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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Borobudur — filosofia em pedra





NUM ambiente pitoresco de campos esverdeados de arroz dispostos em terraços na parte central de Java, acha-se localizado Borobudur. Construído por volta de 800 E. C., tem um nome que se pensa significar “mosteiro da colina”. Mas, ao invés de ser um mosteiro, trata-se de enorme pilha quadrada de pedras, de quarenta e dois metros de altura, que envolve o topo duma colina. Bastante estranho é que a filosofia de Buda se ache refletida nesta pilha gigantesca de pedras.
O ensino budista não concebe a Deus como ser pessoal. Assim, o homem se torna a coisa importante. É por isso que muitos budistas chineses são, ao mesmo tempo, também seguidores do tauísmo e do confucionismo, para preencher a falta religiosa do budismo. Visto que o budismo não é tanto uma crença como é uma filosofia, Borobudur se assemelha, não a um lugar de adoração, mas a um de meditação.
Hoje, além de ser atração turística favorita, Borobudur serve de lugar sagrado para os budistas indonésios. Muitos deles fazem uma peregrinação anual ali, a fim de celebrar sua festa mais importante, o esclarecimento de Buda, durante a noite de lua cheia de maio.

Mágica Levada a Sério

Naquela noite, os seguidores de Buda se reúnem no campo que cerca Borobudur. O lugar se torna, crêem eles, forte reserva de poder mágico. “Magia branca” é obtida, segundo se diz, para combater a “magia negra”. O espírito de Buda, segundo se pensa, aparece em forma visível no topo duma montanha meridional, e, depois de terminada a celebração, leva-se “água mágica” de Borobudur para aqueles que não puderam comparecer à celebração, bem como para curar os doentes.
Aqueles que testemunharam a Waiçak, ou a celebração do esclarecimento de Buda, já viram quão importante o espiritismo ou ocultismo é para os budistas. Tais observadores talvez fiquem corretamente pensando em por que os budistas não acreditam em Deus, e, todavia, consideram mui seriamente o poder mágico de criaturas invisíveis.

Representada a Evolução Budista

A própria forma do monumento de Borobudur se assemelha à filosofia do budismo. Como assim? Construído em dez terraços, com pequeno quarto no topo, representa o conceito budista da transferência gradual do ser humano para o destino final de Buda — nirvana. Isto é representado pela câmara superior central. Não há entradas claramente marcadas. Mas, de todos os quatro lados há lanços de escadas e entradas de portões que levam à câmara superior da pirâmide escalonada.
A evolução é parte da filosofia budista. Pensa-se que toda vida originou-se nas rochas. Diz-se que a rocha se torna areia, a areia vira plantas, as plantas transformam-se em insetos, os insetos em animais selvagens, os animais selvagens em animais domésticos, e os animais domésticos, segundo pensam os budistas, se tornam humanos.
Não se exigem elos, como no darwinismo, visto que se pensa que a evolução do tipo budista é alcançada pela reencarnação. Assim, crêem os budistas que Gautama Buda mesmo, antes de se tornar humano, viveu certa vez como coelho, outra vez como tartaruga, daí, como macaco. Em seguida, tornou-se homem, segundo a filosofia budista, mais tarde, um espírito, e, finalmente, entrou no nirvana.
Então, todos estes diferentes estágios de vida, segundo o conceito budista, são ilustrados por meio de esculturas e estátuas artísticas no inteiro monumento de Borobudur. Por exemplo, a suposta vida pré-humana de Buda é representada como um coelho, ou como uma boa tartaruga que salva as vidas de marujos náufragos por levá-los de novo seguramente para à praia. Assim, as esculturas representam a filosofia budista da evolução do homem.

Esforços de Eliminar o Sofrimento Humano

Ilustrado em Borobudur, nas centenas de baixos-relevos bem preservados, nos primeiros cinco terraços, é o conceito budista da vida plena de sofrimento.
Siddhartha Gautama, chamado o Buda, que significa o Iluminado, segundo se diz, viveu de 563 a 483 A. E. C. Movido pela súbita compreensão da doença, da velhice e da morte, deixou seu lar em busca de sabedoria que eliminasse o sofrer humano. Isso se deu há longo tempo, e seus ensinos se espalharam pela Ásia inteira. Mas, se pensarmos um instante, o que conseguiu realizar?
Com suas boas intenções, será que Gautama por fim teve êxito em solver os problemas humanos? Eliminou a doença e sua causa, a velhice e a morte e suas causas? Ou as pessoas, até mesmo hoje em dia, 2.500 anos depois do esclarecimento de Gautama, sofrem doenças, velhice e morte? Talvez diga: “Naturalmente, eu também me sinto doente às vezes; tenho visto pessoas envelhecerem e morrerem.” Daí, teve Buda realmente êxito em livrar as pessoas do sofrimento?
Depois de gastar sete semanas sob a sombra de uma árvore bo, chegou à conclusão certa noite que a caridade e a renúncia são as chaves para o nirvana. Seu argumento foi que se uma pessoa de forma alguma é afetada pelo que vê, ouve, cheira, sente, prova e pensa, torna-se livre, não envolvido, inconsciente da vida, da morte, da velhice e da doença. Entra no que é chamado de nirvana, que é descrita, não como um lugar em alguma parte, mas como condição, o fim de todo sofrer.
Talvez fique naturalmente pensando: Como se consegue ficar completamente indiferente à vida; não ouvir nada, ou não ver nada? Se, por exemplo, vê algo muito horrível, algo realmente repugnante feito a seu amigo, não se sente de imediato movido a agir? A maioria se sentiria. Ou, se subitamente compreendesse que está pondo a mão em algo muito quente, não a retiraria logo dali? É isso que toda pessoa normal faria.

Nenhuma Lembrança na “Reencarnação”

O que vem em seguida na filosofia do budismo é mostrado nos próximos quatro terraços. Esta parte de Borobudur não tem forma de quadrado como a parte inferior, mas é circular e se acha coberta de setenta e duas câmaras em forma de sino, de pedra perfurada. Cada câmara contém uma estátua de Buda. Tais estátuas, não tendo ornamentos, são consideradas pelos budistas como indicando a vida espiritual num nível mais alto do que o humano. Embora a posição principal de Buda seja a mesma em cada estátua, as posições diferentes de suas mãos, segundo se pensa, indicam o progresso a virtudes mais elevadas.
Visto que parecia impossível que um humano ficasse completamente dissociado da vida, que não sentisse nada, nem visse, ouvisse, cheirasse ou pensasse algo durante seu curto período de vida, Gautama continuou na crença hindu da reencarnação, a evolução do homem numa forma mais elevada, após sua morte.
Após a morte da pessoa, segundo este conceito, sua verdadeira personalidade espiritual é imediatamente transferida para um bebê recém-nascido em outra parte, e este agora tem oportunidade de continuar seu progresso humano até alcançar a vida inconsciente. Se viveu uma vida boa durante o primeiro período de vida, pensa-se que sua nova vida será uma melhora. Isto é, talvez tenha pais mais ricos, seja mais simpático ou tenha melhores características de sua personalidade. Por outro lado, se foi ruim, pensa-se que talvez renasça sob condições mais pobres, seja mais feio, ou, se foi realmente um sujeito ruim, talvez seja até transferido novamente para um animal doméstico recém-nascido.
Mas, talvez pense: Que benefício há na reencarnação, em uma experiência, se não pode lembrar-se de nada do que aconteceu na vida anterior? Como poderia haver melhora da personalidade, ou empenho de alcançar um desejo mais elevado, se todas as lições da vida prévia não são mais lembradas?

Dissociação ou Gozo da Vida?

Ao visitar as setenta e duas estátuas nos quatro terraços, o peregrino budista põe-se em busca da liberdade da vida humana. Cada imagem, por meio de como as mãos são seguradas, fornece indícios, segundo dito, de como dissociar-se, ou ficar inconsciente da vida. Talvez se quede pensativo, contudo, de como a pessoa pode vir a ser feliz, gozar e compartilhar a felicidade, se dissociar-se da vida. Pois justo o contrário é necessário para se gozar a vida — a participação, o uso dos sentidos e o uso do cérebro.
Será que Buda realmente ensinou o amor à vida? Ou sua filosofia indica, ao invés, o temor da vida? Tentar fugir dela, dissociar-se da vida, não é certamente um meio bem sucedido de tornar a si mesmo feliz ou tornar felizes a outros. Não é a filosofia de esclarecimento de Gautama antes um meio de livrar-se da vida, de acabar sua existência, enquanto a pessoa tenta convencer a si mesma e a outros duma nobreza incerta de assim fazer?
O tormento num inferno de fogo, numa vida após a morte, foi sempre uma expectativa temerosa do hinduísmo; o budismo tenta abolir este temor por concentrar-se na não-participação. Visto que o uso dos sentidos seria necessário para tornar o inferno um lugar a ser temido, Buda pensou que, por lançar os sentidos fora de ação, isto tornaria ineficaz o inferno; e o estado de não-participação aboliria todas as coisas, boas e ruins, agradáveis bem como desagradáveis.
O décimo e último terraço de Borobudur é formado por enorme estrutura em forma de sino. Contém uma câmara vazia, com dois compartimentos. Se o peregrino chega a alcançar estas salas, mantém completo silêncio, meditando que, agora, de forma simbólica, alcançou o nirvana, a maior forma de dissociação. Deixa de existir. O mundo ainda está ali, mas ele mesmo já saiu dele. Nenhuma questão material ou espiritual o atingirá mais, crê-se. Para ele, o mundo acabou, e não há nada mais que venha depois disso.

in Despertai de 22/8/1972 pp. 17-20

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Provérbio da semana ( 20:20 )


Quanto àquele que invocar o mal sobre seu pai e sobre sua mãe, sua lâmpada será apagada ao aproximar-se a escuridão.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Palavra da semana ( 17 )

imoto |ó| 

(latim immotus, -a, -um

adj.



1. Que não se mexe. = FIXO, IMÓVEL
2. Permanente.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 339 )







O explorador sueco Salomon August Andrée morreu em 1897 enquanto tentava alcançar o Pólo Norte em um balão, mas seu corpo só foi recuperado 33 anos depois.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O surpreendente avestruz




GOSTARIA de iniciar sua refeição comendo pedrinhas? Não é lá um jeito agradável de almoçar, mas, para o surpreendente Sr. Avestruz, não há nada melhor. Os objetos duros passam direto para o estômago da ave e, dali, vão para seu segundo estômago, a moela. Esta funciona como um moinho, o alimento sendo moído pela ação das paredes musculares.
O alimento dos filhotes da surpreendente família do avestruz é incomum. Quando os filhotes são chocados, fezes umedecidas da mãe são indispensável alimento para os filhotes. Fornece as bactérias necessárias para iniciar os processos digestivos do filhote.
Na África do Sul há um bom número de fazendas criadoras de avestruzes. Aqui, estas aves grandes são criadas, não só por causa de suas plumas, mas também por suas peles, que se transformam em couro de excelente qualidade. No distrito de Oudtshoorn há duzentas fazendas que criam cerca de 70.000 avestruzes. Nestas fazendas, o Sr. Avestruz tem grande quinhão na tarefa de chocar os ovos. A fêmea senta-se ao dia, de modo que suas plumas cinza-marrons se misturem com os arbustos das regiões semi-áridas. O macho se senta à noite pela mesma razão — para camuflagem, sua plumagem preto e branca sendo invisível à noite.
Pouco antes de os ovos serem postos, o macho se sentará perto da fêmea, até mesmo durante o dia, ou ficará de pé perto dela, lançando sua sombra sobre ela, a fim de protegê-la dos raios do sol subtropical.
A Madame Avestruz porá de doze a quinze ovos. Se o fazendeiro remover tais ovos, ela continuará pondo, até trinta ovos, uma vez que se deixe no ninho um ovo de imitação. Desta forma, podem-se obter anualmente três posturas, ao invés de uma.
Como seria de se esperar da maior ave viva do mundo, os ovos são enormes e talvez cheguem a pesar um quilo e trezentos gramas. O Grandioso Criador fez provisão para que o embrião seja tão suspenso no ovo que, não importa como seja virado o ovo, o embrião suba, de forma que o ponto vital contacte o corpo quente do genitor. Os filhotes são incubados depois de seis semanas.
O filhote fica enrolado como guarda-chuva de miniatura dentro da casca, com patas e bico unidos. No estágio final da incubação, o filhote chuta a casca, rompendo-a com sua forte unha do dedo reforçada pelo osso. Quando crescido, o avestruz poderá atingir quase dois metros e quarenta e chegar a pesar até uns 157 quilos.
Apesar de sua construção robusta, o avestruz é uma ave muito graciosa. Com efeito, já foram vistos dançando ao som da flauta de bambu de um jovem pastor.
Ou, talvez, prefira ver um macho executando sua dança de cortejo? Sente-se em seus quadris, espalhando as asas de modo que a brilhante plumagem branca fique plenamente exposta, enquanto move o corpo vagarosamente, de um lado para o outro. O pescoço arquea-se para trás com a elegância do cisne; a cabeça bate com um baque surdo contra cada lado do corpo, alternadamente. O canto de acasalamento compõe-se de três grasnadelas profundas, seguidas de uma grasnadela mais curta. Pode ser ouvido a uma distância de mais de três quilômetros e soa como o rugido dum leão.
Embora seja uma ave que não voa, o avestruz compensa isso por ser surpreendente corredor. Suas pernas longas podem transportá-lo a velocidades de uns 60 a 65 quilômetros horários.
Se não puder esconder-se do perigo, o avestruz não enterra a cabeça na areia. Antes, defende seu ninho por dar poderosas patadas. O avestruz é ímpar entre todas as aves no sentido de ter dois dedos em cada pata, um deles provido de um casco semelhante a uma garra que se torna poderosa arma quando a ave é obrigada a defender-se.
Certas características do avestruz, segundo se diz, deixam atônitos os cientistas. Tem uma bexiga que coleta ácido úrico, órgão característico dos mamíferos, mas não possuído por qualquer outra família de aves. Também possui pestanas que protegem seus olhos da areia que é soprada pelo vento. Na verdade, o avestruz surpreendente dá crédito à sabedoria de seu Criador.

in Despertai de 22/8/1972 p. 16

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Provérbio da semana ( 20:19 )


Quem anda em volta como caluniador está revelando palestra confidencial; e não deves ter associação com quem está engodado pelos seus lábios.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Presa por matar marido, sueca Natalia Pshenkina pede férias ao Governo







Natalia Pshenkina, de 31 anos, pediu ao Governo sueco para ter férias. Até aqui, tudo normal, não fosse o facto de a mulher estar a cumprir uma sentença de prisão perpétua por ter assassinado o marido.



O crime remonta a 2005, mas só em 2010 Natalia foi condenada. Desde aí, encontra-se a cumprir pena na cadeia de Ystad, onde tem um emprego. Como qualquer trabalhadora, considera que tem os mesmos direitos e, por isso, exige, um tempo para descanso.

O pedido de Natalia chegou ao Conselheiro de Justiça da Suécia, mas não recebeu a resposta pretendida pela detida. Um porta-voz dos Serviços Prisionais esclareceu que os presos não têm os mesmos direitos laborais que os restantes trabalhadores.

Natalia vai ter de continuar a trabalhar sem direito a descansar.


Está presa e queria os mesmos direitos dos trabalhadores! Nem os que trabalham têm os direitos que deviam!!!!!!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Esclerose múltipla — desconcertante doença





SENTE-SE duro como uma tábua ao tentar sair da cama pela manhã?
Não consegue andar, de modo que uma cadeira de rodas é necessária? É preciso que alguém lhe puxe as pernas e o ajude a sentar-se num banco, de modo a banhar-se? Tinha antes bom controle duma caneta, mas, agora, dificilmente consegue escrever seu nome? Tem dificuldades de controlar a bexiga, especialmente em tempo frio ou chuvoso? Vê bem e, seus olhos ficam enuviados ou sofre de visão dupla?
Talvez tenha esclerose múltipla — a desconcertante EM.

O Que É?

Esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central. Ataca o isolamento das fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal. As fibras nervosas normais são isoladas por uma camada de tecido gorduroso. Este isolamento poderia ser comparado ao isolamento do fio telefônico. Quando o isolamento em torno duma fibra nervosa se rompe, devido à EM, é interrompida a condução de impulsos ao longo da fibra agora exposta. Há um curto circuito dos impulsos nervosos, e as correspondentes células musculares ficam paralizadas.
Em áreas em que o isolamento da fibra nervosa é rompido, formam-se tecidos endurecidos; isto resulta em placas duras no cérebro e na medula espinhal. “Esclerose” vem da palavra grega que significa “duro”. Porque estas pequenas arcas endurecidas aparecem espalhadas pela massa branca e cinzenta do cérebro e da medula espinhal, a doença é chamada esclerose “múltipla”.
Alguns dos sintomas são a fadiga, a dormência, o formigamento, a falta de coordenação, fortes movimentos contorsivos, fraqueza ou espasmos dos músculos do braço, da perna e do olho (causando obscurecimento e a visão dupla) tremores dos membros ao se tentar alguma ação especial, o atordoamento, a marcha espástica, a paralisia real, dores de cabeça, debilidade da bexiga e endurecimento dos membros.

Aspectos Esquisitos da EM

Um dos muitos aspectos esquisitos da EM é que ataca principalmente pessoas no primor da vida, pessoas entre vinte e quarenta anos. Com efeito, os médicos relatam que a EM é a doença mais comum do sistema nervoso que atinge as pessoas no primor da vida na Europa setentrional e na América do Norte. Cerca de 250.000 estadunidenses, e possivelmente muitos mais, sofrem disso. É mais comum em áreas economicamente avançadas da terra, onde os padrões higiênicos são os mais elevados. “Quanto mais primitiva for a sociedade”, afirma certo médico, “tanto menor será o problema da EM”. É relativamente mais comum nos climas frios. É relativamente rara na América do Sul, na África, e nos países asiáticos.
A EM é lentamente progressiva, talvez se desenvolvendo de quinze a trinta anos. Via de regra, é uma doença que vai piorando, estaciona e então volta. Graves sintomas talvez surjam e, então, de modo igualmente súbito, desapareçam. O paciente talvez descubra subitamente que pode andar de novo. Sua visão talvez seja restaurada. Talvez seja um escriturário, sendo capaz de manter-se num emprego, datilografar e vestir-se. Daí, sem aviso, suas mãos se tornam desajeitadas, inábeis e tão insensíveis que ele baterá as teclas erradas. A fala fica vagarosa e quebrada em pequenas sílabas. Muito embora a melhora seja espontânea, talvez retorne a um estado similar, ou até pior. É a desconcertante EM.
A despeito de muita pesquisa médica, a EM permanece sendo, como certo médico se expressou, “uma doença sem causa conhecida, com curso imprevisível, sem cura descoberta e sem sequer um teste simples de laboratório que confirme seu diagnóstico”. É a desconcertante EM.

Causas Possíveis

A EM foi descrita pela primeira vez em pormenores em 1868, e, desde então, muitos conceitos foram aventados quanto às causas possíveis. Um dos mais populares, nos anos recentes, é o de que a EM é uma doença auto-imune; isto é, uma em que o corpo produz anticorpos que atacam suas próprias substâncias.
No entanto, há autoridades que crêem que a EM se liga a um vírus. Exemplificando, escrevendo em Scientific American, de julho de 1970, o epidemiologista inglês, Dr. Geoffrey Dean, relata que as variações em sua incidência ao redor do mundo sugerem que resulta duma infecção causada por um vírus da espécie “vagarosa” ou latente, pouco conhecida. Normalmente, crê ele, a EM é “uma infecção virosa da infância”, como a poliomielite. Quanto mais cedo a criança ficar exposta ao vírus da pólio, tanto menos provável é que desenvolva a variedade que aleija. Mas, nas partes do mundo dotadas de alto padrão higiênico, a criança talvez não seja infetada bem cedo na vida; daí, se ocorrer pela primeira vez no início da vida adulta, terá conseqüências mais séries. A teoria do vírus, semelhante às demais, não foi provada.

Tratamento e Ajudas Gerais

Não existe terapia específica para a EM, mas muitos médicos usam esteróides adrenocorticais, tais como a cortisona. Crê-se que o uso temporário desta droga talvez apresse a recuperação ou a remissão. Mas, quer tais drogas realmente encurtem um episódio agudo quer o diminuam de intensidade ainda é sujeito a debates. Assim, grande parte da terapia para tratamento da EM se relaciona ao alívio dos sintomas, e usam-se drogas de várias espécies. Variam as opiniões, e também o tratamento da EM. É a desconcertante EM.
Muitos médicos recomendam a terapia ocupacional, que talvez possa ser tricotar, pintar, datilografar e assim por diante, qualquer coisa que mantenha ativa a mente e não concentrada na doença da pessoa. Bastante repouso, um conceito mental feliz e a determinação de ficar bom são de ajuda. É importante manter elevado o moral do paciente, e uma atitude compassiva e esperançosa da parte da família ajudará a tornar a vida mais agradável para todos os envolvidos.
A extrema fadiga, a exposição ao frio ou à umidade devem todos ser evitados. As infecções de qualquer tipo, em especial as respiratórias, não raro provocam recaídas ou fazem que a doença piore.
Há também a necessidade de evitar as emoções prejudiciais, tais como a ira e a raiva. Os estudos demonstram que as emoções prejudiciais crônicas provavelmente exercem efeito ruim sobre a atividade da doença. A tensão emocional aguda talvez provoque grave ataque.
Crê-se que a inatividade levará à rigidez das pernas. Assim, escrevendo no volume Current Therapy (1967), o Dr. W. W. Tourtellotte, médico, do Centro Médico da Universidade de Michigan, EUA, afirma sobre os pacientes com EM: “Incentiva-se os pacientes moderadamente afligidos a andar diariamente até quase além do ponto de fadiga. . . . Nossa experiência é que os pacientes com esclerose múltipla devem manter-se ativos e ocupados enquanto sua condição neurológica permitir.”

Fatores Nutricionais

Existe muita controvérsia quanto a se tomar certas vitaminas ajudarão o paciente com EM. Tem havido relatórios de melhora depois de se tomarem algumas vitaminas, mas a classe médica em geral crê que não existe real evidência nem apoio para muitas das conclusões tiradas. The Merck Manual of Diagnosis and Therapy (Manual Merck de Diagnóstico e Terapia) declara que os preparados de vitaminas podem ser tomados pelos seus “efeitos psicoterapêuticos e tônicos”. Recomendados, neste respeito, são o ácido nicotínico (niacina) é as vitaminas B1 e B12. Os médicos franceses que usaram a vitamina B12 para tratar a EM relataram considerável melhora dos pacientes.
Os nutrólogos em geral crêem, pela sua pesquisa, que as vitaminas podem ajudar o paciente com EM. A nutróloga Adelle Davis, por exemplo, relata em seu livro Let’s Get Well (Vamos Ficar Bons): “Quando os pacientes que sofrem de esclerose múltipla tomaram vitaminas E, B6 e outras vitaminas B, a moléstia estacionou; até mesmo casos avançados melhoraram no seu modo de andar e exerceram melhor controle sobre a bexiga e tiveram menos espasmos no braço e na perna. A calcificação do tecido mole foi impedida com a vitamina E. Parece-me que todos estes nutrientes devem ser destacados na dieta de qualquer pessoa que sofra desta moléstia.”
Também, a nutróloga Catharyn Elwood relata que o Doutor J. E. Crane “tem tido maravilhoso êxito com o tratamento da esclerose múltipla com a vitamina E. De 24 casos graves, 18 ‘melhoraram consideravelmente’”.
Relatou-se também que a Vitamina C é de algum valor nisso. Em The Complete Book of Vitamins (O Livro Completo das Vitaminas), faz-se a declaração: “Na esclerose múltipla, a melhora objetiva e subjetiva foi observada na maioria dos casos ao serem administradas grandes doses de ácido ascórbico”.
Um livro recente, New Hope for Incurable Diseases (Nova Esperança Para as Moléstias Incuráveis; Nova Iorque; ), contém um capítulo sobre a EM. Os autores, E. Cheraskin, médico, e W. M. Ringsdorf Jr., cirurgião-dentista, falam de pacientes com EM que foram beneficiados por uma dieta baixa de carboidratos. Uma dieta alta de carboidratos tornou piores seus sintomas. Afirmam os autores: “Há esperança para a pessoa acometida de esclerose múltipla! A dieta, como instrumento terapêutico, certamente deve ser incluída à base desta evidência.” A luz da evidência dietária que descobriram, afirmam tais médicos: “Açúcares simples e gorduras saturadas devem ser consideradas como fatores suscetíveis da esclerose múltipla.”
Com respeito à prevenção, tais médios afirmam: “É provável que a dieta que ofereça mais esperança para o incurável também talvez impeça o desenvolvimento de tais desordens.” Os fatores dietários recomendados por tais autoridades são: Proteína adequada e “1. Restrição do carboidrato dietário, especialmente o açúcar, o xarope, e alimentos amidoados super-refinados. 2. Restrição de gorduras saturadas e substituição por gorduras não-saturadas. 3. Suplementação múltipla de vitaminas e minerais. 4. Megadoses de Vitamina C e vitamina B.”

in Despertai de 22/8/1972 pp. 9-11

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.