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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nossos músculos — mistério da criação


NOSSOS músculos, que usamos de tantas formas e para tantas finalidades, são usualmente considerados coisas corriqueiras por nós — isso é, até fazermos algo que os deixem doloridos. Mas, o que sabe sobre o seu funcionamento?
Durante anos, há pesquisadores que ficam intrigados com o mistério da ação dos músculos. Estudam os músculos na esperança de entender exatamente o que ocorre quando os músculos entram em operação. A ação muscular apresenta verdadeiro desafio para tais senhores.
Um famoso cientista no campo, o químico húngaro Szent-Gyorgyi, declarou: “O problema da contração muscular ainda não foi resolvido.” Algum tempo depois, outro investigador declarou: “Ainda não podemos responder à pergunta fundamental: ‘Como é que a maquinaria molecular do músculo converte a energia química acumulada pelo metabolismo em trabalho mecânico?’” E o Professor Ville, da Universidade de Harvard, declarou em seu livro Biology: “Os fisiólogos e bioquímicos têm tentado por muitos anos solucionar o problema de como um músculo consegue exercer uma tração, mas os reais eventos químicos e físicos que ocorrem na contração muscular ainda são questão de conjectura, antes que fato estabelecido.” Mas, muitas coisas interessantes foram aprendidas pelo caminho.


Características dos Músculos


Os músculos se acham entre as coisas que põem o homem e os animais à parte da maioria das plantas no sentido de que tornam possível a mobilidade. E não só os músculos nos habilitam a ficar de pé e fazer muitas coisas com as mãos, mas, muitas das funções vitais de nossos corpos dependem grandemente de nossos músculos. Respirar, a circulação do sangue, a digestão, a excreção e a reprodução, todas dependem de nossos músculos, dos quais existem de quinhentos a seiscentos ou mais.
Os músculos representam de 40 a 50 por cento do peso do corpo. Consistem em cerca de 75 por cento de água, 20 por cento de proteína, 2 por cento de gordura, bem como em vários tipos de minerais ou sais. Os músculos de per si variam em comprimento, de cerca de três milímetros, no ouvido interno, a quarenta e cinco centímetros ou mais, nas pernas. Talvez os músculos mais diminutos sejam os que fazem com que nossos cabelos fiquem eriçados quando ficamos com medo, ou que nos provoquem arrepios quando trememos de frio.
Uma publicação científica popular certa vez declarou que “um dos maiores segredos da natureza é o mistério dos músculos”. Alguns músculos podem erguer milhares de vezes o seu próprio peso; alguns podem exercer uma tensão de cerca de três quilos para cada centímetro quadrado de seu corte transversal. O músculo de um marisco pode manter uma compressão como de um torno durante horas sem aparentemente consumir energia alguma Os músculos de nossos corações e de nossos pulmões trabalham desde o berço até o túmulo sem parar. Alguns de nossos músculos podem contrair-se e descontrair-se numa fração de segundo. Os músculos de certos insetos conseguem mover-se ou vibrar a fantásticas taxas — de 55 vezes por segundo, no caso de alguns besouros, a até 1.046 vezes por segundo no caso do maruim, diminuto inseto.


Três Tipos de Músculos


Há três tipos de músculos em nossos corpos: (1) Músculos voluntários, que incluem os músculos do esqueleto e da face; (2) músculos ‘involuntários, que se acham entre os músculos nos vasos sangüíneos, intestinos, estômago, vesícula e útero, e (3) o músculo cardíaco.
Os músculos voluntários são também denominados “estriados” ou listrados, porque, ao microscópio, apresentam listras alternadas claras e escuras, ou estrias que correm transversalmente. A maioria de tais músculos são compridos e estreitos, como nos braços e nas pernas; outros, porém, são laminados, como os do abdômen e das costas. Os músculos voluntários são dotados de rica reserva nervosa e sangüínea de modo que possam cumprir seu propósito. Alguns, tais como os músculos respiratórios, pode-se dizer que são tanto voluntários como involuntários. Usamo-los voluntariamente quando tomamos fôlego profundo, mas, na maior parte do tempo, e especialmente quando dormimos, trabalham sem qualquer decisão de nossa parte.
Em contraste, os músculos involuntários são denominados “lisos”, pois não têm tais estrias listradas. Com a ajuda do microscópio eletrônico, descobriu-se uma diferença notável e intencionada da estrutura dos músculos voluntários e involuntários, ou lisos. Nos músculos lisos, os filamentos que fazem o trabalho real de contração se dispõem em paralelo, superpondo-se uns aos outros, e num ângulo no máximo de 10 graus do longo eixo da célula muscular. Este arranjo oblíquo dos filamentos nos músculos lisos talvez lhes dêem até dez vezes o vigor que de outra forma não teriam, e, assim, os habilita a suster poderosas contrações por longos períodos de tempo. Por outro lado, a forma de os filamentos estarem dispostos nos músculos voluntários ou estriados, em série, ou de ponta a ponta, permite-lhes mover-se com maior velocidade. E a contração pode ser bem maior do que no músculo liso. É justamente o que tais músculos voluntários precisam para servir bem ao homem.
O músculo do coração se acha numa classe ímpar. Por causa de sua grande carga de trabalho, dispõe dum tipo especial de construção, tornando-o o músculo mais forte no homem. Na mulher, apenas o músculo do útero, necessário para expelir um bebê que nasça, é mais forte, segundo se diz. O músculo cardíaco é construído segundo o modelo do músculo voluntário, mas funciona como músculo involuntário.


Ação Muscular


Os músculos voluntários ou esqueléticos, que se prendem por meio de tendões ou nervos aos ossos, realmente servem como pontes das juntas. É o grupo de músculos entre o cotovelo e o ombro que move o antebraço, assim como é o grupo muscular entre o cotovelo e o pulso que move a mão. Um grupo? Sim, é necessário um grupo para tornar possível os diferentes tipos de movimento, e isso por meio dos tendões. Os tendões, contudo, não devem ser confundidos com os ligamentos que ligam um osso ao outro e que não podem estender-se. Quando os ligamentos são distendidos, há dolorosa torcedura.
Quanto à própria ação muscular, há apenas dois tipos que os músculos podem realizar: Podem (1) puxar, contrair-se ou ficar tensos e (2) descontrair-se. Nunca podem empurrar.
Principalmente, nossos músculos voluntários existem em par ou em pares de grupos. Grupos de dois ou três são emparelhados para agir como antagonistas uns dos outros. Por exemplo, os dois músculos flexores frontais conseguem flexionar o antebraço, e os três músculos extensores por trás do braço podem endireitar o antebraço. Estes “antagonistas” sempre cooperam. Assim, quando um se contrai, o outro se descontrai, tornando possível a contração do outro. Isto, naturalmente, exige a coordenação dos nervos, o envio de sinais ao conjunto de músculos para se contrair e, ao mesmo tempo, ao grupo antagônico de músculos para que se descontraia.
Um músculo consiste em fibras revestidas cujos diâmetros podem variar de 1/250 a 1/2500 avos de uma polegada, e podem ter o comprimento total do músculo. As fibras são feitas de elementos paralelos, de 1/25.000 avos duma polegada em diâmetro e estas, por sua vez, consistem em filamentos paralelos de actina e miosisa. Parece que a chave para a ação muscular se acha nestes filamentos de actina e miosina. Entende-se agora que, quando um músculo se contrai, um destes desliza pelo outro.
A atividade muscular consome oxigênio e nitrogênio, provocando uma demanda dos mesmos do sangue, e, ao mesmo tempo, resulta num aumento dos produtos residuais, a saber, o bióxido de carbono e o ácido láctico, que é transportado pelo sangue. É a presença do ácido láctico no músculo que faz com que a pessoa se sinta cansada. A corrente sangüínea serve tanto para alimentar os músculos como para transportar seus produtos residuais e faz isso sem confundir os dois. Ao passo que se conhece pelo menos isso, o que precisa ainda ser entendido é exatamente como a força nervosa consegue transformar os produtos do metabolismo alimentar estocados no músculo em energia mecânica. Isso ainda constitui grande mistério para o homem.


Tono Muscular


Nossos músculos voluntários jamais ficam completamente descontraídos. Há sempre leve tensão ou “tono”, e esta tensão torna possível que os músculos entrem prontamente em ação. Tanto a rapidez de movimento como a suavidade de movimento dependem deste tono muscular. Vê-se a prova do tono quando um tendão, que prende um músculo a um osso, é cortado. O músculo se retrai.
No entanto, o tono muscular não é conseguido pelo músculo inteiro ficar sempre um tanto tenso. Nas fibras musculares, a regra de “ou tudo ou nada” se aplica. Isso é, as fibras de per si não respondem de jeito nenhum até que certo grau de estímulo nervoso seja aplicado, e, daí, contraem-se por completo. Então, como é mantido o tono muscular? Pela contração de pequenos grupos de fibras em revezamento, de modo que a maioria das fibras descansem enquanto comparativamente poucas fiquem ativas, suprindo o tono muscular necessário, ficando alertas, por assim dizer.
Esta atividade de revezamento das fibras musculares é responsável pelo fato de podermos manter a boa postura por longo tempo sem ficar cansados demais. Certa dose desta atividade ou tono muscular é necessária quando nos sentamos eretos. Ficar em pé exige ainda mais dela. E, quando se trata de andar, a coordenação de muitos músculos mais se acha envolvida. Não é de admirar que uma criança precise de muito tempo e esforço para aprender a andar.


Cuide Bem de Seus Músculos


O Criador não só deu ao homem centenas de músculos maravilhosos, mas também ordenou que o primeiro homem ‘cultivasse e tomasse conta’ do jardim do Éden. Isso exigia que o homem usasse seus músculos. O homem tinha um trabalho essencial a fazer que o auxiliava a manter-se em excelente condição física. O Criador não fez o homem para uma vida de preguiça. Com efeito, um dos maiores inimigos dos músculos fortes e saudáveis é a preguiça.
No caso de a ocupação diária da pessoa não lhe fornecer o necessário exercício, deve-se manter alerta quanto a preservar seus músculos em boas condições de algum outro modo. Subir escadas ao invés de sempre andar de “elevador” pode ser de grande ajuda; também, andar sempre que possível, ao invés de usar o carro da família ou o transporte público. Exercícios de flexão dos braços ou corridas a passo lento também lhe podem fazer muito bem.
De mãos dadas com o exercício suficiente andam o descanso e o sono suficientes. Em especial, é de ajuda aprender a trabalhar de forma descontraída, ao invés de sempre apressada e tensa. A tensão desnecessária prejudica tanto os nervos como os músculos.
Também é importante certificar-se de que os músculos obtenham a espécie certa de alimento. Isso significa, entre muitas outras coisas, certificar-se de obter suficientes vitaminas e sais minerais por escolher alimentos não-refinados e comer bastantes frutas e legumes, sempre que for prático, em forma crua.
O que pode ser feito quanto à fadiga, espasmos e coisas semelhantes? Compressas quentes e úmidas e massagens se acham entre os melhores remédios, embora certos alimentos também ajudem. E, naturalmente o descanso é o melhor tratamento de todos. Se continuarem os espasmos, as cãibras ou dores agudas, seria sábio consultar um médico, em especial se não estiverem localizadas nos membros.
Não se deve desperceber os fatores psicossomáticos. Se os músculos duma pessoa sentem cansaço a todo o tempo, embora ela goze suficiente descanso e coma o alimento da espécie correta, problema talvez bem que poderá ser psicossomático, o efeito da mente e das emoções sobre o corpo.
Nossos músculos são deveras uma maravilha, mas os pormenores de como operam ainda constituem mistério. No entanto, a apreciação que já temos deles deve ajudar-nos a cuidar bem deles.


in Despertai de 8/4/1971 pp. 20-23

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OBRIGADO RUI COSTA!

AMOR MEU, DOR MINHA

DOR MINHA QUE BATES NO CORAÇÃO,
OLHOS TEUS QUE CRUZAM COM A PAIXÃO;

PARA ONDE FORES CONTIGO IREI,
ONDE ESTIVERES AÍ FICAREI;

NA ROTA DO AMOR BUSCAMOS SINTONIA,
SENDO O MAIS IMPORTANTE A COMPANHIA;

FELIZ AQUELE QUE TE AMA,
E QUE PODE ALIMENTAR A CHAMA;

FICAREI. FELIZ. SINTO O TEU ABRAÇO FORTE,
SINTO QUE O AMOR NÃO ALIMENTA A MORTE;

POR TUDO ISTO UM ADEUS NÃO PERMITO,
NO NOSSO CORAÇÃO O AMOR NÃO É MALDITO.