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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 27 )

Água de Lavanda... Lembram-se?
Será que ainda existe?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 26 )

Continuando com reis...
Já que os 100 anos da República estão quase aí...

Cores — provenientes da luz




JÁ TENTOU andar por um quarto escuro? Ou já fechou alguma vez os olhos bem apertados e tentou empenhar-se em suas atividades diárias? Talvez tenha verificado que isso é um tanto atemorizante. É verdadeiro alívio ver a luz!
O sol é nossa principal fonte de iluminação. A cada segundo de todo dia, transforma quatro milhões de toneladas de sua matéria em energia. Esta é espalhada em todas as direções, a partir de sua superfície, a mais de 300.000 quilômetros por segundo! Mas, qual é a natureza destas emissões? Como tornam possível a visão? E como é que nos habilitam a ver tão grande variedade de cores?

O Que o Sol Emite

As emissões do sol são chamadas de “energia eletromagnética” ou “radiação”. Esta radiação é freqüentemente considerada como corrente de diminutas partículas. Ao mesmo tempo, porém, considera-se que também se desloca em ondas. Comentando este conceito aparentemente contraditório, o Professor Walter J. Moore pontificou: “Esta indisposição da luz de enquadrar-se numa única moldura tem sido um dos mais perplexos problemas da filosofia natural.”

Ao passo que toda radiação, inclusive a luz, desloca-se do sol à mesma velocidade, nem toda ela é a mesma. Há muitas espécies. Alguns tipos de radiação têm muito longos comprimentos de onda, sendo medidos em quilômetros. Outros têm muito curtos comprimentos de ondas, medidos em diminutas frações de milionésimos, e até mesmo em bilionésimos de centímetros.

As radiações dotadas de maiores comprimentos de ondas incluem as ondas de calor e as bem longas ondas de rádio. E, entre as radiações mais curtas provenientes do sol acham-se os raios ultravioletas, os raios-X, os raios gama e os bem curtos raios cósmicos. Mas, nenhum deles é visível aos olhos humanos, e, assim, são às vezes chamados de luz invisível. No entanto, entre as ondas de calor mais compridas e as ondas ultravioletas mais curtas há um feixe muito estreito de comprimentos de ondas que são visíveis. Assim, a parte que vemos é apenas um feixe bem estreito no meio do amplo espectro de comprimentos de ondas, indo dos raios cósmicos às ondas de rádio e correntes elétricas.

Radiações Que Atingem a Terra

Nem toda radiação que o sol emite para a terra chega até aqui. Isto se dá por causa de a atmosfera terrestre atuar como escudo. Assim, o que atinge a terra são essencialmente os comprimentos de onda da luz visível, junto com uma série restrita de ondas invisíveis. Quão contentes podemos ficar de que nossa atmosfera mantenha afastada a maior parte da radiação invisível, pois se fosse permitido que atingisse a terra, ela nos mataria a todos!

Por outro lado, podemos ser gratos que a luz visível inunda a nossa terra com tamanha abundância. As plantas captam a energia resultante da luz e a empregam para converter o bióxido de carbono e a água em açúcar simples que constitui a base de todo o alimento. Sem esta energia proveniente da luz, as plantas não poderiam crescer, e nada poderia viver na terra.

Comprimentos de Onda Que Dão Cor

Mas, a luz nos fornece muito mais. Abençoa-nos com maravilhosas cores e beleza. O que é tão notável é que a faixa de comprimentos de ondas visíveis que nos dão luz e as muitas cores é tão estreita. Estes comprimentos de onda medem de cerca de trinta e dois milionésimos de polegada (0.80 micra), de um bordo ao outro, que nossos olhos reconhecem como vermelho, a cerca de dezesseis milionésimos de polegada (0.40 micra), que vemos como violeta!

Propagando-se à velocidade da luz, como se propagam estes raios, o número de comprimentos de ondas que atingem o olho varia de 375 a 750 quadrilhões por segundos. Esta vibração, o sistema visual humano interpreta como luz, a cor correspondendo à freqüência das vibrações.

As Numerosas Cores da Luz

Parece-lhe estranho que falemos da luz como sendo composta de diferentes cores? Imaginou que tudo fosse branco? Bem, usualmente parece branco aos nossos olhos, porque todos os comprimentos de onda da radiação visível se propagam juntos. Não estão separados. Mas, quando são separados os comprimentos de onda, podemos ver as cores individuais.

Poderá verificar isto por si mesmo alguma vez. Poderá segurar um disco fonográfico long-playing diante da luz e olhar ao longo de sua superfície de finíssimas estrias. A luz será difratada e poderá ver as várias cores da luz. Ou talvez tenha observado, depois duma chuvarada, como as diminutas gotículas de água no ar separaram a luz solar em suas cores básicas — violeta, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho — produzindo lindo arco-íris.

Isto não quer dizer que à luz pode ser separada apenas nestas poucas cores. Pode realmente ser dividida em dezenas de milhares de diferentes comprimentos de ondas, cada um produzindo diferente tonalidade ou nuança das cores básicas! O olho, contudo, não consegue distinguir entre a cor de uma onda de luz e a cor de outra onda, se forem muito similares no comprimento.

Estudos revelam que o olho humano pode distinguir cerca de 128 nuanças separadas da cor na luz visível. Mas, a fim de distinguir tantas, um comprimento de onda de luz tem de ser projetado numa tela, e antes de ser removido, outra, de ligeiramente diferente comprimento de onda, tem de ser projetada junto a ela. Apenas pela comparação visual delas pode o olho dizer qual é a diferença entre mais de cem cores na luz visível.

A Fonte de Toda Cor

Por um instante, levante os olhos da página impressa, e olhe de perto para certas coisas ao seu redor — talvez uma estante de livros, uma escrivaninha ou até mesmo o chão. Não é surpreendente a grande variedade de cores que existe? Mas, de onde todas essas cores procedem?

A cor não existe na escrivaninha, no chão, ou em qualquer outro objeto para o qual esteve olhando. Na verdade, talvez falemos destas coisas como sendo de certa cor. Mas a verdade é, não vivemos num mundo de objetos coloridos. A cor das coisas reside realmente na luz que brilha sobre elas. A luz é a única fonte de cor, e sem luz, nem sequer existem as cores mais desmaiadas.

Ver a Luz

Mas, como é que podemos ver a luz com seus inúmeros comprimentos de onda de cor?

A luz não pode ser vista à medida que se propaga pelo espaço, assim como não o podem as ondas da rádio ou outra radiação. O que faz com que a luz se torne visível ao olho são as substâncias materiais sobre as quais incide.

Por exemplo, se estivéssemos num quarto sem quaisquer partículas de pó ou até de ar, não poderíamos ver o raio ou trajeto de luz de uma lanterna, se ligássemos uma. Um raio de luz no vácuo é bem invisível. Assim, quando os astronautas no espaço olhavam para fora pela sua janela, só podiam ver o sol brilhante, mas o céu era preto. Preto é a ausência de luz ou cor. O sol não iluminou o céu porque o espaço não contém substâncias sobre as quais a luz solar possa incidir. Só podemos ver a luz quando atinge algum objeto que reflita suas ondas para os nossos olhos.

Bem, então, o que faz que um objeto pareça ter certa cor? Porque a maioria das plantas e árvores são verdes e o céu é usualmente azul? E por que o céu, às vezes, torna-se fortemente alaranjado ou vermelho próximo do horizonte ao anoitecer?

Produzindo Cor no Céu

Nosso céu está cheio de ar, bem como de diminutas partículas de vapor e pó. Já mencionamos antes que a atmosfera protege-nos da radiação mortífera. Age qual gigante espelho, refletindo a maior parte de tal radiação de volta para o espaço. No entanto, a luz penetra por esse escudo, mas, ao assim fazer, muitas de suas ondas são espalhadas pelas partículas de ar. O tamanho destas partículas é tal que as ondas azuis, mais curtas, são espalhadas bem mais do que as outras.

Mas, quando o sol se aproxima do horizonte, pode ser diferente. O ângulo mais horizontal da luz solar que brilha através da atmosfera carregada de pó tende a espalhar as ondas mais longas da luz, fazendo com que o céu assuma um aspecto alaranjado e avermelhado forte. Assim, lá em 1883, depois que o vulcão Krakatoa entrou violentamente em erupção e espalhou partículas de pó pela atmosfera terrestre, o mundo usufruiu uma série de notavelmente belos nascer e por do sol.

Como a Maioria das Cores É Produzida

Entretanto, a difusão de certos comprimentos de ondas de luz não é o principal meio de se produzir a cor. Muitos objetos adquirem sua cor em resultado de absorverem certos comprimentos de onda de luz e de sua reflexão dos outros.

Por exemplo, a maioria das plantas e árvores são verdes devido ao arranjo especial de moléculas pigmentares na clorofila. Quando a luz solar incide sobre a clorofila, a maioria das ondas mais curtas de luz, violetas e azuis, são absorvidas, como também o são a maioria das ondas vermelhas mais longas. Estes comprimentos de ondas de luz são usados pelas plantas e árvores na fabricação de alimento. Contudo, primariamente, as ondas verdes de luz são refletidas, e é por isso que vemos as plantas e árvores como sendo verdes.

As cores das coisas feitas pelo homem, tais como tintas para pintar, corantes e tintas para escrever, são produzidas da mesma forma. Suas moléculas pigmentares absorvem certos comprimentos de ondas — ou, podemos dizer que subtraem certa parte da estreita faixa de luz. Daí, refletem a parte não absorvida, ou subtraída. Assim, é a combinação dos comprimentos de onda refletidos — isto é, a mistura de todas as cores de luz não absorvidas — que dão colorido à maioria dos objetos que vemos.

Assim, o vestido vermelho é vermelho porque o corante absorve, ou subtrai, os outros comprimentos de ondas e reflete a luz vermelha. O asfalto é preto porque as moléculas de seu pigmento absorvem todos os comprimentos de ondas, e refletem pouquíssimo qualquer um deles. Por outro lado, vemos um objeto como sendo branco quando reflete igualmente todas as cores de luz, que juntas constituem o branco.

Os pigmentos realmente refletem pelo menos alguns comprimentos de onda de todas as cores. Teoricamente, se duas cores refletissem cada uma apenas um comprimento de onda, então, quando misturadas, resultaria o preto. Mas, como se dá, podemos misturar a tinta azul e a amarela e obter a tinta verde. Isto se dá porque a tinta azul também reflete a luz verde, e a tinta amarela também reflete a luz verde. Assim, quando misturadas, a luz azul é absorvida pelo pigmento amarelo, e a luz amarela é absorvida pelo pigmento azul. Isto deixa a luz verde, comum a ambas, ser refletida, produzindo a tinta verde!

A variedade nas combinações de luz, à medida que é refletida das coisas que nos cercam confunde nossa imaginação. Visto que nenhum comprimento de onda é plenamente absorvido, vemos o mundo ao redor de nós como maravilhosa plêiade de cores. Calcula-se que existem cerca de dez milhões de cores!

Um fator na cor de um objeto, além de como absorve e reflete a luz, é a natureza da própria luz. A energia da luz solar é distribuída igualmente por todas as cores, mas isto não se dá com a luz artificial. As lâmpadas fluorescentes não raro usadas em lojas são fortes na luz azul. No entanto, as lâmpadas incandescentes não contêm os comprimentos de ondas azuis, e, assim, emitem uma luz amarelada. Isto pode influir em suas compras.

Por exemplo, talvez compre um vestido vermelho numa loja que tenha lâmpadas fluorescentes. Mas, quando sai para a luz solar, talvez fique surpresa de ver quão mais vermelho o vestido realmente é. Isto se dá porque as lâmpadas fluorescentes, tendo uma concentração da luz azul, não produziram suficiente quantidade de comprimentos de ondas vermelhos para serem refletidos pelo vestido. Ou, numa loja iluminada pelas lâmpadas incandescentes, talvez ache que está comprando um terno preto. Mas, quando sai do lado de fora, para a luz solar, verifica que é azul! Na loja, a luz incandescente não forneceu nenhum comprimento de ondas azuis a refletir, e visto que o terno absorveu todos os outros comprimentos de ondas, parecia ser preto.

Cores por Outro Método

Existe outro método importante ainda de se produzirem cores, e este é pela estrutura superficial de alguns objetos. Muitas das mais lindas cores expostas pelas coisas vivas resultam da forma em que seus corpos separam a luz em suas ondas componentes.

Considere, por exemplo, a borboleta que parece ter a cor azul metálico quando vista de cima, mas parece carmesim quando olhada ao longo da superfície da asa. As diferentes cores são produzidas pela forma em que a luz é difratada pela superfície finamente entalhada de sua asa. Isto pode ser demonstrado. Cera macia pode ser comprimida contra a asa azul, e a cera adquirirá a cor da borboleta. Mas, quando a superfície da cera é alisada, a cor desaparece!

Na verdade, a luz nos abençoa com tantas coisas boas. A própria vida depende das radiações provenientes do sol que banham nosso planeta. Mas, que maravilhoso abono recebemos da luz em sua multidão de cores deslumbrantes!

in Despertai de 22/12/1971 pp. 9-12

Provérbio da semana ( 18:7 )

As palavras do caluniador são como coisas que se engolem avidamente, que descem até as partes mais íntimas do ventre.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 25 )

O rei na prisão...

Uma forma elevada de vida





PARA as pessoas no altiplano da Bolívia a ‘forma elevada de vida’ é um assunto diário. Bem, se for como a maioria das pessoas, quando entra no ar rarefeito a bem mais de um quilômetro e meio de altitude começa a sentir a cabeça um tanto leve, até mesmo tonta. Mas aqui, neste elevado planalto a bem mais de três quilômetros acima do nível do mar, uns dois terços do povo da Bolívia vivem e trabalham confortavelmente — sua cabeça um tanto ‘nas nuvens’, seus pés no chão.

O altiplano é uma ampla e plana chapada, que se estende entre as acidentadas cordilheiras ou serras das altaneiras Montanhas Andinas. Assolado pelo vento e árido, o platô quase não tem árvores. Contudo, possui sua própria beleza incomum. A luz parece diferente aqui no ar rarefeito — tão brilhante, fazendo as cores se destacarem com uma clareza não vista nas terras em altitudes mais baixas. Para estes bolivianos, como se deu com seus ancestrais por séculos passados, este é seu lar, e gostam de sua forma elevada de vida.

Seja o que for que falte ao altiplano em vegetação ou variedade, o povo compensa com seus trajes coloridos. Ponchos, grandes cobertores de lã quadrados com uma abertura no meio por onde se enfia a cabeça, constituem o regular traje exterior masculino. Sandálias de fabricação caseira possuem provavelmente solas cortadas de pneus refugados. Para as mulheres polleras de cores vivas, saias franzidas na cintura e se abrindo ao máximo na base, atingem um comprimento padrão a meio caminho entre o joelho e o tornozelo, quer a pessoa que as use seja jovem ou idosa. Algumas das cholas (mulheres de ascendência mestiça espanhola e índia) talvez vistam cinco, seis ou até dez saias, uma em cima da outra. Em suas costas há um saco quadrado de pano tecido à mão em que se carrega talvez um bebê, ou talvez alguma roupa de cama, ou produtos destinados ao mercado. Com as mãos livres, ao andarem, as mulheres podem tecer fio da lã de carneiro ou de lhama, usando um simples fuso manual.

De que parte do país são? Seus chapéus em geral revelam. As cholas que vivem nas cidades de La Paz e Oruro, ou nas proximidades delas, usam um sombrero marrom, bege ou preto do tipo de chapéu-de-coco. As da região de Cochabamba usam chapéus de palha dura esmaltados de branco com uma copa alta, cingida na base com uma fita preta. Mulheres sem chapéus? São provavelmente de Sucre, no centro-sul da Bolívia.

Sejam de onde forem nunca precisam preocupar-se com estilos antiquados — pois estes trajes permaneceram basicamente os mesmos por séculos. E ainda são atraentes.

Poucos lugares se igualam aos movimentados mercados em questão de vida e cor. As cholas se agacham no chão ou se sentam entronizadas no meio de suas mercadorias e seus artigos empilhados em volta delas. Frutas e legumes formam pequenas pirâmides bem arrumadas. Os compradores regateiam os preços com os vendedores, que nunca esperam que se pague o primeiro preço que mencionam. Quando se faz a compra, os vendedores seguem o costume latino-americano de dar a yapa (ou ñapa) — aquele punhado extra de qualquer que seja o produto comprado. Se acontecer de ser o primeiro freguês na manhã, as tentativas de vender serão estrênuas. A superstição afirma que o primeiro freguês tem de comprar algo senão o negócio irá mal aquele dia inteiro. Talvez beijem o dinheiro daquela primeira venda, idolatrando-o na ocasião pelo que supostamente deve trazer em matéria de bons negócios.

Por perto, meninos brincam com brinquedos simples. Tampinhas de garrafa, macetadas pacientemente com uma pedra até ficarem chatas, são usadas num jogo similar ao de bolinhas de gude. Aqui vem um garoto com algo mais fantasioso — um pequeno caminhão feito de algumas latas de sardinha com rodas feitas de carretéis de linha vazios e com um cordão para puxar.

As pequenas cholitas, talvez de cinco ou seis anos de idade, brincam com bonecas de pano feitas pelas mãos amorosas de suas mães. Como suas mães, vestem um traje completo de chola, inclusive um saco nas costas, talvez cheio de espigas de milho, gravetos ou trapos — tudo que faça parecer que estão também carregando sua própria pequena carga.

Coisas simples em comparação com o que muitos meninos e meninas nos países industrializados têm. E contudo estas crianças são obviamente felizes ao brincarem.

Explorando o Altiplano

A maioria dos visitantes à Bolívia descem em La Paz, amplamente conhecida como “a mais alta capital do mundo” (embora Sucre seja realmente a capital oficial). Vindo de avião pelo norte, pode-se obter uma vista do reluzente Lago Titicaca, suas águas azuis extraordinariamente profundas refletindo o limpo e claro céu acima. A uns 3.800 metros acima do nível do mar, este corpo de água de uns 220 quilômetros de extensão é o mais alto lago navegável da terra.

Para o sudeste assoma o Monte Illimani, encimado de neve, o maior de todos os picos da Bolívia. E milhares de metros abaixo de seu cume, numa profunda e estreita garganta, situa-se La Paz.

Para os viajantes terrestres, a aproximação a La Paz fornece uma vista simplesmente sensacional. Pois, até quase chegar a ela, a cidade está escondida, oculta da vista. Daí, subitamente em certo ponto da estrada, olha-se para baixo e lá, banhada pela brilhante luz do sol, a cidade se espalha como se estivesse na concavidade de uma cratera do feitio de um terraço.

A maioria das pessoas se satisfazem em apenas ver algumas das principais cidades “no alto do céu” da Bolívia, tais como La Paz, Cochabamba e Sucre. Mas, uma viagem para o interior do altiplano pode ser recompensadora — se for alguém interessado em pessoas e em obter uma compreensão dos variados modos de vida da grande família humana da terra.

Modo de Vida

Tome como exemplo o pequeno povoado onde um casal chamado Desiderio e Francisca e seus seis filhos vivem — casas simples, a maioria delas de apenas uma única sala, paredes de tijolos de adobe, telhado de colmo e chão de terra batida. Esta casa grande é a de Desiderio. Na verdade, tem uma só grande sala com diversas estruturas separadas de adôbe construídas em volta dela, todas coligadas. No centro há um pátio de terra com seu próprio poço.

“Entre! Entre!” dizem eles, e a gente vai entrando. Os móveis são bem modestos. Um item interessante é aquele rabo de vaca pendurado abaixo do espelho na parede. Para que serve? Obviamente, para se prender o pente nele. As camas simples são isoladas com peles de carneiro, mantendo a família quente quando os ventos do altiplano sopram com força nas frias noites de inverno. Não há eletricidade, e se passar a noite com eles os encontrará de pé ao raiar do dia para que não se desperdice nenhuma das horas preciosas do dia. Ainda se sente um pouco sonolento? Uma rápida lavagem na bacia ao lado do poça lá fora no pátio se encarregará disso — especialmente se for inverno e tiver de quebrar o gelo primeiro.

Agora pode avaliar por que um lugar favorito é a cozinha, uma estrutura ligada à sala principal, mas separada da mesma. Francisca está lá sentada diante de seu pequeno fogão de adôbe, seu fogo sendo alimentado com esterco seco de lhamas, vacas ou ovelhas. Na hora das refeições, toda a família se reúne no calor da confortável mas um pouco enfumaçada cozinha. O cardápio? Talvez um pouco da deliciosa carne de lhama com arroz da Francisa, seguida de sopa. Mas, para você talvez prepare uma iguaria especial: a cabeça de um carneiro. Primeiro seus chifres são arrancados com um golpe forte contra uma pedra, tira-se a pele da cabeça e daí esta é cozida como está sendo então colocada num prato, de frente para você, com olhos, dentes, focinho e orelhas tudo ali. Talvez como complemento possa ter um alimento mais familiar — batatas. Mas, aqui no altiplano cultivam mais de 112 variedades distintas. E amiúde as batatas são preparadas como chuño, sendo alternadamente congeladas e secadas pela exposição ao ar frio da noite e à quente luz do sol e daí espremidas até ficarem livres de qualquer umidade remanescente. “Não se adiciona nenhum preservativo” — nem é preciso! Duram quase que indefinidamente desta forma.

in Despertai de 8/12/1971 pp. 20-22

Provérbio da semana ( 18:6 )

Os lábios de quem é estúpido entram em altercação e sua própria boca clama até mesmo por golpes.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 24 )

Descubram o coelhinho da Playboy!

Ajudas para enfrentar a poluição atmosférica




A POLUIÇÃO atmosférica torna-se um problema cada vez maior à medida que cidades e indústrias aumentam de tamanho. Segundo algumas autoridades, a cidade de Nova Iorque possui a maior poluição atmosférica nos EUA, 88 por cento de seu ar sendo poluído. Afirma-se que Filadélfia vem a seguir com 78 por cento, e Pittsburg e Los Angeles a seguem com 75 por cento de ar poluído. Os dois principais fatores da poluição atmosférica são os veículos a motor e a indústria. Ambos crescem em número no ano passado, pela primeira vez registraram-se mais de 100 milhões de carros nos EUA.

Exatamente o que faz o ar poluído aos humanos? Em primeiro lugar, os estudos revelam que pode diminuir a ação dos cílios — projeções pilosas nas células que revestem nossas vias respiratórias e que ajudam a eliminar germes e sujeira do trato respiratório. A poluição pode até causar a perda dos cílios, constrição das vias aéreas e inchação ou crescimento excessivo das células que formam o revestimento de nossas vias respiratórias. Além disso, a poluição atmosférica dificulta mais a respiração. E os efeitos principais de alguns poluidores parecem ser o enfraquecimento das defesas do corpo contra vários vírus e bactérias.

Os efeitos da poluição atmosférica variam desde a indolência até as doenças mortíferas. Uma equipe de pesquisadores, noticiando no American Journal of Public Health, descobriu uma íntima relação entre a exposição regular à poluição atmosférica e a asma e o eczema em crianças de menos de quinze anos. Alguns testes de laboratório associaram certos poluidores atmosféricos com o câncer pulmonar, a pneumonia e o enfisema. E as moléstias cardíacas podem ser agravadas, visto que o monóxido de carbono, que pode reduzir o conteúdo de oxigênio do sangue, aumenta o fardo do coração.

As estatísticas sublinham o efeito que a poluição atmosférica tem sobre a saúde. Assim, as mortes devidas a câncer pulmonar entre os não-fumantes nas zonas rurais são um décimo das nas áreas citadinas, e mortes similares entre fumantes que vivem nas zonas rurais são a metade das dos fumantes que vivem em cidades. Descobriu-se que graves males pulmonares entre os carteiros de Londres eram 25 a 50 por cento mais prevalecentes do que entre os carteiros que viviam em cidadezinhas. Os pesquisadores de peso declaram que as mortes por bronquite seriam reduzidas de 25 a 50 por cento se se reduzisse a poluição atmosférica em geral a níveis que prevalecem nas áreas citadinas que possuem ar limpo.

O que se pode fazer a respeito? Os pesquisadores crêem que há meios em que pode enfrentar a poluição atmosférica até certo ponto.

As Vitaminas Talvez Ajudem

Diversos relatórios falam da eficácia das vitaminas A e E como ajudas em contrabalançar os efeitos da poluição atmosférica. Por exemplo, o Instituto de Pesquisas Battelle-Northwest patrocinou um simpósio sobre a poluição e a bioquímica pulmonar e 200 cientistas compareceram a ela. Noticiando sobre o simpósio, Chemical and Engineering News, declarou: “As vitaminas parecem desempenhar um papel muitíssimo mais vital em salvaguardar os pulmões das devastações dos poluidores atmosféricos do que se tem dado conta em geral.” Indicou-se que as vitaminas A e E “ajudam a manter a saúde pulmonar — a vitamina E pode proteger a vitamina A de ser destruída pelos poluidores atmosféricos, ao passo que a A dirige a formação de células sadias no revestimento do pulmão”.

Os pesquisadores científicos já de longa data sabem que a vitamina A é importante para membranas mucosas, paredes celulares e cílios saudáveis. De fato, certa notícia no Times de Nova Iorque, falava a respeito do cientista Dr. Umberto Saffiotti, que descobriu que a vitamina A inibiu o desenvolvimento de câncer pulmonar em testes de animais de laboratório. Nos testes, submeteu mais de cem cricetos à benzopirene, um produto difundido da combustão encontrado na fumaça e na descarga dos automóveis. Dos 53 animais que receberam apenas poluidores atmosféricos, 16 contraíram câncer pulmonar. Dos 60 animais protegidos com vitamina A, apenas cinco contraíram tumores, e quatro destes eram benignos.

Alguns pesquisadores crêem que a vitamina E pode evitar doenças respiratórias causadas pela poluição atmosférica. O Dr. D. B. Menzel, diretor da tecnologia nutricional e alimentar, declarou numa conferência científica em Miami: “Os testes de laboratório em ratos mostram que os fortificados com vitamina E vivem duas vezes mais tempo do que os ratos não fortificados numa atmosfera que simula as concentrações de nevoeiros enfumaçados semelhantes às encontradas sobre Los Angeles ou Tóquio num dia ruim.”

Menzel prosseguiu: “Esta pesquisa sugere um efeito protetor definitivo de antioxidantes de gordura, tais como a vitamina E, contra o dano biológico dos poluidores atmosféricos fotoquímicos tais como o ozônio e o bióxido nitroso.”

Os pesquisadores crêem assim que a vitamina E ajuda os tecidos do corpo a enfrentar a falta de oxigênio. Produz evidentemente melhor circulação do oxigênio através dos vasos sanguíneos.

Muitos nutricionistas e pesquisadores também crêem que a vitamina C seja de valor em combater os efeitos da poluição atmosférica. Uma experiência realizada na Universidade da Califórnia revelou que as células vegetais fortificadas com vitamina C foram ajudadas a vencer os danos do nevoeiro enfumaçado. Crê-se que a vitamina C neutralize os efeitos dos venenos.

Em adição, “a vitamina B pode contrabalançar alguns venenos do nevoeiro enfumaçado”, relata o volume Our Poisoned Earth and Sky (Nossa Terra e Céu Envenenados). “Relata-se que fígado desidratado [rico em vitamina B] restaurou completamente em uma semana, a vitalidade de um homem que ficara gravemente debilitado por um ano depois de intoxicação por fumos de um processo de fabricação de plásticos.”

Naturalmente, nem todas as autoridades concordam que estas vitaminas sejam úteis no combate da poluição atmosférica, mas muitos crêem que a evidência apóia cada vez mais o conceito de que são proveitosas.

Cuide de Seu Fígado

De todos os seus órgãos do corpo, seu fígado desempenha um papel essencial na desintoxicação de muitos venenos a que o homem é geralmente sujeito, quer penetrem pelo aparelho digestivo quer pelo aparelho respiratório. Assim, compensa cuidar de seu fígado. Os médicos que se especializam em métodos naturais de cura crêem que certos alimentos são especialmente benéficos para o fígado. Por exemplo, mencionam a alcachofra, o arroz integral, cenouras raladas finas, pêras secas, mangas e rabanetes. “O rabanete é o melhor remédio possível para o fígado que provavelmente temos em casa”, diz um destes médicos, que crê que ele ajude o fígado se ingerido freqüentemente e em pequenas quantidades.

Menciona-se também a vitamina C como valiosa para a saúde do fígado. Por exemplo, uma experiência levada a efeito na Universidade do Cairo envolvia injetar tetracloreto de carbono em camundongos. Os pesquisadores verificaram que nenhum dos camundongos que receberam grandes doses de vitamina C morreu. Todavia, cinco dos ratos que receberam tetracloreto de carbono sem vitamina C morreram depois de setenta e duas horas. Segundo tais pesquisadores, um modo em que a vitamina C protegeu os camundongos foi por impedir a morte das células do fígado.

A nutricionista Adelle Davis menciona a proteína e a vitamina C como sendo valiosas em proteger o fígado. Afirma ela: “Os danos ao fígado causados por vários venenos industriais — benzeno, nitrobenzeno, gasolina com base de chumbo, e numerosos hidrocarbonetos — foram corrigidos por dietas ricas em proteína e vitamina C.”

O Dr. Klaus Schwarz do Instituto Nacional de Saúde dos EUA crê que a vitamina E é importante para a boa saúde do fígado. Testes revelaram que ratos privados de vitamina E sofreram degeneração do fígado.

Outras Ajudas

Várias autoridades mencionam outras ajudas em enfrentar a poluição atmosférica. Por exemplo, uma ajuda para melhorar a respiração, e para melhorar a saúde em geral, é cuidar de que bela suficiente água. A respiração adequada exige uma boa quantidade de umidade, e assim sendo, especialmente se tiver qualquer deficiência respiratória, certifique-se de que seu corpo obtenha suficiente água.

Outra coisa que pode fazer para proteger seus pulmões é procurar manter uma umidade relativa saudável: Cerca de 40 ou 50 por cento. Quando a umidade é baixa demais, as membranas mucosas se secam e daí há a probabilidade de ficarem irritadas devido aos poluidores atmosféricos.

Um alimento específico indicado por alguns nutricionistas como sendo valioso antídoto à poluição é o alho. Segundo pesquisas na Alemanha, afirma-se que dilata os vasos sanguíneos e ajuda a desintoxicar todo o corpo.

Importante também para aumentar sua resistência à poluição é descansar e dormir o suficiente, e aprender a descontrair-se se tende a ficar tenso a maior parte do tempo.

Algumas pessoas com deficiências respiratórias acham que um filtro de ar seja útil, embora exija dispêndio de dinheiro. Muitos filtros de ar são pequenos aparelhos que circulam o ar ambiente através de uma fina camada de carvão ativado, seguindo o mesmo princípio das máscaras de gás. No entanto, alguns aparelhos anunciados como úteis para controlar a poluição do ar nos lares geram como subproduto o ozônio, que é um poluidor atmosférico em si mesmo. Assim, o Times de Nova Iorque trazia o cabeçalho de um item noticioso “APARELHO ‘PURIFICADOR DO AR’ EMITE POLUIDOR. Vendido Para Residências, Precipitador Também Produz Ozônio”. Assim, quem desejar comprar um aparelho purificador de ar deveria investigar antes de comprar.

Ademais, algumas pessoas que vivem em cidades grandes em que a poluição atmosférica é muito elevada fazem viagens de fins-de-semana para o campo de vez em quando. Gastar um dia e meio ou dois num pequeno povoado, numa fazenda ou no mato, pode-lhe fazer um montão de bem, mesmo que não tenha nenhuma deficiência cardíaca ou pulmonar.

As proporções sempre-crescentes do problema da poluição tornam claro que nunca será resolvido sob o atual sistema de coisas. Mas, algumas das sugestões precedentes podem resultar úteis em sua batalha pessoal contra os efeitos da poluição atmosférica sobre a sua saúde.

in Despertai de 8/12/1971 pp. 9-12

Provérbio da semana ( 18:5 )

Mostrar parcialidade para com o iníquo não é bom, nem apartar o justo no julgamento.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Raridades e Recordações ( 23 )

Lulas? Não gosto...

O que dizer dos cálculos biliares?




ENTRE as operações cirúrgicas mais comuns realizadas nos EUA se acham a remoção da vesícula biliar por causa de cálculos. De fato, os cálculos biliares se classificam em quinto lugar entre as razões de pessoas serem hospitalizadas nos EUA. Os cálculos biliares são também bastante comuns em certos países da Europa Ocidental. No entanto, são praticamente desconhecidos em certos outros países, tais como a Indonésia.

A vesícula biliar, em que se formam os cálculos, é uma bolsa na forma de pêra situada abaixo do fígado. Quando moderadamente distendida no adulto masculino, tem cêrca de 12,70 cm de comprimento e 7,60 cm de largura. Diversos canalículos partem do fígado para formar o “canal comum”, que entra na parte superior do intestino delgado conhecida como duodeno. Partindo do canal comum há o canal cístico, que se liga com a vesícula biliar. Por meio de tais canais, a bile produzida pelo fígado chega ao intestino delgado, onde ajuda na digestão das gorduras. Visto que o fígado produz a bile todo o tempo, ao passo que só é necessária quando o alimento é digerido, a vesícula biliar serve de receptáculo de armazenagem para a bile entre as refeições; em média pode conter cerca de meio litro. Quando o alimento atinge o intestino delgado, uma válvula no canal cístico se abre, deixando a bile entrar no intestino delgado.

O mal funcionamento da vesícula biliar amiúde resulta na formação de cálculos. Estes talvez se localizem na própria vesícula ou em quaisquer dos tubos ligados a ela. Talvez sejam tão pequenos como grãos de areia e estejam presentes às centenas, ou talvez sejam tão grandes que apenas um cálculo encha a vesícula inteira. Uma análise química dos cálculos revela que contêm primariamente colesterol, pigmento de bile e sais de cálcio. Uma das principais complicações que exigem atenção urgente é a causada pela obstrução das vias biliares por cálculos.

Como se pode saber se tem cálculos biliares? Um meio seguro é tirar uma chapa de raio-X. Não raro os cirurgiões os descobrem ao operarem algum outro órgão no abdômen de um paciente. Em geral, porém, os cálculos se fazem sentir por uma dor aguda na parte superior direita do abdômen. É bem provável que ocorra cólica depois dum jantar pesado, talvez acompanhada de inchaço, arrotos e outros desconfortos. Pode haver náusea, vômito e até icterícia. Mas, amiúde os cálculos são “quietos”, estando presentes sem se fazerem sentir.

O Que Causa os Cálculos Biliares?

Exatamente o que causa os cálculos é um assunto bastante controversial, embora a pesquisa moderna tenha lançado alguma luz sobre o assunto. Descobriu-se que comer muita carne leva à formação de cálculos. Os europeus que comem carne só uma ou duas vêzes por semana raramente têm cálculos; mas quando emigram para a Austrália e ali comem carne uma ou duas vêzes por dia, logo ficam com cálculos com a mesma freqüência que os australianos nativos que comem carne tanto assim.

Também experiências com cricetos (criaturas parecidas a camundongos) revelaram que uma dieta elevada em sacarina, uma forma de açúcar, leva à formação de cálculos. Há também evidência de que comer muita gordura animal tende a causar o mesmo, pois uma cólica devida a cálculos biliares amiúde segue à ingestão de muito alimento gorduroso. Não é de surpreender, portanto, que quando indonésios, entre os quais os cálculos biliares são praticamente desconhecidos, se mudam para países ocidentais e adotam os hábitos alimentares ocidentais, apareçam cálculos entre eles com a mesma freqüência que aparecem entre os naturais dos países ocidentais.

Mas, há também outros fatores. Até à meia-idade constitui uma aflição primariamente do “belo sexo”, sendo pelo menos duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens. Deveras, em tempos passados os médicos costumavam dizer que a paciente mais típica que sofre de cálculos é “Feminina, Gorda, Quarentona, Flatulenta e Fecunda”. É verdade que abaixo dos cinqüenta anos de idade, as mulheres operadas de cálculos tinham em média uns onze quilos de peso mais do que as mulheres que não sofreram operações de cálculos. É também verdade que as mulheres na idade de ter filhos têm maior probabilidade de ter cálculos do que as abaixo ou acima dessa idade, e as que realmente têm filhos têm ainda maior probabilidade de ter cálculos. E um dos sintomas de cálculos é deveras o do inchaço ou o da flatulência. Mas, com a idade avançada os homens tendem a ter cálculos quase com a mesma freqüência que as mulheres.

Outro fator que as estatísticas mostram ter relação com os cálculos é a atividade física ou o exercício. Pessoas empenhadas em ocupações sedentárias, tais como trabalhadores de escritório, professores, e advogados têm muito mais probabilidade de ter cálculos do que os empenhados em trabalho braçal, tais como fazendeiros, pedreiros e carpinteiros.

E ainda outra condição que se descobriu que tem relação direta com a produção de cálculos é o que chamam de estase. Com isso se quer dizer uma falha da vesícula em se esvaziar no intestino delgado. A bile possui todos os ingredientes para formar cálculos e assim, quando permanece por longos períodos de tempo na vesícula, talvez se formem cálculos.

Operar ou não Operar?

Haver certas coisas que se podem fazer para minimizar a probabilidade da formação de cálculos sugere que nem sempre é necessário operar para remover a vesícula quando primeiro se detecta a existência de cálculos. No entanto, se a pessoa já passou dos sessenta e cinco e precisar duma operação de emergência dos cálculos, talvez tenha esperado demais, pois as estatísticas mostram que a morte é dez a vinte vezes mais provável em tais operações do que as realizadas mais cedo.

Em tempos passados, alguns cirurgiões renomados recomendavam a remoção apenas dos cálculos em certos casos ao invés da remoção da vesícula. No entanto, amiúde era preciso uma segunda operação, e assim, atualmente, os cirurgiões em geral removem a vesícula quando os cálculos dão trabalho, para evitar complicações posteriores, inclusive a perfuração pelos cálculos.

Obviamente, a prevenção é melhor do que a operação. Em vista do que se sabe sobre os cálculos, parece que se poderia minimizar a probabilidade de contrair cálculos por se vigiar a dieta. Deve-se ser cuidadoso de não comer alimento muito rico, em especial doces, carnes e gorduras animais. Recomenda-se a ingestão de bastante vitamina A e vegetais frescos. Há também evidência de que a lecitina coíbe a formação de cálculos. Entre os alimentos ricos em lecitina se acham as gemas de ovo (muito embora tenham alto teor de colesterol), feijão soja, óleos vegetais e azeite, miúdos de vaca ricos em purina (fígado, coração, rins), trigo e outros germens de cereais e nozes. Também o que merece atenção, se a pessoa tiver ocupação sedentária, é algum exercício regular.

Por dar certa consideração agora a tais fatores, poderá poupar-se de sérios problemas mais tarde.

in Despertai de 22/11/1971 pp. 25-26

Provérbio da semana ( 18:4 )

As palavras da boca do homem são águas profundas. A fonte da sabedoria é uma torrente borbulhante.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.