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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O saber não ocupa lugar ( 382 )

Os últimos soldados nazistas foram capturados 4 meses após o fim da Segunda Guerra Mundial por caçadores de focas.

( os soldados estavam demasiado gordos para fugir... mas bateram palmas! )

sábado, 5 de dezembro de 2015

Raridades e Recordações ( 114 )

I can't remember anything
Can't tell if this is true or dream
Deep down inside I feel to scream
This terrible silence stops me

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Coopere com as defesas de seu corpo




O CARRO ia a uns 185 quilómetros por hora quando colidiu com a traseira de outro carro que ia a uns 90 quilómetros por hora. Uma das vítimas do acidente, não satisfeita com a compensação recebida, accionou o fabricante do carro que estava correndo tão velozmente. Ele acusou o fabricante de ter feito um carro capaz de correr a tal velocidade. No entanto, o Tribunal de Apelações Regional dos EUA que julgou o caso decidiu de forma diferente. Sustentou que, quanto ao fabricante, seu “dever é evitar defeitos ocultos e perigos latentes e escondidos. Não é obrigado a antever e precaver-se do uso obviamente errado de seu produto”.
Há algumas autoridades no campo da medicina que se poderia dizer que consideram o corpo humano como aquela vítima do acidente considerava o carro com o qual foi ferida. Mas, nem todos fazem isso. Alguns avaliam a sabedoria reflectida em sua forma. Assim, o cientista W. B. Cannon escreveu um livro intitulado “A Sabedoria do Corpo”. A sabedoria na forma, contudo, não significa que abusar do corpo não o prejudicará, e é nisso que muitos manifestam falta de bom juízo. Como se expressou o Dr. Linus Pauling: “Constantemente ferimos a nós mesmos por fazer coisas para as quais nossos corpos jamais foram intencionados.” E qual é o resultado? Uma aceleração do processo do envelhecimento, da doença e da morte.
Não há dúvida, ao examinarmos o corpo, verificamos que o Criador fez provisões maravilhosas para seu bem-estar. O homem não é um robô, mas, antes, tem a habilidade e a liberdade de escolher entre um proceder sábio e um proceder tolo e assumir as consequências. Em grande medida, a saúde de nosso corpo está sujeita à lei divina: “O que o homem semear, isso também ceifará.” Se cooperarmos com as defesas de nosso corpo, poderemos reduzir ao mínimo a possibilidade de saúde ruim e de doença.
Entre as defesas pelas quais o corpo preserva sua higidez se acham os sistemas de defesa imunológica (inclusive os glóbulos brancos e os anticorpos), o interferon, os hormônios e até mesmo a pele. Poder-se-ia assemelhar todos a soldados, policiais e a bombeiros que servem para proteger uma família, uma cidade ou uma nação de perigos que a ameaçam. A razão e o bom senso, naturalmente, indicaria que os cidadãos cooperassem com tais defesas, se hão de gozar de protecção e segurança. E assim, também, a pessoa tem de fazer sua parte, precisa cooperar com as defesas de seu corpo, se há de continuar saudável.

As Defesas Imunológicas

Tem-se descrito a “imunidade” como “palavra de uso diário, ordinariamente aplicada a um conjunto elaborado de reacções pelas quais o corpo se defende de microrganismos invasores”. Nestas reacções se acham envolvidas várias espécies diferentes de glóbulos brancos que servem quais defensores da pureza da corrente sanguínea. Estes se multiplicam grandemente quando agentes estranhos, nocivos ou virulentos invadem ou atacam o corpo. Assim, o diagnóstico de apendicite pode, às vezes, ser confirmado pelo que é conhecido como “quadro sanguíneo”.
O que move tais glóbulos brancos a agir, o que os habilita a reconhecer estes vários inimigos invasores estrangeiros, também conhecidos como antígenos? Bem, as gama-globulinas, uma das proteínas do sangue, produzem anticorpos, que se agarram aos antígenos, assim rotulando-os como intrusos e fazendo com que os glóbulos brancos os ataquem e destruam por meio da acção enzimática. Pensava-se certa vez que um antígeno causava as células do plasma produzirem um anticorpo especialmente adaptado para isso. Mas, agora, compreende-se que as células do plasma dispõem de potencialmente milhares de diferentes tipos de anticorpos, e, assim, quando as bactérias atacam o corpo, elas se unem a qualquer certo número de anticorpos que aconteça se adaptarem a elas um tanto livremente.
O processo tem sido ilustrado da seguinte forma: Ao invés de o antígeno ser como o homem que foi ao alfaiate mandar fazer um terno sob medida (como certa vez se pensava), é como o homem que se dirige a uma grande loja de roupas que tem milhares de ternos de vários tamanhos e formas, e apanha dentre vários aquele terno que cai um tanto bem nele, mas não necessariamente de forma perfeita.
Daí, o que acontece? O corpo envia um sinal e as células do plasma começam a produzir esse determinado anticorpo aos milhares. Que os anticorpos não precisam adaptar-se de forma perfeita pode-se depreender do fato que a inoculação com a varíola bovina (que é bem similar, mas não é idêntica ao vírus da varíola) pode produzir a imunidade à varíola.
Leva tempo para que o corpo produza, todos estes anticorpos e, às vezes o corpo sucumbe aos invasores e fica doente. Entretanto, uma vez que se lhe conceda o tempo necessário, o corpo em geral ganha a luta, e, como resultado do aumento de anticorpos, o corpo provavelmente ficará um tanto imune aos ataques futuros. Assim, há um ditado: “Não há imunidade como a imunidade da convalescência.” Exemplificando: a pessoa que teve varicela ou catapora quando criança fica imune a tal doença. Por meio de inoculações, contudo, os homens têm amiúde conseguido prover ao corpo a imunidade artificial, como para as doenças bem-conhecidas — a difteria, a coqueluche, o sarampo e outras.
A corrente sanguínea de alguns parece não ter a gama-globulina e, em resultado, não produz anticorpos, assim tornando tais pessoas susceptíveis a todos os tipos de infecções bacterianas. Estas, contudo, constituem raras excepções. Sem comparação, os corpos humanos deveras possuem este mecanismo defensivo muitíssimo eficaz. Por que, então, alguns ficam doentes quando expostos às bactérias prejudiciais e outros não ficam? Porque se acha envolvido mais de um factor. Para começar, há a questão dos genes. Sabe-se que a predisposição a certos males é herdada e, assim, se a pessoa ficará ou não doente depende ‘da susceptibilidade ou da resistência herdada. É óbvio que, se ambos os pais forem diabéticos, a pessoa provavelmente sucumba às doenças infecciosas que afligem os diabéticos. Tal pessoa, portanto, precisaria ter muito mais cuidado do que outra cujos pais gozavam de saúde abundante.
Um factor relacionado que ajuda a explicar o fato de que alguns sucumbem às infecções, enquanto que outros não, é que as infecções e as moléstias não são apenas uma questão de virulência, isso é, da força das bactérias, como certa vez se pensava. A infecção é também uma questão de ecologia, isso é, da condição do hospedeiro, o seu corpo. Assim, experiências com camundongos demonstraram que quando ficam famintos ou são alimentados demais com certos alimentos, sucumbem mui rápido a certas infecções. Quando, porém, os camundongos são de novo alimentados correctamente, em questão de dias sua resistência se torna normal. Assim se dá também com os humanos: muito depende dos poderes gerais de resistência do corpo.

Coopere com as Defesas Imunológicas

Como pode cooperar, como pode fortalecer o sistema de defesa imunológico do seu corpo? Por apenas usar bom senso. Não se contente apenas em não ficar doente. Pense em manter boa saúde por meio da dieta correta, que significa não só certificar-se de obter suficientes proteínas, gorduras e carboidratos (açúcares e massas), mas também de obter as vitaminas e os minerais necessários. Um hamburguer e uma garrafa de soda não constituem uma dieta equilibrada. Alimentos não-refinados, tais como trigo integral, arroz integral, melado, e frutas e legumes em abundância o ajudarão grandemente neste respeito. Daí, há a questão de obter o descanso e o sono necessários, e o exercício regular, se for um trabalhador sedentário, e evitar os exageros de todos os tipos — estas são as coisas que o ajudarão a fortalecer o sistema de defesa imunológica de seu corpo.
Ser abstémio à mesa, em especial, ajudará às suas defesas imunológicas. Assim, experiências feitas com camundongos demonstraram que se lhes for provido apenas um terço da quantidade normal de comida, mas que seja nutritiva e bem equilibrada, vivem muito mais. Diz-se que isto se deve às mudanças que tal dieta provoca no sistema imunológico dos camundongos. Embora estes resultados fossem obtidos com camundongos, o imunologista Dr. R. L. Walford, da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse que isto indicava que os humanos seriam sábios se comessem menos, e que para tal dieta ser realmente eficaz, deveria ser instituída bem cedo na vida, logo depois de a criança ser desmamada.

Interferon

Outro dos mecanismos de defesa do corpo é o interferon, substância descoberta um tanto recentemente, e que se submete actualmente a intensiva investigação. É produzida pelas células do corpo qual defesa contra as infecções virais e difere dos anticorpos em vários aspectos. Torna-se eficaz de imediato, ao passo que os anticorpos levam tempo para se multiplicar. Assim, diz-se que “o interferon se acha presente no local certo, no tempo certo e em concentração suficientemente alta para desempenhar importante papel na recuperação das infecções virosas”.
Em segundo lugar, o interferon não é específico, ao passo que o anticorpo é, operando apenas contra certo antígeno ou um bem parecido. Um vírus invasor faz com que as células produzam o interferon que age não só contra determinado vírus, mas também contra ampla gama de vírus. Em terceiro lugar, o interferon não actua sobre o vírus invasor da forma que o anticorpo actua sobre o antígeno, mas sobre as próprias células do corpo, habilitando-as a neutralizar o efeito do vírus.
Ademais, embora o interferon seja uma partícula de proteína, não é tratado como substância estranha pelo sistema imunológico do corpo. Por causa disto, pode-se implantar o interferon de outro corpo, ou até mesmo de outra espécie, sem provocar a formação de anticorpos. No entanto, produzir o interferon do sangue para uso médico é um processo tão custoso que se torna proibitivo. Por esta razão, os pesquisadores médicos têm experimentado substâncias que estimulariam a produção de interferon nas células do corpo. Produziram uma substância que denominaram de “poli I:C”.
Ao experimentar tal substância em camundongos, verificaram ser extremamente eficaz. Assim três horas depois que dezassete camundongos receberam a poli I:C e trinta e dois outros obtiveram um placebo, todos foram inoculados com uma dose letal do vírus da pneumonia de camundongos. No fim de quatorze dias, todos os dezassete camundongos que receberam a poli I:C ainda estavam vivos, mas apenas um dos trinta e dois que receberam o placebo vivia ainda. Quanto ao uso da poli I:C em humanos, acha-se ainda em estágio experimental.
Como poderá cooperar com o ‘sistema’ do interferon? Visto que o interferon visa as infecções virosas e as mais comuns delas são as que afligem nossos narizes e nossas gargantas no inverno, qualquer coisa que actue contra o resfriado comum poderá ser considerada como cooperando com o sistema de defesa do interferon da pessoa. Há vários modos de se fazer isto. O uso generoso de frutas cítricas, em especial a toranja, os limões e as limas, antes de a pessoa contrair um resfriado, poderá proteger a pessoa contra isso. Também, evitar alimentos ricos e super-refinados, especialmente as pastelarias, pudins ricos, e assim por diante, tem ajudado a muitos a livrar-se do resfriado comum. E, bem recentemente, o uso da vitamina C na luta contra o resfriado comum tem obtido ampla publicidade.

As Defesas Hormonais

Correctamente, os hormônios têm sido descritos como “outro aspecto das defesas naturais do corpo”. Vem ajudar-nos quando estamos ameaçados de violência, ajudando-nos a lutar ou a fugir. Para a ira ou a luta, o corpo produz a noradrenalina, e, para o medo ou fuga, ou depressão (esta última sendo chamada de “ira dirigida contra si mesmo”), o corpo produz a adrenalina.
Confrontado com a escolha entre a luta ou a fuga, vários hormônios fazem com que seus pulmões respirem mais profundamente, e que seu coração bata mais rápido, que a pressão sanguínea suba, que o sangue seja retirado dos órgãos internos e corra para onde é mais necessário, para os músculos, o coração e o cérebro.
Como, então, pode cooperar com o sistema de defesa hormonal do seu corpo? Primariamente, de dois modos. Tudo que faz para manter a boa saúde (comer alimento nutritivo, descansar e dormir o suficiente, e assim por diante) lhe dará melhor reserva a que os hormônios podem recorrer em caso de perigo. E, especificamente, quanto melhor aprender a controlar as emoções, tanto menos sobrecarregará ou deixará tensos seus órgãos vitais.

A Pele Como Defesa

Não se deve desperceber a pele como uma das defesas do corpo. Deveras protege o corpo da invasão de substâncias ou organismos prejudiciais. Acha-se bem adaptada para esse fim, tendo uma camada morta porém antisséptica que é humedecida e maleável pela perspiração e secreções oleosas. O que pode fazer para cooperar com este defensor de seu corpo?
No caso dum corte ou de outra ferida, uma boa limpeza é de importância primária. Para a pele boa há também necessidade de boa nutrição. Assim, diz-se-nos que várias afecções da pele “aparecem cedo e conspicuamente” em muitos casos de “deficiência nutritiva”. E ao passo que banhos de chuveiro ou de banheira diários talvez tenham seus méritos estéticos, podem causar dano quando se usa um sabonete ruim para a pele. Segundo um dos principais especialistas em alergia, “um paciente pode tomar seus banhos diários sem sabonetes e limpar suficientemente o corpo por esfregar brandamente a pele com uma toalha seca depois do banho”.
O bom senso e a modéstia ditam que atribuamos o crédito ao Criador todo-sábio e agradeçamos a Ele os sistemas de defesa existentes em nossos corpos. Visto que a boa saúde é uma condição muitíssimo desejável, a sabedoria de nossa parte indica que cooperemos com estes mecanismos de defesa.

in Despertai de 8/8/1973 pp. 17-21

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Provérbio da semana ( 23:20,21 )

Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho, entre os que são comilões de carne. Porque o beberrão e o glutão ficarão pobres, e a sonolência vestirá a pessoa de meros trapos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A música conVIDA... à experiência

A experiência de vida é algo que deveria estar presente desde o nosso nascimento, evitava muitos problemas, confusões, erros e aborrecimentos. Alcançar experiência numa idade mais jovem seria o ideal para muitos que quando chegam à sua fase mais avançada admitem que se "soubessem o que sabem hoje",,,


I am a traveler of both time and space, to be where I have been 
To sit with elders of the gentle race, this world has seldom seen 
They talk of days for which they sit and wait and all will be revealed


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Palavra da semana ( 59 )

so·rum·bá·ti·co

(origem controversa, provavelmente relacionado com sombra)
adjectivo e substantivo masculino

Que ou quem demonstra tristeza ou tem tendência para se isolar. = CARRANCUDO, MACAMBÚZIO, SOMBRIO, SORUMBÁTICO, TACITURNO, TRISTONHO

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O saber não ocupa lugar ( 381 )




Petricor é o nome dado ao cheiro da chuva.

O termo foi cunhado em 1964 por dois pesquisadores australianos, Bear e Thomas, para um artigo na revista Nature. No artigo, os autores descrevem como o aroma deriva-se de um óleo exalado por certas plantas durante períodos de seca, que é então absorvido pela terra e pedras argilosas. Durante a chuva, o óleo desprende-se no ar juntamente com outro composto, a geosmina, produzindo um cheiro característico.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As bactérias — algumas prejudiciais, muitas úteis




MUITOS são os médicos que observaram que os regulamentos de higiene encontrados na lei de Moisés pressupõem o conhecimento dos efeitos prejudiciais das bactérias. Mas, não foi senão em 1676 que a prova de sua existência foi estabelecida pelo naturalista holandês Leeuwenhoek. Com o uso dum microscópio primitivo, foi o primeiro a ver estes diminutos “animalículos”, como os chamou. Até os dias dele os homens só podiam especular sobre a existência de tais organismos microscópicos.
Que as bactérias não se tornaram visíveis até a invenção do microscópio pode ser avaliado quando notamos que as bactérias são tão pequeninas que precisam ser ampliadas mil vezes para que se possa vê-las com clareza. Com efeito, são tão pequeninas que num punhado de terra que possa segurar entre o polegar e o indicador, talvez haja até 200.000.000 delas!
As bactérias se encontram em toda a parte, no ar, no solo e na água. Isto, sem dúvida, é uma das razões por que se demorou tanto para provar a lei da biogénese, a saber, que toda a vida procede de vida anterior. Antes das experiências de Pasteur sobre esse assunto, pensava-se que as bactérias tinham geração espontânea.
Na realidade, as bactérias são consideradas plantas. Crescem e dividem-se a várias taxas. À taxa de divisão a cada hora, uma bactéria poderia tornar-se 16.000.000 em questão de vinte e quatro horas! Felizmente as condições amiúde limitam seu crescimento. A maioria delas consegue sobreviver em temperaturas que beiram à da fervura ou do congelamento, mas precisam de temperaturas mais moderadas para continuar crescendo e dividindo-se. É por isso que o alimento conservado num refrigerador dura mais tempo, e se mantém indefinidamente se conservado num congelador.

Diferentes Classificações

As bactérias podem ser divididas em categorias segundo a forma em que são afectadas pelo ar: as aeróbias dependem do ar, as anaeróbias da falta de ar ou oxigénio. De modo geral, as bactérias preferem a escuridão à luz.
As bactérias também são classificadas segundo suas formas básicas. Há a espécie esférica conhecida como “cocos”, que crescem em pares, grupos ou cadeias. Daí, há as bactérias em forma de bastonetes, e portanto chamadas “bacilos”, um exemplo dos quais é o bacilo do tifo. Ainda outra espécie são os “espirilos”, as bactérias de forma espiral, das quais o germe da cólera asiática é um exemplo. E há uma subdivisão destas últimas, conhecida como “espiroquetas”. O germe que espalha a sífilis é um destes.
Menores do que as bactérias são as rickettsias, assim chamadas em honra a seu descobridor, H. T. Ricketts. E muito menores do que até mesmo as rickettsias são os vírus, seu nome provindo de uma raiz que significa “veneno”.

Potencial Para Dano

Desde o tempo de Pasteur, há um debate aceso sobre quanto dano as bactérias podem causar se o corpo for deveras são, se goza de saúde ideal. Ao passo que Pasteur continuou a culpar as bactérias, relata-se que, em seu leito de morte, ele afirmou: “Bernard [um dos seus principais oponentes] estava certo. O micróbio não é nada, o terreno [ambiente, ‘hospedeiro’, o corpo] é tudo.”
Ainda permanece o fato de que as possibilidades de se usar as bactérias na guerra são tão terríveis que mais de setenta nações recentemente renunciaram a seu uso e se comprometeram “‘a destruir ou mudar para propósitos pacíficos logo que possível, mas não em menos de nove meses’ . . . todos os agentes biológicos”. Sim, as armas bacteriológicas são consideradas por alguns como sendo ainda mais perigosas do que as armas nucleares. — Times de Nova Iorque, de 11 de Abril de 1972.
E de vez em quando lê-se na imprensa sobre pessoas que morrem por terem comido alimentos enlatados estragados por bactérias, tais como a botulina e a salmonela. Tal alimento estragado é tão tóxico ou venenoso que não se deve nem provar para ver se está estragado. Usualmente ele se revela por fazer com que a lata se inche, se não também pelo cheiro e pela cor do alimento.
No entanto, a maioria das bactérias são úteis. Com efeito, certo cientista estadunidense fez uma contagem e verificou que, entre milhares de milhões de bactérias, há uma proporção de 30.000 bactérias úteis ou inofensivas para cada uma prejudicial.

A Espécie Útil — no Solo

Entre as grandes formas em que as bactérias beneficiam o homem se acha a sua actividade no solo. Tem-se dito que se não fossem as bactérias, toda a vida na terra em breve pararia. Como assim?
Bem, mais cedo ou mais tarde, todas as coisas vivas na terra morrem — pelo menos tem sido assim até agora. Sem as bactérias para transformar os corpos mortos dos insectos, dos animais e da espécie humana, bem como as plantas mortas, os restos mortos em breve entulhariam a terra de modo a tornar impossível a vida, quer para as plantas quer para os animais.
Certas bactérias também enriquecem o solo por retirarem o nitrogénio do ar e transformá-lo em compostos nitrogenados que as plantas podem usar — as plantas não podendo utilizar o nitrogénio directamente do ar. Estas bactérias valiosas se encontram em pequenos crescimentos, ou nódulos, nas raízes dos legumes, uma grande família de plantas que incluem o trevo, a alfafa e as ervilhas.
Daí, então, há o ferro, indispensável ao homem, ao animal e à vida vegetal. Certas bactérias no solo conseguem pegar este ferro e torná-lo disponível às plantas. As bactérias também desempenham papel vital na utilização do fósforo, outro elemento indispensável a todas as coisas vivas. As bactérias tornam este elemento não-metálico disponível às plantas.
Já se observou muito bem que as bactérias são “responsáveis pela fertilidade de nossos campos”.

As Bactérias Ajudam a Processar Resíduos

As bactérias também desempenham papel vital em tornar inofensivos os resíduos dos esgotos das cidades. No chamado tratamento secundário ou filtração dos esgotos, este é aspergido num leito que consiste em pedras britadas ou pedregulhos. Isto fornece superfícies em que uma película de bactérias oxidantes podem viver e operar sobre os esgotos. No caso de lagoas que talvez fiquem congeladas por mais de seis meses do ano, as bactérias anaeróbias, que não precisam de oxigénio, efectuam tal trabalho.
Os restos pesados dos esgotos são conhecidos como vasa. As bactérias também servem para converter esta vasa pesada numa forma relativamente estável que não tem cheiro e pode ser usada como fertilizante. Em ainda outro método, a vasa biologicamente activa, isto é, vasa que contém muitas bactérias, junto com oxigénio, é adicionada aos esgotos para torná-los inofensivos.

As Bactérias do Corpo

As bactérias abundam no corpo, na boca, e, em especial, nos intestinos. Com efeito, diz-se que, no âmbito total, as bactérias nos intestinos, excedem às dos alimentos e dos resíduos na proporção de dois a um. Ao passo que talvez haja muitas bactérias prejudiciais nos intestinos, enquanto forem sobrepujadas em número pelas bactérias úteis, o corpo permanece são.
Em especial o lactobacilo, ou bactéria acidófila, serve bem ao corpo. É usada actualmente para remediar pequenos males intestinais. Também, há dois tipos de antibióticos obtidos de bactérias que cumprem valiosos propósitos médicos.
Importante, também, é o papel que as bactérias desempenham na digestão da celulose no rúmem ou primeiro estômago da vaca. Os homens não conseguem digerir a celulose, mas as bactérias no rúmem da vaca desintegram a palha e a grama que a vaca come e produzem ácidos gordurosos dessa celulose, bem como proteínas e praticamente todas as vitaminas.

O Papel das Bactérias na Fermentação

Há ainda outra forma em que as bactérias são úteis ao homem e essa é no processo de fermentação. Gosta de iogurte, ou de leite azedo ou de coalhada? Precisa agradecer às bactérias. Ou gosta de queijos ricos, saborosos, tais como o limburger, o azul ou o roquefort? Então saiba que as bactérias não só são responsáveis por estes aromáticos petiscos, mas que, quando os ingere, está devorando bactérias aos milhões!
Ou gosta de chucrute com seus ‘cachorros quentes’ ou cozido junto com mocotó de porco ou de outras formas deliciosas? Bem, novamente nesse caso são as bactérias, além, naturalmente, de um pouco de sal, que são responsáveis por esta transformação do repolho picado em chucrute.
E quem não aprecia que um pouco de vinho é bom para a digestão, bem como para o coração e os nervos? Bem, ao passo que a fermentação do vinho se deve primariamente aos fermentos, as bactérias também desempenham um papel na fabricação de vinho.

Cada Vez Mais Usos

Os pesquisadores agora experimentam treinar as bactérias a digerir o petróleo, para limpar as manchas de petróleo. As bactérias também são usadas para produzir proteínas sintéticas do petróleo. Fala-se, também, de desenvolver uma célula biológica que forneça luz e energia baratas, as bactérias alimentando-se dos esgotos.
Parece deveras bem provável que, com o passar do tempo, as bactérias se provarão cada vez menos prejudiciais e cada vez mais úteis.

in Despertai de 8/8/1973 pp. 9-11

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.