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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 225


Pelo formato de suas pupilas, os pesquisadores marinhos acreditam que o polvo sofra de astigmatismo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os minerais em sua alimentação


JÁ HOUVE época em que não se avaliava o papel desempenhado pelos minerais na nutrição. A ênfase na nutrição era dada às proteínas (tais como carne, peixe, lacticínios e ovos), gorduras (tais como manteiga, banha de porco, óleos) e carboidratos (todos os açúcares e amidos). Daí, os homens começaram a discernir que a boa saúde também dependia de outros fatores, tais como as vitaminas, e que até mesmo certos minerais, encontrados no corpo em pequeníssimas quantidades, eram indispensáveis.
No que diz respeito a tais minerais, diz-se-nos que portam uma mensagem clara: "O homem não pode existir em outra parte." Também, que "caso o homem [viesse à existência] em outro planeta, teria tido uma composição mineral diferente". Ao passo que o corpo guarda cuidadosamente muitos destes minerais, o mesmo não se dá com o potássio, obtido principalmente de frutas e legumes. Diariamente o corpo expele certa quantidade de potássio, sem considerar quanto dele é ingerido, tornando necessário o consumo diário de alimentos ricos em potássio. Isto moveu uma equipe de nutricionistas de destaque a perguntar: "Poderia ser devido a que o homem originalmente vivia de frutas e legumes?" Sim, sem dúvida esta é a razão.
Os cientistas alistam hoje mais de cem elementos como sendo encontrados na terra. No entanto, alguns são feitos pelo homem. Tantos quantos sessenta dos elementos naturais foram encontrados nas coisas vivas e cerca de quarenta foram encontrados no homem.
Não se inclui aqui, para consideração especial, os quatro elementos principais descritos como "tendo peso molecular de 16 ou menos". Estes são responsáveis por 96 por cento da composição do corpo. Incluem o oxigênio, 65 por cento; o carbono, 18 por cento; o hidrogênio, 10 por cento; o nitrogênio, 3 por cento. O fato de 75 por cento da composição do corpo ser constituída de oxigênio e hidrogênio pareceria demonstrar a necessidade da ingestão diária de suficientes líquidos.


"Macro" e "Micro" Minerais


O que se considera aqui são os "macro" minerais e os "micro" elementos ou minerais. Os macroelementos compreendem um total de cerca de 3,5 por cento da composição do corpo. Existem em quantidades inferiores a 3 por cento e mais de 1/100 de 1 por cento. São o cálcio, o fósforo, o potássio, o enxofre, o sódio, o cloro e o magnésio.
Os microelementos são responsáveis pelo restante 0,5 por cento. Entre os mais importantes microelementos se acham o ferro, o manganês, o cobre, o iodo, o zinco, o molibdênio, o cobalto, o flúor, o crômio e o bromo.
Estes vários minerais são importantes na nutrição, muito além das quantidades extremamente ínfimas em que se encontram no corpo. O cálcio, o principal deles, representa apenas cerca de 1/70 da composição do corpo. E há cerca de 400 a 500 vezes mais cálcio do que ferro no corpo. Daí, então, há vinte vezes mais ferro do que há cobre, e cinco vezes mais cobre do que há iodo no corpo. Todavia, o iodo é essencial à boa saúde, muito embora se encontre no corpo apenas na medida de uma parte em 2,5 milhões ou mais.
O homem ainda tem muito que aprender sobre a presença e o valor destes minerais no corpo. Conforme certo periódico médico se expressou: "O novo conhecimento a respeito dos minerais, tanto os macros como os micros, abre brilhantes vistas para a prevenção e o tratamento das moléstias, bem como para a manutenção da nutrição mais favorável. . . . Oferecem um tesouro de estimulantes oportunidades para os pesquisadores."
Basicamente, os minerais no corpo servem a duas funções. Uma é a de blocos de construção; a outra é de reguladores dos processos do corpo por se combinarem com as vitaminas, com outros minerais e com as enzimas. Com efeito, vários destes minerais cumprem uma variedade de fins valiosos no corpo.
Ao considerar as informações sobre os minerais, é bom ter presente que a nutrição não é de forma alguma uma ciência sobre a qual haja acordo geral como existe, por exemplo, quanto à matemática e à física. Há discordância quanto às proporções exatas destes elementos no corpo, assim como quanto a onde estabelecer o limite entre os macro e os microelementos, e quanto a que microelementos são essenciais. Mas, o que já se sabe pode ser de grande auxílio.


O Fator Variável do Conteúdo do Solo


Junto a este artigo há uma tabela destes minerais, fornecendo suas quantidades, sua localização no corpo, seu valor e suas fontes. Em adição, parece sábio oferecer alguns princípios orientadores quanto à obtenção de quantidades suficientes dos mesmos na sua alimentação. Parece não haver dúvidas quanto a que tais elementos precisam ser encontrados no solo antes de poderem ser achados no alimento produzido nele.
Neste particular, há algo a dizer em favor do cultivo orgânico, que dá ênfase ao uso de estrume, de adubo composto de vegetais e do cultivo de culturas tais como as ervilhas de inverno e ervilhaças para melhorar o conteúdo mineral do solo. Há cerca de trinta e cinco anos atrás, o Dr. Alexis Carrel, o famoso biólogo já falecido, e laureado com o Prêmio Nobel, declarou:
"O homem é literalmente feito do pó da terra. . . . Os alimentos básicos talvez não contenham as mesmas substâncias nutritivas como nos tempos antigos. A produção em massa modificou a composição do trigo, dos ovos, do leite, das frutas, e da manteiga, embora tais artigos tenham retido sua aparência familiar. Os fertilizantes químicos, por aumentarem a abundância das colheitas sem substituírem todos os elementos exauridos do solo, contribuíram indiretamente para mudar o valor nutritivo dos grãos de cereais e dos legumes. As galinhas se viram obrigadas, pela dieta e pelo modo de vida artificiais, a entrar nas fileiras dos produtores em massa. Não se modificou a qualidade de seus ovos?" — Man the Unknown (O Homem, Esse Desconhecido).


Considerações Práticas


Outrossim, ao passo que cada vez mais pessoas podem fazer muito pouco quanto à busca de alimento organicamente produzido, há ainda muito que podem fazer quanto a conseguirem suficientes minerais em sua alimentação. Por exemplo, podem escolher alimentos não-refinados. Farinha de trigo integral, farinha de centeio preta, aveia granulada ou a antiquada aveia em flocos, arroz integral, todos contêm muitas vezes mais minerais vitais do que seus correspondentes refinados. Mel de cana, mel de abelha, xarope de bordo, açúcar mascavo e frutas secas (tais como passas e abricós, tâmaras e figos) abundam em tais minerais vitais como o cobre e o ferro, que inexistem totalmente no açúcar branco.
É também um fato conhecido que o alimento tomado dos oceanos é mais rico em certos minerais do que o alimento tirado do solo; e, em especial, isto se dá se o solo já é cultivado por gerações a fio e reabastecido apenas de fertilizantes químicos. Isto se aplica não só a peixes e mariscos, mas também à vegetação marítima tal como as algas, que são parte básica da dieta de muitos povos, tais como os japoneses, e que nos países ocidentais se acham disponíveis principalmente em forma de tabletes.
A situação ideal é que a dona de casa se preocupe com tais coisas, visto ser parte de sua obrigação para com a família. Conhecendo os alimentos que são ricos nos minerais necessários, ela pode incluí-los no cardápio de sua família. Ela também pode fazer questão de aprender a preparar legumes cozidos ou crus de forma apetitosa, de modo que sua família prontamente coma mais destes alimentos que são ricos em minerais. O uso criterioso de temperos, cebolas e alho muito podem contribuir para ajudá-la a atingir este objetivo. É também sábio fazer uso de toda "água da panela", isto é, a água proveniente dos legumes cozidos, pois abunda em minerais.
A "ânsia de doces" da família pode ser satisfeita sem se recorrer ao açúcar branco que, segundo um dos principais nutricionistas da Inglaterra’ "é a única diferença dietética que pode ser encontrada coerentemente entre as pessoas que adquirem moléstias coronárias e as que não as adquirem". Conforme já foi observado, há muitos alimentos doces que não só são atraentes ao paladar, e que fornecem muita energia, mas que também são muito ricos em minerais valiosos. Em especial, as donas de casa devem aplicar a si mesmas tais sugestões, visto que muitas delas têm os piores hábitos alimentares. Pelo menos é isso que o Departamento de Agricultura dos EUA concluiu, depois de receber respostas de questionários enviados a 14.500 mulheres estadunidenses.
Há também a questão do custo a ser considerada. Na verdade, as frutas, as nozes, os legumes frescos ou congelados, os cogumelos e certos alimentos do mar talvez pareçam ser um tanto custosos. Mas, são realmente custosos quando se considera seu valor nutritivo e que talvez economizem em remédios e em contas médicas? Por outro lado, o uso de amendoins, cereais integrais, batatas assadas, gérmen de trigo, e, especialmente, os legumes tais como as lentilhas e sojas, podem materialmente reduzir a conta da pessoa de carne, em geral o mais custoso item alimentício.
Não há dúvida de que a boa nutrição exige suficientes destes valiosos minerais. Mas, ao mesmo tempo, parece apropriado uma palavra de precaução. Não seria sábio tornar-se "fanático" no que tange a estas coisas, como se o alimento físico da pessoa fosse a coisa mais importante da vida.


in Despertai de 8/12/1970

O saber não ocupa lugar - 224


O Metro de Londres é o mais antigo sistema metropolitano do mundo, em funcionamento desde 1863.

Provérbio da semana (14:35)

O prazer do rei está no servo que age com perspicácia, mas a sua fúria vem a ser para com aquele que age vergonhosamente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 223


A Torre de Hércules, localizada em La Coruña, na Espanha, é o mais antigo farol em operação no mundo, datando sua construção da época do Império Romano.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 222


Até ao século XVIII a ametista era uma pedra preciosa tão rara e de tanto valor quanto o diamante, passando a ser depreciada a partir dessa época, pela descoberta de grandes jazidas do mineral no Brasil.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar - 220


O jogo de xadrez tem suas origens na Índia do século VI.

Visitando a "cidade das flores" da Argentina


CORES, em ampla variedade de matizes e formas, é o que brindará seus olhos na "Cidade das Flores" da Argentina, na época da cesta das Flores anual. Deliciosa fragrância encherá o ar. Escobar, a cerca de cinqüenta quilômetros ao noroeste de Buenos Aires, é para onde se deve dirigir nas datas certas, se há de gozar este regalo para os olhos e as narinas. O solo desta área é fertilíssimo e a altitude é adequada para o cultivo de flores. Na cidade de Escobar se encontra o maior núcleo colonizador japonês na Argentina.
Na região, mais de 400 estabelecimentos se empenham em cultivar flores, e, destes, 300 dispõem de estufas. E muitos floricultores cultivam suas plantas ao ar livre. Para se ter idéia da extensão desta indústria, considere os seguintes algarismos para o ano de 1969: 400 cestas de flores chegaram diariamente aos mercados de flores de Buenos Aires procedentes de Escobar. Não é muito, talvez pense? Bem, cada cesta contém 30 ou 40 embalagens de gladíolos, havendo 24 hastes de flores em cada embalagem; também, contém 15 embalagens de cravos, com 100 flores por embalagem; e 20 embalagens de rosas, com 48 unidades em cada uma.


Maravilhosa Exposição Floral


Sim, a época do festival é a melhor ocasião de se ir a tal cidade. E que profusão de flores se acham em exposição! Cravos, por exemplo, tão grandes que quase é necessário usar ambas as mãos para segurar um. Pertencem à variedade Sim, e são produzidos em tonalidades vermelhas, brancas, rosas e outras delicadas tonalidades. Eis aqui uma variedade que possui listras brancas diminutas, e parece que receberam o primeiro prêmio este ano.
E as azáleas! Aqui está uma tão grande que se parece a uma árvore e está cheia de flores. Estas, também, são produzidas numa variedade de cores — branca, rosa, violeta, coral e até algumas com efeito de dois tons.
Em seguida vêm as rosas. E por que os cavalheiros japoneses estão examinando este espécime tão pormenorizadamente, até mesmo se curvando e olhando por baixo das pétalas e para o caule? Bem, são os juízes oficiais do festival, e parece que há três fatores que devem ser levados em consideração ao se julgar flores. Primeiro, o caule do cravo ou da rosa deve ser suficientemente robusto para manter ereta a flor quando se abre por completo. Daí, a cor é considerada quanto à sua pureza ou uniformidade. Por fim, o tamanho da flor é levado em conta.
Por certo, a rosa se acha bem representada neste festival. Eis aqui algumas intensamente vermelhas, e ali há uma variedade bastante surpreendente — a alaranjada. São chamadas de Super Estrela. Daí, há algumas com pétalas de mais de uma cor. As amarelas são chamadas Pirata e as outras ali são conhecidas como Suspense.
Certifique-se de ver as estranhas e lindas flores que se apegam aos troncos destas árvores. São as orquídeas. São produzidas em todos os tamanhos e variedades também. Há as orquídeas anãs, bem como estas maiores que cobrem as árvores. Note quão perfeitamente formada é a flor, e tão fresca e de aparência revigoradora.
Há tanta coisa para se ver aqui. Por exemplo, a seção de cactos, na qual verá uma estonteante variedade de formas geométricas — algumas esféricas, outras cilíndricas, ovais, cônicas, prismáticas, e assim por diante. E a maioria se acha em flor agora, o que as torna muitíssimo atraentes. Mas, não se pode gastar muito tempo em uma única seção, pois há muitas outras belezas que nos cativam, tais como a cinerária, os gladíolos, os crisântemos, as tulipas, as ervilhas-de-cheiro, e uma hoste de outras.


O Jardim Japonês


Uma visita a esta área não se tornaria completa sem se ver o Jardim Japonês. A municipalidade local fez uma concessão do terreno necessário, e a comunidade japonesa desenvolveu o jardim como dádiva ao povo argentino. Mede cerca de cinco mil metros quadrados e se acha desenvolvido artisticamente como miniatura viva do ambiente japonês. É do tipo clássico, chamado Tsukiyama-Sansuri (montanha e água).
Como adorno, pedras foram trazidas especialmente de Alta Gracia, na província de Córdoba, de La Toma, na província de San Luis, e de Olavarría, na província de Buenos Aires. Algumas delas se acham esculpidas e outras são pedras simples.
Um grupo de prisioneiros de Sierra Chica foram empregados para construir uma típica ponte de pedras japonesa por sobre o diminuto lago que tanto contribui para a beleza do jardim. Nove lanternas de pedra foram importadas do Japão para dar destaque ao efeito clássico. Juntas, cerca de 3.000 pessoas trabalharam no projeto, e cerca de 250 tipos diferentes de árvores foram plantadas.


Objetivo do Festival


Antes de deixar este festival colorido, pode-se visitar a estufa, e ali, diante de atordoante variedade a escolher, pode-se selecionar e comprar uma planta de vaso para a sala de estar ou para a varanda. Praticamente todo mundo parte com um, como lembrança de inesquecível exposição de cores e beleza — lembrança que durará por longo tempo, com o devido cuidado.
Entretanto, há razão para este festival anual, além da questão de se vender grande quantidade de plantas. Os fundos estão sendo ajuntados para se fundar uma escola de jardineiros e cultivadores, escola esta que servirá para tentarem desenvolver novas técnicas para se obter sementes e bulbos. Isto acabará gradualmente com a necessidade de importá-los. Já 2.500 hectares de terra foram comprados para a escola. Quando entrar em operação, por fim, espera-se que este festival possa expor ainda mais grandiosa variedade de flores e plantas. Escobar procurará manter seu título de "Cidade das Flores" da Argentina.


in Despertai de 22/11/1970 pp. 28-29

Provérbio da semana (14:34)

A justiça é o que enaltece uma nação, mas o pecado é uma ignomínia para os grupos nacionais.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Percorrendo a vida em asas delicadas


IMAGINE, se puder, delicado espetáculo de cores esvoaçando de flor em flor. Os raios do sol reluzem sobre suas sedosas asas azuis, à medida que pousa em enorme hibisco. Ali por perto, talvez possa ouvir uma conversa como a seguinte:
"O que faz nas flores?" — pergunta a jovem Maria.
"Observe bem de perto e verá", replica o Tio José.
Ao passo que ainda adeja pouco acima de outra flor, o inseto desenrola sua delgada língua espiral, baixando-a bem fundo no nectário da flor.
"Ora, sua língua é exatamente igual a uma diminuta mangueira", exclama João.
Mas, realmente não é. Acha-se dividida em duas partes. Localizada entre os dois olhos protuberantes, fica enroscada como uma mola de relógio quando em repouso, mas se estende em linha reta quando em uso. A sucção, incidentalmente, é realizada por uma tromba bem semelhante a um fole.
Ao observar esta deslumbrante jóia alada, a Borboleta Azul do Brasil, várias outras surgem em cena, todas ocupadas em reabastecer-se. O jovem João corre atrás de uma delas e logo retorna, segurando-a pelas asas.
"Agora suas mãos estarão cheias de um ‘pó’ fino, João. Veja aqui! Trouxe comigo este microscópio de bolso. Ponha um pouco do ‘pó’ da ponta de seus dedos nesta lâmina. Vê a forma das partículas de ‘pó’? Trata-se realmente de diminutas escamas. Em diferentes espécies, a forma destas escamas varia. Não raro estão alinhadas em filas regulares sobre as asas.
"Agora você já sabe", continua o Tio José, ‘porque as borboletas e as mariposas têm o nome científico de Lepidoptera — palavra derivada das palavras gregas, lepis (escama) e pteron (asa), isto é ‘asas escamadas’."
"Que azul maravilhoso!" — exclama João.
"E é tão frágil!" — acrescenta Maria.
"Bem, realmente, em ambos os casos as aparências enganam", explica o Tio José. "Vista ao microscópio, a cor é claramente marrom, mas as escamas transparentes por cima interferem nos raios de luz de tal modo que faz com que a cor pareça diferente. E tais criaturas não são realmente tão frágeis como se poderia imaginar. As patas são partes tubulares da pele, que serve também de esqueleto, dando proteção e resistência. Também, no corpo, composto de cabeça, tronco e abdômen, há um coração e um estômago."


Surpreendente Transformação


"Diga-nos, titio, como nascem as borboletas", suplica Maria.
"Bem, minha querida, primeiro o macho e a fêmea precisam unir-se. Para este fim, os machos dispõem de um par de antenas compostas de muitos segmentos diminutos, e, com os mesmos, podem detectar a presença de uma fêmea a grandes distâncias, até mesmo a quilômetros de distância. Talvez o cheiro seja o segredo, pois o macho sempre volta suas antenas em direção ao vento.
"Quando o macho se aproxima da fêmea de sua preferência, diz-se que exibe todas as suas cores numa espécie de dança palpitante. Após a fertilização, a fêmea segrega certa substância com que se cobre a fim de repelir qualquer outro macho. Daí, deposita seus ovos, talvez até uns mil. Tendo atingido seu objetivo na vida, recusa-se a comer, vive apenas por mais alguns dias, e então morre. O macho, também, morre logo depois."
"Daí, o que acontece, titio?"
"Os ovos são incubados, e deles saem larvas, larvas famintas, Maria. Isto ocorre usualmente de oito a dez dias depois de serem postos os ovos. E não precisam de mamãe para alimentá-las, pois já nascem dispondo de fortes queixadas e de oito a dez olhos com que procurar alimento. As suculentas folhas verdes são seu cardápio. Observadores certa vez notaram que, durante um período de cinqüenta e dois dias, certa lagarta devorou 120 folhas, bebeu quinze gramas de água, e cresceu 86.000 vezes em comparação a seu peso ao nascer!
"As lagartas são muito vulneráveis aos inimigos", continua o Tio José, "de modo que têm de se manter alertas. Algumas só se alimentam à noite; outras do lado oculto das folhas; ainda outras se escondem em telas ou em esconderijos tubulares feitos de folhas retorcidas. Outras têm surpreendente habilidade de camuflagem. O reflexo da luz de seu ambiente imediato produz um reflexo nervoso, resultando numa mudança de cor. Por exemplo as larvas da mariposa de asa posterior vermelha, quando sujeitas a cercanias verdes, tornam-se verde-azuladas, e, em fundo de coloração escura, tornam-se cinza-azuladas."
"O que finalmente ocorre à lagarta?" — pergunta João.
"Bem, certo dia, instintivamente se retira para um lugar oculto, começa a tecer alguns fios sedosos em um casulo, e entra em seu último estágio, a crisálida — algo que se parece a um invólucro cilíndrico, conífera. Este estágio pode durar de uma semana a diversos anos. Dentro do cilindro, ocorre verdadeiro milagre, a reformulação do corpo da lagarta em outra criatura. Daí, em certo dia tépido, o apertado abrigo se rompe, e o que pensa que sai dali?"
"Eu sei, eu sei", proclama Maria. "Uma borboleta!"
"Isso mesmo, uma borboleta ou uma mariposa, dependendo de que família pertença o ovo. Mas, imagine só! Não se trata mais duma lagarta frágil, mas uma estonteantemente bela criatura alada — e talvez muito colorida. Espalha suas asas, injeta nelas um fluido de seu corpo interior e, quando as asas se secam, ela está pronta para seu vôo inaugural."


Distribuição por Toda a Terra


"Há muitas espécies de borboletas?"
"Bem, Maria, contando as borboletas e as mariposas, pelo menos já foram descritas 80.000 espécies, e se crê existirem umas 120.000 espécies. Entende-se que o Brasil possui o maior número. Certo naturalista observou na região amazônica setecentas espécies no espaço de apenas uma hora."
"Então podem ser vistas em todas as partes do mundo?" — inquire João.
"Seu âmbito é praticamente o mesmo que as plantas florescentes. Apenas as regiões muito frias, tais como as em torno dos pólos, são evitadas. Pelo menos quarenta e seis espécies se estendem no Círculo Ártico. Mas, não se conhece nenhuma borboleta natural da Islândia. As mais belas vivem nos trópicos.
"Fósseis de borboletas também foram encontrados", observa o Tio José, "tais como as mergulhadas no âmbar báltico. Todavia, estas amostras antigas não demonstram nenhuma diferença material das que adejam hoje por toda a parte. Não há sinais de aperfeiçoamento com o passar de milhares de anos.


Perambulantes Curiosos


"Mas, titio, será que as borboletas voam muito longe?"
"Sim, João. Neste caso, também, há grandes variações. A maioria das espécies vive apenas poucos dias ou semanas e permanece em uma única localidade. Outras vivem meses, e voam milhares de quilômetros quer só quer em panapanás. Considere, por exemplo a borboleta monarca (Danaus plexippus). No verão, é comum nas latitudes setentrionais, chegando até à Baía de Hudson. Passa o inverno na Califórnia ou no México, cada geração sucessiva retornando às mesmas localidades. Na primavera, esta borboleta adquire nova vida e decola para a longa viagem de volta para o norte. Por volta de junho, chega lá, põe seus ovos e então morre."
"Como conseguem emigrar para os mesmos locais, titio?"
"Deus lhes concedeu tal habilidade, Maria. Tem-se sugerido que o odor desempenha importante papel nisso. Cada asa traseira do monarca macho possui uma mancha escura, e as escamas desta mancha são negras e ocas. Deixam escapar um perfume que se parece de longe ao da madressilva. É usado principalmente com relação ao acasalamento, mas poderia acontecer que também deixam uma trilha de perfume para três, quando viajam em grandes panapanás.
"Naturalmente, nem todas as espécies voam na mesma direção. Na África, panapanás de borboletas que se dirigem a diferentes direções foram observados se encontrando e cruzando-se em caminho, por assim dizer. Mas, cada tipo adere a seu próprio curso. Nem sequer uma tempestade os desvia. E alguns de seus panapanás são enormes. Certo panapaná foi observado na Europa, tendo quase sessenta e cinco quilômetros de largura e demorando três dias para passar por determinado lugar, à velocidade de uns nove quilômetros e meio por hora. Calculou-se que o número no panapaná era de cerca de três bilhões."
"Será essa sua velocidade usual?"
"Não necessariamente, João. A pesquisa do assunto produziu alguns fatos realmente surpreendentes. Cronometrou-se borboletas a voar na Inglaterra a quarenta e dois quilômetros por hora. Uma, seguida por um helicóptero, voou 220 quilômetros em 4 horas e 42 minutos. E tais insetos não consomem nem de longe o combustível usado pelas máquinas voadoras dos homens. O helicóptero consome de 4 a 5 por cento de seu peso em combustível numa hora de vôo; um avião usa 12 por cento. Mas, a borboleta, no mesmo tempo, usa apenas seis décimos de um por cento de seu peso."


Outras Singularidades


"Quão grandes chegam a ser, titio", pergunta Maria.
"Há algumas realmente grandes. A fêmea Troides Alexandre da Nova Guiné, por exemplo, atinge de vinte a vinte e cinco centímetros de uma ponta à outra. A Ornithoptera Cassandra de Queenslândia do Norte, Austrália, tem mais de dezesseis centímetros, e outra espécie em Bornéu tem quase dezoito centímetros de uma ponta à outra das asas abertas.
"Daí, também", continua o Tio José, "há os ‘gambás’ do mundo das borboletas. Estes soltam um cheiro insuportável para afastar os inimigos — especialmente as aves. Também, o desenho de suas asas não raro são bem calculados para prover camuflagem. Em certo tipo, as asas parecem olhos duma coruja; em outro, parecem como uma velha folha seca; ainda em outro apresentam um desenho similar ao número 80 ou 88 no lado inferior de suas asas."
"Assim, qual é a diferença entre mariposas e borboletas?"
"Falando-se em geral, João, as borboletas voam durante o dia, e as mariposas à noite. Mas, há exceções. Deveras, provavelmente já viu mariposas voarem à luz do dia. Quando descansam, as borboletas em geral mantêm suas asas, pelo menos as da frente, fechadas e em posição vertical. A mariposa deixa suas asas da frente abertas, inclinadas obliquamente. Daí, também, via de regra as mariposas não exibem cores tão vívidas como as borboletas."
"Mais uma coisa, titio. Será que as borboletas têm alguma utilidade?"
"Sim, têm, Maria. Além de serem um deleite para os olhos das pessoas apreciadoras, também desempenham importante função em favor das plantas. Transportam o pólen de uma flor para outra, desta forma tornando possível a reprodução das plantas. Também, já ouviu falar dos bichos-da-seda. Eles, também, se tornam borboletas, mas no estágio de larva fiam casulos de seda pura, que o homem utiliza para seus próprios fins. Mas, agora, meus queridos, o sol já se está pondo, e é hora de seguirmos caminho."
"Obrigado, titio", diz João, "por nos ter contado tudo sobre a lepi . . . como é mesmo?"
"Lepidoptera. Lembra-se? Asas escamadas."


in Despertai de 22/11/1970 pp. 16-19

Provérbio da semana (14:33)

No coração do entendido descansa a sabedoria, e ela se torna conhecida no meio dos estúpidos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

«Love Trainer»


A empresa japonesa Sega Toys criou um auricular, o «Love Trainer», que reproduz frases de sugestão e músicas durante a relação sexual.Destinado a melhorar as relações sexuais, o «Love Trainer» monitoriza os batimentos cardíacos do casal e apresenta frases sugestivas sobre o desempenho de ambos os parceiros.Além de indicações do género «está a fazer amor num ritmo agradável» ou «é hora dos preliminares», o auricular também emite músicas que, segunda a empresa, «criam um clima agradável» para auxiliar os casais. A Sega Toys assegura que os sons e as músicas são cientificamente testados. «Uma voz sensual, música e ritmo dinâmicos permitem que você e o seu parceiro tenham o sexo mais satisfatório de todos os tempos», garante o site oficial do produto.


in EstranhomasVerdade.com


LOL!!! «está a fazer amor num ritmo agradável» Gandas malucos!

O Danúbio — gigantesco rio da Europa


OS ÚLTIMOS acordes da valsa de Strauss, Danúbio Azul, desaparecem suavemente. Visitando Viena, estamos ansiosos de saber mais coisas sobre este Danúbio azul, que inspirou valsistas através dos anos. Percorrendo as ruas e avenidas da capital austríaca, inevitavelmente encontramos o rio. Até na bruma do anoitecer acinzentado, o Donau (como é chamado na Alemanha) é interessante.
A fonte do Danúbio se acha na Floresta Negra da Alemanha, onde fios d’água se tornam correntes e onde nascem rios. Este vem a se tornar um gigante de 2.776 metros de extensão, que lança 8.490 metros cúbicos de água no Mar Negro por segundo. É o rio mais importante da Europa quanto ao volume de sua descarga, e o Volga é o único mais extenso do que ele. De Regensburgo, Alemanha, um comboio de barcaças do Danúbio pode transportar uma carga de cinqüenta vagões ferroviários por uns 2.615 quilômetros, através de partes de oito países danubianos, até o Mar Negro.
Sentados aqui em uma das margens, ao cair da noite, observamos um comboio de barcaças assim deslizar sobre a água. As flâmulas de listras vermelhas, brancas e verdes as identificam como sendo húngaras. Os marinheiros a bordo chamam o rio de Duna. Os búlgaros o chamam de Dunav. Os pescadores rumenos lançam suas redes no Dunărea. Os estudantes checos de geografia estudam o Dunaj, e os russos chamam o rio de Dunay. Mas, não importa quão variado seja o nome, ou a forma de os povos viverem ao longo de suas margens, este gigante é uma cadeia vinculadora entre nações.
Observa estes cofres de metal nas barcaças, reluzindo à noite vienense? Estes "cofres de carga" de mais de doze metros de comprimento, conforme são chamados, se destinam a transportar mercadorias por trem, rio e oceano para a Ásia Menor sem serem descarregados. Os países orientais do Danúbio expandem constantemente o comércio com a Europa ocidental, e, semelhantemente, pode-se ver itens do ocidente nas barcaças que deslizam rio abaixo para a Hungria, Bulgária e Romênia.
Ficou frio aqui na margem. Mas, o encanto do Danúbio nos fascina, assim como os acordes da valsa de Strauss ficaram em nossa mente. Decidimos fazer uma viagem de barco rio abaixo pelo Danúbio.


Primeira Etapa da Viagem


Embarcamos num bonito navio de excursão que em seis dias nos levará por mais de 2.000 quilômetros pelo Danúbio até a cidade soviética de Ismail, localizada próximo do estuário do Danúbio, no Mar Negro.
Nosso navio a vapor desce rio abaixo, e imediatamente é acolhido pelo tráfico pesado de um comboio de barcaças sob a bandeira azul, amarela e vermelha da Romênia. Logo passamos para a República Checa, e, a leste de Viena, chegamos a Bratislava.
A largura crescente desta via fluvial começa a nos impressionar. Desde sua infância alemã e de sua juventude austríaca, desenvolveu-se um adulto Danúbio checo. As dores de crescimento de uma corrente afligida pela estreiteza do vale entre a baixa e a alta Áustria ficaram então para trás.
Depois de alguns quilômetros em que corre inteiramente na República Checa, o Danúbio logo se torna divisa entre esse país e a Hungria. Com o tempo, volta-se para o sul, e aumenta nossa expectativa ao nos aproximarmos da capital húngara de Budapeste, uma das cidades mais antigas da Europa. Buda, parte menor situada numa colina, e Peste, a parte maior que se estende pelas planícies, formam uma só grande cidade, parecendo que cada rua e viela se dirigem para o rio e sobre ele.
Podemos sair do navio para visitar os lugares pitorescos. Uma caminhada pela cidade revela europeus orientais que se inclinam grandemente pelos modos ocidentais. Alguns afirmam que Budapeste é a Paris do Oriente, onde as ciganas podem aptamente retratar as vidas das pessoas em seus violinos.
O apito do navio nos priva duma excursão para fora de Budapeste até o Lago Balaton, seus quase 600 quilômetros quadrados o tornando o maior lago da Europa central. Ao invés, o rio nos oferece uma vista das enormes planícies baixas húngaras, chamadas Alföld. À esquerda começam os pastos. Aqui se encontram núcleos de tribos nacionais que permanecem nômades até os nossos dias.


Sob o Signo da Cruz


À medida que o rio continua a alargar-se, vemos uma cruz distante na margem. Este símbolo religioso dirige nossos pensamentos para atemorizante drama de terror. Barcos lotados de cavalos de guerra e carroças desceram este mesmo rio sob o signo da cruz — os cruzados! Godofredo de Bulhões, Duque de Lorena, que deveria tornar-se o primeiro rei ocidental de Jerusalém, usou este rio para alcançar o Mar Negro, antes de velejar para a Terra Santa.
O uso do Danúbio como transporte para os exércitos arrastou-se por séculos, mas suas águas dificilmente poderiam ser culpadas pelas torrentes de sangue humano derramado que resultaram deles. Por fim, no século quatorze, um restante dos cruzados derrotados foram perseguidos corrente acima pelos turcos, cujos sabres floreados impulsionaram o Império Otomano pelo Vale do Danúbio até Viena. O repique dos sinos das igrejas sobre o rio se tornou um alarme, prognosticando desoladoramente a vindoura miséria sobre as águas.


Adiante, Para as Portas de Ferro


Mas, vivemos hoje, e o característico poço e balde cobertos trazem nossa atenção à "puszta" húngara. Aqui, nesta vasta terra pastoril, a criação de cavalos é proeminente. As mulheres, com saias coloridas e os homens em calças largas se movimentam ativamente em suas tarefas, ao passo que vinte garanhões de puro sangue reconhecem nossa presença.
Continuando diretamente para o sul, e, no terceiro dia de nossa viagem, alcançamos Belgrado. Esta cidade detém importante lugar nas escaramuças entre o Oriente e o Ocidente. As calças brilhantemente coloridas dos homens e as mulheres vestidas com vestes alegres refletem a variedade do ambiente, mas uma variedade que tem denominador comum: uma vida de trabalho árduo.
Nosso impressivo gigante de dois quilômetros de largura agora se volta para o oriente. Daí, corajosamente cava seu caminho pelas Montanhas dos Cárpatos.
Nas Portas de Ferro ele se afina, ficando com apenas dezenas de metros de largura. A água turbulenta se rebela, apresentando correntes contrárias, redemoinhos e recifes, um terror para os marujos dos séculos passados. Entretanto, a maioria das obstruções das Portas de Ferro foram removidas a dinamite perto do fim do século dezenove e o canal foi aprofundado. No entanto, todos os passageiros ficam mudos ao ver a poderosa demonstração de força das águas.


Aqui a Romênia, Ali a Bulgária


Perto da antiga cidade romana de Turnu-Severin, o Danúbio vira de novo para o sul. Depois de alguns quilômetros, mais uma vez se volta para o leste e forma a divisa entre a Romênia e a Bulgária. As montanhas e penhascos polidamente abrem alas, ao sermos guiados para as terras baixas, acompanhados pelos alaúdes dos pescadores.
Aqui encontramos pessoas pobres e humildes a serviço dos luxos do mundo. Pescam o esturjão, o que significa caviar para as cozinhas do mundo. São pessoas amigáveis, cujas mãos laboriosas tecem coloridos chales e agasalhos. Alguém entre nós diz: "A Bulgária é pequena, mas seu espírito é grande!" Este espírito promoveu o rápido desenvolvimento do país após a segunda guerra mundial. Começou a industrialização, fábricas foram erguidas e construídas auto-estradas, e elas são muito boas.


Última Etapa da Viagem


Ao invés de continuar sempre para o leste, para o Mar Negro, o Danúbio corta caminho para o norte, correndo através da Romênia, em direção à fronteira russa. Em Cernavoda, o homem construiu a mais extensa ponte sobre o rio. O navio passa para a cidade de Galati, onde viramos para o leste, para o Mar Negro.
Logo notamos que o rio conquista a terra e continua a espalhar-se numa rede de veias e capilares. É o delta! A área do delta, de mais de dois mil e quinhentos quilômetros quadrados, é habitada por pessoas em palhoças de barro, por rãs, peixes, galinholas, gaivotas e cegonhas que instintivamente se apossam das chaminés.
Deixamos o navio para ver mais e para refletir sobre o que já vimos. Sentimos a vida pulsante de cidades movimentadas e a vida campestre simples de camponeses amigáveis. O rio nos levou não só através das fronteiras nacionais, mas também através dos séculos. Não, o Danúbio não nos desapontou.
Este rio, por assim dizer, fala sete línguas, possui cidadãos em oito países e alimenta simultaneamente o camponês búlgaro e o milionário parisiense. Desempenha importante papel na vida do comerciante londrino e do criador de cavalos húngaro. Imparcialmente serviu aos exércitos das tribos nômades e às potências mundiais. Mas, também inspirou o homem a escrever linda música, dançada através do mundo: O Danúbio Azul.


in Despertai de 22/11/1970 pp. 9-12

Provérbio da semana (14:32)

Por causa da sua maldade, o iníquo será empurrado para baixo, mas o justo achará refúgio na sua integridade.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.