com a praia e projetando-se na rebentação. Estes “espigões” podem ser chamados de pedras grandes ou obras de madeira. A idéia é reter a areia à medida que é transportada pela praia, de modo a evitar maior erosão.

A erosão das praias é deveras crescente problema, em especial nas áreas densamente populadas do mundo. Propriedades à beira-mar correm graves perigos. Os humanos, de vida curta, com seu conceito limitadíssimo do futuro, adiantaram-se em planos para produzir lucros imediatos, financeiros ou de outra forma, planos estes que se voltam contra eles com inesperados resultados desastrosos. Assim, ao passo que grande parte da população dispõe por fim de tempo extra para recreação, cada vez mais das áreas naturais recreativas ao longo dos litorais da terra estão desaparecendo.

A formação duma praia verdadeiramente bela e natural está além do engenho do homem. Em contraste, as forças criativas e de manutenção da parte de Deus há longos séculos mantiveram as praias do mundo como locais de refrigério e descontraimento.

in Despertai de 22/2/1972 pp. 20-22

Provérbio da semana ( 18:24 )

Há companheiros dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma tentativa romântica...

Sem nada para fazer?



Tradução:

No caso de não ter nada para fazer, parta o vidro e depois varra os vidros partidos.

Raridades e Recordações ( 39 )

Linda...
Adormeçam ao som deste sol...

Vale a pena cuidar de seus sapatos



VALE a pena cuidar de seus sapatos de muitos modos. Por um lado, economiza dinheiro. Sapatos bem cuidados não têm de ser substituídos tão amiúde.

Também, com o devido cuidado, seus sapatos sempre terão boa aparência quando os calçar. Destacarão a sua aparência, ao invés de prejudicá-la.

Mas, talvez o maior benefício seja que sapatos bem cuidados calçam melhor e mais confortavelmente. Isto poderá significar melhor saúde e bem-estar para o leitor.

Comprar Sapatos

O tempo de se começar a cuidar dos sapatos é quando os compra. É sábio comprar os de boa qualidade. Na verdade, seu custo inicial talvez seja mais elevado. Mas, a longo prazo, são mais econômicos. Poderá usá-los por longo tempo, colocando três ou quatro solas novas antes que se gastem. E, ademais, sempre terão melhor aparência e serão mais confortáveis.

Favorece-se usualmente o couro para os sapatos, porque já serviu como pele para um animal vivo. Dispõe de muitos poros microscópicos. Assim, permite que entre ar fresco no sapato e saia o suor. “Respira.” Esta troca de ar e umidade através do couro é saudável e confortável para os seus pés.

Naturalmente, há pessoas que compram sapatos de materiais artificiais. Embora tais sapatos aparentemente não “respirem” tão bem, se é que respiram, e, assim, se inclinem a causar mais transpiração nos pés, alguns acham que têm suas vantagens. Por exemplo, podem ser menos custosos. Também, são consideravelmente à prova d’água. Mas, os sapateiros geralmente afirmam que sapatos feitos de couro são melhores.

Se decidir comprar sapatos de couro, há certas coisas a examinar dentro do sapato. É a base do salto de couro real? É também a palmilha, aquela parte em que repousa o metatarso do pé? O que dizer do revestimento do salto? Tais partes são todas de couro em sapatos de qualidade. Mas, em muitos sapatos, usam-se cartolina e outros materiais inferiores. Estes impedem a evaporação, e estragam mais rápido do que o couro.

Vire o sapato e examine a sola. Há pontos que seguram o solado à vira do calçado, aquela tira estreita de couro em torno do solado? As solas de muitos sapatos mais baratos são simplesmente coladas, e assim se soltam com facilidade.

Será de couro a sola exterior? O couro é mais resistente aos furos do que a borracha. E, tem melhor aparência, visto que suas extremidades aceitam melhor o lustre. No entanto, a borracha é mais resistente à água e, provavelmente dure mais pelo que custa do que a maioria dos couros. Assim, solas de borracha talvez sejam preferidas em alguns casos mais do que o couro. Mas, para o salto, a borracha é definitivamente superior ao couro nos sapatos de homem, durando mais e sendo mais confortável.

Cuidado de Sapatos Novos

Ao obter um novo par de sapatos, é sábio dar-lhes pronta atenção. O cuidado que os sapatos obtêm quando novos influi em quanto duram.

Primeiro, muitos verificam que é bom tratar os sapatos novos com um repelente de água à base de silicone, líquido que penetra no couro. Mantém os sapatos macios e confortáveis, e impede que a água, os sais e o suor ressequem o couro. Depois desta aplicação, deixe que os sapatos se sequem cabalmente.

Em seguida, os sapatos novos devem ser protegidos com graxas. Boas pastas de sapatos possuem uma boa combinação destas graxas. Elas nutrem o couro, bem como impedem a sujeira. Mas, as graxas líquidas ou de aerossol deixam de prover a proteção adequada.

Se os sapatos forem de uma matiz indefinida, talvez seja difícil encontrar uma graxa da cor que combine com eles. Cinzas, cores esbranquiçadas e pastéis são particularmente difíceis de igualar. Para tais cores é aconselhável usar-se graxa incolor.

Quando calça sapatos novos, tenha especial cuidado de que a lingüeta e os cordões estejam lisos e na posição correta. Se começarem a ser usados corretamente, é provável que continuem assim.

Contínuo Cuidado dos Sapatos

Os sapatos exigem contínuo cuidado, não apenas quando são comprados. Isto envolve verificar como anda. Se deseja que tenham boa aparência, não viva chutando coisas ou, de outras formas, abusando descuidadamente dos sapatos.

Também, tenha cuidado quando os calça e quando os tira. Não force os sapatos por colocá-los ou tirá-los sem desamarrar os cordões. Se o fizer, talvez cause dano ao contraforte do sapato, talvez forçando-o a perder a forma. Usar uma calçadeira representa cuidar bem dos sapatos. Protegerá o contraforte dos sapatos.

Recomenda-se não raro que se usem pés de madeira ou fôrmas, especialmente nos sapatos de homem. Tais fôrmas se ajustam ao sapato para manter sua devida forma, impedindo que se curvem ou enruguem. Mas, deve-se exercer cuidado para que as fôrmas não sejam ajustadas com tanta pressão que obriguem o sapato a perder a forma. Com efeito, certo sapateiro, que tem visto muitos sapatos serem danificados por muitas fôrmas indevidamente ajustadas, acha que usualmente causam mais dano do que bem.

Examine regularmente a condição de seus sapatos. Se houver algum talho ou marca de raspão, o que pode fazer? Lápis craiões de “retoque” podem ser comprados em certas lojas ou oficinas de conserto de sapatos. A área raspada deve ser colorida para igualar-se ao sapato, passando-se graxa sobre ela para cobrir o dano.

O que revela o exame de seus solados? Vale a pena não permitir que se gastem nas extremidades, de modo que a vira do calçado precise ser consertada ou substituída. Este conserto é caro. Também, os saltos devem ser substituídos antes que fiquem por demais gastos. De outra forma, podem contribuir para problemas de porte.

O bom cuidado dos sapatos envolve permitir que descansem e sequem. Muito embora o couro “respire”, os pés suam de tal modo que a umidade se acumula nos sapatos. Isto é prejudicial, estragando o couro interno. Assim, quando possível, é sábio ter mais de um par de sapatos, de modo que um par seja usado um dia e o outro no dia seguinte. A longo prazo, tal prática se prova econômica.

Limpeza e Lustre Regulares

A melhor forma de poder cuidar de seus sapatos é por manter o couro em boas condições. Vale a pena engraxá-los amiúde, mais ou menos uma vez por semana. As graxas na pasta para calçados impedem que o couro resseque e rache.

Mas, certifique-se de que os sapatos estejam secos e limpos antes de engraxá-los. Jamais engraxe sapatos sujos. Usualmente, a limpeza envolve a remoção do pó com um pano, embora, às vezes, um pano úmido ou molhado seja necessário.

Quando os sapatos estiverem bastante sujos, um sabão especial para couro é bom agente de limpeza. É melhor aplicá-lo como espuma, usando-se uma esponja não mais molhada do que o necessário para criar grossa espuma. O sabão para couros é bom porque também age como lubrificante do couro. Não obstante, o sabão comum e água tépida também removerão a sujeira absorvida ou incrustada. Daí, certifique-se de esperar até que os sapatos fiquem completamente secos antes de lustrá-los.

Alguns preferem aplicar a graxa com os dedos. Crêem que por passar de leve os dedos na graxa e então no sapato, a fricção aumenta e a graxa penetra melhor no couro. Também, crêem que a graxa pode ser mais igualmente distribuída desta forma; dificilmente se aplicaria graxa demais. Mas, por certo, o uso dum paninho ou esponja de pó podem impedir que seus dedos fiquem sujos. Depois de aplicar a graxa, rápida esfregada com escova ou pano macio produzirá o lustre.

Deixas Para Cuidados Especial

Uma situação crítica para os sapatos é quando ficam ensopados. Talvez pise em lama profunda. O que deveria fazer?

Depois de retirar os sapatos, remova os cordões ou abra as alças completamente para expor o interior. Recheie-os com bolas de jornal amassado, ou insira fôrmas de sapato de madeira. Limpe as superfícies externas com um pano velho. Daí, deixe-os secar num lugar relativamente fresco. Jamais os coloque perto do calor ou fogo para secar, pois isto fará rachar o couro. Depois de estarem quase que secos, talvez precise passar um sabão especial para couros para terminar o trabalho de limpeza.

Quando os sapatos estiverem inteiramente limpos e secos, podem ser tratados com um repelente de água à base de silicone. Deixe que se sequem. Daí, esfregue no couro uma boa pasta de sapatos, e lustre-os de forma regular com graxa. Seus sapatos devem ficar tão bons quanto os novos!

Mas, o que fazer se ficar com sapatos manchados, com manchas que não saem com água e sabão? Talvez fiquem com manchas de alcatrão. Jamais use álcool ou agentes descorantes. Estes estragarão o couro. Antes, use um fluido para lavar a seco destinado a tecidos. Molhe a ponta do pano no agente de limpeza e a esfregue de leve nas manchas.

A forma de limpar sapatos de camurça é esfregar de leve com uma escova de camurça, mas uma lixa bem fina resolve melhor o problema da remoção de manchas.

Aplicar as sugestões acima muito contribuirá para fazer com que seus sapatos sejam apresentáveis e durem mais. Realmente vale a pena cuidar de seus sapatos.

in Despertai de 22/2/1972 pp. 17-19

Provérbio da semana ( 18:23 )

Aquele de poucos meios profere rogos, mas quem é rico responde de modo forte.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Vantagens


Tradução:

As vantagens de ser daltónico

Consegui!

Raridades e Recordações ( 38 )

Um pouco de nonsense... É o gorila, é o gorila, vou-te devorar!!!!

Por que suas orelhas são enrugadas




OS ESTUDIOSOS da audição humana certa vez pensavam que os pavilhões auditivos externos do homem eram simples decorações enrugadas em sua cabeça. Achavam que não tinham nenhuma finalidade útil, exceto a de atuar como ineficazes trombetas auditivas. Mas, o Dr. Dwight Batteau, da “United Research, Inc.”, de Cambridge, Massachusetts, verificou que as orelhas externas são enrugadas para servir um propósito bem útil. Tais curvas, ondulações e reentrâncias das orelhas ajudam todas a determinar de que direção provém o som, e até mesmo a distância aproximada de sua fonte. Eis aqui como se crê que fazem isto:

Os complexos canais ou convoluções, sim, tais rugas de suas orelhas, adicionam pequeno som refletido ou eco a qualquer som que ouça. Este leve eco adicional variará com diferentes ângulos em que os sons se originem. Por exemplo, se ouvir um som vindo de cima, o diminuto eco acrescentado pelas rugas de suas orelhas diferirá do que adicionam ao som proveniente de baixo ou do que vem de trás do leitor.

Então, este diminuto eco entrará em seus ouvidos uma fração de segundo depois do som principal. Daí, aquela parte de seu cérebro que cuida de sua audição analisará este som principal e seu eco acompanhante atrasado. E, por tal análise, fica imediatamente cônscio das direções de onde provém o som. Tão rápido acontece tudo isto que nem sequer se dá consciência disso. Ademais, quando ouve um som procedente de sua direita, então seu ouvido direito ouve-o pouco antes de seu ouvido esquerdo, e vice-versa. Isto também tem sua parte em sua habilidade de saber de que direção o som se origina.

Assim, mesmo com os olhos fechados, pode dizer se o som veio de trás ou de sua direita, ou da sua esquerda, ou de cima. Sim, tais rugas em suas orelhas aumentam o sentido de direção de sua audição, e isto aumenta o prazer da vida. Com isto, sabe para onde olhar ao ouvir o agradável canto dum pássaro empoleirado em certa árvore, ou a batida de um pica-pau à procura de larvas de insetos. Aumenta o prazer de ouvir música estereofônica. Pode deleitar-se de ouvir o som sedoso dos violinos por um alto-falante, e o floreado dos pistons por meio de outro.

Sim, suas orelhas são enrugadas para aumentar seu usufruto da vida.

in Despertai de 22/2/1972 p. 12

Provérbio da semana ( 18:21 )

Morte e vida estão no poder da língua, e quem a ama comerá os seus frutos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Raridades e Recordações ( 37 )

I want...

Epilepsia




ERA meio-dia num ginásio da Califórnia, EUA. Uma atraente jovem do décimo ano descia as escadas, junto com muitas de suas colegas. Subitamente, caiu ao solo. Os músculos de seu corpo se endureceram. Brevemente deixou de respirar, e seus músculos entraram em contrações, agitando violentamente seu corpo. Muitas colegas olhavam ansiosamente, tomadas de completa surpresa com o que viam acontecer à jovem. Tratava-se dum ataque epiléptico.

Como reagiria se a jovem fosse sua colega ou conhecida? Continuaria a tratá-la como amiga? Ou, pensaria agora que era um tanto indesejável? Sentiria medo dela e tentaria evitá-la?

Conceitos Primitivos e Atitudes Atuais

Por milhares de anos cria-se comumente que havia algo de mágico ou demoníaco ligado à epilepsia. Os epilépticos eram acusados de feitiçaria e relegados ao ostracismo. Abriam-se buracos em suas cabeças e eram tratados com ferros quentes para expulsar os maus espíritos. Sua perturbação era tida como “mancha familiar” hereditária, e como causando o retardamento mental.

Tais conceitos persistiram até os tempos modernos, e foram incluídos nas leis dos países. Na década de 1950, cerca de um terço dos estados dos Estados Unidos possuíam leis que restringiam o casamento dos epilépticos. Muitos estados também possuíam leis de esterilização aplicáveis a eles. Proibia-se os epilépticos de guiar automóveis. Poucas firmas os empregavam.

Assim, o antigo diretor do Instituto Nacional das Moléstias Neurológicas e Cegueira, Dr. Pearce Bailey, sentiu-se movido a comentar: “A epilepsia é a única perturbação em que o sofredor fica mais prejudicado pela atitude da sociedade do que pela sua deficiência.”

Felizmente, o conceito melhorou nos últimos anos. Quase todos os estados dos EUA apagaram as leis de esterilização aplicáveis aos epilépticos, bem como as leis que os proibiam de casar-se. Tornou-se possível aos epilépticos obter uma carteira de motorista por todos os Estados Unidos. A Dinamarca, já em 1937, permitia que os epilépticos obtivessem carteiras de motoristas. E os patrões agora estão mais inclinados a empregá-los.

Em harmonia com o conceito melhorado, há a mudança de atitude do público em geral, como refletida nas enquêtes do Instituto Estadunidense de Opinião Pública. Em 1949, 57 por cento das pessoas inquiridas afirmaram que não objetariam a que seu filho brincasse com epilépticos, em comparação com 81 por cento que afirmaram em 1969 que não objetariam. Quando inquiridas se achavam que a epilepsia era uma forma de insanidade, 59 por cento, em 1949, disseram “Não”, mas, em 1969, 81 por cento responderam “Não”. E, em 1949, apenas 45 por cento pensavam que os epilépticos podiam ser empregados, ao passo que, em 1969, 76 por cento achavam que deviam ser empregados.

Qual é sua opinião de tais assuntos? Hesitaria em associar-se com epilépticos ou permitiria que seus filhos o fizessem, pensando talvez que tal perturbação é necessariamente causada por espíritos perversos?

O Que É a Epilepsia

Epilepsia é um termo que abrange uma variedade de condições básicas. Todas estas condições, contudo, têm um sintoma dominante em comum: ataques recorrentes. E se tem verificado que as várias formas de epilepsia também possuem em comum o mal funcionamento de algumas células do cérebro.

Por perscrutar o cérebro, aprendemos que suas células emitem impulsos elétricos. O disparo elétrico das células cerebrais é normalmente rítmico, formando padrões semelhantes a ondas. Inventou-se certa máquina que pode captar estes padrões de ondas e registrá-las numa tira móvel de papel. Mas, em alguns, a atividade elétrica do cérebro se torna interrompida temporariamente, e lançam-se mensagens deficientes aos centros de ação do corpo. Isto resulta num ataque epiléptico. Mas, a perturbação no cérebro, às vezes chamada de “tempestade”, logo passa, e termina o ataque.

Assim, pode-se ver por que o Dr. Louis D. Boshes, explicou: “A epilepsia não é doença. É sintoma de que há algo de errado com o cérebro — assim como a febre não é doença ou enfermidade em si mesma, mas sim um sintoma de que há uma infecção em alguma parte do corpo.”

Longe de ser uma condição rara, a epilepsia é bem comum. Crê-se que uma pessoa em cada cem é atingida, a maioria delas crianças, nos EUA. Isso equivale a mais de dois milhões de epilépticos nos Estados Unidos! Em adição, milhões mais, em uma ocasião ou outra, tiveram ataques isolados, mas isto não é classificado como epilepsia, pois tais ataques não são recorrentes.

Embora os ataques variem grandemente em suas manifestações, há três formas principais alistadas freqüentemente pelas autoridades. Cada uma se associa com característicos padrões de ondas cerebrais, refletindo o tipo de “tempestade” elétrica no cérebro. A forma mais grave é a sentida pela jovem descrita na introdução do artigo. Ela possuía o grand mal, que é o que a maioria das pessoas consideram como verdadeiro ataque epiléptico.

Embora um ataque de grande mal possa ser aterrorizante para o espectador, visto que a vítima fica inconsciente, não é doloroso e raramente causa dano. As contorções e convulsões do corpo duram apenas cerca de um minuto, embora pareçam mais demoradas para alguém que observa. A pessoa então se descontrai, e, depois de alguns minutos, talvez já fique de pé e possa reassumir as atividades normais, como se nada lhe tivesse acontecido.

Uma segunda forma principal é o petit mal, comum na faixa etária de cinco a doze anos. No entanto, esta forma raramente continua na vida adulta. Caracteriza-se por breves interrupções da consciência, que de usual duram apenas de cinco a dez segundos. Podem ocorrer com freqüência cem vezes ou mais por dia. Os olhos talvez virem para trás e talvez haja pequeno movimento de convulsão da cabeça ou dos braços mas a pessoa não cai. Imediatamente depois da crise, a pessoa fica mentalmente alerta e pode continuar em suas atividades.

Os ataques psicomotores constituem a terceira forma principal de epilepsia. Caracterizam-se por movimentos estereotipados automáticos ou comportamento esquisito. A vítima parece ter-se “desligado” de uma só vez, empenhando-se em atividades irrelevantes. Ou, talvez, comece a mexer ou a repuxar suas roupas, a examinar objetos em sua volta ou a andar em redor. Um paciente, numa sala de espera, foi certa vez observado apanhando um cinzeiro e dirigindo-se de pessoa em pessoa, oferecendo pontas de cigarros a cada uma delas.

Um ataque psicomotor usualmente só dura dois ou três minutos. Depois, há geralmente pouca ou nenhuma recordação do ocorrido. Apenas se a pessoa for fisicamente restrita talvez pareça irada ou se torne teimosa.

Embora o mal funcionamento das células cerebrais seja a fonte da dificuldade, a inteligência não é atingida. A maioria dos epilépticos têm inteligência mediana, alguns são brilhantes e, como qualquer grupo da população em geral, alguns estão abaixo da média.

Causas Físicas

O que provoca “tempestades” elétricas recorrentes no cérebro das pessoas, trazendo os ataques? O fato é que, na maioria dos casos de epilepsia, a causa não é conhecida. Contudo, diz-se que tudo que prejudique as células nervosas do cérebro pode ser responsável.

Assim um golpe no cérebro pode ser a causa, ou um tumor cerebral. Infecções também podem ser responsáveis. Os vírus que causam o sarampo, a meningite e outras doenças podem percorrer a coluna espinhal e atingir o cérebro. Ou um desequilíbrio na química do corpo talvez seja a fonte da perturbação. Por exemplo, o corpo da pessoa talvez não tenha certa enzima que pode levar a uma irritação das células cerebrais. Ou a deficiência de piridoxina, a vitamina B6, pode ser responsável.

Embora os transtornos emocionais não sejam reconhecidos como causando a epilepsia, freqüentemente provocam os ataques em pessoas já sujeitas a eles. Preocupações financeiras ou domésticas, o temor dos ataques ou outros fatores transtornadores, podem precipitar os ataques. Nas moças, os ataques às vezes ocorrem apenas em associação com o ciclo menstrual, em geral antes da menstruação.

Parece que alguns têm predisposição à epilepsia. É esta tendência que parece passar de geração em geração, assim como a suscetibilidade a outras perturbações, tais como o câncer e as doenças cardíacas também parecem ocorrer em famílias. A epilepsia em si mesma, porém, não é herdada. Destarte, as leis que proíbem os epilépticos de casar-se têm sido amplamente repelidas. O conceito aceito em geral é que o epiléptico tem a possibilidade de um em cinqüenta de ter um filho epiléptico, e uma pessoa não epiléptica tem uma possibilidade de um em duzentos.

Conceito Encorajador

É encorajador que as crianças epilépticas com freqüência se recuperam da epilepsia ao crescerem. Também, pelo menos a metade de todos os epilépticos agora podem ficar livres de ataques. Em outros 35 por cento, os ataques podem ser drasticamente reduzidos. Até mesmo os restantes 15 por cento dos epilépticos podem ser ajudados. Como isto é feito?

Principalmente por meio de drogas anticonvulsivas. Atualmente, vinte ou mais se acham disponíveis, o fenobarbitol e o sódio difenil-hidantoína sendo as mais amplamente usadas. A terapia envolve encontrar-se a dosagem de uma droga, ou uma combinação de drogas, exigida para se eliminarem os ataques, ao passo que se empenha em evitar os efeitos colaterais, ao máximo possível. As drogas atuam de forma a suplementar os equilíbrios químicos naturais do corpo e assim suprimir a atividade elétrica anormal do cérebro. Mas, as drogas não constituem curas. São tomadas regularmente para evitar ataques, assim como os diabéticos tomam regularmente insulina para manter a saúde.

Mas, a fim de obter o máximo benefício da terapia de drogas, o conceito mental saudável e um estilo de vida saudável é vital. Os temores, as frustrações e as ansiedades que podem provocar ataques precisam ser mitigados. E, a melhor medicina para isto é o AMOR. O epiléptico precisa sentir-se desejado e que os outros realmente se interessam por ele.

É importante, também, a devida nutrição, descanso, exercício e moderação em todo aspecto de sua vida. Os ataques em alguns epilépticos têm sido controlados por se tomarem suplementos dietéticos de vitamina B6 e magnésio.

Controlados os ataques, o epiléptico age de forma tão normal como qualquer outro. Assim, depois de um período livre de ataques, usualmente de um a dois anos, permite-se que os epilépticos obtenham carteiras de motorista nos EUA. É somente correto que se lhes permita usufruir um emprego adequado. Depois de um estudo extenso, o Dr. Melvin M. Udell disse que não encontrou “evidência substancial para provar qualquer verdadeira diferença no trabalho efetuado pelos epilépticos e outros”.

Ser de Ajuda

Se for parente, amigo ou simples conhecido de um epiléptico, certamente deseja ser de ajuda. E, talvez, a melhor maneira de poder fazer isto é por tratar o epiléptico de forma tão normal quanto possível. De todas as formas, não tente evitá-lo ou tratá-lo como sendo algo indesejável. Lembre-se, a epilepsia somente se deve ao mal funcionamento físico, assim como a afecção cardíaca e outras perturbações semelhantes.

No que tange às crianças epilépticas, não seja demasiadamente protetora. Deixe que se empenhem nas atividades das outras crianças. Ataques reais raramente ocorrem em períodos de atividade física, de modo que o perigo enquanto brincam é mínimo. Naturalmente, quanto às crianças sujeitas a ataques freqüentes, atividades tais como andar a cavalo e subir em árvores são sabiamente proibidas.

O que fazer se testemunhar um ataque? Mantenha-se calmo. Não há nada que possa fazer para pará-lo. Limpe a área ao redor da pessoa de modo a que não se fira, e não tente interferir com seus movimentos. Se sua boca estiver aberta, pode colocar um objeto macio, tal como um lenço limpo dobrado, entre os dentes laterais, de modo que não morda a língua. Mas, cuide de fazer isto de forma a não ficar com os dedos mordidos. E, quando terminar o ataque, pode estar ali ao seu lado e falar com a pessoa de modo calmo e encorajador.

in Despertai de 8/2/1972 pp. 20-24

Provérbio da semana ( 18:20 )

Dos frutos da boca do homem fartar-se-á seu ventre; fartar-se-á mesmo com o produto dos seus lábios.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ha... Ha!!


O desespero de muita gente!

Raridades e Recordações ( 36 )

Há por aí tantos a cantar em playback...

Pode a natação trazer-lhe proveito?



DURANTE o tempo quente há um êxodo em massa para as piscinas, praias e lagos. Muitos parecem gostar de nadar. Mas, há valor real em saber nadar? Pode a natação trazer-lhe proveito?

Nadar é obviamente uma forma agradável de distração. Mas, é também atividade muito sadia. Alguns médicos a recomendam como tratamento e prevenção de muitos distúrbios mentais e físicos.

Numerosos Benefícios

Certa enfermidade que a natação às vezes melhora são as varizes. O movimento na água as massageia e repuxa, dando às veias um tono mais firme. De fato, toda parte externa do corpo recebe massagem da água à medida que o nadador se move. A natação com freqüência ajuda os acometidos de insônia, seus nervos sendo suavizados pelos efeitos da água.

Mas, de especial proveito é o excelente exercício. Praticamente todo músculo do corpo é envolvido nos movimentos coordenados do nadador. Pode-se criar excelente tono muscular. Melhora-se com freqüência a circulação, e também a função dos rins, intestinos e outros órgãos internos.

Nadar também pode ser útil em melhorar a aparência. Bater as pernas serve para firmar os quadris e as coxas, e com o tempo pode contribuir para adelgaçar a cintura. As braçadas fortalecem os músculos do ombro e das costas, e auxiliam a postura. Em alguns casos, notou-se que nadar melhora até a tez, fazendo muitas vezes que a acne nos jovens desapareça.

Mas, saber nadar pode revelar-se ainda de maior valor. Pode salvar sua vida. Milhares de pessoas se afogam cada ano. E cerca da metade dos afogamentos ocorrem dentro de apenas seis metros da segurança! Se tão-somente as pessoas soubessem nadar, ou nadassem melhor, muitos poderiam salvar a vida numa emergência.

Não É Perícia Natural

As pessoas não sabem nadar por natureza, como os peixes, as rãs e outros animais. Os humanos precisam aprender a nadar. Mas, trata-se duma perícia que pode ser adquirida sem muita dificuldade.

Nadar é simplesmente mover os braços e as pernas de modo a impelir o corpo através da água. Há vários métodos de assim fazer. Alguns visam a velocidade, ao passo que outros se prestam mais a percorrer longas distâncias sem se cansar. É melhor aprender mais de um método. Isto não só provê mais satisfação e melhor exercício, mas pode salvar-lhe a vida.

Nadar “Cachorrinho” e Nado Livre

Dão-se nomes aos diversos métodos de natação ou nados. O mais fácil de aprender é o que chamam de nadar cachorrinho. É natural para os humanos, lembrando a posição do corpo e o movimento dos braços e das pernas de um bebê engatinhando pelo chão. A respiração não constitui problema, pois pode-se manter a cabeça fora d’água. Criancinhas bem novas amiúde aprendem logo esse nado, às vezes nadando uma boa distância com dois anos de idade.

Mas, nadar cachorrinho é lento e bastante desgracioso. Assim, a maioria dos nadadores o abandonam e procuram aprender o nado livre, o mais rápido de todos os nados. Por volta de 1900, um australiano, Richard Cavill, segundo se relata, o aprendeu do filho de um agricultor das Ilhas Salomão. Investigações posteriores revelaram que os ilhéus o vinham usando há tanto tempo quanto os nativos podiam lembrar.

Mas, o problema é que o nado livre é difícil de dominar. Erguem-se alternadamente ambos os braços fora d’água, dando-se braçadas. Mas, muitas pessoas não fazem isso direito. Quase não dobram os cotovelos quando os erguem fora d’água, e arremetem os braços para a frente formando um amplo arco. Isto tende a desalinhar seus quadris e suas pernas, fazendo-os gingar e interferindo com a correta batida de pernas. As pernas devem ser mantidas quase que retas, e movidas para cima e para baixo desde os quadris, dando-se batidas poderosas, com os calcanhares apenas tocando a tona da água. Devem-se descontrair os tornozelos.

A respiração correta é especialmente difícil de dominar, e contudo é absolutamente essencial se a pessoa há de nadar bem longe. A medida que se gira regularmente o rosto para um lado, aspira-se rapidamente ar pelo canto da boca. Muitas nadadores, porém, levantam toda a cabeça para um lado ou para a frente. Isto tira o corpo da posição horizontal correta na água, criando resistência frontal e retardamento.

O bom nadador mantém a cabeça na água, e quando gira o rosto para o lado, em realidade obtém o ar que precisa abaixo da linha da água normal — da ligeira cava ou bolsa criada quando a cabeça corta a água. Daí, quando o rosto gira para baixo da superfície, expele-se o ar debaixo d’água pelo nariz.

Quando os movimentos dos braços e das pernas e a respiração são corretamente sincronizados e executados, o nado livre passa a ser de uma precisão que dispensa esforço. É muito gracioso. Mas, não é simplesmente assim que a maioria das pessoas nadam. Debatem-se na água. Em resultado, a maioria dos que nadam o nado livre cansam-se muito depressa. A Guarda Costeira dos EUA calcula que a metade de todos os norte-americanos não conseguem nadar quinze metros! Assim, em emergências, muitas vezes se afogam.

Portanto, para a própria segurança é sábio saber outros nados. Nados executados inteiramente abaixo da água são mais fáceis de aprender, cansam menos, e por isso, podem ser mais agradáveis. Mas, são especialmente valiosos porque podem habilitá-lo a salvar sua vida numa emergência.

Nados Valiosos de Se Saber

Um de tais nados é o nado lateral. Quando bem aprendido, torna o nadar uma atividade realmente agradável para a maioria das pessoas. Os braços nunca precisam ser levantados fora d’água. E em virtude de que o rosto nunca fica submerso, não há o problema do controle da respiração. Assim, o nadador que executa esse nado é ajudado a descansar e a ficar calmo.

Na execução do nado lateral, o nadador fica de lado na água, com uma das orelhas na água. Começando com ambos os braços perto do queixo, puxa-se o braço superior direito para trás e o braço inferior é estendido para a frente. No mesmo instante, fecham-se as pernas com um golpe de tesoura Mantém-se a posição momentaneamente para dar uma boa deslizada. Daí, trazem-se novamente de volta as mãos numa posição próxima ao queixo, e abrem-se as pernas para outro golpe de tesoura. Ao aprender a aproveitar o deslize, e assim nadar de modo mais lento e descansado, talvez percorra mais de nove metros com cada dez braçadas.

Ao ficar cansado de nadar com o rosto dentro d’água ou de nadar de lado, e repousante virar de costas e utilizar outro nado. O nado elementar de costas é ideal para isto. Permite uma verdadeira facilidade de movimento na água. E outra vantagem é que se efetua a respiração inteiramente acima da superfície. Esse nado é talvez o menos cansativo de todos. Tem sido usado com êxito para ensinar os não-nadadores menos dotados a percorrer mais de cem metros depois de apenas algumas horas de instrução.

O nadador fica de costas na água. Seus braços perfilam os seus lados, e suas pernas são estendidas retas. Movem-se as pernas alternadamente para baixo e para cima desde os quadris, batendo-as devagar. Descontraem-se os tornozelos. Durante as batidas, os dedos do pé podem apenas tocar a superfície.

As braçadas são especialmente fáceis, exigindo um mínimo de esforço. Trazem-se ambos os braços de vez até mais ou menos a altura dos ombros. São dobrados nos cotovelos. Daí, são trazidos bastante abruptamente para o lado das coxas, as mãos permanecendo todo o tempo debaixo da superfície da água. Exceto para este movimento rápido para os lados, os braços se movem bem vagarosamente. Não se deve dar mais de umas seis braçadas no espaço de dez metros.

Quando as pessoas sabem estes nados mais repousantes, não só gostam mais da natação, mas têm menor probabilidade de se afogarem. Sabem que se chegarem a ficar cansadas e começarem a enfraquecer, podem virar para uma posição diferente na água e usar outro nado.

Permanecer à Tona

A coisa importante se ficar em apuros é NÃO ENTRAR EM PÂNICO. Não se debata na água. Mantenha-se calmo. Mesmo se se cansar e não puder nadar mais, ainda pode permanecer à tona.

A maioria dos nadadores principiantes pensam que precisam bater as pernas e mover vigorosamente os braços para não afundar. Mas, isto não é verdade. Procure descontrair-se. A maioria das pessoas possuem flutuabilidade natural, e permanecerão à tona prontamente se evitarem o pânico.

Faça o seguinte: Fique de costas na água, com o rosto para cima. A água cobrirá suas orelhas, mas o nariz e a boca ficarão acima da superfície. Abra os braços e faça um ligeiro movimento remador com as mãos. Respire normalmente. Para impedir que suas pernas afundem, bata-as de leve de vez em quando.

Ou outro modo de permanecer à tona é assumir uma posição vertical na água, mas encurvar-se para a frente. Deixe os braços soltos molemente na altura dos ombros. Talvez fique surpreso, mas a maioria das pessoas não afundarão. Mesmo sem nenhum movimento das pernas ou dos braços, seu corpo ainda flutuará com sua cabeça um pouco abaixo da superfície. Mas, o que pode fazer quando precisar de ar depois de uns quinze segundos mais ou menos?

Levante a cabeça, exalando debaixo d’água pelo nariz. Ao fazer isso, suspenda as pernas e execute um golpe de tesoura, empurrando a água para baixo com a planta dos pés. Também, cruze os braços em frente da cabeça de maneira descontraída e descansada. Seu rosto será erguido fora d’água, permitindo que inale ar.

Depois de inalar ar, baixe a cabeça dentro d’água novamente, com o rosto virado para baixo, e traga os braços para os lados. Fique descontraído até precisar de ar de novo, e daí repita o processo. Certo homem gravemente queimado, com um braço quebrado, permaneceu à tona por cinco horas usando esse método. Foi finalmente salvo.

Tome Cuidado, Usufrua os Benefícios.

Nadar pode oferecer muitos benefícios na forma de divertimento, descontraimento e melhor saúde. É bom saber os nados repousantes que podem salvar sua vida e aumentar sua satisfação da água. Mas, ao mesmo tempo, nunca fique confiante demais, arriscando-se na água ou desconsiderando regras de segurança.

Nunca nade logo depois de uma refeição. Poderia resultar em dolorosas cãibras estomacais, o que já fez que excelentes nadadores se afogassem. Não nade sozinho. Esteja junto com alguém que possa ajudá-lo numa emergência. Nunca deixe uma criancinha sozinha na água ou perto dela. Podem afogar-se sem sequer darem um grito. Se andar de barco, sempre vista um colete salva-vidas. Pode salvar sua vida numa emergência. Nunca mergulhe ou pule em águas estranhas. Investigue-as primeiro, certificando-se de que sejam suficientemente fundas e estejam livres de pedras ou madeiras escondidas.

Tome cuidado. Reflita neste fato sério: Os afogamentos constituem a segunda maior causa de mortes acidentais em países tais como os Estados Unidos. Usufrua os benefícios da natação, mas não permita que seu prazer seja estragado pela tragédia.

in Despertai de 8/2/1972 pp. 16-20

Provérbio da semana ( 18:19 )

Um irmão contra quem se transgride é mais do que uma vila fortificada; e há contendas que são como a tranca duma torre de habitação.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.