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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Já provou a sopa de ninho de ave?


O QUÊ? Verdadeira sopa de ninho de ave? Sim, feito do ninho duma ave, como qualquer pessoa familiarizada com a cozinha chinesa prontamente lhe dirá. Esta sopa leve, clara, com sabor delicado, é feita do ninho comestível de andorinhão.
Este pássaro mede de uns onze centímetros e meio a quase quatorze centímetros do bico à cauda. Voa rápido, na maior parte colhendo seu alimento enquanto voa. Sua cor é marrom escura, freqüenta as terras costeiras tropicais e pode ser achado ao norte até no Vietnam do Sul e ao sul até a costa australiana de Queensland.
O andorinhão realmente fabrica seu ninho com filamentos de sua própria saliva coagulada. O ninho é colado ao teto ou à parede de alguma caverna quase inacessível. Recolhem-se os ninhos no início da época de darem crias. Primeiro, todos os velhos ninhos são retirados das paredes ou do teto das cavernas. Os nativos de Bornéu sobem em varas de bambu até com 30 metros ou mais, e, com outras varas derrubam os ninhos. Assim que novos ninhos são construídos, são recolhidos, e isto se repete várias vezes. Mas, por fim, deixam-se intactos os ninhos de modo que os pássaros possam dar crias em paz.
O próximo passo é romper em pedaço os ninhos, secá-los ao sol e enviá-los a povoados e a cidades em que os chineses nativos os apreciem em seus lares ou, orgulhosamente, apresentá-los aos convivas estrangeiros em seus restaurantes.
A apreciação chinesa pelo ninho de ave vai mais fundo do que as simples papilas gustativas. A pessoa bem escolada nas tradições lhe dirá que há valor medicinal neste prato. Na verdade, a ciência médica não ofereceu confirmação oficial da afirmação, mas as análises químicas revelam que o ninho gelatinoso consiste principalmente em proteína, alguns carboidratos e quantidades utilizáveis de cálcio, ferro e tiamina.
As pessoas na classe alta e média podem usualmente se dar ao luxo de tomar esta sopa sempre que estiverem dispostas a isso. Nas cidades ocidentais, naturalmente, o custo será bem alto, mas, nas cidades asiáticas é mais barata, sendo até vendida em barracas à beira das estradas.
Talvez a forma mais aventureira de prová-la seja prepará-la em sua própria cozinha. Aqui, em Kuala Lumpur, como na maioria das cidades do sudoeste da Ásia, o ninho do pássaro é vendido principalmente em casas de ervas medicinais chinesas. Ao entrarmos em uma delas, o vendedor polidamente pergunta o que desejamos.
“Yin woh”, respondemos em cantonês.
“Ah”, exclama o vendedor, assumindo ares de perito. “Deixem-me recomendar-lhes o melhor.” Apresenta suas mercadorias e continua: “Esta é a Pah Sai yin, a variedade mais popular entre os consumidores.”
“O que a torna melhor?”
“Porque poderá cozinhá-la por um dia inteiro e os pequenos filamentos manterão sua forma. Este tipo é de Bornéu, e posso garantir que não ficará desapontado com o mesmo.”
Parece que os ninhos se acham disponíveis em várias qualidades. Realmente notamos que a variedade local tem filamentos soltos, e não é de jeito nenhum como a forma de colher bem vedada da variedade importada.
Depois de pechincharmos e da resultante redução de preço, corremos para casa com nossa compra. O ninho é deixado de molho na água de um dia para o outro. Daí a primeira coisa a fazer de manhã é dispor-se a catar pacientemente as penugens, penas e outras impurezas do pássaro no ninho amolecido e expandido.
Uma obsequiosa vizinha chinesa nos informa: “Simplesmente adicione bastante água ao ninho limpo para atingir a consistência desejada, suficiente açúcar em cubos para obter o grau correto de doçura. Daí, cozinhe por duas horas em banho-maria.”
Quando lhe pedimos com insistência outra receita saborosa, ela passa a dizer: “Uma forma simples de cozinhar o ninho é com um pouco de galinha e presunto, ambos cortados em pedaços, e a quantidade apropriada de água. Cozinhe em banho-maria por três horas. E para enfeitar o prato, pode-se fazer um fu-yong, isto é, misturar um ovo batido na sopa pouco antes de tirá-la do fogão.”
“Quando me casei há mais de quarenta anos atrás”, recordou ela, “tinha de servir chá a todos os parentes mais velhos do meu marido. E, visto que nossas famílias eram abastadas, o ‘chá’ que usávamos era sopa doce de ninho de ave.”


in Despertai de 22/5/1971 p. 11

1 comentário:

Camila disse...

Ola! Gostaria de saber se em algum lugar de Sao Paulo (menos liberdade) esse tipo de alimento esta a venda e qual seria o preco mais ou menos? Obrigada

OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.