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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Um novo projecto

INTOCÁVEL

Tocas sem que um arrepio se sinta
Esperas que nada te toque
Para que a paixão não seja extinta
Pois o coração bate forte

O amor é sensível
O amor é necessário
Não queres ser intocável
Como alcançar algo extraordinário?

domingo, 30 de dezembro de 2012

Prevenir

Ter saúde é o mais importante. Costuma-se dizer que quem tem saúde tudo consegue. É um facto, eu acho. E existem doenças que poderiam ser perfeitamente evitáveis se as pessoas tivessem cuidado, se houvesse prevenção. Claro que a doença, infelizmente, faz parte da natureza humana. E muitas vezes, demasiadas, há doenças que aparecem independentemente de qualquer prevenção. Mas isso não invalida que o ser humano aposte na prevenção. Aliás, um provérbio popular define bem essa situação: "Mais vale prevenir do que remediar".

O povo português também continua a ter um péssimo hábito de ir a correr para o hospital por qualquer coisinha, desgastando o sistema de saúde, não só a nível financeiro mas também em recursos humanos e tempo. Como parte da prevenção, as pessoas deviam perceber que ir ao centro de saúde ou ao hospital por causa de uma constipação ou de uma dor de cabeça acaba por prejudicar o sistema de saúde e os próprios utentes, que muitas vezes ganham verdadeiras dores de cabeça por via da insistência em atafulhar o que deveria ser um sistema acessível a todos e prejudicando a qualidade dos serviços.

Por falar em qualidade, é pobre. Mesmo. O sistema português de saúde não garante serviços de qualidade aceitáveis a todos os utentes. A saúde que deveria ser gratuita, tem vindo a encarecer, embora sem melhorar em termos de qualidade. Já que falo em prevenção, essa também deveria ser encarada pelo Estado como algo prioritário, o que aliado aos esforços das pessoas, poderia contribuir para uma diminuição de doenças preveníveis, melhorar a qualidade e baixar os custos para todos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Dias de solidariedade

Todos os anos, por esta mesma altura, muitas pessoas lembram-se da miséria dos outros, lembram-se das tristezas alheias, lembram-se inclusivamente de familiares esquecidos. É elogiável, sem dúvida. Tenho o maior respeito por aqueles que procuram ajudar outros e que revivem os familiares.

Mas, numa época de evidente consumismo, até que ponto a solidariedade é genuína? Basta verificar o que acontece quando os primeiros dias de Janeiro ganham raiz... Pois é...

Na minha modesta opinião, acho importante não esquecer as pessoas e ajudar os outros... durante todos os dias do ano. Só este tipo de solidariedade duradoura pode produzir bons frutos.

“Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles."

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ah, o fim do mundo e tal...

Custa-me perceber a inflação de notícias, comentários e afins sobre o suposto fim do mundo. Se é de esperar de algumas minorias, adequadas e dispostas a agitar a sociedade, não entendo a exposição mediática do assunto por parte da comunicação social, com a aceitação de muita gente, nem que seja por via de comentários irónicos, mas que acabam por servir o propósito de vender a notícia.

Se os descendentes dos Maias já tinham esclarecido que o dia 21 de Dezembro deste ano seria o fim de um ciclo e não o fim do mundo, expliquem-me! Não há coisas mais importantes para falar?! Mais graves?!

Que eu me lembre, todos os anos há um "fim do mundo"... Pelo menos é assim que muita gente considera a passagem para um novo ano, o início de um novo ciclo, daí tanta euforia e tanto desejo de que o novo ano seja melhor que o anterior. Eu cá acho que devíamos considerar cada final de dia como o fim de um ciclo e viver cada dia o melhor possível, esperando que Deus se lembre de nós, quando Ele decidir terminar o ciclo para as pessoas más que pululam neste mundo.

O saber não ocupa lugar ( 359 )




A Semachrysa jade, uma espécie de crisopídeo, foi descoberta com a ajuda do Flickr e descrita em 2012 em um manuscrito editado com o Google Docs.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Iguarias marinhas do Pacífico Sul





FOI em 1520. Os primeiros viajantes em volta ao mundo, velejando através do estreito que acabaram de descobrir, próximo do extremo sul da América do Sul, dificilmente podiam acreditar no que viam! Aqui, onde ventos penetrantes sopram das regiões polares, índios nus remavam em suas canoas; seus corpos estando inteiramente protegidos por grossa camada de óleo de foca.
Apesar do clima rigoroso, tais índios usufruíam uma existência relativamente saudável, vivendo duma dieta inteira de peixe cru. Anos mais tarde, contudo, quando a chamada civilização invadiu essa área, foram dizimados pelas doenças contagiosas. Mas, em pequenos bares por toda a longa costa do Chile, derivações de sua dieta de peixe cru sobreviveram a eles.
Antes que estremeça diante da ideia de comer peixe cru, pense só: Já confrontou ostras cruas em meia concha embebidas em gelo triturado? Aqui, no Chile, há muitas outras iguarias deliciosas que se derivam das águas costeiras do Pacífico Sul.

País Que Aprecia os Alimentos do Mar

Em 1970, o Chile colheu 1.300.000 toneladas de alimentos do mar, situando-se nos primeiros lugares entre os países dotados de indústria pesqueira do mundo. No que tange ao consumo de alimentos do mar, o Chile é o primeiro dentre os países latino-americanos; cada chileno, em média, come cerca de dezoito quilos por ano. Algumas famílias que vivem nas costas comem quase todo o dia o que o mar lhes oferece.
Aqui em Concepción encontramos carrocinhas nas ruas carregadas de bolas verdes espinhosas chamadas erizos (ouriços-do-mar). Rompendo a concha dura, encontramos lá dentro línguas amarelo-pálidas como dum girassol. Se as conseguirmos retirar, e lhes adicionarmos suco de limão e pimenta, ah! Que sabor original!
Uma visita ao mercado municipal é interessante experiência. Aqui nos sentamos num balcão coberto de ladrilhos brancos, e pedimos uma mistura de alimentos do mar crus conhecida como mariscal. Uma vez que o prato esteja diante de nós, podemos distinguir algo familiar a nós — pequenos mariscos, mas, e as outras coisas? A garçonete nos diz seus nomes: Cholhuas (mexilhões), machas e almejas (tipos de mariscos), ulte (algas marinhas picadas e cozidas) e erizos com rodelas de cebola, salsa, pimenta e suco de limão. Se quisermos, podemos servir-nos à vontade de aji (pimenta ardida), mas achamos que o alimento do mar em si é mais revigorante.
No Verão, algumas famílias se deleitam em obter seus próprios mariscos. Rastejando sobre as rochas na maré baixa, arrancam pequenos caracóis das superfícies ásperas. Daí, correndo para casa, pacientemente removem os corpinhos lá de dentro e os enfeitam com cebolas, limão, salsa e pimenta malagueta.
Conhecido apenas no Chile e no sul do Peru (onde é menor), o loco é um dos tipos mais em moda de mariscos. Tem uma carne branca firme e sabe um pouco à vieira, mas é muito mais firme. Enfileirado numa salada de batatinhas com alface picada e maionese, e tiras de pimentão, é servido como aperitivo.
Talvez estes mariscos tenham conseguido sua classe porque nem todos dominam a arte de prepará-los. Alguns os envolvem em sal, para marinar durante a noite, e então batem neles no dia seguinte. Outros põem cada loco, junto com cinzas de madeira, dentro dum pedaço forte de pano, e então os batem contra uma superfície dura por bastantes vezes, até que fiquem com a maciez desejada. Depois de lavá-los, estão prontos a serem lançados em água fervente ou para serem cozidos em óleo borbulhante até que fiquem suficientemente macios para serem comidos. No entanto, até que esfriem, não se deve prová-los com um garfo, de outra forma permanecem duros.

A Planta Mais Comprida

Tomando-se um trem costa acima, de Concepción, notamos uma mula arrastando-se com maços de tiras marrom escuras nas costas. As tiras são empilhadas como lenha, mas se parecem mais a canos compridos. Sabia que esta talvez seja a planta mais comprida do mundo? Pode atingir mais de 30 metros de comprimento! O leitor a chamaria de alga marinha.
Há muitas coisas que podem ser feitas com a cochayuyu, o nome que o índio quíchua dá à alga comestível. A melhor parte, chamada ulte, é o talo, antes que se divida nos compridos braços flutuantes. É primeiro cozida e então picada, de modo que possa ser misturada com rodelas de cebola, suco de limão e óleo, constituindo uma salada. As rodelas de cebola são usualmente mergulhadas primeiro em água para se eliminar o forte sabor, e, então, são apertadas para retirar a água toda, antes de serem adicionadas à ulte.
Em muitos armazéns pequenos, pilhas de cochayuyu secas podem ser vistas. Olhando para ela, a pessoa julgaria não serem comestíveis, mas, depois de cozidas em água, podem ser combinadas com rodelas de cebola, puré de batatas e um ovo batido para se fazer um assado, ou, pode ser mergulhada numa massa mole e ser fritada em gordura quente.
Luche, outro tipo de alga marinha comestível, cresce um tanto em forma dum grande amor-perfeito verde. Pode-se fritá-la, fazendo tortas conhecidas como empanadas, apenas que não contêm carne. Há, também, o prato conhecido como mar y tierra, um cozido feito de luche com batatas e cebolas fritas. Todos estes pratos de algas marinhas constituem valiosas fontes de iodo para a dieta.

Outras Iguarias Marinhas

À medida que nosso trem corre abraçando a costa, notamos de vez em quando meia pescada ou merluzza pendurada em arame farpado para secar no sol e vento do verão. Depois disso, são guardadas para uso no inverno, quando as tempestades oceânicas tornam impossível a pesca. As crianças gostam muito de beliscar pedacinhos de merluzza seca como lanche entre as refeições. Suas mães amolecem o peixe seco em água fervente, junto com batatas e cebolas, fazendo nutritiva sopa para um dia um tanto frio.
Nosso trem pára na Praia de Dichato, e os vendedores ansiosos levantam varas em que estão enfiados uma meia dúzia de mariscos-facas crus, chamados narvajuelos. Alguns passageiros vieram preparados com pimenta malagueta para temperar seus mariscos. Outros, dirigindo-se ao interior do Chile, aproveitam a oportunidade para comprar um congrio de barriga vermelha ou preta, uma espécie de congro, para levar para casa. A carne branca, ligeiramente mais doce do que a de outros peixes, é apropriada para os melhores restaurantes.
Embora os caranguejos sejam um tanto menores em Dichato, no extremo sul do Chile há uma gigantesca variedade chamada centolla (do latim, significando cem olhos), que fornece pedaços de carne branca com tenra pele vermelha como a lagosta. Estes são semelhantes aos límulos das águas japonesas, apenas que são maiores.
Que as águas aqui abundam de peixes foi evidente no décimo campeonato mundial de pesca submarina, realizado em Setembro de 1971. Naquela oportunidade, cada mergulhador alcançou, em média, cerca de 180 quilos de peixes em doze horas de competição! Incluídas na colheita do Pacífico Sul acham-se, deveras, muitas iguarias marinhas que deliciam o paladar.

in Despertai de 8/3/1973 pp. 24-26

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 358 )




Das 17 cabeças colossais olmecas documentadas até à actualidade, a maior de todas ( La Cobata ) pesa 40 toneladas e tem 3,40 metros de altura.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que deve saber sobre pneus





DÁ-SE conta de que o único contacto de seu carro com o solo é através dos pneus? Não só eles servem para amaciar a rodagem; são vitais em frear e em orientar o carro. Mas, o que acontece quando os pneus estão defeituosos?
Daí, talvez resultem acidentes de trânsito; com efeito, grande percentagem dos acidentes de carro são atribuídos a pneus defeituosos. Quando considera que centenas de mortes ocorrem no trânsito a cada dia através do mundo, pode ver quão vitais são seus pneus. O que sabe sobre eles e sobre como cuidar deles?

Fabricação

O principal ingrediente dos pneus é a borracha, a maior parte da qual hoje é sintética. Nos EUA, cerca de 60 por cento de toda borracha usada vai para pneus e câmaras-de-ar. No entanto, a borracha dos pneus recebe vários aditivos, os básicos sendo os seguintes:
Enxofre, para ajudar a vulcanizar ou curar a borracha. O negro do carvão, para dar força e dureza em resistir à abrasão. Óleos e alcatrão, para tornar a borracha maleável e para ajudar a se misturar e combinar. Antioxidantes e antiozonizadores, para resistir aos efeitos prejudiciais da luz solar e do ozónio, e, assim, dar maior durabilidade ao pneu.
O pneu moderno também contém tecido, usualmente raiom ou nylon. A borracha composta é impregnada no tecido por meio de grandes cilindros, produzindo o tecido revestido de borracha. Se o pneu fosse feito apenas de borracha, não poderia suportar as tremendas pressões e o calor gerados pelas altas velocidades nas estradas. Ficaria contorcido e cederia.
Portanto, a carcaça, ou corpo do pneu, é feita de uma camada após outra de tecido impregnado de borracha. Cada camada é uma lona. O pneu de duas lonas tem duas camadas de tecido ou tela, o pneu de quatro lonas tem quatro camadas. A banda de rodagem de borracha é aplicada posteriormente.
A banda de rodagem é a parte do pneu que entra em contacto com a estrada. Sua forma é resultado de cuidadosos estudos científicos. A banda precisa aderir à estrada nas curvas e nas freagens, mesmo em tempo molhado.
Se examinar a banda de rodagem dum pneu, notará que possui sulcos bastante amplos que se estendem por toda a banda; possui também cortes menores, sulcos em forma de anzóis, colocados em ângulo para com os sulcos maiores. Este formato é especialmente eficaz no tempo chuvoso. Os sulcos em forma de anzóis agem como pequenos limpadores, limpando a água da estrada e lançando-a nos sulcos maiores, de onde pode ser escoada.

Diferentes Formatos e Recauchutagem

Há dois tipos básicos de pneus. O enviesado ou de lona transversal, e o de lona radial. O enviesado é o mais familiar nos EUA e no Brasil, ao passo que os radiais têm sido padrão na Europa já por quinze anos, e crescem de popularidade nos EUA e no Brasil. A principal diferença entre os dois, como o nome sugere, é na forma em que as lonas são situadas.
As camadas de tecido do pneu transversal são colocadas em diagonal para com a banda de rodagem e transversalmente uma para com a outra. No pneu cinturado transversal, um cinturão de material, usualmente fibra de vidro, é adicionado à banda. Este cinturão fornece aprimorada maleabilidade e tracção, e da vida mais longa ao pneu, por impedir que a banda se contorça na estrada. Dos carros estadunidenses de 1970, 85 por cento estavam equipados com estes novos pneus cinturados transversais, ao passo que dois anos antes apenas alguns deles o foram.
No pneu radial, as camadas de tecido correm em ângulos rectos para com a banda. Daí, um cinturão adicional, feito de tecido ou de aço, é ajustado como uma cinta ao redor do pneu, sob a banda de rodagem, dando-lhe rigidez. A inteira largura da banda, portanto, entra em contacto com a estrada a todo o tempo, resultando em menos desgaste da banda de rodagem.
Um recauchutado é um pneu gasto que recebeu novo cauchu vulcanizado. O processo se inicia com cuidadosa inspecção do pneu, para assegurar-se de que as telas não tenham sofrido danos. O pneu é então levado a uma máquina polidora a fim de se remover toda a velha banda, deixando intacta a carcaça. A carcaça é, a seguir, aspergida com uma solução de borracha. Uma máquina aplica então uma camada de cauchu, que se fixa à antiga carcaça. Por fim, o pneu é colocado num molde e curado por uma hora, mais ou menos. Esta é uma forma menos onerosa de se conseguir um pneu razoavelmente bom.

Cuidado dos Pneus

O serviço mais importante que pode prestar a seus pneus é a inflação adequada. Isto estenderá sua vida, lhe economizará dinheiro, bem como aumentará a segurança deles. O seu manual de proprietário lhe dá a recomendação da pressão da inflação.
A subinflação é uma das principais causas da vida curta dos pneus. Quando o pneu está subinflado, isto provoca excessiva flexão, que gera o calor e enfraquece o pneu. Os estudos revelam que o pneu que contém dezoito libras de pressão, mas que deveria conter vinte e cinco libras, só durará a metade de sua vida normal! Se a pessoa tem usado seus pneus de forma subinflada, a banda de rodagem se gastará mais perto das extremidades do que no meio. Por outro lado, a banda se gastará mais no meio do que nos extremos se o pneu estiver superinflado.
É importante verificar a pressão dos pneus com regularidade; até o tempo influi nela. O pneu perderá cerca de uma libra de pressão para cada seis graus centígrados de temperatura a menos. Talvez seja insensato confiar no medidor de pressão da bomba nos postos de serviço; amiúde são inexactos. Um pequeno medidor de pressão de pneus é barato, e pode ser mantido no seu porta-luvas.
Os pneus devem ser examinados quando frios, isto é, antes que tenham rodado mais de um quilómetro e meio. Isto se dá porque a pressão aumentará com a rodagem. O pneu subinflado, quando frio, registrará, talvez, uma pressão superior à recomendada quando quente. Mas, jamais ‘sangre’ o ar dos pneus quando estiverem quentes, pois, então, eles ficarão abaixo da pressão adequada quando frios.
O adequado cuidado dos pneus também inclui o cuidado no parqueamento — nada de bater nas guias das ruas. Isto pode romper as camadas de tecidos. Passar sobre pedras grandes ou restolhos pode ter o mesmo efeito. Guiar sempre a altas velocidades, partidas rápidas que nem foguete, curvas fechadas e freadas bruscas resultam todas em rápido desgaste dos pneus.
É sábio, também, examinar periodicamente cada pneu para ver se há cortes ou outros danos que talvez causem problemas. Também, veja se há pedrinhas, pregos ou outros objectos ‘estranhos’ presos nas bandas. Se deixados ali, talvez consigam penetrar na borracha e fazer um furo.
Os pneus constituem importantíssima parte de seu carro. E, cuidar bem deles talvez não só lhe poupe dinheiro, mas também a vida.

in Despertai de 8/3/1973 pp. 22-24

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Palavra da semana ( 35 )


dislipidemia

(dis- + grego lípos, -eos, -ous, substância gorda + -emia)
s. f.
[Medicina]  Presença elevada ou anormal de lípidos no sangue. = HIPERLIPEMIA, HIPERLIPIDEMIA

domingo, 25 de novembro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 357 )




Francisco Fernandes Costa foi o chefe de governo de Portugal que esteve por menos tempo no cargo, ocupando-o por apenas algumas horas, em 15 de Janeiro de 1920.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

S. Lúcia — ilha dos Picos gêmeos





UMA das mais lindas ilhas das Índias Ocidentais é S. Lúcia — uma massa de montanhas, que ascendem ingrememente das águas, seus cumes ficando envoltos em russo. Esta mais montanhosa das Ilhas Barlavento é famosa por sua característica natural ímpar, os Picos gémeos. Estes são duas gigantescas pirâmides de rocha que surgem abruptamente do mar. Revestidos de vegetação, os picos gémeos têm, cada um, mais de 730 metros de altitude e são inteiramente separados das montanhas vizinhas. Há muito servem como marco para os marinheiros numa ilha que, por mais de dois séculos, serviu de cena para muitas batalhas entre os franceses e os ingleses.
S. Lúcia, efectivamente, já mudou de mãos nada menos de quatorze vezes. Ela já se acha sob o domínio inglês desde 1803. Agora, S. Lúcia é um dos Estados Associados das Índias Ocidentais, dotado de autogoverno, em associação com a Inglaterra. Mas, a influência francesa ainda se faz presente. O visitante logo nota a influência francesa na língua e nos nomes, misturados com o inglês. Por exemplo: Londonderry é um povoado nas colinas por trás de Anse de la Rivière Dorée, e os Picos são chamados Gros Piton (Pico Grande) e Petit Piton (Pico Pequeno).
Embora a língua oficial seja o inglês, frequentemente, na conversa diária, usa-se o patoá, um pitoresco dialecto francês. Não se trata de uma língua escrita, mas ainda é surpreendente como o patoá conseguiu sobreviver. Apesar de que alguns demonstram pequeno ressentimento para com o patoá, receando que estrague o inglês das crianças, há muito poucas pessoas na ilha que não sabem falá-lo.
Na verdade, o patoá tem a tendência de influir no inglês, em especial quando se trata de expressões idiomáticas. Por exemplo uma saudação comum é “kumō yay?” A resposta invariavelmente é “mwē la, te bwē”. Se traduzida literalmente, é mais ou menos o seguinte: “Como vai?” “Estou lá, um pouco bem.” Assim, amiúde na conversação, quando alguém pergunta a outrem em inglês “Como vai?”, a resposta é: “Estou lá.” Outra expressão idiomática é: “Venha, deixe-me contar-lhe isso.” Assim, vê-se facilmente que o inglês tem um sabor distintivo.
À medida que o visitante entra na capital, Castries, não pode deixar de notar que todas as casas tem tectos de folhas galvanizadas, muitas delas pintadas de vermelho. Isto estabelece real contraste com a folhagem verde que cerca a maioria das casas. À distância, a pessoa poderia ouvir a música de uma banda de tambores de óleo tocando melodias vivas em instrumentos feitos de tambores de petróleo abandonados.
Houve época em que S. Lúcia era uma ilha produtora de cana-de-açúcar, mas, agora, as bananas constituem a maior fonte de renda. São necessários de nove meses a um ano para que a bananeira amadureça, de uma semente, e produza cachos de bananas. Daí, a árvore é cortada, mas cuida-se de não destruir os brotos ou ramos do rizoma que cresce, porque, no devido tempo, também produzirá cachos de bananas.
Muitos dos ilhéus são bem-informados. No entanto, alguns só conhecem o mundo isolado em que vivem. Estão isolados, não só pela água, mas por costumes e tradições. Ao passo que alguns estão em condições de fornecer todos os pormenores da história recente, outros jamais ouviram falar na segunda guerra mundial, e muitos não sabem nem quem lutou contra quem. Em certos lugares, pratica-se a obeah (feitiçaria e mágica), alguns até afirmando que é possível fazer um acordo com o Diabo para seu próprio proveito pessoal.
Para muitos, o dia começa às cinco da manhã, e já se empenham em seus afazeres antes de o sol surgir — transportando algo na cabeça, andando descalços com uma faca do mato nas mãos. Sua lâmina de 45 centímetros é usada para tudo que possa imaginar — desde para remover o mato do jardim até para cortar o peixe. Apesar de começarem cedo, a vida nesta linda ilha não é tão corrida como em muitos dos grandes centros. Via de regra, as casas são mobiladas com simplicidade e, às refeições, come-se um prato de arroz, fruta-pão, banana de S. Tomé, feijão rosinha e peixe serra (atum).
Esta ilha dos Picos gémeos, com sua densa folhagem tropical e vales profundos bem cultivados é deveras um deleite para os olhos e um local em que muitos ainda se contentam com as necessidades da vida.

in Despertai de 8/3/1973 p. 21

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Demasiada antecedência...


Era época de Natal e o juiz sentia-se benevolente ao interrogar o réu.
- De que é acusado?
- De fazer as compras de Natal antes do tempo.
- Mas isso não é crime nenhum!!!! Com que antecedência as estava a fazer?
- Antes da loja abrir.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Palavra da semana ( 34 )


comedão

(latim comedo, -onis)
s. m.
[Medicina]  Pequeno cilindro de matéria sebácea que se forma na abertura de algumas glândulas sebáceas. = PONTO NEGRO

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

São os insectos uma benção ou uma maldição?





O QUE lhe vem à mente quando são mencionados os insectos? Pensa nos insectos que espalham doenças, alimentam-se das colheitas do homem e fazem buracos em suas roupas?
Ou pensa nos benefícios trazidos pelos insectos? Pensa nos serviços que desempenham e nos produtos que fabricam — a goma-laca, a seda e o mel, para se mencionar apenas alguns?
Para algumas pessoas, talvez pareça que todos os insectos são pestíferos e que o mundo ficaria melhor sem eles. Mas, sabia que, das mais de 800.000 espécies de insectos conhecidas pelo homem, a ampla maioria são admitidamente benéficas? Com efeito, muitos deles fazem coisas vitais à existência do homem.

Polinização e Melhoramento do Solo

Um de tais serviços vitais tem que ver com a relação entre os insectos e as plantas. Tem-se calculado que 85 por cento das plantas florescentes dependem da polinização dos insectos.
Entre os muitos insectos que cumprem esta função se acham as abelhas melíferas, as mamangabas, as moscas, os besouros, as traças e as borboletas. E, se tais insectos não fizessem seu trabalho, muitas destas plantas, talvez a maioria delas, morreriam. Isso afectaria, não apenas as lindas flores que adicionam tanto prazer à vida do homem, mas também seu suprimento alimentar. O homem deveras estaria em grandes dificuldades.
Os insectos desempenham também um papel benéfico como necrófagos e melhoradores do solo. A matéria morta vegetal e animal atrai muitos tipos de insectos. Comem esta matéria morta e seus sistemas digestivos a transformam em diferentes combinações químicas. Desta forma, a matéria morta é transformada em alimento que pode ser usado pelas plantas.
Não só os produtos de sua excreção, mas os próprios insectos por fim se transformam em alimentos para as plantas. Isto acontece ao morrerem e se decomporem seus corpos, desta forma aumentando os fertilizantes do solo.
Os insectos também ajudam a aumentar o rico solo arável. Isto é feito por trazerem os insectos, de forma contínua, partículas do subsolo à superfície. No processo, escavam túneis no solo, e isto também ajuda. Torna possível que a água se infiltre no solo e, ao mesmo tempo, o areja.

Que Dizer dos Insectos Que Comem Plantas?

Mas, os insectos realmente comem plantas vivas, não apenas as mortas. Não é isso prejudicial aos interesses do homem? Não necessariamente.
A observação e a pesquisa cuidadosas indicam que os insectos preferem as plantas que, de alguma forma, têm deficiências de nosso ponto de vista. Talvez seja o solo pobre, a idade da planta ou alguma condição desfavorável de crescimento que foi responsável pela deficiência.
Quando a planta fica deficiente, deveras atrai os insectos. Exemplificando: O Dr. William Albrecht, da Universidade de Missouri, EUA, dirigiu uma série de testes com o espinafre. Descobriu que os insectos conhecidos como tripes destruíam o espinafre produzido em solo pobre. Mas, o espinafre produzido em bom solo sobrevivia.
Daí, houve o caso de duas videiras que cresciam lado a lado. Uma foi atacada pelos besouros japônicos, mas a outra não foi. Todavia, as folhas de ambas as videiras estavam entrecruzadas. Os besouros só se alimentaram das folhas da videira mais antiga, que não aceitava bem a nutrição que lhe era dada.
Similar observação foi feita quanto a duas safras de alface. Uma safra fora detida por desfavoráveis condições de crescimento, e fora atacada por afídios. Mas, na alface cultivada em condições favoráveis de crescimento, no mesmo solo, não foram encontrados afídios.
Comentando por que os insectos preferem plantas que consideraríamos inferiores, o livro Our Poisoned Earth and Sky (Nossa Terra e Nosso Céu Envenenados) afirma:
“As necessidades nutritivas dos insectos são muito diferentes das do homem e dos animais. Ao passo que o homem viceja numa dieta elevada de proteínas, os insectos preferem os carbohidratos. Precisam mais deles em seu sistema de operação. Um insecto pode saltar o equivalente ao Edifício ‘Empire State’ em um só pulo, falando-se comparativamente, e precisa de muitos carbohidratos para ter essa energia. Assim, quando uma planta tem mais carbohidratos que a outra, um insecto a procurará e a preferirá.”
Comprovando esta observação pela pesquisa científica, continua o livro:
“Conforme demonstrado pela pesquisa da Estação Experimental Agrícola de Missouri, EUA, as plantas que não obtêm matéria orgânica produzem uma quantidade desequilibrada de carboidratos às custas da proteína e dos óligominerais. Os insectos, segundo parece, preferem estas plantas ‘doces’ e conseguem atacá-las mais facilmente.”
Assim, quando os insectos comem plantas do jardim, não será que nos dizem algo? Recebem as plantas a nutrição necessária do solo? Pode-se fazer algo para remediar a condição não saudável das plantas?

Controle das Plantas

Muitos insectos mostram preferir determinada espécie de planta. Seus hábitos alimentares impedem que várias plantas cresçam desenfreadamente.
Um caso em pauta é a opúncia. Esta planta foi tolamente introduzida na Austrália. Não havendo insectos inimigos para controlá-la, a opúncia espalhou-se rápido. Dentro de pouco tempo, tornou milhões de hectares de terra praticamente inadequados para a lavoura.
Daí, em 1925, foram enviados da Argentina para a Austrália 2.750 ovos da mariposa do cacto. Por fim, milhões de ovos foram distribuídos em áreas em que a opúncia tinha fincado pé. As lagartas incubadas da mariposa do cacto fizeram bem seu trabalho. Penetraram nas juntas da opúncia e assim a destruíram. Por fim, este cacto deixou de ser uma praga para a Austrália.
Outro exemplo de controle das plantas pelos insectos envolve a erva de S. João ou hipericão. Esta erva foi trazida da Europa para os EUA. Foi primeiro observada nos EUA em 1793. Por volta de 1940, milhares de hectares das pastagens do norte da Califórnia foram devastados por esta praga. Mais tarde, introduziram-se seus inimigos insectos. A respeito da efectividade de tal medida, declara Scientific American:
“A destruição do hipericão pelos besouros foi acompanhada pela volta das desejáveis plantas forrageiras. Na Califórnia, muitos milhares de hectares agora dispõem de capacidade marcantemente maior de sustentar o gado; os valores dos terrenos subiram; os gestos com o controle do hipericão são mínimos.”
Mas, será que tais insectos se tornaram uma praga desde que o hipericão passou a ser controlado? Não. Continua Scientific American:
“Devido a que os crescimentos do hipericão não mais são extensivos e as áreas infestadas se acham agora amplamente separadas, todos os importantes insectos imigrantes, que dependem totalmente do hipericão para sobreviver, decresceram em número. Felizmente, sua habilidade de localizar novas áreas infestadas e sua alta taxa de reprodução impediram qualquer ressurgimento importante do hipericão. Todos os indícios são de que esta planta nociva da pradaria será controlada e que seus controles por insectos se perpetuarão.”
Não há meio de se saber exactamente quantas plantas se tornariam pragas se não fosse pelo controle dos insectos. Mas, os exemplos adrede mencionados bem ilustram que o homem carece de ajuda dos insectos.
Até mesmo as actividades dos insectos que parecem destrutivas podem ser proveitosas para o homem. Nas florestas, os insectos realizam vital tarefa de poda. Alguns atacam e matam os galhos inferiores das árvores. Esta poda natural fornece ao homem madeira de melhor qualidade. Ainda outros insectos matam árvores. Destarte, impedem que as áreas florestais se tornem apinhadas demais. As árvores que sobrevivem conseguem crescer mais rápido. A actividade dos insectos florestais também reduz o perigo de incêndio e torna a floresta mais adequada como lar para a vida selvagem.

O Homem Ainda Tem Muito a Aprender

O conhecimento do homem sobre os insectos ainda é muito incompleto. A cada ano, de 7.000 a 10.000 novas espécies de insectos são descobertas. A relação entre milhares de insectos e a vida animal e vegetal ainda é desconhecida. Mas, o que já se aprendeu mostra que os insectos ocupam importantíssimo lugar na terra. Observou Carl D. Duncan, professor de entomologia e botânica:
“Talvez seja impossível visualizar adequadamente a totalidade dos efeitos proveitosos que os insectos exercem directa ou indirectamente sobre o bem-estar humano, porém os benefícios são incalculavelmente grandes.”
Amiúde, o lado negativo dos insectos recebe maior atenção. A mosca, exemplificando, é associada comummente com a transmissão de doenças. Mas, quantas pessoas pensam em seu papel como necrófaga e melhoradora e conservadora do solo, quando no estágio de larva? E, não sabia que não se conseguiu estabelecer plenamente a culpabilidade da mosca doméstica? Afirma Scientific American:
“A lista de doenças humanas e animais de que são acusadas de transmitir agora se situa em mais de 65. . . . Todavia, a evidência ainda é apenas circunstancial. A reputação das moscas domésticas é a de um homem acusado de homicídio porque foi encontrado ao lado da vítima com um revólver carregado nas mãos. Na maioria dos casos, não se pode provar conclusivamente que as moscas em pauta puxaram o gatilho do revólver.”

Insectos Constituem Uma Bênção

Ao passo que alguns insectos podem ser prejudiciais, nas circunstâncias actuais, como um todo são uma bênção para a humanidade. Quando os insectos se tornam pragas, amiúde a culpa é dos homens. O homem repetidas vezes falhou em manter um alto padrão de higiene. Transtornou o equilíbrio entre a vida vegetal e animal, e poluiu o ar, o solo e a água. Desequilíbrios em seu próprio sistema talvez, às vezes, façam com que seu corpo atraia insectos tais como os mosquitos. Manifestamente, os insectos, governados pelo instinto, não podem ser culpados do que fazem devido às falhas e fraquezas do homem.
As pessoas que reconhecem a existência de um Criador amoroso vêem nos insectos uma parte da criação de Deus. Isto as impede de tirar conclusões precipitadas sobre qualquer criatura ser prejudicial. Avaliam, também, que as actuais circunstâncias não podem ser usadas como base para se determinar que efeito teriam os insectos sobre os homens livres de todas as imperfeições e fraquezas físicas. Estão confiantes de que os insectos continuarão a ser uma bênção para a humanidade.

in Despertai de 8/3/1973 pp. 9-12

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Elementar, meu caro Watson!

Num exame final de cirurgia, o professor pergunta ao aluno:
- Por que é que os cirurgiões usam máscaras durante as operações ?
- Porque, se a operação correr mal, podem manter o anonimato.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Palavra da semana ( 33 )


meteorizar

(meteoro + -izar)
v. tr. e pron.
1. [Medicina]  Tornar ou tornar-se inchado por flatuosidades (o ventre).
2. [Geologia]  Provocar ou sofrer meteorização.

domingo, 28 de outubro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 355 )




Os machos adultos da espécie cerambicídeo-gigante não se alimentam e vivem as custas das reservas de gordura que adquiriram na fase larval, sendo que o seu único objectivo em vida é reproduzir.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O que pode fazer quanto à sua dor de cabeça





QUASE todo o mundo, alguma vez na vida, já soube o que é ter uma dor de cabeça. Lembre-se daquele último ataque de gripe ou daquele resfriado na cabeça quando seus seios nasais ou suas vias respiratórias ficaram cheios de catarro. Aquela dor monótona ou dor latejante que sentia dentro de sua cabeça era apenas um daqueles sintomas deprimentes que o tornavam cônscio de sua enfermidade. Toda tosse ou espirro parecia tornar pior a dor de cabeça. Quão contente ficou de poder repousar a cabeça no travesseiro, e que alívio sentiu quando acordou, descobrindo que sua dor de cabeça passara! Se essa é a única espécie de dor de cabeça que já sentiu, então deveria ser muito grato.
Muitas pessoas hoje — e algumas quase todo dia — sofrem de dores de cabeça que não são acompanhadas de óbvia enfermidade por trás delas. Tais dores de cabeça podem ser graves e quase inutilizar uma pessoa, e não são fáceis de passar. Talvez este seja o tipo de dor de cabeça com o qual está mais familiarizado, e, sem dúvida, é um tipo do qual gostaria de se livrar.
Mas, por que as pessoas têm dores de cabeça? O que realmente dói quando sua cabeça dói? Há diferentes tipos de dores de cabeça? Que factores causam as dores de cabeça? As respostas a estas perguntas talvez o ajudem a avaliar melhor o que poderá fazer quanto a suas dores de cabeça.

Mecanismo Protector

Sentimos dor devido a um mecanismo protector inato. Pode ser comparado a um alarma que nos diz que certo tecido sensível à dor está sendo estimulado e que se precisa agir para remover o corpo do contacto com o estímulo prejudicial.
O mesmo se dá com a dor de cabeça. Informa-o de que nem tudo vai bem. Para seu conforto e bem-estar físico e mental, é preciso agir. Portanto, é somente natural que se interesse em saber como agir no caso de dores de cabeça.
Mas, o que realmente dói quando tem dor de cabeça? Que tecidos sensíveis à dor estão envolvidos? Surpreendentemente, o próprio cérebro não é um tecido sensível a dor. Embora a percepção da dor seja função importante do cérebro, os cirurgiões e fisiologistas mostram que, quando surge uma dor de cabeça dentro do crânio, ela é devida, não à irritação do cérebro, mas ao repuxamento ou distensão dos vasos sanguíneos ou cobertura do cérebro. Similarmente, quando surge uma dor de cabeça fora do crânio, a sensação de dor é devida, na maioria dos casos, ao estímulo das pequeninas fibras nervosas nas paredes das artérias ou dentro dos poderosos músculos da cabeça e do pescoço.
Por conseguinte, é compreensível que o local de origem do estímulo doloroso determine as características da dor de cabeça. Assim, se as artérias estiverem envolvidas, a dor de cabeça talvez seja latejante devido à pulsação da parede dos vasos em cada batida cardíaca. Em contraste, se os músculos estiverem envolvidos, a dor de cabeça é mais constante e dolorida.
Do que já consideramos, torna-se evidente que nem todas as dores de cabeça são iguais. Assim, o que poderá fazer no caso duma dor de cabeça dependerá do tipo de dor de cabeça que tenha e o que a provoque.

Diferentes Dores de Cabeça

Como aviso, a dor de cabeça pode ser causada por várias condições, algumas sérias e que põem em risco a vida, outras sendo de naturezas muito mais benignas. As diferentes dores de cabeça caem em duas categorias principais: primeira, as associadas com alguma doença subjacente e chamadas de “orgânicas”, e, segunda, as funcionais, atribuídas ao distúrbio de alguma função.
As dores de cabeça orgânicas incluem as causadas por infecções ou alergias que atingem o nariz e os seios faciais, males dos dentes e mandíbulas, doenças dos olhos e ouvidos, mudanças degenerativas na coluna vertebral do pescoço, inflamação das artérias na testa, bem como condições mais graves, como um tumor cerebral e a inflamação das meninges ou membranas cerebrais. Nestas condições, a dor de cabeça é apenas um dos vários sintomas e sinais que caracterizam a doença e talvez exija urgentes cuidados médicos.
Talvez fique aliviado em saber que a ampla maioria das dores de cabeça, talvez cerca de 90 por cento, são funcionais e não são devidas à doença das estruturas nem dentro nem fora do cérebro. Geralmente consideradas como de natureza benigna, são, todavia, um aviso duma função desregrada com relação a alguma das actividades da vida. É provável que este seja o tipo comum de dor de cabeça diária que sentiu.
Mesmo assim, se começou a ficar com persistente dor de cabeça, tendo ou não outros sintomas, ou se, nas últimas semanas ou meses, houve uma alteração no tipo ou na natureza de sua dor de cabeça, então talvez ache sábio consultar um médico. Se houver alguma doença subjacente, então se poderá começar o tratamento adequado sem indevida demora.

Dores de Cabeça Diárias

Se tem estado com dores de cabeça mais ou menos constantes por muitos anos, é mais do que provável que sua dor de cabeça seja a do tipo “tensão” ou a menos comum “enxaqueca”. Talvez pense em como pode saber a diferença.
Se sofrer uma dor de cabeça de “tensão”, a dor é constante ou regular. É sentida nos músculos de trás da cabeça, ou em ambos os lados da cabeça; com menos frequência, é sentida acima dos olhos. Talvez sinta como se sua cabeça estivesse sendo apertada num torno ou por uma faixa; alternadamente, talvez sinta a sensação apenas dum peso ou duma pressão na cabeça. As dores de cabeça de “tensão” são provocadas pela contracção excessiva ou contínua dos músculos do couro cabeludo e dos poderosos músculos do pescoço que sustentam a cabeça. Por este motivo, são também conhecidas como dores de cabeça devido a contracções musculares.
A enxaqueca é um tanto diferente. A palavra em inglês para ela, “migraine” se deriva duma palavra francesa que significa “meia cabeça”, e é adequada porque, na maioria dos casos, a dor só atinge a metade da cabeça. Contrastando com a dor de cabeça de “tensão”, a dor logo se torna latejante ou pulsante devido a sua origem ser principalmente as artérias distendidas demais fora do crânio. Há amiúde a sensação de náusea, ou outra perturbação digestiva, e a dor talvez seja tão intensa a ponto de interferir no trabalho e obrigar a pessoa a deitar-se. Talvez haja mais de uma pessoa na família que sofra este tipo de dor de cabeça, porque é hereditária a tendência de sofrer de enxaqueca. Nos casos das enxaquecas “clássicas”, em oposição à enxaqueca comum, pode-se saber quando se terá um ataque por meio de uma dor de cabeça prévia, ou “aura”, tal como manchas ou lampejos de luz diante dos olhos.
Estas características talvez o ajudem a diferenciar os tipos de dores de cabeça, de “tensão” e “enxaqueca”. A diferença entre os dois tipos, contudo, talvez não seja tão fácil; deveras, poderia estar sujeito aos dois. Quer sofra de dores de cabeça de tensão ou de ataques repetidos de enxaqueca, há muito que pode fazer a fim de minorar a gravidade de sua dor de cabeça, reduzir sua frequência, e, talvez, até mesmo impedir sua repetição.

Tratar Sua Dor de Cabeça

No tratamento imediato de sua dor de cabeça, o remédio mais simples que as circunstâncias talvez permitam é a automedicação com um analgésico ou droga que remove a dor. Muitos preparados são amplamente anunciados e se acham prontamente disponíveis em forma de pós e comprimidos que contêm uma mistura de drogas. Preparados que contêm amidopirina ou fenacetina podem ser prejudiciais e é melhor que sejam evitados. É mais seguro usar uma droga simples, por exemplo, a aspirina em sua forma solúvel, ou, se a aspirina lhe causa a indigestão, então o paracetamol é uma alternativa eficaz. A dose recomendada pode usualmente ser repetida depois de três ou quatro horas se necessário. Com esta medida simples, sua dor de cabeça de tensão pode desaparecer, ou sua enxaqueca poderá ser diminuída.
Se as circunstâncias permitirem, contudo, certas alternativas talvez tragam alívio, com ou sem o uso de analgésicos. Sua dor de cabeça de tensão ou de contracção muscular talvez acabe com breve período de descanso ou descontracção apenas. Se puder interromper suas actividades rotineiras e puder deitar-se por meia hora, mais ou menos, num quarto quieto, semi-escuro, sem dúvida sentirá os benefícios disso. O calor aplicado localmente sobre a cabeça e o pescoço por meio de toalhas quentes ou de calor irradiado, ou até mesmo por um banho quente, também é benéfico. Em adição, se tiver um amigo que possa fazer massagens brandas ou tracção sobre os músculos do pescoço por apenas dez ou quinze minutos, isto será de grande ajuda em descontrair os músculos responsáveis por sua dor de cabeça de tensão.
Similares medidas gerais podem ser eficazes no tratamento imediato de seu ataque de enxaqueca. Ao invés de calor localmente aplicado, talvez consiga mais alívio por meio de compressas frias ou até mesmo de blocos de gelo aplicados à cabeça. Tais compressas ajudam a reduzir a superdistensão das artérias que dão origem a este tipo de dor de cabeça. Repetidas xícaras de café ou chá forte também podem trazer alívio, graças à acção da cafeína. Sua enxaqueca, contudo, talvez seja tão grave de modo a compeli-lo a deitar-se, e tudo que talvez queira fazer é “dormir até que ela passe”. Sob tais circunstâncias, é sábio submeter-se às exigências do corpo.
Se sua dor de cabeça não passar com as medidas acima, então talvez seja aconselhável consultar um médico.
Tenha presente, contudo, que sua dor de cabeça é parte de um mecanismo protector inato, e que seria tolo continuamente tratar apenas o efeito, e deixar de enfrentar a causa. Assim, o que pode fazer para reduzir a frequência de suas dores de cabeça ou, melhor ainda, de impedir sua repetição? A resposta depende, em grande parte, de como pode evitar ou eliminar alguns dos factores que predispõem a pessoa a elas.

Factores Predisponentes

Os factores predisponentes, mesmo entre as pessoas não inclinadas a ter dor de cabeça, são comer ou beber demais, ou a exposição a atmosferas abafadas e mal ventiladas.
A dor de cabeça de tensão geralmente ocorre depois da fadiga e da estafa, ou talvez esteja relacionada a episódios de ansiedade e conflito no trabalho ou no lar. As enxaquecas também podem ser provocadas pela fadiga, estafa, ansiedade ou excitamento demasiado. Com efeito, o excitamento e as emoções estão bem no alto da lista dos factores predisponentes, Comentando isto, o Dr. Oliver W. Sacks, em seu livro Migraine: The Evolution of a Common Disorder (Enxaqueca: A Evolução de Uma Doença Comum), escreve: “Emoções violentas excedem todas as outras circunstâncias agudas em provocar as enxaquecas, e, em muitos pacientes — especialmente os que padecem da enxaqueca clássica — são responsáveis pela ampla maioria de todos os ataques sentidos . . . verificamos, na prática, que a raiva súbita é o provocador mais comum, embora o terror (pânico) talvez seja igualmente potente nos pacientes mais jovens. A exultação súbita (como num momento de triunfo ou de inesperada sorte) pode produzir o mesmo efeito.” Assim como a tensão emocional, talvez haja outros factores contribuintes, tais como a exposição a luzes brilhantes, o barulho excessivo, a fome, o álcool, comer certos alimentos, tais como queijo, chocolate, pepinos, tomates, alimentos gordurosos, trigo, cebolas e até mesmo laranjas.
Se, como é provável, um ou mais destes factores predisponentes se aplicarem a seu caso, então há toda possibilidade de que, por evitar tais factores, ou eliminá-los, possa reduzir a frequência de suas dores de cabeça, ou até mesmo evitá-las.

Evitar Dores de Cabeça

Visto que os factores predisponentes atingem quase que todo aspecto da vida, certo reajuste em suas actividades da vida talvez seja necessário. Talvez precise dar atenção, não só à sua dieta e aos hábitos alimentares, mas às condições no trabalho e no lar, a seu descanso, descontracção, actividades recreativas, e, talvez, ainda mais importante, à sua disposição mental ou atitude para com a vida.
Uma dieta bem equilibrada ingerida com regularidade e com moderação ajudará a impedir dores de cabeça devido a comer demais, e a indigestão, ou a enxaqueca, que pode ser provocada pela fome. É fácil excluir qualquer alimento ou bebida alcoólica determinada que, em seu caso, pareça estar associada com sua dor de cabeça.
Se as condições no trabalho ou a natureza de seu serviço resultam em estafa ou fadiga excessiva, talvez seja necessário mudar de emprego, ou, se isto não for prático, então talvez seja necessário um programa de trabalho aprimorado. Por certo, seria tolo trabalhar horas extras ao ponto de prejudicar sua saúde. Se for dona-de-casa, e trabalhar em casa, uma tabela prática de rotina doméstica será de grande ajuda em evitar a fadiga ou estafa excessiva. Quer no trabalho, quer no lar, é importante assegurar-se de ventilação adequada e luz apropriada.
É aconselhável obter, não só suficiente sono, mas também um sono reparador. Para isto, talvez precise dum travesseiro mais macio ou mais firme, um travesseiro extra, ou um a menos, ou até novo colchão, se há de evitar o porte ruim e a tensão muscular que talvez contribuam para algumas dores de cabeça.
O reajuste de suas actividades talvez exija um breve período de descontraimento cada dia, talvez apenas dez a quinze minutos depois das refeições. Se puder aprender a deixar seus músculos se descontraírem, especialmente seus músculos faciais, poderá contribuir muito para aliviar a tensão muscular.
Será proveitoso, bem como agradável, recrear-se com moderação, preferivelmente de uma forma que os demais da família possam participar, uma forma que não esgote suas energias e que seja uma mudança agradável de sua rotina diária; por exemplo, uma visita ao zoológico, uma viagem ao litoral, ou apenas uma caminhada pelo interior, com a oportunidade de estudar a criação em toda a sua variedade.
Talvez a alteração mais difícil que precise fazer e a que provavelmente terá mais êxito em contrabalançar a tensão, a estafa e a fadiga, seja o reajuste mental de seu conceito ou atitude para com a vida e seus problemas. Se conseguir cultivar o “espírito quieto e brando”, aprendendo a permanecer tranquilo quando as pessoas ou as circunstâncias tendam a irritar, se puder chegar a avaliar o valor do contentamento, em contraste com a busca exigente e interminável de bens e prazeres materiais, e se puder desenvolver interesse altruísta no bem-estar de outros e não ficar preocupado demais com sua própria pessoa, deveras já andou longo caminho no sentido de eliminar aquelas tensões emocionais e estafas que tão amiúde resultam em dores de cabeça de tensão ou enxaquecas.

in Despertai de 8/2/1973 pp. 8-12

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Esta é antiga mas nunca me esqueci dela!


Dois bêbados cambaleavam ao longo de uma linha do comboio, quando um deles diz:
- Estas escadas nunca mais acabam.
- Isso não é nada! O pior é o corrimão que é baixinho.

domingo, 14 de outubro de 2012

Palavra da semana ( 32 )


alunato

(latim alumnatus, -a, -um, particípio passado de alumnor, -ari, criar, alimentar, educar)
s. m.
Conjunto dos alunos de um estabelecimento de ensino. = ALUNADO

sábado, 13 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que pode ser feito quanto às doenças das gengivas?





AS DOENÇAS das gengivas afligem grande número de pessoas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, entre as pessoas na faixa etária de 18 e 24 anos, 70 por cento dos homens e 63 por cento das mulheres têm problemas nas gengivas, segundo se diz. Cerca de cinco milhões de estadunidenses vivos já perderam todos os dentes devido a moléstias nas gengivas quando atingem 35 anos. Com efeito, mais dentes adultos são perdidos em resultado de doenças das gengivas do que pela cárie dentária.
As doenças das gengivas começam com a inflamação das gengivas. Os dentistas chamam a isto de gengivite. A inflamação se apresenta como sangria das gengivas ao se escovar os dentes ou até mesmo ao se comer algum alimento que exija mastigação mais vigorosa, tal como a maçã fresca. Pode ser também apenas uma vermelhidão da margem do tecido da gengiva mais perto do dente. É geralmente indolor, e a gengiva começa a perder sua firmeza e retesamento normais. A doença pode começar cedo, com efeito, certo estudo indicava que 85 por cento das crianças da faixa etária de 11 a 18 anos tinham gengivite.
Os pesquisadores dos dentes afirmam que as causas das gengivas que sangram são várias. Mas, em geral, a causa básica é a falta de bons hábitos de higiene oral. Amiúde, há um acumulo de alimento entre os dentes. Embora a deficiência de vitamina C possa causar o sangramento das gengivas, a causa mais comum de todas é o escovar os dentes e gengivas de forma errada.
Quando a gengivite, ou as gengivas que sangram ou inflamadas não são tratadas, a moléstia progride gradativamente ao próximo estágio. Este é a doença periodental ou mais comummente chamada de piorréia. Se não se impedir o avanço da piorréia, talvez seja mister a extracção dos dentes.
O que se pode fazer quanto a estas doenças das gengivas?

Enfrentando as Placas Dentárias

As doenças das gengivas amiúde começam com o acumulo de placa. Trata-se duma substância esbranquiçada nos dentes, difícil de ver, e que adere tenazmente aos dentes. Esta placa dental, cheia de bactérias, se acumula sempre que não escovar bem seus dentes. As placas se formam mais rápido no meio de restos de alimentos carboidratados. Mas, escovar bem os dentes removerá estes depósitos macios e pegajosos.
Escovar regularmente os dentes com uma escova moderadamente macia pode remover as placas e impedir sua formação além de um nível bem baixo. Para a maioria das pessoas, uma escova moderadamente macia é melhor para as gengivas, visto que as autoridades dentárias verificam que as escovas duras podem fazer com que as gengivas recedam. As escovas duras e médias podem provocar grave erosão dental, em especial junto à linha das gengivas. As escovas duras exercem uma acção parecida a dum serrote. Também, as escovas mais duras não cedem o suficiente para limpar devidamente entre os dentes, onde se formam rápido as placas.
Visto que as placas dentais parecem relacionadas tão de perto às moléstias das gengivas, então, controlar sua formação ajudará a impedir a moléstia grave das gengivas. Algumas coisas têm sido aprendidas que o ajudarão a reduzir a quantidade de placas que se formam:
(1) Restrinja a quantidade de açúcar ingerido; verificou-se que isto reduz grandemente a formação das placas dentais.
(2) Escove regularmente seus dentes, em especial logo depois das refeições.
(3) O uso de fio dental é outro método prático de controlar a formação de placas.

Enfrentando a Formação de Tártaro

Quando as placas permanecem nas superfícies dentárias, endurecem, tornando-se uma substância mais escura chamada pelos dentistas de “cálculo”, mas comummente chamada de “tártaro”. Varia de uma coloração amarelo claro a marrom escuro. Forma-se nos dentes junto à linha das gengivas, e tem extremidades bem aguçadas, cortando as gengivas à medida que se mastiga o alimento. Pode-se assemelhar o tártaro ao depósito ou escama que se acumula numa chaleira depois de algum uso. Forma-se em camadas. Embora o tártaro se misture a outros restos na boca, é, como a escama da chaleira, constituída principalmente de cálcio.
O tártaro se forma mais fortemente em duas áreas gerais: Fora dos molares superiores e dentro dos incisivos inferiores. Por que isto acontece? Porque estas duas áreas da boca estão próximas da abertura das glândulas salivares, e a saliva deposita mais prontamente os sais de cálcio ali existentes.
O acumulo de tártaro amiúde leva à séria doença das gengivas. Isto se dá porque o tártaro, ao se formar e endurecer, afasta as gengivas dos dentes. Isto resulta em bolsões em que se forma mais tártaro. Microrganismos e partículas de alimento se acumulam nestes bolsões, provocando mais inflamação — um círculo vicioso. À medida que o tártaro afasta a gengiva do dente, ele escurece (resultado dos pigmentos do sangue).
O que acontece em seguida é explicado por uma publicação do Instituto Nacional de Pesquisas Dentárias dos EUA: “Ao se agravar a doença, a inflamação se espalha, os bolsões se aprofundam, e forma-se neles o pus. As gengivas inflamadas se ulceram e sangram, e aumenta o dano causado aos tecidos. Nos estágios finais, o osso que sustenta os dentes é atacado e destruído. A menos que a pessoa receba tratamento, os dentes se soltam e, por fim, caem.” — Research Explores Pyorrhea and Other Gum Diseases (A Pesquisa Explora a Piorréia e Outras Doenças das Gengivas).
O que se pode fazer para impedir o acumulo de tártaro? Escove com regularidade os dentes, de modo a remover os depósitos moles de placas dentárias antes que endureçam e se transformem em tártaro. Reduza ao mínimo os alimentos macios e pegajosos, visto que incentivam a formação de tártaro. Alimentos frescos ajudam a manter os dentes e as gengivas limpos.
Não obstante, apesar do bom cuidado dental, talvez ainda pareça criar-se algum tártaro, pelo menos no caso de alguns. É importante que seja removido profissionalmente. Os dentistas em geral chamam isto de “raspagem do tártaro”. Usam um instrumento aguçado para raspar o tártaro semelhante à pedra.
As autoridades dentárias relatam que as pessoas que mantêm alto grau de higiene oral sofrem muito pouca formação de tártaro em comparação com as pessoas que não são tão regulares e cabais em escovar os dentes. Embora alguns talvez necessitem uma “raspagem do tártaro” pelo menos uma vez por ano, os que praticam a boa higiene oral normalmente não precisam de uma “raspagem” com tanta frequência. Os dentistas, contudo, apreciam que seus pacientes os visitem pelo menos uma vez por ano, e muitos recomendam uma “raspagem” e limpeza anual.
Muitos, contudo, vão ao dentista apenas para uma “limpeza”. As autoridades dentárias, porém, afirmam que é muito mais sábio gastar seu dinheiro numa “raspagem”, ao invés de apenas numa “limpeza”. “Raspagem” é algo que o dentista ou o ajudante dental qualificado tem de fazer. Toma mais tempo e custa mais do que simplesmente uma limpeza, mas, pode ser importante em impedir graves doenças das gengivas.

Não Tem Remédio a Piorréia?

E se a pessoa já tiver piorréia? O que pode fazer? O tratamento imediato é necessário. De outra forma, não só os dentes por fim serão perdidos, mas há também a disseminação de bactérias prejudiciais por todo o corpo. A piorréia, em alguns casos, pode ser a causa de reumatismo, de artrite, de doenças do coração e de outros males.
Em seus primeiros estágios, a piorréia é curável, se devidamente tratada. Usualmente, exige a atenção profissional, e, às vezes, até mesmo a eliminação cirúrgica de bolsões de pus.
Há anos atrás, pensava-se que as pessoas com piorréia ou problemas nas gengivas deveriam remover imediatamente todos os dentes e mandar fazer dentaduras. Agora, dá-se cada vez mais ênfase ao tratamento das afecções das gengivas, no esforço de controlar o processo da doença, e manter os dentes por mais tempo.
Certo dentista, com muitos anos de experiência, explica que, na maioria dos casos, o osso destruído pela piorréia não pode ser restaurado, de modo que a ideia é “impedir o alastramento da doença e, destarte, impedir mais destruição. Êxitos dramáticos têm sido obtidos, até mesmo no que pareciam ser casos quase que sem mais esperança. . . . Tanto a experiência do tratamento moderno como o peso da evidência experimental me levaram a crer que, se se iniciar o cuidado preventivo com bastante tempo, tanto por parte do dentista como de seu paciente, quase ninguém precisará agora perder os dentes por causa da chamada piorréia”.
A pessoa com piorréia também precisa estar segura de nutrir-se bem. A ingestão adequada de cálcio, de fósforo, do complexo de vitamina B e da vitamina C, é considerada de importância pelos nutrólogos. Exemplificando: a nutróloga Catharyn Elwood declara que “a piorréia é similar à escarlatina [causada pela carência de vitamina C]. As gengivas sangram facilmente, tornam-se macias e esponjosas, os tecidos ósseos cedem”. Ela relata que o “Dr. Martin C. E. Hanke, da Universidade de Chicago, corrigiu a piorréia num orfanato de diversas centenas de crianças por lhes ministrar 16 onças [uns 450 gramas] de suco de laranja, às quais se tinha adicionado o suco de um limão, cada dia. A vitamina C se acha altamente concentrada nestes sucos de frutas”. Ela também declara que “por tomar de 300 a 1.000 miligramas de vitamina C diariamente em alimentos naturais, ou usar comprimidos de vitamina C”, pode-se refrear o processo destrutivo.
A piorréia é reconhecida como sendo mais comum e mais grave com o decorrer da idade, de formas que, a cada ano que passa, há maior possibilidade de tê-la. Se já tem uma forma de moléstia das gengivas, as possibilidades são de que irá agravar-se e não melhorar com o decorrer do tempo, isto é, a menos que seja tratada.
Como se dá com as outras moléstias das gengivas, a piorréia é melhor evitada pela higiene oral correta. Escovar os dentes e passar fio dental entre eles são especialmente importantes antes de se ir dormir. Depois de uma refeição no dia, se não for conveniente escovar os dentes, poderá ingerir alguns alimentos que exercem um efeito purificador natural. Estes são os alimentos duros, fibrosos, tais como saladas e frutas cruas.
Como a maioria dos problemas, as doenças das gengivas começam aos poucos, mas há o potencial de se tornarem grandes problemas. Há pessoas que, naturalmente, têm dentes e gengivas bons e saudáveis, mesmo cuidando bem pouco ou não cuidando nada deles. Mas, a grande maioria precisa exercer a boa higiene oral a fim de evitar e controlar as doenças das gengivas.

in Despertai de 8/1/1973 pp. 21-23

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Provérbio da semana ( 21:16 )


Quanto ao homem que se vai perdendo do caminho da perspicácia, descansará na própria congregação dos impotentes na morte.

domingo, 30 de setembro de 2012

Não fumem... Fumar mata!


José acompanhava um cortejo fúnebre, quando resolveu fumar um cigarro.
Antes de acendê-lo, perguntou ao agente funerário, que estava a seu lado, se ele se incomodava.
- Não me incomodo, não - disse ele. - Você nunca há de ouvir um agente funerário recomendar que alguém não fume.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Palavra da semana ( 31 )


bródio
(italiano brodo)

s. m.
1. [Informal]  Festança de comes e bebes.
2. [Antigo]  Caldo que se dava aos pobres nas portarias dos conventos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O saber não ocupa lugar ( 353 )




Idiota, do grego idiótes, referia-se originalmente apenas ao homem privado, em oposição ao homem de Estado.

Como as coisas mudam...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ornamentos vivos para seu lar





OS GRANDES exteriores se acham ornamentados com plantas vivas e que crescem. Até mesmo o deserto, aparentemente despido de tudo que seja verde e que cresça, reage diante da chuva infrequente com um arranjo de flores e plantas desérticas. Não é surpreendente, então, que muitas pessoas, que apreciam os ornamentos vivos, gostem de acrescentar a seus lares o toque especial de folhagens ou plantas florescentes. Outros, talvez menos inclinados a cuidar das necessidades das plantas vivas, preferem arranjos de plantas secas, tais como estróbilos de pinheiros, vagens leguminosas e gramíneas ornamentais.
Talvez tenha observado que as exposições das lojas de móveis amiúde incluem plantas vivas para destacar seus ambientes de móveis. Caso decida ter ornamentos vivos para seu próprio lar, desejará considerar primeiro as necessidades de sua planta, e, então, o ambiente em que ela terá a melhor aparência.

Apropriadas em Qualquer Dependência

Há uma esplêndida variedade de plantas a escolher. E dificilmente há uma dependência de sua casa que não possa ser beneficiada por um espécimen bem escolhido.
Uma palmeira elevada, uma seringueira ou filodendro de folha partida colocados num hall ou vestíbulo acolherá seus convidados com impressiva dignidade. Até mesmo se seu hall de entrada for um tanto escuro, tais plantas se darão bem se receberem boa luz por alguns dias em intervalos regulares. Se achar que uma planta grande estará fora de lugar em tal área pequena, tente colocar uma simpática peperômia ou maranta pequenina numa mesinha ou numa prateleira suspensa na parede. Um espelho atrás não só destacará a planta, mas também poderá fazer o próprio vestíbulo parecer mais espaçoso.
Uma janela de cozinha pode tornar-se verdadeiro recanto de beleza com uma colecção de violetas Africanas em flor, continuamente. Crescem bem nesta atmosfera quente e húmida, mesmo se sua janela receber muito pouca luz. Um pequeno canteiro de ervas também pode ser apropriado.
Como peça central para a mesa de jantar, não precisa dum custoso arranjo floral. Algumas plantas de diferentes tons de verde, atractivamente arranjadas numa bandeja ou vaso raso pode tornar-se um ornamento agradável à vista.
Usualmente, os quartos de dormir são mais frios, e, no que tange às plantas, isso é excelente. A maioria das plantas domésticas, com a excepção de algumas belezas tropicais, vivem melhor num quarto que seja um tanto frio. Ao passo que uma solene palma ou imponente filodendro gigantesco talvez pareçam fora de lugar num quarto de dormir pequeno, lindas plantas rasteiras ou trepadeiras como a hera inglesa, o iviraro ou figueira rastejante dão uma nota de tranquilidade. Plantas florescentes são especialmente atractivas quando colocadas debaixo de um quebra-luz onde a iluminação mostra a beleza de suas flores, ao passo que, ao mesmo tempo, provê a luz necessária para seu bom crescimento.
Alguns apreciam que até seus banheiros sejam decorados com ornamentos vivos. As plantas pululam na humidade desta dependência. As begônias crescem bem na atmosfera húmida se lhe for provida a luz brilhante. O espargo-de-jardim é outra boa escolha se houver bastante espaço. Naturalmente, alternará suas plantas, de modo que nenhuma delas seja deixada por tempo demais num local pouco iluminado.
Escolher o correto ornamento vivo para sua sala de estar não é difícil. Seu actual plano decorativo pode indicar a escolha da planta apropriada. A mobília maciça mediterrânea talvez sugira uma planta grande, com folhas brilhantes, ao passo que as curvas delicadas do estilo provincial francês talvez sejam mais compatíveis com um pequeno ornamento floral. Para o quarto moderno, considere uma bromélia espinhosa de espada chamejante, e, para um ambiente americano primitivo talvez uma arejada samambaia.
Não há, contudo, “escolha errada” no que toca à decoração. Em geral, as plantas se ajustam bem onde quer que as coloque. Todavia, as plantas são individualistas. As trepadeiras têm efeito suavizante, aliviando as linhas angulares da mobília moderna. As samambaias trazem com elas uma atmosfera fria e tranquila. As palmeiras são mais formais. Os coleus de folhas brilhantes atraem por si até mesmo nos ambientes mais coloridos.

Efeitos Especiais

Ornamentos vivos incomuns podem ser criados com um pouco de imaginação. Uma trepadeira interessante pode ser formada por se enrolar uma trepadeira num pedaço de madeira flutuante. Ou, poderá usar um ramo erecto. Pregue uma barra transversal na base de seu ramo, erga-o num vaso e ponha terra. Plante diversos talhos de trepadeiras e as arranje à medida que crescerem.
Poderá tirar proveito do padrão natural de crescimento de certas plantas para ornamentos vivos especiais. As urticáceas (Baby’s tears) tendem a colgar pelos lados do pote. Por que não colocar dois ou três vasos de tamanho graduado, um sobre o outro para obter uma cascata de verde? Um outro de tais arranjos escalonados pode ser feito por empilhar vasos e pires de barro cheios de plantas que pendam, tais como a tradescância ou efemerina.
Muito embora as plantas individuais possam tornar mais atraente o quarto, a tendência hoje é no sentido de agrupar plantas para se obter um efeito ainda mais decorativo. Várias plantas dessemelhantes arranjadas juntas para se ter uma visão da altura, da profundidade e do interesse focal são mais ornamentais do que quatro ou cinco plantas da mesma espécie colocadas numa fila. Um receptáculo, tal como uma cesta de vime, bastante grande para conter quatro plantas em vaso de tamanho médio, pode ser revestido de uma película de plástico ou papel metalizado para permitir a rega. Nele, coloque uma selecção tal como uma sanseviéria para ter altura, o antúrio de flores brancas para interesse focal e a hera ou talvez a verde e branca judeu errante para se espalhar pela frente e pelo lado a fim de ter profundidade.
Um vaso de plantas usado como divisor de um ambiente é tanto decorativo como útil. Talvez queira cultivar as plantas escolhidas directamente do solo do vaso, caso em que esteja seguro de escolher itens que possuam similares necessidades quanto à luz e à humidade. Ou, para facilitar a mudança de cenário de vez em quando, talvez deixe cada planta em seu vaso individual e simplesmente mergulhe os vasos na terra do vaso divisionário.

Paisagem e Jardim em Vidro em Miniatura

Paisagens em miniatura exigem uma selecção cuidadosa de plantas, mas os resultados podem ser recompensadores. Exemplificando: uma praia em miniatura pode dar mais vida a seu lar. Para criar tal paisagem, precisará duma bandeja rectangular revestida de metal, com uns vinte centímetros de profundidade, cheia de areia. Incline a areia no sentido da parte de trás da bandeja, e então coloque na areia um par de palmeiras nanicas. Um abacaxi plantado em vaso, tirado do topo do próximo abacaxi fresco que comprar, faria um bom ponto focal. Agora, espalhe ao redor alguns vasinhos de vários tipos de echeveria e alguns tufos de variegada de aveia do campo para obter uma praia. Acrescente algumas pedrinhas coloridas, duas ou três conchas marinhas, e estará completa sua paisagem marítima.
Um jardim interior de cactos é fácil de cuidar e agradável de se contemplar. Com tantas variedades à escolha, não é difícil arranjar-se um deserto em miniatura. Os cactos se acham disponíveis em muitos tamanhos e em muitas formas. Escolha plantas maiores, tais como mandacarus, Homem Velho do México ou tocha prateada como ponto central de interesse. Os cactos diminutos, tais como a espinhosa alfineteira ou o mais suave dólar de areia e a planta pedra-e-janela, são um contraste agradável.
Alguns cactos florescem, mas, para assegurar isto, deixe cada planta num vaso que pareça muito pequeno para ela, e simplesmente enterre o vaso na areia de seu deserto em miniatura. Depois de ter arranjado suas selecções numa bandeja cheia de areia, coloque-a em sua janela mais ensolarada. Ponha água uma vez por semana ou menos, e aprecie o cenário.
Um jardim em vidro é um belo ornamento. Este antiquado jardim em vidro tem muito a oferecer ao amante do verde que tenha muito pouco tempo para cuidar de plantas. Quase qualquer receptáculo grande de vidro pode ser convertido num jardim em vidro. Um antigo aquário ou taça de peixes dourados servirá. Escolha plantas que cresçam devagar, e que precisem da mesma quantidade de luz e de humidade. É necessária a boa drenagem, assim, coloque primeiro uma camada de pedrinhas e carvão no fundo de seu receptáculo. Uma boa camada de terra para vasos vem em seguida. Samambaias de folhas pequenas, fitônias, peperômias, heras, pirolas, impatiens, maranta, quase qualquer plantinha ficará bem no microambiente do jardim em vidro. É preciso pouco cuidado, uma vez seu jardim em vidro seja organizado, mas evite colocar o jardim em vidro directamente sob a luz do sol.

Plantas Secas

Plantas secas são amiúde muitíssimo apreciadas como ornamentos. Vagens de leguminosas, folhas, líquens, amoras silvestres, tifas, todas elas podem tornar-se itens decorativos para seu lar. Um coleccionador alerta de tais itens achará materiais úteis quase em qualquer parte: nos campos, jardins, matagais, até mesmo em seu próprio quintal.
Estróbilos de pinheiro, de abetos e de espruces podem ser usados para fazer lindos adornos. São abundantes nas áreas florestais. Um único estróbilo, talvez aspergido com tinta dourada, e colocado à base duma madeira exposta ao tempo constitui excelente adorno de mesa. Uma cesta de estróbilos bem formados, aspergidos com verniz claro para preservar sua cor natural constitui um atraente adorno para a mesa ou para a cornija da lareira. Adicione algumas brilhantes amoras silvestres secas em cachos, ou fruto da silva-macha, para ter mais cor.
Gramíneas ornamentais secas constituem lindos bouquês para o inverno. As sedosas plumas brancas da gramínea alta e seca dos pampas podem encher um canto vazio com um adorno dignificante. Cardos espinhosos são amiúde secados e espargidos com tinta para complementar o colorido de determinada dependência. Talvez a decoração mais simples de todas nesta categoria se ache na mostra de brilhantes folhas do outono.
Porongueiros ornamentais são naturais para as mesas do outono. De cores brilhantes, agradáveis em sua forma, surgem numa variedade que é quase ilimitada. O milho ornamental multicolorido também constitui excelente adorno de mesa na época da colheita.
Não resta dúvida de que o Criador revestiu a terra de miríades de plantas vivas e crescentes. Adicionar alguns destes adornos a nossas casas pode ajudar-nos a apreciar Seu interesse amoroso na terra e em seu futuro. Na medida em que dispuser de tempo poderá gozar os efeitos decorativos dos ornamentos vivos.

in Despertai de 8/1/1973 pp. 13-16

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Provérbio da semana ( 21:15 )


Para o justo é uma alegria fazer justiça, mas há algo terrível para os que praticam o que é prejudicial.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Palavra da semana ( 30 )


supino

adj.
1. Elevado, alto.
2. Deitado de costas; voltado para cima.
3. [Patologia]  Que está no estado de supinação.
4. [Figurado]  Excessivo; em alto grau.
s. m.
5. [Gramática]  Forma verbal latina.
6. [Portugal: Trás-os-Montes]  Nádegas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O saber não ocupa lugar ( 352 )




O teorema do valor intermediário prova que em qualquer círculo máximo em torno da Terra sempre existem dois pontos opostos com mesma temperatura.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As misteriosas glândulas endócrinas





IMAGINE um sindicato comercial fortemente entrelaçado. Os oito membros chaves estão em constante contacto um com o outro por telefone e por meio de reuniões pessoais. Cada membro tem seu próprio campo de responsabilidade — um com o crescimento; outro com o volume de vendas; outro ainda com resolver dificuldades; um quarto com a competição; um quinto com a pesquisa; um sexto com a publicidade, e assim por diante. Não só isso, mas cada um fornece um complicado sistema de verificações e equilíbrio dentro da organização, movendo este membro a acelerar a actividade e aquele membro a reduzir a produção. E todos trabalham sob o controle invisível de um senhor misterioso a quem ouvem, mas que jamais vêem.
O sistema de glândulas endócrinas ou de secreção interna do corpo humano é algo parecido a isso. Estas oito glândulas fabricam compostos químicos imensamente potentes chamados hormônios (do grego hormōn, significando “incitar à atividade”). Estas substâncias químicas entram na corrente sanguínea por absorção, e não por meio de canais como os que são usados pelas glândulas salivares ou sudoríparas. Daí o seu nome endócrinas, que significa “de secreção interna”.
Estas secreções ou hormônios então entram na química do corpo, provocando coisas maravilhosas. O estrogênio, dos ovários, transforma uma menina numa mulher no tempo devido. A progesterona, das mesmas glândulas, telegrafa a ordem para que o útero permaneça quieto e dócil, pronto para servir como incubadora para o ovo fertilizado, se um vir até lá. A insulina do pâncreas controla a transformação dos açúcares do corpo em energia. As secreções da pituitária regulam o crescimento do esqueleto. Se demasiadas, um gigante; se poucas demais, um anão. A adrenalina influencia a pigmentação da pele, a pressão do sangue, e assim por diante.
Uma das surpreendentes qualidades das glândulas é a economia. As próprias glândulas endócrinas são diminutas — as quatro paratireóides na garganta sendo pouco maiores do que as sementes de trigo, e a pituitária no cérebro sendo do tamanho de uma ervilha grande. Não apenas o tamanho da glândula, mas a quantidade e a potência da secreção, são exemplo de economia química. As supra-renais segregam cerca de uma colher de chá em toda a sua vida. E a quantidade da secreção da tiróide por dia é pequena demais para ser pesada por instrumentos comuns.

As Quatro Menores

Há quatro delas que parecem ser um tanto menos importantes do que as outras quatro em nosso sindicato químico. Uma das quatro menores é a glândula pineal, que fica por trás da pituitária no cérebro. Suas funções específicas ainda são vagas, embora, aparentemente, influenciem o desenvolvimento sexual.
As paratireóides, ligadas às tiróides na garganta, regulam a concentração de cálcio e fósforo no sangue. Raramente actuam, mas se tais glândulas não produzirem bastante hormônio, a concentração de cálcio no sangue fica reduzida e aumenta a quantidade de fósforo. Então a pessoa talvez fique nervosa e sofra espasmos musculares e convulsões. As paratireóides são glândulas como pequeninas contas, usualmente duas de cada lado da traqueia. Embora sejam as menores das glândulas endócrinas, são necessárias para a vida do organismo. Se forem removidas, resulta a morte pelo tétano ou espasmos musculares, a menos que se ministre o cálcio.
O timo é uma glândula dupla na parte superior do tórax. Composta de tecido esponjoso, dirige as defesas do corpo contra os germes. Depois da puberdade, permanece quase do mesmo tamanho, mas se torna gordurosa em sua estrutura e, aparentemente, não funcionando.
“A criança sem o timo”, relatou a revista Newsweek, “ficaria numa situação sombria”. Embora externamente rara, diz-se que a criança que nascesse sem ele morreria duma infecção sobrepujante com dois anos de idade. Assim, o timo evidentemente desempenha um papel essencial no desenvolvimento de anticorpos para a protecção do bebê contra a doença.
O pâncreas segrega a insulina para controlar o uso do açúcar pelo corpo. Se falhar, o açúcar se acumula no sangue e se espalha pela urina, e o paciente sofre de diabetes.

Quatro de Maior Significado

As glândulas sexuais são importantes, mas não essenciais à vida. Os ovários femininos, além de sua função primária de produzir óvulos (talvez uns 50.000 numa vida), fabricam dois hormônios, o estrogênio e a progesterona. Durante todo o período de anos férteis duma mulher, apenas segregam alguns miligramas de estrogênio, todavia, isto basta para transformar uma menina numa mulher, e para regular a libertação do óvulo maduro no ciclo reprodutivo aproximadamente uma vez por mês.
A ciência experimental descobriu que os hormônios femininos ajudam a reduzir o endurecimento arterial em ambos os sexos. Sem dúvida, o corpo usa os hormônios sexuais em outros papéis além dos de reprodução.
Os testículos do homem, além de produzirem o esperma, segregam o hormônio testosterona, que desempenha uma parte no uso de proteína pelo corpo, na restauração óssea, e na coagulação sanguínea.
A pituitária, situada na base do cérebro, é um químico magistral. Segrega pelo menos oito compostos activos. Um destes se relaciona com o inteiro arranjo reprodutivo na mulher — a maturação do óvulo nos folículos de Graaf nos ovários, a fabricação do estrogênio, o ciclo menstrual, a secreção de prolatina para a produção de leite para o bebê recém-nascido, e assim por diante.
Outro hormônio pituitário regula o crescimento. Outro mais estimula a glândula tiróide. Ainda outro, a supra-renal. Outro regula a transferência de depósitos de gordura para o fígado. Um outro regula a cor da pele. Outro ainda regula o volume da urina excretada diariamente, e o equilíbrio de sal do corpo. Que químico magistral, versátil e preciso é a pituitária!
A tiróide é o acelerador do corpo! Acelera ou reduz a taxa de vida. Se ocorrer bem pouca actividade da tiróide, diminui tanto o vigor físico como mental. Poderá haver ressecamento da pele, perda de cabelos e supersensibilidade ao frio. Por outro lado, se for demasiada, o nervosismo, a perda de peso, apesar de maior apetite, a inabilidade de suportar o calor, e a taquicardia podem resultar. Além disso, se a deficiência da tiróide na mãe ocorrer durante a gravidez, o nascituro pode tornar-se um cretino, retardado em crescimento e desenvolvimento sexual.
A tiróide, a maior das glândulas endócrinas do adulto, fabrica um hormônio que contém iodo que influi na taxa em que o corpo transforma o alimento em energia. Se não houver bastante iodo na dieta para cumprir a função da tiróide, amiúde resulta o aumento da tiróide ou bócio. É por isso que muitos sais são iodados, para impedir tal carência.
As glândulas supra-renais são coroas que repousam no alto dos rins, uma acima de cada rim. Há duas partes das supra-renais, a medula supra-renal (o âmago) e o córtex supra-renal (ou camada externa). A medula supra-renal segrega o que se tem chamado de “hormônio de emergência” — epinefrina (adrenalina) — no sangue, habilitando o corpo a ajustar-se à tensão súbita. Saudáveis supra-renais habilitam o corpo a enfrentar emergências. Se o homem tem de escapar de um atacante, aumentam suas batidas cardíacas e a taxa de consumo de oxigénio, o índice de despertamento aumenta, reduz-se o tempo de coagulação do sangue. A medula supra-renal é o capitão que controla as crises!
O córtex supra-renal, que é essencial à vida, aparentemente produz mais de três dúzias de hormônios, todos eles esteróides. Estes hormônios servem de vários modos, tais como ajudando a regular os equilíbrios de sal e açúcar no corpo e exercendo uma acção anti alérgica e anti inflamatória.
Entre as coisas maravilhosas que foram feitas e que reflectem a obra precisa e intrincada do magistral Arquitecto se acham essas surpreendentes glândulas endócrinas, que, como o sindicato químico que são, regulam tão perfeitamente as funções do corpo humano. É mais fácil crer que um relógio, complicado como ele seja, tenha surgido por acaso, do que acreditar que as infinitas complicações do sistema endócrino tenham simplesmente acontecido por acaso, e isto se dá especialmente visto que todas as glândulas precisam funcionar desde o princípio, com perfeição, se é que o corpo há de viver normalmente — ou até mesmo chegar a viver!

in Despertai de 22/12/1972 pp. 17-20

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Provérbio da semana ( 21:13 )


Quanto àquele que tapa seu ouvido contra o clamor queixoso do de condição humilde, ele mesmo também clamará e não se lhe responderá.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Palavra da semana ( 29 )


polissemia

(francês polysémie)
s. f.
1. [Linguística]  Propriedade de uma palavra ou locução que tem vários sentidos.
2. [Linguística]  Conjunto dos vários sentidos de uma palavra ou locução.

sábado, 4 de agosto de 2012

O saber não ocupa lugar ( 351 )




O problema do quadrado inscrito, um problema de geometria euclidiana plana proposto há mais de cem anos, ainda não foi solucionado.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aptidão física — vale a pena o esforço?





ERA um almoço de sábado. Todo o mundo acabara de se levantar. De súbito, um senhor tombou sobre a pessoa junto dele e foi ajudado a sentar-se em seu lugar. Mas, o ataque cardíaco o matou quase que instantaneamente. Só tinha trinta e quatro anos, mas era um tanto obeso.
Seria bastante triste se este fosse apenas um incidente isolado. Mas, todo dia, os ataques cardíacos abatem muitos em seus trinta, em seus quarenta e em seus cinquenta anos — matando-os ou aleijando-os. É uma epidemia! The New York Times Encyclopedic Almanac afirma: “Achamo-nos numa nova era de pandemias [epidemias difundidas], visto que quase a metade dos homens dos países ocidentais (e crescente proporção das mulheres) morrem de uma única doença — a moléstia cardiovascular, ou, mais especificamente, a catástrofe coronária [do coração].”
Por que é especialmente nos países ocidentais, onde há prosperidade material, que esta doença é comum? E por que se tornou uma epidemia nesta geração? O consenso dos especialistas médicos é que há vários factores contribuintes, cada um dos quais influi adversamente na aptidão física.

O Que É Aptidão Física?

Segundo certo médico, a aptidão física permite que uma pessoa cumpra suas actividades diárias sem interferência da fadiga. Também a pessoa apta dispõe de suficientes reservas físicas para enfrentar com segurança emergências inesperadas, e possui suficiente energia para gozar o lazer.
Assim, poder-se-ia dizer que alguém fisicamente apto consegue suportar a tensão. A tensão pode provir de um dia de trabalho árduo no escritório ou em cuidar duma casa, de um quase acidente, de correr para pegar um ónibus e assim por diante. Estas coisas provocam demandas extras sobre o corpo; mais oxigénio precisa ser levado aos músculos, e os produtos residuais extras precisam ser eliminados. Isto exige trabalho incrementado do coração e a circulação mais rápida.
Mas, e se a pessoa não estiver apta? Daí, as funções físicas não corresponderão adequadamente. Isto pode ser perigoso. Amiúde, ouve-se falar de pessoas que desmaiam numa situação tensa. Exemplo disso é que, a cada inverno, muitos tombam quando removem a neve de suas calçadas. Seus corações e sistemas circulatórios não são suficientemente aptos para suprir o volume incrementado de sangue, e, assim, falham.
Por certo é desejável a aptidão física. Não só poderá tornar a pessoa mais segura — capaz de enfrentar situações tensas sem efeitos perigosos — mas pode aprimorar a eficiência pessoal em todo campo. A pessoa apta se sente melhor, tem melhor aparência, tem mais energia, e, por conseguinte, goza mais a vida.
Assim, ‘talvez conclua que a aptidão física vale a pena o esforço. Mas, que esforço é aconselhável? Que factores influem adversamente na aptidão, e assim contribuem para a catástrofe coronária?

Inimigos Principais da Aptidão

Um dos factores é a obesidade, e uma dieta alta de ‘gorduras saturadas. Quando são consumidos em abundância os alimentos ricos, acumula-se a gordura do corpo — a metade dos adultos nos Estados Unidos são obesos. Muito mais certos, porém, são os ocultos depósitos da gordura, em especial os que se formem nas paredes das artérias coronárias. A obstrução duma artéria vital pode levar ao fatal ataque cardíaco.
Os estudos mostram que os bantus da África e outros povos que ingerem uma dieta limitada em alimentos ricos têm poucos, se tiverem alguns, depósitos de gordura nas paredes das artérias coronárias e assim sofrem pouco do coração. Todavia, os depósitos arteriais se tornam coisa comum nas pessoas dos países prósperos. Significativamente, na Segunda Guerra Mundial, quando a dieta dos povos nos países escandinavos era restrita em calorias e gorduras, a incidência das afecções coronárias foi dramaticamente reduzida.
Cuidar da dieta, portanto, é aparentemente essencial à aptidão física, e reduz as probabilidades de um ataque cardíaco. Lembre-se, a gordura visível provavelmente significa que dentro do corpo os depósitos de gordura se acumulam nas artérias, estreitando-as perigosamente. Assim, evite o excesso de peso! Talvez seja aconselhável, também, limitar ou excluir a ingestão de alimentos fritados inteiramente em gordura animal, bem como utilizar como fonte generosa de nutrição, os legumes, as frutas, os melões e os cereais.
Outro factor que contribui para se reduzir a aptidão, segundo se crê, é o modo de vida hodierno, corrido, tenso. As gerações prévias não viviam no ritmo acelerado em que vivem as pessoas hoje, com o senso de urgência do tempo, a tremenda competição, e a hostilidade latente. Embora os efeitos disto sejam difíceis de medir, há peritos que crêem ser factor primário no horrendo aumento da doença coronária. O cardiologista Meyer Friedman explica:
“O que quero dizer — e dispomos de muitos dados para apoiá-lo — é que sempre que o homem se empenha por demais incessantemente em conseguir fazer muitas coisas num espaço muito curto de tempo, assim produzindo em si mesmo um senso de urgência do tempo, ou sempre que o homem se empenha por demais competitivamente com outras pessoas, esta luta marcantemente acentua o processo da doença coronária do coração. . . . As forças bioquímicas geradas por esta inquietação íntima são bem capazes de, por si mesmas, produzir a [catástrofe] da parada cardíaca.”
Rodar um motor de carro constantemente na velocidade máxima encurtará sua vida. Efectivamente, é isso que milhões de homens fazem a si mesmos — esforçando-se freneticamente em ir avante, em obter uma posição melhor, em fazer mais do que uma outra pessoa — apenas para sofrer um colapso abrupto. Por certo, isso não vale a pena! Obter muitas coisas materiais não é necessário para a real felicidade.

Inimigo Comum da Aptidão

Agora chegamos a um inimigo especialmente comum da aptidão — o moderno estilo de vida sedentária. Crê-se que é um dos principais factores contribuintes para a avalancha da doença cardiovascular. O objectivo, hoje, é aparentemente remover qualquer necessidade de se exercitar um músculo.
Os carros substituíram as pernas como o principal meio de transporte, e até os braços são poupados pelo volante electrónico e janelas eléctricas. Nos prédios de escritórios, os funcionários são levados de um andar para o outro por elevadores. Em casa, escovas eléctricas engraxam sapatos e escovam os dentes. Gramados são aparados com cortadores de grama a motor. E os canais de TV são trocados do próprio lugar da pessoa por controle remoto.
A ênfase na ‘vida fácil’ quase que eliminou por completo o exercício físico. O fato é que o trabalho diário mais duro que alguns escriturários fazem é tomar um banho de chuveiro e vestir-se! Mas, será que tal falta de exercício realmente precipita os ataques cardíacos?
Sim, a evidência revela que as pessoas sedentárias são mais inclinadas aos ataques cardíacos do que as pessoas activas.
Exemplificando, certo estudo verificou que os cobradores de ónibus londrinos que constantemente andavam para a frente e para trás, e subiam e desciam as escadas dos ónibus de dois andares tinham uma taxa de ataques cardíacos na metade da dos motoristas de ónibus. Também, um estudo dos residentes dos mosteiros, onde a dieta e o ambiente eram os mesmos, revelou que os trabalhadores campais tinham menos ataques cardíacos do que os monges de ocupações sedentárias.
As autoridades concordam quase que unanimemente que o exercício é vital para a vida saudável. O Director de Pesquisas Cardiovasculares da Universidade de Vermont, o Dr. Wilhelm Raab, indicou com precisão: “A falta de exercício é a causa principal da doença coronária.”
Por que, porém, se diz isso? Por que precisamos de exercício para vivermos?

A Capacidade do Coração

Nosso corpo se compõe de mais de 600 músculos, sendo o coração o mais notável de todos eles. Normalmente bate cerca de setenta vezes por minuto, ou cerca de 100.000 vezes por dia. Neste tempo, bombeia cerca de sete toneladas de sangue através dos mais de 96.000 quilómetros de vasos sanguíneos. Todavia, nessa taxa, o coração não está trabalhando arduamente. É capaz de um esforço muito maior.
Por exemplo, quando obrigado pelo exercício, o coração de pessoa fisicamente apta pode dobrar a quantidade de sangue bombeada com cada batida. E pode acelerar grandemente sua taxa, bombeando eficazmente ao bater 180 vezes por minuto. Assim, o coração consegue aumentar seu trabalho mais de cinco vezes, bombeando mais de vinte e cinco litros por minuto para levar a nutrição aos músculos do corpo. E o coração de atletas persistentes possui uma capacidade ainda maior!
Por certo, tendo tão notável capacidade de trabalho, o coração da pessoa sedentária deve sofrer com a falta de exercício. O Doutor M. F. Gram, da Faculdade de Medicina do Sudoeste da Universidade do Texas, EUA, observa: “Privar este notável órgão da sua função máxima por longos períodos de tempo é um convite ao desastre. É bem parecido a se colocar o braço numa tipóia; os músculos definham e se atrofiam e logo o braço não é capaz de realizar nada mais de que uma fracção do trabalho para o qual foi originalmente tencionado. Daí, quando subitamente convocado ao exercício estrênuo, não consegue corresponder. Comummente, no caso do coração não treinado, isto resulta num ataque cardíaco.”

Necessidades do Coração

O músculo cardíaco precisa de quantidade grande e constante de sangue para nutri-lo, exigindo 1/20 do suprimento de sangue do corpo, embora represente apenas 1/200 do peso do corpo. O coração não obtém este sangue directamente de suas próprias câmaras de recepção e ejecção, mas o obtém por meio das duas artérias coronárias. Estas artérias principais envolvem o coração, e se dividem em muitas artérias cada vez menores que se estendem e se aprofundam no músculo cardíaco. O oxigénio e outros nutrientes fornecidos por estas artérias são vitalmente importantes, pois estas são as artérias directamente envolvidas nos ataques cardíacos.

O Valor do Exercício Regular

O que ocorre quando uma pessoa é sedentária? As artérias que suprem o sangue aos músculos se tornam cada vez mas estreitas, e muitos vasos pequenos até mesmo desaparecem. Assim, o sangue para os músculos, e portanto o oxigénio, é menos. O volume total de sangue do corpo é até mesmo reduzido. Caso haja uma emergência, talvez súbita tensão ou uma artéria coronária “obstruída”, então, o que acontecerá? O sistema circulatório talvez não consiga fornecer suficiente oxigénio ao coração, provocando um ataque cardíaco.
Por outro lado, o que acontece quando a pessoa é regularmente activa? Na vigorosa actividade física, o fluxo de sangue pelos músculos do esqueleto aumenta cerca de dez vezes e o consumo de oxigénio por estes músculos talvez aumente cem vezes. Assim, o exercício regular faz com que as artérias da pessoa se tornem maiores, de modo a poderem levar mais sangue. Também, mais vasos sanguíneos se abrem nos tecidos musculares, fornecendo novas rotas para levar mais oxigénio. Especialmente no caso do músculo cardíaco, isto é uma vantagem, pois, então, se uma das artérias se tornar “obstruída”, o suprimento de sangue pelas rotas auxiliares talvez seja suficiente para impedir que o músculo cardíaco careça de oxigénio e pare.
A actividade física regular, também, ‘fortalece o bombeamento por parte do coração. Assim, menos batidas são necessárias para conseguir os mesmos resultados, permitindo que o coração condicionado descanse mais. As pessoas sedentárias, cujo coração bate de oitenta ou mais vezes por minuto, podem reduzir significativamente esta taxa e permitir que seus corações descansem mais, através do exercício regular.
Mas, o benefício especial da actividade física é que o coração fortalecido opera mais eficazmente sob tensão. Isto é facilmente demonstrado. Por exemplo, em um teste, um grupo de escriturários recebeu um período de vinte minutos de exercício. Suas taxas cardíacas, em média, se aceleraram até 170 batidas por minuto, quase tão alto quanto é seguro para os homens não condicionados. No entanto, depois de se empenharem em tal período diário de exercícios por oitenta e quatro dias, a taxa média cardíaca dos homens se acelerou para apenas 142 batidas por minuto. Seus corações faziam o mesmo trabalho com menos esforço. A aptidão havia sido melhorada. Isto significa que a tensão podia ser tolerada mais eficazmente e com menos perigo de colapso cardíaco.

Fazer o Esforço

O corpo do homem foi claramente feito para ser exercitado. No entanto, ao procurar satisfazer tal necessidade, é sábio ser moderado, evitando indevida ênfase no treinamento físico.
A sensação de fadiga comummente sentida pelos trabalhadores sedentários amiúde se relaciona com a falta de exercício. Se a pessoa se empenhar na actividade física, esta a ajudará a lhe dar energias e a vencer seu cansaço. Fazer um hábito regular de andar é um óptimo meio de se começar. Por que não andar, ao invés de usar o carro em viagens curtas? Disse certo médico: “Andar vigorosamente, se praticado desde a juventude em diante, em si mesmo reduziria drasticamente a inaptidão e as mortes prematuras devido à doença coronária.”
Outra actividade física também é boa. Nadar, andar de bicicleta, lavar o carro, cuidar do jardim, cortar a grama — toda forma de actividade que exija o movimento físico vigoroso será proveitosa para os trabalhadores sedentários se for feita com regularidade. Usar as escadas ao invés de o elevador é excelente modo de melhorar a aptidão física.
Contudo, há necessidade de cautela: Cuidado para não se exercitar vigorosamente demais no início, antes que seu sistema circulatório seja fortalecido pela actividade regular. Aumente de forma gradual a quantidade de exercícios, e, evite a tendência de tentar fazer muita coisa de uma só vez. Isto permitirá que o coração e os vasos sanguíneos sejam fortalecidos progressivamente, e não prejudicados.
A aptidão física vale a pena o esforço. A pergunta é: Está disposto a fazer tal esforço?

in Despertai de 8/12/1972 pp. 17-21

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.