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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Raridades e Recordações ( 109 )

Us and Them
And after all we're only ordinary men
Me, and you
God only knows it's not what we would choose to do

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aceite um aperto de mão




PARA o observador, parece que algumas pessoas simplesmente se deleitam em dar apertos de mão. Fazem-no na primeira vez em que se encontram no dia, mesmo com velhos conhecidos, e, daí, novamente quando se despedem. Este processo talvez até mesmo se repita várias vezes no dia se tais conhecidos se cruzarem com frequência. Em países em que isto é costumeiro, poderia ser tido como insulto se tal saudação manual fosse despercebida, quer ao chegar quer ao partir.
Mas nem todos se entusiasmam com isso. Alguns afirmam: “É uma rígida formalidade!” “Por que a pessoa simplesmente não é natural?” “Como isso é imprático!” “Ademais, acho que não deve ser saudável andar por aí espalhando todos esses germes através de tal íntimo contacto!”
As atitudes e os costumes diferem, não é mesmo? Há outras pessoas que preferem beijar-se, abraçar-se ou esfregar os narizes, ou simples mesura basta. Enquanto tais costumes de nos saudar não pisotearem em seus princípios de consciência, por que não ser adaptável quando se está no país dos outros, não ignorando seu modo de vida e esperando que eles mudem o deles? Seja qual for a forma de saudação, acalenta-nos por dentro quando sentimos que é de coração e sincera!

Apertos de Mão nos Tempos Primitivos

Há algumas facetas interessantes do assunto dos apertos de mão. É mencionado até mesmo na Bíblia como sendo conhecido dos israelitas, embora não como forma de saudação. Os povos consideravelmente menos inibidos do Oriente Médio têm meios muito mais emocionais de expressar suas alegrias de encontrarem outras pessoas e suas dores da partida do que por meio do aperto de mão um tanto conservador. Nos tempos bíblicos, o aperto de mão ou bater as palmas das mãos eram gestos empregados para expressar acordo, ratificação ou confirmação dum contrato ou barganha. Este gesto não é desconhecido nem mesmo no presente, ainda tendo valor legal nos dias de nossos trisavós. Os antigos povos germânicos também o empregavam ao fazer acordos.
Ao passo que alguns afirmam que os romanos foram os primeiros a usar o aperto de mão como saudação, evidentemente foi durante a Idade Média que o aperto de mão se tornou costume comum na Europa. Apresentar a mão de certa maneira predeterminada também servia como sinal de identificação para indicar que se pertencia a certo grupo ou guilda. Tal sinal distintivo de ser membro dum grupo ou de partilhar de determinada forma de pensar permanece em uso até mesmo hoje em dia.

Apertos de Mão Típicos

E agora, gostaria de conhecer alguns que têm apertos de mão típicos de nossos dias? Cada um tem um jeito diferente de segurar. O primeiro que encontramos segurará ansiosamente sua mão brandamente estendida, como que triturando-a. Ficamos com medo depois de mover a mão, receando que todos os ossos tenham sido quebrados e, se costuma usar um anel, ficará com ferimentos por diversos dias.
Mas, nem todos são tão cheios de vitalidade. Por exemplo, nosso próximo amigo aqui. A frieza e desânimo que sente quando a mão dele molemente e sem desejo algum pende na sua faz com que boceje, tentando ver se não foi um peixe que apanhou. Nosso terceiro amigo é mais afectuoso, e seu aperto de mão, ou “sacudida”, destina-se a demorar um pouco.
Naturalmente, há outros que empregam o sistema de acertar ao acaso. Parece que nunca conseguimos segurar sua mão devidamente, pois verifica que a mão deles escorrega pelo seu polegar e corre pelo seu braço. E, talvez já encontrou o tipo “não tenho nenhum interesse” que, ao passo que lhe oferece a mão, vira logo a cabeça para olhar para outra coisa, de modo que, quando as mãos se encontram, não há um encontro de olhos.
Por último há o grande sustentáculo da tradição do aperto de mão. Se verifica que suas mãos estão ocupadas demais ou cheias demais para dar um correto aperto de mão, então lhe oferecerá um dedinho ou um cotovelo a bem da tradição.
Qual foi sua impressão daqueles que acabamos de lhe apresentar? Alguns mostram definida consciência da impressão que causam pela forma precisa e deliberada com que apertam a mão deles na sua. Tentam mostrar firmeza, com graciosidade, e dão uma torcidinha extra como prova de uma calorosa personalidade forte. Sim, o aperto de mão realmente revela muita coisa sobre as características duma pessoa. Mas, a pessoa natural que não se leva demasiado a sério sempre é apreciada.

Ser Equilibrado Quanto a Apertos de Mão

Embora não sendo regras, eis aqui algumas situações em que a razão deve ditar. Talvez a pessoa desacostumada a apertos de mão sinta-se justificada em achar que o hábito é imprático quando, depois de entrar numa sala, numa reunião, tem de realizar mais uma vez o ritual de apertar as mãos cada vez que entre alguém novo. E, se chegar atrasado numa reunião, ou a palestra já tiver começado, seria mostrar consideração usualmente sentar-se quietamente sem achar necessário interrompê-la para apertar a mão de todo o mundo. Alguém poderia pensar que é rude desperceber alguém com esta saudação formal do aperto de mão, mas seria mais respeitoso e considerado aguardar o momento natural e conveniente para expressar nossa alegria por vermos nossos amigos. E já pensou em quão inapetitoso poderia ser para alguém se se visse obrigado a apertar a mão de uma pessoa ou de várias que não lavaram as mãos, durante uma refeição?
Se gosta de poupar tempo, talvez tenha ficado amolado apenas com a frequência deste acto social, ao invés de com o acto em si. Tome, por exemplo, os alemães, cujo costume de apertar as mãos é tido em máxima estima, mas que agora começam a pensar se saudar a mesma pessoa uma dúzia de vezes num dia com um aperto de mão talvez não esteja indo longe demais.
A revista Time teceu a seguinte observação: “Alguns encarregados do pessoal alemães calculam que seus empregados gastam no emprego um mínimo de 20 minutos por dia dando apertos de mão.” O Comité de Peritos em Boas Maneiras da Alemanha se expressou assim: “Apertos de mão em exagero não são apreciados, e, com efeito, às vezes tornam mais difícil de se estabelecer o contacto pessoal. Basta dar um aperto de mão na primeira vez que se encontram.”
Assim, então, tentando-se ser razoável sobre o uso do aperto de mão normal, a sugestão mais simples a lembrar seria: Mostre calor humano sincero junto com discernimento. Daí, não teremos dificuldades em ser naturais, ao invés de seguirmos cegamente a tradição.
Chegou a hora de dizer até logo. Mas, diz que não deseja despedir-se com pancadinhas nas costas, nem com um beijo ou um abraço? Muito bem, então, aceite um aperto de mão!

in Despertai de 8/7/1973 pp. 26-28

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A música conVIDA... a ter segredos

Segredos. Quem não os tem? Uma vida sem segredos será possível? Seria uma vida sem suspense, sem emoção. É claro que há segredos bons e segredos maus. E há quem consiga guardar segredos mas também as "coscuvilheiras" da vida que, qual incontinência urinária, não conseguem reter nada que lhes chegue aos ouvidos. Por outro lado, há quem goste de partilhar segredos, mas também há quem os queira partilhar e não tenha com quem o fazer. Finalmente, os que nem às paredes confessam os seus segredos. Podemos pensar que esses terão os segredos mais macabros, mais obscuros, mais ofensivos que podem existir. Por não os quererem partilhar. Por os renegarem da sua própria vida ou recordação. Mas nem sempre é assim. Afinal de contas, os eventos da vida das pessoas pertencem às mesmas. São eventos privados. Não são para os outros conhecerem. Salvo as devidas excepções, claro. Por isso devemos encarar tudo como segredos? Ou pior, devemos procurar saber tudo sobre os outros? Metermo-nos na vida de cada um? Afinal de contas, um segredo é isso mesmo. Algo íntimo, do âmago.

Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
por quem eu espero
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo,
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Palavra da semana ( 54 )

Opróbrio

n.m. desonra pública, vergonha, afronta, vexame, humilhação, baixeza, indignidade, ausência de consideração.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Raridades e Recordações ( 108 )

Vaguear pela vida, é o destino...

I'm free to speak my mind
anywhere
and I'll take my time anywhere
Anywhere I roam
Where I lay my head is home

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bambu — gigantescas gramíneas da Ásia




POR trás da minha casa, o gramado é amplo e atinge uns quatro centímetros de altura. Do lado dela, as gramíneas atingem seis metros ou mais! Todavia, essas gramíneas de seis metros são apenas uma fracção da altura que atingem algumas gramíneas desse tipo. Algumas variedades podem atingir até 36 metros e seus caules podem chegar a ter 30 centímetros de diâmetro. E há uma variedade trepadeira que cresce até a 60 metros!
Minha casa abraça o extremo de um bambuzal, e o bambu é o membro mais alto da família das gramíneas. Do andar de cima de minha casa, olho sobre esta floresta plumífera de gramíneas. As borboletas dançam por cima das árvores. As aves raramente deixam a luz sombreada e a sombra ali embaixo. Apenas seu canto e seus pios revelam que se acham ali.
O bambu é abundantíssimo na Ásia. Apenas a China cultiva mais de 160 variedades. Mas, o bambu também cresce no hemisfério ocidental, desde os Estados Unidos até o norte do Chile e da Argentina.
Na cadeia costeira da Carolina do Norte, o gado vacum pasta em bambuzais. Seu processo digestivo destrói o veneno que precisa ser eliminado pelo cozimento, se é que os humanos hão de comer com segurança esta gramínea. Ainda assim, na Índia, as vacas às vezes morrem por comerem mui avaramente os brotos das variedades locais.

Muitos Usos

O bambu se presta para muito mais do que para simples alimento do homem e dos animais. Seus usos são tantos que se tem dito que a vida dos povos do Extremo Oriente ficariam inteiramente alteradas se não existisse o bambu.
Talvez tenha visto fotos de centenas de juncos chineses rebocados pelas turvas corredeiras do poderoso Rio Iangtzé, da China. A corda que usam é de bambu.
A tensão que suporta ultrapassa 10.000 libras por polegada quadrada. É quase tão forte quanto o aço! Com efeito, o bambu constitui excelente reforço para o concreto.
O oriental talvez vá pescar num barco de bambu. Apanha o peixe com uma vara de bambu, coloca o peixe num cesto de bambu e talvez se proteja do sol com um guarda-sol de tiras de bambu.
Em casa, seu peixe talvez seja preparado em panelas de bambu e comido com fachis de bambu. Parte de sua refeição talvez sejam os tenros brotos de bambu. Para beber água, talvez enfie na água uma caneca de bambu; a água talvez seja levada até sua casa por um cano de bambu. Depois de comer, talvez palite os dentes com um palito de bambu, e se refresque por meio dum leque de bambu.
A própria casa desse homem talvez seja feita de bambu, inclusive o assoalho, as paredes e o tecto. Sua mobília talvez seja feita de bambu, e não apenas a cadeira em que ele se senta, mas também os vasos que contêm flores de seu jardim. Talvez a vassoura usada para varrer a casa e o jardim também seja de bambu, ao passo que uma cerca de bambu rodeie sua propriedade.
As donas de casa chinesas usam comumente folhas de bambu para envolver o arroz, as castanhas de caju e carne de porco, ou outros pratos, assim como a dona de casa do Chile usa palha de milho, a mulher grega usa folha de parreira e outras donas de casa recheiam várias comidas em folhas de repolho. Também, as folhas secas e maduras de bambu são usadas para desodorizar os óleos de peixes.
Aparentemente não há fim dos usos do bambu. Pela destilação, pode-se preparar óleo diesel líquido do bambu. As firmas farmacêuticas usam substâncias do bambu para fabricar hormônios e remédios. E, a cultura mediana usada para nutrir os germes retirados dum paciente talvez tenha sua origem numa floresta oriental de bambu!

A “Voz” do Bambu

Reputa-se que o bambu tem “voz”, tendo a habilidade de dizer seu nome em algumas línguas. Se a palavra para bambu em sua língua tiver a mesma derivação que a palavra tem em inglês, então talvez possa ouvir essa gramínea falar. Como assim?
Bem, a palavra inglesa “bamboo” imita o som que faz quando queimado. Arde com alto “BAM! BOO!” Marco Polo, viajante do século treze, há muito relatou sobre o uso da “voz” do bambu. Os viajantes de seus dias atavam bambus verdes em feixes e os suspendiam sobre uma fogueira à noite, e o alto “BAM! BOO!” visava afastar os saqueadores.
O bambu também fala com a voz que os homens lhe deram. O bambu é amplamente usado para fazer instrumentos musicais orientais, tais como a flauta. Tanto em Tóquio como em Manila, há órgãos feitos de tubos de bambu. Numa igreja num subúrbio de Manila, Las Piñas Rizal, há um órgão de 150 anos que tem tubos de bambu.

Crescimento

O bambu tem uma vida média de até 120 anos. Isso é quase que 44.000 dias. Todavia, a maioria dos bambus completam seu crescimento em seus primeiros sessenta dias!
Assim como a baleia azul é o maior animal vivo que já habitou a terra, assim também o bambu é famoso como a planta actual que mais rápido cresce. Pode-se ouvi-lo crescer e pode-se vê-lo crescer. Existem relatórios de um crescimento de um metro e vinte num único dia! O bambuzal literalmente ressoa de vitalidade.
O caule ou colmo jamais cresce depois daquele impulso inicial em direcção ao céu. Talvez permaneça ali, jamais mudando de tamanho por quase todo o século e um quarto seguintes.
Quando o broto atinge menos de um pé acima do solo, contém visivelmente todas as juntas que o colmo adulto possuirá. Pode-se seccionar o broto de bambu, e ali ver, comprimidos lá dentro, todos os seguintes do que seria um gigante de 36 metros! É similar a um bulbo de tulipa. Corte-o pela metade e encontrará a completa flor embrionária da tulipa que teria florescido na primavera caso tal cirurgia não tivesse sido feita.
Embora este notável impulso em direcção ao céu termine em poucas semanas, o bambu ainda cresce debaixo da terra. Mesmo que o alto caule de bambu cheio de juntas seja cortado, como amiúde ocorre, continua tal crescimento subterrâneo. Ali, não visto pelos olhos, prossegue maravilhoso processo de substituição. A cada ano, de 200 a 1.500 novos renovos por acre serão produzidos, quer em blocos quer em fileiras subterrâneas. Estes formam um jardim de infância sempre crescente de progênie.
Quando os novos renovos abrem seu caminho através do solo na primavera, toda a energia do bambu que cresce se dirige a erguer no ar a nova safra. Cessa temporariamente o crescimento subterrâneo durante este crescimento para o alto.

Morte

É interessante que a cada ano sucessivo, os brotos de bambu têm um ano a menos de vida potencial do que seus predecessores. Assim, quer tenham cem anos, quer cinquenta, vinte e cinco, cinco, ou sejam da safra do ano passado, todos os bambus morrem por volta do mesmo tempo.
Ao florescer seu colmo, o bambuzal morre por um período de um ano ou dois. Assim, o bambuzal floresce uma vez em cerca de um século e então morre. Até mesmo as plantas transportadas para outros países florescem e morrem no mesmo ano ou dentro de dois anos da época em que morre o bambuzal “mãe”. O bambuzal e toda a sua prole transportada, embora espalhada por todo o mundo, agem bem parecido aos salmões espalhados por todos os mares, segundo um relógio interior.
Recentemente, para exemplificar, o bambu madake floresceu no Japão. Visto que três quartos do bambu japonês é desse tipo, o Japão entrou numa década de grande perda, visto que levam cerca de dez anos para que um bambuzal retorne em pleno vigor.
Quando morre um bambuzal, como é que volta?

Renascimento

Em certas variedades, é através da semente produzida pelo fruto das flores. Mas, há ainda outro modo, que é ímpar.
Conforme adrede observado, quando o bambuzal floresce, as plantas morrem dentro de uns dois anos. Não se trata apenas de morte superficial; os rizomas subterrâneos também morrem. Trata-se de caules ou raízes subterrâneos carnosos e que retêm a nutrição. Bem, então, qual é a fonte duma nova floresta?
É resultado do crescimento subterrâneo de novos rizomas. De forma notável, a vida é transferida, por um período de três anos, da velha floresta de bambu para estes diminutos rizomas novos. Levam então outros sete anos para que a rede de rizomas prolifere, e para que esta clareira se torne uma floresta.
E, assim, em meu quintal dos fundos, às vezes me deleito de correr descalço pelo gramado cheio de orvalho que naturalmente não é de bambu, ao mesmo tempo contemplando com admiração as gigantescas gramíneas de bambu.

in Despertai de 8/7/1973 pp. 23-25

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Provérbio da semana ( 22:29 )

Observaste o homem que é destro na sua obra? É perante reis que ele se postará; não se postará diante de homens comuns.

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.