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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cobras — amigas ou inimigas?


AQUI no Panamá encontramos ampla variedade de cobras. Ela mais de 125 tipos diferentes, mas destes apenas vinte e um são venenosos. E as variedades não-venenosas são muito mais populosas do que as venenosas. Vários missionários (...) tiveram encontros interessantes com elas. Um deles, que vive numa cidade do interior do país, relata:

“Certo dia encontramos a muda de pele de uma jibóia em nossa casa. Ficamos bastante perturbados. Quando mais tarde encontramos a dona da pele, ficamos ainda mais perturbados. Pois compreendemos que evidentemente havia estado na casa já por algum tempo, alimentando-se de insetos que habitam nosso telhado, sem mesmo nos deixar saber que estava por perto.”

Outro missionário conta: “Notei por diversas noites sucessivas que havia algo nas molas de minha cama. Podia sentir e ouvir movimentos brandos durante a noite, mas não podia ver nada. Visto que dormia sob um mosquiteiro, sentia-me bem seguro contra camundongos ou até ratos, mas imagine meu horror quando decidi investigar e descobri uma venenosa cobra-coral vivendo entre as molas!”

Sim, uma reação comum ao se encontrar uma cobra é a de terror. Reage assim? Tem justificativa para isso? São as cobras realmente inimigos perigosos dos humanos? Ou servem para fins úteis?

Estórias de Cobra

É bem óbvio que alguns tipos de cobras podem ser perigosos. A venenosíssima naja, por exemplo, segundo é relatado, é responsável por umas 10.000 mortes por ano só na Índia. Durante o acasalamento, a naja pode ser agressiva, e há estórias de terem perseguido humanos numa caçada de vida ou morte.

O pitão é outra cobra famosa, cuja própria menção já causa medo em certas pessoas. Pode ser tremenda em tamanho. Um pitão asiático chegou a medir dez metros de comprimento! O pitão mata por constringir ou espremer sua presa até sufocá-la. Mas, há poucos relatos autenticados de tais cobras atacaram e devorarem humanos. Em certo caso, porém, um rapazote de quatorze anos nas Índias Orientais foi pego e devorado por um pitão. Alguns dias depois, a grande cobra foi capturada e morta, recuperando-se o corpo do rapaz.

A maior cobra viva é a sucuri sul-americana, que também mata suas vítimas por esmagá-las. Tem havido estórias do Brasil, desde tempos remotos, sobre o grande tamanho e a grande força da sucuri. Há alguns anos, um fotógrafo no Brasil distribuiu um cartão postal de uma sucuri gigantesca, supostamente de 40 metros. E em 1948 uma reportagem jornalística falava de uma cobra de uns 48 metros de comprimento que foi morta por um destacamento do exército brasileiro. Têm as cobras realmente tal comprimento? As afirmações não foram comprovadas. Há relatos fidedignos, porém, de sucuris de onze metros, que são deveras grandes! A jibóia, que se encontra no Panamá, pode atingir um comprimento de quase cinco metros, estando logo abaixo da sucuri e do pitão em tamanho.

Grau de Perigo

Visto que estas grandes cobras geralmente preferem presas menores, o perigo para os humanos é mínimo. Assim, o maior perigo para o homem vem das cobras venenosas. Mas, só uma pequena percentagem das quase 3.000 espécies conhecidas de cobras do mundo é venenosa. Calcula-se que apenas cerca de oito de cada cem representam perigo para o homem.

Certo escritor observou recentemente que ‘a probabilidade de ser mordido por uma cobra no Panamá é quase a mesma de ser atingido por um raio’. Também comenta, porém, que ‘é melhor não brincar com cobras, visto que são os manipuladores de cobras que mais sofrem picadas de cobra’.

As cobras mais perigosas no Panamá são as venenosas caiçaca, sucuri e cobra-coral e, em grau menor, a urutu e outras do gênero Bothrops. Também, a serpente marinha do Pacífico, cujo veneno é considerado cinqüenta vezes mais venenoso do que qualquer cobra terrestre, pode ser perigosa para os banhistas ao longo da costa do Pacífico.

Mas, caso tentasse fazer isso, poderia uma cobra terrestre perseguidora apanhar um homem? Provavelmente não. A maior velocidade que a maioria das cobras podem atingir é apenas uns treze quilômetros por hora, mais vagaroso do que uma pessoa pode correr, e poucas cobras podem correr nessa velocidade. Uma notável exceção é a veloz naja hannah. Todavia, ao se locomover, mantém a cabeça suspensa do chão, mas tem de baixá-la horizontalmente para dar voltas. Assim, um homem, por ziguezaguear, pode fugir dela num local aberto. Há relatos de pessoas que escaparam deste tipo de naja por simplesmente fazer tais manobras!

A verdade é que as cobras em geral são bastante ariscas, e sairão do caminho de um homem, dada a oportunidade. Esta preferência de serem cautelosas se dá até mesmo com as variedades venenosas, inclusive a naja, na maioria dos casos. As cobras não ficam à espreita para atacar humanos. Portanto, se a pessoa for cuidadosa quando estiver no jardim ou perto de árvores ou arbustos, as probabilidades de ser picada são muito pequenas. É também bom em alguns lugares estar alerta em volta da garagem ou da casa, porque as cobras venenosas invadem estas áreas também.

Reputação Imerecida

Parece que, na maior parte, as cobras têm uma reputação imerecida. O herpetólogo (estudioso dos répteis) Sam Telford se acha entre os que crêem nisto. Afirma: “Têm uma reputação que não merecem; só porque algumas são perigosas, todas foram difamadas.”

Realmente, as cobras servem para finalidades úteis, conforme indica Telford. São importantes no controle dos ratos, camundongos e outros roedores que se multiplicam em taxas rápidas e podem causar grandes danos às colheitas. Portanto, muitos agricultores consideram a cobra como sua amiga, como colaboradora em seus esforços agrícolas.

Mas as cobras servem ao homem de maneira bem diferente, também. Willie K. Friar, escrevendo no Panama Canal Review, comenta: “A jibóia, que alguns se referem como um ‘bom naco de carne’, é parte regular do cardápio servido aos estudantes da Escola de Sobrevivência Tropical da Força Aérea na Zona do Canal.”

Embora algumas cobras sejam perigosas e certamente devem ser tratadas com respeito, a maioria é útil ao homem. São amigas, não inimigas.

in Despertai de 8/9/1971 pp.19-20

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OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.