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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fugitivos ficaram presos num poste

Dois reclusos protagonizaram, esta quarta-feira, um dos momentos mais insólitos em fugas de prisões. Os dois detidos foram contra um poste enquanto fugiam de uma prisão na Nova Zelândia, noticia a BBC.Algemados, cada um tentou passar por um lado de um poste. As câmaras de segurança de um estacionamento registaram o momento ( http://www.youtube.com/watch?v=U-goFx5PYqc&eurl=http://www.estranhomasverdade.com/&feature=player_embedded ).Ambos voltaram à cadeia depois de caírem no chão e serem detidos por policiais que utilizaram spray gás pimenta.

in diario.iol.pt / EstranhomasVerdade.com

Mas quem colocou aquele poste ali?! Que péssimo arquitecto!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 218


O primeiro fóssil de um Tyrannossaurus Rex foi descoberto em 1900, no estado de Wyoming, Estados Unidos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O ciclismo — andar sobre rodas


JÁ OUVIU falar de "Mile-a-Minute Murphy"? Lá por volta de 1899, ganhou este título por pedalar sua bicicleta por uma milha em 57 segundos e 8 décimos atrás dum trem. Persuadira a Estrada de Ferro de Long Island a construir para ele uma pista de madeira, de uns cento e vinte e cinco centímetros de largura e de quatro quilômetros de extensão, entre os trilhos. Naquele tempo, andar de bicicleta era o esporte favorito de milhões de pessoas ao redor do mundo, e a bicicleta estava no auge de sua popularidade.
A bicicleta é realmente o modo mais rápido de o homem viajar com sua própria energia, e, em muitos países, as pessoas ainda a consideram um modo barato e fidedigno de transporte. Os jovens pedem uma bicicleta desde o tempo que aprendem a andar com firmeza. Posso lembrar-me de como meu pai e minha mãe venderam duas apólices de seguro apenas para conseguir os fundos para dar a mim e ao meu irmão duas bicicletas. Logo nós entregávamos jornais em itinerários de vários quilômetros — algo que teria sido difícil sem este meio de transporte. Pedalávamos para ir e voltar da escola, transmitíamos recados, e assim nós conseguíamos fazer bastante exercício saudável. Durante anos o papai pedalava na ida e na volta da fábrica de moinhos de vento em que estava empregado.
Atualmente, em alguns países, a bicicleta é considerada um brinquedo. Foi substituída pela motocicleta e pelo automóvel. Esqueceu-se que a humilde bicicleta exerceu poderosa influência no curso da história — especialmente nas Américas. Por iniciar o movimento em favor de estradas firmes e lisas, pavimentou o caminho para o advento do automóvel. Com efeito, certo escritor afirmou que "tanto física como psicologicamente, ela é o verdadeiro genitor do automóvel".


Um Pouco de História da Bicicleta


Lá por volta de 1860, a bicicleta era conhecida como "triturador de ossos". Pode imaginar bem a razão, devido a suas rodas de ferro e as ruas duras e de pedras arredondadas daqueles tempos. Anos depois, surgiu a de roda dianteira maior, às vezes chamada na Inglaterra de "penny-farthing" (pêni e um quarto). Este modelo visava o ciclista mais aventureiro, o interessado em velocidade. Possuía grande roda frontal, com cerca de 1,32 metros de diâmetro, estava equipada de pedais, e pequenina roda traseira. Numa superfície lisa, o ciclista com sua máquina poderia correr quase tão rápido quanto o cavaleiro. Parar, contudo, é que era um problema. E, visto se tratar duma queda de um metro e meio de altura, muitos foram os ossos quebrados na tentativa de pular fora dessas engenhocas.
O ano de 1880 assinalou grande passo à frente: foram introduzidas correntes para mover a roda traseira, e elas poderiam ser engrenadas em qualquer sentido desejado para se conseguir velocidade ou potência. Antes disso, alavancas desajeitadas tinham sido usadas para guiar as grandes rodas. Nos dez anos seguintes surgiram outras invenções de ajuda: pneumáticos, rolimãs, freios de contra-pedal e barras de direção fizeram sua estréia. Cada um ajudou a aumentar a popularidade da bicicleta.
A bicicleta de "segurança" surgiu em 1890. Com suas duas rodas do mesmo tamanho, era essencialmente a máquina comum atualmente. Os estadunidenses atribuem sua criação à "Pope Manufacturing Company" de Hartford, Connecticut, EUA. No entanto, algo bem parecido a ela surgiu simultaneamente na Inglaterra e em França. Em qualquer caso, a firma de Connecticut, aplicando o sistema de partes intercambiáveis, assumiu rápido a liderança de produção, e logo as máquinas estadunidenses estavam sendo exportadas para todas as partes do mundo.
Por volta do ano de 1896, cerca de 4.000.000 de pessoas nos Estados Unidos pedalavam bicicletas. Mais de um milhão de máquinas eram produzidas em 312 fábricas num único ano. A indústria estadunidense de bicicletas conseguiu fincar pé na Inglaterra por algum tempo, em virtude especialmente de os fabricantes ingleses não conseguirem satisfazer a tremenda demanda. O advento do automóvel, contudo, produziu efeito mais imediato no ciclismo nos EUA do que na Inglaterra ou no continente europeu. Os carros se tornaram populares e seu preço era suficientemente baixo para a família mediana, de modo que as bicicletas ficaram reservadas principalmente para as crianças.
Todavia, mais de 24.000.000 de pessoas nos EUA possuem bicicletas. Na Dinamarca, cerca de uma de cada duas pessoas é dono duma bicicleta, e é ainda o meio comum de transporte em numerosos países em que o carro é tido como luxo, além do alcance do trabalhador. Por toda a Europa, na América Central, na Indonésia, no Japão e na África do Norte, podem-se ver multidões de ciclistas.
Aqui na República Dominicana, a bicicleta se torna o lugar móvel de negócios para todos os tipos de vendedores. Algumas se acham equipadas dum bloco de gelo e de garrafas de xarope colorido. Pode-se ver um vendedor em qualquer parte que haja multidões, oferecendo copinhos de gelo raspado com o xarope da escolha da pessoa derramado sobre o gelo. Outros vendem frutas, legumes e outros comestíveis em suas bicicletas. Tesouras e facas são amoladas em outras bicicletas modificadas. Bem freqüentemente se vê uma bicicleta com dispositivo especial montado na traseira para transporte de ternos e calças limpas, daqueles que os mandaram para os tintureiros.


Transporte Saudável


A bicicleta por certo tem seus atrativos para os que amam a vida ao ar livre e os interessados em boa saúde. É meio de ir gozar com seus próprios recursos a liberdade do campo. Tem as vantagens do exercício de andar e ainda o leva muito mais rápido a locais distantes. Oferece excelente meio de contrabalançar os efeitos prejudiciais duma vida sedentária. As organizações turísticas que estimulam este tipo de viagem fizeram arranjos para motéis ao longo das vias principais a cada quinze ou vinte e cinco quilômetros.

Quanto à manutenção e guarda, um corredor ou algum espaço sob as escadas e um trapo com um pouco de óleo bom serão o bastante. O ciclismo não é só um bom modo de se movimentar, sem a preocupação de defeitos da máquina. Sua velocidade é suficientemente pequena para que os olhos se deleitem com o cenário que passa. O vento que sopra no rosto da pessoa, a sensação de calor no corpo, causada pelo esforço de subir uma colina, o silêncio e o senso de liberdade, tudo aumenta os efeitos geralmente saudáveis de se "andar sobre rodas".


in Despertai de 8/11/1970 pp. 25-27

Provérbio da semana (14:30)

O coração calmo é a vida do organismo carnal, mas o ciúme é podridão para os ossos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Argentinos recebem rebuçados em vez de dinheiro como troco ...


A falta de moedas na Argentina está a provocar uma maneira diferente de receber troco nas pequenas compras dos quiosques. Em vez de moedas de 10 ou 25 centavos, os argentinos recebem rebuçados.Quem comprar um chocolate, um pacote de pastilhas ou um maço de tabaco na Argentina, sabe que dificilmente receberá moedas de troco. Devido à inflacção e escassez de moeda naquele país sul-americano, os rebuçados são o troco mais eficaz, e muitas vezes obrigatório.A "crise" começou nas moedas mais pequenas, de 10 centavos, mas evoluiu já para as restantes, atingindo mesmo as moedas de 1 peso, equivalentes a 22 cêntimos de euro.A maioria dos argentinos lida bem com a situação, segundo um estudo recente, mas o problema é grave e provoca grandes transtornos.Uma situação frequente, em Portugal também, é fazer uma pequena compra num quiosque - um jornal, pastilhas ou tabaco -, e receber moedas para comprar um bilhete de metro ou autocarro. Neste momento isso é praticamente impossível na Argentina. Apenas três linhas de autocarros criaram 'cartões' com valores pequenos que se usam para acrescentar a uma nota ou moeda de maior valor, para completar o custo de um bilhete. Na maioria dos autocarros ou bilheteiras vêem-se cartões a dizer 'não há moedas' ou 'só aceitamos dinheiro certo'.Os rebuçados são dados como troco não apenas nos quiosques ou pequenas lojas, mas também nos táxis e supermercados.


SOL / EstranhomasVerdade.com


Dinheiro doce...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Os grandes monstros marinhos


UMA cabeça monstruosa, olhos nos cantos de enorme boca, nenhuma orelha, apenas um buraco na cabeça, servindo de narinas. Eis o perfil da Sra. Baleia. Quando abre a boca, surge enorme vazio cavernoso, capaz de conter um elefante africano plenamente maduro! Não há dentes. Apenas longas e delgadas lâminas córneas brancas que se acham penduradas de ambos os lados do céu da boca.
Sobre o enorme lábio inferior da Sra. Baleia há sua colossal língua aveludada. As lâminas córneas de três metros de sua boca são duras e flexíveis. Quando ela respira fundo, não respira pela boca. O ar vai direto a seus pulmões através das válvulas daquele buraco em sua cabeça. Está interessado em examiná-la mais? Então, ao invés de seguir a via pela qual o alimento é tragado, recuemos e vejamos esta vasta criatura duma posição mais confortável.
Em nossas mentes, a palavra "baleia" usualmente está associada com algo enorme. Mas, há baleias menores, melhor conhecidas como delfins e toninhas. Sendo mamíferos de sangue quente, e que inalam ar, navegando com nadadeiras e impulsionadas por poderosa cauda, esta ordem inteiramente fascinante de criaturas que vão de um metro e meio a trinta metros de comprimento, pesando cerca de 45 quilos até umas cento e cinqüenta toneladas, é chamada "Cetacea". Algumas têm dentes, e são chamadas "Odontoceti", ao passo que outras têm lâminas córneas ao invés de dentes, e são conhecidas como "Mysticeti".


Baleias Sem Dentes


O espécimen já descrito é a baleia lisa e branca ou baleia da Groenlândia, que freqüenta o Pacífico Norte e o Atlântico Norte. Cerca de um terço de seu comprimento é ocupado pela cabeça. É intimamente aparentada com outra maravilha sem dentes, a baleia azul, o maior de todos os mamíferos, vivos ou extintos. Uma baleiazinha azul recém-nascida pode medir mais de seis metros. Um modelo da baleia azul adulta, feita de poliuretano sobre um esqueleto de aço, recoberta de pele de fibra de vidro, constituiu por diversos anos uma amostra especial no Salão de Biologia dos Mamíferos do Museu de História Natural de Nova Iorque.
As lâminas córneas internas destas criaturas gigantescas, devidamente chamadas "barbas de baleia", são mencionadas como barbatanas de baleia. Não se tratando realmente de ossos, são fundamentalmente como pelo. Os japoneses as chamam de hige, ou fios de barba. Seu uso em espartilhos e em outros produtos há muito já foi suplantado pelas fibras sintéticas. Não obstante, ainda é usada como cerdas em certos tipos de escovas industriais.
O sobretudo de óleo da baleia sem dentes, uma grossa camada semelhante a borracha, sob uma pele fina como o papel, é o que a habilita a manter a temperatura do corpo semelhante à do homem. O óleo de baleia, produzindo de 50 a 80 por cento de seu próprio peso em óleo comestível, é transformado em gorduras para se cozinhar, sabões e em outros produtos.
A indústria baleeira cobra tremendo preço destas baleias sem dentes.


Baleias com Dentes


Não foi senão no início do século dezoito que os baleeiros começaram a dar atenção a outra variedade de baleias, a variedade com dentes, especialmente o cachalote. Por volta de 1846, mais de 700 baleeiras ianques se empenhavam na caça, ansiosas de gozar os lucros da imensa carcassa desta criatura — suas toneladas de óleo, altamente prezado como iluminante, e o óleo claro e sem cor encontrado em sua cabeça, do qual se produziam velas de cera da melhor qualidade. Agora, contudo, o óleo do cachalote é usado numa variedade de outras formas: para a laminação do aço, para acabamento de couros, para engomar têxteis, e em lubrificantes especiais, em composições de cera, sabão, detergentes e cosméticos.
O âmbar gris é outro produto do cachalote. Às vezes encontrada boiando no oceano, outras vezes lançada na praia, esta substância cinzenta e cerácea é formada no estômago e nos intestinos do cachalote, provavelmente devido a algum tipo de irritação, e é vomitada pela criatura. Sua contextura é como um queijo muito duro, parece-se com o mármore quando cortada, e possui delicioso aroma. É considerada excelente fixador na fabricação de perfumes caros.
Como um todo, os membros da família das baleias são inofensivos e brincalhões. Não raro são observados brincando na superfície em cardumes, saltando como rãs ou dando saltos mortais. A amigável inquisitividade do delfim é bem conhecida. Quando ferido ou desesperadamente se debatendo na água, por outro lado, uma baleia enorme pode pôr em perigo até um navio pesado.


A Orca


A orca é exceção: Não fica satisfeita com plâncton e outros peixinhos do oceano. Prefere fincar os dentes nos delfins, nas toninhas, nas focas, nos pingüins e nos tubarões, e não hesitará em arrancar um pedaço de outra grande baleia, até dilacerando a língua dela. Caçam em cardumes. Sabe-se que destroçam blocos de gelo flutuantes para caçar homens ou focas.
Os japoneses a chamam de shachi, usando um ideógrafo chinês que combina apropriadamente os caracteres para "peixe" e "tigre". Tem um lugar especial nas superstições. Parecendo à distância uma cabeça quadrada de vaca, com pequenos chifres para fora, modelos do macho e da fêmea shachi, com sua cauda no ar, encaram um ao outro na aresta do mais alto teto do castelo japonês. O mais famoso destes encantamentos está sobre o castelo de Nagóia. Foram feitos em 1959 para substituir os destruídos junto com o castelo durante a segunda guerra mundial. São de cobre, recobertos de 560 escamas de ouro de 18 quilates.

Alguma idéia do enorme apetite da orca pode ser obtida do fato que quatorze focas e treze toninhas foram encontradas no estômago de um espécimen de seis metros e meio. É o único dos cetáceos que se alimentará de sua própria espécie ou de outros mamíferos de sangue quente.


Características da Baleia


Com dentes ou sem dentes, todas as baleias engolem inteiro seu alimento. Os dentes são usados para apresar apenas o alimento. As baleias que possuem barbas ou não têm dentes navegam com suas bocas abertas e vivem principalmente dos pequenos crustáceos que aderem a suas barbas. Lá nas muitas câmaras do estômago, a comida sofre longo período de digestão. Em 1891, um baleeiro inglês, James Bartlett, foi engolido por um cachalote. Mais tarde, foi retirado vivo do túmulo úmido, sem ter sido digerido.
A visão não é característica destacada da baleia. Para "ver" a baleia depende principalmente de seus ouvidos, como o morcego. Os ouvidos se localizam atrás dos olhos, embora não sejam visíveis ao observador casual. Um sistema ímpar de sacos de ar cumpre duplo dever. Agem como isoladores do som e também ajustam a pressão exterior por um influxo e uma saída de sangue. Os sons que entram no ouvido externo batem na membrana do tímpano e são levados ao ouvido interno. Em caminho, o arranjo de ossos no ouvido médio faz com que sejam grandemente ampliados.
Outra provisão de segurança inerente da baleia entra em ação quando a pressão diminui subitamente à medida que a baleia vem à tona. O homem em tais circunstâncias, exposto a tal mudança de pressão, tem de evitar o "mal-dos-caixões", condição resultante da formação de bolhas de nitrogênio no sangue e nos tecidos. A baleia acha-se maravilhosamente protegida contra o "mal-dos-caixões".
Incapaz de inalar diretamente o oxigênio da água, como o fazem os peixes, a baleia tem de vir à superfície para adquirir uma reserva de ar a cada quinze a vinte minutos. Quando exala, cria um visível "jato" pela súbita expansão e resfriamento do ar ejetado pelo orifício específico para isso. Deveras, os baleeiros experientes podem dizer o tipo de baleia pelo tamanho, pela forma e pelo ângulo do "jato".


Luta Pela Existência


Devido à tremenda eficiência dos modernos métodos de caça à baleia e o fato de que apenas um baleote nasce depois de um período de gestação de onze a quinze meses, a baleia perde a luta pela sobrevivência.
O arpão lançado à mão cedeu seu lugar ao arpão lançado por um canhão e este foi construído de tal modo que explodirá na cabeça do alvo. Os navios-fábricas podem tirar a pele e cortar uma baleia em pedaços em trinta a quarenta e cinco minutos. Com todo o equipamento moderno para detectar a presença da baleia e liquidá-la, que chance tem a baleia?


in Despertai de 8/11/1970 pp. 10-12

Provérbio da semana (14:29)

Quem é vagaroso em irar-se é abundante em discernimento, mas aquele que é impaciente exalta a tolice.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 216


O cloreto de sódio é o mineral mais útil do mundo, com cerca de 16 mil modos de utilização comprovados.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 215


Machu Picchu, no Peru, construída pelos incas no século XV, só foi descoberta pelos ocidentais 500 anos depois, em 1911.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 214


Lisboa, a capital de Portugal, era conhecida como Olisipo pelos romanos, Oliosipon pelos gregos, Ulishbona pelos visigodos e al-Lixbûnâ pelos mouros.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 212


A Mauritânia foi o último país a abolir legalmente a escravidão, em 1980.

Prove o tempero chinês


JÁ EXPERIMENTOU preparar uma refeição chinesa? Como recém-chegada aqui em Formosa, passei com prazer por esta fascinante experiência. Uma vizinha achegada, a Sra. Ch’en, concordou em ajudar-me a preparar esta refeição para nossa família de seis pessoas. Com efeito, estava mais do que disposta.
No dia aprazado, a Sra. Ch’en chegou cedo — às oito da manhã. Cumprimentamo-nos em chinês. Pelo menos isso eu já aprendera em mandarim. Logo passamos a falar inglês e ela disse: "Vamos ao mercado antes que fique cheio demais."


Ao Mercado


Cortamos caminho par uma viela estreita dos fundos. Por toda a parte há crianças. As mulheres fazem sua lavagem diária de roupas, estendendo a roupa em longas hastes de bambu que são então suspensas para o outro lado da viela, de gradil a gradil. Vamos abaixando-nos e desviando o corpo para passar pela roupa estendida.
Mais perto do mercado, aumentam as multidões. O costume é fazer compras diárias, um hábito secular, muito embora a refrigeração doméstica se torne cada vez mais comum. Por volta de meados da manhã o mercado ficará superlotado de pessoas, e a carne, o peixe e os legumes já terão sido bem comprados. Estou contente de termos chegado cedo.
O mercado de Ch’ang Ch’un Lu (Estrada da Primavera Eterna) dificilmente pertence à família dos supermercados — não há fileiras de itens reluzentes, enlatados, empacotados e congelados. Antes, o mercado principal possui um teto grande, em estilo de pavilhão, abrigando para mais de sessenta pequenas barracas que vendem tudo na linha de alimentos frescos. Lá fora, dezenas de pequenas barracas se alinham por ambos os lados do Ch’ang Ch’un Lu.
"Vamos comprar primeiro a carne de porco", diz a Sra. Ch’un.
Oh, sim. Prepararemos carne de porco agridoce.
Olhe bem para essas barracas de carne! Lombo, quartos dianteiros, tiras de gordura, ossos e miúdos se acham pendurados diante de nossos olhos! Estão ali para escolhermos, apertarmos, sentirmos e levarmos o que quisermos.
A Sra. Ch’en escolhe um pedaço de lombo de fina contextura, de cor rosa claro e aparência tenra, pedindo um "chin" (pronuncia-se "gin"). Um chin equivale a cerca de seiscentos gramas. Cada chin é dividido em dezesseis liang. O açougueiro usa uma balança romana. Nossa carne é pendurada num gancho perto da extremidade mais curta enquanto o açougueiro move o cursor pelo braço maior até atingir o equilíbrio. Vamo-nos com um chin de lombo de porco embrulhado numa folha de bananeira e amarrado firme com uma tira de capim.
Em seguida, a Sra. Ch’en passa a escolher os melhores legumes de todos. Precisamos de cebolas, gengibre e espinafre para a sopa de galinha e espinafre. O repolho e os cogumelos frescos comporão a salada de legumes que escolhemos para complementar a carne de porco agridoce. Segue-se certo pechinchar, e economizamos algum dinheiro nos cogumelos. Noto que parece ser costume pechinchar.
Precisamos de algumas frutas, mas isso é do lado de fora, junto à rua. Filas penduradas de galinhas e patos já preparados se alinham pela nossa via de saída. Há também grandes cestos de vime cheios de aves barulhentas, cocorocando e grasnindo para as pessoas que desejarem comprá-las vivas. Compramos um pedaço de peito de galinha para usá-lo em nossa sopa. Ao partirmos, noto que certa senhora escolhe alguns peixinhos vivos de um tanque raso de água, cheio de peixes e enguias, todos se contorcendo e mexendo sinuosamente nos últimos momentos em que estão juntos.
Do lado de fora, escolhemos tangerinas e metade de uma grande melancia que nos deixa com água na boca, em uma das barracas de frutas. A melancia, comenta a Sra. Ch’en, dará o exato sabor correto como sobremesa em nossa refeição.


Trabalho na Cozinha


Em casa, começa o trabalho! Os legumes e a carne precisam ser cortados primeiro no tamanho e nas formas para serem facilmente manobrados pelos fachis. A conveniência de se usar fachis é uma razão para se ter tal cuidado, mas também torna atraente a refeição. Parece que os chineses consideram três coisas importantes ao se preparar uma refeição: a atração visual, o aroma e, naturalmente, a entusiástica acolhida dos corpúsculos gustativos.
Os legumes que acabei de cortar certamente preenchem o primeiro requisito. São coloridos e atraentes. E o caldo de galinha que a Sra. Ch’en cozinha no fogão começa a preencher o segundo requisito — o aroma de gengibre e galinha é delicioso! Mais tarde, a carne de galinha será desfiada e, junto com espinafre e aletria, temperos e um pouco de vinho, será adicionada ao caldo para compor a nossa sopa de galinha e espinafre.


A Receita


A Sra. Ch’en corta com perícia os cogumelos, deixando-os prontos para o prato de repolho frito e cogumelos. Pede-me que corte o chin (uns seiscentos gramas) de lombo de porco em cubos de dois e meio centímetros. Em seguida, misturamos 11/2 colheres de vinho de arroz (o xerez também serve), 2 1/2 colheres de sopa de molho de soja, 21/2 colheres de sopa de farinha de trigo, 11/2 colheres de sopa de maizena, e então adicionamos os cubinhos de porco a tais ingredientes, recobrindo-os cabalmente com tal mistura.
O óleo de semente de gergelim já se acha aquecido e a Sra. Ch’en frita profundamente a carne de porco até ficar bem tostada, de um marrom dourado. A cozinha se enche de apetitosos aromas. Colocamos de lado a carne de porco cozida.
Vamos agora preparar o molho agridoce. Misturamos 8 colheres de sopa de açúcar, 5 colheres de sopa de molho de soja, 11/2 colheres de vinho de arroz, 21/2 colheres de sopa de vinagre, 5 colheres de sopa de molho de tomate. Esta é a mistura do molho agridoce.
Os legumes que preparei incluem 4 pimentões cortados em quatro pedaços e sem semente, uma cebola média cortada em quatro, uma cenoura média cortada em pequenas rodelas e cozida por 7 a 8 minutos, um rebento de bambu cortado em pequenas rodelas, 3 fatias de abacaxi, cada uma delas cortada em quatro. Tudo agora está pronto para o cozimento final, o que exige apenas alguns minutos.


Cozinhar do Modo Chinês


A panela chinesa tem cerca de 35 centímetros de diâmetro, 12 centímetros de fundo e é feita de uma folha bem fina de ferro. O fundo redondo concentra o calor, e não há cantos para impedir a remoção de alimento ou gordura acumulada.
A Sra. Ch’en aquece cerca de 6 colheres de sopa de óleo na panela, em chama bem alta. O óleo deve ficar bem quente, ao ponto de quase começar a soltar fumaça. Ah, eis ali a fumaça! Lá se vão os legumes preparados. Como estalam e assobiam ao tocarem a panela quente! Cozinhar assim com alta temperatura preserva o colorido, o sabor e a contextura originais da comida.
Se os legumes começarem a queimar, avisa a Sra. Ch’en, não abaixe o fogo. Simplesmente adicione um pouco mais de óleo e agite-os mais depressa. A cor é o guia para se saber quando ficam prontos. Quando as verduras ficam tostadas e apresentam-se em seu verde mais brilhante e antes de começarem a deteriorar-se em verde amarelado, ficam prontas. Quão desagradáveis ao gourmet chinês são os legumes cozidos demais! Mas, naturalmente, não devem saber tampouco a crus.
A Sra. Ch’en julga criteriosamente o momento exato — os segundos contam — e adiciona a mistura do molho agridoce. Logo fica cozido e uma mistura de 11/2 colheres de sopa de maizena e 11/2 de uma xícara de água é derramada ali. Ela continua a mexer constantemente. À medida que o líquido engrossa um pouco, adiciona-se a carne de porco, misturando-se bem. Então, ela fica pronta!
A família, sem ter experimentado os fachis, lutando um pouco, mas entusiasmada, saboreia a carne de porco agridoce, que enche a boca de água, junto com montículos de fofo arroz branco. O prato de legumes, de repolho e cogumelos fritos também é aclamado como digno de reis. A sopa vem por último, como é costume chinês, e complementa deliciosamente os demais pratos. E, ao consumirmos por fim as fatias de melancia, ficamos mais do que prontos a felicitar e agradecer a Sra. Ch’en por podermos provar o tempero chinês.


in Despertai de 22/10/1970 pp. 20-22

Provérbio da semana (14:25)

A testemunha verdadeira livra almas, mas a enganosa profere apenas mentiras.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Enfrentando a sinusite


SENTE dores de cabeça em dias nublados? Tem dificuldades com o catarro nasal ou "nariz escorrendo"? É provável que lance a culpa de tais males sobre seus seios nasais? Se assim for, talvez esteja certo, mas, também nesse caso, talvez esteja errado.
Com efeito, o Dr. A. P. Seltzer, autoridade em moléstias dos seios nasais, verificou que dentre mil pessoas que achavam sofrer de sinusite, apenas 12 por cento realmente sofriam. Mas, quer tenha dificuldades com seus seios nasais quer não, a informação sobre os mesmos deve ser-lhe de interesse e talvez até lhe seja de ajuda.
Exatamente o que são os seios? Um seio é simplesmente "um recesso, uma cavidade ou um espaço vazio". Há muitos seios em nosso corpo, mas os mais notáveis são os quatro pares de seios situados perto ou relacionados com a cavidade nasal. São conhecidos como seios "paranasais", e são apenas estes que consideramos aqui.


Sua Localização


Os maiores destes seios nasais são dois piramidais, localizados em cada um dos lados do nariz, no osso maxilar superior. Tais seios vão desde as raízes dos dentes superiores até as cavidades dos olhos. No adulto mediano, envolvem pouco mais de dezesseis centímetros cúbicos.
De tamanho menor são os seios frontais, localizados na testa, acima dos olhos. Por trás destes seios frontais, mas em nível inferior, acha-se um par de seios situados no etmóide ou osso ‘semelhante a um crivo’. Cada um destes seios realmente consiste em um labirinto de cavidades, indo de tão poucas quantas três até tantas quantas dezoito. Outro par de seios se localiza por trás dos seios etmoidais e se acha num nível ainda mais inferior, com efeito, perto da base do crânio.
A respeito destes seios, diz-se-nos que não há tal coisa como a uniformidade de seu tamanho, forma e número. Exceto, talvez, que usualmente ocupam a mesma parcela de espaço quer consistam em muitas cavidades ou compartimentos quer apenas em poucas.


Propósito Que Cumprem


Qual é o propósito de todas estas cavidades, bolsas, recessos ou seios? Ao passo que há alguns que duvidam que tenham qualquer finalidade, assim como muitos sustentaram por bastante tempo que a glândula timo não tinha nenhum fim, para outros parece razoável que tenham razão para existir, assim como toda outra parte do corpo humano.
Por um lado, aliviam o peso de nosso crânio. Ademais, nossos seios nasais sem dúvida aprimoram a ressonância de nossa voz, à medida que permitem que os ossos do crânio vibrem mais prontamente. Nossos seios mui provavelmente ajudam a umedecer o ar que respiramos, bem como aquecê-lo, pois é necessária a boa ventilação em nossos seios nasais se havemos de gozar de boa saúde. E não são poucos os que sustentam que nossos seios nasais ajudam o corpo a livrar-se de resíduos, tais como o flegma ou muco.


Por Que Sinusite?


A sinusite não dispõe de sintomas típicos que lhe sejam peculiares, de modo que nem sempre é fácil dizer se alguém tem sinusite ou não. Ora, isto se torna bem claro quando notamos que, em geral, a sinusite é secundária a algum outro mal, mui usualmente o resfriado comum ou a infecção das vias nasais superiores. Assim, dores de cabeça, febre, tonturas, perda de apetite ou do senso olfativo da pessoa, e assim por diante, podem ou não ser indício de sinusite.
Por que nossos seios nasais, ou, falando-se mais estritamente, as membranas de nossos seios nasais, nos causam dificuldades às vezes? Por causa de seus fluxos excessivos ou por causa da obstrução de seus canais que levam ao nariz ou à garganta, devido estarem inflamados. Entre as causas mais imediatas se acham neoplasmas ou pólipos que fecham os canais que procedem dos seios nasais ou, mais amiúde, a inflamação do nariz, que talvez se espalhe para as membranas mucosas dos seios nasais.
A tendência de as membranas se inflamarem talvez seja hereditária. Daí, então, as condições pré-natais desfavoráveis podem ter-nos dado um mau começo, como talvez a falta de alimentos corretos ou a falta do amoroso cuidado paternal na primeira infância. A falta de controle das emoções talvez seja a causa, assim como a preocupação, tensões e fricções excessivas com aqueles com quem vivemos ou trabalhamos. A sinusite também pode ser provocada pelos extremos de umidade ou de temperatura a que a pessoa não se ache acostumada.
A sinusite pode ser atribuída a uma condição de fraqueza geral provocada por grave moléstia ou devido a abusos de prazeres enervantes. Poderá ser causada por alergias, infecções e hábitos alimentares inadequados, pela falta de exercício e por não se descansar e dormir o suficiente. Todas estas coisas podem provocar a sinusite aguda, que, se não for cuidada ou curada, pode resultar na mais persistente mas menos pronunciada sinusite crônica.


O Que Se Pode Fazer a Respeito?


Como se dá com outros problemas de saúde, a prevenção vem em primeiro lugar. Bem que se observou que "Um grama de prevenção é o fator mais significativo para a saúde."
Descanse e durma o suficiente bem como respire bastante ar fresco. Ingira alimento saudável, e não sobrecarregue seu sistema. É bom adotar algum regime de exercício, especialmente se sua ocupação for sedentária, de forma a poder gozar a sensação de bem-estar. Os que sofrem de sinusite não raro são muito sugestionáveis, de modo que talvez precisem fazer esforços especiais de criar saudáveis hábitos mentais e emocionais.
Evite manter os aposentos quentes e secos demais — é melhor que fiquem confortavelmente frios do que primorosamente quentes. Elimine o fumo se for fumante e reduza as bebidas alcoólicas se as apreciar.
Entre os remédios recomendados se acha ingerir suficientes líquidos, tais como água ou sucos de frutas — e não cerveja e café! Compressas quentes, banhos de vapor quente ou de sauna e o uso de enemas para ajudar o corpo a eliminar os resíduos são recomendados por algumas autoridades. Aqueles que consideram a sinusite como esforço do corpo para eliminar resíduos instam especialmente a que se reduza a ingestão de alimentos ricos e altamente refinados.
Certo médico naturalista recomenda a cataplasma de cebola. (Corte a cebola em pedaços finos, coloque entre dois pedaços de gaze e ate em redor da garganta ao ir dormir.) Outros advogam a inalação de vapor quente de água.
O médico clínico talvez recomende alguma das coisas já citadas, bem como receite descongestionantes e anti-histaminas. Os descongestionantes reduzem a inchação das membranas, mas, se receitados em gotas ou aerosol, não devem ser administrados por mais de dez dias em seguida. Especialmente se indica a precaução no seu uso em pacientes com pressão alta. Em casos mais graves, o médico talvez prescreva antibióticos e aspirina, ou algo mais forte para minorar a dor. Em casos crônicos, alguns talvez aconselhem a operação, porém isto se dava mais em tempos passados do que agora.
O quiroprático, por outro lado, age baseado na premissa de que sinusite é caso de hipersensibilidade, envolvendo em especial o sistema nervoso simpático. Trata a sinusite tanto localmente, por manipular as vértebras, onde se acham os nervos que conduzem à cabeça, como sistematicamente, por tentar melhorar a saúde geral do paciente como um todo. Cada vez mais quiropráticos aplicam a pressão aos seios nasais e se preocupam com a nutrição, quando tratam da sinusite.
Há outros tratamentos também. Mas, depois de tudo que se disse e fez, nunca é demais sublinhar fortemente que a moderação e o domínio de si são básicos. Quem pondera sobre a boa nutrição, exercício adequado, descanso e sono suficientes e os corretos hábitos mentais e emocionais, pratica a medicina preventiva no que toca a seus seios nasais.
A maioria das pessoas parecem negligenciar mais seu corpo do que seus automóveis. Todavia, as leis de causa e efeito operam tão inexoravelmente no caso de um como no caso do outro, e quão infinitamente muito mais valioso é seu corpo do que seu carro! Este princípio se aplica não só à sinusite, mas também a todo outro mal que aflige a raça humana. Não é sem boa razão que certa autoridade em sinusite comentou: "De importância primária aqui, como em tudo o mais, é a saúde geral da pessoa, visto que a atividade normal de todos os tecidos mucosos depende principalmente do bem-estar do corpo como um todo."


in Despertai de 22/10/1970 pp. 12-14

Provérbio da semana (14:24)

A coroa dos sábios são as suas riquezas; a tolice dos estúpidos é tolice.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.