National Geographic POD

Brandus dream list

Mensagens populares

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 31 )

Mas que romântico... Morrer assim deve ser especial...

Suriname, a terra das kottomissies




A VARIADA população do Suriname inclui crioulos, hindus, indonésios, negros de ascendência africana, ameríndios, chineses, holandeses e outros. Na sua capital de Paramaribo podem-se ver senhoras em trajes modernos, mas também mulheres hindus em saris, mulheres indonésias em sarongues, negras de ascendência africana em togas brilhantemente coloridas, e outras usando o “kottojakki”. Gostaria de lhes falar sobre esta última vestimenta.

Acha estranho esse nome? Sua origem se deriva da língua suriname, “kotto” significando casaco, e “jakki” significando jaqueta. Naturalmente, “missie” significa Senhorita ou Senhora. Assim, é por essa razão que a senhora que usa este vestido típico é chamada de “kottomissie”.

A estória deste vestido remonta aos tempos da escravidão, há mais de cem anos. A maioria dos escravos trazidos da África andavam praticamente nus, e muitas das moças eram muito bonitas. Acontecia com freqüência que os donos de escravos se enamoravam de seus encantos corporais e faziam propostas indecorosas a elas. Assim, decidiu-se tentar desencorajar isto.

As esposas dos donos de escravos, segundo se relata, se reuniram para discutir o assunto. Decidiram criar um vestido que cobrisse o corpo inteiro das moças, e as fizesse parecer sem formas. Assim, idealizou-se o “kottojakki”!

As mulheres começaram por idealizar uma grande roupa de baixo ou anágua. Amarraram-na com um “kooi”, isto é, um pedaço de pano cheio de palha, que era usado acima dos quadris. Daí, puxava-se para cima a anágua de modo que pendesse sobre o “kooi” formando um tufo, ocultando assim os quadris. Vestia-se um “kotto” de cores graciosas, ou uma veste exterior, sobre a anágua. E para completá-lo idealizou-se uma “jakki” ou jaqueta dupla. Esta tinha apenas o comprimento suficiente para juntar-se com o “kooi”, e tinha mangas três quartos. A fazenda era bem engomada. Assim, com tal roupa, uma moça esbelta parecia alguém que pesava noventa quilos!

Idealizou-se uma “anjisa”, ou cobertura para a cabeça, para acompanhar o vestido. Com o tempo, as mulheres começaram a amarrar esses coloridos lenços de cabeça de forma a indicar suas várias disposições de ânimo, quer fosse de amor, ciúme, ira, e assim por diante.

O estilo da “anjisa” tinha outros significados além de indicar a disposição de ânimo de quem a usava. Por meio delas, as moças marcavam encontros com seus namorados, e mostravam se ainda os amavam.

Também, o uso da “anjisa” indicava a posição ou ocupação. Por exemplo, havia um tipo que identificava as meretrizes. Uma escrava que tomava conta dos filhos do dono de escravos usava um tipo especial de “kottojakki”, e uma “anjisa” com uma ampla aba redonda. Em cima dela, usava um chapéu. Assim, todos podiam ver pelo seu vestido que era uma escrava especial.

Um “mek sani édé”, ou uma cobertura de cabeça de “fazer coisas”, é muito interessante. É feito por se amarrar três “anjisas” juntas, com todos os doze cantos apontando para fora. E para combinar com isto, usavam-se três “kottojakkies”, um sobre o outro, cada um sendo mais curto do que o outro para que todos fossem visíveis. Segurava-se uma “anjisa” desatada em cada mão. Este vestido era para ocasiões especiais, tais como quando uma pessoa influente do estrangeiro visitava o Suriname.

As “kottomissies” davam boas-vindas a tal pessoa por fazerem mesuras e dizerem algumas palavras de boas-vindas. Daí, enquanto ainda encaravam a pessoa, retrocediam e agitavam as “anjisas” em suas mãos. Estendiam também “anjisas” desatadas no chão para que a pessoa influente pudesse andar sobre elas. Isto significava: “Honro-lhe tanto que até faço com que ande sobre aquilo que uso em minha cabeça.”

Um estilo mais recente de amarrar a “anjisa” chama-se “oto baka”, que significa pára-choque de automóvel. Este estilo é feito por se dobrar juntas as extremidades da “anjisa” atrás da cabeça na forma de um pára-choque.

Agora, só se vêem as mulheres mais idosas usarem às vezes o “kottojakki”, mas sem o enchimento de palha. Usa-se com mais freqüência uma simples “anjisa” amarrada. Para eventos especiais, porém, tais como o Dia da Emancipação, que celebra a abolição da escravatura em 1863, muitas mulheres, jovens e idosas, desfilam pelas ruas neste interessante vestido dos dias de antanho.

in Despertai de 8/1/1972 p. 24

Provérbio da semana ( 18:13 )

Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 30 )

Um pouco de blues...

Colecionar selos como passatempo





ALGUNS o consideram o passatempo mais excelente do mundo. Outros o desprezam. Não obstante, cativa as pessoas de todas as rodas da vida, quer tenham noventa ou apenas nove anos de idade.

Parece que a mais antiga referência à coleção de selos foi na Inglaterra em 1841, um ano depois de terem sido primeiro emitidos. O Times de Londres trazia o seguinte anúncio:

“Uma jovem senhora desejosa de cobrir seu quarto de vestir com selos cancelados, tem sido até agora incentivada em seu desejo pelos seus amigos particulares a ponto de ter tido êxito em colecionar 16.000. Sendo estes, porém, insuficientes, ela ficará muitíssimo grata se alguma pessoa bondosa, que talvez tenha estes pequenos artigos (de outra forma inúteis) à sua disposição, a ajudar em seu projeto excêntrico!”

Desde aquele tempo, muitos colecionadores de selos não só derivaram prazer do passatempo, mas verificaram que aliviava a tensão. Outros apreciam o lado educativo disso. Também, o toque artístico dos selos atrai alguns colecionadores, ao passo que as perspectivas de lucro financeiro motivam ainda outros.

O Que Tornou Possível a Coleção de Selos?

Antes do serviço postal, as pessoas enviavam mensagens e cartas via viajantes de confiança. Por volta do século dezesseis, operava um serviço postal internacional entre diversos países europeus. Mas, era bastante custoso e envolvia muita demora na entrega. Daí, em 1680, um homem chamado Dockwra iniciou um sistema de carteiros em Londres, Inglaterra. Recolhiam-se cartas de hora em hora de centenas de caixas de correio que ele estabeleceu pela cidade de Londres. A entrega era feita dez vezes por dia, e o custo era de apenas doze centavos por carta!

Todavia, visto que a concessão de um serviço postal era um favor prestado a membros da aristocracia, o negócio de Dockwra logo terminou. A diretriz dos nobres era conseguir o máximo de lucro monetário possível por um mínimo de serviço. O resultado foi uma corrupção a tal ponto que deu origem à expressão em inglês “embrulhão como um carteiro”.

Contudo, à medida que se formava a estrutura do comércio e da indústria, o serviço postal tornou-se necessário a outros setores. O povo fez movimentos em prol da reforma postal e isto incitou o Parlamento ‘a designar uma comissão de inquérito. Em resultado, Sir Rowland Hill publicou um panfleto em 1837 sobre “Reforma dos Correios”. Recomendava que se entregassem as cartas a qualquer parte da Inglaterra por um pêni. O Governo Britânico tomou providências e em 1840 restaurou o porte de um pêni, emitindo os primeiros selos postais adesivos para uso nas cartas.

Estes eram os famosos selos de um pêni trazendo um perfil da Rainha Vitória (agora chamado de “o Penny Black”) e os selos azuis de dois pence. Cerca de dois anos depois, o “Despatch Post” da cidade de Nova Iorque pôs em circulação o primeiro selo adesivo nos Estados Unidos. O Canadá seguiu o exemplo em 1851 com um selo de três pence com o desenho de um castor.

Por volta de 1966, certa autoridade calculou que se havia emitido mais de 156.000 tipos diferentes de selos ao redor do globo! Só a Europa é responsável por pelo menos 54.228 destes. Não é de admirar que os colecionadores de selo tendam a se especializar em tipos específicos!

Os Instrumentos do Colecionador de Selos

Há disponíveis inumeráveis livros nas bibliotecas públicas e livrarias como ajudas para se saber os valores dos selos e o que colecionar. Para classificá-los, um álbum é muito útil, bem como uma lente de aumento.

Alguns começam por aproveitar os selos das cartas que chegam a seus lares ou locais de negócio. Outros organizam uma coleção por comprar maços de vários tipos de selos. A maioria dos colecionadores verificam que os maiores maços contêm os melhores selos. Desta forma é possível obter cerca de 70 por cento das emissões de selos do mundo.

Panorama Postal

Pode-se ver uma crônica da história humana através da janela dos selos. Cenas pacíficas, guerras e outras tragédias humanas, realizações científicas, perfis de reis, rainhas, presidentes, bem como de ditadores iníquos foram todos retratados. Durante a Segunda Guerra Mundial, os lados opostos converteram os selos postais num veículo de propaganda. O comércio e a indústria desempenharam um papel em influenciar os seus desenhos.

Alguns colecionadores se especializam em selos de animais e em resultado reúnem um regular “Quem É Quem” zoológico em seus álbuns. O urso coala, o ornitorrinco botador de ovos e aquele notável saltador, o canguru, tiveram todos a sua figura impressa nos selos australianos. Os selos peruanos foram ilustrados com o lhama, enquanto que as cartas liberianas foram decoradas com o crocodilo. A humilde tartaruga apareceu nos selos vietnameses e equatorianos. Leões, leopardos, gazelas, camelos, lobos e o hipopótamo já figuraram nos selos da Dinamarca, Angola, Israel, Egito, Turquia e Somália.

Nosso amoroso Criador também ornamentou a terra com um vasto número de criaturas voadoras. É muitíssimo interessante familiarizar-se com elas. Algumas pessoas gostam de fazer isso por colecionar selos em que várias nações retrataram aves comuns a suas terras. A águia de vista aguda tem o seu lugar na face dos selos poloneses, albaneses e sírios, para se mencionar apenas alguns. A Venezuela retratou o abutre, a Hungria o corvo, o Saara espanhol o avestruz, a Coréia o gavião, enquanto que a Áustria, a China, Mônaco e outros representaram as asas planadores da gaivota. Retrata-se a rara ave-do-paraíso em toda a sua glória nos selos da Nova Guiné. Último na ordem, mas não na importância, o pelicano exibiu seu enorme bico nos selos da Iugoslávia, Moçambique e Antígua. A lista das aves retratadas em selos é longa, em grande parte para o deleite dos muitos colecionadores de selos.

Plantas, árvores e flores, bem como insetos, têm adornado os selos através dos anos. Pontes, represas, edifícios públicos, além de rios e montanhas, têm sido usados como temas de selos. É inegável que, através da coleção de selos, pode-se seguir uma ampla fileira de tópicos que são tanto educativos como recreativos.

Naturalmente, alguns selos tendem a transmitir idéias e ensinos contrários aos princípios cristãos. Por exemplo, muitos selos glorificam os líderes políticos e militares, bem como as guerras e conquistas.
Selos de Interesse Incomum

Selos incomuns, como é natural, interessam em especial a muitos colecionadores. Por exemplo, a Serra Leoa emitiu incomuns selos gigantes “Moeda de Ouro”. Cada um destes selos, declarou o Daily Mail de Freetown, está “individualmente entalhado, gravado em relevo e estampado com tamanha precisão e exatidão que, mesmo postos lado a lado com as moedas, a similaridade é surpreendente até no mais fino detalhe”. Os maiores têm uns oitenta e dois milímetros de diâmetro, retratando uma cabeça de leão em relevo ou um mapa do país.

Os colecionadores prestam detida atenção a singularidades. Um selo de Papua, trazendo os nomes de toda agência de correio do país, não só constitui uma singularidade, mas também foi o primeiro deles. Em 1853, o Cabo da Boa Esperança emitiu os primeiros selos triangulares. Os primeiros selos do Brasil, em 1843, foram apelidados de “Olho-de-boi” por causa de seu formato oval.

O selo mais raro do mundo é o magenta de um centavo da Guiana Britânica, agora Guyana, emitido em 1856.
Inversões nos selos os tornam raros. Devido a um erro, o centro do selo Comemorativo do Canal de São Lourenço de 1959 do Canadá foi virado de cabeça para baixo. Um selo aéreo dos EUA de 1918, o rosa-carmesim e azul de 24 centavos de dólar com sua figura de avião de cabeça para baixo ( é também raro ).

Um selo austríaco representava um mercador de vinho da Baixa Áustria nos trajes nativos com tudo correto exceto as orelhas do homem, que estavam viradas do contrário. Um selo de S. Cristóvão-Nevis mostrava Cristóvão Colombo em seu navio ao aproximar-se das Américas em sua viagem histórica de 1492 E. C. Um colecionador de selos perspicaz notou que Colombo olhava para a terra através de um telescópio. Contudo os telescópios não foram inventados senão mais de cem anos depois! No entanto, tais erros aumentam o interesse de se colecionar selos.

A coleção de selos é passatempo interessante e muito se pode aprender dela. Mas, como se dá com outros assuntos, precisa-se exercer cuidado para que não desvie a pessoa das coisas verdadeiramente importantes na vida.

in Despertai de 8/1/1972 pp. 16-19

Provérbio da semana ( 18:12 )

Antes da derrocada, o coração do homem é soberbo, e antes da glória há humildade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 29 )

Épico mas moderno. Moderno mas épico.

O maravilhoso relógio das coisas vivas




JÁ NOTOU o maravilhoso senso de tempo das coisas vivas? Cada ano as plantas germinam, crescem e florescem segundo uma tabela de tempo. Nem todas seguem a mesma tabela — algumas florescem na primavera, outras no verão e ainda outras no outono e no início do inverno. Mas, cada espécie sabe o tempo certo para executar suas diversas atividades.

O mesmo se dá com os animais. Acasalam-se, reproduzem-se, hibernam, emigram e realizam outras funções como se estivessem seguindo uma tabela de tempo precisa. Considere os insetos que passam o inverno num estado de hibernação chamado diapausa. Em fins do verão, enquanto o tempo ainda está quente, interrompem suas movimentadas atividades de alimentação e reprodução e começam a acomodar-se em sua hibernação. Como sabem que o inverno vem chegando?

Também, há aves que emigram para os trópicos para passar o inverno. Com a vinda da primavera no norte, dirigem-se para o lar. Visto que a temperatura nos trópicos é quase a mesma como quando as aves chegaram, como sabem que o tempo está esquentando lá na sua terra? Muitas pessoas já fizeram perguntas como estas. Já fez?

O Maravilhoso Dispositivo de Tempo

Crê-se que o principal dispositivo de tempo das coisas vivas seja a luz. Costumava-se pensar comumente que as mudanças de temperatura desencadeavam as várias reações nas plantas e nos animais. Mas, a temperatura varia; é incoerente de ano para ano. A luz, por outro lado, é fidedigna. Em qualquer determinado dia do ano a duração da luz do dia será a mesma. Nunca varia. Assim, um organismo vivo recebe a informação exata sobre a passagem das estações.

Não se quer dizer com isso que a temperatura ou outros fatores não influam também no ritmo sazonal das plantas e dos animais. Evidentemente que influem. Mas, o principal dispositivo de tempo parece ser a duração da luz do dia. Que as atividades das coisas vivas são programadas por meio deste relógio maravilhoso é descoberta relativamente recente.

Investigação Importante

Em 1920, os investigadores estudavam certa variedade de tabaco chamada Maryland Mammoth. Procuravam determinar por que atrasava em florescer quando cultivado perto de Washington, D. C. Embora a planta estivesse pronta para florescer já por dias, algo a impedia de assim fazer até que fosse tarde demais na estação para suas sementes amadurecerem.

Realizaram-se muitas experiências, mas falharam em revelar a razão deste florescimento retardado. Por fim, as plantas mantidas numa estufa receberam artificialmente uma exposição diária de luz mais curta. Isto deu resultados! As plantas floresceram antes das cultivadas fora. Isto forneceu o indício do por que a Maryland Mammoth não floresce senão em fins da estação perto de Washington, D. C. É porque somente em fins do verão que a luz do dia decresce à duração correta para esta planta florescer!

Influi a luz similarmente nas funções das outras plantas? Pesquisas adicionais feitas por estes investigadores revelaram que influem. Descobriu-se que as plantas podem ser divididas em três grupos, dependendo da sua reação à duração da luz do dia.

Primeiro, há o grupo que inclui plantas, tais como o tomate e o pepino, que não fazem questão quanto à duração do dia. Um segundo grupo é chamado de plantas “de dia curto”. Estas só florescem quando a dose diária de luz está abaixo de certo número de horas. O terceiro grupo é chamado de plantas “de dia longo”. Estas florescem quando a luz do dia ultrapassa certo número de horas.

Conseqüência das Descobertas

Estas investigações responderam muitas perguntas. Explicam por que as plantas de determinada espécie podem ser plantadas em diferentes épocas do ano, e contudo todas florescem ao mesmo tempo. E revelam por que certas plantas florescem em determinadas regiões, mas não florescem de jeito nenhum em outras.

Os agricultores agora determinam rotineiramente as exigências de luz das plantas. Algumas delas têm necessidades da duração de luz do dia muito específicas. Por exemplo, diversas variedades de cebolas e feijões-soja produzem melhor só quando cultivadas dentro de uma faixa de latitude de 240 quilômetros. Se forem cultivadas quer ao norte quer ao sul desta região talvez não produzam boa safra.

As necessidades de luz do dia que as plantas têm podem resultar em decepção para os amantes de flores. Em viagem, uma pessoa talvez obtenha uma planta colorida para seu jardim, mas de volta para casa talvez não floresça. Por quê? A luz do dia onde ela vive talvez não seja de duração apropriada para a planta florescer.

Por exemplo, há a planta para jardins rochosos Sedum telephium, que cresce no sul de Vermont, EUA. Mas, precisa de uma dose diária de dezesseis horas ou mais de luz a fim de florescer. Recebe isto em Vermont. Todavia, se alguém a levar bem mais para o sul, deixará de florescer por causa de insuficiente luz do dia.

Por outro lado, uma pessoa no norte de Maine, EUA, talvez seja grata de que haja pouca ou nenhuma ambrósia-americana ali. A ambrósia-americana não floresce enquanto a luz do dia não decrescer a quatorze horas e meia. Isto não acontece no norte de Maine, até depois de 1.° de agosto, de modo que isto não concede tempo suficiente para que as sementes amadureçam antes que chegue o tempo frio.

Como as Plantas Detectam a Luz

Aprender estes fatos sobre as reações das plantas à duração da luz do dia torna evidente algo mais. As plantas devem ter algo dentro delas que detecte a mudança de duração da luz do dia e que faça com que reajam de acordo. Só recentemente isolou-se esta substância chamada “fitocromo”.

O fitocromo é um pigmento azulado, sensível à luz, que absorve a luz vermelha. Demonstrou-se que muitas plantas, quando expostas ao comprimento vermelho de onda de luz, amadurecem mais rápido. De algum modo a luz atua sobre o fitocromo para regular as mudanças de crescimento da planta, desde o estágio de semente até à maturidade. Mas, não se entende exatamente como isto se efetua.

Manipulações da Luz

Muitos horticultores usam agora com bom proveito este conhecimento sobre as reações das plantas à luz. Por ajustarem a duração da exposição à luz podem fazer uma planta florescer quando querem. Assim, no inverno usufruem flores que normalmente crescem só no verão, e, as que normalmente florescem no outono, podem vir a ter em outras estações.

O crisântemo, por exemplo, é normalmente uma planta que floresce no outono. Mas, pode-se conseguir que floresça no verão. Apenas cubra-a com uma caixa de papelão às tardinhas, e remova a caixa de manhã. O período estendido de escuridão fará com que os crisântemos reajam como se estivessem no outono, e florescerão com as flores de verão.

Por outro lado, a pessoa talvez queira usufruir no inverno flores que normalmente florescem só no verão. Por dar-lhes diariamente doses de luz artificial depois do fim do dia, pode-se fazer com que estas plantas reajam como se tivessem chegado os longos dias de verão. Assim, florescerão durante os curtos dias de inverno.

Efeito Sobre os Animais

Depois de descobrir os notáveis efeitos da duração da luz do dia sobre as plantas, fez-se pesquisa para certificar-se se os animais eram influenciados similarmente. Em resultado, verificou-se que muitos animais, também, regulam suas rotinas sazonais pela duração da luz do dia.

As primeiras experiências com aves foram efetuadas com estorninhos. Os estorninhos se acasalam normalmente na primavera, quando os dias vão ficando mais longos. No entanto, encompridaram-se artificialmente os dias curtos de dezembro no hemisfério setentrional por se ligarem luzes sobre as aves depois do pôr do sol. Em poucos dias os estorninhos começaram a trocar de penas e a criar a plumagem colorida de sua estação de acasalamento na primavera. Adiantou-se sua tabela de tempo de procriação em quatro meses por aumentar a duração de sua exposição diária à luz!

Efetuaram-se experiências similares com os furões, que também se procriam normalmente na primavera ou em princípios do verão. Estes animaizinhos, também, se acasalaram no inverno quando foram expostos a períodos extras de luz. Tanto os estorninhos como os furões são criaturas de dias longos. Acham-se entre as criaturas que reagem sexualmente a períodos longos de luz.

Todavia, muitos outros animais, tais como cabritos, ovelhas e veados, procriam-se no outono. A duração mais curta da luz do dia os influencia sexualmente. Assim, criadores de ovelhas, que querem cordeiros no início da primavera, limitam a exposição de seus animais à luz do dia no fim do verão. Por levarem as ovelhas para galpões escuros perto do fim do dia em julho e agosto, o processo de reprodução é iniciado mais cedo.

Efetuaram-se também muitas experiências interessantes com insetos, inclusive o bicho-da-seda. Os ovos, postos no outono, passam o inverno num estado dormente. Chocam-se e produzem larvas, ou vermes, na primavera. As larvas logo se transformam em pupas, e daí em mariposas adultas. Mas, os ovos postos em princípios do verão não passam por um período de hibernação.

As experiências revelam que é a duração da luz do dia que determina por que os ovos postos em princípios do verão não passam por um estado de hibernação ao passo que os postos no outono passam. Pela regulação artificial da luz, pode-se fazer que as mariposas dos bichos-da-seda reproduzam geração após -geração sem que nenhum de seus ovos entre num estágio de hibernação. Mas, quando se muda a duração da exposição à luz, as mariposas põem ovos que se tornam dormentes.

Como no caso das plantas, há obviamente algum mecanismo dentro dos animais que desencadeia suas várias reações à duração da luz. Crê-se que um hormônio esteja envolvido. Mas, conhecem-se poucos pormenores quanto a como se recebem ou se transmitem as mensagens de duração de luz.

Embora o homem tenha aprendido muito sobre as inumeráveis maravilhas da criação, é continuamente lembrado de quanta coisa lhe permanece um mistério. O estudo dos efeitos da luz sobre as coisas vivas ilustra novamente isto.

in Despertai de 8/1/1972 pp. 13-16

Provérbio da semana ( 18:11 )

As coisas valiosas do rico são a sua vila fortificada, e na sua imaginação são como uma muralha protetora.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Raridades e Recordações ( 28 )

Blues... e vacas?!

Aprender a nadar





NADAR é perícia que exige verdadeiro esforço para se aprender. Mas, abre a porta para muitos prazeres, inclusive esqui-aquático, o surf e o mergulho em profundidade. Também provê um dos melhores exercícios. E evita que a pessoa fique indefesa na água, o que talvez até mesmo salve a sua vida.

Sabe nadar? Sabem seus filhos? O valor de se saber é ilustrado por uma viagem de barco que o apóstolo cristão Paulo empreendeu. Uma tempestade encalhou o barco ao largo da ilha de Malta, onde começou a despedaçar-se. Os que sabiam nadar pularam na água e nadaram a salvo para a terra. Poderia ter feito o mesmo? Se souber nadar, poderá deparar-se com emergências similares atualmente.

Métodos e Atitudes Mentais

Alguns pensam que um modo de ensinar as pessoas a nadar seja atirá-las na água funda, obrigando-as a nadar se não quiserem afundar. Mas, isto pode ser uma experiência terrificante, e as pessoas que foram introduzidas à natação por este método raramente gostam da água. Talvez até mesmo cheguem a temê-la. Ao aprender a nadar, é muito melhor aderir a um programa de passo por passo que evite tais experiências.

Na verdade, o temor da água, e não o domínio da perícia em si mesmo, é o principal obstáculo a aprender a nadar. Nadar é realmente muito fácil, pois o corpo humano possui flutuabilidade natural e permanece à tona. Assim, nadar é apenas questão de usar os braços e as pernas como remos para impelir o corpo.

Mas, e se a pessoa tiver medo da água? Não se deve zombar de tal pessoa nem tratá-la com impaciência. Antes, devem se fazer esforços para criar confiança nela de que pode aprender fácil a nadar. Deve-se ajudá-la a avaliar a simplicidade dos movimentos usados em nadar, e que seu corpo não afundará se ficar descontraída. Também, procure introduzir cada passo sucessivo do programa de natação de tal modo a evitar colocá-la numa situação em que seja provável que falhe.

Passos Preliminares

Mesmo antes de começar a instrução numa piscina ou em outro corpo de água, podem-se fazer certos preparativos. Uma criança pode praticar prender a respiração, e daí exalar. Isto talvez pareça muito elementar, mas se não tentou isso antes, talvez precise adquirir prática.

Uma criança também pode praticar a ação de espojar-se na água, molhando especialmente o rosto. É importante que se acostume a isso. Outra consecução importante é poder prender a respiração debaixo d’água. Poderia praticar isso na banheira, ou até numa bacia de água. Não considere corriqueiras mesmo estas pequenas realizações. Deixe a criança saber quando está fazendo bem.

A seguir, pode praticar exalar debaixo d’água. Diga-lhe para soltar o ar pela boca e que irá ver as bolhas como evidência de que está fazendo isso. Talvez até goste disso, fazendo disso uma brincadeira por fingir que é um barco a motor. Daí, peça-lhe que solte o ar pelo nariz, com a boca fechada. Mas, antes de tentar isso, mande-a praticar soltar o ar pelo nariz acima da água. Senão, poderia aspirar instintivamente o ar, ao invés de soltá-lo, ao estar com o rosto submerso. Isto poderia fazer que a água penetrasse dolorosamente em sua narinas.

Mas, seja o que for que acontecer, cuide para nunca suscitar temores desarrazoados na criança. Observações tais como “Quase me afoguei certa vez”, ou, “Eu morria de medo da água”, podem fazer exatamente isso. Faça um esforço consciente de retratar a natação como algo agradabilíssimo.

Na Piscina

Embora entrar numa banheira, e até mesmo meter a cabeça debaixo d’água, talvez não seja tão difícil, um corpo de água maior talvez a amedronte. Assim, pegue a criança pela mão e a conduza, reassegurando-lhe que isto é gostoso. Se a água estiver morna, 26,7° a 29,4° C., é mais provável que a aprecie.

Por mostrar paciência e dar incentivo, até mesmo uma criança tímida pode, com o tempo, ser ajudada a gostar de se locomover na água e espojar-se nela. Mande-a praticar enfiar o rosto debaixo d’água e exalar, assim como fazia na banheira. Não minimize este passo na aprendizagem da natação. É importantíssimo que a pessoa se acostume à água, e não tenha medo de molhar-se toda.

Outro passo importante em aprender a nadar é dominar a perícia da respiração rítmica. Abaixar e levantar é um dos melhores métodos de aprender isto. Diga para a pessoa segurar a sua mão, ou a borda da piscina. Daí, mande-a respirar fundo, agachar debaixo d’água, soltar o ar pelo nariz, e levantar-se. Mande-a fazer isso devagar, ao dar as orientações: “Respire fundo, agache, solte o ar, suba para respirar.”

Ou pode fazer isso junto, transformando-o numa brincadeira. Fique de frente um para a outro com água até o peito, segurando a mão um do outro com os braços estendidos. Daí, reveze em agachar-se abaixo da superfície num movimento de sobe e desce. Lembre a pessoa para que respire fundo quando vier à tona, e exale quando embaixo.

Quando a pessoa enfia pela primeira vez a cabeça debaixo d’água, é quase certo que fechará os olhos. Mas, é importante que se acostume a abri-los. Em primeiro lugar, isto eliminará ou atenuará algum medo da água. E mais tarde, quando aprender a nadar, será melhor para a sua segurança, bem como para a segurança dos outros, que veja por onde vai.

Poderia também fazer um brinquedo da aprendizagem dessa perícia. Ambos podem submergir, e dar as mãos debaixo d’água. Ou pode mostrar certo número de dedos, e quando ambos voltarem à tona, peça que lhe diga quantos dedos mostrou. Ou outra brincadeira muito divertida é a seguinte: Com a água mais ou menos até a cintura mergulhe ao fundo e pegue pedras coloridas, conchas ou moedas.

Quando a pessoa for capaz de fazer tais coisas, informe-lhe que está fazendo bom progresso. Está então preparada para o último passo vital que antecede ao nadar.

Aprender a Boiar

Este passo é boiar. Tente primeiro o que chamam em inglês de “cork float”. Ao estar em pé, com água até o peito, mande o aprendiz ajoelhar-se até que seu queixo fique na altura da superfície da água. Daí, mande-o respirar fundo, inclinar-se para a frente, e encolher os joelhos até o peito, envolvendo-os com os braços. Deverá boiar com as costas na superfície, parecendo uma rolha flutuante. É bom aprender primeiro a boiar assim, porque ensina a pessoa a novamente pôr-se de pé ao boiar de frente.

Boiar de frente ou com o rosto virado para baixo é simplesmente uma questão de deitar-se com o rosto virado dentro d’água e esticar os braços e as pernas. Para atingir essa posição, mande que o aprendiz fique de pé com a água um pouco acima da cintura. Daí, diga-lhe para respirar fundo, inclinar-se para a frente com os braços esticados, e deitar-se com o rosto virado dentro d’água. Suas pernas atrás deverão ficar à tona. Depois de alguns segundos, mande-o encolher os joelhos ao peito, e pôr-se em pé.

É importante aprender a boiar assim, pois mostra ao aprendiz que ele não afundará quando nadar com o rosto virado para baixo. Torna também claro que se consegue nadar por simplesmente impelir o corpo flutuante com movimentos dos braços e das pernas. Mas, antes de tentar estes movimentos, ensine o aprendiz a deslizar de frente.

Mande que fique de pé com água até a cintura, com as costas viradas para a parede da piscina. Deverá estender os braços para a frente através da água, inclinar uma perna para trás e colocar o pé contra a parede. Então diga-lhe para respirar fundo, colocar o rosto dentro d’água e, usando o pé encostado na parede, empurrar-se suavemente. Deverá deslizar pela água numa posição retilínea, desde os dedos da mão até os dedos do pé. Quando perder o impulso, deverá ficar novamente de pé.

Se a pessoa seguiu tal programa gradativo até este ponto, dominando cada método, então está pronta para empenhar-se nos próprios movimentos de natação.

Alcançar o Alvo

Primeiro, pratique os movimentos de perna. Mande que o aprendiz bóie de frente. Pode segurar-se na borda da piscina, ou pode sustentá-lo por colocar a sua mão debaixo do estômago dele. Então diga-lhe para mover as pernas para cima e para baixo a partir dos quadris, batendo-as. Isto talvez comece a impeli-lo pela água, se o estiver segurando. Elogie-o realmente por esta realização. É quase um nadador!

A seguir, são necessários os movimentos de braço. A criança talvez queira levantar seus braços fora d’água como viu a maioria dos nadadores fazer. Mas, diga-lhe que, para começar, gostaria que ela os impelisse debaixo d’água.

Mande que bóie de frente como antes, colocando novamente sua mão debaixo do estômago dela para sustentá-la. Diga-lhe para primeiro esticar um braço e depois o outro. Os braços devem ser movidos de maneira bem idêntica ao modo em que um cachorro move suas patas ao nadar. Ao se esticar um braço para a frente, puxa-se o outro para baixo e para trás.

Então é só questão de simultaneamente bater as pernas e dar braçadas para impulsionar o corpo. Quando o aprendiz puder fazer isso, estará realmente nadando! Estará nadando “cachorrinho”, a braçada básica da natação.

Naturalmente, há muito mais a aprender para tornar-se bom nadador. Com o tempo, encompridará sua braçada, por fim achando que pode aumentar sua velocidade por esticar o braço acima da água. Estará então iniciando o nado livre, o mais rápido e popular. Mas, precisa aprender a sincronizar a respiração correta com os seus movimentos de braço e perna para ter êxito. Tudo isso exige prática, prática e mais prática. Todavia, saber nadar não só pode contribuir para muitas horas de atividade agradável, mas pode também salvar a vida da pessoa.

in Despertai de 8/1/1972 pp. 10-12

Provérbio da semana ( 18:9 )

Também aquele que demonstra ser remisso na sua obra — ele é irmão daquele que arruína.

sábado, 2 de outubro de 2010

A realidade empresarial...

O coqueiro — e como lhe serve





SEJA onde for que viva, é provável que o coqueiro de algum modo lhe sirva. Alguns ilhéus dependem dele para os essenciais da vida — alimento, bebida, moradia, roupa — além de muitas outras coisas. Não é de admirar que alguns o chamem de a árvore da vida.

Mas, nas nações industrializadas, também, os produtos do coqueiro encontram amplo uso — nas fábricas, em automóveis, cozinhas, banheiros. Servem para tornar a vida mais segura e agradável.

Nas terras tropicais há mais de quatro milhões de hectares de coqueirais, com uns seiscentos milhões de árvores. Isto não inclui as cultivadas em vilarejos e em outras partes. Visto que uma árvore produz normalmente cerca de cinqüenta a cem cocos por ano, uma colheita anual de 30 bilhões seria um cálculo conservador, ou cerca de nove cocos para cada pessoa na terra cada ano!

A Árvore e Seu Fruto

Um coqueiro geralmente começa a produzir por volta de sete ou oito anos. Mas, é por volta do décimo ao décimo quinto ano que atinge a produção máxima. Depois disso, talvez produza até cem cocos por ano por mais de cinqüenta anos. Daí começa a decair, e morre à idade de noventa anos mais ou menos.

O coqueiro precisa de bastante água, luz do sol e uma temperatura de pelo menos 22,2° C. a maior parte do ano. Provido de tais condições, envia seu tronco sem galhos, graciosamente curvo, doze a trinta metros no ar. Sua copa é coroada com folhas penadas, flores e os cocos em desenvolvimento. As folhas podem atingir um comprimento de seis metros. Possuem uma forte nervura mediana de onde crescem compridos folíolos, dando a aparência de uma pena.

Os cocos amadurecidos são grandes e têm uma casca lisa, de cor clara. Um visitante de ilhas ao olhar para eles lá em cima certa vez perguntou: “O que é aquilo?”

Quando se lhe informou que eram “cocos”, disse: “Oh, os que compramos lá em casa são muito menores, são marrons e de textura áspera.”

Ficou surpreso de saber que o coco real é envolto por uma grossa casca protetora. Esta é em geral removida quando os cocos são exportados. O coco em si mesmo tem em média cerca de quinze a vinte e cinco centímetros de diâmetro.

Leva cerca de um ano para o coco amadurecer. Mas uma árvore em qualquer tempo pode ter cocos em todos os estágios de desenvolvimento, desde a flor desabrochante até o coco maduro.

Embora o coqueiro possa crescer no interior, tem notável afinidade ao mar. A vasta maioria deles crescem em ilhas, penínsulas e costas. As ilhas das Filipinas e da Indonésia são os maiores produtores de coco, e as Ilhas Fidji estão em décimo lugar.

Como Servo

Os modos em que o coqueiro serve ao homem são quase infindáveis. Prepara-se deliciosa salada de seu broto em crescimento, localizado lá em cima da copa da árvore. Este maço compacto de folhas semelhantes ao repolho é cerca do tamanho do antebraço de um homem. Poderia ser chamado de “coração”, pois quando é cortado ou danificado, a árvore inteira morre. Assim, a salada feita dele é um petisco caro!

As gigantescas folhas, de coqueiro são usadas de muitas formas. Certa autoridade afirma que com cem delas pode-se construir uma espaçosa moradia. O teto colmado, as paredes, as divisões entre os quartos, as janelas e as portas são todos feitos de folhas, bem como cestas, esteiras, leques, vassouras e outros itens domésticos. Faz-se também das folhas roupa, tal como saias e chapéus. E podem ser utilizadas como tochas e lenha.

Obtém-se notável bebida de seus brotos de flores fechados. Quando um maço deles é amarrado bem apertado, cortado e envergado sobre um recipiente, começam a pingar gotas constantes de uma seiva doce chamada toddy — vários litros dela por dia. Quando se deixa o líquido fermentar, produz uma bebida alcoólica. Ou pode ser cozida para produzir um excelente xarope para uso no pão ou nas panquecas. E se for deixado algumas semanas torna-se ótimo vinagre.

As flores fechadas são protegidas por um revestimento de dura e grossa fibra. Este é um material ideal para uso como peneira ou coador. Também pode ser moldado na forma de sapatos, bonés ou até mesmo uma espécie de capacete comprimido.

Em cinco a seis meses o coco cresce ao pleno tamanho, tempo em que contém aproximadamente dois copos de uma “água” notavelmente fresca, ligeiramente aromática e adocicada. Que bebida refrescante é! E faz bem, visto que possui vitaminas, sais minerais e cerca de duas colheres de açúcar por coco. É tão maravilhosamente pura e esterilizada que tem sido usada em substituir o fluido do corpo nos humanos, e como expansor do volume do plasma.

Quando deixado amadurecer, a polpa branca começa a formar-se dentro, tornando-se firme quando o coco está maduro. É deveras uma iguaria de rico sabor! Quando ralada fina e comprimida, produz-se um grosso creme branco que é usado para realçar o sabor do peixe, da carne e dos vegetais. E também obtém-se da polpa um excelente óleo usado para cozinhar, para combustível de lamparina e loções.

Das curtas e fortes fibras das cascas fazem-se cordas, fios, esteiras, vassouras, escovas, e enchimento para colchões. O pó das fibras de coco é convertido em humo para as plantas, e também produz-se dele um revestimento de paredes.

A dura casca do coco é útil em incontáveis formas. Fabricam-se dela vasos, broches, brincos, colares, quebra-luzes, brinquedos, utensílios para comer, e numerosos outros itens. Meia casca de coco forma uma satisfatória tigela ou copo.

Os troncos do coqueiro, sendo altamente resistentes aos cupins, dão excelentes colunas sustentadoras para casas. Dão também fortes arquibancadas para estádios e pontes sobre córregos e riachos. O trono fornece madeira dura e escura chamada “madeira de porco-espinho”, útil na confecção de armários.

Até as raízes são úteis. Um pouco de raiz pode ser utilizado como escova de dentes. E às vezes usam-se as raízes como remédio para disenteria, como corante e dentifrício.

Mas, talvez pense: ‘Nunca vi um coqueiro real. Não vejo como me serve.’ Não obstante, provavelmente lhe serve, e não só na forma fragmentária como ingrediente de doces, bolos e tortas que talvez coma.

Seca-se a polpa do coco para produzir o que se chama de copra — milhões de toneladas dela por ano. Daí, processa-se a copra para obter seu maravilhoso óleo, rico em glicerina e outros compostos. Este óleo se acha no fluido dos freios de carros, em xampus, loções, lubrificantes, detergentes, sabores, cremes de barbear, pasta de dentes, plásticos, tintas, sorvete, margarina, gordura vegetal, sim, em diversas coisas que provavelmente usa ou come.

O coqueiro é deveras uma árvore notável que sem dúvida lhe serve, onde quer que viva.

in Despertai de 22/12/1971 pp.25-27

Provérbio da semana ( 18:8 )

As palavras do caluniador são como coisas que se engolem avidamente, que descem até as partes mais íntimas do ventre.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.