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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Provérbio da semana ( 20:17 )


O pão [ganho mediante] falsidade é agradável ao homem, mas depois a sua boca se encherá de cascalho.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Palavra da semana ( 15 )

dactiloscopia
 
(dactilo- + -scopia

s. f.
1. Exame ou estudo dos dedos, nomeadamente das impressões digitais.
2. Sistema de identificação humana, por meio das impressões digitais.
3. O mesmo que dactilomancia.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 337 )







Torre del Oro protegia a entrada do porto de Sevilha com uma corrente gigantesca que se desenrolava sob a água.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Terror no mar





A MAIORIA de nós éramos turistas da Itália e de outros países europeus que voltavam de suas férias na Grécia. Partimos do porto de Patras na sexta-feira de manhã, 27 de agosto de 1971, e nos dirigíamos para o noroeste, atravessando os Mares Jônico e Adriático, em direção a Ancona, Itália. Por toda a sexta-feira o tempo estava calmo, mas nosso progresso foi bem lento. Às vezes parecia que o navio estava parado.
Achávamo-nos na barca grega Heleanna, um convertido navio-tanque de 171 metros de comprimento. Apesar de seu tamanho enorme, não era difícil ver que estava superlotado, mais de mil passageiros ocupando todo canto possível, junto com cerca de 200 carros. Eu era um dos numerosos passageiros que não tinha uma cabina, e, assim, viajava da melhor forma possível no convés superior. Ali muitos gozavam as carícias da água do mar na piscina, e tentavam ficar mais queimados pelo sol.
Nessa noite, muitos de nós dormimos no convés, utilizando as cadeiras do convés que estavam disponíveis. De início, isso não era desagradável, mas, perto das duas da manhã, uma brisa leve apareceu e continuou a aumentar de intensidade. O frio começou a penetrar. Um bom número de pessoas foi para baixo, tentando encontrar um lugar mais protegido. Peguei minha cadeira do convés e segui-as. Na sala de jantar, muitos passageiros já dormiam, de modo que encontrei um lugar e continuei a descansar.

Irrompe o Incêndio

Às 5,40 fui subitamente acordada. As pessoas corriam de um lado para o outro, e vi fumaça branda do lado de fora. Alguém disse que havia um incêndio. Daí, ouvi um tripulante amaldiçoar o vigia noturno por não notar antes o incêndio. Pensei que talvez alguém tivesse jogado fora um cigarro aceso e começasse um pequeno incêndio. Os jornais, porém, noticiaram que o incêndio começara na cozinha da parte de trás do navio.
Voltei ao convés superior, onde estava minha bagagem. As pessoas corriam em todas as direções. Muitas já tinham posto salva-vidas. A fumaça aumentava. Podia ver as chamas erguer-se bem alto no ar, a bombordo, na parte de trás do navio. Alguns tripulantes corriam em direção ao fogo com extintores.
Ao aumentar o incêndio, também aumentou o pânico. As mulheres desmaiavam, as crianças choravam, e os homens protestavam e ameaçavam. Alguns jovens, a fim de ter provas de sua experiência, tiravam fotografias, já com seus salva-vidas.
As pessoas corriam aos barcos salva-vidas de cada lado do convés. Levei minhas malas, que estavam perto do incêndio, para outro lugar que parecia mais seguro. Retive apenas uma bolsa, contendo documentos e itens de valor.
Aproximei-me de um dos escaleres, que alguns tripulantes jovens se esforçavam muito em preparar para uso. Mas, nada parecia funcionar. Não era possível abaixar o escaler porque as cordas pesadas usadas para tal fim estavam revestidas de muita tinta. Ao ser remediado este problema, a barra de cabrestante não funcionava devidamente para abaixar o barco.

Alívio Momentâneo; Maior Pânico

No ínterim, parecia que a tripulação tivera certo êxito em controlar o incêndio com os extintores. Só se podia ver um pouco de fumaça agora. A sensação de alívio foi fortalecida pelo breve anúncio pelo sistema sonoro, a única vez em que foi usado: NÃO HÁ PERIGO, PERMANEÇAM EM SEUS LUGARES.
Mas, vejam só! Os fatos provavam o contrário. O vento forte logo atiçou as chamas, e cerca de cinco minutos depois do anúncio podia-se vê-las de novo bem altas. Alimentadas pelo vento, avançaram furiosamente. O espetáculo era aterrorizante.
Desta vez, os passageiros, tomados de medo, corriam freneticamente para os barcos salva-vidas. A maioria deles só estava parcialmente vestida, muitos apenas de pijamas ou camisolas, visto que estavam dormindo em suas cabinas. Em poucos instantes, encheram os escaleres. Realmente não sabiam o que fazer, pois não receberam nenhuma instrução.
A tripulação, contudo, tentou persuadi-los a sair dos escaleres, visto que não podiam ser baixados. Assim, houve mais confusão e pânico, à medida que as pessoas disputavam para sair. Vi uma senhora com um dedo completamente amassado, correndo em busca dum médico.
Não vi nenhum navio de socorro vindo, e fiquei pensando se havia sido mandado um SOS. Não estávamos longe da costa italiana, pois víramos suas luzes de madrugada. Mais tarde soubemos que estávamos apenas a vinte e quatro quilômetros de Torre Canne, no sudoeste da Itália. Parece que não foi enviado um SOS senão às 6,40 horas, cerca de uma hora depois de ser descoberto o incêndio.
Para toda parte em que olhava, havia rostos cheios de desespero e terror. Ali se achava uma senhora italiana prestes a desmaiar, sendo confortada e incentivada por suas filhas. Mais adiante estava uma corajosa mãe francesa, dando instruções a suas filhas adolescentes. Mais longe, um casal amarrava sistematicamente os salva-vidas em seus filhos pequenos, certificando-se de que tudo estivesse OK. Até mesmo os rostos de alguns tripulantes estavam tão pálidos quanto um lençol branco.
Por volta desta ocasião viram-se dois navios no horizonte, dirigindo-se para nós, mas ainda a uma longa distância. Isto nos deu certa sensação de alívio. Muitos achavam que os navios enviariam seus escaleres para nos apanhar. Com efeito, passou-se o aviso, de uma fonte desconhecida, de que deveríamos descer para a área de recepção e preparar-nos para descer para os barcos salva-vidas quando chegassem. Segui esta sugestão e desci também.

Esperando Embaixo

A área de recepção já estava repleta de pessoas voltadas para as duas portas de saída. Felizmente, o vento que soprava podia penetrar por estas portas, fornecendo algum ar para respirarmos.
Aqui as pessoas estavam mais calmas, embora algumas ainda desmaiassem. Todos tentavam confortar-se uns aos outros. Todo o mundo olhava para o mar aberto, na esperança de ver aproximar-se um barco de socorro. Esperávamos um anúncio pelo sistema sonoro quanto ao que fazer, mas não foi dado nenhum.
Mais de meia hora se passou, e, se a fumaça não tivesse começado a subir pelas escadas, provável é que seríamos apanhados como ratos numa ratoeira e queimados vivos. Eu estava perto da escada, e, assim que vi a fumaça, corri para o convés superior. Fui para a frente do navio, para longe do fogo. Muitos já se achavam ali. Densa fumaça vinha de trás do convés do comandante.

Situação Desesperadora

Até este momento, eu estava um tanto otimista, esperando que até mesmo se perdêssemos nossos carros e bagagem, poderíamos pelo menos escapar com nossas vidas. Agora, com as chamas bem às nossas costas, não havia mais lugar para otimismo. No entanto, apesar do perigo, permaneci calma.
Vi as pessoas curvarem-se sobre o corrimão e pensei que haviam sido baixadas escadas para entrarem nos barcos salva-vidas. Mas, quando olhei, vi o mar cheio de pessoas! Ao invés de escadas, grossas cordas haviam sido amarradas no corrimão e as pessoas escorregavam nelas para o mar. O convés tinha uns quinze metros de altura até à água, e a idéia de ficar pendurada no espaço vazio e me deixar cair, sem sequer saber se o navio estava parado ou não, quase congelou-me o sangue nas veias. Eu não tinha colete salva-vidas, e não sabia onde é que os outros acharam o deles.
Olhando para cima, para o convés do comandante, vi um tripulante com um colete salva-vidas e lhe perguntei se poderia dá-lo a mim. Ele o tirou e começou a querer jogá-lo para baixo. Mas, vimos que o vento forte o levaria embora, deixando ambos de nós sem colete salva-vidas. Assim, agradeci-lhe e tentei ver se havia outro meio de ajuda. Daí, vi uma bóia redonda no convés. Alguém me disse que ela era ainda melhor do que um colete salva-vidas, de modo que a peguei.
Mal a tinha nas mãos quando um rapaz, que não tinha colete salva-vidas, com um bebê nos braços, aproximou-se de mim, dizendo: “Por favor, dê-a a nós. Somos quatro e não temos coletes salva-vidas.” Junto dele se achava sua esposa com outro bebê nos braços. Imediatamente a dei a ele.
Senti pena da situação desta família jovem. Como iriam conseguir sobreviver com dois bebês? Bem à frente deles se achava um rapaz que se aprontava para escorregar pela corda. Desesperadamente, o pai lhe suplicou que levasse um dos bebês. O homem altruistamente concordou, e, com rara perícia e atenção, começou a descer pela corda levando o bebê. O espetáculo foi emocionante e fiquei muito contente de saber mais tarde que todos os quatro desta família foram salvos.

Ao Mar

Então tinha de fazer algo. Não havia mais tempo a perder. A fumaça estava engrossando e o vento era mais forte. Não tinha outra escolha; tinha de descer ao mar em uma destas cordas! Acumulei toda coragem, joguei fora minha capa de chuva, bolsa e sapatos, e subi no corrimão. Segurei firme a corda; o peso do meu corpo rapidamente me levando para baixo. Devido à velocidade da descida, mergulhei fundo na água. Imediatamente empenhei-me em vir à tona. Respirei fundo, e tentei afastar-me das cordas que flutuavam ao lado do navio.
Foi então que notei profundas feridas em alguns dedos e na palma da mão esquerda, mas, não sentia dor alguma. O mar estava cheio de pessoas, e, uma após outra, outras continuaram descendo lá de cima. Mais de uma vez, algumas pessoas caíram sobre mim, empurrando-me para baixo da água.
Tentava afastar-me do navio, mas não era fácil, visto que grandes ondas me impulsionavam em direção a ele. Sentia como se estivesse no meio de gigantesco redemoinho que me puxava para baixo do navio, que ali estava como enorme montanha aterrorizante sobre nossas cabeças. Era terrível! Sentia claramente o perigo de morrer afogada a qualquer momento.
Para agravar as coisas, havia um barco salva-vidas bem sobre nossas cabeças. Ninguém sabia se estava descendo ou se fora deixado a meio caminho. Daí, ao aumentar o incêndio a bordo, pedaços do barco em chamas começaram a cair por toda a nossa volta.
Ao aumentar o perigo, fiz esforço extra e nadei em direção à hélice do navio. Felizmente, o navio parara. Alcancei a hélice e segurei-me nela por alguns minutos para tomar fôlego e descansar um pouco. Daí, comecei a nadar em direção ao mar aberto.

Luta Pela Sobrevivência

Próximo se achava uma senhora boiando com um colete salva-vidas. Ouvi-a gritar “Aiuto, Aiuto” (Socorro, Socorro), com voz débil. Era uma senhora de meia idade e mui provavelmente não estava familiarizada com o mar. Visto que ainda estávamos perto do navio, disse-lhe que tentasse afastar-se para evitar ser ferida pelos pedaços em chama que caíam. Peguei-lhe a mão e nadei com o outro braço, tentando alcançar o mar aberto.
As ondas eram enormes, tendo cerca de um metro e meio a dois metros e meio, e nadar não era fácil. Todavia, continuei segurando a mão da senhora. Virei-me para ver como ela passava, mas seu rosto parecia sem vida. Quando a chamei, não houve resposta. Seus olhos estavam entreabertos, e tinha uma expressão tranqüila em seu rosto. Mas, não sabia se desmaiara ou se estava morta.
O mar estava ficando mais agitado, tornando crítica minha situação, em especial por eu não ter um colete salva-vidas. Também, meu vestido estava ficando muito pesado, mas eu não conseguia livrar-me dele. Não muito longe, vi boiando na água uma escada de corda meio incendiada. Tentei chegar até ela, visto que poderia ajudar-me a ficar boiando, mas não consegui alcançá-la.
Podia ver que não havia nada mais a fazer senão nadar em direção aos dois navios que vira antes de lançar-me ao mar. Agora havia também um terceiro navio. Segurava com uma das mãos o colete salva-vidas da senhora, ao passo que nadava olhando o mar agitado. Estava sozinha, realmente como uma casca de noz no meio do imenso mar, tendo ao meu lado uma senhora que evidentemente estava morta.
As horas passavam e não havia evidência de ajuda. As ondas tornavam-se cada vez maiores e mais violentas. Tentei deslizar na crista de cada onda, ao bater em mim. Segurar o colete salva-vidas de minha companheira morta foi de alguma ajuda. Mas, a luta contínua para me manter à tona me deixou cansadíssima; minha forças estavam diminuindo.
Um helicóptero passou por cima de minha cabeça algumas vezes, aparentemente tentando localizar sobreviventes. Daí, houve outro. Eu o vi muito atrás de mim, apanhando pessoas. À medida que o helicóptero vinha em minha direção, agitei a mão de modo a ser vista.
Por volta desse tempo, quase que já alcançara um dos navios em direção dos quais eu nadava, mas o vento me puxava para a direita. Por focalizar toda a minha atenção no helicóptero, não tinha visto que já havia um barco a motor ‘na água, aproximando-se de mim. Oh, que alívio! Que alegria!

Salvamento

Quando me alcançaram, jogaram uma corda pesada para que eu segurasse e subisse ao barco. Mas, não consegui fazê-lo. Estava completamente exausta, e tinha cãibra na minha perna direita. Assim, dois marujos se inclinaram de lado e me apanharam com seus braços fortes. Imediatamente me cobriram com um cobertor e me deram uma bebida parecida a conhaque que me fez vomitar a água salgada que engolira.
Fiquei completamente sem forças. Mas, que sensação de contentamento foi estar sentada naquele barco, liberta dos braços dum mar furioso depois de mais de três horas de luta!
Senti pena de minha companheira morta. Os marujos tiveram de abandoná-la no mar, visto que se apressavam em recolher aqueles que conseguiam achar vivos. Mas, se não fosse pela ajuda que ela, sem o saber, me forneceu, não sei se conseguiria ter sobrevivido.
No barco, junto comigo, havia mais sobreviventes que já haviam sido apanhados. Todos estavam envoltos em cobertores, e podia-se ver em seus rostos a extrema fadiga. O barco a motor procurou velozmente outros sobreviventes, e, quando estava cheio, voltou à sua base, um navio iugoslavo chamado Svoboda, significando “Liberdade”.
A tripulação foi extremamente prestimosa. Colocaram praticamente tudo a bordo à nossa disposição. Mais de cem sobreviventes já se achavam no Svoboda, inclusive o capitão do Heleanna, sua esposa, e alguns outros tripulantes.

Emoções Confusas

O quadro dos sobreviventes do naufrágio era patético. Na verdade, eu podia ver a alegria e a satisfação refletidas em rostos cansados, gratos por terem sobrevivido. Todavia, havia os muito doentes, alguns queimados ou com braços quebrados. E a maioria, como eu mesma, ferira as mãos ao escorregar pelas cordas para o mar. Muitos estavam extremamente preocupados, não sabendo o que acontecera a outros membros de sua família.
Muito tocante era a cena de um rapaz que encontrou sua irmã. Caíram um nos braços do outro, chorando, visto que não sabiam o que acontecera com sua mãe. O rapaz tentara ajudá-la, mas, daí, sua força se esvaiu. Havia a senhora que viajava com seus quatro filhos. Dois deles sobreviveram com ela, mas os dois menores estavam perdidos. Sentada num canto, sem poder falar, estava uma jovem italiana que vira seu pai afogar-se diante de seus olhos. Assim, havia uma atmosfera de profundo pesar entre muitos.
Enquanto o Svoboda se dirigia a Bari, Itália, onde chegamos cerca de três horas depois, tentamos secar nossas roupas no sol quente, e descansar um pouco. Todos pensávamos no que teria acontecido se o incêndio grassasse à noite, ou se estivéssemos mais longe da costa. Talvez não houvesse sobreviventes. Do jeito como as coisas aconteceram, mais de mil pessoas foram salvas, e apenas cerca de vinte e quatro pereceram.
Autoridades policiais, jornalistas, enfermeiras e ambulâncias de primeiros socorros estavam esperando por nós em terra. Aqueles dentre nós que precisavam de cuidados médicos foram prontamente levados para os hospitais, onde prontamente recebemos tratamento atencioso e amoroso. Fez-se todo o possível para nos trazer alívio, pelo que sou grata. Sempre lembrarei com gratidão os meus amigos que me visitaram e deixaram as pessoas ao redor de mim impressionadas com suas inúmeras e espontâneas expressões de sincero amor cristão.
Não mais sinto nenhuma dor física proveniente dos ferimentos sofridos. E embora minha perda material fosse considerável, há este consolo: Ainda tenho aquilo que não tem preço, minha vida.

in Despertai de 8/8/1972 pp. 12-17

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Palavra da semana ( 14 )

nena |ê| 

(origem obscura)

 

s. f.

1. [Portugal: Beira]  Boneca de pano.
2. [Portugal: Beira, Trás-os-Montes]  Embriaguez.

estar com uma nena: estar muito embriagado.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 336 )







Por ter sido construída em cobre, originalmente a Estátua da Liberdade apresentava coloração dourada e devido a uma série de reações químicas, conhecida como azinhavresaisde cobre formaram-se sobre sua superfície, o que lhe conferiu a atual tonalidade verde-azulada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sem palavras...

A estrela do dia





NOSSA terra não é muito grande quando comparada com aquela estrela do dia — nosso sol. Ora, um milhão de terras poderiam ser colocadas em nosso sol. E, ainda assim, nosso sol, como estrela, não é realmente grande. É semelhante a um anão. Algumas estrelas são centenas de vezes maiores do que nosso sol! A brilhante estrela vermelha, Betelgeuse, tem um diâmetro de cerca de 400 vezes tão grande quanto a nossa estrela do dia.
Nem é o sol, de forma alguma, a estrela mais brilhante. A estrela S. Doradus é cerca de 500.000 vezes mais brilhante que o sol! Mas, para a nossa terra, o sol é exatamente certo.
Nosso sol parece muito mais brilhante e maior do que as outras estrelas simplesmente porque é a mais próxima da terra. A distância média entre o sol e a terra é de cerca de 149.637.000 quilômetros. A luz do sol atinge a terra em cerca de 8 1/3 minutos. Visto que o sol é o centro do sistema solar, a terra e todos os seus planetas irmãos se movem em grandes círculos em torno dele.
Movendo-se a tremenda velocidade, o sol viaja pelo espaço a cerca de 19 quilômetros por segundo. Todavia, não há perigo de que nosso sol se mova para muito perto de outra estrela. A estrela mais próxima, chamada Proxima Centauri, acha-se a mais de 40.225.000.000.000 de quilômetros de distância. Acha-se tão distante que a luz leva quatro anos para chegar à nossa terra daquela estrela, embora viajando a mais de 300.000 quilômetros por segundo. Se a nossa terra se movesse na direção da Proxima Centauri, levaria cerca de 65.000 anos para atingi-la.

Gigantesco Reator Nuclear

Nosso sol é uma bola grande e brilhante, composta de gases quentes. Os elementos mais comuns de que nosso sol é composto são o hidrogênio, o hélio, o cálcio, o sódio, o magnésio e o ferro. Mas, de onde obtém o sol o seu calor? Na realidade, nossa estrela do dia é uma espécie de fornalha atômica. O processo é deveras complicado, mas, basicamente, o hidrogênio no sol é transformado em hélio. Quatro átomos de hidrogênio se unem para formar um átomo de hélio, e, no processo, libera-se muita energia.
A temperatura da superfície do sol é, segundo se diz, de cerca de 6.000°C. Mas, por causa de sua grande distância da terra, apenas cerca de um dois milionésimos de sua energia radiante atinge a terra. Todavia, esta quantidade é plenamente suficiente para fornecer as condições climáticas ideais que tornam possível a vida vegetal e animal na terra.
Se apenas uma fração da quantidade fantástica de energia do sol pudesse ser aproveitada, o homem resolveria seus problemas principais de aquecimento e transporte. Se o homem soubesse usá-la eficazmente, tem-se dito que o sol poderia fornecer um e meio cavalo-vapor de energia para cada 0,83 metros quadrados da terra em que brilha o sol.

Protuberâncias Solares e Tempestades Solares

De tempos a tempos, grandes chamas elevam-se do sol; são chamadas de protuberâncias solares. Estes grandes gêiseres ou fontes de fogo ardem e abatem-se de novo, espalhando o fogo em seu caminho. Talvez se elevem a mais de 320.000 quilômetros do próprio sol.
Daí, há aqueles pontos ou borrões escuros na superfície do sol chamados manchas solares. São realmente tempestades de massas rodopiantes de gases eletrificados. Aparentemente, por terem temperatura inferior à do restante da atmosfera solar, as manchas velares se parecem a pontos mortos numa fogueira de carvão.
As manchas velares nos atingem no sentido de que parecem estar associadas a tempestades magnéticas a que nossa terra se acha sujeita de tempos a tempos. Como resultado, há falhas nas transmissões de rádio. Por exemplo, em março de 1970, as Filipinas relataram uma tempestade solar tão intensa que os peritos informaram que abrangia de 60 a 70 por cento duma região próxima ao equador do sol. Causou interrupção das transmissões de rádio nas freqüências mais baixas por mais de uma hora. Outros instrumentos elétricos na terra são também afetados pelas tempestades solares, e a agulha da bússola talvez deixe de apontar para o norte e gire sem direção.

As Plantas Captam a Luz Solar

Mas, de que forma esta grande estrela, girando pelo espaço e a milhões de quilômetros de distância, nos afeta mais pessoalmente? Bem, fornece-nos o alimento que ingerimos e o ar que respiramos. Como assim?
É pelo processo conhecido como fotossíntese. Esta palavra vem de “photos”, significando “luz”, e “synthessis”, ou “colocar junto”. Ocorre quando as plantas verdes usam a energia da luz solar para colocar juntas substâncias de valor nutritivo do bióxido de carbono e da água. Este alimento produzido se acha na forma de carboidratos. Ao mesmo tempo, o oxigênio na água é liberado como gás oxigênio livre. Assim, não só nosso alimento, mas também o oxigênio no ar que respiramos se torna disponível graças à fotossíntese.
Outro fator muitíssimo necessário à vida é o calor, e, como temos visto, nosso sol é bastante quente para nos manter a todos aquecidos. Seus poderes vitalizadores são evidentíssimos na primavera, quando o calor dos raios do sol penetra na terra congelada e desperta as diminutas sementes, trazendo seus pequenos narizes verdes para fora do solo. A quantidade de calor que atinge a massa terrestre tem efeito todo-importante sobre o que pode crescer ali. Nenhuma vegetação importante é possível, por exemplo, em lugares tais como o Ártico, onde a temperatura média do mês mais quente permanece abaixo de 5,6°C.
O sol não só fornece alimento e ar para nos manter vivos, mas também água potável. O calor oriundo desta fornalha solar retira a água do solo, dos lagos e dos rios em forma de vapor d’água. Este vapor então se condensa na atmosfera superior e forma nuvens. Por fim, esta umidade nas nuvens retorna em forma de chuva, alimentando os rios, regando as plantas e nos dando a água potável de que precisamos. Em alguns lugares, chove mais abundantemente do que em outros, mas a constância deste ciclo ajuda a preservar nossas vidas.

Outros Efeitos e Benefícios

O sol também nos fornece as cores, pois a cor é produzida pelo reflexo do objeto das diferentes cores de luzes no espectro do sol. E não se deve subestimar tampouco seu efeito psicológico. As pessoas que sentem frio ou cansaço, ou que se sentem solitárias, passam a sentir-se melhor num dia quente e ensolarado, não é verdade?
O sol serve de grande relógio para nós, junto com a lua e as estrelas. O dia solar de vinte e quatro horas é determinado pela rotação da terra em seu eixo. O ano é o tempo que a terra leva para girar em torno do sol. E a altura variável do sol no céu e a duração do tempo em que aparece são, por fim, as causas das mudanças sazonais de clima e da vida natural.
Sim, nosso sol tem um efeito sobrepujante em nossa vida. O Criador forneceu esta grande fonte de energia para nos assegurar que disponhamos de luz e de calor, bem como de ar para respirar. Isto suscita chuvaradas e flores primaveris. E, por meio dele controlamos o tempo e regulamos nossa vida.
Quão vital é o nosso sol para a terra! Sem ele, a terra se perderia no espaço. Sem ele, nossa lua pareceria desaparecer, não mais refletindo a luz do sol. A terra seria virtualmente escura. Tornar-se-ia muito fria, e não haveria humanos vivos na terra para sentir falta dos resplandecentes ocasos.

in Despertai de 8/8/1972 pp. 9-11

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.