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terça-feira, 30 de dezembro de 2003

Em quantas línguas se pode amar?
Quantas vezes dizemos que amamos alguém?
Como demonstramos o nosso amor?
Será que amamos?


English love
Italian amore
Spanish amor
French amour
German Liebe
Russian любовь
Arabic حب ; عشق
Chinese 喜爱 ; 热爱 ; 爱 ; 恋爱
Afrikaans liefde
Albanian dashuri
Aragones aimor ; amor
Armenian սեը
Azeri (Arabic Script) عئشق ; چوخ يسته مه
Basque maitasun
Bresciano amur
Bulgarian любов
Calabrese amuri
Caló belén ; jelén ; jelí
Catalan amor
Croatian ljubav
Czech láska
Danish kærlighed
Dutch liefde
Esperanto amo
Estonian armastus
Finnish rakkaus
Flemish liefde
Furlan amôr
Galician amor ; paixón
Greek αγάπη
Guarani mborayhu
Gujarati ઇશ્ક
Hebrew אהבה
Hindi आसक्ति ; प्रेम ; प्यार ; अनुराग
Hungarian szeretet
Icelandic elska
Indonesian cinta
Irish grá
Japanese 愛
Judeo-Spanish amor
Korean 사랑
Latin amor
Latvian; Lettish mīlestība
Lithuanian meilė
Macedonian љубов
Malagasy tia
Maltese imhabba
Mantuan amur
Mapunzugun poyenyen
Marathi प्रीति
Mongolian хайр
Mudnés amór
Neapolitan ammore
Norwegian kjærlighet
Old Greek έρος
Paduan amore ; ben
Papiamentu amor
Persian عشق
Piemontese amor
Polish miłość
Português amor
Punjabi ਪਿਆਰ
Rapanui haηa
Reggiano amòur
Romagnolo amàur
Roman amore
Romanian dragoste
Sanskrit मदन
Sardinian Campidanesu amori ; carìgnu
Sardinian Logudoresu amore ; carìgnu
Serbian љубав
Sicilian amuri
Slovak láska
Slovenian ljubezen
Swahili upendo
Swedish kärlek
Tagalog pag-ibig ; pagmamahál
Thai รัก
Turkish aşk ; sevgi ; sevi
Ukrainian кохання ; любов
Urdu چاھت
Valencian amor
Venetian amore ; ben
Welsh cariad
Yiddish ahave ; libshaft
Zeneize amô
Zulu uthando

"O AMOR NUNCA FALHA"

sexta-feira, 12 de dezembro de 2003

Texto enviado pelo meu amigo Nuno Mendes.

Diz um Conto Chinês que um jovem foi visitar um sábio
conselheiro e disse-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito
de seus sentimentos por uma bela moça.
O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma
coisa:
- Ame-a, e logo se calou.
Disse o rapaz:
- Mas, ainda tenho dúvidas..
- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.
E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve
silêncio, disse-lhe o seguinte:
- Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é
dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é
o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que
faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e
cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou
excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura,
admire e compreenda. Simplesmente: Ame!!! A inteligência sem
amor, te faz perverso. A justiça sem amor, te faz
implacável. A diplomacia sem amor, te faz hipócrita. O
êxito sem amor, te faz arrogante. A riqueza sem amor, te faz
avarento. A docilidade sem amor te faz servil. A pobreza
sem amor, te faz orgulhoso. A beleza sem amor, te faz
ridículo. A autoridade sem amor, te faz tirano. O trabalho
sem amor, te faz escravo. A simplicidade sem amor, te
deprecia. A lei sem amor, te escraviza. A política sem
amor, te deixa egoísta. A vida sem AMOR... não tem
sentido!!!!!!!!!

Pensem nisto!

terça-feira, 25 de novembro de 2003

A SAGA DO CHICO BRILHANTE

VIVENTIA II

Estou de volta, depois de um merecido descanso, merecido pois, porque os grandes escritores também se cansam! Claro que não é esse o meu caso…
Mas voltemos ao que interessa. E o que interessa nesta altura é descansar mais um pouco, pois já estou cansado…
Ah, apanhei-vos!
Conforme já perceberam, chegámos ao dia glorioso em que nasceu o rapaz que mudou muitas coisas. Ainda não percebi foi o que é que ele mudou, mas gosto desta frase. Tem impacto!
Dona Juventina, cada vez com mais dores, suplicava ao seu marido que a levasse à parteira ( não havia hospital, claro…).O Senhor Namérico, sempre amável, só dizia que ela teria de aguentar, pois o telefone estava avariado e ainda não tinham inventado o telemóvel. Provavelmente, a criança teria de nascer em casa, dizia ele. Mas não havia problema nenhum, pois ele tinha tirado um curso de parturiente por correspondência.
- Parturiente, homem????!!!!! Estás parvo, ou quê???!!!! Eu é sou a parturiente!!!!!!! (Nota do escritor ( sim, sou eu… ) : Parturiente: fêmea que está para parir ou que pariu há pouco.)
- Mas eu é que tirei o curso…
- Mas qual curso????!!!!! Quando é que foi isso???!!!!!!
- Foi há muitos anos, na Marinha! In the Navy! Aprendemos a ajudar uma coelha a dar à luz!
- Ahahahahah…ai,ai,ai,ai,ai…ui,ui,ui,ui…O que é que uma coelha tem de parecido comigo???!!!!!
- Bem, hum, então, isto é, pois, acho que são mesmo as orelhas…
Foi precisamente neste ponto que a criança achou que seria boa ideia sair da barriga da mãe (vocês sabem que não é bem da barriga…), de forma a acabar com uma provável discussão. Eram 23.54. Portanto, parecia que o miúdo ainda iria nascer naquele dia glorioso…
O pai teve mesmo de dar assistência à esposa, pois ninguém estava ali presente que pudesse ajudar…bem…talvez o cão…não?...está bem! Não vou contar os pormenores do nascimento, pois alguém poderia ficar impressionado e até mesmo desmaiar, o que não é bom para mim, pois se já são poucos os que lêem isto…
Infelizmente, a criança não nasceu no dia glorioso. Nasceu às 00.03 do dia seguinte, o que só me complica as contas, pois além de não nascer no dia glorioso, também não nasceu no ano glorioso… Pois é, nasceu no dia 1 de Janeiro…
Mas o que interessa é que nasceu perfeitinho, como disse a Dona Juventina (como se fosse possível alguém nascer perfeito…).Ela e o Senhor Namérico estavam felicíssimos! O seu tão ansiado rapaz tinha finalmente nascido! Afinal, o esforço que tiveram para fazer aquele filho não tinha sido em vão! Sim, muito esforço… Nem queiram saber…Querem?! Depravados!
Então visualizem nas vossas mentes brilhantes o cruzamento entre duas girafas a tentarem fazer girafinhas e o esforço que precisaríamos para abrir uma lata de Coca-Cola com os dentes! ( já estou a facturar… )
Conseguem?
Pois, o esforço foi tanto que até ficaram exaustos, aliás, até tiveram de tirar um mês inteirinho de férias! Para continuarem a tentar… Nem fazem ideia! A propósito, sabiam que alguns leões chegam a copular cerca de cinquenta vezes por dia? Não tem nada a ver, lembrei-me agora. Um pouco de cultura faz sempre bem.
Mas o que realmente interessa é que o rapaz nasceu cheio de saúde e de vigor, aliás, a primeira palavra que ele disse foi Viagra. Não, não, ele não disse isso quando nasceu, quer dizer, o rapaz era muito inteligente mas não tanto!
Os vizinhos acorreram para saudar aquele nascimento, coisa rara na aldeia, pois há precisamente oito anos, vinte e dois dias e quarenta e três minutos que não nascia ninguém! Aliás, o último nascimento era bem recordado pela população porque trazia com ele alguma tragédia, emoção e desencanto. Essa criança foi gerada por um casal que ficou famoso naquela aldeia, embora não por boas razões.
O Aniceto Curioso, jovem casadoiro, tinha uma grande pancada amorosa pela Felisberta Coentros, mas a moça aparentemente não estava com muita tendência para o namorico com o Aniceto. Mas o rapaz estava perdidamente apaixonado e tentava de tudo para estar perto da sua amada. Nos bailes da aldeia, aquilo era uma desgraça! O “Romeo” não descolava, e a rapariga começava a ficar farta. Mas um dia ele resolveu adoptar outra táctica. Vendo que a Felisberta não achava piada às suas colagens, resolveu distanciar-se dela, começando a manter contacto simplesmente por carta. Na tentativa de ganhar o amor da moça, as suas cartas eram autênticos hinos de amor, sinfonias de paixão, melodias de afecto. A verdade é que o rapaz se tornou um poeta de emoções, um prosador de sentimentos.
Após longos meses, as cartas teriam de ter algum efeito. Sem dúvida que as cerca de setecentas cartas que o Aniceto escreveu teriam algum resultado. E é óbvio que o resultado foi desastroso.
A Felisberta fugiu com o carteiro.
Já estão emocionados, não estão? Eu ainda hoje choro quando conto esta história, até porque foi hoje que a contei.
O Aniceto Curioso, desfeito, partiu sem destino. Recentemente, na aldeia surgiu a notícia de que o Aniceto se tinha tornado carteiro... Curioso!
Voltando aos vizinhos, aquele acontecimento teria de ser comemorado devidamente. Toda a vizinhança concordou em fazer uma festa para celebrar aquele nascimento. E assim ficou decidido. Mas como as festas são sempre muito cansativas, eu vou descansar mais um pouco. Até porque a festa não era para ser feita naquele dia, mas sim no fim de semana seguinte, portanto tenho tempo…

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

Com o devido mérito,coloco aqui um artigo que me foi enviado pelo meu amigo Nuno Mendes,e que acho muito real nos dias que correm.Infelizmente...
Apesar de estar em português brasileiro,façam um esforço por ler.

Matéria da revista Exame

Há 30 anos, talvez um pouquinho mais, o Santos Futebol Clube tinha aquele timaço acima de qualquer suspeita. Seu currículo de conquistas já era tão extenso que nem caberia nesta página. Apesar disso, o apetite da equipe por vitórias continuava o mesmo, e lá estava o Santos na reta final para vencer mais um campeonato.
Então, numa daquelas partidas contra um time sem expressão, em que o Santos sempre se empanturrava de fazer gols, a máquina emperra. O tempo vai passando, passando, e o placar teima em não sair do zero. Aquele pontinho perdido poderia ser desastroso, e Lula, o técnico do Santos, ia ficando cada vez mais aflito. Até que, faltando 15 minutos para o fim do jogo, ele cansa de esperar que seus craques resolvam a situação por conta própria e decide tomar uma providência gerencial. Olha para o banco de reservas e chama o atacante Pitico.

- Pitico, vem cá. É o seguinte. O Pelé ficou muito isolado ali na frente. Vai lá e encosta nele, para a gente ter mais opção de ataque.
- Falou, seu Lula.
- Além disso, nosso meio-de-campo está no maior bagaço. Você volta um pouquinho quando a gente estiver com a bola, para ajudar na armação.
- Certinho, seu Lula.
- Só mais uma coisa. O ponta-esquerda deles já matou o Carlos Alberto de tanto correr. Quando eles saírem jogando, você cai ali pela direita e fecha o espaço. Alguma dúvida?
- Só uma, seu Lula. Se o senhor acha que eu sou mesmo capaz de fazer tudo isso, por que é que eu ganho só três salários mínimos por mês?

Eu me lembrei dessa história na semana passada, quando vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem -- sem contar a formação superior -- liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e, não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía mesmo essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um Pitico.
Não que esse fosse algum exemplo absolutamente fora da realidade. Pelo contrário, ele é quase o paradigma dos anúncios de emprego atuais. A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.

- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
- In a hurry!
- Saúde.
- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
- Não, não. Cópias normais mesmo.
- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
- Fabiana, desse jeito não vai dar!
- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
- Como assim?
- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
- Futuro? Que futuro?
- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
- Sei. Mas o senhor é hands on?
- Hã?
- Hands on. Mão na massa.
- Claro que sou!
- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará - com justa razão, que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel.
Até que um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas. E, no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz, uma espécie de pitico contemporâneo. O que é capaz de resolver, mas não de impressionar.

Nuno Mendes - in "Exame"

terça-feira, 18 de novembro de 2003

Com o devido mérito,coloco aqui uma história verdadeira que me foi enviada pelo meu amigo forista José Ferreira.

Letra de médico

Sempre desconfiei da elevada capacidade de os farmacêuticos conseguirem ler os gatafunhos que são tidos como marca de intelectualidade superior: a letra de médico. O que vou contra a seguir é apenas um exemplo, mas o facto é que aconteceu. Fui muito recentemente a uma farmácia de Cascais munido da receita médica para comprar o medicamento prescrito. O funcionário da farmácia, muito profissionalmente lá foi buscar uma embalagem de “Panasorbe”. Como o médico me tinha dito oralmente para tomar “Ben-Uron”, estranhei que o farmacêutico me estivesse a dar “Panasorbe”. Olhei para a receita médica e perguntei, apontando:
- Estes gatafunhos aqui não lhe parecem dizer “Ben-Uron” ?
O funcionário retorquiu:
- Realmente parece, mas aqui já me parece estar escrito “Panasorbe” !
- Se calhar onde você lê “Panasorbe” deve ler “Paracetamol”, não acha ?- perguntei eu
- Realmente você é capaz de ter razão, mas como os medicamentos até parecidos, você até fica a ganhar porque o “Panasorbe” é mais barato !- concluiu o farmacêutico.
Por acaso os medicamentos são parecidos no que respeita aos componentes químicos e serve qualquer deles para me tirarem a valente dor de cabeça que de vez em quando tenho. Porém, maior dor de cabeça seria se a leitura da letra do médico tivesse como base, não dois analgésicos mas dois medicamentos totalmente diferentes, quer na composição química, quer nos fins a que se destinassem. Assim, se vale o conselho, quando o médico lhe prescrever algum medicamento, pergunte-lhe como se chama e escreva com o seu proprio punho o nome do dito cujo para ajudar o farmacêutico a vender-lhe o medicamento efectivamente prescrito pelo médico.
Haja saúde !

José Ferreira
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Aproveito para contar algo que me aconteceu recentemente e que de alguma maneira está relacionado.
Foi-me receitado pela minha médica da asma o medicamento Provax,que serve para prevenir as gripes.Acontece que na farmácia,a rapariga que me atendeu,certamente ainda novata,confundiu o que a médica escreveu,porventura devido à letra mas também devido à inexperiência,e vendeu-me um medicamento com um nome parecido,que não me lembro,mas definitivamente não aquele que eu precisava.Ao chegar a casa,e tendo algumas dúvidas acerca daquele medicamento,pois me parecia que o nome que a médica me tinha dado não era aquele,decidi ler o folheto.Qual não foi o meu espanto quando leio que aquele medicamento se destinava a pessoas que tinham a doença de Parkinson!!!!!
Retornei à farmácia para trocar o medicamento,claro,e não encontrando lá a rapariga que me atendeu,não pude concluir o que se tinha passado,mas apresentei uma reclamação informal à directora da farmácia,pois se eu tivesse tomado aquele remédio,provavelmente teria tido problemas.
Portanto,meus amigos,abram bem os olhos nestas situações!

terça-feira, 11 de novembro de 2003

Estou preocupado com algo que se está a passar com a juventude deste país.Não só com os jovens,mas principalmente com estes.A minha preocupação tem a ver com os telemóveis,mais concretamente com o fenómeno das mensagens escritas.
Todos sabemos que as mensagens escritas são muito populares entre os utilizadores de telemóveis.Aliás,eu também as considero muito úteis.Porém,o que me aflige é a forma encontrada por uma grande parte desses utilizadores para escreverem essas mensagens.
É óbvio que me estou a referir às abreviações usadas e abusadas por essas pessoas,e como já referi,que são principalmente jovens em idade escolar e que ao abreviarem o que escrevem,ainda que o façam de forma inconsciente,passam a usar essa forma de escrita no seu dia a dia.Ora,sabemos que o português falado e escrito por todos nós já não é grande coisa,mas parece-me que se as pessoas começam a falar e a escrever de forma abreviada,qualquer dia temos de aprender outra linguagem.
Não estou contra o uso total de abreviaturas nas mensagens escritas,mas não seria muito melhor se nessas mensagens se utilizasse o português normal?
É claro que a questão tempo e dinheiro são as "desculpas" mais usuais para se justificar o emprego dessas abreviações.Mas e então será isso preferível ao desejo que todos nós certamente temos de que os nossos jovens falem e escrevam correctamente a sua língua materna?
Para mim,isto é uma situação grave,embora incontrolável e incontornável.Tenho essa percepção...
O que seria possível fazer para evitar esta situação?
Talvez se os pais,os professores e a sociedade em geral lançassem um grito de alerta contra o que eu considero ser o esfumar da língua portuguesa.Não podemos talvez impedir que o uso de abreviações continuem nas mensagens escritas,mas podemos alertar que essa não é a forma correcta de escrever em português.
Sim,porque é cada vez mais notório que os jovens tendem a passar essa forma de escrita para tudo o que escrevem,perdendo dessa forma a identidade da língua portuguesa.
Isto preocupa-me porque não gosto e nunca gostei de escrever mal.Graças a Deus,até escrevo razoavelmente bem,e tento não dar erros nem calinadas ortográficas ou gramaticais(às vezes falho,claro...).E quando vejo que todas estas qualidades se estão a perder,fico triste.
Mas isto é simplesmente a minha opinião.

sexta-feira, 7 de novembro de 2003

A SAGA# DO CHICO BRILHANTE



VIVENTIA* I§


Corria o ano de mil novecentos e tal. Sim, já foi há muitos anos que esta história se passou. Mas também posso dizer que esta história se passa actualmente. Deixo ao critério do leitor.
Esse foi um ano memorável. Tão memorável que eu não me lembro qual foi o ano. As memórias são como os travões dos automóveis. Gastam-se.
Mas há quem diga que este foi um ano memorável.
E com isto já estou a pagar direitos de autor por usar a palavra “memorável” três vezes. Quatro.
Pelo menos para uma pessoa esse foi um ano…inesquecível. Foi o ano do seu nascimento. O ano em que o mundo conheceu alguém inesquecível.
Bem, com os direitos de autor que tenho para pagar nesta altura, vou ter de abreviar esta história.
Conforme já está muito bem explicado, nesse ano nasceu uma pessoa muito importante, pelo menos ele pensa que sim.
Estávamos num dia muito frio. Em Janeiro. Numa aldeia algures entre Bragança e Faro. Ou seja, num país entre Portugal e Rússia. Deixo ao critério do leitor.
Aliás, aproveito para dizer que o leitor terá sempre o critério nesta história. Inclusivamente o critério de não ler.
Como já mencionado, estava um dia muito frio. Um dia ideal para ter um bebé, claro.
Nesse dia, Dona Juventina, após quase 10 meses de gestação, estava preocupada. Já tinha dito ao marido, o Senhor Namérico que algo de errado se passava com o seu filho. Mas o marido, sempre amável, só dizia que o atraso se devia ao frio. O filho certamente não estava com vontade de sair, sabendo que estava um frio de rachar. Esta explicação, embora não descansasse a Dona Juventina, serve para percebermos logo no início da história que o rapaz seria muito inteligente, pois antes de nascer já se apercebia da temperatura exterior. Já perceberam que é um rapaz, não? Se ainda não perceberam, recuem na história até ao sétimo parágrafo…
Depois desta demonstração da minha capacidade, seja ela qual for, vamos avançar.
E está na altura de recuarmos um pouco no tempo. Já que o rapaz esperou quase 10 meses, não se importará de esperar mais uns minutos. E vamos recuar até ao dia em que a Dona Juventina recebeu o seu nome. Ah, pois, já tinha reparado que estavam curiosos em saber isso! Em relação ao nome do Senhor Namérico, já lá chegaremos.
Dona Juventina nasceu num dia de muito calor. Os seus pais ficaram perturbados com tanto calor que não sabiam que nome dar à sua amada filha. Após grande discussão, ficou combinado que iriam escrever o nome preferido num papel e tirar à sorte. Isso incluía a família, composta por avó e tia da bebé. E assim foi. O nome que saiu foi Juventude. Ora, a avó da moçoila, já meia gagá, estava muito confusa, e então, ouvindo na televisão que a juventude seria o futuro do país, resolveu escrever esse nome no papelinho, achando que a sua neta seria o garante do país. E assim foi.Com uma natural adaptação, surgiu o nome Juventina. E todos ficaram contentes com a perspicácia evidenciada pela avó. Coitados…
Já o Senhor Namérico foi um caso diferente. Igualmente idiota, mas diferente. O seu nome estava escolhido – Américo. Mas infelizmente no registo civil aconteceu algo que fez mudar essa escolha, embora de forma involuntária. Acontece que a pessoa que fez o registo era surda, ligeiramente, mas o suficiente para confundir tudo. Foi isto o que se passou:
- Então diga por favor, mas fale um pouco mais alto que eu não oiço bem…
- Vinha registar o meu filho, por favor.
- Milho??! Se temos milho??!! Isso não é aqui, enganou-se…
- Não, não… Vinha REGISTAR O MEU FILHO!!!
- Ah, muito bem…Mas não precisa gritar, basta falar um pouco mais alto… Então e qual será o nome do rapazote?
- Américo.
- América??!! Mas é um rapaz ou uma rapariga??!! E esse nome não é válido, pois é o nome de uma…
- Perdão, eu disse AMÉRICO!
- Numérico??!! Desculpe, mas também não pode…
- Desculpe, mas importa-se de CHAMAR OUTRO COLEGA?
- Com certeza! Ó Vidal, chega aqui…
- Diz…
- Este senhor quer registar o filho mas eu não entendo bem o que ele quer.
- Ora então diga qual será o nome…Temos nomes muito bonitos, Rafael, Luís, André, Miguel…
- Muito obrigado, mas já escolhemos o nome…
- Será Joaquim?
- Nnnnããããã…Américo. Esse é o nome…
Escusado será dizer o que o senhor Teimoso escreveu…
E assim está desfeito o mistério dos nomes. Podemos voltar então à narrativa da nossa história. Deixem-me só ver se…ah…não…o rapaz ainda não nasceu…
Como já disse, Dona Juventina estava muito preocupada. Mas de repente, eis que as dores de parto se apoderam dela! O dia glorioso do nascimento do herói estava escolhido! Apesar de serem onze horas da noite e ainda não se ter bem a certeza em que dia ele nasceria! Mas isso não importa! O que interessa é que estamos a chegar ao clímax da Viventia I! Está quase…
Chegou o momento! Chegou o momento de parar de escrever. Estou cansado, muito cansado…

Explicações absolutamente necessárias:
# Palavra de origem germânica saega - o que se diz
Nome genérico das lendas escandinavas; canção baseada nessas lendas.
Do Latim saga - bruxa; feiticeira.
Do Árabe saka - retaguarda.
Agora escolham…

* Latim.O facto de ter vida;existência;experiência de vida;o que se viveu;modo de viver;hábito de vida;exuberância de vida.

§ Numeração romana; significa um.

quarta-feira, 5 de novembro de 2003

Em breve darei início à saga do Chico Brilhante.
Uma história que será contada conforme a minha disponibilidade de tempo e de inspiração.
Será a história de alguém que nós conhecemos,ou até mesmo a nossa própria história.Ou então será simplesmente uma história,mas espero que divertida.
Estou disponível para me enviarem ideias.

terça-feira, 4 de novembro de 2003

Um episódio de vida real de um infeliz que foi à discoteca em avançado estado etílico

Ia eu no meu caminho
No meu mini fenomenal
Ia andando rapidinho
ai a uns 40 e tal.

Quando o meu carro derrapou
e fugiu para a valeta
até o vidro estalou
quando lhe bati com a fucinheta.

Ai Pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha batido,
Com o focinho assim.

Lá continuei eu à procura
À procura de me desenrascar
Encontrei uns amigos
Que me quiseram ajudar.

Chegando ao pé da maquineta
Viram a jante especial
Agarraram numa caceta
Até vi estrelas e tal.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha levado,
Uma cacetada assim.

Quando acordei já era tarde
Levantei-me devagarinho
Agarrei no sobretudo
Lá fui andando no caminho

Cheguei a uma placa
Que dizia Anonimato
Eu com o meu sobretudo
Misturava-me como um pato

Subi uma rampa toda
e toquei a campaínha
Abriram a porta para fora
E rolei a rampa todinha.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha rebolado,
Numa rampa assim.

Cheguei outra vez lá a cima
E entrei para a discoteca
Deram-me um totoloto
Quando pedi uma caneca

Ia a subir as escadas
Pisei o sobretudo
Vim cá ter abaixo
Batendo com o nariz em tudo.

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca me tinha esparramado,
Numas escadas assim.

Apareceram uns amigos
Que me foram ajudar
E o meu totoloto prencheram
Para que eu podesse jogar.

Quando me quis ir embora
O porteiro não deixava
Mandou-me registar o totoloto
E eu disse que não jogava

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha sentido,
Um murro assim.

Lá tive eu de jogar
No totoloto e fui levado
Paguei 75 euros
E não ganhei um trocado

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha tido,
Um azar assim.

Lá fui eu a seguir
Até casa do meu primo
Deitei-me na cama
E dormi que nem um menino

Ai pobre,
Pobre de mim,
Nunca tinha tido,
Um dia assim.

quarta-feira, 15 de outubro de 2003

Hoje vou reflectir sobre o uso do inho na linguagem portuguesa.Já estão a pensar que me esqueci de algumas letras?Não.Impressão vossa.
O inho faz parte integrante da cultura portuguesa,e na minha opinião,modesta,acho que de forma exagerada.Quem de nós não utilizou já de forma abundante esta terminação(já estão a perceber?!) nas palavras mais comuns que usamos todos os dias?
Muitas vezes nem nos damos conta que introduzimos essa terminação,porque já se tornou tão vulgar,que o seu uso é-nos indiferente.
Por exemplo,quando vamos beber a nossa bica,porque razão pedimos:Dê-me um cafézinho?!E já agora,queria também um bagacinho.
Não conseguem perceber que ao usar esta terminação na linguagem portuguesa estão a diminuir a nossa cultura,a nossa força?!Contra mim falo,pois por diversas vezes uso essa terminação do demo!!!!!!!
O inho faz com que as coisas normais se transformem em miniaturas,em insignificâncias.Pode ser bom quando queremos diminuir algo que à partida teria muita importância,mas que nós não desejamos que tenha essa importância enorme.
-Olha,não queres ir para a caminha comigo?Vamos fazer umas brincadeirinhas inocentinhas!E depois vais ter a entradinha garantida na universidadezinha...
Cunhas...ou cunhinhas...Adiante...
Podemos também falar no bébezinho que está farto de chorar porque lhe tiraram a maminha...E ele tinha muita fominha!Coitadinho!
Ou quando vamos almoçar podemos pedir um franguinho assado com umas batatinhas fritas ou um arrozinho.Para beber queremos uma água fresquinha e para sobremesa aquele melãozinho que deve estar tão docinho.
Ainda mais grave é quando vamos falar com o nosso patrão a pedir um aumento.
-Ó chefinho,desculpe lá mas eu precisava de lhe dar uma palavrinha.
-Concerteza,mas tem mesmo de ser uma palavrinha...
Pronto,já não podemos continuar a conversa...O aumentozinho já era...
O caso mais grave pode acontecer quando surge aquele encontro amoroso pelo qual ansiávamos.Aquela miúda é um espanto!Tem de haver acção!
-Ó queridinha,és o meu amorzinho!Esperei tanto tempo por este momentinho...Que lindos olhinhos que tu tens...E esse cabelinho é maravilhoso...Vai tirando essas roupinhas...Ai,que bonitas maminhas...Posso tocar?...Que belas perninhas,bem feitinhas...Ah,o teu paizinho e a tua mãezinha fizeram-te muito bem...Tira tudo...O teu amorzinho está a ficar excitadinho...Vou-me despir também...Devagarinho...Devagarinho...Mais depressinha...Já tou todo nuinho...Vem,amorzinho,vamos concretizar o nosso romancezinho!
-Olha lá,achas que esse PAUZINHO vai concretizar alguma coisa?!
Pois é,o inho é a desgraça da nossa sociedade...
Adeusinho!

sexta-feira, 3 de outubro de 2003

Aproxima-se mais um fim de semana.Tempo de descanso,tempo de relaxar,tempo de desfrutar de outras actividades.Há muitas pessoas que trabalham ao fim de semana,e também de noite,muitas delas que são inclusivamente necessárias para que alguns de nós possamos concretizar os nossos tempos livres.Mas o ideal seria que ninguém trabalhasse nos fins de semana.Claro que nos tempos que correm,isto é uma utopia,pois dessa maneira muitas coisas não funcionariam aos fins de semana,coisas essenciais,como por exemplo os hospitais ou a polícia.
O que é de facto importante é que todas as pessoas tivessem direito ao descanso.Isso,infelizmente,nem sempre acontece.E é precisamente essa situação que não me agrada.Uma coisa é a necessidade de algumas pessoas trabalharem quando a maioria está a descansar,outra coisa são os exageros que por vezes sucedem nos locais de trabalho e que impossibilitam o direito ao descanso,inclusivamente chegando-se ao cúmulo de existirem abusos por parte da entidade patronal no número de horas que exigem aos seus empregados.Isto provoca um natural descontentamento e uma óbvia desmotivação,mesmo que as pessoas até recebam uma boa compensação por esse trabalho extra,o que,diga-se em abono da verdade,raras vezes acontece.
Na sociedade moderna,encara-se o trabalho como a coisa mais importante na vida,quando deveria ser só encarado como o meio de sustento.Podem pensar que o meio de sustento é o mais importante na vida,mas pensem um pouco.Será que essa ideia não vem associada à  ideia de que é preciso trabalhar muito,sem escrúpulos,passando por cima dos outros e fazendo de tudo o que é legal e ilegal para conseguir boas posições ou boas remunerações?!Será que as duas ideias não estarão interligadas,associadas uma à  outra,funcionando como bola de neve no mercado de trabalho,influenciando cada vez mais pessoas?!Será que essas ideias não formam um círculo perfeito,um ciclo constante,em que não à maneira de fugir a uma das possibilidades sem que a outra se concretize?!
Será mesmo necessário lutarmos pelos extras da vida,quando nos poderiamos satisfazer com o essencial,aquilo que nos permite viver?Porque será que vemos tanta ganância no mundo?Será?!...
Vemos pessoas que lutam,e quando digo lutam,refiro-me ao sentido amplo da palavra,que batalham,que pisam,que agem como se fossem sobreviventes únicos dentro de uma empresa e que a sua vida dependesse só duma remuneração choruda.Porquê?!Talvez porque o vizinho tem uma televisão maior,o primo tem uma casa mais bonita,o patrão tem um carro melhor ou aquele artista famoso tem um iate maravilhoso...Por isso,vamos fazer tudo para conseguir igualar essas pessoas ou até mesmo suplantá-las...
É triste pensar que há pessoas assim,mas infelizmente é a realidade que temos,que observamos.Eu não quero pensar desta maneira.Procuro trabalhar,sim,para o meu sustento,mas sem ser orgulhoso ou sem me julgar superior aos outros.A humildade também nos faz ganhar,e eu acredito nisso,pois tenho experiências boas quando a humildade funciona.
Entretanto,o ideal seria que todos pudessem ter direito ao seu descanso.Mais importante,que todos pudessem ter direito ao seu trabalho.Ainda mais importante,que todos pudessem ter direito à  remuneração devida.Mas essencial mesmo era que todos vivessem em harmonia dentro dos seus empregos,colaborassem todos nos seus trabalhos,esquecendo a ganância e a procura de poder.Isso é que seria o ideal...

terça-feira, 30 de setembro de 2003

Hoje não tenho nada para escrever.Acho eu...Se calhar até tenho!Não sei!Vou pensar...Acho que deveria ter um assunto qualquer,mas não tenho.Aliás,assuntos até tenho,mas não sei do que deverei escrever.Assuntos há muitos,alguns importantes,outros assim assim,e outros nada importantes.É claro que eu poderia escrever acerca de um assunto importante,pois,por ser importante,deveria interessar a alguém.Mas eu posso achar que é importante,e as outras pessoas acharem que não é nada importante.Ou então que é assim assim.Ou então nem sequer perderem tempo a ler.O que era grave,pois eu faço um grande esforço para aqui escrever coisas importantes.Aliás,como o esforço que agora estou a fazer.Não gostaria nada de saber que ninguém lê estas minhas palavras arduamente escritas!
Bom,voltando ao que é importante,continuo a pensar que os assuntos sobre os quais eu aqui escrevo devem interessar a maioria das pessoas,ou então pelo menos 60%.Se forem 50% também está bem.Aliás,até com 30% eu ficarei satisfeito.Pensando bem,10% é uma boa percentagem...
Mas ainda não sei sobre que assunto vou escrever.Precisava de ajuda.Precisava de uma musa inspiradora.
Tenho tantos assuntos importantes na minha mente que fico indeciso sobre qual escolher.Queria escrever coisas bonitas,agradáveis e inteligentes.Mas sobre o quê?!
Se calhar podia falar de vários assuntos ao mesmo tempo.Ou então não...Era capaz de ser confuso...Não gosto de escrever coisas confusas!
Pensando bem,vou meditar sobre alguns assuntos actuais,e quando chegar a uma conclusão,volto.
Mas já que estou aqui,poderia já começar a escrever.Ah,mas tenho de meditar primeiro...Vou talvez fazer uma meditação rápida.Afinal de contas,não quero desiludir todos os que ansiosamente esperam pela minha decisão sobre que assunto escrever!Esperem só um bocadinho...
(Meditando)
(Ainda meditando)
(Estou no corpo da meditação)
(Já entrei na conclusão da meditação)
(Falta concluir a conclusão da meditação)
...
...
...
...
...
Ora viva!Hoje estou aqui para escrever acerca de...acerca de...acerca do quê???!!!
Bolas,esqueci-me!
Acham que seria boa ideia pensar em escrever uns poemas???
Eu acho BOA ONDA!!!!!!!!!
Não????!!!!!!
Ah...

sexta-feira, 26 de setembro de 2003

O AMOR NUNCA FALHA
Esta é uma frase sábia.O problema é que nós,humanos,supostamente pessoas inteligentes e sábias,falhamos por não demonstrar essa qualidade mais vezes na nossa vida.O amor é a qualidade mais importante para um ser humano.O amor,ou a falta dele,pode condicionar toda a vida de um humano.Quando olhamos à nossa volta,vemos uma falta de amor tão gritante que até pensamos por vezes como é possível que certas pessoas sejam tão frias,insensíveis e desprovidas de amor.Será que há pessoas que não gostam de receber amor?!
Era importante que todos pudessem demonstrar amor mesmo nas coisas mais pequenas,nas coisas que até possam parecer insignificantes.Não tenho dúvidas que se assim fosse,o mundo seria diferente.Melhor,quase perfeito.
Mas infelizmente isso não é possível.Aliás,acho que até seria possível,se as pessoas tivessem o coração inclinado para amar.
É maravilhoso quando sabemos que alguém nos ama,não é?Então porque não demonstramos que ter esse sentimento é bom?!Porque não espalhar esse sentimnto pelos outros?Porque não amar também?
É claro que eu estou a falar de diferentes definições de amor,não só no amor físico.O amor não escolhe idades,raças,religiões,classes sociais,ou outras diferenças.No amor somos todos iguais.Com amor poderiamos resolver muitos problemas,muitas diferenças.Com amor seriamos mais felizes,mais compreensivos,melhores amigos,melhores pais,melhores seres humanos.Pensem nisto.Ofereçam amor.Não custa nada,e as recompensas são muito agradáveis.
Leiam tudo de novo,mas agora contem quantas vezes escrevi a palavra amor.Depois,coloquem em prática o amor esse número de vezes,por dia.Vão ver que se sentem melhor.
Dedico o meu amor para uma pessoa especial.
Lembrem-se:
O AMOR NUNCA FALHA

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Temos telenovelas portuguesas e estrangeiras! Temos concursos da treta que não aquecem nem arrefecem. Temos talk-shows idiotas onde ninguém deixa falar ninguém, escolas de música com crianças muito lavadinhas e com cabelinhos bem cortadinhos e peitos bem rapadinhos a fingirem que cantam e a sonhar que vão ser estrelas. Temos até programas em que não é preciso fazer nada: basta residir numa casa filmada 24 horas por dia. A televisão está-se rapidamente a transformar na melhor medicação contra insónias. Porque não aproveitar a violência proporcionada por espectáculos como touradas e "apontá-la" para outros públicos? Eis algumas ideias de programas que conquistarão qualquer audiência desde o episódio número 1.

Septuagenarismo compulsivo
Com o aumento do buraco da camada de ozono e da poluição causada pelo ser humano, têm-se vindo a criar condições climatéricas adversas para todos os seres vivos que habitam este planeta. O ar respirável é cada vez mais escasso numa era em que a população cresce assustadoramente e cada vez precisa mais dele. Num mundo ideal seria, portanto, considerado um acto de egoísmo viver para além dos 70 anos, sendo o suicídio nessa idade (para todos os que lá chegarem) considerado um acto heróico e ambientalmente correcto.
Por isso, será instaurada a lei do Septuagenarismo Compulsivo, que dita que qualquer pessoa pode comemorar o seu septagésimo aniversário junto da sua família (se a tiver), tendo de se suicidar no dia seguinte. Perante uma tão grande responsabilidade social, a televisão pública tratará de cobrir o evento através de um programa especial que será transmitido em horário nobre, logo a seguir ao noticiário. Os septuagenários terão a oportunidade de escolher vários tipos de suicídio (fuzilamento, enforcamento, electrocução, esquartejamento, etc.) podendo, inclusive, sugerir uma forma de suicídio inovadora. O suicídio mais votado por SMS fará com que a família do vencedor falecido ganhe viagens a locais determinados ou vales de compras para centros comerciais e empresas aderentes.

O Violador
Um concorrente tentará desesperadamente violar uma concorrente. Terá o direito de a perseguir por onde for preciso e levará consigo uma equipa para filmar o evento em tempo real, com transmissão directa para um canal dedicado da TV Cabo. A concorrente foragida, com igual equipa televisiva junto dela, terá de andar foragida e não se deixar ser violada, caso contrário perde o jogo. Os limites geográficos de fuga estão limitados a Portugal Continental e o jogo tem a duração de 15 dias. Uma coleira presa no pescoço de cada um dos concorrentes, ligada a um sistema de GPS, dar-lhes-á uma indicação sobre o local onde o seu concorrente se encontra, com um erro mínimo de 1000 metros. Se, no final desses 15 dias, o violador não a encontrar ou ela conseguir escapar às suas garras, ela ganha. Caso ele a apanhe, terá o direito de a violar no sítio onde a encontrou, aproveitando o facto de existirem duas equipas televisivas para poderem filmar a violação em modo de multi-câmara. Este programa baterá o nível de audiências alguma vez vistos na televisão portuguesa.

Touros de morte
O nome deste jogo possui uma conotação diferente daquela que lhe é hoje atribuída. Neste cenário, um toureiro despido e pintado de vermelho terá de enfrentar um touro bravo numa arena, touro esse que não possui os cornos serrados, como é hábito os maricas dos toureiros fazerem agora. O jogo tem a duração de trinta minutos e, durante este tempo, não há saída possível da arena, não há vacas introduzidas para distrair o touro, não há barreiras sobre as quais o toureiro possa saltar. Apenas o Homem e a Besta. E que ganhe o melhor.

Cyber-Tuning
Quem é que não conhece aqueles cromos da bola com cara de matarruanos e boné saído numa tômbola do Pingo Doce e que gastam mais dinheiro em extras do que no carro em si? Sim, estamos a falar dos parolos do Tuning, aquilo a que alguém um dia chamou a "arte" da afinação automóvel. O Cyber-Tuning seria uma espécie de street race, mas com algumas diferenças. Para começar, e como o prefixo Cyber indica, os caminhos por onde os concorrentes conduzirão não serão pré-definidos mas sim comandados à distância. Um servidor de internet ligado ao sistema central de informação da Brigada de Trânsito envia mensagens SMS para os telemóveis dos concorrentes, informando-os dos caminhos menos congestionados que eles poderão tomar. Porém, juntamente com o SMS dos percursos possíveis também vai a indicação de que se encontram 4 carros (por exemplo) da Brigada de Trânsito nalguns desses percursos. Mas o sistema não diz onde estão. Diz apenas que lá estão. Juntamente com cada SMS do percurso e número de carros vem também a missão, que pode ser tão simples como ir buscar uma mulher grávida, prestes a conceber, à porta da sua casa e levá-la para o hospital mais próximo. Os aceleras terão, então, de escolher o percurso mais capaz e não se deixarem ser apanhados pela polícia. O primeiro a chegar ao local completa metade da missão. Ao completar metade da missão (ex: chegar à mulher grávida), mesmo que tivesse sido perseguido pela polícia nos últimos quilómetros, a polícia terá de esperar que ele parta em direcção ao hospital, começando então uma nova perseguição. Se conseguir chegar ao hospital sem ser apanhado, o concorrente ganha. Se for apanhado pelo caminho ou tiver um acidente mortal, é desqualificado.
Este concurso poderia, inclusivamente, ser patrocinado pela UPS, FedEx, Prosegur, ou qualquer outra empresa de serviços de entrega expresso.
Sucesso garantido!

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Chegaram as férias!
Ah,enganei-vos!
Infelizmente,já acabaram.Mas é bom recordar o que as férias nos proporcionam.Ou então não...
Bem,mas quando chega aquela altura do ano pela qual tanto ansiamos(não,não é o Big Brother...),parece que entramos num estado de euforia.Esse momento,porém,não dura muito tempo,porque nos lembramos que não temos dinheiro para ir de férias(malditas visitas aos centros comerciais!).
Para não estragar já a vossa felicidade,vamos supôr que temos dinheiro para as férias.Felizes?Ainda bem!
Convêm começar a planear as nossas férias uns meses antes da data escolhida(ou imposta).Isto para evitar as correrias de última hora,bem como a possibilidade de não haver lugares ou no avião(se formos de carro,também corremos o risco de não termos lugar,especialmente se os sogros forem connosco...)ou no hotel de sonho que escolhemos naquela revista da agência de viagens(uma pensão também serve-também há pensões de sonho,desde que lá entremos de olhos fechados e assim fiquemos até sairmos,de preferência acompanhados por um cão-guia,para não tropeçarmos e também para protecção pessoal.Se fôr um Rotweiller,melhor).
Chega a altura de juntar a família para escolher o destino de sonho.Parece incrível,mas esta é a única altura em que conseguimos juntar a família toda,incluindo o cão,o gato,o canário,o cágado e até uma ou duas osgas que passeiam geralmente pelo telhado.
Agora o problema é escolher um destino e encontrar unanimidade entre a família.É claro que cada um quer ir para um sítio diferente,e a discussão arrasta-se por dias...No meio das sugestões,alguém lembrou-se de referir como destino de sonho o Barreiro,pois seria possível ver uma série de fábricas diferentes e muito interessantes.Já não me lembro quem foi,talvez uma das osgas,com saudades da sua casa anterior,concerteza...
Mas finalmente chegamos a acordo.Entre Madeira,Algarve,Itália,Baleares,França,Brasil,Maldivas,Cuba,EUA,Grécia,Iraque(esta opcão teve pouca discussão...),México,Suiça e Inglaterra escolhemos...o Norte de Portugal.Questões financeiras...
Chega o dia da partida.Como vamos de carro,temos de garantir que todos têm lugar.Ora,isto até seria fácil de concretizar,até porque os sogros não vão,mas infelizmente as mulheres da casa gostam muito de viajar com a própria casa atrás!Entre a mesinha para os piqueniques,o armário completo de roupa,os acessórios de cosmética e outras coisas absolutamente necessárias que tivemos de levar,é óbvio que alguém teria de ficar!Por decisão não contestada pelas próprias,decidimos deixar as osgas,até porque elas já estavam um pouco gordas e não cabiam no porta-luvas...
A viagem correu muito bem.Parámos 15 vezes,ficámos sem gasolina 2 vezes,furámos um pneu,a GNR mandou-nos parar 3 vezes,enganámo-nos no caminho 5 vezes e quando finalmente chegamos ao destino,já era de noite,ou seja,um dia perdido.
Mas as férias até foram boas,o nosso hotel de sonho era afinal uma pensão de luxo,mas com todas as comodidades.Águas quentes e frias,casa de banho privativa e osgas nos quartos.Um luxo!
É claro que não vou contar o que fizemos nas férias,pois isso é algo pessoal e além disso não teve interesse...Perdão,não tem interesse!Para vocês...
O regresso foi maravilhoso.O carro vinha mais cheio do que quando fomos,o que é estranho...Juro que não trouxe as osgas!
Mas foi um descanso,só parámos 12 vezes,ficámos sem gasolina 1 vez,não furámos nenhum pneu,a GNR mandou-nos parar 1 vez,e só nos enganámos no caminho 3 vezes.É claro que não conseguimos evitar chegar de noite...
Todos ficaram contentes e para o ano já decidimos que vamos fazer uma viagem maior,provavelmente até França ou então até à Serra da Estrela.Pensando bem,em França temos o problema da língua...

terça-feira, 23 de setembro de 2003

É muito triste quando vemos ingratidão à nossa volta.Quando não sabem reconhecer o nosso esforço.Quando são injustos.Quando dizem mentiras.Infelizmente,vivemos num mundo virado para estes defeitos,as pessoas(muitas) não têm a capacidade de raciocinar de forma coerente e séria.Há excepções.Pois há.Conheço algumas.Bem hajam!
Mas parece-me que o mundo não deveria ser assim.Porque é que as pessoas teimam em se atropelarem mutuamente?!Será que as mortes por atropelamento que vemos nas estradas todos os dias não chegam?!Essas são mortes reais,mas os atropelos que vemos sem ser na estrada também podem matar!
Será possível mudar esta realidade?Será possível mudar as mentalidades?
Olhemos à nossa volta.O que vemos é agradável?O que sentimos é agradável?O que fazemos será agradável para outros?
Tenho pena daqueles que só se preocupam em prejudicar os outros.Tenho pena porque pensam que fazem uma grande coisa,mas não têm a noção que se estão a prejudicar também a eles próprios.Mas embora pareça que não sofrem nenhuma consequência,virá o dia do ajuste de contas.Sem dúvida!
Podemos fazer alguma coisa de bom?Claro!
Um sorriso,uma palavra amiga,uma ajuda.A amizade sincera,o amor sincero.
Obrigado a todos os que me compreendem!

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

O grande poeta disse:"Amor é fogo que arde sem se ver".Palavras bonitas,versos sentidos.Isto faz-me pensar...Ou bem que estou completamente cego,ou então estou completamente queimado!Tenho dito!

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

Antes do fim de semana,acho que é importante salientar que o trabalho que faço me está a consumir imenso.Não é por nada,é só para saberem...
É positivo pensar no trabalho como algo que nos provê o sustento,que permite que possamos ir ao supermercado,perdão,ao hipermercado,perdão,ao centro comercial,e ver a nossa esposa a encher alegremente o carrinho,a entrar nas lojas todas e sair de lá com pelo menos um saco,enquanto nós,Homens,temos uma variedade de sentimentos que posso classificar de frustrantes.Por um lado,nessas alturas,o tempo demora muito a passar,enquanto que as coisas que são ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIAS passam pela nossa frente com uma rapidez muitas vezes superior à velocidade da luz.Também o nosso cartão de débito,ou então,o cartão de crédito(ó maldição!)serve às mil maravilhas para satisfazer o hábito(!) consumista.O drama que se passa em muitos centros comerciais deste país é devastador:
-Ó Maria,vamos embora que a loja já está a fechar!(dizemos isto depois de estarmos 10 minutos dentro dessa loja,e o nosso relógio marca 20.00 H...)
-Ó Manel,espera que eu quero ver aqui uma coisa...
-Só uma?!
-Já vou...
Passado meia hora,resolvemos ir à procura dela nos corredores labirínticos mas cheios de encantos tamanhos.Não a conseguimos encontrar.Será que devemos gritar o seu nome?(a loja está cheia,claro...)Resolvemos ir para a entrada da loja.Ah,lá vem ela!
-Já viste que coisa tão bonita que eu comprei?
-Hum...
-Fica mesmo bem na sala...
-Ah,não serve para comer!
-Dá cá o cartão para eu pagar...
-Pois...
Depois de mais meia hora na fila para pagar,finalmente pomos o pé fora da loja...só o pé,porque...
-Ai,que coisa tão gira!!!!Deixa-me ver...
-********/////-----+++++######
-Disseste alguma coisa?Não tens pressa,pois não?
-Quem,eu?!Não...
Mais meia hora...
-Acho que não vou levar isto,já pagamos e agora não me apetece estar na fila à espera...Venho cá noutro dia...
-Ah...
-Mas é bonito...
-Ah...
-O que achas que devo fazer?
-Olha,faz o que quiseres,mas a loja já está quase a fechar...(agora acreditem que está quase...)
-Não levo.
-Ah...Bem,então vamos embora!
-Pai!(Ah,pois...)Espera que eu ainda quero ver esta coisa...
-Mas é claro,minha filha,também queres o cartão?
É de facto uma felicidade quando chega o fim de semana e finalmente sabemos o que fazer com aquele dinheiro que temos no banco!Ainda...
Após aturadas investigações,cheguei à conclusão que a introdução serviu para introduzir o que eu acho importante que se diga(ou talvez não).Importante para mim,sem importância para vocês,sem importância para mim,importante para vocês.É assim a vida!Parece que ainda estou um pouco confuso,mas isto é uma novidade,portanto peço um pouco de paciência!
Mas espero que gostem do que aqui vou escrevendo!A partir de agora é que é,a partir de agora é que vou introduzir!Fiquem atentos!
INTRODUÇÃO
Pois,isto é de facto uma introdução.Certo dicionário define a palavra introdução como "acto ou efeito de introduzir;admissão num lugar;importação;o que serve de preparação a qualquer estudo".Bom,parece-me que a única coisa que aqui vou introduzir serão palavras.Não estou a pensar ser admitido em nenhum lugar pelo que aqui vou escrever.Também não vou importar nada,aliás,nem sequer exportar,e não me importa nada o que outros possam dizer.Se isto servirá de preparação a qualquer estudo é um assunto sobre o qual me irei debruçar.
O importante é que isto é uma introdução.O problema é que não sei para quê...É chato,não é?

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.